Bala na Cesta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br Análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais. Thu, 14 Nov 2019 16:00:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Em entrevista profunda, técnico Dedé Barbosa fala sobre mudanças http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/14/em-entrevista-profunda-tecnico-dede-barbosa-fala-sobre-mudancas/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/14/em-entrevista-profunda-tecnico-dede-barbosa-fala-sobre-mudancas/#respond Thu, 14 Nov 2019 16:00:59 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57169

Dedé Barbosa é um dos personagens mais inteligentes do basquete brasileiro. Inconformado, crítico e hiperativo, ele foi técnico do ano por Limeira em 2015 no NBB, mas depois disso sua carreira deu uma sacudida com o fim de projetos em que ele estava – Limeira mesmo e Rio Claro – e logo depois o Vasco, clube que ele dirigiu até 2018 antes de ser demitido.

Comandando o estreante Pato Basquete, de Pato Branco, Paraná, neste NBB ele está no Rio de Janeiro para as duas partidas do time na cidade. Na terça-feira, derrota para o atual Flamengo por 76-59 jogando bem e liderando o jogo por boa parte do duelo. Na sexta-feira, 20h, o Botafogo em General Severiano. Ainda sem vencer na atual temporada após sete partidas, ele conversou com o blog e se abriu como eu nunca havia visto.

Dedé falou menos de basquete e mais de como, pessoalmente, ele tem tentado melhorar. Dono de personalidade forte, ele tem tentado entender o tempo, a controlá-lo melhor e a segurar as suas emoções. Nesta entrevista reveladora, uma das mais profundas da história do Bala na Cesta, ele fala sobre isso tudo.

Se preferir em áudio, é só clicar nos links abaixo:

BALA NA CESTA: Dedé, queria que você começasse falando sobre o jogo desta terça-feira na Arena Carioca contra o Flamengo. Foi um time diferente do de semanas anteriores, não é? Você gostou do seu time?
DEDÉ BARBOSA: É, a gente fica realmente orgulhoso da virada que a gente deu nos últimos jogos. A partida contra Franca (derrota de 82-47 em casa) foi um divisor de águas do que a gente realmente queria. Passamos a entender o que a gente queria, qual o principal motivo da gente está lá, o que era o projeto, o que a gente almejava e principalmente pros jovens. De entender a oportunidade. Muitos deles nunca tinham chegado a jogar um NBB com regularidade. Alguns tinham passado por Liga de Desenvolvimento, outros por Liga Ouro, a divisão de acesso, e essa é uma oportunidade que eles precisam entender como a chance da vida deles. Sobre o jogo contra o Flamengo, é óbvio que a gente sai triste pela derrota porque somos competitivos e queremos vencer sempre, mas feliz pela mudança de atitude do time.

BNC: Como está esse começo de projeto em Pato Branco? Queria que você falasse sobre o engajamento da cidade, os diretores, essa parte mais fora da quadra do que dentro…
DEDÉ: Cara, é algo bem diferente. O que posso falar pra você e o que a gente está vivendo, e não estou falando de basquete mas sim do que estamos vivendo com as nossas famílias, é algo diferente, uma atmosfera diferente, uma maneira distinta das pessoas tratarem a gente em uma farmácia, em um restaurante, essas coisas. Um acolhimento muito grande. É uma cidade pequena, de 80, 85 mil habitantes, e estou super feliz. A gente aprender e começa a dar valor em outras coisas da vida, posso te falar isso. A gente vive nesse mundo e foca em muitas coisas materiais, muitas coisas, essas coisas e lá em Pato Branco você passa a viver um outro lado, a dar valor às pessoas que estão em volta de você. Por isso estou muito feliz em estar vivendo isso tudo na cidade.

BNC: E como está o Dedé? Você teve uma passagem pelo Vasco, ficou um ano parado e assume o Pato Basquete agora. Estou te sentindo bem mais tranquilo, bem mais na paz consigo mesmo. É por aí?
DEDÉ: Ah, cara, estou super tranquilo. Você matou, Bala. Estou feliz comigo mesmo. As atitudes que você fez no passado a gente tem que viver com elas, aprender, não dá pra apagar. Eu preciso saber o que eu errei pra conseguir ser uma pessoa melhor. Estou muito tranquilo em relação aos erros que cometi, como técnico, como jogador, como pessoa e comecei a entender que as coisas não são no meu tempo. As coisas acontecem no seu tempo. É importante não pular etapas, não quero mais e são coisas que a vida vai te mostrando. Com certeza estou bem mudado nesse aspecto.

BNC: E como foi esse ano parado? Onde você buscou mais evolução? Mais fora ou dentro de quadra?
DEDÉ: Fora da quadra. Totalmente. Principalmente nos dois, três primeiros meses eu entrei em uma paranoia pra entender onde a gente pecou para não conseguir fazer aquele time do Vasco engrenar, dar certo. Quais foram os fatores que não nos ajudaram? Extra quadra, dentro da quadra, a maneira de lidar com gestão de pessoas e aí você começa a buscar conteúdo. Coisas de USP, fora de basquete, coisas que têm a ver com liderança, com organizações, com pessoas.

BNC: Quem você leu e quem você buscou?
DEDÉ: Existe um site chamado Veduca, que você busca as coisas online e depois pode começar a ser assinante. Lá tem alguns professores da USP falando. Existe uma mulher mais jovem e um cara mais experiente que eu comecei olhando e depois fui me aprofundando nestes cursos da USP. Você começa com isso e depois segue. Logo depois, e eu nem sei se posso falar isso aí, passei um tempo em Uberlândia com pessoas mais idosas, pessoas mais velhas do que eu, naquele meio de Maçonaria, e isso me deu um despertar, uma maneira de você enxergar a vida. Como não sair do eixo, como você tratar, essas coisas. Isso te agrega muito mais do que dentro das quatro linhas, essa é a verdade. Porque você quer ir pra Europa fazer clínica você vai. Eu fui lá, voltei, fui de novo, mas a questão não muda tanto. Existem as variáveis do jogo, algumas você tem controle, a maioria você não tem. Então eu fui buscar esse controle do que pode ser controlado.

BNC: Você comentou que foi buscar muita gente fora da quadra. Quem foram essas pessoas e qual foi este conhecimento? Quais lições você trouxe?
DEDÉ: O que mais foquei, o que mais procurei ir tirando, foi com essas pessoas mais idosas e com elas eu aprendi essa questão do tempo. Existem alguns livros que foram divisores de água pra mim, sabia? O livro do Guardiola foi um…

BNC: Eu que te indiquei esse livro, cara… (risos)
DEDÉ: É verdade. O Guardiola, Confidencial. Este foi um. A maneira como ele deixou o Barcelona, o dia a dia dele, a forma como ele pensa, isso impressiona. Ele foi procurar o Gary Kasparov, um cara do xadrez, para entender modelos mentais. Até chef de cozinha ele buscou. Ele vai muito além. O próprio livro do Alex Ferguson, ex-técnico do Manchester United, fala muito sobre liderança. Então este ano foi muito importante para eu analisar. Eu vi o NBB inteiro, o crescimento de todo mundo e de fora você consegue entender melhor as coisas. O trabalho que a Liga Nacional me deu, por exemplo, de ser orientador dos jovens na parte técnica da Liga de Desenvolvimento por três, quatro meses, eu aprendi demais. Eles acham que eu que ensinei, mas eu aprendi foi muito com aquela garota. Vendo a qualidade dos técnicos, vendo de onde sai a molecada, motivações, medos, essas coisas. Era pra eu dar (conhecimento) e recebi. Quando a gente está trabalhando às vezes a gente não consegue ver isso tudo e de fora eu consegui. Foi muito bom.

BNC: Você conseguiu fazer uma análise de você? Onde você falhou nos últimos anos? Onde é o ponto que o Dedé precisa mais trabalhar?
DEDÉ: Eu sou um cara muito hiperativo. Queria as coisas muito no meu tempo.

BNC: Você é um insaciável, né?
DEDÉ: É, cara. Mas não só isso. Antes eu queria ser o melhor técnico do mundo. Eu estudava, me matava, encontrava com esse, com aquele, com Željko Obradović, mas não é só isso. Eu vou me testando, eu vou crescendo, mas hoje eu digo que quero ser não só o melhor técnico, mas a melhor pessoa que eu posso ser. E tudo no seu tempo. Não posso acelerar uma coisa que não está no meu controle. Não posso. Eu era perfeccionista além da conta, de exigir coisas que não estavam prontas. Às vezes eu buscava um sonho de algo que não estava pronto.

BNC: Duas perguntas em cima disso. A primeira é: como você conjuga esse autoconhecimento, essa questão do tempo, para que isso não se torne acomodação? Te cito o meu caso. Me cobro muito, me identifico com o seu jeito de lidar, você é um insatisfeito, eu também sou. A gente vê as coisas e nunca está bom. Tudo pode ser melhorado, aperfeiçoado. Como você se coloca nesse, digamos, paradoxo de ter que melhorar em tudo, tempo e não acomodação?
DEDÉ: Então, essa busca, esse equilíbrio, é que é a coisa mais difícil. Você tem que entender, ter a paciência e não confundir essa paciência com acomodação. É o que mais estou vivendo neste meu momento. Preciso extrair o melhor dos meus atletas, de mim, da cidade, do projeto, e ter esse discernimento para entender que esse é o processo. É o que mais estou batalhando. Falei antes do jogo com você. Eu não gostaria de estar em outro lugar que não em Pato Branco. Está sendo o melhor lugar pra mim tanto dentro quanto fora da quadra.

BNC: Essa era parte da segunda pergunta. Como você conjuga também esse seu inconformismo com um projeto que ainda está no começo e que demanda tempo de maturação? Não é que o projeto seja dependente, mas imagino que sugue muita informação tanto no aspecto de quadra quanto fora dela, não?
DEDÉ: A gente está aprendendo. Um com o outro. Muitas vezes a gente pensa que é “só” técnico, mas não é. Lá não é. Estou aprendendo tudo e muito. Começar um projeto do zero. Isso é um aprendizado. Coisas que o Alberto Bial já fez, o Guerrinha já fez, outras pessoas, e isso é muito gratificante…

BNC: Chegou a falar com algum deles?
DEDÉ: Falei um pouco com o Bial, ele foi super atencioso comigo, com o Guerrinha ainda não encontrei. O Bial foi muito atencioso, carinhoso e me abriu tudo. Não esperava nada diferente dele. É um grande cara. Está montando, agora, seu quarto projeto diferente, então entende bem essas questões de engajamento com a cidade, comunidade, categoria de base, aspecto social. Isso está me movendo de uma tal maneira. Pra te falar a verdade, quando você vai para um palco desses, do NBB, tem muitas vezes que você esquece e fica em uma bolha. Você não consegue…

BNC: Olhar pra fora?
DEDÉ: É isso. Olhar pra fora. Isso é um defeito muito grave, muito grave. Você só percebe quando toma, quando cai. Esse ano foi um ano de muita reflexão, muito aprendizado, então essa ida para Pato Branco está sendo excelente em todos os aspectos. Tem um presidente, mas um Conselho por trás. Não é apenas um cara. Tem muitas empresas, cabeça boa, cabeça aberta. Eles entendem que faz parte do processo, do aprendizado. Estamos aprendendo um com o outro como se cria uma estrutura de excelência. E isso leva tempo.

BNC: Última pergunta, prometo. Qual foi o papel da sua esposa e da sua família? Você tem filhos, né?
DEDÉ: Luca tem 6 e a Maite tem 13. São muito novos e tudo é um teste. Eu não poderia pedir uma família melhor. Quando você não está trabalhando, sua mulher vai lá, se esforça, trabalha, deu aula de pilates, cuidou dos meninos. Tenho uma mulher, a Renata, perfeita, filhos perfeitos e foi um ano de reflexão demais. Eles entenderam, mas tem dias que são fogo. O Luca vira e pergunta: “Pô, papai, em qual time você está agora?”. E eu não estava, né? Foi tudo um aprendizado pra todo mundo e essa cidade de Pato abraçou a gente. Por isso estou muito feliz, muito feliz mesmo.

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O dia que Michael Jordan tomou 10 latas de cerveja de tarde e fez 44 pontos à noite http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/14/jordan23/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/14/jordan23/#respond Thu, 14 Nov 2019 08:36:49 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57128

Está aí uma história até então inédita sobre Michael Jordan – e uma história que aumenta ainda mais a mitologia em torno de seu nome. Jeremy Roenick, ex-jogador de hóquei no gelo do Chicago Blackhawks, contou essa no programa de rádio “McNeil & Parkins Show”. O dia em que MJ jogou golfe de manhã, bebeu 10 cervejas com Jeremy à tarde e à noite fez 44 pontos no Cleveland em março de 1992.

“Foi assim. Ele me ligou e disse: ‘Encontre-me no Sunset Ridge, em [Chicago], cedo. Nós vamos jogar 18 buracos no campo de golfe’. E lá fui eu. Nós jogamos uma rodada, eu o venci por alguns milhares de dólares na nossa aposta e me preparei para sair. O Bulls jogaria naquela noite e o Cavs estava na cidade. Eram umas 10h da manhã e ele disse: ‘Vamos jogar de novo. E eu dobro a aposta’. Era meio louco, mas eu acabei topando”, contou Jeremy, para emendar: “Enchemos uma sacola de gelo com latas de cerveja e lá fomos nós. Rodamos o campo de novo e ganhei mais uma vez. Ficamos por lá a tarde toda, bebemos cada um no mínimo dez latas cada e ele saiu do campo direto para o ginásio. Brinquei com ele: ‘MJ, vou pegar esse dinheiro que ganhei em cima de você e apostar no Cleveland. Você não tem condição de jogar logo mais’. Ele riu e respondeu: ‘No basquete não aposte contra mim’. E rimos”, revelou.

Naquele noite de 28 de março de 1992 Michael Jordan precisou de apenas 37 minutos para deixar 44 pontos no Cavs e ajudar o Bulls a vencer o Cleveland por 126-102. Ele acertou 21 de seus 32 arremessos tentados, dando ainda 6 assistências, pegando quatro rebotes e roubando três bolas. No final da noite o astro do hóquei telefonou para Michael Jordan e disse: “Ainda bem que não apostei contra você mesmo”.

Abaixo o jogo mencionado que Jordan atuou depois de ter bebido 10 latas de cerveja. Incrível!

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O dia que o dono da maior torcida do país jogou para 112 pagantes no NBB – como melhorar isso? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/13/flavazio/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/13/flavazio/#respond Wed, 13 Nov 2019 14:40:53 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57156

Foi em uma terça-feira. Foi em um dia com chuva. Foi tudo o que vocês quiserem, mas ontem à noite eu pude presenciar um dia melancólico para a história do basquete nacional. Estive na Arena Carioca 2, onde o Flamengo venceu fácil o Pato Basquete por 76-59 diante de inacreditáveis 112 pagantes (346 presentes).

Antes de mais nada, eu faço um parêntese que certamente depois virará um texto sobre a situação da Arena Carioca 2. Essa foto foi tirada por mim e é isso mesmo. Pouco mais de três anos depois do Rio-2016 restou uma arquibancada de madeira para as pessoas sentarem e NADA MAIS. Tudo no entorno da quadra, do ginásio, foi desmontado. Se esse era o legado prometido…

Mas, bem, voltando. Não creio que precise me alongar muito no tema, dizendo apenas que é uma vergonha absoluta o que aconteceu nesta terça-feira, certo? Estamos falando do maior campeonato de basquete do país, do atual campeão do NBB e da maior torcida do país, o Flamengo. Há inúmeros argumentos para a não ida de muitos torcedores ao ginásio (alguns mencionados acima), mas me nego a crer que com um esforço bacana de marketing não se consiga chegar a duas mil, três mil pessoas.

Para quem não sabe ou não é do Rio de Janeiro, a Arena Carioca fica na Zona Oeste, localidade da cidade realmente afastada de Tijuca ou Maracanãzinho, ginásios de preferência da torcida, mas com fácil acesso para quem é da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Taquara e cercanias. Há uma estação de BRT em frente e estacionamento na Arena inclusive. Não custa lembrar, aliás, que o jogo de ontem foi o primeiro do rubro-negro diante de sua torcida no atual campeonato (os duelos contra Paulistano e São Paulo, com mando do Fla, foram em Brasília). Foi um boas-vindas frio, digamos assim.

Muita gente gosta de apontar o dedo para a Liga Nacional de Basquete, e de fato este é o maior problema disparado da LNB nos últimos anos (e falei aqui sobre isso): ver torcedores no ginásio e não só na frente da televisão e celulares já que 100% das partidas são exibidas. Mas, e não estou aqui para defender ninguém, me parece óbvio que quem deve promover o seu próprio evento é o clube mandante do jogo (como a Unifacisa tem feito em Campina Grande, Paraíba, com enorme sucesso), sabendo também deste lado que a Liga tem procurado mecanismos para que as agremiações dediquem esforços para isso.

E que fique claro. Este não é um problema exclusivo do Flamengo, já que a média de público do NBB não ultrapassa os 1.500 torcedores por partida, com taxa de ocupação de menos de 50% nos ginásios nesta temporada, mas choca bastante quando estamos falando de um time desse tamanho.

Recentemente li (aqui) que o Flamengo possui mais de 140 mil sócios-torcedores. Quantos, desta base de fãs, sabiam que havia uma partida de basquete na terça-feira? É feito algum tipo de segmentação entre os sócio-torcedores para mandar algo mais direcionado (tipo para quem mora na Barra da Tijuca e adjacências?). Por que o clube não usa as suas redes sociais de milhões de seguidores para informar sobre a partida de basquete antes dela acontecer? Atualmente o clube usa a @TimeFlamengo (237 mil seguidores no Twitter, 823 mil no Instagram e 176 mil no Facebook) para comunicar tudo sobre os esportes olímpicos, perdendo uma imensa oportunidade de usar o poder de arrastão da maior @, a do futebol (6,1MM no Twitter, 5,8 milhões no Instagram e  11 milhões), para atrair novos fãs às modalidades como vôlei, agora na Superliga, e basquete. Qual a publicidade, digital ou não, feita pela diretoria rubro-negra para abordar a partida contra o Pato Basquete? Foi feito algum famoso impulsionamento em Facebook ou Google para rubro-negros daquela região? Eu duvido!

Exemplos do que pode ser feito não faltam, de verdade. De ida de jogadores para meios de comunicação a presença deles de forma mais assertiva nas redes sociais, passando por visita a escolas e estabelecimentos comerciais da região (há aos montes!) a um projeto de marketing (algo BEM diferente de comunicação, algo que o clube faz e muito bem) para o time de basquete, me parece que há uma certa leseira e timidez em explorar algo tão bacana, tão vencedor e chamado de “Orgulho da Nação” não à toa, para a sua massa de torcedores.

Enquanto essa realidade não mudar, seguiremos vendo ginásios vazios. E de verdade esse time, que ganhou tudo nos últimos anos, não merece isso.

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Após drama familiar, técnico está transformando o Suns de saco de pancada em sensação da NBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/13/monty/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/13/monty/#respond Wed, 13 Nov 2019 07:26:22 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57144

CHRISTIAN PETERSEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Uma das poucas franquias da NBA sem título, o Phoenix Suns viveu um verdadeiro inferno astral nos últimos quatro anos. Em 328 partidas, medíocres 87 vitórias, um aproveitamento de menos de 30% e que mostra bem a selva, literalmente, em que se encontrava a equipe.

A bagunça era tão grande que para “motivar” seu antigo gerente-geral, o jovem Ryan McDonough, o dono do time, o loucaço Robert Sarver, um dia colocou um bode, sim, um bode dentro da sala de Ryan para dar a entender que a turma do Arizona precisava do melhor jogador da história no elenco para voltar a vencer. A palavra Goat, cuja tradução em português é bode mesmo, em inglês e em uma tradução livre, quer dizer “melhor de todos os tempos” com as letrar G, O, A e T representando as iniciais de Greatest Of All Time.

Era uma franquia fadada ao fracasso e enrolada em picks de Draft, havia uma estrela de primeira grandeza no elenco – o jovem Devin Booker (23 anos), que até aceitou renovar por longo período com o Suns, mas sem nenhuma garantia de crédito à diretoria. Tudo mudou quando Sarver baixou a guarda, manteve James Jones, que embora inexperiente para a função é querido pelos jogadores, como gerente-geral, assinou o projeto para a construção de um moderno Centro de Treinamento e decidiu apostar no presente e não mais no futuro. Sua principal medida, além da manutenção de Jones, foi abrir a carteira e contratar o melhor técnico disponível no mercado por cinco anos.

Monty Williams foi o comandante em New Orleans, assistente em Oklahoma e depois em Philadelphia, vice-presidente de operações em San Antonio e só não estava trabalhando como treinador principal porque em 10 de fevereiro de 2016 um drama familiar mexeu com sua vida. Ingrid, sua esposa, se envolveu em um acidente de carro e faleceu imediatamente. O casal tem cinco filhos e a vida de Monty virou, obviamente, de pernas para o ar. Desde então ele recusou inúmeras propostas para ser treinador principal porque dizia não ter tempo, e nem cabeça, para assumir um compromisso desse tamanho, mas no final do último campeonato Williams mandou avisar que estava pronto.

O Phoenix foi mais rápido, venceu a concorrência do Los Angeles Lakers, que também queria Monty para ser seu treinador, e os resultados estão aparecendo bem mais rápido do que se imaginava. O recado de Williams para Sarver, na entrevista de emprego, foi muito claro: “Ou ganhamos agora ou ninguém mais terá paciência de vir ao ginásio”. E o técnico tinha razão. Nos últimos cinco anos o Phoenix amargou a lanterna ou a vice-lanterna entre os times com menor taxa de ocupação da liga na sua Talking Stick Resort Arena, um mico que impacta os cofres dos donos da franquia, obviamente.

O recado foi entendido e a saída foi cercar Devin Booker, um pontuador nato (média de 25,8 pontos nessa temporada e cestinha do time em sete das nove partidas), de talento e de bons chutadores. Kelly Oubre Jr. já tinha chegado na temporada passada e mantém o ritmo com 17,4 de média e quase 40% de conversão nas bolas de fora. Os outros três titulares, sobretudo com a suspensão por doping do pivô titular DeAndre Ayton, chegaram recentemente e estão produzindo absurdamente bem.

O caso de Dario Saric é muito representativo. O Phoenix trocou uma escolha no Top-10 do Draft, o armador Jarrett Culver, para ter o croata, um ótimo jogador e já experiente na liga, no elenco logo de cara. Saric ainda está tímido, contribuindo com 9,2 pontos e 5,9 rebotes por jogo, mas tem enorme talento, joga de ala-pivô e espaça muito bem a quadra. Outra grata surpresa é o pivô australiano Aron Baynes, trocado pelo Boston para o Arizona e de quem pouca gente esperava grandes novidades. Mas elas vieram. Baynes tornou-se titular com a saída de Ayton e tem 15,8 pontos, 5,8 rebotes e uma das melhores proteções de aro (defesa perto da cesta) da NBA atual.

Por fim, ao invés de apostar em armadores sem rodagem, a franquia foi em uma bola de segurança que estava “livre” no mercado de agentes-livres. O espanhol Ricky Rubio, campeão mundial recentemente na China, onde se tornou o mais valioso jogador da competição, foi contratado e está jogando uma enormidade. Recém-saído de Utah, Rubio tem 13,6 pontos e 8,6 assistências, melhores números de sua carreira.

Outro dado que chama atenção são os desperdícios de bola, 2,3, índice baixo para quem fica 32 minutos em quadra e quase sempre com a bola na mão. Além das estatísticas, sua leitura de jogo impressiona e sua liderança, também. Como disse Monty Williams, “com Rubio em quadra somos mais inteligentes e cientes do que deve ser feito”. Se na defesa ele sempre foi muito bom, no ataque ele parece estar mais confiante para atacar a cesta e também para, quando necessário, arremessar de fora – seus 38% do perímetro falam muito bem sobre isso.

CHRISTIAN PETERSEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

No banco estão o também recém-chegado Frank Kaminsky (9,1 pontos), Tyler Johnson (8,3) e o novato Cameron Johnson (6,9) e é assim que o Phoenix, o melhor em conversão de arremessos da NBA até agora com 47,3% de conversão e o que mais assistências por noite dá (28,1/jogo), se transformou em saco de pancadas recente a uma das sensações da temporada com 6 vitórias em 10 partidas.

Se na defesa ainda há espaço para melhora, sobretudo nas coberturas para evitar arremessos do perímetro (a equipe é apenas a décima neste quesito, permitindo aos adversários 34% de acerto de fora), alguns triunfos, como o contra o Golden State Warriors ainda com Steph Curry e Draymond Green, Sixers, Brooklyn e Clippers mostram bem como a equipe literalmente virou a chave.

Se está cedo para pensar em playoff, porque a temporada é longa e no Oeste as coisas são difíceis mesmo (ontem à noite o time perdeu do Lakers, no Arizona, por 123-115), ao menos a expectativa é de encher o ginásio (16 mil pessoas por partida e 90% de taxa de ocupação até agora), jogar com mais intensidade e não pensar no futuro. A palavra de ordem para Monty Williams e seu Phoenix Suns é agora.

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Confederação Brasileira foi ameaçada de despejo – dívida ao condomínio supera R$ 200 mil http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/12/cbb/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/12/cbb/#respond Tue, 12 Nov 2019 08:37:32 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57135

Aconteceu no último sábado o primeiro Fórum 360 de Basquete em São Paulo. Entre paineis de discussão e palestras, um dado trazido em sua apresentação pelo Diretor de Operações (não remunerado, como ele mesmo gosta de dizer) Ricardo Trade (foto), o Baka, da Confederação Brasileira chamou a atenção. A entidade máxima foi praticamente obrigada a mudar de sede devido a uma dívida que superou os R$ 200 mil por falta de pagamento de (pasmem) 24 meses de condomínio ao Edíficio Bokel, no Centro do Rio de Janeiro.

“A situação que encontramos quando assumimos a CBB no início de 2017 era de penúria total. Este caso do condomínio é apenas um dos vários problemas que enfrentamos. Falei ao presidente Guy Peixoto que deveríamos vender a sede para sanear as contas, mas ele não quis. Foi uma opção dele e acho que ele tem razão mesmo. A saída, literalmente, foi alugar o espaço para uma empresa que acaba pagando toda a dívida deixada pela gestão passada”, revelou Trade aos participantes do Fórum.

De acordo com apuração do blog, o valor do condomínio que a CBB deveria pagar mensalmente era de aproximadamente R$ 8.800,00. Com 2 anos de negligência entre 2015 e 2017, a dívida supera os R$ 200 mil (havia inclusive a ameaça de despejo por parte do Edíficio Bokel). Fora de sua sede, comprada na gestão Renato Brito Cunha nos anos 90, coube a Confederação procurar novo espaço. Desde abril deste ano a entidade máxima, presidida por Guy Peixoto, mandatário que de seu bolso já injetou mais de R$ 2 milhões na entidade de acordo com o último balanço financeiro, está nos escritórios RioCentro, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com informações da própria Confederação, o aluguel do espaço no RioCentro é custeado no primeiro ano com recurso descentralizado do Comitê Olímpico Brasileiro e logo depois disso pela própria CBB.

“A sede estava em estado operacional bom, funcionando, mas com uma dívida que tornava insustentável a permanência no imóvel, sob risco de perda do patrimônio. A gestão conseguiu um acordo que em um período breve irá acertar o débito e colocar essas contas em dia”, informou ao blog a assessoria da CBB através de nota.

Procurado, Carlos Nunes, mandatário da CBB entre 2009 e 2017, preferiu não responder aos questionamentos do blog.

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Excesso de bala? Problema de ala do Miami foi ingestão de comprimido a base de cannabis http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/11/waiters/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/11/waiters/#respond Mon, 11 Nov 2019 08:19:10 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57122

Um fato bizarro aconteceu na delegação do Miami Heat na viagem que fazia entre Phoenix, onde jogou na quinta-feira, e Los Angeles, onde atuou na última sexta-feira. Jogador-problema da franquia, Dion Waiters não foi visto no treinamento antes da partida pelo Lakers. A imprensa perguntou o motivo e a equipe informou que o ala, um colecionador de alucinações de primeira linha, tinha ingerido muitas balas de goma, daquelas fofinhas e em formato de urso, tendo uma reação em seu estômago.

Ninguém comprou a história e a imprensa norte-americana decidiu dar uma fuçada mais profunda. Não deu uma hora depois do comunicado do Miami Heat e o USA Today informou que o problema de Waiters, na verdade, foi causado por conta de um remédio a base de THC (o princípio ativo da maconha) tomado pelo atleta, sem o consentimento da comissão médica da franquia, para aliviar uma suposta dor no seu estômago. Para quem não sabe, o THC é substância proibida pela NBA.

O USA Today descobriu, ainda, que Dion Waiters teve uma crise de pânico no voo de Phoenix para Los Angeles e que foi medicado pelos doutores do Miami que estavam na aeronave. Totalmente desesperado, o atleta temia a sua grande punição na temporada – temporada que começou não tem dois meses -, o que acabou acontecendo neste domingo, quando a NBA o suspendeu preventivamente por 10 jogos. O Heat recebeu o comunicado e já informou que não pedirá redução da pena.

A primeira foi do próprio Miami Heat, que durante a pré-temporada colocou Waiters treinando “em separado” após o atleta voltar em péssima forma física e confrontar a comissão técnica, que o informou que, daquele jeito, ele não jogaria pelo time. O ala ainda tem dois anos de contrato com o Heat e está sendo difícil para Pat Riley, o manda-chuva de Miami, trocá-lo.

Depois dessa então…

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Outro bom jogo de Raulzinho no Sixers – veja seus lances http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/09/outro-bom-jogo-de-raulzinho-no-sixers-veja-seus-lances/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/09/outro-bom-jogo-de-raulzinho-no-sixers-veja-seus-lances/#respond Sat, 09 Nov 2019 09:39:59 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57117

Jogando de titular pela primeira vez com a camisa do Philadelphia 76ers (o titular Ben Simmons está com uma lesão no ombro), o brasileiro Raulzinho não decepcionou. Se a vitória contra o Denver não veio (100-97 pros locais, que jogaram no Colorado e tiraram 21 pontos de déficit no quarto período), o armador teve uma partida muito boa e mostrou a franquia que pode segurar a posição de suplente na armação.

Se na quarta-feira ele já havia conseguido, em 30 minutos, 11 pontos, 4 rebotes, 3 roubos e 3 assistências saindo do banco de reservas, na noite de ontem em Denver contra o Nuggets e diante de Jamal Murray, um dos melhores armadores da NBA, Raulzinho, titular, saiu-se, nos mesmos 30 minutos de dois dias antes, com 13 pontos (3/3 de 3 pontos), 6 assistências e 2 rebotes.

Dá só uma olhadinha nos melhores momentos do brasileiro nessa sexta-feira:

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A bola decisiva do croata Bogdanovic, do Jazz, contra o Bucks no último segundo – veja! http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/09/jazz/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/09/jazz/#respond Sat, 09 Nov 2019 09:28:28 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57112

Que noite de sexta-feira na NBA, hein. Luka Doncic, o garoto de ouro do Dallas, teve mais um triplo-duplo. Pascal Siakam teve 44 pontos pelo Toronto Raptors. Damian Lillard não evitou a derrota do Portland em casa pro Nets, mas teve 60 pontos. O Denver tirou 21 pontos no começo do último período e venceu o Sixers. E em Salt Lake City uma bola lindíssima no estouro do cronômetro.

Diante do MVP Giannis Antetokounmpo (30 pontos e 13 rebotes), o Utah Jazz fez 55-35 no primeiro tempo contra o Milwaukee Bucks, viu o rival reagir, mas teve sangue frio nos minutos finais para segurar a vitória graças a um arremesso mágico do croata Bojan Bogdanovic no estouro do cronômetro. Dá só uma olhada no chute do cara para a vitória de 103-100. Jazz e Bucks, agora, têm 6 vitórias em 9 partidas na temporada.

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Está cedo, mas entenda como o MVP da NBA está ainda melhor nesta temporada http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/08/giannis34/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/08/giannis34/#respond Fri, 08 Nov 2019 08:50:24 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57101

Getty / AFP

“Ele jogou o quarto período inteiro e foi incrivelmente fabuloso. Não há mais palavras para descrevê-lo”, Mike Budenholzer, técnico do Milwaukee Bucks.

“Ele é uma fera. Realmente uma fera. Não tivemos como pará-lo”, Doc Rivers, técnico do Los Angeles Clippers.

Estas foram duas das declarações dadas depois da partida que o Bucks venceu o Clippers (sem Kawhi Leonard, é verdade) na noite de quarta-feira em Los Angeles por 129-124 com Giannis Antetokounmpo, o atual MVP da temporada da NBA, anotando 13 de seus 38 pontos no quarto e decisivo período para dar ao Milwaukee a quarta vitória consecutiva e a sexta em oito partidas.

Pode parecer incrível que um cara que tenha conquistado o troféu de jogador mais valioso do último campeonato esteja ainda melhor no começo deste, mas é exatamente o que está acontecendo. Com as médias de 29 pontos, 14,3 rebotes e 7,6 assistências, o grego se tornou o primeiro atleta da história da NBA a alcançar 200 pontos, 100 rebotes e 50 assistências em seus primeiros oito jogos da temporada, algo bem surreal. Ninguém havia chegado nem perto disso até quarta-feira.

Está cedo, são apenas oito jogos, 10% da fase regular, sabemos disso, mas seu começo é bem incrível e merece ser analisado. Jogando a mesma quantidade de minutos (32 por partida), Giannis conseguiu crescer 10% em praticamente todos os fundamentos em relação a temporada passada melhorando em algo que parecia improvável – seu percentual de conversão de arremessos.

Os 58% de 2018/2019 chegam a quase 60% neste começo de 2019/2020 e mostram que Antetokounmpo não tem se incomodado muito com o fato de ter que levar este ainda errático Bucks praticamente nas costas em alguns momentos e tampouco com as marcações cada vez mais físicas que tentam lhe parar (em alguns casos, marcações duplas ou triplas, aliás). Um bom medidor disso é que quando está em quadra, a cada 100 posses de bola, o saldo positivo do time é de 14 pontos positivos. Quando está fora, queda de 30% nisso. Sua preparação no último verão americano pode ajudar a entender como o MVP está ainda mais letal neste começo de certame.

Ao contrário das principais estrelas americanas, Giannis preferiu jogar a Copa do Mundo na China. É verdade que a Grécia foi muito mal, perdendo logo na primeira fase e sendo eliminada de maneira precoce, mas logo após a eliminação para o Raptors no playoff passado o camisa 34 do Bucks tirou 15 dias de descanso e emendou duas pré-temporadas praticamente seguidas – a com sua equipe nacional visando o torneio na China e a com o Milwaukee para a temporada 2019/2020 da NBA após o tombo em solo asiático. Diferente do que muita gente poderia prever, o físico do rapaz de 24 anos não dá o menor sinal de que esteja dando pane.

Getty / AFP

Há, no entanto, ainda alguns senões em seu jogo, claro. Seu repertório tende a ficar limitado quando ele usa 10 de seus 17 arremessos por partida praticamente em infiltrações ou em arrancadas rumo a cesta – o restante ele divide em bolas longas, de três pontos, ou em tiros de média distância nos quais seu aproveitamento é menor que o 35%, baixíssimo. Nos lances-livres, outro problema: os regulares 72% caíram abruptamente para 63%. Contra o Clippers, para azar dos angelinos, nada disso deu certo. O grego teve 14/18 nos lances-livres e surpreendentes 4/7 nas bolas de fora, algo improvável para seu arsenal ofensivo.

O saldo de Giannis, no final das contas, é extremamente positivo. Guiando um dos melhores times da NBA nesta temporada, Antetokounmpo, cujos olhos e marcações cresceram absurdamente de um ano pra cá em cima dele, tem conseguido ser ainda melhor em relação ao último campeonato.

Se ainda não é um jogador completo, parece improvável que alguém na liga, com exceção de Kawhi Leonard, seu principal defensor na final do Leste passada vencida pelo Toronto Raptors, consiga pará-lo.

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Podcast BNC: Análises Táticas sobre Bucks e Heat http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/07/taticamente/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2019/11/07/taticamente/#respond Thu, 07 Nov 2019 07:05:17 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=57098

O Podcast inaugura uma seção mensal para dissecar, taticamente, as franquias da NBA na temporada 2019/2020. Começamos com o Milwaukee Bucks e o Miami Heat. O que está dando certo? O que precisa melhorar? Quais as chaves do sucesso das duas equipes? Espero que vocês gostem!

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