Bala na Cesta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br Análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais. Wed, 20 Jun 2018 09:00:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Podcast BNC: Entrevista com Guilherme Buso, Gerente de Comunicação do NBB http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/podcast-bnc-entrevista-com-guilherme-buso-gerente-de-comunicacao-do-nbb-2/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/podcast-bnc-entrevista-com-guilherme-buso-gerente-de-comunicacao-do-nbb-2/#respond Wed, 20 Jun 2018 09:00:41 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51868

No programa dessa semana entrevistamos Guilherme Buso, que durante 9 anos foi o Gerente de Comunicação da Liga Nacional de Basquete. Buso, agora, está de saída para novos desafios pessoais e profissionais, mas conta do legado que deixa na excepcional área de Comunicação do NBB, das lições, dos problemas, dos momentos emocionantes, da gestão moderna da Liga e muito mais. Papo MUITO relevante pra quem gosta de Comunicação, de novas mídias, de construção de algo bacana. Aproveitem! Escolhemos Buso, também, como o Craque Mr. Baller da semana.

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Em maior vitória de sua gestão, Guy Peixoto retira em definitivo suspensão da FIBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/em-maior-vitoria-de-sua-gestao-guy-peixoto-retira-em-definitivo-suspensao-da-fiba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/em-maior-vitoria-de-sua-gestao-guy-peixoto-retira-em-definitivo-suspensao-da-fiba/#respond Tue, 19 Jun 2018 09:29:04 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51860

Em março de 2017 Guy Peixoto assumiu uma endividada CBB para um mandato de quatro anos. Empresário de sucesso, Guy sabia que teria o maior desafio de sua vida ao passar a comandar uma Confederação com milhões de dívidas, sem patrocinador, com credibilidade zero e suspensa desde 2016 pela FIBA devido aos desmandos de Carlos Nunes, o antigo mandatário (agora suspenso da entidade máxima do basquete brasileiro e quem acompanha este blog sabe bem o porquê).

Um ano se passou, e se no primeiro momento Guy e seu time conseguiram “estancar” a dor com a retirada momentânea da suspensão no meio do ano passado, agora a notícia é bem melhor: a Federação Internacional anunciou ontem de forma definitiva que o basquete brasileiro encontra-se reintegrado às ações da modalidade (link aqui).

“É uma grande vitória. Desde que me candidatei à presidência da CBB sabia que esse era o primeiro grande obstáculo a enfrentar. E graças a um árduo e constante a trabalho de toda a minha equipe posso entregar essa promessa que fiz na campanha e ter a certeza de que estamos no caminho certo para reerguer o basquete brasileiro. Mostramos à FIBA que seguimos firmes em nossas propostas e dentro de todas as conformidades. Só temos a comemorar o momento e renovar nossas forças para que a Confederação implemente as melhores práticas de governança e possa se tornar uma confederação  modelo para todas as Américas.  Agora é seguir em frente para fazer com que o basquete brasileiro reassuma sua posição de destaque nos cenários nacional e internacional”, finalizou Guy Peixoto via assessoria de imprensa.

Esta é uma notícia a ser comemorada por Guy, sua equipe e pelo basquete brasileiro como um todo. Mas como ele mesmo diz, ainda há muito a ser feito, pois o buraco cavado pelo duo Nunes e Grego durante 16 anos foi pesadíssimo.

A entidade máxima do basquete brasileiro sabe que precisa reestruturar a base, e os campeonatos com o apoio da Confederação Brasileira de Clubes estão em andamento para auxiliar nisso, um patrocinador máster ainda precisa ser anunciado e muita coisa de comunicação (o site e as redes sociais sobretudo) ainda precisam ser ajustadas. Isso tudo, óbvio, faz parte de um processo de reconstrução de algo que um ano e meio atrás estava horrível nas mãos de Carlos Nunes.

Com a suspensão retirada a CBB terá tempo de planejar e organizar melhor seus próximos passos. Foi a maior vitória da gestão Guy Peixoto, não há dúvida disso. Agora é caminhar nos próximos passos para recolocar o basquete brasileiro na primeira linha quando se fala em gestão, parte técnica, comunicação, governança e credibilidade.

Tudo o que Guy falou em sua campanha e que seguem no caminho para serem atingidos.

 

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Crônica da troca anunciada: o que a provável saída de Kawhi Leonard representa pro Spurs e NBA? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/kawhi/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/kawhi/#respond Mon, 18 Jun 2018 09:10:19 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51848

O mundo da NBA não está nem aí pra Copa do Mundo (ainda mais com os EUA fora). Na semana passada, o assunto que tomou conta das redes sociais foi a notícia divulgada pela ESPN em primeira mão que Kawhi Leonard teria pedido ao San Antonio Spurs para ser trocado.

Quem acompanha este blog e o noticiário sabe que não é algo novo, inesperado. A relação entre atleta e franquia tinha azedado desde o final da temporada (agora) retrasada, quando a lesão após o choque com Zaza Pachulia não foi totalmente (e bem) curada. Leonard procurou tratamento fora do San Antonio Spurs, sequer esteve acompanhando as partidas do time e não falou com o técnico Gregg Popovich por quase todo campeonato. Já naturalmente calado, Kawhi entrou em uma bolha, tornando qualquer tipo de diálogo entre ele, comissão técnica e demais jogadores impossível.

Pro Spurs, é um golpe duro depois de todo trabalho de desenvolvimento com um cara que foi trazido em uma das trocas mais geniais de Draft da história da NBA. De insosso décimo-quinto pick em 2011 trocado por George Hill para o Indiana Pacers até o MVP das finais de 2014, Kawhi foi trabalhado de forma meticulosa pela franquia em todos os fundamentos do jogo até se tornar um dos melhores jogadores da liga nos dois lados da quadra. Foi realmente espantoso no cara que ele se formou. E ninguém, ninguém mesmo, acreditava que ele fosse se tornar um cara tão completo assim. Sem ele, o San Antonio torna-se um time totalmente comum e bem longe de poder brigar por qualquer coisa grande na liga.

Pra azar da franquia texana, quando um jogador demanda uma troca naturalmente seu valor de mercado torna-se menor. E Kawhi ainda tem um agravante: seu contrato expira ao final do campeonato 2018/2019, ou seja, o próximo. Sem uma garantia por parte dos times de que o comprometimento do ala será de longo prazo, algo que aparentemente só o Los Angeles Lakers tem (o camisa 2 teria dito a interlocutores que deseja ir jogar com os angelinos mesmo…), o que um time que sabe que pode perder Leonard em um campeonato daria em troca? Não muita coisa, não é mesmo?

É difícil, portanto, não imaginar Kawhi Leonard ou no Los Angeles Lakers ou em um time como o Philadelphia. Ambos têm jogadores para ceder, peças jovens no elenco para fazer o Spurs dificultar menos a parada, já que partiria com algo para um time rejuvenescido, e a chance de, logo de cara, darem um salto de qualidade que fariam Kawhi mais feliz.

É bom deixar claro que no contrato de Kawhi Leonard não há nenhuma cláusula de veto à troca alguma, ou seja, o San Antonio Spurs pode trocá-lo para qualquer time da NBA. O óbvio ululante, claro, é que já sabendo que o destino preferencial de Leonard é Los Angeles (Lakers) nenhuma das outras 28 franquias vai arriscar dar muita, muita coisa para um cara que pode sair depois de um ano.

O exemplo de Paul George, que saiu de Indiana com um ano de contrato para o Oklahoma City Thunder (que arriscou tudo por sua conta e risco para tentar um título que não veio), ainda está na memória de todo mundo.

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Superação e decepção na temporada dos técnicos da NBA, por Heber Costa http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/superacao-e-decepcao-na-temporada-dos-tecnicos-da-nba-por-heber-costa/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/superacao-e-decepcao-na-temporada-dos-tecnicos-da-nba-por-heber-costa/#respond Sat, 16 Jun 2018 09:13:33 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51845 * Por Heber Costa

A temporada da NBA terminou e já é possível fazer um resumo da situação dos técnicos e das trocas de comando. Como sempre, há os melhores do ano, os de desempenho mediano e os que foram pra fogueira.

TÉCNICOS DO ANO

A NBA anunciou os finalistas do páreo de Técnico do Ano:

• Com a melhor campanha do Leste, DWANE CASEY (RAPTORS) chegou a ser votado pela associação de técnicos como o melhor do ano, mas a pós-temporada decepcionante do Toronto e a subsequente demissão dele são difíceis de ignorar.

• O nome de BRAD STEVENS (CELTICS) surgiu com força após uma campanha surpreendente com um time desfalcado de suas estrelas, especialmente nos Playoffs.

• QUIN SNYDER (JAZZ) construiu um time sólido mesmo depois de perder Hayward e Hill, contando com o brilho do calouro Donovan Mitchell para chegar à semifinal do Oeste.

Além dos três finalistas, outros nomes foram cogitados:

• BRETT BROWN (76ERS) fez o Philly saltar de 28 vitórias em 2017-18 para 52 em 2018-19, trazendo um elenco renovado sob a batuta de Ben Simmons.

• NATE MCMILLAN (PACERS) superou todas projeções com um time jovem e ágil, liderado por um renovado Victor Oladipo.

• MIKE D’ANTONI (ROCKETS), vencedor do ano passado, apareceu novamente na disputa após ter a melhor campanha geral na temporada regular, em que o Houston simplesmente voou com o provável MVP James Harden.

EM BANHO-MARIA

Fora dos Playoffs e sem qualquer expectativa em relação aos seus times (em processo de renovação), RICK CARLISLE (MAVS), LUKE WALTON (LAKERS), DAVE JOERGER (KINGS) e KENNY ATKINSON (NETS) continuam tranquilamente onde estão.

• Em um ano empesteado de lesões e saídas (Chris Paul, Blake Griffin) que mudaram a base do time, DOC RIVERS (CLIPPERS) não conseguiu levar sua equipe aos Playoffs, o que não acontecia há 6 anos. Rivers chegou a ser especulado em outras franquias, mas ele tem mais um ano de contrato e já confirmou que vai ficar até o fim.

• Apesar da campanha irregular, TOM THIBODEAU (WOLVES) conseguiu classificar seu time literalmente nos últimos segundos da temporada. Em início de projeto e tendo perdido Butler num momento crucial, nada teria acontecido mesmo que tivesse ficado de fora. • Prejudicado por lesões e numa franquia pouco dada a mudanças bruscas, SCOTT BROOKS (WIZARDS) permanece firme em Washington após a esperada derrota na primeira rodada do mata-mata.

• Um pouco mais discreto do que ano passado, ERIK SPOELSTRA (HEAT) novamente fez um bom trabalho no comando de um time sem grandes estrelas e segue como técnico do Miami.

• O cargo de GREG POPOVICH (SPURS) também continua mais do que estável, apesar do esperado ocaso das estrelas do San Antonio e da turbulenta ausência de Kawhi Leonard terem tirado o brilho da ótima temporada de LaMarcus Aldridge e da incrível capacidade de Pop de arrancar boas apresentações um elenco de qualidade mista.

• Apesar da incontestável conquista do campeonato, STEVE KERR (WARRIORS) não chegou a ser sequer cogitado para técnico do ano, provavelmente pela temporada regular nada mais que morna do Golden State. Ao contrário do ano passado, Kerr conseguiu passar a temporada inteira no banco, mesmo com sua lesão crônica nas costas.

SALVOS PELA TEMPORADA

FRED HOIBERG (BULLS) estava na berlinda após um ano anterior ruim e a saída de Jimmy Butler, mas um resultado melhor que o esperado nessa troca (que trouxe Dunn, Lavine e Markkanen) e lampejos de combatividade do time ajudaram o técnico a garantir sua permanência, já confirmada pelo GM John Paxson.

• Rumores da queda de BILLY DONOVAN (THUNDER) foram atenuados graças ao OKC ter chegado aos Playoffs na penúltima partida, mas a oscilação do time adentrou a pós-temporada, resultando numa eliminação de primeira rodada para o Utah. O encaixe das estrelas do time será decisivo para o futuro dele.

• ALVIN GENTRY (PELICANS) estava sob pressão no início da temporada, mas a boa integração entre as estrelas Cousins e Davis e, principalmente, o bom desempenho do Pelicans na pós-temporada depois de perder Cousins tiraram a corda do pescoço dele. Com isso, Gentry assinou uma extensão contratual até 2021.

• TERRY STOTTS (BLAZERS) viveu altos e baixos este ano: Portland teve um início fraco, mas na reta final da temporada cresceu de produção, levando o nome de Stotts a ser cogitado como azarão na corrida de Técnico do Ano. A varrida que sofreu contra o Pelicans, porém, jogou novamente o técnico na fogueira. As últimas notícias dão conta de que ele permanece para 2018-19.

• À frente de uma equipe jovem, MIKE MALONE (NUGGETS) começou a sofrer pressão por resultados. Ficou de fora dos Playoffs nos últimos instantes, mas o bom esforço na reta final e o fato de Paul Millsap ter perdido metade da temporada aliviaram um pouco a barra do técnico, que já foi confirmado para 2018-19.

• A situação de TYRONN LUE (CAVS) é das mais estranhas: embora tenha chegado à final nos últimos quatro anos (vencendo uma), não há ninguém que não atribua esse sucesso ao desempenho cada vez mais incrível de LeBron James. Considerado um técnico medíocre, Lue parece estar a salvo — ao menos enquanto LeBron não toma uma decisão quanto à sua opção de contrato para continuar no Cleveland.

DANÇA DAS CADEIRAS

HAWKS: Como já esperado, MIKE BUDENHOLZER, técnico do ano em 2014-15, acertou sua saída do Atlanta, onde estava desde 2013. A franquia acabou trazendo para comandar sua reconstrução o pouco conhecido LLOYD PIERCE, que estava atuando como assistente técnico no “processo” do 76ers. Pierce trabalhou também no Cleveland e no Memphis, sempre com foco em desenvolvimento de jogadores.

BUCKS: JOE PRUNTY, interino que assumiu após a demissão de JASON KIDD, conseguiu levar o Milwaukee à pós-temporada, mas perdeu o cargo mesmo assim. Prunty foi ser assistente técnico no Phoenix. Os rumores se confirmaram, e MIKE BUDENHOLZER foi contratado para a vaga mais cobiçada da NBA no momento. A expectativa é que Budenholzer consiga extrair todo o potencial de um time que já mostra certa maturidade.

SUNS: Demitido após três partidas na temporada, EARL WATSON deu lugar ao interino JAY TRIANO. Após uma campanha péssima, Triano foi dispensado pelo Suns e virou assistente no Hornets. Com jovens no elenco e a 1ª escolha do próximo Draft, a franquia queria um técnico com foco no desenvolvimento. A escolha foi IGOR KOKOŠKOV, que já integrou comissões técnicas de seis times da NBA e conquistou o EuroBasket 2017 no comando da Eslovênia de Goran Dragic e da promessa Luka Doncic, melhor talento disponível no Draft 2018.

GRIZZLIES: Após a demissão de Fizdale (que se desentendeu com o astro Mark Gasol), J.B. BICKERSTAFF assumiu o time. Apesar do pior aproveitamento (24%) entre os técnicos, Bickerstaff teve apoio de Conley e Gasol. Bickerstaff segue no comando, agora como treinador principal. JERRY STACKHOUSE (campeão da G-League à frente do Raptors 905), que chegou a concorrer à vaga de técnico em algumas franquias, entra como assistente de Bickerstaff no Memphis.

KNICKS: Remanescente da gestão Phil Jackson, JEFF HORNACEK queria continuar, mas a nova gerência do Knicks acabou demitindo tanto ele como o assistente Kurt Rambis. Em um processo confuso, o Knicks entrevistou candidatos dos mais diversos perfis e acabou contratando DAVID FIZDALE, uma boa escolha. Os contatos do novo técnico com a estrela Porzingis parecem promissores.

RAPTORS: Apesar da melhor campanha da história da franquia, DWANE CASEY foi demitido. O desempenho apático na pós-temporada pressionou Masai Ujiri, gerente do Toronto, que em 2017 tinha prometido mudança de cultura. Para o cargo, o Raptors promoveu o assistente NICK NURSE, um forte candidato a técnico também em outras franquias. Toronto parece querer dar continuidade ao trabalho. Resta observar qual será o diferencial do comando de Nurse.

HORNETS: Com mais uma campanha fraca e as lesões no time, STEVE CLIFFORD acabou caindo. Ele estava em sua 5ª temporada, chegando só duas vezes aos Playoffs. Isso já era esperado depois que o dono Michael Jordan contratou Mitch Kupchak (ex-Lakers) para o cargo de gerente-geral. O Hornets contratou JAMES BORREGO, mais um da escola de San Antonio. A chegada de um técnico com pouca experiência pode indicar uma mudança de rumo na franquia, mas Jordan não parece animado para uma reconstrução.

MAGIC: Conhecido por boas defesas em Indiana, FRANK VOGEL foi um fracasso nas duas temporadas à frente do Orlando. Apesar do início promissor em 2017-18, o time caiu de produção e sofreu com lesões. A nova gerência, que assumiu em 2017, decidiu então dispensar Vogel. O Orlando não perdeu tempo e assinou com STEVE CLIFFORD, um dos melhores nomes disponíveis no mercado, mas com um elenco disfuncional o novo técnico e a nova gerência terão uma tarefa ingrata pela frente.

PISTONS: Na 4ª temporada como técnico e presidente em Detroit, STAN VAN GUNDY mais uma vez ficou abaixo dos 50% de aproveitamento e fora dos Playoffs — o time só chegou uma vez nos últimos 9 anos. Após negociações com o dono Tom Gores, Van Gundy acabou deixando o cargo. Para o seu lugar, o Detroit trouxe DWANE CASEY, recém-demitido do Toronto, certamente pensando em aproveitar Blake Griffin e um elenco experiente para tentar chegar à pós-temporada.

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Finais da NBA registram maior audiência da história na ESPN http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/finais-da-nba-registram-maior-audiencia-da-historia-na-espn/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/finais-da-nba-registram-maior-audiencia-da-historia-na-espn/#respond Fri, 15 Jun 2018 08:00:05 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51837

Transmitidas novamente com exclusividade pela ESPN, as finais da NBA nesta temporada bateram recordes históricos de audiência mais uma vez. De acordo com dados obtidos pelo blog, a média dos espectadores assistindo às partidas entre Golden State Warriors e Cleveland Cavs foi 23% superior às partidas da decisão do ano passado.

“É gratificante acompanhar o crescimento da NBA no Brasil e saber que a ESPN colaborou muito neste processo, sendo parceira da liga no mercado brasileiro há mais de 25 anos. É motivo de orgulho para a ESPN perceber a identificação dos fãs de esportes com a nossa equipe e conteúdo, seja na TV ou no digital”, destacou German Hartenstein, diretor geral da ESPN no Brasil, em declaração ao blog na tarde de ontem.

Apenas como exemplo, a segunda partida das finais, no dia 03 de junho (um domingo), registrou a maior audiência da série e consequentemente o maior número de um jogo da maior liga de basquete do mundo no mercado brasileiro.

Tal qual aconteceu nos últimos anos, a ESPN esteve com equipe in loco para a transmissão das finais da NBA. Com seu estilo marcante, Rômulo Mendonça narrou a ‘varrida’ do Golden State Warriors sobre o Cleveland Cavaliers (4-0) diretamente dos Estados Unidos. Conhecido pelo trabalho na NFL, Paulo Antunes esteve ao lado de Rômulo pela primeira vez para comentar uma partida da NBA do ginásio e o repórter José Renato Ambrósio produziu material e entrevistas exclusivas com os jogadores dos Warriors e Cavaliers.

A ESPN segue com os direitos de transmissão da NBA garantido para a próxima temporada, mantendo a exclusividade das finais. A liga retorna no mês de outubro e a ESPN exibirá irá exibir mais de 170 partidas até o mês de junho de 2019, algo absurdo pra quem ama basquete como nós.

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Meu balanço da temporada 2017/2018 do NBB: campeonato cresceu, mas onde ainda pode evoluir? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/meu-balanco-da-temporada-20172018-do-nbb-campeonato-cresceu-mas-onde-ainda-pode-evoluir/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/meu-balanco-da-temporada-20172018-do-nbb-campeonato-cresceu-mas-onde-ainda-pode-evoluir/#respond Thu, 14 Jun 2018 09:00:12 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51803

Divulgação / LNB

Foi assim em 201320142015 , 2016 e 2017. Em todos eles fiz o (meu) balanço da temporada do NBB. Como sempre digo, esta é uma avaliação crítica de um produto de, agora, 10 anos e que tem mudado de patamar positivamente ano após ano.

O QUE DEU CERTO

1) Chegada dos “NBA” -> Anderson Varejão e Leandrinho fizeram com que o campeonato ganhasse ainda mais relevância. Nacional e internacional. São atletas com renome, com fama, com títulos de NBA, com carisma e enorme estrada no melhor basquete do mundo. Flamengo e Franca, seus clubes, se beneficiaram com isso para encher ginásios e vender produtos, mas o esporte brasileiro como um todo com a presença deles por aqui.

2) Jogo das Estrelas  -> Mais uma vez o Ibirapuera esteve lotado, o público adorou o espetáculo, houve show do intervalo (com Thiaguinho), inúmeros patrocinadores e uma atmosfera incrível pro basquete brasileiro. O Jogo das Estrelas do NBB se consolida a cada ano como o maior evento esportivo do Brasil.

3) Foco no E-Sports  -> No mesmo Jogo das Estrelas a Liga Nacional deu uma prova de que está olhando – e bem – pro mercado. Organizou o primeiro campeonato de E-Sports e mostrou que tem o foco, também, na garotada que é vidrada em videogames. Este é um filão absurdamente gigantesco, e estar atento a ele é um ponto bem importante pro futuro do NBB.

4) Patrocinadores “bombando”  -> Em um momento de retração dos patrocínios esportivos, o NBB10 enfileirou patrocinadores efetivos (Sky, Caixa, Avianca, Nike, Infraero, Penalty, Açúcar Guarani e Wewi), pontuais para o Jogo das Estrelas (Elo, FIESP e McDonalds) e obteve a LG na decisão do campeonato. Isso sem falar em Globo, Band, Twitter e Facebook, parceiros de mídia. Esbanjando credibilidade, a Liga Nacional consegue angariar apoiadores de todos os cantos.

5) Playoff inteiro exibido  -> Pelo segundo ano seguido a pós-temporada teve todos os jogos exibidos. O momento de maior emoção da temporada, portanto, foi exibido pra quem quisesse ver – e isso é excelente.

6) Multiplataforma (Jogos no Twitter, Facebook, TV Aberta, TV Fechada e TV’s Regionais)  -> Os jogos do NBB ganharam abrangência nesta temporada. Além de Facebook, Sportv e Band, as partidas foram parar no Twitter e também nas TV’s Regionais (destaque pra de Salvador, que exibiu as do Vitória. É o tal do “multicanal”, multiplataforma ou qualquer nome que se queira dar em relação a isso. Um ponto positivo disso é que as audiências das partidas aumentaram absurdamente, sobretudo no público jovem – ótimos dados estes, sem dúvida.

7) Campeão de orçamento menor  -> Ter um campeão como o Paulistano, com orçamento menor que o de alguns bambas como Flamengo e Franca, é ótimo pro campeonato. Não só porque é inédito e da capital de São Paulo, mas sobretudo porque prova que times com planejamento, organização, contratando bem e um técnico excepcional podem chegar longe – algo que não acontece em todos os esportes, diga-se de passagem. Um vencedor assim abre a cabeça de muita gente.

8) Jogos entre Natal e Ano novo  -> Uma das grandes críticas que se fazia ao NBB é que o campeonato meio que dava uma parada entre o Natal e a primeira semana do ano. Desta vez houve rodada, inclusive com um clássico na TV (Vasco x Flamengo). Sensacional e que isso se repita.

Foto: Divulgação Basquete Cearense

9) Jogadas “mundiais” de Boracini e Duda Machado  -> Nem precisa falar muito por aqui, né? Paulinho Boracini e Duda Machado protagonizaram lances que ultrapassaram a barreira do basquete. A imagem do NBB foi parar na ESPN americana, nos grupos de WhatsApp e em todos os papos familiares durante semanas. Isso foi excelente para o crescimento da abrangência da Liga Nacional.

10) Recorde de equipes na Liga Ouro -> Recorde de participantes na divisão de acesso ao NBB. Foram nove em 2018, em uma prova que tem muita gente querendo participar da grande festa do basquete brasileiro. Acredito que se o campeonato fosse mais longo atrairia ainda mais equipes.

O QUE AINDA PODE MELHORAR

1) Clubes em situação financeira complicada  -> Este é um tema recorrente, delicado e muito importante pra sustentabilidade e próximos passos da Liga Nacional. O Vitória fechou as portas em Salvador, o Basquete Cearense ninguém sabe se permanece, o Vasco teve problemas financeiros, Bauru também e não são poucos os casos de times que não sabem quanto terão de orçamento pra próxima temporada. A Liga tem ido muito bem, mas não adianta muito que os clubes não a acompanhem. Não sei exatamente qual a solução, mas obviamente eles precisam se capacitar, melhorar suas governanças e estarem mais preparados para o mundo esportivo profissional.

2) Ingressos  -> Durante a temporada recebi muitos e-mails e mensagens sobre dificuldades para comprar os ingressos. Outro ponto que cabe aqui é sobre conseguir públicos e rendas com facilidade no site da Liga Nacional. Não creio que seja complexo que a Liga absorva o tema e consiga fechar uma parceria / contrato com um grande revendedor de ingressos (Ticketmaster, Ingresso.com etc.) de modo a concentrar os esforços de venda em um único espaço. Seria bom para todo mundo, sobretudo para os torcedores que querem acompanhar o NBB.

3) Nível técnico  -> Outro tema recorrente. E obviamente não depende só da Liga Nacional (mas da engrenagem completa do basquete brasileiro). Embora emocionantes, os jogos do NBB não são um primor técnico. São bem disputados, animados, mas muitos bons? Não creio. Nem as finais foram incrivelmente bem jogadas. Um ponto de atenção em relação a isso é que são os veteranos que têm dominado a Liga há bons cinco, seis anos (Machado, Alex, Marquinhos, Shamell, Larry etc.). A turma de 25/26 anos, no auge técnico e físico, já deveria estar tomando o NBB de assalto.

4) Falta uma “Copa” -> Não é fácil devido ao calendário (ainda mais agora com as eliminatórias da FIBA), mas seria muito legal se houvesse uma espécie de Copa do Rei como há na Espanha. É mais um evento competitivo, uma chance de taça para os times do país e uma chance de levar o evento pra praças diferentes daquelas que possuem equipes no NBB. Não é fácil, mas começar o NBB um mês antes talvez abrisse essa possibilidade.

5) Jogadores como marca -> Tenho notado bastante melhora, mas os jogadores precisam se posicionar melhor sobretudo em redes sociais. Há Instagrams fechados pro público, atletas (All-Stars) sem páginas no Facebook e Twitters vazios. Eles talvez não tenham entendido que as redes sociais são a principal forma que eles têm de se conectar com o público. Ajuda muito na exposição deles como “marca” e também no crescimento do produto NBB de forma mais ampla.

SALDO DA TEMPORADA

Aos 10 anos de idade, o NBB é um produto maduro e a décima edição do campeonato teve, em minha modesta opinião, a alta nota 8 – 8,5 com generosidade. A Liga Nacional tem feito um trabalho de divulgação incrível, conseguiu se posicionar como um torneio maduro, estável, de imensa credibilidade e querido por todos e sabe que falta pouquíssimo para alçar um novo patamar.

Os próximos passos serão fundamentais para isso, e as áreas de Novos Negócios, Marketing, Técnica e Comunicação terão papéis essenciais nisso. Pelo que se viu até agora, é bem plausível afirmar que o NBB chegará neste ponto de excelência muito rapidamente. Com o que já foi feito em dez ótimos anos, é possível desejar parabéns aos dirigentes da Liga Nacional pelo trabalho de reconstrução do principal campeonato da modalidade (antes “mortinho”, agora desejado e querido por todos).

Concorda comigo?

 

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Podcast BNC: As perguntas sem respostas das finais da NBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/podcast-bnc-as-perguntas-sem-respostas-das-finais-da-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/podcast-bnc-as-perguntas-sem-respostas-das-finais-da-nba/#respond Wed, 13 Jun 2018 09:00:07 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51830

No Programa desta semana falamos, claro, das finais da NBA. Mas não abordamos os principais motivos pelos quais o Warriors varreu o Cavs por 4-0 porque isso é bem óbvio. Colocamos cinco perguntas sobre a decisão da liga – e o futuro de algumas peças envolvidas nela. Escolhemos também o  Craque Mr. Baller da semana – e você irá se surpreender com o eleito.

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Há 24 anos, Brasil era campeão mundial feminino na Austrália http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/12/ha-24-anos-brasil-era-campeao-mundial-feminino-na-australia/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/12/ha-24-anos-brasil-era-campeao-mundial-feminino-na-australia/#respond Tue, 12 Jun 2018 17:43:52 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51826

Foi há exatos 24 anos! E eu só me lembro da narração do Luciano do Valle: “Três, dois, um, é CAMPEÃO DO MUNDO! Brasil CAMPEÃO DO MUNDO”. Em 12 de junho de 1994, o time de Miguel Ângelo da luz conquistou o mundo na Austrália.

A campanha contou com uma vitória sensacional contra os EUA na semifinal (110-107) e outra incrível contra a China na final (96-87). No torneio, Hortência teve incríveis 27,6 pontos por jogo, Janeth outros 23,3 e Paula, 19,8 com 4,4 assistências. Também brilharam no elenco Alessandra, Helen, Adriana Santos, Leila, Roseli, Simone, Ruth, Dalila e Cintia. Fiz um Especial sobre os 20 anos da conquista, quatro anos atrás, e quem quiser conferir é só clicar aqui.

Parabéns, meninas! Parabéns, Miguel e comissão técnica. Feito inesquecível e que merece ser reverenciado ano após ano! Sempre. Abaixo os momentos finais da partida.

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O que é preciso para LeBron James voltar a ser campeão da NBA? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/11/o-que-e-preciso-para-lebron-james-voltar-a-ser-campeao-da-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/11/o-que-e-preciso-para-lebron-james-voltar-a-ser-campeao-da-nba/#respond Mon, 11 Jun 2018 09:00:41 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51812

A temporada 2017/2018 da NBA terminou, e como em todo campeonato que LeBron James tem seu contrato expirando a pergunta que mais fica agora é: qual será o destino do craque que fez os quatro últimos anos de sua carreira com o Cleveland Cavs? Mais do que isso: o que é preciso que um time tenha para que o camisa 23 volte a ser campeão da liga após amargar o seu sexto vice-campeonato em nove decisões?

Do ponto de vista técnico / individual não dá pra pedir muita coisa de um cara que beirou o triplo-duplo de média nas finais da NBA pelo segundo ano seguido e que fez um dos playoffs mais magníficos da história. Acho que a principal questão mesmo para LeBron é tentar visualizar o cenário onde ele, aos 33 anos, não tenha que se matar tanto quanto se matou nessa temporada de 2017/2018 com o Cleveland. Embora absolutamente genial, seu tempo de quadra foi absurdo (37 minutos/jogo na fase regular e 42 na pós-temporada) e a ajuda que ele recebeu, diminuta. A primeira decisão a se tomar, portanto, é se vale a pena, pra ele, permanecer ou não com o Cavs.

Caso queira, está muito óbvio que alguma coisa precisa ser feita pela direção. Tyronn Lue é um técnico abaixo de todas as críticas e não possui a menor voz de comando para com LeBron James. Kevin Love saiu de um jogador excepcional em Minnesota para alguém que arremessa apenas três bolas em uma partida 3 de decisão da NBA com seu time perdendo de 0-2 (que decepção!). Tristan Thompson e Jordan Clarkson foram instáveis. E JR Smith não tem o menor clima para ficar na mesma quadra que LeBron depois do que (não) fez na primeira partida da final contra o Warriors. Se desejar ficar no Cleveland, certamente é porque ele sabe (ou terá demandado) um caminhão de mudanças. Só assim para que o camisa 23 tenha chances de voltar a ser campeão em Ohio.

Se optar por mudar, existem boas opções no mercado. Começando pela conferência Leste, um time que nunca pode ser descartado é o Miami Heat. A franquia que já teve LeBron em suas fileiras por quatro anos (2 títulos, 2 vices) possui Dwyane Wade, amigão de James, um excelente técnico (Erik Spoelstra), um manda-chuva que LeBron respeita (Pat Riley), peças para troca (Hassan Whiteside principalmente) e boa dose de inventividade de Riley para criar espaço para, quem sabe uma nova estrela.

Na mesma conferência é válido destacar o Philadelphis 76ers, que, em minha modesta opinião, é o time que mais possui vantagens para LeBron torna-se novamente campeão da NBA (no Leste, claro). Há um amigo pessoal de James (Ben Simmons), um punhado de jogadores jovens e talentosos que gostariam de ser liderados pelo camisa 23, potencial físico por todas as partes (Joel Embiid, Dario Saric, Simmons etc.) e um espaço gigantesco para crescimento de um núcleo que em seu primeiro ano no playoff já chegou à segunda rodada do mata-mata. E é no Leste, ou seja, dá pra desenvolver a garotada e vencer ao mesmo tempo – ao menos a conferência, dá.

Caso opte por jogar na conferência Oeste pela primeira vez em sua carreira LeBron tem um time babando para tê-lo (e sem esconder de ninguém). É o Los Angeles Lakers, que abriu espaço na folha salarial no último ano para contratar não uma, mas duas estrelas de primeiro nível em 2018. Como Paul George é um nome bastante ventilado, não é irreal pensar pra LeBron em PG13 e ele nas alas, com um punhado de jovens a cercá-los no elenco (Brandon Ingram, Julius Randle, se ficar, Lonzo Ball, Kyle Kuzma, Josh Hart etc.). O único ponto negativo do Lakers é justamente que o grupo é muito novo. Para quem deseja voltar a vencer rápido, talvez a franquia angelina reúna peças jovens demais e experientes de menos (para o caso dele).

Duas franquias surgem um pouco atrás. O San Antonio Spurs conta com Gregg Popovich, técnico que LeBron James admira e responsável por implantar um estilo de jogo que sempre encantou o camisa 23 do Cavs. O problema do Spurs é que o jogador que poderia formar com LeBron uma das duplas mais explosivas do planeta está de “mal” com a franquia. Kawhi Leonard não sabe se fica e aí não faria sentido algum para James ir para o Texas e jogar apenas com LaMarcus Aldridge. Além disso, o San Antonio não é conhecido por ser tão agressivo no mercado de agentes-livres assim. Apesar de ter espaço em sua folha salarial, a “voracidade” do Spurs nas contratações nunca foi tão grande assim.

Em termos de elenco pronto, não há ninguém mais preparado para fisgar LeBron no anseio de levá-lo novamente ao título do que o Houston Rockets (isso, claro, sem citar o Golden State Warriors, o que acho bem impossível de ocorrer). Os texanos possuem apenas US$ 78 milhões comprometidos com a folha salarial de 2018/2019, mas deverão renova com Chris Paul por longa data e valor alto. Para contratar James, a única alternativa seria abrir mão de Trevor Ariza (agente-livre), encontrar algum time para liberar Ryan Anderson (US$ 42 milhões por dois anos) e talvez outro para absorver o contrato de Eric Gordon (US$ 27mi por 2 anos).

Para o ala do Cavs, jogar eventualmente com James Harden e Chris Paul seria realmente animador. Não se cansaria tanto, teria craques ao seu lado e, sendo no Oeste, não pegaria o Warriors na final da NBA – mas provavelmente na decisão de conferência. A dúvida, agora, é saber se o Rockets iria mesmo em cima de LeBron, “destruindo” tudo o que fez no elenco recentemente para ter apenas uma peça (mas A peça, ok…). É difícil “ler” a mente do gerente-geral Daryl Morey neste sentido, mas o fato de haver um novo dono no Houston pode indicar que a franquia vá ao mercado para dar ao técnico Mike D’Antoni todas as peças do mundo para se sagrar campeão.

Meu singelo palpite: se ficar no Leste, LeBron James vai pra Filadélfia. Caso mude pro Oeste, seu destino será Los Angeles. E você, alguma ideia pra onde irá LeBron?

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Cinco motivos que explicam por que os Warriors sobram tanto na NBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/10/cinco-motivos-que-explicam-por-que-o-warriors-sobram-tanto-na-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/06/10/cinco-motivos-que-explicam-por-que-o-warriors-sobram-tanto-na-nba/#respond Sun, 10 Jun 2018 03:02:17 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=51792

Como você sabe, a temporada 2017/2018 da NBA terminou na sexta-feira, quando o Golden State Warriors surrou o Cleveland Cavs em Ohio por 108-85 para fechar a série final em inapeláveis 4-0. Mas o que explica isso? Abaixo coloco as cinco principais razões:

1) Escolhas certeiras no Draft -> Não sei exatamente de onde surgiu isso, mas no Brasil meio que virou um senso comum chamar o domínio do Warriors de “panela”, numa alusão à formação de esquadrões de estrelas. O que pouca gente lembra é que três das quatro principais estrelas do time vieram do Draft. E NENHUMA do Top-5.

Foi visualização de cenário, olho certeiro mesmo que fez com que Steph Curry (o sétimo em 2009), Klay Thompson (décimo-primeiro em 2011) e Draymond Green (trigésimo quinto em 2012) chegassem a equipe. Outro que foi selecionado no Draft foi Harrison Barnes, o sétimo em 2012. Barnes saiu pra chegada de Kevin Durant dois anos atrás. Não custa lembrar que mesmo já em espiral de vitórias e com picks mais altos a franquia conseguiu se virar e achou o pivô Kevin Looney, trigésimo em 2015 e presente na rotação do time nesta temporada.

Escrevi isso ano passado e repito: o Warriors campeão é fruto de planejamento e organização. Kevin Durant foi a cereja do bolo de um time que, sem ele, já havia sido campeão e conquistado 73 vitórias em uma temporada regular. O atual MVP das finais de forma consecutiva simplesmente potencializou algo que já era fantástico – e não criou algo que não existia.

2) Foco no resultado e não no teto salarial -> Dono do Warriors, Joe Lacob cansa de dizer aos seus executivos: “Vençam. Este é o maior ativo que vocês podem trazer para a organização”. E isso se explica. A NBA tem um teto salarial (de US$ 101 em 2017/2018). Lacob AUTORIZA Bob Myers, o gerente geral do Warriors, a ultrapassar o limite da liga em sua folha salarial mesmo que isso signifique pagar multa de um dólar por cada dólar ultrapassado do teto de US$ 123 mi. Com salários na faixa dos US$ 138 mi em 2017/2018, o Warriors paga multa de US$ 8 milhões pros cofres da NBA portanto e é o maior orçamento da liga ao lado do Cleveland Cavs (com um elenco muito melhor, obviamente).

A razão de Lacob é clara: investir mais significa que o time estará mais perto de ganhar não apenas um, mas vários títulos – como tem acontecido recentemente. Com isso o valor da organização aumentou de uS$ 450 milhões, quando Lacob comprou em 2010, para US$ 3,1 bilhões de acordo com a Forbes. Não é sem razão que Steph Curry, a cara do Warriors de Lacob, receberá quase US$ 160 milhões pelos próximos 4 anos, praticamente o mesmo valor de Kevin Durant, que renovará seu contrato por 4 anos e US$ 156 milhões.

O Golden State já tem uS$ 129 mi comprometidos para 2018/2019. O teto deverá ser de algo em torno de US$ 101 novamente, com taxa nos mesmos US$ 123 mi. Sem contar os novos contratos que serão assinados, a multa já está em US$ 6 milhões. Lacob não está preocupado. Seu foco segue sendo ganhar campeonatos. Salários altos ele recupera com ginásios cheios, patrocínio na camisa, venda de produtos licenciados e no valor final da equipe. Simples, não?

3) Comissão técnica moderna -> Steve Kerr, o treinador do Warriors há quatro anos, foi companheiro de Michael Jordan, dirigido por Phil Jackson e Gregg Popovich, duas das melhores mentes de basquete da história do jogo, e contratado por Myers e Lacob porque mostrou na entrevista de emprego que o Golden State poderia revolucionar a NBA jogando de uma maneira inovadora, revolucionária e diferente – esta que vemos aí com intensidade dos dois lados da quadra, velocidade no ataque e bolas de 3 em profusão.

Isso pode ser exemplificado durante alguns vídeos da temporada 2017/2018 quando um errático Warriors não se encontrava direito no começo da caminhada. O talento estava ali, mas o jogo do time, não. E aí o técnico teve que encontrar soluções. Nem sempre usuais, mas ele foi tentando. Em um dado momento Kerr deu a prancheta para seus atletas dirigirem a equipe durante um jogo.

Maluquice? Não. Ele quis entender a cabeça dos seus jogadores. Foi isso que intrigou os donos da equipe na entrevista de emprego. Como aquele técnico até então calouro iria mexer tanto assim com as estruturas do Warriors? No começo o dono e o gerente-geral duvidaram mas aceitaram a argumentação e contrataram não só as ideias do basquete de funções de Kerr (esqueçam as posições de armador, ala e pivô, pois isso de forma “clássica” não existe mais), mas uma comissão técnica inteira de altíssimo nível.

Tanto é assim que dois de seus assistentes saíram da franquia pra serem técnicos principais em outros times. Luke Walton (Lakers) e Alvin Gentry (Pelicans). Foi, aliás, demanda de Lacob e Myers que os auxiliarem fossem de alto nível, algo que não acontecia com a gestão anterior de Mark Jackson, cujos assistentes eram totalmente subservientes ao treinador principal.

4) Potencialização das habilidades dos atletas com esquema inovador -> Na própria entrevista de emprego Steve Kerr disse como jogaria com o elenco do Warriors. De forma completamente diferente e disruptiva. Com isso Steph Curry foi alçado à condição de MVP duas vezes, Klay Thompson virou All-Star e Draymond Green tornou-se uma estrela da liga.

Não é que Curry não fosse se tornar um craque como se tornou. Talvez virasse. Com Kerr, o camisa 30 se tornou um dos melhores armadores de sua geração e um dos principais responsáveis por transformar a maneira de jogar da NBA. O técnico percebeu que só jogando de maneira diferente ele conseguiria explorar o potencial técnico de seus atletas ao máximo. E só com isso ele venceria. Até mesmo com o maluco beleza JaVale McGee rende com Steve Kerr, sinal de que todos entendem seus papéis e responsabilidades da equipe.

5) Senso altruísta das estrelas -> Andre Iguodala foi trazido pro Warriors pra ser titular. Hoje é reserva. Steph Curry era o MVP de 2 temporadas e foi atrás de Kevin Durant pra reforçar a equipe. Klay Thompson disse que aceita ganhar menos para ficar com o mesmo núcleo do Golden State. O que isso quer dizer? Simples: pra este núcleo do GSW, o que vale é fazer parte de algo histórico, algo incrível, algo muito vencedor. Ninguém faz parte de uma dinastia se não abrir mão de algumas coisas individuais para suceder de forma coletiva. É o que este Warriors ensina. Ah, e é bom dizer: Durant tem 29 anos. Curry, 30. Klay e Green, 28. Iguodala, 34. Ainda há MUITA lenha pra queimar no núcleo que forma uma das melhores formações da história da NBA.

Quer um exemplo final? Steph Curry, que poderia ser o MVP das finais pela 1a vez, estava comemorando o título de sexta-feira como uma criança ao lado de Kevin Durant, que levou o troféu. Perguntado sobre o fato, Curry disse que nunca os dois conversaram sobre isso e que o que vale na verdade são os anéis de campeão que todos do elenco colocam nas mãos quando o troféu Larry O’Brien é levantado. Elementar, não?

Com três títulos nos últimos 4 anos, o domínio da franquia de Oakland na melhor liga de basquete do mundo é incrível e tende a aumentar, já que seus principais atletas são jovens e no auge físico e técnico.

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