Bala na Cesta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br Análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais. Fri, 19 Jan 2018 10:51:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Podcast BNC: o Fator Warriors na NBA, crise do Cavs e Varejão no Flamengo http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/19/podcast-bnc-o-fator-warriors-na-nba-a-crise-do-cavs-varejao-no-flamengo/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/19/podcast-bnc-o-fator-warriors-na-nba-a-crise-do-cavs-varejao-no-flamengo/#respond Fri, 19 Jan 2018 08:28:49 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49807

No programa dessa semana falamos sobre o Fator Warriors em toda cadeia da NBA, da crise do Cavs, que perde a rodo e já o surpreendente Miami encostar na 4ª posição do Leste e do Toronto Raptors. No Espaço do Apoiador, Miguel Amado aparece para opinar sobre o Minnesota, que está com campanha bem boa no Oeste e mostrando que as opções de Tom Thibodeau foram acertadas. Abordamos também a chegada de Anderson Varejão ao Flamengo e os primeiros passos de Leandrinho em Franca.

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Com Anderson Varejão, a jogada de mestre do Flamengo e outro trunfo da Liga Nacional no NBB10 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/18/com-anderson-varejao-a-jogada-de-mestre-do-flamengo-e-outro-trunfo-da-liga-nacional-no-nbb10/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/18/com-anderson-varejao-a-jogada-de-mestre-do-flamengo-e-outro-trunfo-da-liga-nacional-no-nbb10/#respond Thu, 18 Jan 2018 14:00:31 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49790

E a expectativa virou realidade. Anderson Varejão foi anunciado ontem oficialmente pelo Flamengo e reforçará a equipe carioca pelos próximos 20 meses, ou seja, até o final deste NBB e também na temporada 2018/2019. Ainda não está claro se o contrato do pivô contém alguma cláusula de liberação para a NBA em caso de proposta (certamente o tema será explorado na entrevista coletiva que acontecerá a partir das 12h30 na Gávea nesta quinta-feira).

Assim como aconteceu quando Leandrinho chegou a Franca (relembre meu texto aqui), dá pra dizer que a tacada do Flamengo ao contratar Anderson Varejão é uma jogada de mestre. Do ponto de vista técnico, é um atleta diferenciado e com a “pegada” rubro-negra mesmo (entrega, dedicação, luta e muita defesa). Acrescentará absurdamente ao primeiro colocado na classificação do NBB (13-2), aumentará o potencial da rotação de homens de garrafão do técnico José Neto, que já tem em mãos Olivinha, JP Batista, Rhett, João Vitor e Pilar, e será um líder a mais para um elenco que já é muito experiente com peças como Marquinhos, Marcelinho, Olivinha e JP Batista. Se lhe falta ritmo de jogo, lhe sobram rodagem de mais de uma década na NBA e tempo para se adaptar a um time que não possui peças que lhe darão tempo para adquirir o melhor preparo físico e técnico até chegar a forma ideal.

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Se isso já não fosse o bastante, Anderson Varejão é provavelmente o cara mais carismático de sua geração. Dono de uma cabeleira conhecidíssima, venerado pelas crianças e muito bem articulado em suas declarações, colocará o Flamengo ainda mais em evidência e certamente aumentará a média de público do time neste NBB e no próximo. Nos últimos jogos na Arena Carioca foram quase duas mil pessoas por partida. Nos com ele em quadra, dá pra acreditar que este montante crescerá pra caramba. Ou seja: há um ganho técnico e um ganho, digamos, de comunicação / marketing. Ele será apresentado na sexta-feira antes do clássico contra o Botafogo e já teremos uma temperatura do que estará por vir nos próximos meses.

Quem, por tabela, também acaba ganhando é a Liga Nacional. Em sua décima edição de NBB, a LNB tem em mãos para trabalhar as imagens ninguém menos que Anderson Varejão e Leandrinho, além dos atletas que aqui já estavam. Se o Jogo das Estrelas de março em São Paulo já prometia bastante, imaginem agora. O departamento de marketing da Liga deve estar salivando, não há a menor dúvida. Se eu pudesse dar apenas uma dica, diria que dá pra “marquetear” facilmente o produto NBB como o melhor do basquete da América Latina, aumentando a visibilidade através de jogadores conhecidos mundialmente e captando patrocinadores multinacionais por tabela.

Como se vê, dá pra sorrir bastante com as últimas notícias no basquete nacional, não há a menor dúvida disso. O gigantesco Flamengo fica ainda mais forte com Anderson Varejão. O atleta volta a jogar profissionalmente no Brasil depois de mais de uma década. E o NBB terá um campeão da NBA, carismático e mega talentoso à sua disposição para aumentar ainda mais a capilaridade de seu produto.

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Primeiro brasileiro campeão da NBA, Tiago Splitter será técnico em evento do Jogo das Estrelas http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/18/primeiro-brasileiro-campeao-da-nba-tiago-splitter-sera-tecnico-em-evento-do-jogo-das-estrelas/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/18/primeiro-brasileiro-campeao-da-nba-tiago-splitter-sera-tecnico-em-evento-do-jogo-das-estrelas/#respond Thu, 18 Jan 2018 02:20:36 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49796

Primeiro brasileiro campeão da NBA quando levantou o troféu com o San Antonio Spurs em 2014, Tiago Splitter viverá pela primeira vez a experiência de ser técnico em um evento da liga durante o final de semana das estrelas em Los Angeles (entre 14 e 18 de fevereiro).

O pivô de 33 anos foi convidado e topou o desafio de ser um dos treinadores assistentes da garotada que participará do Basquete sem Fronteiras, espécie de laboratório / clínica com meninos de até 19 anos de todo mundo que acontece ao mesmo tempo dos eventos do All-Star Game.

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“A minha função neste evento será a de assistente técnico junto de alguns treinadores da NBA que foram convidados. Geralmente a liga escolhe alguns técnicos e também jogadores e ex-jogadores para fazer as demonstrações e ensinar pra garotada, pra falar com a gurizada, essas coisas. São dois, três dias bem legais e dá a possibilidade de conhecermos os talentos do mundo todo que poderão vir a atuar na NBA. É uma boa oportunidade pra mim também, pensando em uma carreira de técnico no futuro. É bom para conhecer, estar no meio, bater papo com os demais treinadores. Tem muita gente olhando e no All-Star sempre surgem muitas coisas”, disse Tiago Splitter em contato com o blog na tarde de ontem e lembrando que em 2017 já havia participado da clínica, só que nas Bahamas ao lado de Anderson Varejão.

Sem jogar desde o final da temporada passada, quando defendeu o Philadelphia 76ers, Tiago Splitter busca recuperar a melhor forma física após operar o quadril em 2016. As propostas para voltar a atuar na NBA ainda não chegaram, porém, e o atleta tem se preparado desde já para o que virá depois que ele encerrar a sua carreira como jogador. Além de dirigir os atletas no evento da NBA em fevereiro deste ano, Tiago participou, usando a “lente” da comissão técnica, da pré-temporada de San Antonio Spurs e Atlanta Hawks, times pelos quais atuou e com quem mantém excelentes relações com os técnicos Gregg Popovich e Mike Budenholzer.

“Sobre a minha situação, está tudo meio parado. Essa é a verdade. Minha condição física não está ajudando muito também, então não dá pra falar muito. Deu uma parada, uma estancada mesmo. Cada vez está mais difícil jogar na NBA, já que os times estão indo pra talentos jovens, prospectos, com a ideia de futuro. Quase todos os brasileiros estão saindo da NBA (Anderson Varejão, Marcelinho Huertas, Leandrinho e eu), só ficando da galera mais velha o Nenê. Acho que o momento é da garotada mais nova. É um pouco do efeito do Golden State Warriors, que vai dominar o basquete por muito tempo e faz com que grande parte das equipes do campeonato pense mais no futuro do que no presente. Essa é a situação. Não tenho nada e nem proposta. Minha ideia é NBA e isso não mudo. Estou vendo outras coisas também, já preparando o futuro para quando acabar minha carreira de atleta. Não sei se será como técnico, dirigente, na mídia, com outras situações. O que estou fazendo mesmo é meu Instituto, que está acontecendo lá no Sul. Estou feliz com isso e vendo que as possibilidades novas estão se abrindo para mim”, finaliza Tiago.

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Todos os lados de Leandrinho: Franca, NBA, Warriors, Nash, Marbury e família http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/17/todos-os-lados-de-leandrinho-franca-nba-warriors-nash-marbury-e-familia/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/17/todos-os-lados-de-leandrinho-franca-nba-warriors-nash-marbury-e-familia/#respond Wed, 17 Jan 2018 02:02:05 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49758

Crédito: Newton Nogueira

Leandrinho terminou o jogo contra o Botafogo na segunda-feira no Rio de Janeiro como não terminava havia quase 15 anos. Não na pontuação (decisivo, ele fez 9 dos seus 11 pontos nos 2 minutos finais) e muito menos devido ao triunfo por 67-63 de seu time contra o alvinegro carioca. O que o ala-armador de 35 anos não vivia há muito tempo foi o pós-jogo abraçado às suas duas filhas (Alicia, de 8 anos, e Lara, de 4 anos) e acarinhado de perto pela sua namorada, a modelo Talita Rocca. As três viram a partida da arquibancada e tão logo o relógio apontou o final do duelo entraram na quadra para abraçá-lo (Lara, na verdade, chorava no colo do pai porque havia tropeçado segundos antes).

Com carreira de sucesso na NBA, onde foi campeão pelo Golden State Warriors em 2015 e melhor reserva em 2007 quando jogava pelo Phoenix Suns (naquela temporada ele teve incríveis 18,5 pontos de média), Leandrinho volta ao país depois de 15 anos para liderar o Franca Basquete na busca pelo inédito título do NBB e para se conectar novamente com sua família, com o basquete local e também com o país. Experiente, ele agora é comandado pelo seu melhor amigo, Helinho, técnico francano, e na quadra lidera uma garotada que luta por um espaço que ele soube conquistar com muita luta, perseverança, dedicação e humildade.

Em entrevista exclusiva e reveladora, o craque do Franca falou sobre tudo – a vida na NBA, as dificuldades que passou, a temporada de 73-9 que não terminou em título com o Warriors, o título de 2015, prêmios individuais e muito mais. É um conteúdo imperdível. Aproveitem.

BALA NA CESTA: Como está sendo esse começo em Franca, esse recomeço no basquete brasileiro? Está dentro do que você esperava ou além do esperado?
LEANDRINHO: Me surpreendeu. Muito. E está sendo, como você me falou, além do que eu esperava. O SESI Franca Basquete tem um projeto maravilhoso e está proporcionando a nós jogadores e também à torcida uma estrutura incrível. O Paulo Skaf, presidente do SESI, tem dado todo apoio necessário, fazendo um grande trabalho e desenvolvendo esse projeto. Está tudo muito organizado e estou bem satisfeito. Ao mesmo tempo disso tudo tem o fato de eu estar voltando à minha terra, voltando às minhas origens, minha raiz. Onde tudo começou, onde iniciei minha vida profissional, o Brasil. E além do mais em uma cidade que vive o basquete intensamente como é Franca. Já conhecia de ouvir dizer, de jogar contra, mas eu não imaginava que Franca fosse uma cidade que gostasse tanto assim de basquete. A minha estreia contra o Vitória no dia 6 de janeiro, com mais de cinco mil pessoas no ginásio, significou demais pra mim, pra minha carreira. Foi especial aquela tarde no Pedrocão. Vi um ginásio lotado, todos me aplaudindo, foi uma grande emoção mesmo. Estou surpreso por tudo isso e pela equipe, que forma um elenco maravilhoso e comandado por um dos melhores amigos que tenho, o Helinho. Estou muito feliz com tudo. Da estrutura, da organização, do grupo e do Helinho como técnico. É até meio estranho falar nele como técnico, né? O cara jogou comigo o Mundial de 2002, é melhor amigo desde aquela época e hoje é meu técnico. Em 2002 eu brigava pela posição com ele, o cara sempre me deu força e estamos juntos novamente. Estou muito feliz. E o mais importante de tudo: estar perto das minhas filhas, da minha família. Ah, e não posso deixar de falar que depois de quase 15 anos estou vivendo de novo o verão do Brasil, algo que não estava nem mais acostumado. Ano novo, Natal, essas festas, esse período, eu nem lembrava mais como que era. Ou passava vendo fogos ou dormindo pra jogar no dia seguinte.

BNC: Isso pesou na sua decisão de voltar ao Brasil, ou seja, ficar mais perto de suas filhas? Com quantos anos elas estão?
LEANDRINHO: Uma com oito (Alicia) e outra com quatro (Lara)…

BNC: Então. Essa sua volta ao país tem muito de você se conectar mais com elas, com o país, com a sua família, não?
LEANDRINHO: Com certeza, com certeza tem isso, sim. Isso prevaleceu muito. As meninas, né. Pesou demais na hora de tomar a decisão pelo fato de não ter uma relação tão ativa com elas. Acabei passando muito tempo longe delas devido a minha profissão. Elas entendem isso, mas são 14, 15 anos jogando fora do país e distante delas e da minha família. É difícil sempre estar lá e não estar perto delas. A comunicação hoje está mais fácil, mas a presença física, por perto, é melhor, né?

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BNC: Você consegue notar uma melhora no NBB? Está é a sua terceira passagem (Flamengo e Pinheiros rapidamente no passado) e em todas o campeonato parece evoluir, não?
LEANDRINHO: Sim, não há dúvida disso. Converso muito com o Rossi (João Fernando Rossi, presidente da Liga Nacional) e é muito visível que a Liga evolui a cada dia. O Jogo das Estrelas de 2017 é um exemplo claro do que você está falando. Foi uma festa lindíssima e comentada por todos. Este ano o campeonato está forte, com bons times, estruturas legais e um espaço grande na mídia também. O crescimento é muito claro, óbvio e fico muito feliz que essa parte de gestão, ou seja, de fora de quadra, esteja sendo levada a sério e bem feita pela direção. Dá uma tranquilidade muito grande pra gente, que se preocupa apenas em fazer o melhor na quadra.

BNC: Muda alguma coisa pra você ser titular de novo na sua carreira? Na NBA você se tornou uma espécie de amuleto vindo sempre do banco…
LEANDRINHO: É verdade, cara. Sabe que outro dia comentei isso com amigos. Eu nem lembrava direito como era ser titular em um jogo de clube. Na seleção eu sempre comecei jogo, mas na NBA eu vinha do banco mesmo. A principal diferença é que do banco você vê o jogo, entende o que está acontecendo e pode descobrir do lado de fora o que o seu time precisa – se chute, infiltração, cadência, passe ou outra coisa. Quando você começa uma partida tem que iniciar atirando, não tem muito o que fazer. Não é difícil, mas é diferente e também requer adaptação. Acho que não ouvia meu nome sendo introduzido pelo alto-falante do ginásio em uma partida de clube havia muito tempo, viu. Ao mesmo tempo te digo que é bem legal porque mostra que o time te dá uma responsabilidade diferente, bacana, proporcional ao que espera de você.

Crédito: Jayson Braga

BNC: Uma coisa que reparei demais nestes dois dias aqui perto de Franca (domingo no treino e segunda-feira no jogo contra o Botafogo) é que você virou uma espécie de tutor dos garotos mais novos do time. É mais ou menos por aí mesmo, né? Você tem tentado passar essa experiência pros caras…
LEANDRINHO: Sim, muito. Não é pelo fato de eu ter passado 15 anos na NBA, nada disso. Mas é porque você tem uma experiência, uma bagagem e pode passar pros garotos novos que estão começando. Dá pra passar muita coisa, e hoje eu consigo ver que, lá atrás, eu estive nessa posição de ter e precisar de ajuda. Ouvi muitos conselhos, tive muita gente que me ajudou e aprendi demais. Quem era mais experiente que eu me dava toques. Hoje em dia sou eu quem passa informações que eu recebi quando tinha a idade deles. Isso é muito importante, principalmente pros novatos. Fico muito feliz de ver o respeito deles. A atenção que eles têm comigo quando estou falando é incrível. É praticamente, em Franca, o que fiz no Golden State Warriors quando fui contratado pelo Steve Kerr pra ensinar o estilo de jogo do Phoenix Suns pro Steph Curry e Klay Thompson. Fico feliz e gosto de fazer essa função.

BNC: Quem foi o cara no Phoenix que te colocou embaixo das asas pra te ensinar sobre o basquete e sobre a vida?
LEANDRINHO: No começo foi o Stephon Marbury. Ele meio que foi um pai pra mim lá. Me criou, me colocou debaixo do braço mesmo. Depois foi o Steve Nash, que me ajudou incrivelmente dentro e fora de quadra. Hoje posso dizer que somos muito amigos e temos um respeito incrível um pelo outro. Com outros aprendi muito também. Nunca tive uma má relação com ninguém na NBA e isso é legal.

BNC: Tem uma história que o Marbury te deu um carro quando você era novato, não teve?
LEANDRINHO: Sim, teve sim. Tem a história que eu ia de bicicleta pros treinos, isso todo mundo já sabe. Mas os americanos ficavam meio doidos, completamente resignados com isso. Achavam legal, porque era a minha humildade, minha raiz, minha índole, mas ao mesmo tempo era estranho porque eles nunca tinham visto aquilo de um atleta da NBA pegar uma bicicleta pra ir treinar. Mas, Bala, naquela época eu não tinha dinheiro, não tinha nada, então pra mim era mega natural. Não queria depender de ninguém e fazia exatamente igual quando estava em Bauru. Pra mim não mudava nada. Aí o Marbury me deu um Cadillac lindo e maravilhoso…

BNC: Você ainda tem o carro?
LEANDRINHO: Não, não, acabei vendendo (risos)…

BNC: E avisou a ele?
LEANDRINHO: Avisei, avisei (risos).

BNC: Vocês mantêm contato até hoje?
LEANDRINHO: Ah, sim, muito. Ele está jogando na China e recentemente tive uma proposta de lá também. O cara está virando técnico, tá com muita moral na China e o convite apareceu. Tenho um carinho muito grande por ele. Mantenho uma relação legal com todos eles da NBA inclusive.

BNC: Essa sua relação, agora falando sobre o Steve Nash. Você já parou pra pensar que jogou do lado de um cara que mudou o jogo e que foi mega fundamental para um time que, hoje dá pra dizer, também modificou os padrões da NBA?
LEANDRINHO: Sim, já pensei nisso. E eu tive isso muito claro quando eu fui pro Golden State Warriors. O técnico do Warriors, o Steve Kerr, foi meu general-manager no Phoenix. Então ele tinha muito claro o que dava pra fazer, o que dava certo e o que não dava. O Golden State poderia ser o run and gun (jogo de velocidade) do Phoenix Suns. E acabou sendo até melhor do que aquilo que fazíamos no Suns por uma razão muito simples. O Golden State defendia, defendia muito bem, algo que o Phoenix não tinha tão forte assim. O Suns era só o ataque. A gente não tinha defesa. O Mike D’Antoni mesmo, o técnico, não se importava muito com a defesa. No Golden State tinha que defender pra poder jogar. Se não defendia não jogava. Era bem claro isso. Eu sofri isso no começo, Bala. Como não marcava legal, me tiravam da rotação direto. E eu aprendi a marcar melhor lá.

BNC: Queria falar um pouco sobre os detalhes da NBA que nem sempre a gente conhece. Você foi trocado do Phoenix, onde era um ídolo absurdo. Como é isso, cara? Você que pediu? Isso nunca ficou claro pra mim…
LEANDRINHO: Vou te explicar. Eu estava muito bem no Phoenix, mas tive que operar a minha mão e já em uma fase onde o time estava se desmanchando. Até ali, tudo bem, mas em 2010 chegou o Goran Dragic e eu não conseguia recuperar meu tempo de jogo. Me esqueceram no banco. Até que um dia eu fui pra direção e pedi pra ser trocado. Na lata mesmo. Pedi: “Me troquem. Sei que tenho condição de jogar”.

Você que pediu então?
Sim, eu pedi. Eu que pedi à direção. E aí acabou que fui pro Toronto Raptors. E quem estava lá? O Bryan Colangelo, que trabalhou comigo no Phoenix Suns…

Uma das dúvidas que a gente tem é assim: quando você é trocado, como que funciona? O clube te liga? É o agente? Te entregam as roupas em casa?
Pode acontecer na madrugada, Bala. Você está dormindo, chega uma mensagem no seu celular e diz: “Vai pro ginásio agora que a direção quer ter uma conversa com você porque você acabou de ser trocado”. Aí você olha e se questiona: “Como assim? Por quê? Pra esse time? O que está acontecendo?”. Pode acontecer dentro de avião, antes de entrar em um jogo, tem de tudo. Se tem uma coisa que não gosto na NBA é isso de ser trocado. Aparece do nada e quando você menos espera. Você está em uma boa situação e te mandam pra outro time. A NBA é business, negócio, não tem jeito. Então você tem que estar preparado pra tudo.

Crédito: Reprodução Instagram

BNC: E deve dar uma coisa no atleta meio que “porra, por que eu?”, não?
LEANDRINHO: Ah, sim, muito, cara. É meio louco. Quando cheguei lá, o Marbury tinha feito tudo por mim. Tudo, tudo mesmo. Quando ele foi trocado, foi uma choradeira no vestiário que você não tem ideia. E ele me fez entender que aquilo era um jogo de negócios. Eu não sabia direito como funcionava e aprendi na marra ao ver o meu melhor amigo sendo trocado pra New York sem ter a menor chance de escolher. E aí eu perguntei: “Por que você está sendo trocado no meio do campeonato?”. Nós choramos de novo e eu cresci bastante com isso.

BNC: Hoje te entristece ver o Phoenix de uma maneira tão pálida na NBA?
LEANDRINHO: Sim, dá tristeza, claro. Depois que o Bryan Colangelo saiu a organização mudou, jogadores foram trocados e nada aconteceu. Aquela nossa geração não trouxe título, não veio anel de campeão, mas íamos ao playoff em todos os anos e a galera chegava junto. Hoje é o que é. Ainda existe o time mas não é o que era antes. Faz parte, mas é triste.

BNC: Agora falando do Golden State. Você saiu de São Paulo, Bauru, Phoenix, rodou nos EUA, parou no Golden State, deu aquela entrevista engraçada falando que iriam ser campeões e… foi campeão em 2015. Como é que é, cara? Você, com 30 e poucos anos, como campeão da NBA. Quando você volta pro vestiário parecia que estava em outro mundo, não?
LEANDRINHO: E estava mesmo (risos). É difícil chegar onde eu cheguei, né? Jogar na NBA é difícil. Ganhar um título ali, ainda mais complicado. E jogando, brigando, participando, marcando LeBron James e todo mundo lá. Quando comecei a rodar, a ser trocado, achei que nunca ia chegar a uma final da NBA, sabia? Porque pensava que depois de ter batido tão na porta com o Phoenix eu nunca iria conseguir um título. Já nem acreditava mais, não tinha muito isso como meta, fixação na cabeça. As coisas no Warriors aconteceram muito rápido. No Mundial da Espanha em 2014, ou seja antes da temporada 2014/2015, eu estava sem time, não sabia o que ia ser da minha vida. Vieram 3 propostas: Heat, Clippers e Warriors. Do Miami era ótimo, né? Cidade linda, perto do Brasil, clima ótimo. Clippers tinha um timaço, podia chegar perto de título. Mas no Golden State tinha o Steve Kerr, que já me conhecia e me passou uma função muito específica – ensinar pro Curry e pro Klay o que era o estilo do Suns. Lá as coisas aconteceram muito rápido. Logo no primeiro ano nós chegamos à final, e ali em Oakland eu tive muitas lembranças de como era quando fui selecionado no Draft uma década antes. Eu vi um sonho se tornando realidade, acabou acontecendo o meu sonhado título da NBA. É uma sensação indescritível. Ralei muito, demais mesmo e ter esse anel de campeão é resultado de muito suor desde que comecei a treinar.

BNC: E aí desaba de emoção, né, cara?
LEANDRINHO: E aí, Bala, eu acabei ficando bêbado, algo que nunca acontece comigo. Acho que foi uma mistura incrível de emoções, de sentimentos, de sensações. Pô, sair de onde eu saí, de uma infância humilde, passando por Bauru, Phoenix e chegar a um título? Foi um momento especial. Até hoje eu paro pra pensar em tantos atletas que tentaram e não conseguiram um título. Jalen Rose, Stephon Marbury, Steve Nash… E eu sou campeão da NBA? Pô, é o máximo. O próprio Lula Ferreira, que hoje é meu supervisor aqui no Franca, foi o técnico que me lançou no Palmeiras lá atrás e sabe do que passei. Ninguém acreditava. Me chamam de Leandrinho porque eu era pequeno, franzino. Ninguém dava nada por mim. Parecia um ET. Tinha cada apelido que você não tem ideia. De derrubar, sabe. E, pô, cara, o Lula me deu oportunidade, o Guerrinha me deu uma chance e eu não esqueço de nenhum deles. Cheguei no lugar que cheguei porque me abriram portas.

BNC: Outra de suas conquistas é o troféu de melhor sexto homem da NBA em 2007. Até hoje nenhum brasileiro conseguiu um prêmio individual na liga, você sabe disso. Você já esperava, né?
LEANDRINHO: Nada, eu não esperava nada. Balassiano, saindo de onde saí, sendo brasileiro, só de já estar na conversa eu já estava feliz, lisonjeado. Mas ganhar? Nada disso…

BNC: Sério? Mas é animal de incrível um troféu individual na NBA, não é?
LEANDRINHO: Foi um prêmio individual mas mérito do esforço coletivo. Foram todos os meus companheiros e a comissão. O Mike D’Antoni e o Dan D’Antoni, técnico e assistente e que eram irmãos, confiavam demais em mim e me deram carta branca pra atacar, pra arriscar, pra ser quem eu gostava de ser. Eles viam meu talento e acreditavam em mim. Ganhei confiança, meu jogo fluiu e o Nash me dava bola (risos).

BNC: Quem te ligou pra te contar?
LEANDRINHO: O Nash me ligou pra me contar e eu achei que ele estava tirando onda comigo. A gente brincava muito, um sacaneava o outro e pensei que era zoeira. Até que ele disse: “Irmão, estou falando sério. Se prepare”. E aí o Bryan Colangelo, o gerente-geral, me ligou pra dar os parabéns e pediu pra eu ir à franquia pra entrevista coletiva. Perguntei se era sério, se estava tudo certo e ele mandou eu correr pro Phoenix. Como não acreditava ainda, coloquei uma roupa de treino normal, você acredita? Cheguei lá, um monte de gente, mídia toda e falei: “Caramba, é verdade mesmo”. Não esperava mesmo…

BNC: Onde está esse troféu?
LEANDRINHO: Em casa, em São Paulo. Um título individual conquistado por um grupo maravilhoso. Se não fosse aquela galera ter me ajudado não teria rolado. Eu fico muito feliz. E sabe o mais incrível? Toda vez que olho aquele troféu eu lembro da minha mãe, a Dona Ivete, que faleceu no ano seguinte (2008). Dedico tudo a ela.

BNC: Você fez parte da equipe do Golden State que na temporada 2015/2016 fez 73-9, bateu o recorde do Chicago Bulls do Michael Jordan de 72 vitórias mas o título acabou não vindo depois de ter 3-1 na final. Ficou um sentimento de quê após aquele campeonato?
LEANDRINHO: De trabalho incompleto. De não termos fechado aquela temporada magnífica da maneira que tínhamos que ter fechado. Quando aconteceu isso de termos conseguido 73 vitórias eu fiquei preocupado, sabia? Muito preocupado. Não pelas vitórias, mas pelo fato de, tipo, era momento de nos pouparmos perto dos playoffs e estarmos correndo como loucos. Faltando 10, 15 jogos era momento de tirar o Curry, o Klay, o Green, o Iguodala. É assim que funciona normalmente. Mas a gente colocou uma pressão em nós mesmos pelo recorde que acabou que todos queriam jogar, queriam o feito, queriam o recorde. Batemos o recorde? Batemos, mas não valeu em nada. Valeria se tivéssemos sido campeões. O título coroaria aquele trabalho, entende? O título era muito mais importante. A gente entrou pra história? Entrou. Vai pegar Hall da Fama? Provável. Mas faltou algo. Vivemos algo maravilhoso, mas faltou algo. Ficou incompleto, sabe? Não falo que foi ruim. Me coloquei errado. Faltou completar pra ficar perfeito. Faltou gás mesmo.

Crédito: Newton Nogueira

BNC: Faltou gás mesmo?
LEANDRINHO: Sim, faltou. Todos jogamos 82 jogos, 30 e poucos minutos cada. Cansa, Bala. No final, ali nas finais, todos cansavam, você tenta puxar o ar e não vem. O Cleveland teve gás, experiência e conseguiu virar pra cima da gente.

BNC: Te frustrou não ficar no time depois disso? Os caras foram campeões no ano seguinte de novo…
LEANDRINHO: Não, não. Nada disso. Foi até engraçado. Quando eles assinaram com o Kevin Durant em 2016 sabia que ia ficar difícil pra eu permanecer lá. A NBA é negócio, né? Tive uma proposta muito alta pra ir pra Phoenix, e preferi sair. Mas não sei se você sabe, o Durant me mandou mensagem e dizia: “LB, quanto você quer pra ficar? Vamos falar com a diretoria. Te queremos aqui”. Curry e Klay também. A torcida ficou muito chateada com a minha saída, mas preferi ir. O Suns veio muito forte e com o objetivo de eu ensinar pra molecada. Achei que meu momento tinha passado.

BNC: Você se arrepende?
LEANDRINHO: Não, não. Já ganhei um título, cheguei longe pra caramba. Tudo é uma experiência de vida. Fico feliz pelo desempenho de todos eles lá. Mantemos contato até hoje. Steve Kerr mesmo me manda mensagem de Feliz Natal e de feliz ano novo. Outro dia encontrei com torcedores que estavam aqui. Eles eram da Bay Area (região onde o time joga) e eles fizeram uma baita festa pra mim. Pediram pra eu voltar, é mole? Foi incrível. Acredito que eles sintam falta da energia brasileira, do carisma. Agora nas férias eu vou lá visitá-los. No futuro ninguém sabe o que pode acontecer. Vou te contar uma coisa sobre aquela final que nós perdemos. Nunca falei isso.

BNC: Conta. O que é?
LEANDRINHO: Quando acabou aquela final de 2016. Nós perdemos, todos tristes, jogo 7 em casa, 73 vitórias. Um clima de velório no vestiário. Eu sei que cheguei lá, puxei todo mundo e disse: “Todos aqui prestem atenção. Foi muito bacana o que a gente fez. Batemos um recorde e não soubemos completar o trabalho. Faltou pouco e isso aqui é um aprendizado pras nossas vidas. Independente de eu estar aqui ou não, tenho certeza que o Golden State voltará muito forte. Todos aqui devem confiar nisso porque essa franquia é grande, todos aqui são incríveis. Quem estiver aqui vai ser feliz no ano seguinte. Vamos seguir em frente”. Geral bateu palma, chorou junto e seguiram. Não aconteceu em 2016, faltou uma vitória, mas no ano seguinte a equipe ganhou. Queria muito aquele título em 2016, seria algo incrível pra franquia e pros meus amigos, eu mesmo estava com a faca na caveira, mas não rolou. Faz parte do esporte e foi um ótimo aprendizado também.

BNC: Por fim, Leandrinho. Quem é você como pai? Você tem uma humildade muito grande, teve uma infância sem luxo. E hoje você é um cara realizado financeiramente mas imagino que você tenta passar pra elas a dificuldade pela qual passou e que pra ter as coisas é preciso conquistar, não?
LEANDRINHO: Eu pego pesado com elas, sabia? Elas não têm tudo, não. A palavra que você usou aí, conquistar, é a que eu mais uso com elas. A condição que a gente tem hoje é fruto de esforço e elas sabem que vim de baixo, lutei muito. Dormia no concreto, não tinha muito o que comer. Tirando vender bala no farol eu fiz quase tudo. Tem que aprender e valorizar. E explico o porquê de elas estarem ganhando presentes. O que elas têm hoje eu não tive quando era criança. Temos que valorizar. Quando vem fácil, vai embora fácil. E você sabe o que mais me orgulha? Quando vamos em uma loja, elas não me pedem nada, não exigem nada, não fazem show pra nada. Ficam tranquilas e sabem o lugar delas. Isso me dá um orgulho danado, da educação e da índole delas.

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Briga em vestiário, ‘me espera lá fora’ e chuveiro sem água quente: NBA tem ‘noite de Libertadores’ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/16/briga-em-vestiario-me-espera-la-fora-e-chuveiro-sem-agua-quente-nba-tem-noite-de-libertadores/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/16/briga-em-vestiario-me-espera-la-fora-e-chuveiro-sem-agua-quente-nba-tem-noite-de-libertadores/#respond Tue, 16 Jan 2018 09:40:34 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49743

O dia de Martin Luther King foi no mínimo estranho para os padrões de organização da NBA. A liga recheou a segunda-feira com uma rodada emocionante, fez homenagens ao líder político norte-americano e viu grandes jogos, mas no final da noite ficou um clima de Libertadores no ar.

Em Cleveland, o Cavs tentou de tudo, mas não conseguiu segurar o Golden State Warriors, que venceu em Ohio por 118-108 e aumentou ainda mais a crise do rival. O Cleveland perdeu a quarta seguida, viu a liderança do Leste ficar ainda mais distante (7 derrotas atrás do Boston) e no final um problema conhecido dos times brasileiros de futebol aconteceu no vestiário do Warriors – e só do Warriors.

Sim, é isso mesmo. Não havia água quente no vestiário do Golden State Warriors depois da partida de ontem em Ohio, cuja temperatura estava na casa dos -10ºC. Os jogadores da franquia de Oakland entraram no chuveiro, tomaram seus banhos com água fria e saíram tremendo, como detalha o repórter Chris Haynes. Só faltou o cheiro de tinta fresca na Quicken Loans Arena…

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Pra aumentar a temperatura da noite, no Staples Center, em Los Angeles, Clippers e Rockets se enfrentaram. Foi a primeira vez que Chris Paul jogou contra seu ex-time (o Clippers) na Califórnia. E não foi bem recebido. Muitas vaias e sobretudo provocações de Austin Rivers, seu ex-companheiro que estava machucado no banco de reservas angelino falando algumas atrocidades para Paul, que ouvia tudo calado e sem reagir até o minuto final da partida.

Paul, obviamente, não gostou nada do que ouviu e armou algo diferente de jogadas na quadra. Depois do jogo ele ENTROU POR UMA PASSAGEM SECRETA no vestiário dos mandantes pra tirar satisfação com Austin Rivers! Policiais tiveram que apartar a situação que envolveu, também, James Harden, Gerald Green, Clint Capela e Trevor Ariza, companheiros de Chris Paul no Rockets, e Blake Griffin e outros atletas do Clippers.

O repórter Adrian Wojnarowski, na ESPN, reportou tudo e disse que o incidente só não foi maior porque os policiais estavam realmente atrás da porta escondida que só Chris Paul conhecia naquele vestiário.

As coisas ficaram tão fora de controle que no Twitter alguns jogadores do Clippers estão sacaneando o time do Rockets, e Chris Paul, até agora. O melhor tuíte vai pra Patrick Beverley, que colocou sem o menor pudor: “Agora é uma cultura diferente em Los Angeles. Nada daquela merda SOFT (leve) mais por aqui”.

Pra finalizar, na Filadélfia, com o jogo ganho a favor do seu time (o Sixers) o calouro Ben Simmons ouviu alguma graça do armador do Toronto Kyle Lowry. Não gostou, e mandou aquele famoso “te espero na saída vestiário pra gente se entender” pro jogador do Raptors. A arbitragem viu, expulsou os dois e na mesma hora Lowry saiu correndo pro túnel. Até onde se sabe os dois não se encontraram pra acertar as contas.

Se Martin Luther King tinha um sonho, certamente não era com uma noite como a de ontem na NBA…

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Flamengo encaminha contratação de Anderson Varejão; cláusula de saída para NBA é último entrave http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/16/flamengo-encaminha-contratacao-de-anderson-varejao-clausula-de-saida-para-nba-e-ultimo-entrave/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/16/flamengo-encaminha-contratacao-de-anderson-varejao-clausula-de-saida-para-nba-e-ultimo-entrave/#respond Tue, 16 Jan 2018 02:01:43 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49730

Crédito: Reprodução Instagram

* Com Pedro Ivo Almeida

O que era um sonho está perto de se tornar realidade. O Flamengo está fechando os últimos detalhes para finalizar a contratação de Anderson Varejão para o restante do NBB ainda nesta semana.

Entraves burocráticos ainda impedem que o pivô de 35 anos seja anunciado pelo rubro-negro, que já está com toda documentação em mãos para regularizar o atleta junto à Liga Nacional de Basquete. A maior pendência dá conta de uma cláusula de saída de Varejão sem a necessidade de pagamento de multa em caso de proposta da NBA (o Fla, obviamente, não gostaria de incluir isso no contrato), mas todos (agremiação e atleta) acreditam que tudo estará regularizado até quinta-feira, prazo máximo para inscrição e regularização de novos jogadores na LNB.

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Além disso, o Flamengo age com cautela pois a parte burocrática não é tão simples assim e envolve literalmente cinco pontas (NBA, Liga Nacional de Basquete, CBB, FIBA e Federação do Rio de Janeiro). Neste momento, Anderson precisa de uma liberação da NBA que só sairia nesta terça-feira. O que o clube da Gávea inteligentemente fez foi agilizar a documentação para o caso de um acerto, tendo em vista o prazo máximo de 18 de janeiro estipulado pela Liga Nacional para inscrição. Há vontade das duas partes, mas as duas partes precisam de tempo para finalizar o negócio.

Em caso de acerto Anderson Varejão chega para reforçar o líder do NBB (10 vitórias em 12 jogos) e também para recuperar o ritmo de jogo. Sem atuar em uma partida de clubes desde fevereiro de 2017, quando foi dispensado do Golden State Warriors, o capixaba jogou apenas pela seleção brasileira em novembro do ano passado pelas eliminatórias da Copa do Mundo. No rubro-negro ele será comandado por José Neto, com quem trabalhou por anos na seleção brasileira, e jogará com atletas com quem também teve contato na equipe nacional (Marquinhos, Marcelinho, Olivinha, JP Batista etc.).

A boa notícia não é só para o Flamengo, mas também para a Liga Nacional e para a seleção brasileira. A primeira terá um atleta de reconhecimento internacional e poderá explorar bem a imagem dele sobretudo no Jogo das Estrelas em São Paulo. A equipe nacional, por sua vez, poderia perder o atleta caso ele assinasse com a NBA, liga que não abre mão dos jogadores durante a temporada para as janelas das eliminatórias da FIBA.

A tendência é que, em caso de acerto, Varejão faça a sua estreia no dia 3 de fevereiro diante do Paulistano.

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Em casa, Cavs enfrenta Warriors tentando sair de crise de identidade na NBA http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/15/em-casa-cavs-enfrenta-warriors-tentando-sair-de-crise-de-identidade-na-nba/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/15/em-casa-cavs-enfrenta-warriors-tentando-sair-de-crise-de-identidade-na-nba/#respond Mon, 15 Jan 2018 09:00:00 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49722 Crédito: Reprodução Instagram Cavs

Crédito: Reprodução Instagram Cavs

Na noite desta segunda-feira acontece mais uma reedição das últimas três finais da NBA. A partir das 23h (Sportv exibe) em Ohio o Cleveland recebe um embalado Golden State Warriors (6 vitórias em 7 partidas em 2018 e liderança da liga com 35-9) vivendo uma verdadeira crise de identidade. A partida será disputada no feriado de Martin Luther King, ou seja, a audiência e a repercussão serão gigantes.

Com 26 vitórias em 42 jogos, na terceira posição do Leste e já vigiado de perto pelo não mais do que regular Miami Heat, o Cleveland vem de três derrotas consecutivas, tem jogado um basquete sofrível e LeBron James não tem conseguido esconder de ninguém a insatisfação com o rendimento de uma equipe que levou 131, 127 e 133 pontos em partidas consecutivas, algo realmente inadmissível para quem pensa em reencontrar o troféu de campeão perdido na temporada passada.

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A errática campanha e as últimas derrotas acenderam o sinal de alerta em Ohio e aumentaram ainda mais o volume de especulações em torno do elenco para o período de trocas que termina logo após o All-Star Game (começo de fevereiro). Até então protegido de LeBron, o pivô Reserva Tristan Thompson vê seu nome envolvido em 9 de 10 possíveis trocas que o time deseja fazer. O desempenho de Thompson despencou de 29 minutos, 8,1 pontos e 9,2 rebotes para 19 minutos, 5,1 pontos e 5,8 rebotes por jogo nesta temporada.

Outro jogador que pode deixar a franquia é JR Smith, cujo “prazo de validade” em relação a sua estabilidade emocional aparentemente chegou ao final. Smith criticou o técnico Ty Lue publicamente quando foi colocado no banco para Dwyane Wade tornar-se titular, recuperou a posição quando Wade voluntariamente pediu para jogar na segunda unidade mas não tem jogado muito bem, não (os 12,4 no ano em que o Cavs foi campeão caíram para 7,6 nesta temporada).

É assim que o Cavs vai enfrentar o Golden State Warriors que vem empolgado após a vitória espetacular em Toronto no sábado e com seu quarteto Kevin Durant, Klay Thompson, Steph Curry e Draymond Green jogando uma barbaridade. É terrível, difícil e perigoso dizer isso de um time que tem um cara como LeBron James, mas, olhando o retrospecto do campeonato e sobretudo as últimas semanas, uma vitória do Cleveland hoje em casa é bem improvável.

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LBF começa temporada com TV aberta e jogos na Web esperando nova fase no basquete feminino http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/14/lbf-comeca-temporada-com-tv-aberta-e-jogos-na-web-esperando-nova-fase-no-basquete-feminino/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/14/lbf-comeca-temporada-com-tv-aberta-e-jogos-na-web-esperando-nova-fase-no-basquete-feminino/#respond Sun, 14 Jan 2018 08:47:21 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49711

A temporada 2018 da Liga de Basquete Feminino começou na sexta-feira com a vitória de Santo André contra São Bernardo em casa (74-51), teve sequência ontem com o triunfo de Presidente Venceslau contra o mandante Catanduva (63-58) e neste domingo continua com uma grande novidade.

Hoje, 14 de janeiro de 2018, o basquete feminino está de volta à TV Aberta depois de muito, muito tempo (e eu nem me lembro quando foi a última vez que tivemos um jogo de clubes brasileiros transmitido em TV aberta, sinceramente). Com transmissão da TV Gazeta (disponível apenas em São Paulo), a emissora mostra o jogo de retorno do Campinas, da recém-contratada Ariadna (foto), contra o também novato Ituano, do renomado técnico Antonio Carlos Barbosa e das experientes Kelly, Palmiras e Joice. A partida começa às 15h.

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Esta é uma temporada importante para um combalido basquete feminino brasileiro e a LBF tem tentado fazer diferente em sua nova gestão. Partidas serão exibidas em TV Aberta, todos os demais jogos pela Web (na sexta-feira e sábado já foi assim) e os times têm tentado fazer um trabalho legal nas redes sociais (Campinas está bem atuante neste sentido aliás). Torço para que tudo isso seja refletido em ginásios mais cheios, em aumento da popularidade das equipes e das atletas e também que as jogadoras entendam mais as suas responsabilidades como “embaixadoras” do esporte.

Quem ama o basquete feminino espera, por im, que haja continuidade, evolução e novas ideias, como destaquei no dia seguinte do lançamento do campeonato (aqui). Fora do Mundial em 2018 devido a não classificação na Copa América, resta torcemosr muito para que a LBF traga novos tempos a uma modalidade que duas décadas atrás enchia o esporte de orgulho e de troféus.

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Por Franca, Leandrinho reencontra Arena das Olimpíadas do Rio-2016 após 515 dias http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/13/por-franca-leandrinho-reencontra-arena-das-olimpiadas-do-rio-2016-apos-515-dias/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/13/por-franca-leandrinho-reencontra-arena-das-olimpiadas-do-rio-2016-apos-515-dias/#respond Sat, 13 Jan 2018 08:00:51 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49702

No dia 15 de agosto de 2016 Leandrinho anotou 7 pontos em 23 minutos na vitória da seleção brasileira masculina por 86-69 contra a Nigéria na Arena Carioca I. O triunfo acabou não valendo de muita coisa na Olimpíada do Rio de Janeiro, pois devido às derrotas contra Lituânia, Croácia e Argentina a equipe nacional acabou sendo eliminada na primeira fase dos Jogos de forma bem frustrante.

Exatos 515 dias se passaram até este sábado, 13 de janeiro de 2018, data em que o camisa 19 de Franca, maior nome do NBB na temporada 2017/2018, reencontrará a Arena Carioca I, ginásio das Olimpíadas em que atingiu a média de 11,8 pontos com a seleção brasileira no Rio-2016 (segundo maior cestinha, atrás apenas de Nenê, com 13). O duelo será contra um Vasco da Gama em crise política, técnica (tem 4-8 na classificação) e terá transmissão da Band a partir das 13h30.

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Com um time francano embalado pelas 6 vitórias consecutivas e que tem a campanha de 9-3 que o coloca em terceiro lugar na classificação, Leandrinho fará a sua terceira partida em um ginásio bem conhecido por ele em busca do melhor ritmo de jogo e de maior entrosamento com seus novos companheiros e também com a comissão técnica comandada por Helinho, que como jogador foi ídolo vascaíno na virada do século.

Após estreia bem boa contra o Vitória no sábado passado em que anotou 19 pontos em 23 minutos, o ala-armador 10 pontos em 20 minutos disputados contra o Basquete Cearense na última segunda-feira. As duas partidas foram no ginásio Pedrocão e serviram, digamos, para que o jogador retirasse a “poeira”, já que não atuava havia quase um ano.

Com nível técnico acima da média para o NBB, Leandrinho aos poucos reencontrará seu ritmo para guiar Franca aos lugares mais altos do campeonato.

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Flamengo sonha com Anderson Varejão; clube tem até 18 de janeiro para inscrever o atleta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/12/flamengo-sonha-com-anderson-varejao-clube-tem-ate-18-de-janeiro-para-inscrever-o-atleta/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/01/12/flamengo-sonha-com-anderson-varejao-clube-tem-ate-18-de-janeiro-para-inscrever-o-atleta/#respond Fri, 12 Jan 2018 02:53:10 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=49695

Com grande atuação de Marquinhos (27 pontos), o Flamengo venceu ontem à noite Liga Sorocabana por 82-67 na Arena Carioca e se consolidou na liderança do NBB com 9 vitórias em 11 jogos. A maior notícia, para o rubro-negro, porém, estava do lado de fora da quadra.

O Bala na Cesta apurou no ginásio que o clube carioca reforçou junto a Anderson Varejão a oferta para contar com o pivô até o restante da temporada e espera uma resposta positiva do atleta para os próximos dias, já que o regulamento do NBB diz que a data máxima para inscrição de jogadores para 2017/2018 será no dia 18 de janeiro, próxima quinta-feira portanto.

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De acordo com fontes ouvidas pelo blog Anderson ainda mantém como prioridade absoluta retornar à NBA, onde não atua desde o primeiro trimestre de 2017, quando foi dispensado pelo Golden State Warriors, mas não está tão resistente quanto estava antes para jogar no basquete brasileiro.

Para Anderson, estar em atividade é fundamental para que ele reencontre o melhor ritmo de jogo e, quem sabe, consiga despertar o interesse de novo da NBA. Pelo lado do Flamengo, é a chance de reforçar o seu já fortíssimo elenco visando a reconquista do NBB perdido na temporada passada ao ser eliminado pelo Pinheiros nas quartas-de-final dos playoffs.

Quem também estava na parada era o Franca Basquete, mas de acordo com informações do blog Olhar Olímpico, o time de São Paulo desistiu da contratação do atleta nesta semana.

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