Bala na Cesta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br Análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais. Tue, 25 Jul 2017 15:10:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Narrador Andre Henning garante emoção nas Copa Américas, exclusivas do Esporte Interativo http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/narrador-andre-henning-garante-emocao-nas-copa-americas-exclusivas-do-esporte-interativo/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/narrador-andre-henning-garante-emocao-nas-copa-americas-exclusivas-do-esporte-interativo/#respond Tue, 25 Jul 2017 15:00:47 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47736

Pra quem acompanha basquete, esta temporada reserva uma grande novidade. Os Canais Esporte Interativo exibirão as duas Copa Américas com exclusividade. A competição feminina começa em 6 de agosto, a masculina em 25 do próximo mês e se tem alguém se preparando é o narrador Andre Henning, um dos principais nomes da emissora que recentemente adquiriu o pacote de torneios da Federação Internacional.

O blog conversou com André, que em 2011 foi uma das principais vozes da classificação masculina às Olimpíadas depois de 16 anos e um dos principais narradores do país na atualidade. Ele falou das expectativas pras competições, da marca registrada do canal (a emoção) e também de sua relação com o basquete.

BALA NA CESTA: Qual a perspectiva pra voltar a narrar basquete pelo Esporte Interativo?
ANDRE HENNING: As melhores e maiores possíveis. O basquete faz parte história do canal e estávamos com saudade. Basquete, normalmente, já é um esporte emocionante, o que o torna ainda mais “televisivo”, ótimo de narrar. E o fato de envolver a Seleção Brasileira torna ainda mais fantástico esse momento. O torcedor brasileiro adora basquete e, claro, nós também!

BALA NA CESTA: O canal é bastante conhecido pelas transmissões de futebol, mas agora comprou esse pacote de competições da FIBA. Podemos esperar um maior número não só de jogos, mas de espaço pro basquete na grade de programação?
ANDRE HENNING: Sem dúvidas! Nós estamos sempre cobrindo e divulgando esportes diferentes de futebol. Uma curiosidade é que a primeira transmissão da marca Esporte Interativo, ainda na Rede TV!, foi um jogo da NBA, com o Nenê, no Denver. Temos história de grandes transmissões, não só de basquete, mas por exemplo do handebol, com os dois Mundiais que mostramos com exclusividade, incluindo o título inédito do Brasil. Temos um selo, o Brasil de Ouro, que nos acompanha há muitos anos e que acompanha, com muito carinho, esportes diferentes do futebol. Todas as competições de basquete de Seleções estarão aqui e serão tratadas de uma forma muito especial.

BALA NA CESTA: Sua voz ficou muito conhecida entre os fãs de basquete em 2011, quando a seleção masculina conquistou vaga na olimpíada de 2012, retornando aos Jogos depois de 16 anos. Quão mercante foi pra você também ter feito parte daquele momento? Há alguma história que você não tenha contado daquelas transmissões que possa contar agora pra gente?
ANDRE HENNING: Foi, sem a menor sombra de dúvida, um dos pontos altos da minha carreira. Acho que o que mais me marcou naquela cobertura foi voltar a ter contato com um dos esportes que mais pratiquei na vida. Hoje, meus companheiros de time, lá de Salvador onde morei por muitos anos, se reúnem duas vezes por semana para jogar basquete. Eu, claro, quando estou por lá, marco presença. Mas em 2011, eu estava meio afastado da prática do basquete. E viver aquele Pré-Olímpico me deu muita motivação para voltar a jogar. E o começo desse resgate foi dentro do próprio Esporte Interativo, em quadras espalhadas pelo Rio de Janeiro, de onde foi transmitida a competição. Foi muito legal! O Pré-Olímpico serviu para despertar em mim, de novo, a paixão pela prática do esporte! Agora, também teve a história dos bolões que fazíamos na redação para ver quem faria a primeira cesta da partida. Era muito engraçado – eu, Miguel Angelo da Luz, Luan Knaya, a galera da produção, todo mundo pegava um jogador para fazer a primeira cesta e ficávamos torcendo, inclusive no ar! Foi sensacional! Aposto que faremos de novo agora!

BALA NA CESTA: O basquete brasileiro tem tentado passar uma nova imagem, com a chegada da nova gestão da CBB e os crescimentos do NBB e da NBA no Brasil. Como você acha que um “canhão” como o Esporte Interativo, tanto na TV como nas redes sociais, pode contribuir para o basquete?
ANDRE HENNING: Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar o basquete brasileiro nesta nova fase e isso inclui aumentar a exposição dele. Sabemos que podemos contribuir bastante para que uma competição seja bem sucedida e tenha relevância. Basta ver o que fizemos e continuamos fazendo com a Copa do Nordeste. Com a nossa ajuda, tornou-se uma competição que é referência no futebol brasileiro. Quando investimos nos direitos da Seleção Brasileira de basquete, pode ter certeza que não pensamos somente na possível audiência que esses jogos vão nos dar na TV. Olhamos o projeto, abraçamos uma causa. É uma contribuição importante pro esporte brasileiro. Já conseguimos, inclusive, ajudar a viabilizar amistosos tanto pra Seleção Feminina quanto para a Masculina. O Basquete pode ter certeza de que tem um parceiro que acredita nele e está disposto a contribuir bastante. (Nota do Editor: serão quatro amistosos, um do do feminino (1/8) e três do masculino (19, 20 e 21/8)

BALA NA CESTA: Quem acompanhar as transmissões da emissora pode esperar exatamente o quê nestas duas Copa América? Uma das marcas do canal é a emoção, você chega a falar isso durante os jogos de futebol inclusive, e imagino que irão imprimir a mesma coisa nos de basquete…
ANDRE HENNING: Exatamente a mesma coisa das nossas transmissões de futebol. Com um “agravante”: o Brasil, o nosso país, vai estar em quadra! Então, sim, podem esperar uma transmissão carregada de torcida para o Brasil. Sem deixar toda a análise isenta que os comentaristas farão, que eu farei, não tenham dúvidas que o Esporte Interativo será Brasil sempre! E faremos questão de mostrar isso!

BALA NA CESTA: Dos jogos de basquete, qual é aquele que você tem maior lembrança? Quais eram seus ídolos de infância, seu time de NBA, essas coisas?
ANDRE HENNING: Caramba, na época que eu jogava claro que era o Oscar, nosso ídolo maior. Mas, como eu morava em Salvador nesse tempo, gostava muito do Israel também, por ser baiano! Até que mudei para os EUA e pintou na minha vida o Washington Bullets! Naquela época, o nome do time era um “branquelo” chamado Rex Chapman, grande arremessador. Mas o time era muito ruim. No entanto, como fui muitas e muitas vezes ao Capital Centre para assistir o Bullets jogando (e geralmente perdendo), rapidamente virou meu time de coração. Éramos sempre as mesmas pessoas no ginásio, tipo time de bairro. Então, virou amor! E essa paixão sobreviveu a anos e anos de times fracos, a distância (depois que voltei para o Brasil e ainda não tinha NBA League Pass) e também a mudança de nome para Wizards. Hoje, assisto praticamente todos os jogos do time, leio o Washington Post diariamente para saber o que acontece nos bastidores, acho o John Wall espetacular e devo ser uma das únicas pessoas do planeta a achar que um dia ainda verei o meu time campeão da NBA.

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Técnico da seleção masculina será anunciado nesta semana – confira os cotados http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/24/tecnico-da-selecao-masculina-sera-anunciado-nesta-semana-confira-os-cotados/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/24/tecnico-da-selecao-masculina-sera-anunciado-nesta-semana-confira-os-cotados/#respond Mon, 24 Jul 2017 09:20:16 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47732

Faltando praticamente um mês para o começo da Copa América masculina que se inicia em 25 de agosto, a Confederação Brasileira de Basketball deve anunciar o nome do técnico da seleção dos rapazes ainda esta semana que irá assumir o selecionado nacional no lugar do argentino Rubén Magnano, que ocupou o cargo de 2009 a 2016.

O blog apurou com diversas fontes e coloca abaixo a lista dos cotados para assumir o cargo de técnico da seleção brasileira. Notem que não há qualquer juízo de valor por parte do blogueiro, mas sim informações que chegaram até aqui sobre aqueles que a Confederação Brasileira considera escolher para o cargo. Vamos lá:

1) Helinho -> O técnico de Franca tem muito prestígio com a CBB, mas em seu segundo ano como treinador principal, pode não estar preparado para o cargo máximo do basquete brasileiro. Arrisco-me a dizer que Helinho é o nome dos sonhos da Confederação para daqui 2/3 anos.

2) Régis Marrelli -> Técnico do Vitória no último NBB e com passagens pelas seleções brasileiras, Regis é visto como uma solução de ótima capacidade tática, jovem e com o perfil de quem entende o momento pelo qual passa a modalidade – precisando crescer. Tem ótimo relacionamento com os jogadores, boa bagagem defensiva, excelentes conceitos ofensivos e sempre conseguiu ir bem com seus times.

3) Guerrinha -> Ex-jogador da seleção e experiente, o técnico de Mogi é visto como uma solução possível e que agrada ao alto escalão da entidade. Com rodagem, Guerrinha conseguiria administrar a falta de tempo pra treinar e organizar bem o grupo visando a Copa América.

4) Técnico estrangeiro -> O nome do grego Panagiotis Giannakis chegou a ser cogitado, é uma possibilidade, mas creio que não para a Copa América. Giannakis ou qualquer treinador de fora precisaria de um tempo grande de adaptação e de conhecimento do país. Além disso, para uma CBB que pega um barco cheio de dívidas trazer um comandante de fora significa também investir pesado (em dólar ou euro), e não sei se a entidade máxima já consegue fazer isso neste atual momento.

Além do treinador serão anunciados os nomes dos assistentes e coordenador técnico da seleção masculina. Nas duas funções os nomes já estão bem encaminhados, sendo um deles um técnico jovem do NBB para o trabalho de auxiliar e outro ex-jogador de renome para o lado de fora da quadra.

Vale lembrar que, com a mudança do calendário da FIBA e o consequente sistema de eliminatórias parecido com o do futebol que se iniciará em novembro, a Copa América não vale muita coisa para o Mundial de 2019 na China.

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O melhor jogo que ninguém viu – há 25 anos, o coletivo do Dream Team que entrou pra história http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/23/o-melhor-jogo-que-ninguem-viu-ha-25-anos-o-coletivo-do-dream-team-que-entrou-pra-historia/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/23/o-melhor-jogo-que-ninguem-viu-ha-25-anos-o-coletivo-do-dream-team-que-entrou-pra-historia/#respond Sun, 23 Jul 2017 10:00:55 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47721

No dia 22 de julho de 1992 a seleção norte-americana se preparava para a Olimpíada de Barcelona. Em Mônaco, o time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Karl Malone, Charles Barkley, entre outros, treinava visando a estreia que aconteceria na cidade catalã em 26 de julho contra Angola.

E foi naquele dia 22 de julho que o melhor jogo de basquete aconteceu sem quase ninguém ver.

No coletivo do time em Mônaco o técnico Chuck Daly, campeão com o Detroit Pistons dos Bad-Boys e absurdamente respeitado por todos na liga, entregou coletes para Michael Jordan e Magic Johnson formarem suas equipes. Eram os dois líderes daquele elenco. Um era o melhor jogador da atualidade, vindo de dois títulos da NBA (Jordan). O outro, o mais icônico da década de 80 (junto com Larry Bird) e que havia acabado de retornar ao basquete pós-anúncio do HIV (Magic).

Com os coletes em mãos o craque do Chicago Bulls convidou Scottie Pippen, Patrick Ewing, Karl Malone e Larry Bird (vocês têm noção do que é um time com Jordan, Pippen, Bird, Malone e Ewing?), enquanto Magic colocou Chris Mullin, Charles Barkley, Christian Laettner (o único jogador universitário do elenco) e David Robinson ao seu lado. Clyde Drexler e John Stockton, machucados, estavam à beira da quadra e só assistiam.

Quando Daly apitou e gritou um “divirtam-se e façam o que sabem fazer melhor”, as feras voaram e fizeram, como conta Michael Jordan no livro “The Dream Team”, do autor Jack McCallum, “o melhor jogo da história do basquete que ninguém viu”: “Foi sem dúvida o maior jogo que já joguei. Todas as coisas lindas sobre o jogo de basquete foram ilustradas nesse coletivo em particular. Daquele time todos depois entraram no Hall of Fame, então dá pra imaginar como foi jogado aquele coletivo. E com as personalidades envolvidas, ninguém ali queria perder. Havia tensão e fúria na quadra. Foi maravilhoso fazer”.

Sem saber muito o que fazer, a comissão técnica de Chuck Daly (composta, entre outros profissionais, pelo então assistente Mike Krzyzewski, o Coach K que foi tricampeão olímpico como treinador dos EUA de 2008 a 2016) ficava de boca aberta com o que acontecia. Jogadas plásticas, provocações, faltas duras, contra-ataques e Michael Jordan jogando como se fosse uma final de NBA. Era um recado claro a todos ali – mesmo em um treinamento que parecia ser insignificante, MJ queria mostrar quem era o melhor jogador do planeta. E foi o que ele fez. Em 20 minutos ele fez 17 pontos

O time de Jordan, o de camisa branca, saiu perdendo de 7-0, mas teve uma sequência de 17-4 e venceu o primeiro tempo por 40-36 em 20 minutos em que houve de tudo – ponte aéreas, enterradas de Jordan, passes sem olhar de Magic Johnson e duas bolas de três seguidas de Scottie Pippen. Quando a primeira parte terminou em confusão (não preciso dizer que Charles Barkley estava envolvido, preciso?), Daly achou melhor encerrar a prática pra evitar que os ânimos se acirrassem ainda mais.

Menos de um mês depois a seleção norte-americana venceria a Croácia por 117-85 para conquistar a medalha de ouro. Naquela Olimpíada não houve nenhum jogo com menos de 35 pontos de diferença, e aquele treinamento em Mônaco acabou sendo o duelo mais disputado por Michael Jordan, Magic Johnson e companhia. Pena que não há imagens sobre isso.

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Após Kyrie Irving pedir para ser trocado, quais os cenários possíveis para o Cavs na NBA? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/22/apos-kyrie-irving-pedir-para-ser-trocado-quais-os-cenarios-possiveis-para-o-cavs-na-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/22/apos-kyrie-irving-pedir-para-ser-trocado-quais-os-cenarios-possiveis-para-o-cavs-na-nba/#respond Sat, 22 Jul 2017 10:01:12 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47710

O mundo do basquete foi sacudido ontem com a informação divulgada pela ESPN americana de que Kyrie Irving, craque do Cleveland, pediu para ser trocado. De acordo com a emissora, o armador quer mais protagonismo, não sendo mais “apenas o companheiro de LeBron James”. Atleta, agente dele (Jeff Wechsler) e franquia se recusaram a comentar.

A questão agora é: como o Cleveland vai reagir a isso? Pra azar do Cavs, a notícia vazou antes de qualquer movimento de troca ser concluído, nomes como Paul George, Chris Paul e Jimmy Butler já foram envolvidos em transferências e os demais 29 times da NBA já sabem do pandemônio que Kyrie causou em Ohio. Para piorar as coisas, a franquia está sem Gerente-Geral desde a saída de David Griffin no final da temporada passada. Quem está dando as cartas por lá é o assistente Koby Altman.

Ou seja: para todas as franquias da liga, na hora de trocar por Irving o valor de mercado do astro do Cavs desde ontem é menor. Ninguém vai oferecer o mundo sabendo que o atleta quer sair. Goste-se ou não, justo ou não, é assim que funciona por lá. Coloco abaixo 3 possibilidades do que pode acontecer com o Cavs. Vamos lá:

1) Cleveland rejeita o pedido e mantém Kyrie Irving no elenco -> Irving tem mais 2 anos de contrato (e um terceiro como opção do atleta). Se o Cavs quiser bater o pé e dizer um “querido, você vai ficar aqui”, pode, mas normalmente não é isso que acontece na NBA, não. E vale lembrar da situação de anos atrás quando Carmelo Anthony solicitou a troca do Denver Nuggets, a diretoria relutou e Melo deixou o ambiente no Colorado um verdadeiro caos.

Ninguém quer ter no vestiário alguém que está doido pra sair. É uma opção mantê-lo por lá no mínimo por um ano, o último de contrato de LeBron James aliás, mas não sei que tipo de coisa passaria pela cabeça de Kyrie e do restante do elenco. Pra piorar as coisas, as fontes da ESPN informaram que o camisa 2 não procurou LeBron para conversar, e que o camisa 23 ficou absurdamente decepcionado com a posição do armador.

2) Cavs troca Irving por jovens e picks de Draft -> Kyrie pode não ter mais o valor total de mercado que tinha 2 semanas atrás, mas ainda tem muitíssimo valor. É craque e o Cleveland pode conseguir peças jovens e picks de Draft futuros em sua troca. O problema disso é que trazer atletas inexperientes pode afastar LeBron James da franquia em 2018. E vocês sabem que quando o assunto é fim de contrato do King os rumores já começam um ano antes (e muita gente já está falando dele vestindo a camisa do Lakers junto com Paul George).

Aos 32 anos, LeBron precisa continuar jogando com companheiros “cascudos” e que possam ajudá-lo a bater o Golden State Warriors (ou o novo campeão do Oeste). Figuras mais novas podem manter o Cavs forte por muito tempo, mas provavelmente teriam dificuldade para engrenar logo de cara. O nome de Kristaps Porzingis, do Knicks, foi cogitado, mas a franquia de Nova Iorque não quer envolver o letão em nenhuma troca agora.

3) Franquia busca veteranos na troca por Kyrie -> Aqui talvez seja a situação que deixaria LeBron James mais calmo. Um cenário possível seria trocar Irving por Carmelo Anthony, amigo de LeBron. Kyrie teria dito que gostaria de jogar em Minnesota, San Antonio, Nova Iorque ou Miami.

Pro Wolves, trocar o recém-contratado Jeff Teague só seria possível a partir de 15 de dezembro de acordo com as regras da NBA. Pro Spurs, LaMarcus Aldridge é o nome mais plausível para incluir na troca, mas na posição de Aldridge joga Kevin Love em Cleveland. O Knicks tem Carmelo e Porzingis a oferecer, mas eu não daria o letão de forma alguma neste negociação. Miami sinceramente eu não vejo muito o que possa dar neste cenário aqui.

O que será que vai acontecer? Veremos nos próximos capítulos.

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Nascido na Favela da Rocinha, brasileiro brilha no Basquete 3×3 e sonha com a próxima Olimpíada http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/21/nascido-na-favela-da-rocinha-brasileiro-brilha-no-basquete-3x3-e-sonha-com-a-proxima-olimpiada/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/21/nascido-na-favela-da-rocinha-brasileiro-brilha-no-basquete-3x3-e-sonha-com-a-proxima-olimpiada/#respond Fri, 21 Jul 2017 09:20:44 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47698

Quem vê Leandro Discreto nas quadras do basquete 3×3 ao redor do mundo pode imaginar que a vida do carioca de 33 anos, 1,98m e dono de uma força física descomunal foi fácil. Dono de sorriso fácil e um dos melhores atletas da modalidade no mundo, ele hoje é jogador profissional do Yokohama City, do Japão, e um dos mais reconhecidos atletas do planeta em uma modalidade que fará parte do programa Olímpico a partir dos Jogos de 2020 em Tóquio. Para chegar até aqui, Leandro passou por muita coisa.

Nascido em 1983 e criado na Favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro e também da América Latina, Leandro de Souza de Lima poderia ser mais um entre muitos. Em uma família humilde, viu seu pai ser assassinado na casa da avó por policiais quando tinha 3 anos em uma chacina conhecida como “Mosaico 2”.

“Minha mãe vendeu a casa da Rocinha a preço de banana, um lar que foi construído com muito sacrifício por ela sozinha, pra me tirar o mais rápido possível do perigo. Quando decidi realmente focar no basquete, fiz uma promessa: que me tornaria um jogador profissional e que daria uma casa maior e mais confortável pra ela, e que minha mãe não precisaria trabalhar mais tanto. Consegui”, relata Leandro.

O caminho poderia ter sido não tão feliz, mas Leandro encontrou o basquete quando se mudou com sua mãe para São Gonçalo, cidade a 2 km do Rio de Janeiro. O motivo da mudança de residência era claro: Dona Ana Maria de Souza temia que as influências ruins levassem seu filho para um mundo que já tinha tirado o pai da família.

“Era difícil aquela época, cara. Minha mãe não tinha tempo pra cuidar de mim, uma realidade muito comum para mães solteiras das favelas do Rio de Janeiro. Então ela me colocou no esporte pra ocupar meu tempo mesmo. Aos 14 anos, ela me apresentou ao basquete. Só que eu era muito rebelde, desconcentrado e larguei a escolinha no Salgueiro, em São Gonçalo. Mesmo largando, fiquei muito próximo do professor Jorge Jhein, que me ensinou demais sobre a vida”, conta Leandro, lembrando muito pouco sobre seu pai: “Recordo muito pouca coisa dessa época, mas sei que meu pai trabalhava como carteira assinada no hospital Miguel Couto. Só que a família dele era grande e tinha muita coisa errada no meio. Se ele tinha ou não relação com algo é difícil afirmar”.

Sozinha, sua mãe desdobrava-se entre suas funções (depiladora, doméstica, diarista etc.) para criar o filho, mas quando completou 14 anos Leandro viu Dona Ana Maria de Souza ser diagnosticada com Transtorno Bipolar. Sem médico para cuidar da doença em São Gonçalo, outra realidade bem comum nos hospitais públicos do Rio de Janeiro, a família se mudou de novo para a Rocinha, onde havia um profissional especializado no assunto para atendê-la. E aí o basquete deu nova chance ao rapaz que crescia a cada ano.

“Encontrei um projeto na Rocinha que se chamava ‘Rumo Certo’. Lá tinha futebol e também o basquete. Jogava bem os dois, gostava até mais de futebol, mas o professor acabou me aconselhando a continuar no basquete. Fiquei lá dos 15 aos 18 anos até que o professor Israel, técnico da AABB na época, me levou pra fazer teste no Flamengo. Passei, joguei em 2002 no juvenil e entrei no adulto em alguns jogos. Era atlético, esforçado, raçudo, fomos campeões cariocas adultos em 2003 naquele time que tinha o Oscar Schmidt, meu grande ídolo, mas na temporada seguinte estava muito claro que só o empenho não me manteria no clube. Vinha do basquete de rua, tinha muita dificuldade com as questões táticas e sentia falta da liberdade de um jogo mais livre, menos rígido em relação a esquemas, estratégias, essas coisas”, relembra o jovem, que foi procurar seu caminho logo em seguida.

Naquele elenco rubro-negro que tinha Oscar Schmidt também fazia parte Olivinha, que começou a carreira e depois regressou ao Flamengo, onde está desde 2014. O multicampeão do NBB relembra o começo de carreira de Discreto:

“Conheci o Leandro em 2002 quando ele veio para jogar o juvenil. Ele chegou dando qualidade a equipe, mas alguns já estavam mais avançados em relação a fundamentos, essas coisas. O que foi legal nisso tudo é que ele nunca desistiu. Estava todos os dias treinando, chegando antes para poder evoluir e aprender cada vez mais. Eu já fazia parte do elenco adulto e vendo o esforço do Leandro o Miguel Angelo da Luz, o técnico da equipe principal, também o convidou para fazer parte do elenco profissional. Era um reconhecimento ao comprometimento dele. Neste ano (2002) fomos campeões estaduais juvenis e também adultos, nossa primeira oportunidade como profissionais. Ambos jogamos com Oscar Schmidt, ídolo de nós dois. Hoje em dia vejo que ele se tornou atleta profissional do 3×3 e fico bastante orgulhoso do que ele está conquistando. Nunca desistiu do sonho e está fazendo bonito representando o nosso país mundo afora. Ele tem uma história de vida linda e deve ser olhado como exemplo por muita gente que sonha ser jogador profissional não só de basquete, mas de qualquer esporte”, contou Olivinha ao blog.

Depois do Flamengo Leandro ainda passou por Fluminense, Municipal e Botafogo, mas sem muito brilho. Dividindo seu tempo entre o esporte e o trabalho em uma agência de viagens (foi de montador de eventos a conferente, passando por assistente administrativo e tudo mais), ele treinou, caiu, levantou e persistiu por um sonho: viver do basquete de rua. E ele conseguiu.

Depois de ter disputado inúmeros torneios internacionais, Leandro hoje é atleta de 3×3 do Yokohama City, da Liga Japonesa, a única do planeta que possui times profissionais e é exibida ao vivo na internet e na TV Aberta local.

“É sem dúvida a concretização de um sonho. Foi algo muito ralado, sofrido, batalhado mesmo. Jogando basquete de quadra era difícil eu me tornar um atleta profissional de alto nível. Na rua eu tinha qualidade, só que era quase impossível ser profissional, viver disso. Mas eu consegui. Hoje em dia no Japão em quatro meses eu ganho mais do que ganhei na minha vida toda quase. É a realização de um sonho daquela criança que nasceu na Rocinha e que foi se apaixonar pelo basquete na adolescência. O esporte me salvou e só no 3×3 eu me tornei um grande jogador. Consegui desenvolver muito meu jogo na rua, sou muito reconhecido por isso e hoje estou colhendo os frutos. Estou há um mês no Japão, a liga dura 4 meses, é muito organizada e estou bem empolgado. Antes de chegar até aqui atuei em Alcatraz, o presídio mais famoso dos Estados Unidos em um torneio mundial, joguei contra o Harlem Globetrotters e atuei em mais de 10 países. Sinto-me um abençoado pelo fato do esporte ter me proporcionado isso tudo”, conta, lembrando que o apelido discreto surgiu quando ele ainda era jogador de basquete de rua da LUB, a Liga Urbana de Basquete, e não sabia fazer muita coisa com a bola: “Era engraçado pacas, porque os times eram apresentados, a galera entrava na quadra, todo mundo fazia uma jogada diferente, mas eu ficava na minha, quieto, tranquilão e esperando o jogo começar. Não sabia fazer aqueles malabarismos, não. Meu negócio, naquela época, era fazer cesta e jogar. Só isso (risos)”.

Sua persistência pode levá-lo ainda mais longe. O 3×3, nome internacional para tratar do basquete de rua onde Leandro foi formado, recentemente foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional como esporte olímpico, fazendo parte do programa a partir dos Jogos de Tóquio em 2020.

“Acabou que se tornou um grande sonho jogar a Olimpíada, né? E aqui pertinho de Yokohama. Acredito que estou no caminho certo, mas é bem difícil pensar nisso ainda, cara. E te explico. Antes meu sonho era viver do basquete de rua, algo que batalhei, batalhei e estou conseguindo. Só que até pouco tempo atrás este era o auge, o máximo. Agora a Federação Internacional e o Comitê Olímpico organizaram a parada, tornaram o esporte olímpico, mas até pouquíssimo tempo atrás isso era algo bem distante. Nem almejado era porque não era palpável. Hoje é. E eu quero, é desejo, virou uma motivação ainda maior para mim. Se vier, será sensacional. Vou continuar trabalhando duro e seria muito legal representar a seleção brasileira em uma Olimpíada, uma honra para qualquer atleta.

Quem conhece sua história se orgulha do que Leandro atingiu. Fernando Medeiros, ex-BBB, ex-atleta e um dos entusiastas do basquete por aqui, fala sobre sua trajetória.

“Falar do Leandro é motivo de orgulho, pois conheço o cara há muito tempo. Vi muito ele em quadra, tentou jogar aqui na quadra, mas se encontrou mesmo no basquete de rua. Ele foi um dos pioneiros, um dos primeiros a acreditar no 3×3. Todos sabíamos da força dele e víamos o Leandro sozinho. Vi inúmeras vezes ele treinando sozinho. Uma vez vi o cara no Aterro do Flamengo sozinho batendo bola cinco, seis horas da manhã. Hoje a gente entende como ele chegou onde chegou. A história dele inspira. É recheada de momentos emocionantes. Leandro é exemplo de perseverança e um motivo de orgulho muito grande. Nunca esperou as oportunidade baterem na sua porta, sempre correu atrás e hoje é um dos melhores do mundo”, admira Fernando.

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A alegria está de volta: Harlem Globetrotters se apresentarão no Brasil este ano http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/20/a-alegria-esta-de-volta-harlem-globetrotters-se-apresentarao-no-brasil-este-ano/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/20/a-alegria-esta-de-volta-harlem-globetrotters-se-apresentarao-no-brasil-este-ano/#respond Thu, 20 Jul 2017 14:08:14 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47693

Está de volta ao país uma das atrações mais animadas do basquete. Os Harlem Globetrotters vão se apresentar em três capitais brasileiras a partir de setembro deste ano (São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro).

A turnê dos Globetrotters começa por São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, nos dias 30 de setembro e 01° de outubro, com duas apresentações por dia. Depois os jogadores seguem para Belo Horizonte, onde fazem única apresentação no dia 05 de outubro, no Km de Vantagens Hall. Os Globetrotters se despedem do público brasileiro com as apresentações no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena, com uma apresentação no dia 06 de outubro e duas em 07 de outubro.

A venda para o público em geral estará disponível a partir de amanhã, dia 21 de julho. Os ingressos podem ser adquiridos pela internet (www.ticketsforfun.com.br) e nas bilheterias Citibank Hall, Km de Vantagens Hall BH e Km de Vantagens Hall RJ. Os valores variam de R$ 80 e R$ 380.

Internacionalmente conhecidos por seu modo único de jogar basquete, os Harlem Globettroters foram os pioneiros na arte de apresentar o esporte aliando técnica e diversão. A atração é um ícone mundial, sinônimo de entretenimento familiar e excelentes habilidades de basquete. Fundado por Abe Saperstein em 1926, a primeira apresentação aconteceu em Hinckley, Illinois(EUA), em 7 de janeiro de 1927.

Crescendo ano após ano, com destaque para as décadas de 70 e 80, o grupo confirmou sua posição como uma das equipes de basquete mais influentes do mundo em 2002, recebendo a maior honra do esporte com entrada no Hall da Fama.

Em 6 de maio de 2015, os Globetrotters anunciaram a festa do 90º aniversário da equipe, nomeando o Papa Francisco um Harlem Globetrotter honorário. Foi a oitava vez que os Globetrotters tiveram uma audiência com um Papa, e o Papa Francisco é um dos dez honorários na história da equipe.

Ao longo de sua história, o Harlem Globetrotters já jogou em 122 países e territórios, em seis continentes, para mais de 144 milhões de fãs. Em 2006, por exemplo, os Globetrotters fizeram um histórico passeio de 21 dias no Oriente Médio, atuando em 12 bases militares dos EUA em cinco países, incluindo o Iraque.

Quem gosta da união basquete e entretenimento não pode perder essa oportunidade. Lembro que os Globetrotters se apresentaram no Rio quando era criança (década de 90?, acho que sim…) e foi sensacional.

Vale lembrar também que o brasileiro Jefferson Sobral, que jogou por aqui em Ribeirão Preto, Vasco, entre outros times, fez parte dos Globetrotters no começo do século.

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Em nome da inovação, Nike lança camisa mais leve e promete versões clássicas de uniformes na NBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/19/em-nome-da-inovacao-nike-lanca-camisa-mais-leve-e-promete-versoes-classicas-de-uniformes-na-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/19/em-nome-da-inovacao-nike-lanca-camisa-mais-leve-e-promete-versoes-classicas-de-uniformes-na-nba/#respond Wed, 19 Jul 2017 09:20:49 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47687

Maior marca de esportes do planeta, a Nike divulgou ontem detalhes das camisas da NBA que terão a sua logomarca nos uniformes das 30 franquias da liga norte-americana a partir da próxima temporada. A imagem que abre o post é a do Golden State Warriors, atual campeão.

O acordo entre a empresa de material esportivo e a NBA tem validade de 8 anos, e embora não tenham sido divulgados, os valores que serão pagos pela Nike à liga norte-americana giram em torno de US$ 1 bilhão, um crescimento de mais de 245% em relação ao acordo anterior (a Adidas vestia os times da NBA desde 2006).

O uniforme é composto por uma combinação de fios alfa e poliéster reciclado (cada uniforme possui aproximadamente 20 garrafas pet recicladas) e também remove a umidade mais rapidamente do que os uniformes anteriores da NBA. De acordo com a empresa, as regatas e bermudas serão mais leves em comparação com os da Adidas, antiga fornecedora.

“A vantagem mental de um uniforme de qualidade não tem preço. O fato de a Nike ter ouvido todos os nossos comentários ao desenvolver os novos uniformes da NBA fala muito. Estou entusiasmado com o novo ajuste e sensação de ser mais leve”, afirmou Kyrie Irving, craque do Cleveland Cavs.

Outro que também comemorou foi o verborrágico Draymong Green, ala campeão pelo Golden State Warriors e que tem curtido suas férias com Neymar na Espanha.

“Quando você olha e se sente bem, você joga bem. Aprecio qualquer vantagem competitiva que possamos ter na quadra e os novos uniformes Nike para a NBA entregam isso a partir dos comentários que fornecemos a empresa anteriormente”, analisou Green.

As mudanças não param por aí. A NBA também está eliminando suas designações de uniforme do time da casa e da equipe visitante. Começando com a temporada 2017-18, as franquias mandantes das partidas escolherão qual dos seus uniformes serão usados em todos os jogos em casa e as visitantes escolherão um uniforme contrastante dentro de sua própria variedade.

Por causa desta mudança, a Nike e a NBA trabalharam para criar quatro uniformes principais para cada equipe. Também nesta temporada, oito equipes da NBA terão um uniforme clássico que estará disponível em breve. Um deles, já comunicado, será o do Detroit Pistons, que reeditará a camisa clássica dos Bad Boys, time bicampeão que teve Isiah Thomas, Joe Dumars e outros pesos-pesados do basquete.

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Os motivos que fazem a franquia Rockets, agora à venda, valer mais de US$ 1,5 bilhão http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/18/os-motivos-que-fazem-a-franquia-rockets-agora-a-venda-valer-mais-de-us-15-bilhao/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/18/os-motivos-que-fazem-a-franquia-rockets-agora-a-venda-valer-mais-de-us-15-bilhao/#respond Tue, 18 Jul 2017 09:10:16 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47680

A tarde de ontem surpreendeu a muita gente quando o Houston Rockets divulgou um comunicado informando que Leslie Alexander estava colocando a franquia à venda (aqui em inglês no site oficial e aqui no UOL). Comprada em 30 de julho de 1993 por US$ 85 milhões, hoje o Rockets vale mais de US$ 1,5 bilhão de acordo com estudos da Revista Forbes.

Alguns motivos ajudam a explicar a valorização de um time que conquistou apenas dois títulos na história da NBA (em 1994 e 1995, os dois primeiros campeonatos sob comando de Alexander). Vamos lá:

1) James Harden até 2023 -> Considerado um dos melhores jogadores da atualidade, James Harden teve seu contrato renovado até 2023, garantindo que a franquia terá um craque à disposição por muitos e muitos anos. Se isso não significa exatamente títulos, certamente rende frutos em ingressos em muitas camisas (o Barba está no Top-15 entre os que têm mais vestimentas vendidas no mundo).

2) O mercado asiático -> Talvez este item seja mais importante que o primeiro. Desde a chegada de Yao Ming ao Houston no começo do século o Rockets é o time com maior valor de mercado na China em particular e na Ásia de uma maneira geral. E vocês têm noção do que isso representa, né? Mais de 1 bilhão de pessoas querendo consumir o seu produto, o seu time, o seu jogador, a sua marca. Para vocês terem uma ideia, Harden é o oitavo entre os jogadores com mais camisas vendidas na China. Tracy McGrady, que jogou com Yao e está aposentado há anos, é o décimo-segundo, à frente de grandes jogadores da atualidade como Klay Thompson e Carmelo Anthony.

3) Quinta melhor campanha da NBA na gestão Alexander -> Desde que chegou ao Houston, Alexander nunca gostou da palavra rebuild (reconstrução). Para ele, sempre foi vencer ou vencer. A cultura de vitórias foi instalada na franquia, e nos últimos 24 anos o Rockets tem o quinto maior percentual de vitórias da NBA (57%). Além disso, neste período a franquia perde apenas do San Antonio Spurs entre as que registraram mais temporadas com vitórias que derrotas. Quem comprar a equipe vai adquirir um time que quase nunca está em baixa.

4) Valor dos ingressos -> Inaugurado em 2003, o Toyota é um dos melhores ginásios dos Estados Unidos. Luxuoso, abriga os mais de 18 mil torcedores do Rockets na temporada da NBA. E a franquia cobra caro por isso. De acordo com o HoopData, a franquia texana possui o sexto maior tíquete-médio entre os 30 times da NBA. Cobrando uma média de US$ 67 por ingresso, fatura mais de US$ 1,2 milhão por jogo só na temporada regular com ingressos. Em um campeonato com no mínimo 41 partidas em casa, o Rockets fatura US$ 49,6 milhões apenas com entradas no Toyota Center.

Ninguém é maluco de dizer que é barato comprar algo por mais de US$ 1 bilhão, mas a NBA é absurdamente rentável hoje em dia e o Houston Rockets me parece ser um dos melhores negócios da atualidade. De acordo com estudos divulgados nesta segunda-feira, é possível pagar o investimento em menos de 10 anos.

Quem se habilita?

 

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De MVP a ignorado no mercado da NBA em seis anos – a queda de Derrick Rose http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/17/de-mvp-a-ignorado-no-mercado-da-nba-em-seis-anos-a-queda-de-derrick-rose/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/17/de-mvp-a-ignorado-no-mercado-da-nba-em-seis-anos-a-queda-de-derrick-rose/#respond Mon, 17 Jul 2017 09:00:11 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47667

O ano era 2011, e no dia 3 de maio Derrick Rose foi escolhido o MVP da temporada 2010/2011 do melhor basquete ao mundo. Aos 22 anos, ele se tornou o jogador mais jovem da história da NBA a conseguir o prêmio. Misturando um jogo explosivo recheado de infiltrações e dribles desconcertantes, o camisa 1 do Chicago Bulls registrou 25 pontos, 7,7 assistências e 4,1 rebotes, e guiou a franquia a 62 vitórias em 82 partidas.

Para uma franquia que teve Michael Jordan e que buscava reencontrar o caminho das vitórias, Rose era a esperança, a realidade, a salvação. Em três temporadas ele saiu do basquete universitário para ser titular da armação do Chicago e o melhor jogador da liga. Seu futuro parecia brilhante e a dúvida seria se ele conseguiria ganhar de LeBron James e do Miami Heat, seus maiores rivais da época.

O tempo voou, e a história de Derrick Rose não ficou mais premiada, porém. Pelo contrário. Seis anos se passaram, muitas lesões vieram, a performance caiu e o agora ex-jogador do New York Knicks se encontra sem time. Em um mercado que está fazendo quase todos os atletas multimilionários, Rose foi solenemente ignorado desde o primeiro dia de julho, quando as franquias puderam começar a assinar com os novos contratados.

O problema dele não é dinheiro. Ao longo de oito anos na liga Rose acumulou mais de US$ 116 milhões em salários. A questão é mesmo de interesse dos times em seu trabalho. Seus empresários têm tentado daqui e dali, mas na real, na real mesmo, o armador conta com apenas uma proposta em mãos (do Milwaukee Bucks). Nem mesmo Tom Thibodeau, que o treinou em Chicago e que agora dá as cartas no Minnesota Timberwolves, lhe acenou com um contrato. Thibs, como é conhecido, optou pelo não mais que regular Jeff Teague para a armação de um remodelado elenco.

O mais triste disso tudo é que Derrick Rose não jogou tão mal a temporada passada, quando foi trocado pelo Chicago para o New York Knicks. Aos 28 anos, ele teve 18 pontos e 4,4 assistências em um time que é uma bagunça (o Knicks). O problema é o que se espera dele. Se ainda aguardam as performances do MVP de 2011, é um erro. Seu corpo já não é mais o mesmo depois de seguidas operações no joelho e muito provavelmente sua força mental não esteja nas melhores condições.

O que não quer dizer que ele não tenha espaço na NBA. Contratá-lo como jogador de composição de elenco, remunerá-lo nesta faixa salarial (que hoje é gigantesca!) e tratá-lo desta maneira, dando tranquilidade para ele jogar sem tanta pressão, pode ser uma alternativa. Nego-me a crer que junto a Jason Kidd, o técnico do Bucks, ele não seja útil, por exemplo. Uma dupla Derrick Rose e Giannis Antetokounmpo poderia ajudar a elevar ainda mais o jogo do grego, que teria um companheiro experiente e com condições de criar seu próprio arremesso. Resta saber se Rose topa não ser O cara em um time sem tanta expressão assim.

Por fim, dá pra dizer que em uma liga que agora conta com ótimos armadores em quase todos os times é triste ver que um dos caras que despontavam como um dos melhores da posição no começo da década esteja sendo solenemente ignorado pelo mercado. Quem viu Derrick Rose jogar até 2011/2012 (até ele se machucar com gravidade pela primeira vez) sabe do que esse cara era capaz.

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Dívida da CBB cai, mas caixa está vazio para nova gestão, afirma especialista http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/16/divida-da-cbb-cai-mas-caixa-esta-vazio-para-nova-gestao-afirma-especialista/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2017/07/16/divida-da-cbb-cai-mas-caixa-esta-vazio-para-nova-gestao-afirma-especialista/#respond Sun, 16 Jul 2017 09:01:54 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=47653

Como faço todos os anos, publico neste espaço a análise do balanço financeiro da Confederação Brasileira de Basketball. Uma CBB que mudou de mãos, passando dívidas, problemas e contas pra pagar de Carlos Nunes (antigo mandatário) para Guy Peixoto, eleito em março.

Como manda o bom jornalismo, fui consultar a entidade máxima do basquete brasileiro para comentar os números, mas a atual gestão da Confederação Brasileira de Basketball não pode proferir nenhum tipo de análise devido a auditoria que está sendo implementada por lá. Até que ela (auditoria) termine, nada em relação a números do passado pode ser divulgado. A presidência da CBB, porém, me garantiu que tão logo possa esclarecer pontos referentes ao Balanço Financeiro e demais questões administrativas eu serei procurado.

Abaixo vamos à análise do Professor Jorge Eduardo Docente do Mestrado em Ciências Contábeis – UFPR (mais aqui). Lendo as palavras dele vocês terão uma noção de quão bizarra é a situação deixada por Nunes para Guy Peixoto. Conta tudo, Scarpin!

Análise Econômico-financeira CBB – ano base 2016

O ano de 2016 foi atípico para a CBB. Houve uma queda em todos os números, tanto para o lado bom (dívidas) quanto para o lado ruim (dinheiro, bens, captação de projetos etc.). Isso gerou uma sensação de que houve, em 2016, uma paralisia financeira na entidade, o que pode trazer problemas para a gestão no ano de 2017. Para a análise ficar mais completa, vamos separá-la em grandes pontos (endividamento, capacidade de pagamento, receitas, despesas e superávit ou déficit), considerando o ano de 2016 e comparando com os anos imediatamente anteriores, quando necessário.

No ano de 2016, a auditoria voltou a fazer uma ênfase quanto a situação econômica da entidade, com o risco grande de não haver capacidade de pagamento de dívidas. Além disso, expressa também uma nota sobre a suspensão imposta pela FIBA, que pode afetar a capacidade da CBB em captar recursos.

Considerando estes fatores, vamos proceder agora à análise técnica dos principais elementos do patrimônio da CBB.

  1. Endividamento

Apesar do bom nível de contabilidade da entidade, pela própria característica da CBB que é trabalhar com convênios, os balanços ficam um pouco confusos e um ajuste precisou ser feito para fins de análise. Tal procedimento é relativamente comum, pois a visão de um analista é diferente da visão interna de uma empresa.

O ajuste refere-se ao recebimento antecipado de verba com convênios. É o caso de uma empresa injetar 20 milhões de reais para um projeto específico em 2016, mas o gasto será apenas em 2017. Isso faz com que a CBB tenha dinheiro, mas que não possa gastá-lo, pois o dinheiro é exclusivamente para tal projeto. E, enquanto este projeto não é executado, se considera uma dívida (passivo), visto que, se a CBB não gasta o dinheiro no projeto específico, este dinheiro precisa ser devolvido. É o que chamamos, normalmente, de dinheiro carimbado. Para efeitos de análise, é altamente recomendável que este dinheiro carimbado seja excluído da análise, pois dá uma falsa sensação de haver muito dinheiro em caixa e também uma quantia enorme de dívidas. Sendo assim, os valores passam a ser os seguintes:

Para chegarmos ao valor total das dívidas da CBB, deve-se somar o Passivo Circulante (dívidas já vencidas ou que vencem no ano de 2017) e o Passivo não Circulante (dívidas que vencem após 31/12/2017). Considerando os valores reclassificados, observa-se um montante de dívidas no valor de R$ 11.391.574.

Esse volume de dívidas traz uma informação a princípio positiva que é a redução no volume de dívidas, o primeiro desde 2012, conforme o gráfico abaixo.

Mesmo com a boa redução na dívida, em 08 anos, o aumento da dívida foi de incríveis 1.300%, fazendo a confederação passar de uma situação de quase inexistência de dívidas em 2009 para um volume muito grande de dívidas em 2016. Deste volume total de dívidas, há dívidas tributárias, processos trabalhistas, fornecedores e principalmente bancos.

Os empréstimos bancários totais foram novamente reduzidos, agora de 4,1 para 2 milhões de reais (50% em relação ao ano anterior). A grande questão aqui é se os empréstimos foram reduzidos porque a CBB está ficando mais saudável financeiramente ou porque ela não consegue mais renovar as linhas de crédito. Infelizmente as notas explicativas não explicam isto.

Entretanto, a análise bruta da dívida não é um bom termômetro para o endividamento. Sempre que olhamos o endividamento, temos que comparar o volume de dívidas com os bens que uma entidade possui para pagá-las. Em balanços de empresas normais, como Vale do Rio Doce, Embraer, Pão de Açúcar, Companhias Elétricas, Siderúrgicas etc. veremos um volume de dívidas muito alto, porém, como os bens que possuem são maiores ainda, tal fato passa a ser relativizado.

No caso da CBB, o rombo é enorme e crescente. Apesar das dívidas de curto prazo, com vencimento no ano de 2017 terem diminuído 43% em relação a 2015 (7 milhões de reais) e o total de dívidas de longo ter ficado praticamente estável (aumento de 5%), o total de bens e direitos caiu numa proporção maior (55% em relação a 2015).

Em uma empresa saudável, o volume de dívidas (endividamento) não deve superar 66% (2/3) do seu volume de bens e direitos (ativos). Entretanto, na CBB, o volume de dívidas representa 300% do volume de ativos, ou seja, a CBB tem de dívidas mais do que possui de bens e direitos, significando que, caso a CBB vendesse tudo o que possui, teria condições de arcar apenas com um terço de suas dívidas, o pior número desde 2009. Um fato relevante a ser considerado é que, até 2014 a CBB reconhecia um direito a receber de curto prazo de R$ 661.700 da Eletrobrás (R$ 577.941) e Bradesco (R$ 83.759), em 2015 reconheceu que esses valores serão recebidos apenas no longo prazo e em 2016 reconheceu que não irá receber. O que provocou essa mudança de interpretação? As notas explicativas não mencionam o motivo. O gráfico abaixo mostra a piora acentuada ano a ano do endividamento da CBB ao longo dos últimos sete anos.

E qual o motivo do número ter piorado tanto? Um grande motivo é a falta de caixa, que vai trazer reflexos no próximo indicador. Esta falta de caixa foi produzida, basicamente, pela antecipação de receitas de cotas de televisão e patrocínio no valor de 5,2 milhões em 2015, ou seja, 5,2 milhões de receitas de 2016 foram recebidos em 2015. Isso trouxe aumento de caixa em 2015, com reflexos na falta de caixa em 2016. Na análise do ano passado, colocamos que esta antecipação “significa que nos próximos anos, pode haver menor entrada de recursos”. Acertamos em cheio.

Além disto, se olharmos o que a CBB tem de bens e direitos de curto prazo, ou seja, que são mais fáceis de transformar em dinheiro, vemos que a situação é bem ruim e com uma piora muito grande em relação a 2015 graças, principalmente, à antecipação de receita de patrocínio e cotas televisivas feitas em 2015 e que, por conta disto, não entraram no caixa em 2016. Estes recursos, que em uma empresa normal devem superar as dívidas de curto prazo, cobrem 20% (em 2015 este número era de 39,61%) destas dívidas. Isto faz com que a entidade seja de alto risco para conseguir financiamento, fazendo com que pague juros muito altos para a rolagem da sua dívida.

Um fato a se destacar é que, em 2016, o total de dívidas com bancos diminuiu principalmente no curto prazo e, pela primeira vez em anos, a dívida tributária da CBB não cresceu, ficando praticamente estável, passando de 3.890.601 em 2015 para 3.447.199.

Um fato que causou estranheza foi a não evidenciação, em nota explicativa, do processo judicial movido pela empresa Champion Products Europe Ltda contra a CBB referente a um contrato preliminar de patrocínio, firmado em 31/12/2008. Este processo estava em 2013 com um saldo de R$ 4.175.535 e não foi informado se o processo continua transitando na justiça ou se a CBB venceu a causa.

  1. Superávit ou Déficit

Aqui temos a melhor notícia sobre o balanço da CBB, ou não. Em 2016 a CBB apresentou o maior superávit da série histórica (Um milhão de reais). Entretanto, já falamos aqui sobre a antecipação de receitas em 2015, no valor de 5,2 milhões. Como em 2016 a CBB só conseguiu antecipar 800 mil, ficou um buraco de 4,4 milhões nas contas. O que isso significa? Significa que do superavit do ano, 4,4 milhões foram recursos que entraram nos cofres da CBB em 2015 e não em 2016. Assim, analisando os recursos que efetivamente entrou nos cofres da CBB em 2016, passamos de um superavit de 1,1 milhão para um deficit de 3,3 milhões. Assim, o gráfico mais correto de Superavit ou Deficit seria:

Neste caso, houve uma grande diferença, não acham? A piora poderia ter acontecido ou por diminuição da receita ou pelo aumento da despesa ou por uma combinação dos dois itens.

As receita, sem considerar a antecipação das cotas caíram de 24,2 para 21,4 milhões de reais, permanecendo com a tendência de queda já verificada em anos anteriores. Entretanto se considerarmos a antecipação de 2015, a receita passaria para 17 milhões, voltando a padrões de 2010. O gráfico a seguir mostra bem essa realidade.

Essa brutal queda de receita disponível para 2016 explica em grande parte a grande pior dos indicadores de endividamento e capacidade de pagamento da CBB.

O fato positivo é que os gastos tiveram novamente queda, passando de 24 milhões em 2015 para 20,3 milhões em 2016. Entretanto, esta redução não foi linear em todas as contas, podendo ser extraído um conjunto de fatos interessantes:

Juros. Sim, a CBB paga juros a bancos e paga desde 2009. Embora a CBB tenha pagado menos juros em 2016 do que em 2015, o número permanece muito alto. O gráfico a seguir exemplifica melhor essa piora.

Manutenção da estrutura da CBB. Aqui a melhor notícia do balanço. As despesas com pessoal somadas às demais despesas administrativas da CBB somaram 5,6 milhões (redução de 31% em relação a 2015). Isto tudo sem considerar os gastos com eventos propriamente ditos, só com a operação administrativa da CBB. Entretanto, resta saber se a redução foi por conta de melhor gerenciamento ou por conta da paralisia administrativa e financeira da confederação. O gráfico a seguir mostra a evolução dos números.

Técnicas: Aqui foi onde tivemos a maior redução, passando de 5,4 para 3,5 milhões de reais. Segundo as notas explicativas, as despesas técnicas são as despesas da área técnica da CBB (não explicou muito, não é?). Uma redução de 2 milhões de reais na área técnica da CBB é boa ou ruim? Deixo para os especialistas em basquete a resposta.

3. Conclusões

Fechando esta análise, se a CBB fosse uma empresa privada, estaria em situação muito crítica, ou seja, ou já estaria de portas fechadas ou se encaminhando para isto. Resumindo, a CBB encolheu. Encolheu nos bens, encolheu nas dívidas, encolheu nas receitas e encolheu nas despesas.

Entretanto, o encolhimento dos bens e das receitas foram maiores do que o encolhimento nas dívidas e nas despesas, fazendo com que a situação financeira piorasse severamente. A queda no dinheiro em caixa e a queda nas receitas e projetos vai fazer com que o ano de 2017 seja muito difícil para a CBB. Não será surpresa se os números de 2017 vierem piores do que os de 2016, por mais que haja uma tentativa de melhoria com a nova gestão. Provavelmente levará anos para que a CBB passe a ser financeiramente saudável de novo.

Ressalte-se que toda esta análise foi feita com os dados fornecidos pela própria CBB em seus balanços, sem nenhuma montagem minha quanto a números, bem como nenhum acesso a informação privilegiada.

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