Bala na Cesta http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br Análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais. Tue, 16 Oct 2018 11:39:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 LeBron no Lakers, Warriors pelo tri, brasileiros e mais: 8 perguntas da temporada da NBA que começa hoje! http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/16/lebron-no-lakers-warriors-pelo-tri-brasileiros-e-mais-8-perguntas-da-temporada-da-nba-que-comeca-hoje/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/16/lebron-no-lakers-warriors-pelo-tri-brasileiros-e-mais-8-perguntas-da-temporada-da-nba-que-comeca-hoje/#respond Tue, 16 Oct 2018 03:58:57 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52816

Divulgação: Warriors

Acabou a espera. A temporada 2018/2019 da NBA começa nesta terça-feira com 2 jogos (21h com Boston Celtics x Philadelphia 76ers e 23h30 com Golden State Warriors x Oklahoma City Thunder – ambos com transmissão do Sportv) e com o campeonato uma série de perguntas surgem. Você leu aqui a análise da conferência Leste, aqui a do Oeste e ontem os jovens que podem brilhar pelas suas franquias a partir de hoje. Vamos às principais dúvidas da melhor liga de basquete do mundo então?

1) Alguém para o Golden State Warriors? -> Pra mim a resposta aqui é um sonoro “não”. O atual bicampeão (seguido) da NBA perdeu o pivô titular (JaVale McGee) e repôs o rapaz simplesmente com DeMarcus Cousins, um dos melhores da posição no planeta (Cousins ainda se recupera de lesão e deve retornar em janeiro/fevereiro de 2019, mas estará em ponto de bala para os playoffs). Sendo assim, serão cinco All-Stars de titulares (Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant, Draymond Green e Cousins) e Andre Iguodala, MVP das finais de 2015, vindo do banco. O Warriors briga por algo dificílimo: conseguir três troféus de forma seguida. Apenas Lakers (1952-1953-1954 e 1999-2000-2001), Celtics (entre 1959 e 1966) e Bulls (1991-1992-1993 e 1996-1997-1998) conseguiram a façanha, algo absurdamente complexo em um universo tão competitivo assim. Com o elenco que montou e com a comissão técnica liderada por Steve Kerr, é bem provável que o Golden State consiga atingir a façanha.

Divulgação: Lakers

2) Lakers volta ao playoff? -> Fora dos playoffs desde 2013, o Los Angeles Lakers, que será analisado mais profundamente aqui na quinta-feira, quando estreia em Portland, foi pro mercado e contratou simplesmente LeBron James, que chega para devolver o time a pós-temporada e acelerar o processo de desenvolvimento de jovens como Brandon Ingram, Kyle Kuzma, Josh Hart e sobretudo Lonzo Ball, segunda escolha do time no Draft de 2017 e cujas atuações estão longe de fazer dele a estrela que muita gente esperava. Com LeBron por lá os angelinos devem voltar ao mata-mata, mas é difícil ir além da primeira rodada. A temporada 2018/2019, na realidade, será um grande laboratório para Magic Johnson, o manda-chuva da franquia, em relação aos anos seguintes. Caso os jovens performem bem, o caminho estará pavimentado para conquistar títulos no futuro. Se isso não acontecer, a equipe se voltará fortíssima no mercado de 2019, onde lá poderá encontrar Kawhi Leonard, ala que hoje está no Toronto Raptors.

3) Quem fica com o MVP? -> Está aí uma pergunta bem difícil de responder. Caso LeBron leve os Lakers ao playoff com mais de 50 vitórias ele se credencia ao troféu. Kevin Durant, por jogar no melhor elenco da liga, é candidato também. Kyrie Irving, do Boston Celtics, não pode ser descartado. Russell Westbrook, a máquina de triplos-duplos, idem. James Harden, o Barba e atual MVP, jogará em um timaço (Houston Rockets). E Joel Embiid, do Philadelphia 76ers, caso consiga aliar seus belos números a franquia liderando o Leste torna-se postulante também.

4) Sem LeBron, quem ganha o título do Leste? -> Após oito finais consecutivas de Leste tendo LeBron James como vencedor chegou a hora de vermos um ganhador de conferência diferente. Para mim, a disputa está totalmente aberta justamente por não haver um esquadrão pra lá de excepcional, mas três franquias surgem como as principais para representar o Leste na final da NBA: o Boston Celtics, que completo, completinho, tem um timaço de bola com Kyrie Irving, Jayson Tatum, Jaylen Brown, Gordon Hayward e Al Horford, o Philadelphia 76ers, que com o trio Ben Simmons, Joel Embiid e Dario Saric promete evoluir ainda mais em relação a temporada passada, e o Toronto Raptors, que manteve a base, trocou de técnico (Nick Nurse assume no lugar de Dwane Casey) e fisgou Kawhi Leonard, que bem fisicamente é Top-10 da NBA. Creio que de Celtics, Raptors e Sixers saia o ganhador do Leste.

Instagram: Nenê Hilário

5) Com poucos brasileiros, o que esperar deles? -> Falei disso aqui em julho e infelizmente aconteceu. Será o menor número de brasileiros na NBA desde 2008/2009. Com os cortes recentes de Scott Machado (Lakers) e Bruno Caboclo (Rockets), apenas Nenê (Rockets), Cristiano Felício (Bulls) e Raulzinho (Jazz) representam o país na liga. E nenhum deles com papel de destaque. Veterano, Nenê é uma espécie de tutor do jovem Clint Capela, pivô titular do Houston. Felício é reserva do Chicago e tem perdido espaço na rotação a cada dia (e pra piorar, a franquia ainda selecionou Wendell Carter, outro pivô, no Draft). Raulzinho é a terceira opção na armação de um Utah que tem Ricky Rubio e Dante Exum para conduzir a bola. E se o presente é ruim, o futuro não parece animador, já que não há grandes chances de termos brasileiros selecionados em pouco tempo.

Divulgação: NBA

6) Serão tristes os últimos passos de Dwyane Wade? -> A resposta é um singelo “sim”. Em sua última temporada na NBA, Wade estará jogando por um pálido e errático Miami Heat. Um dos melhores jogadores de todos os tempos, o camisa 3 anunciou que jogará seu derradeiro campeonato pela franquia com a qual ganhou três títulos. Não esperemos, porém, muita coisa. Seus joelhos já deram sinal de esgotamento, o elenco do Heat é fraquíssimo, há inúmeros rumores de trocas envolvendo Goran Dragic (na foto acima com Wade) e o pivô Hassan Whiteside, as duas melhores, em termos técnicos, peças de um elenco que inspira zero confiança. Chegar ao playoff já seria o máximo para o craque maior da história da franquia.

Divulgação: NBA

7) O San Antonio Spurs ficará de fora do playoff? -> Desde 1997/1998 há uma certeza na NBA: o Spurs estará no playoff. Nesta temporada não dá pra estar tão certo assim. Com um elenco totalmente remodelado, sem as principais peças que fizeram o time ser campeão em 2014 (Tony Parker, Manu Ginóbili, Kawhi Leonard, Tim Duncan e Danny Green), a franquia ainda perdeu Dejounte Murray, que seria o armador titular, por lesão no joelho recentemente. Gregg Popovich, o técnico, é um gênio e provavelmente tirará alguns coelhos de sua cartola, mas um time titular com Patty Mills, DeMar DeRozan e LaMarcus Aldridge como peças principais inspira pouca confiança. Talvez em 2019 vejamos uma nova era da NBA com playoffs sem os texanos.

8) Em Cleveland, é o começo da reconstrução ou não? -> Por enquanto a resposta é “não”. O dono do Cavs, Dan Gilbert, deu um recado aos seus executivos dizendo para não tirar o pé, ou seja, para não começar a reconstrução no ato seguinte a saída de LeBron James da franquia. Renovou com Kevin Love, escolheu Collin Sexton, armador pronto vindo de Alabama, manteve o restante do elenco quase inteiro e acredita que pode brigar pelas primeiras posições do Leste. Irreal? Visão equivocada? Difícil interpretar isso ainda, mas o Cleveland optou por tentar brigar lá em cima ao invés de partir pro lento, doloroso e sofrido rebuild (reconstrução). Em uma NBA que vê times fazendo isso em looping, é bacana ver que a turma de Ohio optou por jogar… pra tentar vencer, o que seria o básico do esporte.

Consegue responder a estas perguntas? Comente você também!

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Projeto de basquete feminino, Magic Minas ganha quadra revitalizada por artistas em SP http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/projeto-de-basquete-feminino-magic-minas-ganha-quadra-revitalizada-por-artistas-em-sp/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/projeto-de-basquete-feminino-magic-minas-ganha-quadra-revitalizada-por-artistas-em-sp/#respond Mon, 15 Oct 2018 16:27:44 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52890

Projeto que tem o objetivo de construir uma rede de mulheres que querem praticar o basquete, o Magic Minas, lançado em 2016, se movimenta para ocupar espaços públicos na cidade de São Paulo fazendo com que cada vez mais meninas pratiquem o esporte da bola laranja.

Desde sua fundação, o Magic Minas tem inspirado cada vez mais garotas a se conectarem com o esporte em um ambiente seguro, acolhedor e empoderador, como elas gostam de dizer. O nome do time, aliás, é uma homenagem a ex-jogadora Magic Paula, grande “ídola” das jogadoras do time e madrinha ao se juntar durante a ocupação da Praça Rotary, onde elas jogam todas as segundas-feiras das 20 às 22h.

Não sei se a galera lembra, mas um episódio que deu maior projeção para a equipe, resultando no aumento de participantes nos treinos e na conquista de novas quadras, foi a ocupação pacífica da quadra na Praça Rotary, no dia 10 de julho de 2017, quando cerca de 100 mulheres compareceram para reivindicar o direito de também utilizar o espaço, até então ocupado por homens que jogavam futsal. As mulheres, naquele momento sem acesso a outros espaços, tentavam negociar a divisão da quadra às segundas-feiras: das 19h às 20h30 seria o horário do futsal masculino, e das 20h30 às 22h, do basquete feminino. O acordo, porém, não vinha sendo cumprido pelos rapazes, que insistiam em permanecer no local além do horário combinado.

A ocupação foi organizada por meio de um evento no Facebook com o mote “A quadra também é das minas”, que ganhou diversos apoiadores e contou com a presença da campeã mundial Magic Paula. O evento ganhou tamanha proporção que permitiu não só que as mulheres conquistassem o direito de jogar na praça, como também em outros dois locais.

E o que era um projeto tornou-se uma obra de arte no último sábado. Com o apoio da Nike, em colaboração com diversos coletivos femininos, a empresa devolveu a quadra revitalizada ao coletivo de basquete Magic Minas, que conquistou da Prefeitura de São Paulo a preferência no uso do espaço na Praça Rotary.

Localizada na Rua Major Sertório, 524 (Vila Buarque), a quadra foi reinaugurada após a intervenção artística do coletivo Efêmera – uma rede de empreendedorismo e valorização do protagonismo feminino na cultura de rua. O evento, realizado no sábado, contou com diversas atividades esportivas e culturais voltadas a reforçar o protagonismo das mulheres: roda de conversa com a presença da atleta da WNBA Damiris Dantas, coletivos de arte e poesia, jogo amistoso de basquete feminino entre os times Magic Minas e Rachão das Minas, show do coletivo Slam das Minas e festa encerramento com a DJ Mirian Alves, do coletivo TPM.

O projeto de revitalização da Praça Rotary, assinado pelas artistas da Efêmmera, envolveu uma nova iluminação, associada a grafismos e palavras que conectam e reforçam a força do basquete feminino, como fair-play, coletivo, parceria, superação, motivação e força. Para além da arte impactante, a nova quadra é reflexo de como as mulheres estão liderando mudanças no esporte e na arte.

A luta das Magic Minas atualmente é para manter as conquistas alcançadas, com constante incentivo para que mulheres se juntem e permaneçam no grupo, e melhorar ainda mais as condições dos treinos buscando acesso a materiais básicos como coletes, uniformes, bolas, mochilas, além da melhoria das quadras (manutenção de tabela, aro, pintura, iluminação). O objetivo é conseguir ampliar o movimento para que mais mulheres tenham acesso a recursos para aprender, praticar e treinar esportes coletivos.

A Praça Rotary transformou-se em um marco na história do basquete feminino após ter sido ocupada por um grupo de mulheres que reivindicaram um espaço público para a prática do esporte. Que elas assim continuem. Por mais iniciativas dessa natureza.

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Vale a pena ficar de olho – quem são os novatos que prometem se destacar na NBA a partir de amanhã? http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/vale-a-pena-ficar-de-olho-quem-sao-os-novatos-que-prometem-se-destacar-na-nba-a-partir-de-amanha/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/vale-a-pena-ficar-de-olho-quem-sao-os-novatos-que-prometem-se-destacar-na-nba-a-partir-de-amanha/#respond Mon, 15 Oct 2018 04:00:01 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52819

Divulgação / NBA

A temporada 2018/2019 da NBA começa amanhã e você leu aqui análises e detalhes das conferências Leste e Oeste. Hoje é a vez de conhecer quem são os calouros que saíram da turma do Draft de 2018 que podem ter um impacto gigantesco na liga a partir deste campeonato. Selecionei os cinco que prometem dar o que falar a partir desta terça-feira. Vamos lá.

1) Luka Doncic (Dallas Mavs) – O armador esloveno de 19 anos chega ao Dallas credenciado pelos dois últimos excepcionais anos no gigantesco Real Madrid (MVP e campeão da Euroliga, só isso…). Selecionado na terceira posição pelo Atlanta Hawks e logo trocado para o Texas (um dia ainda entenderemos isso…), ele já jogará como titular ao lado do agora segundanista Dennis Smith Jr. nesta que tem tudo para ser uma das mais explosivas armações da NBA. Doncic tem técnica refinada, bom arremesso, visão de jogo acima do normal, bom porte físico para seus 2,01m de altura e um senso coletivo acima da média. Vai aprender demais com o alemão Dirk Nowitzki, com o técnico Rick Carlisle e se aproveitar que a franquia aparentemente quer brigar, já, pelas últimas posições do Oeste no playoff. Suas atuações na pré-temporada encheram os olhos de todo mundo.

2) Deandre Ayton (Phoenix Suns) – Selecionado na primeira posição, Ayton, de 20 anos e 2,13m, jogará no mesmo Estado onde brilhou por Arizona na NCAA. A diferença é que no Phoenix Suns ele sentirá uma pressão descomunal desde o primeiro dia. A franquia demitiu o gerente-geral na semana passada, o dono diz que quer ganhar a partir de agora e Devin Booker, a estrela da companhia, já disse que quer jogar em playoff o quanto antes. O camisa 22 do Suns tem uma força física descomunal, bom arremesso, mas a dúvida é como seu jogo que tinha tanto eco no basquete universitário encontrará espaço em uma NBA que quase não abre mais espaço para pivôs gigantes como ele é.

3) Trae Young (Atlanta Hawks) – Com um jogo muito parecido com o de Steph Curry no College, Trae começa na NBA não só para conseguir seus números e ter boas performances mas também para ajudar a revitalizar a franquia Hawks, totalmente remodelada depois da última temporada. Com 20 anos e 1,88m, o rapaz que irá vestir a camisa 11 do Atlanta terá a companhia do veterano Vince Carter, com quem pode aprender demais, e sabe que tem a carta branca do técnico Lloyd Pierce para fazer o que quiser em quadra – tentar, passar, errar, arremessar, arremessar, arremessar e arremessar. A comparação com Steph Curry é praticamente inevitável, porém injusta porque Young é, com o perdão do trocadilho, jovem pra caramba e ainda em curva ascendente. O que talvez lhe falte, ainda, é um pouco mais de velocidade em sua mecânica de arremesso – que pode ser um pouco lenta pros padrões da NBA.

4) Collin Sexton (Cleveland Cavs) – Está aí alguém que pode dizer que não teve tanta sorte assim na vida. Ótimo armador físico de Alabama, Sexton chegou a Ohio na esperança de ter LeBron James como companheiro de time e brigar, de cara, por jogar em final da NBA. Pra azar dele, LeBron anunciou que não ficaria no Cavs dias depois do Draft e o calouro ficou com a chave da franquia para, ao lado de Kevin Love, liderar um agora totalmente incógnita Cleveland na temporada. Pode ser que ele comece no banco, já que George Hill ainda está por lá, mas tempo de quadra com o técnico Ty Lue ele deve ter. Suas médias em Alabama (19,2 pontos em menos de 30 minutos por partida) foram bem boas e creio que sua transição para a NBA nem seja tão difícil assim.

5) Jaren Jackson Jr (Memphis Grizzlies) – Para sorte ou azar de Jaren, ele está, entre os cinco citados, na franquia mais errática da NBA na atualidade. Se o Hawks entrou em reconstrução, o Memphis não sabe em que situação está. Possui dois veteranos excelentes (Mike Conley e Marc Gasol), mas nenhuma boa peça jovem para rodeá-los. Filho do ex-jogador da NBA Jaren Jackson, o ala-pivô de 19 anos e 2,11m teve passagem por todas as seleções de base nos EUA, jogou muitíssimo bem por Michigan State apesar da baixa média de pontos (11,1) e tem tudo para, com seu jogo sólido perto da cesta e um arsenal que tem começado a ganhar os arremessos longos, se encaixar rapidamente como ala titular do Grizzlies. Se não verá muitas vitórias na temporada, dá pra esperar Jackson por 30/35 minutos por partida em quadra.

Faltou alguém? Sinceramente acho que o prêmio de Calouro do Ano deve ficar com um destes cinco. Comente você também!

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Palpitão da temporada 2018/2019 do NBB – dê os seus também! http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/14/palpitao-da-temporada-20182019-do-nbb-de-os-seus-tambem/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/14/palpitao-da-temporada-20182019-do-nbb-de-os-seus-tambem/#respond Sun, 14 Oct 2018 03:41:07 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52806

Luiz Pires/LNB

O NBB começou ontem com jogos bem emocionantes (em São Paulo, Mogi venceu o atual campeão Paulistano por 85-75, em Brasília o Vasco superou os donos da casa por 77-76, em Fortaleza o Flamengo bateu o Basquete Cearense por 73-54 e o Pinheiros o único mandante a ganhar ao fazer 92-81 em Bauru) e como acontece em todos os anos coloco os palpites para a temporada do NBB que acontece amanhã com Bauru x Flamengo a partir das 14h. Vamos nessa sem muita enrolação!

FINAL DO NBB: Flamengo x Mogi

MVP: Anderson Varejão (Flamengo)

QUINTETO IDEAL: Ricardo Fischer (Corinthians), Shamell (Mogi), Marquinhos (Flamengo), Lucas Dias (Franca) e Anderson Varejão (Flamengo)

MELHOR TÉCNICO: Guerrinha (Mogi)

MELHOR DEFENSOR: Jimmy (Franca)

RESERVA DO ANO: Alexey (Franca)

Créditos: Fotojump/LNB

TIME SURPRESA: Botafogo e Corinthians

MAIOR EVOLUÇÃO: Gui Deodato (Mogi)

JOGADOR SURPRESA: Mauricio Aguiar (uruguaio do Corinthians)

NOVATO DO ANO: Didi (Franca)

MELHOR ESTRANGEIRO DA TEMPORADA: David Jackson (Franca)

TRABALHO PARA FICARMOS DE OLHO FORA DAS QUADRAS: Franca Basquete

E você, concorda comigo? Quais serão os destaques? Comente!

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Multiplataforma, maior NBB da história começa hoje sem Rede Globo e terá as 2 maiores torcidas do país http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/13/multiplataforma-maior-nbb-da-historia-comeca-hoje-sem-rede-globo-e-tera-as-2-maiores-torcidas-do-pais/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/13/multiplataforma-maior-nbb-da-historia-comeca-hoje-sem-rede-globo-e-tera-as-2-maiores-torcidas-do-pais/#respond Sat, 13 Oct 2018 05:34:59 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52779

Luiz Pires/LNB

Começa neste sábado o maior NBB da história. Ancorado no conceito de multiplataforma (mais aqui, aqui e aqui), com jogos sendo exibidos de segunda-feira a sábado em seis canais diferentes (Facebook, Twitter, Band, BandSports, FoxSports e ESPN), algo inédito e bem salutar para o esporte brasileiro, baseado no mote “você nunca viu nada igual” e com as duas maiores torcidas do país representadas (Flamengo e Corinthians) a décima primeira edição da competição tem tudo para ser a mais impactante desde a criação da Liga Nacional há mais de uma década.

E pra mostrar que a exibição será constante nada melhor que uma estreia de primeira. Na abertura da competição, três dos quatro jogos deste sábado estarão sendo exibidos. Às 13h30, Paulistano e Mogi reeditam a final da temporada passada com transmissão da Band, que exibe em seguida Brasília x Vasco na capital federal. Na sequência, às 18h, o Facebook transmite Basquete Cearense contra o favorito Flamengo. No outro jogo da rodada, Pinheiros e Bauru duelam na capital de São Paulo às 18h. Vale dizer, desde já, que em todas as transmissões, independente do canal de exibição (online, TV Fechada ou TV Aberta), o pacote gráfico será o mesmo, dando à marca NBB um destaque e uma abrangência ainda maiores.

Um aspecto também importante é que este NBB será o primeiro sem a presença da Rede Globo como transmissora do campeonato. Após uma década como emissora oficial na TV Fechada através de seu canal esportivo Sportv, as Organizações Globo estarão fora do principal campeonato da Liga Nacional de Basquete justamente o momento em que o basquete nacional tem se desenvolvido e que o produto NBB demonstra maturidade, credibilidade e potencial de crescimento.

Luiz Pires/LNB

Não bastasse a exposição que colocará mais de 75% dos jogos da temporada regular sendo exibidos, em 2018 sairá do papel a primeira Copa do NBB (notícia dada em primeira mão aqui há alguns dias). A ser realizada no final do ano, o torneio contará com os oito melhores do primeiro turno e garantirá vaga no principal torneio continental na temporada 2019/2020 (algo parecido com o que acontece na Copa do Brasil com o futebol).

Na quadra, há dias eu coloquei aqui uma espécie de ranking de forças da competição que, além de Flamengo e Corinthians, terá Paulistano, Vasco, Botafogo, Mogi, Bauru, Pinheiros, Franca, São José, Basquete Cearense, Minas, Brasília e Joinville.

Amanhã coloco aqui meus palpites em relação ao campeonato, mas deixo o recado que vale a pena ficar ligado no NBB11 que terá nomes como Anderson Varejão, Marquinhos (ambos do Flamengo), Ricardo Fischer (Corinthians), Alex Garcia (Bauru), Rafael Hettsheimeir (Franca), Shamell (Mogi), Yago Mateus (Paulistano), entre outras feras.

O NBB é o maior campeonato do país, organizado com competência, esmero e planejamento pela Liga Nacional, e nesta décima primeira edição o produto chega não só a sua maturidade mas também ao seu maior desafio, que é gerar o conteúdo para os canais o distribuírem, aumentando a sua capilaridade, popularidade e criando uma ainda maior base de fãs.

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Previsão da temporada da NBA: os 15 do Oeste http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/12/previsao-da-temporada-da-nba-os-15-do-oeste/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/12/previsao-da-temporada-da-nba-os-15-do-oeste/#respond Fri, 12 Oct 2018 03:34:41 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52777

Ontem você leu aqui a prévia da conferência Leste. Agora é a vez do Oeste, que terá pela primeira vez LeBron James! Terá, também, o Warriors brigando pelo tricampeonato seguido, o Rockets de James Harden tentando desbancar os californianos, um San Antonio Spurs em crise de identidade e muito mais. Confiram as análises dos 15 times.

Dallas Mavs: Nesta que pode ser a última temporada de Dirk Nowitzki, os olhos do Dallas se voltam para a armação, que ficará a cargo de Dennis Smith Jr. e do excepcional calouro Luka Doncic (mais abaixo). O time trouxe DeAndre Jordan para o pivô, espera que Harrison Barnes e Wes Matthews se mantenham saudáveis e torce para que o irmão de Giannis, Kostas Antetokounmpo, se torne uma ótima peça para o elenco também. O técnico continua sendo Rick Carlisle, um dos melhores da NBA.
Fique de olho: Dirk Nowitzki é o maior nome da história da franquia e está pertinho de se despedir, mas os olhos ficam em cima de Luka Doncic, o calouro esloveno que veio do Real Madrid para reforçar os texanos. A julgar pela pré-temporada, Doncic está mais preparado que quase todo mundo poderia imaginar.
Expectativa: Playoff é um sonho. Não impossível, mas ainda um sonho.

Denver Nuggets: O time que bateu na trave para entra no playoff de 2018 vem mais confiante para a temporada 2018/2019. Manteve grande parte do elenco, adicionou Isaiah Thomas para sair do banco, renovou com Nikola Jokic e espera que ele e Jamaal Murray, armador canadense, sejam os pilares do time para o futuro. Além deles chamam atenção Gary Harris, Will Barton e Paul Millsap. A grande dúvida é se o calouro Michael Porter Jr., com problema crônico nas costas, jogará ou não neste campeonato.
Fique de olho: Em Isaiah Thomas mesmo. O baixinho ex-Boston foi tema de texto aqui recentemente e busca voltar a ter o destaque que tinha no Celtics. Ainda se recuperando de problema no quadril, Thomas sabe que precisa de uma temporada convincente para provar ao mercado que pode receber um novo contrato grande.
Expectativa: Acredito que o Denver vá ao playoff, sim. É por isso que o time briga da primeira a última rodada da fase regular.

Golden State Warriors: O melhor time da NBA perdeu JaVale McGee mas ganhou “só” um dos melhores pivôs da atualidade. DeMarcus Cousins chega para tornar o Warriors ainda mais espetacular, e não creio que precise me alongar mais quando cito que o quinteto titular terá Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant, Draymond Green e Cousins. Com Andre Iguodala no banco. Com Jonas Jerebko no banco. Com Shaun Livingston no banco. Com Steve Kerr de técnico. A franquia de Oakland é esplêndida.
Fique de olho: Em Kevin Durant. De novo em último ano de contrato, o camisa 35 e MVP das últimas 2 finais é um dos melhores jogadores da NBA atual e tem tudo para reconquistar o troféu de MVP da temporada regular também. Craque indiscutível, Durant descansou bem nas férias e pode ser ainda mais letal que nos anos anteriores.
Expectativa: Título, o terceiro consecutivo. Sem mais.

Houston Rockets: Os texanos perderam peças boas de defesa como Trevor Ariza, mas se reforçaram com Brandon Knight (lesionado ainda), Carmelo Anthony e Michael Carter-Williams. Bruno Caboclo, o brasileiro, ainda não tem presença certa no elenco, ao contrário de Nenê, mais uma vez como peça fundamental no banco do Houston. O ataque feroz texano ganha o reforço de Carmelo. A questão é como a defesa vai se adaptar a perda de Ariza, por exemplo, e a a chegada de Anthony (uma diferença abissal). O técnico Mike D’Antoni terá um trabalho gigantesco no vestiário para acomodar tudo isso.
Fique de olho: Em Carmelo Anthony. James Harden é o MVP, Chris Paul é fantástico, mas ninguém sabe o que esperar de Carmelo. Em queda livre nos últimos anos, o ex-ala de Knicks e Thunder precisa se adequar a uma nova realidade em sua carreira – ser menos estrela e mais carregador de piano. Caso ele aceite isso, o Houston ganha um reforço. Caso não, Melo passa a ser um baita problema de vestiário.
Expectativa: Final do Oeste é uma realidade. Ganhar do Warriors me parece difícil.

Los Angeles Clippers: Pra quem perdeu Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan quase que de uma tacada só o Clippers até que está vivo. Conta com Patrick Beverley, Milos Teodosic, Danilo Gallinari (vai jogar, Gallo?), o calouro armador Shai Gilgeous-Alexander, Tobias Harris, o bom ala Luc Mbah a Moute, Avery Bradley e o ótimo Lou Williams vindo do banco. Dependendo do trabalho de Doc Rivers, é capaz deste time brigar pela última vaga do Oeste.
Fique de olho: Em Danilo Gallinari. Indiscutivelmente talentoso, o italiano entra em seu penúltimo ano de contrato e caso não renda por ser limado logo no começo da temporada.
Expectativa: Chegar ao playoff é a meta. Ousada, mas a meta.

Los Angeles Lakers: A franquia que contratou LeBron James e os veteranos Lance Stephenson, JaVale McGee, Rajon Rondo e Michael Beasley espera que a chegada deles provoque uma verdadeira (r)evolução gigante nos jovens Brandon Ingram, Josh Hart, Kyle Kuzma e sobretudo Lonzo Ball. Caso performem bem, o Lakers tem um núcleo para seguir no futuro. Caso não, Magic Johnson, o GM, e Luke Walton, o técnico, saberão que precisarão agir para movimentar ainda mais a equipe para dar a LeBron um time capaz de brigar pelo título do Oeste, algo inimaginável com o elenco que o Lakers atual possui.
Fique de olho: LeBron James. LeBron James. LeBron James. E se reclamar, mais LeBron James…
Expectativa: Playoff é realidade. Mando de quadra é uma meta difícil, mas alcançável.

Memphis Grizzlies: É um dos piores elencos da NBA. Desbalanceado, com duas estrelas acima dos 30 anos (Mike Conley, 31, e Marc Gasol, 33) e um técnico que nunca convenceu (J.B. Bickerstaff). O único nome bacana do elenco pensando nos próximos anos é mesmo o ala-pivô Jaren Jackson Jr., de 19 anos e ex-Michigan State. De resto…
Fique de olho: Em Marc Gasol. Pode ser o último ano de contrato do veterano pivô espanhol, que já disse estar insatisfeito com os rumos da franquia. Ele tem mercado, e pensando no futuro talvez faça sentido trocá-lo o quanto antes.
Expectativa: Draft de 2019. Só isso…

Minnesota Timberwolves: O que dizer de um time com um bom elenco mas que tem uma estrela dizendo que não quer jogar, que discute com outra estrela e que grita com o gerente-geral no primeiro treino dele na pré-temporada? Este é Jimmy Butler. Este é o Wolves. Karl-Anthony Towns renovou, Andrew Wiggins segue como incógnita se virará uma grande estrela, Tom Thibodeau está sendo questionado como técnico e Derrick Rose tenta reencontrar seus melhores dias. Para “melhorar” as coisas, Luol Deng foi contratado e ninguém sabe o que esperar dele. Era pra ser uma temporada calma pro Wolves.
Fique de olho: Em Jimmy Butler. Ou melhor: na troca que Jimmy Butler pode ser envolvido a qualquer momento. O clima entre ele e demais companheiros no vestiário anda pior que o das eleições brasileiras…
Expectativa: Elenco o Wolves tem para ir ao playoff. Mas os problemas de vestiário podem deixá-los de fora.

New Orleans Pelicans: Se perdeu Cousins, o Pelicans se reforçou com Julius Randle, ex-Lakers. Não é uma troca de igual pra igual, mas ao menos veio um jogador jovem e talentoso. O time perdeu Rajon Rondo, e trouxe Efrid Payton para seu lugar. Aí sim a perda é incrível. De todo modo, com Randle, Anthony Davis e Jrue Holiday é possível, sim, pensar em playoff.
Fique de olho: Em Anthony Davis, claro. Um dos melhores jogadores da NBA atual, o Monocelha recebe agora a companhia de Julius Randle no garrafão. Resta saber se Davis terá paciência de continuar apenas participando da liga ou se em breve pedirá para ser trocado por um candidato ao título.
Expectativa: Chegar ao playoff é a meta.

Oklahoma City Thunder: Russell Westbrook está lesionado, Paul George renovou, Carmelo saiu, mas chegaram Nerlens Noel e Dennis Schroeder para reforçar o banco de reservas. O problema do time continua sendo a ala-pivô, posição carente em toda liga aliás. Caso consiga se resolver com George atuando ali, ou Patrick Patterson jogando alguma coisa, o OKC pode ir longe.
Fique de olho: Em Steven Adams. O pivô da Nova Zelândia tem tudo para se firmar como um dos melhores e mais subestimados de toda liga. Ele é forte, ágil, altruísta e tem conseguido ser efetivo no ataque mesmo sem tantas jogadas para ele. Na defesa ele é excepcional e continuará a guiar a marcação do OKC.
Expectativa: Playoff é certeza. Mando de quadra, a chave para um playoff mais longo.

Phoenix Suns: Que zona é a franquia do Arizona. Demitiu o GM a menos de uma semana da temporada, tentou Steve Nash, não conseguiu e não sabe quem será o manda-chuva do basquete até agora. Tem Devin Booker, excelente ala, no elenco, Deandre Ayton chegando à liga como promessa, o reforço de Trevor Ariza e Ryan Anderson, o primeiro técnico gringo a comandar um time da NBA (o sérvio Igor Kokoskov), mas a única coisa que a gente espera do Phoenix são as confusões. Aguardemos pela primeira ali pelo sétimo ou oitavo dia da temporada.
Fique de olho: Em Devin Booker, que se recupera de lesão na mão. O talentoso ala-armador terá a companhia de Deandre Ayton, pivô escolhido com o número 1 no Draft.
Expectativa: Draft de 2019 com pick alto.

Portland Trail Blazers: O elenco é praticamente igual ao da temporada passada, e isso não é uma boa notícia para o Blazers. Damian Lillar continua por lá e como líder da franquia, mas é muito pouco para avançar no Oeste. Jusuf Nurkic renovou, ele é um bom pivô, mas não dá pra pensar em algo grande pro Portland ainda não.
Fique de olho: Em Damian Lillard, um cracaço da armação que joga praticamente sozinho neste Portland que precisaria se reforçar para dar a ele melhores companhias.
Expectativa: Playoff é possível, mas não uma certeza.

Sacramento Kings: Aquela zona de sempre na Califórnia, né? Há talento jovem em De’Aaron Fox, Marvin Bagley, Bogdan Bogdanovic e, vá lá, Buddy Hield, mas o restante do elenco é fraquíssimo e vira e mexe a franquia se mete em confusão com, sei lá, 10, 20 jogos da temporada regular.
Fique de olho: Marvin Bagley III, o calouro que vem da Universidade de Duke. Aos 19 anos e com quase 2,10m de altura, o ala-pivô deve ganhar muito tempo de quadra em um elenco totalmente disfuncional.
Expectativa: Fora do playoff e muita confusão.

San Antonio Spurs: Ano complicadíssimo para o San Antonio Spurs. Sem ninguém do núcleo campeão de anos atrás (Kawhi Leonard, Manu Ginóbili, Tony Parker, Tim Duncan ou Danny Green), o time de Gregg Popovich ainda perdeu Dejounte Murray para lesão no joelho a menos de uma semana da temporada. Com os reforços (relevantes) apenas de DeMar DeRozan e Marco Belinelli, podemos ver em 2019 pela primeira vez em quase 20 anos um playoff sem o San Antonio.
Fique de olho: Em DeMar DeRozan, que vem do Toronto Raptors e está mordido pacas para se mostrar útil em uma franquia gigantesca.
Expectativa: Chega aos playoffs. Mas é bom tomar cuidado…

Utah Jazz: Um dos mais organizados times da NBA, o Utah Jazz manteve o elenco quase inteiro e confia muito na dupla Donovan Mitchell e Rudy Gobert. O primeiro é uma máquina de pontuar. O pivô francês, um dos melhores defensores da NBA. O elenco, que ainda conta com o brasileiro Raulzinho, selecionou o fio desencapado Grayson Allen via Draft. Talentoso ala de Duke, caso se adapte à cultura do Jazz pode ser um ótimo par para Mitchell na ala.
Fique de olho: Em Donovan Mitchell, claro. O excepcional ala-armador treinou horrores nas férias e quer mostrar que pertence à elite da NBA. A julgar pelo que fez no primeiro ano, tem tudo para ser All-Star em 2019.
Expectativa: Vai pros playoffs. E com mando de quadra.

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Previsão da temporada da NBA: os 15 do Leste http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/11/previsao-da-temporada-da-nba-os-15-do-leste/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/11/previsao-da-temporada-da-nba-os-15-do-leste/#respond Thu, 11 Oct 2018 03:45:48 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52775

A temporada 2018/2019 da NBA começa na próxima terça-feira, e o blog analisa os 30 times do campeonato entre hoje e amanhã. Primeiro com a conferência Leste. Nesta sexta-feira, o Oeste. Vamos nessa!

Atlanta Hawks: É um dos times mais fracos da NBA. Mas se justifica. Após a saída do técnico Mike Budenholzer a franquia decidiu partir para a reconstrução. Limou tudo o que poderia de contrato, trocou algumas peças pensando no futuro e abriu espaço para jovens dentro da quadra (o calouro Trae Young é o que mais chama a atenção) e fora dela (o técnico, também estreante, é o Lloyd Pierce.
Fique de olho: Em Trae Young. Espécie de Steph Curry da NCAA (mais aqui), o armador chega para ser a cara da franquia Hawks. Difícil é saber, desde já, se o jogo dele consegue ser traduzido do basquete universitário para a NBA com a mesma eficiência.
Expectativa: Ótima posição no Draft de 2019. Ou seja: muitas derrotas na temporada.

Boston Celtics: A palavra de ordem no Boston é saúde. Totalmente afetado por lesões na temporada passada, os Celtics chegam para o campeonato com a expectativa de, agora sem LeBron na conferência, conseguir voltar à final da NBA. E elenco eles têm. O técnico Brad Stevens (excepcional!) tem à disposição um quinteto titular que pode ter Kyrie Irving, Gordon Hayward, Jaylen Brown, Jayson Tatum e Al Horford, além de um banco com Marcus Smart, Terry Rozier, Aron Baynes, Marcus Morris e outras peças bem úteis. Mantendo-se saudável, o Boston é o grande favorito no Leste.
Fique de olho: Em Kyrie Irving. Recuperado da lesão que o afastou no final da temporada passada, o armador já disse que planeja assinar com o Celtics no ano que vem, quando será agente-livre e promete fazer um campeonato à altura do jogador-franquia que ele é nos verdes.
Expectativa: Pensar em título da conferência Leste é possível. No da NBA, me parece um passo bastante demasiado para a franquia.

Brooklyn Nets: Com o brasileiro Tiago Splitter no Staff, o Nets começa a tirar a cabeça do atoleiro depois de anos de remontagem. O elenco continua fraquíssimo, mas a folha salarial dá sinais de recuperação. Há boas peças (DeMarre Carroll, Ed Davis, Shabazz Napier, Spencer Dinwiddie e D’Angelo Russell), mas nada de outro mundo. Mesmo em um Leste desfigurado, é pouco pra chegar ao playoff.
Fique de olho: No armador D’Angelo Russell. Talentoso, ele se lesionou na temporada passada e retorna para este campeonato com a expectativa de liderar a franquia e provar que é um dos jogadores de elite no Leste.
Expectativa: Chegar a 30 vitórias é lucro. Manter-se em boa posição pro próximo Draft, também.

Charlotte Hornets: O time de Michael Jordan entra na temporada bem renovado, mas não sei se tão mais forte assim em relação aos últimos anos. Tem um gerente-geral novo (Mitch Kupchack, ex-Lakers), um técnico estreante (James Borrego, ex-assistente do Spurs), contratou Tony Parker e Bismack Biyombo, recrutou Miles Brides, mas de verdade não dá pra crer que isso seja suficiente mesmo para ir ao playoff do Leste. Jovens, Malik Monk e Frank Kaminsky precisam jogar muito mais do que na temporada passada.
Fique de olho: Em Kemba Walker. É o melhor jogador do time, é um All-Star, mas uma pena que não encontre alguém de seu nível para dialogar na quadra. Kemba se desenvolveu ao longo dos anos, tornou-se um armador pra lá de confiável, joga muita bola, mas tenho receio que seus melhores anos sejam vividos em um Charlotte que mal playoff joga.
Expectativa: Chegar ao playoff é milagre na Carolina do Norte.

Chicago Bulls: Está aí um time que dá pra esperar coisa boa (apesar do técnico Fred Hoiberg). Kris Dunn, Zach LaVine, Jabari Parker, Lauri Markannen e Robin Lopez não formam um quinteto dos sonhos, mas não dá pra dizer que é um timeco. É uma formação bem heterogênea, com potencial físico, agilidade, juventude e muita vontade de tentar recolocar a franquia na elite da NBA.
Fique de olho: Em Jabari Paker. Vindo do Bucks, o ala formado em Duke tem excelente técnica e pode acrescentar demais ao Bulls. O problema dele é que as lesões sempre o atormentaram (já foram 2 cirurgias no joelho) e mesmo um contrato curto (2 anos apenas) pode ser um risco para quem está tentando construir uma identidade de time.
Expectativa: Voltar ao playoff não é irreal. Sobretudo neste Leste sem LeBron James.

Cleveland Cavs: Há vida sem LeBron James? O Cavs aposta que sim. Não foi direto para a reconstrução, renovou com Kevin Love, manteve alguns veteranos (Channing Frye voltou, e George Hill, Rodney Hood, Jordan Clarkson, Tristan Thompson, o maluco JR Smith e Kyle Korver permanecem), tem alguns jovens promissores (Cedi Osman, Collin Sexton, Sam Dekker e Ante Zizic) e pode, sim, pensar em permanecer entre os oito melhores do Leste. O duro é a pressão que um time sem LeBron acaba sofrendo. E isso Ty Lue terá que conseguir administrar no vestiário.
Fique de olho: No calouro Collin Sexton. Vindo de Alabama, ele sonhava em jogar com LeBron James. Não vai conseguir e provavelmente terá que lidar com a pressão de comandar um time sem LeBron e na vaga que há pouco tempo era de Kyrie Irving. Não será fácil pra ele.
Expectativa: Dá pra ir ao playoff, sim. O problema é a instabilidade da Era Pós-LeBron e confiar que Kevin Love pode, ainda, ser o jogador-franquia dos tempos de Minnesota.

Detroit Pistons: Vai depender muito da saúde do trio Reggie Jackson, Andre Drummond e Blake Griffin o futuro deste Detroit que agora tem o técnico Dwane Casey. O elenco é absurdamente desbalanceado nas alas (ninguém confiável!), o banco é ruim e as contratações não vieram. Aparentemente é um trabalho de lonzo prazo para Casey e companhia em Michigan
Fique de olho: Em Blake Griffin, claro. É o melhor jogador do time, aquele que a franquia deposita fichas para vencer jogos e vender ingressos, e alguém em quem o técnico Dwane Casey pode confiar para trazer 20 pontos por noite. A dúvida é se ele consegue carregar um elenco tão desbalanceado assim para a pós-temporada.
Expectativa: Pensar em playoff do Leste não é irreal. Como está tudo aberto na conferência, é possível sonhar, sim.

Indiana Pacers: Rapaz, se tem um time que estou curioso pra ver neste Leste aí é o Indiana Pacers. Manteve todo mundo, ainda adicionou Tyreke Evans, Doug McDermott e Kyke O’Quinn para o banco de reservas e conta com as evoluções dos promissores Domantas Sabonis, TJ Leaf e Myles Turner para dar aos veteranos Victor Oladipo, Bojan Bogdanovic, Darren Collisson e Thaddeus Young a confiança para dar os próximos passos neste Leste realmente aberto. O técnico Nate McMillan tem ótimas opções para a equipe e conseguirá variar bastante as formações, algo que é um desafio para quem quase sempre se manteve fiel aos seus conceitos.
Fique de olho: Em Victor Oladipo, claro. Estável e com confiança na franquia, Dipo renovou com o Pacers e sabe que terá que continuar a liderar um elenco jovem, bom e com inúmeras peças também esperando crescer. É um jogador que cresceu bastante na temporada passada e que já está na elite da NBA. Vamos ver o que ele traz de novo para este campeonato.
Expectativa: É possível, sim, pensar em ir longe no Leste. Com boa dose de sorte dá pra ir até a final da conferência. Com realismo, chegar a segunda rodada é o mais plausível.

Miami Heat: Uma loucura o que se passa em Miami, de verdade. O time não conseguiu assinar com ninguém, está envolvido nos rumores de troca de Jimmy Butler, quer trocar alucinadamente o maluco Hassan Whiteside e não sabe se o agora ex-calouro Bam Adebayo vai render o que esperavam dele. Erik Spoelstra, o técnico, já teve dias mais tranquilos, não há a menor dúvida. Do Heat não dá pra esperar absolutamente nada, tamanho é o pandemônio no qual está inserida a franquia neste momento. O elenco é muito mediano, totalmente desbalanceado e sem nenhum jogador que possa ser a cara da franquia.
Fique de olho: Em Dwyane Wade. A última temporada de um dos melhores alas de todos os tempos chegou. Wade anunciou que encerra a carreira em 2019, e obviamente curtir seus últimos momentos é o que temos que fazer. Se falta joelho, sobra talento e sobrará saudade. Pra torcida do Miami, lotar a American Airlines Arena nos 41 jogos para vê-lo atuar é mais que obrigação.
Expectativa: Chegar ao playoff é um milagre

Milwaukee Bucks: O Bucks sentiu o cheiro de que pode ir além no Leste. Trouxe um técnico experiente em Mike Budenholzer, está cercando a sua fera grega (mais abaixo) de gente talentosa (Eric Bledsoe e Khris Middleton principalmente) e contratou um punhado de jogadores para a composição de elenco como há anos não se vir na terra do queijo (Brook Lopez, Tim Frazier, Shabazz Muhammad, Ersan Ilyasova e Tyler Zeller). Olho nos jovens Thon Maker e Donte DiVincenzo, que podem fazer com que o elenco fique ainda mais profundo.
Fique de olho: Giannis Antetokounmpo. Repetindo: Giannis Antetokounmpo. Ele já é um dos melhores jogadores da liga. Talvez tenha chegado a hora de, inclusive, brigar pelo MVP. Muita gente que o viu nestas férias disse que a melhor versão de Giannis será vista agora após treinar com Kobe Bryant e ter evoluído nas bolas de três pontos. Se isso acontecer, azar dos adversários. Sorte do Bucks.
Expectativa: Chegar ao playoff é obrigação. Ir além da primeira rodada vai depender demais de Giannis, do técnico Budenholzer e das novas peças que lá estão. Difícil ainda confiar cegamente no Bucks.

New York Knicks: Ainda sem Porzingis, recuperando de lesão, o Knicks, que terá como novo técnico o ótimo David Fizdale, sabe que não tem absolutamente nada de relevante para fazer nessa temporada. É dar tempo de quadra pros jovens, criar uma identidade pros próximos anos, ver se é possível conseguir algo no mercado por veteranos como Courtney Lee e tentar encaixar Tim Hardaway Jr. em mais e mais funções, já que no último campeonato ele foi bem. Ir além disso é devaneio ao meu ver. O Knicks pode recuperar um pouco do carinho do torcedor do local, já que o time de 2017/2018 brigava demais na quadra, mas falta demais a centelha do talento.
Fique de olho: No calouro Kevin Knox. Vindo de Kentucky, o ala terá que lidar com a pressão da imprensa e da torcida da Nova Iorque, mas com uma vantagem: ninguém espera nada do time pra essa temporada. Logo, ele terá tempo de quadra e aprender, jogando, como é a NBA. Knox é alto, longilíneo, aparentemente tem bom lado psicológico para lidar com situações novas e bom arremesso.
Expectativa: Chegar ao playoff será um milagre. Não deve acontecer.

Orlando Magic: Um dos mais disfuncionais times da temporada. Agora treinado por Steve Clifford, o Orlando vem para 2018/2019 tentando criar uma identidade, uma cultura, e ver se é possível ir além com o elenco que tem ou se já é necessário implodir tudo. Estou mais para este segundo lado, mas John Hammond, o gerente-geral, que testar mais um pouco.
Fique de olho: Aaron Gordon é o craque do time, mas vale ficar de olho no pivô Mo Bamba, de 20 anos e 2,13m. O calouro do Texas ainda é bastante cru, mas pode ser a cara da franquia nos próximos anos. Vejamos a evolução dele em seu primeiro ano na NBA.
Expectativa: Nem playoff chega.

Philadelphia 76ers: O já ótimo elenco do Sixers em 2017/2018 está um ano mais velho e recebe os reforços de Markelle Fultz (agora integrado desde o começo da temporada) e do útil Wilson Chandler. O trio Ben Simmons, Joel Embiid e Dario Saric tem tudo para subir mais um degrau e conta também com a evolução de Brett Brown, o técnico que no playoff passado deixou um pouco a desejar na série contra o Boston Celtics. Espera-se demais deste Phila nesta temporada. Lidar com a pressão, algo incomum na Pensilvânia há tempos, será algo recorrente caso as vitórias não venham desde cedo. O novo gerente-geral, Elton Brand (sim, ele mesmo, o ex-jogador da franquia), chega para dar uma analisada nisso tudo.
Fique de olho: No Embiidão da Massa, claro. Joel Embiid já é um dos melhores pivôs da NBA. Carismático, talentoso, bom na defesa, excelente no ataque, o gigante de 24 anos tem tudo para dar mais um salto de qualidade. Com os holofotes em cima dele, continuará a ser o falastrão de sempre (isso é ótimo!), mas sabe que não é mais novidade e que agora mais que bons números as performances que ele irá liderar seu time precisam ser ainda mais consistentes.
Expectativa: Dá pra imaginar o Phila na final do Leste, sim. Na da NBA, eu ainda não vejo.

Toronto Raptors: Olhando o elenco que ficou por lá depois da mexida que levou DeMar DeRozan de Toronto para o San Antonio dá pra ver que o Raptors não ficou pior. Danny Green chegou, Greg Monroe também, Serge Ibaka renovou, os jovens devem evoluir e, claro, Kawhi Leonard estará por lá. O novo técnico, Nick Nurse, terá bastante trabalho para mudar a forma de jogar do time, dando mais opções táticas ao time e explorando mais os tiros de três pontos, e sobretudo para não ver a equipe sendo derrotada para ela mesmo psicologicamente falando.
Fique de olho: Em Kawhi Leonard, claro. Maior reforço do time para a temporada, o ex-jogador do Spurs não atua há praticamente um ano e precisa provar que está bem fisicamente. Em termos técnicos, Leonard é um dos dez melhores jogadores da NBA nos dois lados da quadra. Precisa estar focado e motivado. Se assim estiver, guiará o Toronto a sonhos mais altos.
Expectativa: Playoff é certeza. Falhar psicologicamente nele, praticamente certo também (vide os últimos anos). Pensar em final do Leste não é impossível. Mais que isso, talvez.

Washington Wizards: É um excelente elenco o que o técnico Scott Brooks tem nas mãos. Além de John Wall e Bradley Beal, estão por lá o recém-chegado Dwight Howard, Otto Porter Jr., o garotão Kelly Oubre Jr., Austin Rivers e Jeff Green, capazes de ser boas peças de rotação no elenco. Nome por nome, de verdade a turma da capital não fica nada a dever em relação aos demais concorrentes do Leste (só atrás do Boston…)
Fique de olho: Em Dwight Howard. O Superman chegou lá e obviamente o que se espera dele são rebotes, tocos e confusão no vestiário. Nada menor que isso será tolerado (sobretudo as brigas no vestiário). Na última temporada ele não foi mal no Hornets. A dúvida é se ele consegue ser bom em um time que quer ser muito bom.
Expectativa: Playoff é certeza. Segunda rodada é possível. Ir além disso depende demais do encaixe de John Wall, Bradley Beal e Dwight Howard.

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Podcast BNC: Previsões para NBA e NBB, além de uma reflexão sobre o novo Brasileiro da CBB http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/10/podcast-bnc-previsoes-para-nba-e-nbb-alem-de-uma-reflexao-sobre-o-novo-brasileiro-da-cbb/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/10/podcast-bnc-previsoes-para-nba-e-nbb-alem-de-uma-reflexao-sobre-o-novo-brasileiro-da-cbb/#respond Wed, 10 Oct 2018 09:03:10 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52771

No programa dessa semana vamos ao que vocês amam: os nossos palpites, ou seja, quando quebramos a cara com gosto. Falamos sobre os possíveis prêmios da NBA e também do NBB, cujo tema da multiplataforma também é explicado. No último bloco, uma reflexão importante sobre o novo Brasileiro lançado pela Confederação Brasileira. Apoio do Mr. Baller  e  do Turista FC .

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Perto da estreia com o Corinthians, Ricardo Fischer revela: “Aqui reencontrei minha alegria de jogar” http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/perto-da-estreia-com-o-corinthians-ricardo-fischer-revela-aqui-reencontrei-minha-alegria-de-jogar/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/perto-da-estreia-com-o-corinthians-ricardo-fischer-revela-aqui-reencontrei-minha-alegria-de-jogar/#respond Tue, 09 Oct 2018 08:46:00 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52762

Créditos: Fotojump/LNB

De volta ao NBB depois de uma temporada (cortada) na Espanha (foi cortado abruptamente do Bilbao), Ricardo Fischer, talentoso armador de 27 anos, é um dos principais destaques do Corinthians, que faz seu primeiro jogo na história da competição no dia 16 de outubro, 20h, contra Franca no Ginásio Wlamir Marques.

Na entrevista ao blog, Fischer falou sobre seu retorno ao país, das expectativas do Timão para a temporada, do campeonato pré-Mundial com a seleção e também do atual momento políico do país. O papo ficou bem legal.

BALA NA CESTA: Tem um significado especial essa temporada pra você depois do que você viveu nos três últimos anos? All-Star em Bauru, lesão no joelho, temporada mediana no Flamengo, ida pra Europa, dispensa na Europa e agora Corinthians. Como você especificamente chega para este NBB?
RICARDO FISCHER: Tem um significado mais que especial, Bala! Para essa temporada eu vim para reencontrar minha felicidade em quadra, algo que nos últimos meses eu confesso que estava faltando um pouco. Estava bem em Bauru em 2015, tive minha lesão no joelho, no Flamengo na temporada seguinte ainda estava buscando meu melhor ritmo e na Espanha, na temporada passada, eu realmente não consegui entender até agora o que aconteceu. Estava jogando bem, sendo utilizado pela equipe, crescendo em números, entendimento de jogo e confiança, mas do nada eu recebi a informação, até por você, de que estaria na lista de dispensa do novo treinador. A forma como fizeram as coisas comigo não foi legal e machucou por um período.

Mas a vida dá voltas, e eu acredito muito que tudo tem um lado positivo. Voltei ao país e fui contratado por uma equipe magnífica, com uma torcida incrível. No Corinthians eu volto a ser o líder e o comandante da equipe, algo que gosto muito e que me faz ser muito feliz jogando basquete! Olha, Bala, venho muito motivado, muito focado, preparado para jogar o que joguei anos atrás. Sendo bem sincero, escutei muita coisa nesses últimos dois anos. Duvidaram da minha capacidade, do meu caráter e muitos dizendo que 2015, quando estava em Bauru e me lesionei no joelho, foi meu auge técnico. Pode ser que me engane, mas fortemente acredito que meu auge ainda está por vir e tenho a convicção que irei fazer um ótimo NBB pois estou trabalhando muito para isso!

BNC: Muito se fala sobre a situação do Corinthians, que tem um time novo (recentemente montado), mas muito experiente. Dá pra brigar pelo título, ou é bem cedo pra falar?
FISCHER: Muito cedo ainda para falar. Claro que com o peso do time, a grandeza do Corinthians, que tem ídolos como Wlamir Marques, Oscar Schmidt e tantos outros na história, e mentalidade do clube a gente sempre tem que pensar em títulos mas sabemos que o caminho é árduo e temos que pensar em objetivos mais no curto prazo, degrau a degrau mesmo! A Copa que será lançada pelo NBB, de tiro curto e que vale vaga em competição das Américas daqui a dois, três meses, pode ser algo mais palpável que falar em título do NBB em junho de 2019. Logo quando cheguei eu falei com a equipe que temos que mirar playoffs e depois com muito trabalho tentar alcançar uma Sul-Americana, que seria perfeito para nosso primeiro ano de trabalho.

Créditos: Fotojump/LNB

BNC: Ser uma temporada pré-Mundial, e com você tendo chance de estar na lista dos convocados, faz desse NBB algo ainda mais importante pra você? Como lidar com a ansiedade de jogar bem, ser visto pelo Petrovic e ser coletivo / condutor de seu time na quadra?
FISCHER: Com certeza faz. Seria mentiroso dizer o contrário. Acho que é um sonho de todo atleta estar representando seu país e jogar campeonatos como Mundial e Olimpíada. E quando está chegando perto se torna cada vez mais importante estar bem! Mas como sempre falo, não adianta você jogar no clube pensando na seleção porque se isso acontece você não vai bem nem em um lugar e nem no outro. Claro que tem que levar a seleção na cabeça, no dia a dia mesmo como motivação, um algo extra, mas é essencial estar focado no clube, já que tendo uma performance positiva as coisas acontecem naturalmente! Não importa aonde o Petrovic está, temos certeza que ele sempre está de olho e sabe exatamente do que você é capaz. Então estou focado em liderar e conduzir essa equipe do Corinthians que está começando! E se jogar o Mundial é consequência disso, melhor ainda.

BNC: Você será um dos únicos jogadores, ao lado do Shilton e também do Wagner, que atuou aí na Liga Ouro, a jogar para as 2 maiores torcidas do país. Mesmo com pouco tempo, já deu pra ver um pouco da Fiel? É possível traças diferenças entre ela e a do Flamengo ou está cedo?
FISCHER: Deu pra perceber já. E muito. A Fiel tem a paixão pelo basquete mas estava um pouco, digamos, adormecida no basquete pelo tempo que ficou fora da modalidade. Mesmo o Paulista sem muita divulgação já tivemos um gostinho da força que é essa torcida, principalmente fora de casa. O torcedor corintiano é absurdamente apaixonado, cativante e joga junto com a gente. Ainda é cedo para comparar, o Corinthians está recomeçando enquanto Flamengo já faz anos que está no cenário e com muitos títulos atualmente. São duas torcidas maravilhosas.

BNC: Uma pergunta do lado de fora da quadra. Este será o primeiro NBB sem a presença da Globo, mas com jogos de segunda a sábado. Como você recebeu essa novidade? Gosta? Tem medo de perderem exposição sem um grupo gigantesco de mídia? Como você avalia o trabalho da LNB nestes anos todos?
FISCHER: Eu adorei a notícia, de verdade. Já estava na hora da gente (liga/clubes) deixar de ser reféns da Globo! Já participei de uma final que eles trocaram a data para poder passar na Rede Globo e na hora H não passou. A Liga Nacional está muito grande para ficar “mendigando” alguns jogos na grade de programação de quem nem sempre quer transmitir nossas partidas, como aconteceu recentemente. A gente não perde exposição pois nos últimos dois anos quase não passaram partidas da fase regular na televisão. É ilusão achar que sem a Globo perdemos. Pelo contrário. Agora temos canais grandes querendo colocar o basquete em outro patamar, não só com as partidas mas com matérias, reportagens, programas específicos. Posso parecer bobo, mas como não gostar da novidade? O trabalho da Liga eu vejo com ótimos olhos. Só lembrar de como era o basquete há 10 anos e como está agora. É algo muito mais profissional, mentalidade business (voltada para os negócios), todos ganhando mais, tendo mais mídia, mais espaço na imprensa e não só na esportiva. Claro que tem muito o que melhorar mas a análise que faço é que está sendo trabalho incrível.

BNC: E sobre política, você gosta do tema? Declararia seu voto para o segundo turno (pensando em Bolsonaro x Haddad). Temos visto alguns atletas se posicionando, como o Nenê mais recorrentemente, e queria ouvir de você o que pensa sobre o atual momento do país e o que como, na sua opinião, sairemos destas eleições. Mais fortes ou mais divididos?
FISCHER: Gosto do tema, sim. No sou apaixonado, mas gosto. Acho importante saber do que se passa, tentar entender e assim votar melhor e dar opiniões! Não declararia meu voto, de verdade, pois somos públicos e muitas pessoas nos seguem e declarando poderia haver pessoas que seriam influenciadas pelo que falamos apenas porque gostam de mim. Somos ídolos, referências, e acredito que o voto é algo sagrado, pessoal e que não deve ser “materializado” pelo que um esportista ou artista fala. É a minha opinião. Sobre o cenário atual, a real é nosso país chegou ao fundo do poço, roubaram de todos os lugares possíveis, não temos segurança, pagamos impostos altíssimos sem ter retorno, ninguém quer investir no Brasil. Mas acredito que isso aproximou o povo, que não está aceitando mais a situação e quer um país melhor. Sempre tento ver o lado positivo das coisas e ter chegado ao fundo do poço nos trouxe proximidade, união em querer sair deste estágio. Acredito que sairemos desta eleição mais fortes como população.

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Podcast BNC: previsão da divisão do Atlântico e Franca, Minas e Joinville no NBB http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/06/podcast-bnc-previsao-da-divisao-do-atlantico-e-franca-minas-e-joinville-no-nbb/ http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2018/10/06/podcast-bnc-previsao-da-divisao-do-atlantico-e-franca-minas-e-joinville-no-nbb/#respond Sat, 06 Oct 2018 08:17:01 +0000 http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/?p=52733

No programa dessa semana voltamos com as previsões da temporada da NBA. Falamos da divisão do Atlântico (Sixers, Celtics, Raptors, Knicks e Nets), além, claro, do NBB com Minas, Franca e Joinville. Ouçam que ficou legal. Apoio do Mr. Baller  e  do Turista FC .

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