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O emocionante retorno de Dwyane Wade a Miami – confira como foi!
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Fábio Balassiano

wade2Depois de 13 anos ontem à noite foi a vez da torcida do Miami ver Dwyane Wade, o maior ídolo da torcida e um dos melhores (se é que não é o maior) jogadores da história da franquia, jogando CONTRA o Heat na Flórida.

O agora ala do Chicago Bulls voltou ao ginásio que ele chamou de seu por mais de uma década nesta quinta-feira e não fez feio. Despejou 13 pontos, dois deles em lances-livres críticos nos momentos finais, e levou o seu time a uma importante vitória por 98-95. Em NENHUM momento Wade foi vaiado (pelo contrário, foi aplaudido quase sempre!) e ainda viu um belíssimo vídeo preparado pelo Miami.

wade3No final do jogo, Wade procurou e achou a família do dono da franquia Heat (Micky Arison) para um abraço afetuoso e mandou um beijo para os fãs, que foram ao delírio. Na entrevista coletiva, ainda na American Airlines na Arena, ele disse: “O momento em que eu aceno para os torcedores e eles me enviam boas vibrações foi o mais emocionante da noite. Esperava ter arremessado melhor (5/17 nos chutes), já que conheço muito bem essa quadra”.

Veja tudo abaixo!


Os 30 da NBA: Miami tenta provar que há vida sem Dwyane Wade
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Fábio Balassiano

wadeNinguém queria, mas chegou o dia. O Miami vai começar uma temporada da NBA sem Dwyane Wade em suas fileiras pela primeira vez em mais de uma década. Erro da franquia, como admitiu o manda-chuva Pat Riley, que não quis pagar tudo aquilo que o CRACAÇO pediu. Agora D-Wade está no Bulls e o Heat vai precisar começar uma nova era tentando provar que há, sim, vida sem o seu eterno camisa 3. A questão é: será que a equipe comandada por Erik Spoelstra conseguirá provar a sua força logo de cara?

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bosh1De cara a resposta é ‘não’. Antes de falar do elenco em si é importante citar duas coisas. Primeiro que é praticamente impossível que o time conte com Chris Bosh. O ala-pivô ensaiou um retorno, começou a treinar, mas a franquia realizou novos exames para detectar a quantas andava de fato a sua saúde após dois coágulos e detectou que não, que infelizmente Bosh não teria a liberação clínica para jogar. O camisa 1 não gostou, esperneou, chegou a afirmar que gostaria de arriscar mas nenhum time do planeta será maluco de deixar atuar um atleta que tem risco de vida se jogar profissionalmente. Há, inclusive, um rumor forte de que o Miami tentaria rescindir contrato com ele em março de 2017, pagando os US$ 75 milhões que lhe deve até 2019 mas abrindo um pouco de espaço na folha salarial. Ainda não dá pra saber se isso irá ocorrer, mas que o Heat não terá Bosh em quadra é uma certeza.

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spo1O outro nome fundamental de se citar é o de Erik Spoelstra. Técnico da franquia desde 2008/2009, Spo é bicampeão com o Miami, chegou a outras duas finais e tem a confiança de Pat Riley. Considero o cara um ótimo técnico, não embarco nem um pouco no clichê brasileiro que o coloca como um treinador abaixo da crítica (não concordo com isso nem por um decreto!), mas está muito claro que ele tem um desafio imenso pela frente. Uma coisa é treinar Dwyane Wade, LeBron James, Chris Bosh, Ray Allen e afins, levando-os a finais, playoffs e apenas sendo uma espécie de facilitador para seus craques. A outra é pegar um elenco totalmente remodelado, sem uma referência técnica definida e criar um novo sistema de jogo. Ele também será avaliado, claro.

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hassan1Na quadra aparentemente o Miami tentará se recriar em torno do armador Goran Dragic e do pivô Hassan Whiteside, que têm contrato no mínimo até 2018/2019. É óbvio que isso não é lá muito animador, pode ser que nem uma vaga em playoff os dois caras não sejam capazes de conseguir, mas eu quero muito ver como Dragic e Whiteside vão desempenhar seus papéis de líderes da equipe.

Tal qual falei sobre Spoelstra, uma coisa é você ser co-responsável por uma equipe tendo Dwyane Wade para auxiliá-lo em caso de problemas (como foi em boa parte da série de 2016 contra o Charlotte na primeira rodada). A outra é liderar uma franquia que venceu três títulos e chegou a cinco finais nos últimos dez anos e que tem como presidente um cara como Pat Riley. Não, não é fácil, mas os camisas 7 e 21 podem mudar de patamar na NBA caso desempenhem bem as suas funções.

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waitersAlém deles vale ficar de olho em Dion Waiters, que chega depois de razoável ano como reserva do Thunder. Além dele vieram James Johnson, Beno Udrih, Derrick Williams e Luke Babbit. Nada animador. Chamou-me a atenção, também, os US$ 38 milhões que o Miami irá pagar ao não mais que mediano Tyler Johnson, que tinha proposta do Brooklyn Nets. O Heat cobriu e terá o atleta até 2019.

Outro nome que merece um pouco de atenção é o de Justise Winslow, ala de 20 anos que entra em seu segundo ano. Ele não foi brilhante na sua temporada de estreia, arremessou mal pra caramba (42% de quadra, 27% de fora), mas mostrou-se maduro para aguentar a pressão de jogar minutos importantes em playoff e em alguns momentos até de pivô quando Whiteside se machucou. Pode ser que agora, sem Wade ao lado e menos pressão por resultados imediatos, ele consiga ter um pouco mais de chutes disponíveis (apenas 5,9 em 2015/2016).

hassan2Assim entra o Miami para a sua primeira temporada sem Dwyane Wade. Com Goran Dragic e Hassan Whiteside no comando da nave e com um punhado de jogadores em busca de afirmação. Não será fácil para ninguém na Flórida, e é bem possível que nem mesmo no playoff eles cheguem ao final do campeonato.

E a gente sabe quão frustrado fica Pat Riley quando as coisas não saem do jeito que ele gosta. Riley não gosta de reconstruções longas baseadas em picks altos de Draft provenientes de temporadas deprimentes seguidas, mas grandes nomes no elenco para capturar agentes-livres com facilidade, como era quando Dwyane Wade fisgou a LeBron James e a Chris Bosh, é difícil prever qualquer passo deste novo Miami Heat. A dúvida, no momento, é a maior certeza para a galera da Flórida.

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Após dois coágulos sanguíneos, Chris Bosh ensaia retorno às quadras
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Fábio Balassiano

bosh1Os dois últimos anos difíceis para Chris Bosh. No auge da carreira, o ala-pivô do Miami Heat foi diagnosticado duas vezes seguidas (fevereiros de 2015 e de 2016) com coágulos sanguíneos no pulmão, internado e logicamente afastado de suas atividades esportivas.

Muita gente na Flórida afirmava inclusive que a franquia, que ainda tem 3 anos de contrato com o atleta, nem tratava mais da possibilidade de Bosh conseguir atuar profissionalmente mas aparentemente o camisa 1 do Miami vai tentar mais uma vez. Nesta semana, porém, ele divulgou imagens de seus treinamentos nas redes sociais:

bosh1Bosh, esperançoso, diz no começo do vídeo: “Sei que estive fora, mas agora estou de volta. Todo mundo está sempre me perguntando: ‘Você está jogando’? Sim, estou. Absolutamente. Eu sou um jogador“.

A diretoria do Miami ainda não quis se pronunciar a respeito das condições de saúde de Chris Bosh para a próxima temporada, mas caso ele de fato possa jogar pela franquia seria um reforço e tanto, já que o Heat perdeu Dwyane Wade e precisa de uma referência para que os jovens Hassan Whiteside, Dion Waiters e Justise Wislow possam desempenhar suas funções sem tenta pressão assim.

É esperar um pouco mais para ver como a saúde de Chris Bosh responde a estes primeiros estímulos. Torçamos para que ele possa jogar.


Os Jogos 7 da NBA com Raptors x Pacers e Heat x Hornets – quem vence?
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Fábio Balassiano

wade1Hoje é o dia que todo fã de basquete ama de paixão. Não porque é domingo, mas porque teremos dois jogos 7 de playoff na NBA. E isso, sabemos, é bom demais. Às 14h (Sportv2), Miami Heat x Charlotte Hornets na Flórida. Às 21h (Sportv2 também), Toronto Raptors x Indiana Pacers no Canadá. Dois duelos pra lá de interessantes e certamente muito nervosos.

Começo falando de Miami x Charlotte. O Heat chega a esta partida com muita confiança. Muita confiança mesmo. Estava com 2-3 após vencer as 2 primeiras em casa. Perdeu as três seguintes (duas em Charlotte e uma em casa jogando muito mal). O Jogo 6 foi na casa do Hornets, que poderia avançar para a segunda rodada do playoff pela primeira vez desde 2002. A torcida local estava ensandecida na sexta-feira. E o craque maior do Heat não matava uma bola de 3 desde dezembro de 2015.

jordan1Adicione a isso tudo um torcedor de roxo xingando Dwyane Wade o jogo todo. E o que acontece? Wade respondeu com 10 pontos no último período, 1 toco providencial no minuto final (igualou Michael Jordan em tocos na pós-temporada e tornou-se líder no quesito entre armadores) e… 2 bolas de 3 nos últimos dois minutos do duelo. Não fazia desde dezembro. Fez quando precisou. O Miami venceu, empatou a série e tem a chance de fechar em casa. Como estará a cabeça do Charlotte para este domingo? Patrão Michael Jordan não ficou muito feliz com o jogo 6, não…

raptors1No Canadá, a pressão está toda com o Toronto Raptors. O time fez a melhor campanha da história da franquia, liderou junto com o Cleveland o Leste de ponta a ponta da temporada regular e tem MUITO mais elenco que o Indiana Pacers. Só que de novo não tem jogado bem em playoff. Só que de novo vê suas duas principais estrelas atuando muito abaixo do que podem em playoff. Kyle Lowry, o armador, pode até acabar com o jogo logo mais e sair como herói, mas até o momento ele é um desastre de proporções tsunâmicas nesta série (apesar dos 14,3 pontos, 31% nos arremessos e bizarros 17% nas bolas de fora). O ala DeMar DeRozan, agente-livre ao final do certame, tem 15,8 pontos, mas 32% nos arremessos de quadra e 15% nas bolas longas, perdendo alguns milhões de dólares a cada partida de pós-temporada.

george1Do outro lado estarão o bem armado Indiana Pacers, do ótimo técnico Frank Vogel, e Paul George, simplesmente o único cara entre todos que pisarão a quadra neste domingo em Toronto que pode ser chamado de craque. Levando um elenco absurdamente limitado longe, PG mostra a diferença que ter um cara extra-classe pode fazer para uma franquia da NBA.

george2Em um confronto muitas vezes mal jogado, ele destoa (positivamente falando). George tem 27,5 pontos, 45,7% nos chutes, 38,9% nas bolas de três e 4,8 assistências – todos os números citados são MAIORES que os dele na temporada regular.

Ou seja: enquanto os melhores atletas do Toronto estão baixando suas médias, o craque do Pacers eleva seu nível.

rozan1Em jogo 7 é difícil apostar no time que joga fora de casa (menos de 9% das vezes o não mandante levou). Creio, também por isso, que o Miami avance. Algo me diz, porém, que o Toronto sofrerá horrores para não ser eliminado pela terceira vez seguida no mata-mata logo na primeira rodada (e as três com mando de quadra).

O que vocês acham?


Com ótimo elenco, Miami ‘só’ precisa ficar saudável para ir longe na NBA
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Fábio Balassiano

dupla1Acabou que por causa do título da conferência o foco no Leste ficou concentrado no Cleveland Cavs. E dá pra entender. O Chicago continua patinando para ter Derrick Rose inteiro para brigar no topo. O Knicks se reforçou, mas não tanto. O Atlanta perdeu DeMarre Carroll e sabe-se lá como se portará neste campeonato. O Toronto está com DeMarre e Luis Scola, deve subir de produção, mas não sei se ameaça. Quem, então, pode fazer frente a LeBron James no Leste? Eu digo: o Miami Heat.

bosh1Pode parecer loucura dizer isso de um time que ficou fora do playoff na temporada passada e que, de fato, só se reforçou com Amare Stoudemire e o calouro Justise Winslow em relação às peças do campeonato de 2014/2015. Mas é só olhar com mais calma o que aconteceu na Flórida para ver que a situação do Heat não é tão ruim assim. No certame passado, TUDO o que poderia acontecer de ruim ocorreu. Todos os tipos de problemas físicos (e alguns de saúde, como o de Chris Bosh) tiveram vez em Miami, e aí obviamente não deu para chegar à pós-temporada.

miami1Agora, porém, é diferente. Aparentemente estão todos saudáveis, e o Miami entra no campeonato daqui a cerca de 20 dias com um elenco pra lá de recheado em todas as posições. Vamos ver:

ARMADORES: Goran Dragic e Mario Chalmers
ALAS-ARMADORES: Dwyane Wade e Gerald Green
ALAS: Luol Deng, James Ennis e Justise Winslow
ALAS-PIVÔS: Chris Bosh, Josh McRoberts e Amare Stoudemire
PIVÔS: Hassan Whiteside, Chris Andersen e Udonis Haslem

dragic1Se para o Oeste isso já seria ótimo, imaginem vocês para o Leste. Dá, sim, para bater de frente com todo mundo, inclusive com o Cleveland Cavs (atual campeão). Um quinteto titular com Dragic, Wade, Deng, Bosh e Whiteside tem tudo para ir longe nas mãos do bom Erik Spoelstra (e creio que Deng seja uma peça-chave, pois precisará defender muito no perímetro – seu estado físico precisa estar totalmente em dia portanto). Traçar qualquer linha de comparação com o campeonato passado me parece impossível simplesmente porque o que vimos do Miami na temporada 2014/2015 foi uma colcha de retalhos de um time que estava todo quebrado devido às lesões. Saudáveis, os Heat têm tudo para ir bem longe.

heat2Ainda é cedo, mas para a NBA uma final de conferência envolvendo o Cleveland contra o Miami Heat, o ex-time de LeBron James, seria pra lá de épica. Para isso acontecer, basta que a franquia da Flórida se mantenha afastada das lesões. Não depende só dela (da equipe), claro, mas é bom ficar de olho no time de Spoelstra neste campeonato porque o elenco é muito bom, cheio de opções e com Chris Bosh e Dwyane Wade em forma para retomar a coroa do Leste.


O preocupante momento do Miami na NBA
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Fábio Balassiano

dupla1Quando o Miami Heat esteve no Rio de Janeiro perguntei a Pat Riley em que patamar ele colocava o time para esta temporada: “Nós somos candidatos ao título”. E quem pode discordar de algo vindo de Pat Riley? Nestes momentos você ouve, assimila e guarda a informação.

O campeonato começou, o Miami venceu as três primeiras e a “profecia” de Riley parecia fazer algum sentido mesmo sem LeBron James por lá. Mas aí o físico de Dwyane Wade começou a falhar, o Heat entrou em parafuso e ontem conheceu a sua quarta derrota seguida em Memphis. Depois de abrir a temporada com 5-2, os comandados de Erik Spoelstra agora têm 9-11 (4/9 na sequência portanto).

Erik SpoelstraAquilo que era esperança hoje é, mais do que nunca, um punhado de dúvidas. Spo é capaz de fazer um elenco novo jogar tão bonito quanto o dos últimos quatro anos? Wade ainda pode liderar a franquia mesmo com sua situação física debilitada há tempos? Chris Bosh consegue segurar a onda praticamente sozinho no garrafão? Os reforços que chegaram (Danny Granger e Josh McRoberts principalmente) eram tudo aquilo que a diretoria do Heat pensava?

flashPode ser o calor do momento, a força das derrotas, mas o fato é que hoje o Miami inspira cuidados. O time está na costa Oeste e vai enfrentar rivais difíceis. Voltar para casa com mais derrotas vai aumentar ainda mais a pressão para o evento mais importante do mês – o jogo contra o Cleveland, de LeBron, na noite do Natal.

Para evitar que o problema se estenda até lá é bom o Heat voltar a ganhar a partir de amanhã em Phoenix contra o Suns.

Tags : Heat NBA


Mesmo sem LeBron, Miami segue forte e candidato ao título do Leste
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Fábio Balassiano

wade1A principal notícia para o Miami Heat depois da perda do título da temporada passada para o San Antonio Spurs foi a saída de LeBron James para o Cleveland Cavs. Pior do que ver o melhor jogador do planeta sair e reforçar um rival que ficou fortíssimo com a ida dele (e depois com a de Kevin Love) foi a perspectiva de tempos de vagas magras na Flórida.

Mas ele (o tempo) passou e o que se apresentava como um grande problema não ficou tão feio assim. O Heat perdeu mesmo o melhor jogador do mundo, mas reforçou muito bem o seu elenco com Luol Deng (para a posição 3, a de LeBron), Danny Granger, Josh McRoberts, Shannon Brown, Shabazz Napier e James Ennis (estes dois últimos são calouros). Isso tudo, é bom dizer, pagando apenas US$ 68 milhões em salário aos atletas pela temporada (a franquia tem apenas a 19ª maior folha de pagamento da liga).

spo2Além do grupo ser mais forte, há uma ótima chance de duas coisas importantes acontecerem: 1) Dwyane Wade voltar a assumir papel de protagonismo na liderança e tomada de decisão de seu time na quadra e fora dela; E 2) Erik Spoelstra usar outra forma de atuar para um elenco completamente diferente do da temporada passada, mostrando quão ótimo ele é na NBA. Sobre Spo, aliás, cabe uma observação: ele mesmo, em conversa com os jornalistas aqui no Rio de Janeiro, encara essa chance de remontar o Miami como uma grande oportunidade também – e isso é ótimo.

Como bem disse Pat Riley a este blogueiro, o elenco é muito, mas muito melhor em relação ao da temporada passada, que colocava muita pressão em cima de Dwyane Wade, Chris Bosh e (obviamente) do próprio LeBron. “Só” não tem o melhor jogador do mundo em suas fileiras, mas em termos de opções disponíveis acho que ninguém é maluco de discordar que este Miami 2014/2015 é de fato mais recheado que aquele de 2013/2014.

boshA conclusão, devido a isso tudo, é muito simples em relação a este Miami que estreia hoje contra o Washington Wizards em casa (22h30 de Brasília). Se fosse no Oeste, arriscaria dizer que o Heat não seria candidato a título de conferência. Mas no Leste, em que pese a força que virou o Cleveland com a chegada de LBJ e seus novos companheiros, dá para sonhar alto, sim.

NBA: Miami Heat-Media DayOs Cavs e os Bulls estão no mesmo (ou um pouco acima no caso do Cleveland) patamar, mas nada tão absurdo, nada tão inatingível assim. Com o andamento da temporada, e do entrosamento deste elenco remontado, saberemos se a soma destas novas partes formará de fato um todo melhor que aquele que chegou a quatro finais seguidas da NBA. Por enquanto, sonhar em ir longe é, sim, possível para o Miami.

Acha que o Miami tem time para brigar pelo título do Leste mesmo sem LeBron James? Ou sem o melhor jogador do planeta fica impossível para o Heat? Comente!


O corta-luz de LeBron James para seu ex-companheiro Norris Cole
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Fábio Balassiano

lebronjamesTodos sabemos que ontem foi o primeiro jogo de LeBron James contra seu ex-time, o Miami Heat. Ele mesmo admitiu uma sensação ‘estranha’ na entrevista coletiva depois da partida em que o seu Cleveland bateu a franquia da Flórida na prorrogação.

“Foi um momento especial. Não foi estranho porque me lembro das coisas boas que conquistamos. Me entrosei bastante com os caras do Miami aqui e não foi nada desconfortável”, afirmou

Foi tão difícil para ele que logo no primeiro minuto, um lance pra lá de inusitado aconteceu.

Norris Cole, agora armador titular do Miami, foi passar Matthew Dellavedova, armador do Cleveland. Cole chamou um corta-luz de Luol Deng, camisa 9 do Heat, mas nem precisou muito. Quem ajudou a deter o jogador australiano do Cavs foi mesmo LeBron James, que, acidentalmente, acabou atrapalhando Dellavedova e deixou Deng, coincidentemente o seu substituto na Flórida, livre para arremessar. Veja o esquisito lance.


Em jogo morno, NBA deu mais uma aula de promoção de evento
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Fábio Balassiano

andyCostumo dizer que o evento mais chato da semana do NBA Global Games é mesmo o jogo. Neste sábado não foi diferente. Cleveland e Miami fizeram um jogo abaixo do morno, apenas com os minutos finais mais agitados (aqueles que levaram a peleja a prorrogação) e que no final viu a vitória do Cavs por 122-119 (105 iguais no tempo normal) contra o Heat. Mas houve muita coisa bacana neste sábado. Vamos lá:

1) Em primeiro lugar, a NBA deu mais uma aula de promoção de evento. Transformou um singelo jogo em um entretenimento de primeira qualidade para quem esteve na HSBC Arena (que lotou, com mais de 15 mil presentes). Pelo que conversei com um amigo, mais de 600 profissionais foram contratados pela liga norte-americana para transformar a partida em um espetáculo. Não era uma questão de ter uma peleja com duas franquias do melhor basquete do planeta no Rio de Janeiro. A NBA fez questão de trazer o “ambiente” NBA para o Brasil. E ela conseguiu, com louvor.

quatro2) Deu tudo certo para a NBA e também para o anfitrião Anderson Varejão. O capixaba foi lindamente aplaudido do começo ao fim e retribuiu. Emocionado, conteve as lágrimas no começo e despejou muitos pontos em sequência na cesta do Miami. O pivô, titular nesta partida, saiu-se com 14 pontos e três rebotes. Carismático toda vida, Varejão teve seu nome gritado inúmeras vezes pelos torcedores durante a partida. Para quem viu Nenê ser vaiado ano passado, ter visto o camisa 17 ser acarinhado com tanta veemência foi bacana demais. Ponto para ele e para quem cuida de sua imagem (no caso a sua assessoria de imprensa, competente até dizer chega).

3) Em outro exemplo de como devem ser tratados os ídolos a NBA colocou em quadra Pat Riley, Alonzo Mourning, Gary Payton e Steve Smith. Eles foram anunciados, tiveram imagens divulgadas no telão e receberam o carinho dos torcedores. Durou um minuto, receber a reverência do público deve fazer um bem danado.

lebron4) No intervalo do jogo, o momento mais emocionante de todos. Luciano do Valle, um dos precursores da NBA no Braisl, foi homenageado pela organização do evento. Sua ex-mulher e Álvaro José, comentarista de tantas batalhas com Luciano na TV Bandeirantes, entraram para receber uma bola e uma placa. O ginásio veio abaixo, foi realmente muito lindo o que foi feito.

5) Sobre o jogo em si, algumas singelas observações para fechar: a) Kevin Love terminou com 25 pontos. Com LeBron James e Kyrie Irving infiltrando, Love, um dos melhores QI’s de basquete da NBA, vai se refestelar de tanto arremessas livre nas extremidades da quadra; b) Como jogou o calouro Shabazz Napier, do Miami. O armador teve 14 pontos no último período, e ajudou a levar a partida à prorrogação. Se eu fosse Mario Chalmers e Norris Cole, os dois veteranos que em teoria teriam mais tempo de quadra, ficaria preocupado; e c) A atuação, de LeBron James, foi de uma preguiça contagiangezzzzzz….

cavsMais do que o jogo, que valeu bastante pela emoção final (e por ter a NBA aqui novamente, o que é óbvio), a NBA termina a sua semana no Rio de Janeiro dando mais uma aula de promoção de evento e valorização do seu produto. Que as lições tenham sido aprendidas por todas as entidades (Confederações, empresas, Ligas) que estiveram acompanhando. As aulas (teórica e prática) foram muito bem ministradas.

Viu o jogo (do ginásio ou da TV)? Gostou? Se surpreendeu com algo? Comente!


Em dia de reencontros, Cleveland e Miami duelam no Rio de Janeiro
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Fábio Balassiano

varejaoJogos de pré-temporada de NBA normalmente são muito chatos. Os times treinam pra caramba durante o dia, e de noite, nos amistosos, acabam refletindo o desgaste da manhã/tarde em atuações não muito convincentes devido ao cansaço e aos minutos limitados para suas principais peças. É o natural, é o usual, é o que nos acostumamos a ver desde que o mundo é mundo.

Mas neste sábado é diferente. Bem diferente. Quando entrarem em quadra na HSBC Arena (18h, com Sportv e ESPN), Miami Heat e Cleveland Cavs farão não apenas um amistoso. Seria muito leviano da minha parte acreditar que seria um singelo jogo de pré-temporada da NBA. Está longe (bem longe) de ser isso.

boshÉ a primeira vez que LeBron James enfrentará o seu ex-time (o Miami). É a primeira vez que LeBron James jogará pelo Cleveland contra um time de NBA em seu retorno a Ohio. É a primeira vez que Anderson Varejão (a simpatia em pessoa na foto à direita) jogará com o Cavs no Brasil. É a primeira vez que os agora magoados Dwyane Wade e Chris Bosh (leia mais aqui) jogarão contra LeBron. É o primeiro jogo contra um time de NBA do “Europeu” David Blatt, novo técnico do Cavs (e ele odeia ser chamado de “Europeu”, pois apesar de ter treinado muito tempo na Europa é norte-americano mesmo) Está bem distante da normalidade, obviamente.

kingÉ uma pena, somente, que Kyrie Irving não deva mesmo atuar. Craque de bola, o armador do Cleveland está com dores no tornozelo e deve ser poupado. Mas pelos Cavs estarão lá os recém-chegados Kevin Love, Shawn Marion e James Jones. Do outro lado, Josh McRoberts, Luol Deng, Shabazz Napier, Shannon Brown e Danny Granger chegam para reforçar um já forte Miami.

O amistoso chama tanto a atenção que será exibido para um punhado de países ao redor do mundo (confirmarei o número neste sábado) e há bastante expectativa em ver como serão as reações de LeBron James para com Chris Bosh e Dwyane Wade (principalmente entre estes três). LeBron tentou fugir das perguntas no treino desta sexta-feira, mas a partir do aquecimento de hoje na HSBC Arena ficará impossível.

wade1Do outro lado estarão seus ex-companheiros, caras que chegaram com ele a quatro finais seguidas de NBA (e isso não é pouca coisa). Não é um jogo de playoff, não é um jogo nem de temporada regular, mas só um lunático acredita que não há uma carga emocional fortíssima no duelo de logo mais entre Cleveland e Miami.

Deixar de acompanhar a partida é algo que eu decididamente não recomendo. O resultado importa pouco. Ver como se sairão os Cavs, com LeBron, Love e Varejão, e o Miami, de Bosh, Deng e Wade, sim.