Bala na Cesta

Categoria : Rivais de Londres

No último jogo da primeira fase, seleção masculina enfrenta Espanha mirando mata-mata
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Fábio Balassiano

Sinceramente eu prefiro nem comentar sobre a possibilidade de entregar o jogo para a Espanha hoje. Primeiro porque ontem mesmo os jogadores e Rubén Magnano (não esperava nada diferente dele) disseram que isso não acontecerá, que a decisão será na quadra, no jogo. Segundo porque o próprio presidente da Federação Espanhola, José Luis Saez, afirmou que seria uma tolice sem tamanho projetar as semifinais entregando um jogo em Olimpíada. Então, vamos ao jogo.

ATUALIZAÇÃO ÀS 09:29: Mesmo com a vitória da Austrália contra a Rússia, a situação não muda, pois os russos ganharam os confrontos diretos contra Brasil ou Espanha. Quem vence logo mais avança em segundo. O que perder, em terceiro. Simples.

E o que o time de Rubén Magnano enfrentará a partir das 16h desta segunda-feira? Havia dito aqui que temia, na mesma medida, Rússia e Espanha, mas obviamente os espanhóis têm um elenco mais capacitado. Um trio de pivôs de muito respeito (os irmãos Marc e Pau Gasol, além de Serge Ibaka, que sai do banco com um vigor físico que impressiona – isso, claro, sem falar de Felipe Reyes, do Real Madrid), dois ótimos alas (Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, que, é bom dizer, encontra-se com uma fascite plantar que tem incomodado bastante) e armadores de primeira linha (destaque para José Calderón). Como se vê, o esquadrão que Sergio Scariolo tem em mãos é pra lá de completo.

Vencer a Espanha não será fácil, mas de verdade não considero impossível, não. O Brasil jogou muito bem contra a Rússia, e manteve o nível de concentração contra a China. Se conseguir conter principalmente Pau Gasol (19,5 pontos, 56,4% nos tiros de quadra e 11 assistências até aqui – mesmo número do armador titular, Calderón, por exemplo) terá alguma chance. Se tiver sucesso ao conter as investidas de Rudy Fernandez (é contigo mesmo, Alex Garcia), mais ainda.

Em Olimpíadas, Brasil e Espanha já duelaram quatro vezes. A última foi em 1992, em Barcelona, com vitória espanhola por 101-100. Quatro anos antes, 118-110 para os ibéricos em uma partida com 55 pontos de Oscar Schmidt (é sério, clique aqui!). Em Moscou-1980, 110-91 para os europeus. Em 1972, vitória brasileira por 72-69.

Estou confiante, e você? Será que o Brasil consegue a vitória para sair na segunda colocação do grupo, enfrentando a Argentina nas quartas-de-final (isso, claro, se os hermanos não vencerem os EUA por mais de 18 pontos, mudando a configuração do grupo A completamente)? Comente na caixinha!


Rivais de Londres: seleção feminina faz jogo da vida contra o Canadá na quarta rodada
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Fábio Balassiano

É óbvio que ao enfrentar o Canadá, no dia 3 de agosto às 10h30, o Brasil já saberá muito bem em que papel se encaixará nas Olimpíadas de Londres.

Caso tenha vencido a França na estreia deste sábado, jogará contra as experientes canadenses por uma vitória para manter as (ótimas) chances de avançar em terceiro lugar, mantendo, assim, o sonho da medalha. Caso o revés francês venha, o duelo vira um vida ou morte não para passar em uma colocação boa, mas sim para chegar às quartas-de-final simplesmente – e lá encontrar os Estados Unidos, provavelmente.

De todo modo, em condições normais de temperatura e pressão o Brasil vence o Canadá caso jogue o seu melhor basquete. É o que tem acontecido nos últimos anos (foi assim em Cuiabá, na Copa América de 2009, última competição de Paulo Bassul como técnico da seleção), e não há, sinceramente, motivos para o Brasil perder em Londres.

O TIME: A técnica Allison McNeill experiente, mas nem tão “velho” assim. A média de idade fica em 27,6 anos, e uma das esperanças reside na jovem (19 anos) Michelle Plouffe, que atua na Universidade de Utah. Além dela, a boa arremessadora Kim Smith pode fazer a diferença.

DESTAQUE: A veterana armadora Teresa Gabriele (32 anos) tem tudo para travar ótimo duelo contra Adrianinha, a quem tão bem conhece de duelos entre seleções e clubes. Lê bem o jogo, tem ótimo arremesso, mas sua forma física já deixa a desejar. Tem talento e provavelmente fará sua última participação pelo time canadense em Londres.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: O Brasil vence o Canadá sem passar muito susto.

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Rivais de Londres: time de Magnano mede forças com a China – jogo tranquilo e chato?
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Fábio Balassiano

Depois da pedreira russa, na quarta rodada um pouco de alívio para o time de Rubén Magnano. No dia 4 de agosto, às 12h45 (de Brasília), a seleção nacional mede forças com a China, campeã asiática e uma das primeiras equipes classificadas para os Jogos Olímpicos de Londres.

Treinando há dois meses sob a batuta do rigoroso norte-americano Bob Donewald (ex-assistente técnico de New Orleans Hornets e Cleveland Cavs até ser convidado por Yao Ming para ser o técnico do time do ex-pivô do Houston Rockets, o Shanghai Sharks, em 2006), os chineses sabem que são os maiores azarões do grupo. Confiam na organização e na paciência de sua principal fera, Yi Jianlian, e principalmente em dias ruins dos adversários (não será nada fácil, portanto).

O TIME: Além de Yi Jianlian (citado aqui abaixo), há um outro jogador que chama a atencão. É Sun Yue, ala de 26 anos, 2,06m e com passagens pelo Los Angeles Lakers e D-Fenders (D-League). Além dele, estará em Londres o veterano Wang Zhizhi  (lembra dele?), pivô de 33 anos e 2,14m. Outro que vale a pena ficar de olho é Guo Ailun, armador de 18 anos e 1,92m. Destaque do Mundial Sub-17 de 2010 com 22,4 pontos, ele foi o jogador mais novo a atuar no Mundial de 2010 e no Pré-Olímpico Asiático do ano passado. Conquistou a confiança de Donewald, é uma das esperanças do basquete local e já é visto como a nova galinha dos ovos de ouro da NBA para voltar forte ao mercado chinês.

DESTAQUE: Yi Jianlian é o grande (em todos os sentidos) destaque chinês. Escolhido na sexta posição do Draft de 2007 pelos Bucks, ele acabou não tendo muito tempo de quadra (e paciência dos técnicos) até que foi despachado para New Jersey. Logo depois foi mandado para Washington e passou pelo Dallas Mavericks na última temporada. Parece pouca coisa, mas Jianlian é muito reconhecido em seu país, e tal qual aconteceu com Yao Ming em 2008, ele será o porta-bandeira de seu país no desfile de abertura dos Jogos. Com 2,13m e 24 anos, o ala-pivô pode não ser uma sumidade em termos físicos, mas tem razoável técnica e ótimo posicionamento. Vai incomodar um bocado nestas Olimpíadas.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Acho que será o jogo mais fácil da seleção brasileira na primeira fase, de verdade mesmo. Não arrisco placar aqui, mas o time de Rubén Magnano vence até com certa facilidade.

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Rivais de Londres: no terceiro duelo, seleção feminina duela com Austrália – surra a vista?
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Fábio Balassiano

No dia 1/8, a seleção feminina fará o seu terceiro jogo nas Olimpíadas de Londres contra a Austrália, vice-campeã olímpica nos últimos três Jogos (em 1996, ainda conseguiu o bronze), às 10h30. É sem dúvida a peleja mais difícil da primeira fase, e a julgar pelos três amistosos em solo australiano, será muito complicado que um revés não venha.

A Austrália não terá Penny Taylor (lesionada), mas mantém em sua equipe a base que colocou o basquete do país como o segundo melhor do mundo (cinco estiveram em Pequim-2008). Contando com o sempre excelente AIS (Instituto Australiano de Esporte) na formação de suas atletas, o time de Londres mescla craques consagradas como Lauren Jackson a promessas como Liz Cambage (20 anos), Abby Bishop (23) e Rachel Jarry (20).

Na fase de preparação, vitórias contra o Brasil (três vezes), China e um revés inesperado contra a França na última segunda-feira.

O TIME: Kristi Harrower, Belinda Snell, Lauren Jackson e Suzy Batkovic. Quarteto bem conhecido, né. Pois então. As quatro devem fazer em Londres a despedida da seleção, e colocam quase 300 partidas oficiais pelo time australiano a disposição de Carrie Graf, a técnica do time (ela já treinou na WNBA, em 2004). Além delas, destaque para a jovem Jenna O’Hea e Abby Bishop, jovens, altas, fortes e prontas para ganhar tempo de quadra. Há opções de sobra para Graf rodar seu elenco sem perder a qualidade.

ONTEM FALEI AQUI SOBRE A RÚSSIA. SE AINDA NÃO LEU, CLIQUE AQUI

DESTAQUE: Poderia (e talvez deveria) colocar Lauren Jackson por aqui, né. Campeã mundial (2006, aqui no Brasil) e três medalhas olímpicas no currículo, ela seria a escolha mais óbvia. Mas eu vou optar por Liz Cambage (o nome dela é Elizabeth, tem 20 anos, 2,03m e cheguei a entrevistá-la em 2010). A pivô é boa tecnicamente, forte pra caramba, com bom arremesso e tem tudo pra ser um dos grandes destaques das Olimpíadas de Londres. Escolhida na segunda colocação do Draft de 2011 na WNBA, Cambage tem tudo pra brilhar em Londres e colocar seu nome no hall das grandes jogadoras do planeta na atualidade.

E DA FRANÇA NA ESTREIA, O TIME DE TARALLO VENCE? LEIA!

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Gostaria muito de dizer que a seleção brasileira aprontará uma zebra absurda, mas não creio ser possível. Assim como diante das russas, torço para que a derrota que deve vir não mine a confiança das meninas de Tarallo para os próximos jogos contra Canadá e Grã-Bretanha.

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Rivais de Londres: diante da Rússia, o mais importante duelo da seleção masculina
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Fábio Balassiano

O título do post chega a ser estranho para uma chave que conta com a Espanha, potência do basquete atual e favoritíssima a conquistar a primeira colocação no grupo B. Mas ao que tudo indica, o jogo contra a Rússia (2/8, 12h45), será o mais importante do time de Magnano na fase de grupos.

É óbvio que os confrontos iniciais contra Austrália e Grã-Bretanha dirão que caminho o Brasil seguirá nas Olimpíadas, mas, caso nenhuma zebra aconteça, será contra os russos que os brazucas definirão o segundo lugar da chave.

Aqui, aliás, cabe uma boa reflexão: muita gente tem dito, até com certa razão, que avançar em segundo ou terceiro para as quartas-de-final é a mesma coisa, já que do outro lado sairão Argentina, França ou Lituânia. Pensando no longo prazo, ser o terceiro melhor do grupo B coloca a Espanha nas semifinais ao invés dos EUA (no caso do segundo lugar).

É algo a se pensar para nós que estamos aqui de fora, mas eu duvido muito que Rubén Magnano olhe pra tabela e projete muita coisa lá na frente (duvido mesmo). De concreto, que do outro lado estará um timaço de bola, capaz de colocar jogadores ao mesmo tempo altíssimos e técnicos em quadra.

O TIME: Sob o comando do excepcional David Blatt, os russos levarão cinco jogadores do CSKA Moskow (entre eles Viktor Khryapa, baita jogador) a Londres, três do Kihmki (o mais conhecido é Sergei Monia, que atuou pelo Portland e Sacramento há quase sete temporadas), Timofey Mozgov, do Denver Nuggets, Andrei Kirilenko e Alexey Shved, que aparentemente assinou um contrato de três anos com o Minnesota Timberwolves, da NBA, na noite de ontem mesmo.

NA ESTREIA, OS AUSTRALIANOS – SERÁ UMA MOLEZA?

DESTAQUE: Shved talvez seja o nome que mais chame a atenção por causa de seu contrato com a NBA, mas sem dúvida alguma o craque da Rússia chama-se Andrei Kirilenko, que esnobou a temporada cortada da liga norte-americana para continuar no CSKA no último ano. Alto, forte, dono de ótima defesa e ótima técnica, o AK-47 provavelmente tentará anular Marquinhos contra o Brasil e será difícil de ser marcado (Alex, de 1,90m, tem 17cm a menos que Kirilenk0) e provavelmente será o ponto de desequilíbrio que os europeus tentarão usar contra o time de Magnano. O cara é craque de bola!

NO SEGUNDO JOGO, A GRÃ-BRETANHA – AQUI A ANÁLISE DOS DONOS DA CASA

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Sem pestanejar, digo que o Brasil sofrerá horrores, mas passará da prova de fogo contra os russos com uma vitória que dará confiança para as próximas fases da competição.


Rivais de Londres: contra a Rússia, a provável derrota da seleção feminina
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Fábio Balassiano

Depois da estreia (esperamos que com vitória) contra a França, a seleção brasileira feminina mede forças com a Rússia, um verdadeiro timaço, no dia 30 de julho às 12h45. Se não terá (a lesionada) Maria Stepanova, estará lá grande parte da base que conquistou as medalhas de bronze em Atenas-2004 e Pequim-2008.

Sob o comando de Boris Sokolovsky, as russas confiam em um grupo pra lá de experiente, alto pacas (cinco atletas têm 1,90m ou mais) e recheado de estrelas do Spartak Moskow, melhor time local.

O TIME: Conforme disse acima, é um timão, timão mesmo. Ilona Korstin continua na ala, Irina Osipova se mantém firme como pivô e Becky Hammon (falarei dela no tópico abaixo) irá para sua última participação olímpica na armação. Kuzina, Arteshina, Petrakova e Vodopyanova também fazem parte de um elenco fortíssimo.

DESTAQUE: A espevitada Becky Hammon (foto), craque do San Antonio Silver Stars (16,2 pontos e 5,7 assistências na atual temporada da NBA), é o grande nome do time russo. Nascida em South Dakota com o nome de Rebecca Lynn nos EUA há 35 anos, ela se naturalizou em 2008 após não ter sido convocada pela técnica Anne Donovan, com quem, aliás, manteve áspero embate verbal sobre a sua convocação para a seleção russa. Talentosa, explosiva, com excelente visão de jogo e aproveitamento nos chutes de três, Hammon dá o toque de criatividade em um time quase sempre frio e calculista.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Gostaria muito de dizer o contrário, mas o Brasil não terá condições de vencer a Rússia. Sair de cabeça erguida já será uma baita vitória.

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Rivais de Londres: seleção masculina terá os donos da casa na segunda rodada – jogo fácil?
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Fábio Balassiano

Será a segunda participação olímpica da Grã-Bretanha. Em 1948, uma vitória e sete derrotas. Também em casa como há mais de 60 anos, os britânicos sabem que avanças às quartas-de-final já será uma baita façanha. Para isso, conta com o técnico norte-americano Chris Finch comandando a seleção desde 2009 (ele é assistente-técnico do Houston Rockets) e com Luol Deng, astro do Chicago Bulls e principal nome do time.

Nos amistosos, derrotas apertadas para Rússia (90-80), França (79-74) e Espanha (78-74), o que pode demonstrar um pouco de evolução dos britânicos.

O TIME: Além de Deng, tema do tópico abaixo, cabe destacar o armador Andrew Lawrence, da Universidade de Charleston (NCAA) e os pivôs pivôs Kieron Achara (Manresa, da Espanha), Pops Mensah-Bonsu (com passagens pela NBA), Joel Freeland (no Málaga, teve as médias de 12,8 pontos e 7,4 rebotes) e Robert Archibald (esteve no Zaragoza na última temporada). Se, como se vê, sobra força e opção no garrafão, falta, por outro lado, alguém para dividir a responsabilidade com Luol Deng nos arremessos (Ben Gordon faria este papel, mas não atuará em Londres).

DESTAQUE: Não tinha como ser outro. Luol Deng é um dos principais nomes não só da Grã-Bretanha, mas de todos os Jogos Olímpicos. Aos 27 anos, ele comprou uma briga com o Chicago Bulls, que não queria vê-lo por lá, e ganhou ainda mais admiração dos britânicos. Será emocionante ver o cara que teve uma infância tão sofrida em Sudão e Egito em quadra nas Olimpíadas, sem dúvida alguma. Pode ser que ele consiga, até, uma ou outra vitória para os donos da casa, mas não creio que ele consiga avançar ao mata-mata. Se conseguir isso, vira estátua em Londres.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Os britânicos terão a torcida a seu favor, mas não creio que será suficiente para tirar a vitória do time de Rubén Magnano, que conquistará a segunda vitório nos Jogos.

Concorda comigo? Algum risco contra os britânicos? Comente!


Rivais de Londres: na estreia das meninas, ‘decisão’ contra a França
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Fábio Balassiano

Não há outra forma de encarar a partida contra a França (16h do próximo sábado) que não como uma decisão. Sim, de cara, na estreia, é o jogo mais decisivo, fundamental, do time de Luiz Cláudio Tarallo. Principal rival na luta pela terceira colocação de um grupo que conta com Austrália e Rússia, duas das grandes favoritas a liderar a chave, francesas e brasileiras abrem os trabalhos do grupo B no primeiro dia de competições nas Olimpíadas de Londres com o objetivo de colocar o outro em posição perigosa e tentar fugir dos EUA nas quartas-de-final para brigar por uma medalha.

A França participará dos Jogos pela primeira vez desde 2000 (quinta colocação), mas vem credenciada por uma boa campanha no Europeu do ano passado (terceiro lugar), pelo surpreendente título Europeu de 2009 e por um técnico conceituado. Pierre Vincent foi campeão Europeu Sub18 em 2000 com o masculino em uma geração que tinha Boris Diaw, Yakhouba Diawara, Tony Parker, Mickael Pietrus e Ronny Turiaf e em 2007, já trabalhando com o basquete feminino, conseguiu a façanha de levar o modesto Bourges Basket ao Final Four da Euroliga. Foi alçado a técnico da seleção adulta em 2009.

Na fase de preparação, vitórias contra o próprio Brasil (67-57), um incrível triunfo contra a Austrália (64-58) e derrota contra a Grã-Bretanha por 74-67.

O TIME: Isabelle Yacoubou (pivô de 1,900m que teve 13 pontos e 6,7 rebotes no Pré-Olímpico Mundial), a armadora Céline Dumerc e a ala Emilie Gomis (10,8 pontos no Europeu de 2010) são boas jogadoras, mas a grande força da equipe está mesmo na concepção defensiva que Vincent tem tentado instaurar na equipe desde que assumiu. Talentosas com a bola nas mãos, as francesas sempre hesitaram e se desconcentravam demais na marcação, o que acabava gerando derrotas bobas e inesperadas.

DESTAQUE: Falei de Yacoubou, Dumerc e Gomis, mas o grande destaque da França há alguns anos é Sandrine Gruda (foto à direita), pivô de 1,93m, 25 anos e dona de ótima técnica. Joga no forte Ekaterinburg, da Rússia, está acostumada a enfrentar a brasileira Érika, e foi selecionada na 13ª posição pelo Connecticut Sun na WNBA, onde teve as respeitáveis médias de 10,2 pontos e 4,7 rebotes nas três temporadas que disputou na liga norte-americana. Foi a melhor jogadora do time que ganhou o EuroBasket de 2009 contra a Rússia (na final ela teve 12 pontos e sete rebotes nos 57-53). Teve 13,4 pontos e 6,2 pontos no Europeu do ano passado, e manteve as médias (13,7 e 5,3) no Pré-Olímpico Mundial deste ano. É forte, alta e tem ótima técnica para arremessos de média distância.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Eu não sei o porquê (e isso não é normal), mas estou otimista e acredito que a seleção brasileira vença as francesas na abertura das Olimpíadas de Londres. Será uma partida absurdamente difícil, mas Érika, Damiris, Clarissa e Franciele têm força para deter Gruda e liderar o Brasil a uma fundamental vitória.

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Rivais de Londres: na estreia masculina, a Austrália – não será fácil, acreditem!
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Fábio Balassiano

A partir de hoje o blog começa a falar sobre os rivais das seleções brasileiras nas Olimpíadas de Londres. A Austrália será a primeira adversária da seleção masculina em Londres. Mede forças com o time de Rubén Magnano às 7h45 de domingo (29/7) e vem credenciada pela décima-primeira participação olímpica consecutiva.

Conta com o experiente técnico norte-americano Brett-Brown (no comando do time desde 2009) e com sete atletas que estiveram nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 – seriam oito caso Andrew Bogut não estivesse lesionado).

Brasil e Austrália jogaram ontem em Estrasburgo e os brasileiros venceram por 87-71 (estatísticas aqui), mas assim como a derrota brazuca para a França no sábado precisa ser relativizada, os australianos devem ter pisado o pé no freio em um duelo que se repetirá em menos de dez dias onde realmente vale (na abertura olímpica). Na preparação, jogo duríssimo contra a Espanha (derrota por 75-69), três vitórias seguidas contra a Grécia B e o grande final contra a França hoje

O TIME: Sétima colocada nas Olimpíadas de Pequim (eles enfrentaram os Estados Unidos nas quartas-de-final), os Boomers, como são conhecidos, apostam em um núcleo bem experiente para avançar de fase e, quem sabe, conseguir uma medalha. Joe Ingles (foto à esquerda) joga com Marcelinho Huertas no Barcelona, David Andersen já atuou na equipe Catalã, na NBA e agora defende o Siena, da Itália, Brad Newley foi bem pelo Valencia, na Espanha, e Matt Nielsen, com vasta carreira na Europa, agora atua pelo Khimki, da Rússia.

DESTAQUE: Patrick Mills (foto à direita), armador que jogou no Portland e San Antonio Spurs (na última temporada), é o grande destaque do time. Com 1,83m e 23 anos, ele teve as médias de 14,2 pontos e 47% nos arremessos de quadra nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Não é craque, mas travará duelo interessante contra Huertas na abertura dos jogos. É novo, porém experiente (jogou na Universidade de Saint Mary) e muitíssimo rápido. Pode causar problemas caso consiga passar por Marcelinho. É bom ficar de olho.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: O Brasil tem mais time, um ótimo técnico e caso controle os nervos vence a Austrália. Mas, insisto, não será fácil, não.

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