Bala na Cesta

Arquivo : NBB

Técnico mais jovem do NBB, Bruno Savignani se destaca e quer título em Brasília
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Fábio Balassiano

Bruno Savignani completou 35 anos nesta segunda-feira com muito a comemorar. Muito jovem, ele é técnico há um ano e meio do fortíssimo time de Brasília, que no sábado venceu Bauru por 92-89 para chegar a 18 vitórias em 26 jogos e se manter na terceira posição posição do NBB, e foi eleito para ser o treinador no Jogo das Estrelas do Ibirapuera de duas semanas atrás.

Natural de Goiânia, Bruno é casado há 10 anos e rodou o mundo com a bola de basquete debaixo do braço. Começou aos 9 anos no Joquei Clube goiano, aos 14 estava no Pinheiros, em São Paul e no começo de sua vida profissional jogou como armador no América, do Rio de Janeiro. Logo depois retornou para a sua cidade-natal, onde atuou por três temporadas no Ajax de Alberto Bial. Quando conseguiu a sua cidadania europeia decidiu voar mais alto. Passou quatro anos na Itália e outro na França em divisões menores vendo outro lado do jogo e sobretudo ganhando bagagem cultural e pessoal.

No retorno ao país Bruno foi jogar em Caxias do Sul para o técnico Rodrigo, que até hoje mantém o projeto que está no NBB. Após seis meses foi para Barueri, onde foi dirigido por Marcel de Souza. Logo depois foi para a capital federal, onde sua vida de mudanças encontrou um porto seguro. Comandado por José Carlos Vidal, foi campeão da Liga Sul-Americana e logo depois do NBB em 2010/2011. Logo depois da temporada o técnico lhe chamou para uma conversa: “Bruno, se você quiser continuar jogando eu renovo com você, mas acho que você tem muito mais a acrescentar ao time trabalhando comigo na comissão técnica. Topa?”. Decidido a terminar os estudos em educação física e a se estabelecer no lugar onde a família de sua esposa mora, Bruno topou. Ficou quatro anos auxiliando e sendo preparado por ele, outro com o argentino Sergio Hernandez e na temporada passada assumiu o comando técnico de um projeto que tem investimento e pressão altos. Conversei com ele sobre tudo isso.

BALA NA CESTA: Hoje a gente vê muito técnico que para de jogar e logo depois vira técnico principal. Quão importante foi ter passado por todo o aprendizado de auxiliar durante quatro anos para você se tornar um treinador principal tão promissor quanto você está se tornando?
BRUNO SAVIGNANI: Sem dúvida alguma foi muito importante. Sem querer apontar pra dizer o que está certo ou errado, porque cada um tem o seu caminho, mas acho fundamental. O Vidal sempre me deu muita liberdade e confiança, e aí eu tive muita coisa pra fazer como auxiliar. Depois tive oportunidade de trabalhar com o argentino Sergio Hernandez. Em termos de bagagem técnica e tática, aprendi muito, vi o jogo de outra maneira e observei muito tanto do Vidal quanto do Hernandez essa questão de a gestão de pessoas. Hoje, na forma como eu lido com os meus jogadores, tem este aprendizado, da estrada que tive com todos os técnicos que passei. Agradeço muito ao Vidal por ele ter me preparado para assumir o lugar dele. Ele que abriu as portas para mim. Em algum momento ele viu alguma coisa que eu mesmo não sabia que tinha. Tive a sorte de ter trabalhado com ele. Basquete é minha vida. Desde os 9 anos eu sonho e vivo do basquete. Sou um apaixonado por basquete. De vez em quando, lá em casa, estou vendo Euroliga no computador, NBA na televisão, campeonato argentino no celular, estudos do NBB. Minha esposa fica doida e eu sempre digo: “Só mais esse jogo”.

BNC: Por isso no Jogo das Estrelas a gente te viu o tempo todo com sorriso no rosto, né? É uma coroação de uma trajetória longa, não?
BRUNO: Olha, eu me sinto muito honrado de ter dirigido o NBB Brasil neste Jogo das Estrelas tão especial. Confesso a você que não esperava ter sido votado, já que temos muitos técnicos consagrados e renomados por aqui. Não trabalhei para isso, porque isso é uma consequência, e sou muito feliz porque eu estou aqui devido ao meu time. O técnico é reconhecido por causa do resultado final do time. É consequência. Não tem sucesso de técnico se não houver sucesso de técnico. Agradeço muito a eles e também a minha comissão técnica. O Brenno, assistente e que jogou comigo no Pinheiros, está comigo em Brasília e tem um temperamento muito diferente de mim. Vem para complementar aquilo que não tenho. Além deles, Paulão, Carlinhos e Carlos são fundamentais neste processo todo.

BNC: Como é ser técnico de jogadores que você atuou junto? E como é ser técnico de jogadores tão experientes como Fúlvio?
BRUNO: Comecei como assistente, era difícil a transição com o mesmo elenco, ainda mais com jogadores consagrados como Alex, Nezinho e Giovannoni, de quem era companheiro. Nesse processo de transição foi importante ter passado por aquele grupo. Eu só tenho a oportunidade de trabalhar com estes caras. Eles me ajudam muito, mas sobretudo nos respeitamos. Não posso querer impor respeito a ninguém. Eu preciso conquistar respeito através das minhas condutas e principalmente de conhecimento. Quando você pega jogadores mais velhos eles já viveram muita coisa, já passaram muita coisa. É natural que eles vão te perguntar, questionar, trocar ideia. Se você não estiver preparado, vai ter dificuldade. Desde assistente o Vidal já me dava muita liberdade, eu já comandava algum treino, essas coisas. Então os jogadores sabiam que tinha alguma coisa, conhecimento, e passam a respeitar. Isso aprendi muito com o Hernandez também. Ele tinha resposta pra tudo, tudo. Os jogadores olham e pensam: “Caramba, o cara sabe”. Através disso a nossa convivência, o nosso respeito, cresce. Estamos construindo uma relação bem linda. O processo de aprendizado no basquete é infinito.

BNC: A outra é: como começar de técnico em uma equipe que já briga por título? Não dá muito pra ter tempo, né…
BRUNO: Me sinto um privilegiado. De verdade. Por estar em uma equipe como Brasília, multicampeã e que segue brigando por título. Isso é uma benção, e tenho uma gratidão muito grande. Tem vezes que os técnicos são muitos bons mas nem sempre têm condição, ou sorte, de dirigir times que vão brigar por títulos. Eu sou muito competitivo. Isso é da minha formação. Quero ganhar sempre. A mentalidade da equipe essa, a minha também e isso tudo acaba confluindo para uma maneira bacana de atuarmos. Temos que jogar o NBB pra ganhar, esse é o ponto. Por isso vibro tanto com a minha equipe durante os jogos. Quero vencer tudo, Bala. Se fizermos um par ou ímpar aqui, quero ganhar. Uma disputa de arremessos, idem. Partidas oficias e campeonatos também. É assim que vejo o basquete e minha profissão. Tudo pela vitória, tudo pata ganhar.

BNC: Como está Brasília para essa reta final? O foco de vocês sempre está no título, né? Qualquer coisa menos isso não é bem recebido lá na capital…
BRUNO: Como em todo campeonato longo, com muitas viagens, desgaste e lesões, há uma oscilação natural. Houve muito perde e ganha, e nós acabamos perdendo algumas partidas que não poderíamos perder. Bauru teve o momento dele, o Flamengo, Mogi muito bem agora. Nós somos a única equipe que ainda não perdeu 3 vezes seguidas no campeonato. Dentro dos altos e baixos normais nós estamos dentro da naturalidade. Falta pouco para acabar a fase regular, e agora é o momento de criarmos uma mentalidade de playoff. Isso é o mais importante no momento. O grupo está consciente, estamos fechados entre nós e o ambiente está ótimo. Antes estávamos sem brigar lá em cima por muito tempo, e ano passado chegando a semifinal isso reacendeu na torcida.

BNC: Como é o Bruno fora do basquete e quais as suas aspirações na modalidade?
BRUNO: O tempo que sobra é da minha esposa, né? Casei com 24, estou há 10 anos. Amamos série, vejo muito Netflix. Vi Homeland inteira, a do OJ Simpson também. Recebo muitos amigos em casa. Música eu escuto de tudo, mas não tenho essa necessidade de estar com fone de ouvido para ouvir. Samba de raiz eu adoro. Sobre as aspirações, escutei uma vez do próprio Sergio Hernandez o seguinte: “Você precisa olhar para o seu futuro e invista sempre. Isso é o que vai te preparar e te fazer melhor”. Ano passado acabou o campeonato e passei uma semana com o Julio Lamas, no San Lorenzo, da Argentina. Aprendi muito, ele é fera. Penso também passar uns 15 dias na Europa. Em termos de aspiração, preciso estudar e me preparar cada vez melhor. Quero ser cada vez melhor nisso que eu me propus a fazer.


Novamente comandando jovens, Gustavo de Conti mantém excelente trabalho no Paulistano
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Fábio Balassiano

Na sexta-feira estive em São Januário para comentar pela Rádio Globo a partida entre Vasco e Paulistano. No final das contas vitória do time de São Paulo por 82-67 sem grandes sustos. Os vascaínos estavam afobados, marcando mal o perímetro (13 bolas convertidas pelo rival, a maioria delas sem marcação) e sem inspiração no ataque.

Do outro lado pude ver mais uma vez um time jovem com potencial físico incrível para os padrões nacionais, organizado, sabendo exatamente o que fazia com a bola nas mãos e variando a defesa a cada segundo. Mérito total de Gustavo de Conti, excepcional treinador de 37 anos que mais uma vez volta a trabalhar com um grupo de atletas ainda em formação.

Na sexta-feira quem brilhou foi Lucas Dias, que anotou 19 pontos (cinco bolas de três convertidas), mas foram muito bem também os dois armadores (o titular, Georginho, saiu-se com 9 pontos e 6 assistências, e o reserva, Arthur Pecos, teve 5 pontos, 7 assistências, 6 rebotes e um controle de jogo absurdamente bom), os alas (Eddy, com 8 pontos, Jhonathan, com 15, e Mogi, com 7, se destacaram) e também os pivôs (Renato conseguiu cinco rebotes ofensivos). Foi uma atuação completa de um time que, como todo elenco jovem, ainda é muito instável (por isso a campanha de 14-12), mas talentoso ao extremo. No campeonato, 10 jogadores atuam por 15+ minutos e 8 deles possuem 8+ pontos de média, algo que mostra bem o espírito altruísta da equipe.

Noves fora manter de novo o time com campanha positiva na história do NBB, algo que acontece desde a temporada 2011/2012, Gustavo tem conseguido algo raríssimo no país: fazer suas equipes jogar de maneira completamente diferente de um ano para o outro. Quem acompanha basquete nacional há algum tempo lembra de ter visto o Paulistano com Dawkins e Holloway, os dois armadores norte-americanos, fazendo chover no perímetro. Agora, menos de um ano depois que a dupla foi dissolvida, o espaço é ocupado por Georginho, um dos mais comentados atletas dessa geração (estará em entrevista neste espaço ainda esta semana), Mogi e Arthur Pecos. Jovens e com estilos completamente distintos – mais velozes, mais físicos, mais atléticos, melhores defensores, mas com menos arremesso. Na ala saiu o jogo cerebral de Henrique Pilar para a chegada de Lucas Dias. Também jovem, com muito a aprender. No pivô o time perdeu com os pontos de Caio Torres, mas ganhou em mobilidade com o argentino Hure.

A metamorfose do Paulistano é imensa desde que foi vice-campeão do NBB em 2014 (perdeu a final em jogo único para o Flamengo). O time não foi bem no ano seguinte, em 2015/2016 fez estupenda campanha na fase regular (20-8) mas caiu nas quartas-de-final para o experiente Brasília. Era hora da diretoria mudar a rota, voltando ao que fazia com maestria – trabalhar com jovens talentos em buscam espaço.

Com o estudioso e corajoso Gustavo de Conti o Paulistano tem conseguido encarar todos de igual para igual no NBB ao mesmo tempo em que desenvolve jovens talentos e se classifica para mais um playoff. Dá gosto de ver um grupo tão novo jogando tão bem, tão determinado, tão destemido, tão livre assim.


Podcast BNC: Especial do Jogo das Estrelas do NBB gravado do Ibirapuera
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Fábio Balassiano

Edição especial gravada ao vivo do ginásio do Ibirapuera, onde aconteceu a nona edição do Jogo das Estrelas do NBB. O que teve de tão especial o evento na capital de São Paulo? Show do Jota Quest, homenagens aos ídolos, as atrações na quadra? A gente conta pra vocês!

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

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Após sucesso deste ano, Jogo das Estrelas de 2018 continuará em São Paulo
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Fábio Balassiano

Fotojump / LNB

Como disse no texto anterior, o Jogo das Estrelas de 2017 foi um sucesso absoluto. Mais de 10 mil pessoas no ginásio, inúmeros patrocinadores associando suas marcas ao NBB, ex-atletas sendo homenageados, festa na quadra e muito mais. E o blog antecipa uma novidade: o evento de 2018 também será em São Paulo. A informação foi confirmada por João Fernando Rossi, presidente da Liga Nacional de Basquete.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP– 27/03

“Queremos continuar ativando São Paulo e por isso vamos manter o evento por aqui. É a maior cidade do país e estamos muito satisfeitos com o que tivemos no Ibirapuera. Tivemos um desafio imenso realizar o que nos propusemos, mas deu muito certo. Creio que fomos bem acima do esperado. Foi um divisor de águas não no basquete, mas no esporte brasileiro. Este domingo foi um marco para nós”, contou Rossi.

Caio Casagrande / LNB

Nascido e criado na cidade, Rossi não escondeu a empolgação com o resultado do evento, mas sabe que para 2018 a Liga Nacional terá que se superar para fazer uma festa ainda melhor do que a que foi vista neste domingo.

“Agitar a cidade de São Paulo, com o basquete daqui, ver quase 4 mil crianças no ginásio foi gratificante. Empresas, investidores, amantes da modalidade, imprensa, todos muito empolgados e com parte e interna e externa sendo ativados. Isso é excelente. Só que agora temos como dever de casa ver o que pode ser melhorado e partir da próxima semana já pensar em como fazer o Jogo das Estrelas do NBB, o décimo da nossa história, da melhor maneira possível em 2018”, concluiu.


Impecável, Jogo das Estrelas ratifica NBB e cria novo padrão de eventos esportivos no país
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Fábio Balassiano

Antes do Jogo das Estrelas do NBB eu disse aqui que esperava que o evento posicionasse a Liga Nacional de Basquete no topo do país. Eu errei. O que vimos no Ibirapuera neste domingo foi além disso. Muito além.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP– 27/03

Em espetáculo impecável do começo ao fim, o Jogo das Estrelas comprovou que a turma da Liga Nacional é diferente, em termos de gestão, administração e apreço a novidades, do que vemos nos demais esportes do país. Continuará errando no dia a dia, mas seu saldo é absurdamente positivo e toda a evolução que vimos nos nove anos desde a sua criação acabaram fazendo com que o Jogo das Estrelas de 2017 criasse um novo padrão de qualidade para eventos no Brasil. Foi tudo tão lindo, correto, bem cuidado, caprichoso que só nos restou aplaudir. E nem abordo a parte técnica da coisa, não, hein. Venceram Tyrone (Mogi, Desafio de Habilidades), Jefferson (Bauru, Torneio de 3 Pontos), Bennett (Pinheiros, Enterradas) e NBB Mundo (Shamell o MVP). Falo pela parte do entretenimento. Aqui meus destaques:

1) União de todas as gerações -> Problema crônico do basquete nos últimos anos, pela primeira vez eu vi todas as gerações do esporte em um mesmo espaço. Bicampeões do mundo (Wlamir, Succar, Moises e Amaury), jogadores do Sírio e Monte Líbano (Israel, Maury, Marcel, Cadum etc.), dirigentes, técnicos, ídolos acima de qualquer suspeita (Oscar Schmidt, Magic Paula e Hortência) e tudo mais estavam no local. E felizes. Todos, sem a menor exceção, foram homenageados. Saíram do Ibirapuera certamente muito felizes com a reverência da Liga Nacional e do público.

2) Show do Jota Quest -> Fico com as palavras de Rogério Flausino em entrevista exclusiva a mim no final do incrível espetáculo de sua banda: “Eu sabia que ia ser legal, mas foi muito mais legal do que eu imaginava. Nunca vi uma interação entre música e esporte tão engendrada quanto eu vi hoje. Muito legal, muito legal”. Creio que não precise falar mais nada. Os mineiros colocaram a plateia para pular, cantaram seus hits e empolgaram demais o Ibirapuera. Primeira vez que houve um show do intervalo no Jogo das Estrelas, e a Liga Nacional acertou em cheio na atração.

3) Procura por ingressos e celebridades -> Todo evento bom é concorrido. Logo que cheguei ao ginásio (08h15) vi muita gente procurando ingresso. Quando entrei, uma série de famosos que fazem a imagem do basquete sair de sua própria bolha. Adriane Galisteu (foto), Pedro Scooby (surfe), Emicida (cantor), Lucarelli (vôlei), Thiago Braz (salto com vara) etc. Todos impressionados com a qualidade do espetáculo e animadíssimos com a festa. Todos com milhões de seguidores em suas redes sociais. Pensem na progressão geométrica de posts deles em Twitters, Facebooks e Instagrams. Quanto mais isso acontecer, mais a modalidade passará a ideia de ser cool, descolada.

4) Ginásio lotado -> Foram mais de 10 mil pessoas no Ibirapuera. Em um domingo de manhã. Em um jogo de festa. Sem nenhum time de massa na cidade. Prova que o trabalho da Liga Nacional é excepcional e surtiu efeito. Destes 10 mil, 40% eram de crianças que muito provavelmente tiveram seu primeiro contato em um ginásio na tarde de ontem. Assim se formam novos fãs, torcedores, atletas e consumidores. O clima no Ibirapuera estava indescritível. São Paulo tem uma história na modalidade e creio que o Jogo das Estrelas deste domingo a reacende. Muita gente comentou comigo que houve fila imensa na entrada, mas eram 10h15, quando efetivamente começaram as atrações do Desafio de Habilidades, e o local já estava bem cheio.

5) Torneio de Enterradas -> Vencido pelo norte-americano Bennett, do Pinheiros, foi bem disputado e com um confronto animadíssimo no final entre o ganhador e Gui Deodato, o Batman, de Bauru. É o “prato” mais aguardo do cardápio do Jogo das Estrelas e foi muito de ótima qualidade.


Com Ibirapuera lotado e show do Jota Quest, Jogo das Estrelas posiciona NBB no topo do país
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Fábio Balassiano

Mais de 10 mil pessoas lotarão a partir das 10h o emblemático ginásio do Ibirapuera neste domingo em São Paulo para assistir a nona edição do Jogo das Estrelas do NBB. Mas não só isso. Aqueles que sairão de suas casas rumo a grande festa do basquete brasileiro poderão presenciar também os motivos pelos quais o NBB está conseguindo alcançar outro patamar no esporte nacional.

Além do excepcional trabalho prévio de marketing / comunicação que fez os ingressos se esgotarem com antecedência incrível, cabe destacar o que a Liga Nacional reserva para este domingo de março na maior capital da América Latina. Os dois times da atração principal principal (NBB Brasil x NBB Mundo) jogarão com camisas fazendo referência aos tradicionais Sírio e Monte Líbano, que lotaram ginásios na cidade nas décadas de 70 e 80, haverá uma série de homenagens a grandes personagens da modalidade e um show da popular banda Jota Quest no intervalo do Jogo das Estrelas.

Além do Jogo das Estrelas, cujos quintetos titulares serão formados por Marquinhos, Olivinha, Marcelinho, Alex e Giovannoni no NBB Brasil e Rodgers, Shamell, Tyrone, David Jackson e Rollins no NBB Mundo, haverá o Desafio de Habilidades, o Desafio de Enterradas (Jhonathan, que entra no lugar do lesionado Mogi), Bennett, Gui Deodato e Danilo Fuzaro participam), o Concurso de Três pontos (Duda, o atual campeão, Marquinhos, Shamell, David Jackson, Jefferson Willian e Deryk Ramos) e o Jogo das Celebridades.

Atrações de alto nível para colocar de uma vez por todas o NBB no patamar mais alto do país quando falamos em gestão esportiva.


Com muito entretenimento e foco no social, Jogo das Estrelas abre programação neste sábado
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Fábio Balassiano

Começa hoje em São Paulo a intensa programação do Jogo das Estrelas do NBB (e com o blog presente – fiquem de olho nas redes sociais para atualizações a cada instante). Hoje, na verdade, é a programação oficial, porque desde quinta-feira os atletas estão fazendo algo bem importante e que nem sempre é realizado por aqui: ações sociais. Os jogadores visitaram a Associação Parque Cocaia, os atletas do Magic Hands (basquete em cadeira de rodas) e no Projeto Passe de Mágica.

A partir deste sábado as atrações acontecem no complexo do Ibirapuera. E todas absolutamente grátis. Quem não conseguiu ingresso para a já esgotada festa deste domingo pode aproveitar para se divertir nos stands abertos nos espaços fora do ginásio.

Há entretenimento para todos os gostos no espaço Joga Junto, o mote oficial da Liga Nacional de Basquete, na Casa Sky, onde haverá a partir das 15h uma clínica com o armador Fúlvio, e, claro, a eliminatória para o Desafio de Habilidades a partir do meio-dia e com transmissão ao vivo para todo Brasil durante o Globo Esporte.

Participam da seletiva o pivô do Caxias do Sul Arthur Bernardi, Alexey (Franca), Betinho (Campo Mourão), Cafferata (Liga Sorocabana), Davi Rossetto (Basquete Cearense), Dawkins (Vitória), Fúlvio (Brasília), Georginho (Paulistano), Holloway (Pinheiros), Kendall (Macaé), Olivinha (Flamengo), Palacios (Vasco) e Tyrone (Mogi).

Vale a pena ficar de olho neste fim de semana de Jogo das Estrelas em São Paulo. A Liga Nacional de Basquete tem conseguido aliar incrivelmente bem os lados de entretenimento, social e esportivo, prometendo tornar inesquecíveis estes dias na maior capital da América Latina.


Sob nova direção, Atletas reprovam contas da CBB pela 1ª vez e avisam: ‘Estamos atentos’
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Fábio Balassiano

Na eleição de semana passada da Confederação Brasileira de Basketball uma postura em particular chamou a atenção. Foi a da Associação de Atletas (AAPB), que ajudou a eleger o agora presidente Guy Peixoto e que logo depois teve a coragem de, ao contrário dos demais eleitores de Guy, reprovar as endividadas contas da CBB de 2016.

Para uma Associação que sob o comando de Guilherme Giovannoni, atleta de Brasília, aprovava sempre os desmandos financeiros de Carlos Nunes (foi assim por quatro anos consecutivos) e chancelava uma gestão tenebrosa como a dele foi uma surpresa e tanto a mudança de postura. E ela (a mudança) atende pela mudança na presidência da Associação.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

Saiu Giovannoni e entrou Guilherme Teichmann (indicado pelo antecessor inclusive). Pivô do Pinheiros e dono de senso crítico acima do normal, o jogador de 33 anos anos e seu vice, Bruno Fiorotto (do Vasco), adotou uma postura muito menos contemplativa e começou a sua gestão dando um recado claro: “A reprovação destas contas manda um recado de que estamos atentos à próxima gestão”.

O blog conversou com a Teichmann de forma exclusiva e as respostas do presidente da Associação chamam a atenção pela clareza e sobretudo por uma forma bem diferente de ver a situação do basquete brasileiro.

BALA NA CESTA: Gostaria que você explicasse o voto em Guy Peixoto. O que pesou para que a Associação votasse nele e não no outro candidato?
GUILHERME TEICHMANN: Nosso voto foi baseado nos compromissos que o candidato assumiu. Entre eles, um plano de governo emergencial para os 100 primeiros dias visando reverter a suspensão imposta pela FIBA ao basquete brasileiro. Consideramos isso prioridade. A criação da Universidade do Basquete é outro compromisso que nós acreditamos que pode impactar muito no futuro da modalidade, capacitando técnicos, árbitros, dirigentes e jogadores.
A maioria dos atletas consultados por mim citou o perfil gestor do Guy Peixoto e o planejamento apresentado por ele como a melhor opção para solucionar os problemas que a CBB enfrenta e liderar um futuro mais organizado da Confederação. Por isso, cobraremos uma gestão competente e responsável. Outro fator que influenciou muito foram os grandes nomes do basquete que se colocaram ao lado do Guy, como Amaury Pasos, Hélio Rubens e Marcel, por exemplo. Pelo respeito e admiração que temos por essas pessoas que fizeram a historia do nosso esporte, esse apoio tinha que ser levado em consideração.

BNC: Um fato que chamou a atenção positivamente foi a reprovação das contas, algo que não acontecia com a antiga gestão anterior da Associação. Como foi o processo de reprovação das finanças de 2016 da gestão passada da CBB?
TEICHMANN: Nós atletas estamos muito insatisfeitos com a situação financeira da CBB. Nos últimos anos a Confederação recebeu um valor considerável de dinheiro, mesmo assim não honrou suas obrigações e dívidas foram criadas. A reprovação destas contas manda um recado de que estamos atentos à próxima gestão.

BNC: Qual o recado que a Associação quis deixar nesta eleição? O de que a gestão mudou e que agora todos serão mais cobrados?
TEICHMANN: Nosso recado é que confiamos no projeto, mas que estaremos atentos e cobrando. Faremos o que estiver ao nosso alcance para melhorar o nosso esporte e as condições de trabalho dos atletas. Nós atletas precisamos ser mais participativos e ativos nesse processo. Um bom exemplo para nós foi justamente o resultado da eleição da CBB. O apoio dos atletas, ex-atletas e técnicos foi muito importante para o resultado do pleito.

BNC: O que podemos esperar desta nova gestão liderada por você e pelo Bruno Fiorotto, pivô do Vasco?
TEICHMANN: Nossa missão é que os atletas participem mais. Nos esforçaremos por uma maior interação entre jogadores de times diferentes para solucionar problemas em comum. Também queremos diminuir a distância entre os atletas e quem comanda nosso esporte. Uma marca importante da nossa gestão será mostrar a preocupação que já existe por parte de nós, atletas, com as comunidades. Queremos fortalecer a imagem do jogador de basquete como um personagem importante e um influenciador dentro da sua comunidade. Vamos promover mais ações sociais. Inclusive já estamos fazendo algumas e acho que vale a pena usar o espaço para detalhar. Na última semana fizemos doação de cestas básicas através dos jogadores dos times de São Paulo para moradores de uma favela que foi vítima de incêndio.

BNC: Como foi o processo de comunicação de você para com os demais atletas da Associação? Eles apoiaram a decisão de votar no Guy Peixoto?
TEICHMANN: Falamos por telefone e mensagens. A decisão do voto da AAPB foi baseada nessas conversas.
Tentei me comunicar com o máximo de atletas, mas é claro que faltou conversar com muitos. Esse processo de comunicação dos atletas também é uma das coisas que precisamos melhorar. Estamos analisando qual será a melhor plataforma para isso.


Podcast: mico da NBA com Warriors x Spurs, Jogo das Estrelas do NBB e eleição na CBB
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Fábio Balassiano

No programa dessa semana falamos muito sobre o mico da NBA envolvendo a parida Spurs x Warriors. A liga tem como fazer alguma coisa para evitar a frustração dos fãs do ginásio e também de casa? Falamos também sobre o Jogo das Estrelas do NBB, que promete um espetáculo de entretenimento com direto a show do intervalo do Jota Quest e tudo. Por fim, explicamos o que a chegada de Guy Peixoto a CBB significa.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

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Jogo das Estrelas do NBB fará bela homenagem a Monte Líbano e Sírio neste domingo
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Fábio Balassiano

Com todos os ingressos vendidos, o Jogo das Estrelas do NBB acontece no próximo domingo no ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Será recheado de atrações, como a da banda Jota Quest (mais aqui), e uma homenagem pra lá de especial.

A Liga Nacional de Basquete prepara justa reverência a Esporte Clube Sírio e Clube Atlético Monte Líbano, dois times que marcaram época na capital paulistana nas décadas de 70 e 80.

Os clubes estarão representados no duelo entre NBB Brasil e NBB Mundo. A equipe brasileira vestirá a cor azul do Monte Líbano, vice-campeão do mundo em 1985, enquanto que a legião estrangeira usará o vermelho do Sírio, campeão Mundial de Clubes em 1979 no mesmo ginásio em que será realizada a festa de 2017.

Além das agremiações, a Liga Nacional também homenageará os atletas que fizeram parte destas históricas equipes e nomes como Marcel, Pipoka, Marquinhos Abdalla, Cadum Marcelo Vido, Dodi e Eduardo Agra estarão no Ibirapuera. Todos eles receberão placas comemorativas em relação às expressivas conquistas durante a grande festa do basquete brasileiro.

O histórico título do Sírio, que tinha Oscar, Marcel e Marquinhos no elenco, em 1979 veio depois de uma incrível vitória no Ginásio do Ibirapuera contra o Bosna Sarajevo, da antiga Iugoslávia, por 100 a 98. Além do Mundial, o Sírio se firmou ainda mais como potência ao faturar sete títulos nacionais e oito Sul-Americanos. Já o Monte Líbano conquistou cinco nacionais (entre 1982 e 1987), sendo os quatro últimos de maneira consecutiva. Neste período, o clube paulistano foi vice-campeão mundial em 1985, após ser derrotado pelo anfitrião Barcelona na grande final. Os grandes responsáveis por esta época áurea foram Cadum, Israel, Pipoka, Maury e Marcel, o único a atuar pelas duas equipes.