Bala na Cesta

Categoria : Negócios do Basquete

Com show do Jota Quest, Jogo das Estrelas do NBB foca no entretenimento em SP
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Fábio Balassiano

Pela primeira vez sendo realizado em São Paulo, o Jogo das Estrelas do NBB (site oficial aqui) em 19 de março promete ser um marco na história da Liga Nacional de Basquete. No maior centro econômico do país o evento contará com show da banda Jota Quest (notícia divulgada há instantes pela LNB), uma das mais populares do país, terá parceria com a Rede Starbucks e marcará o primeiro passo da ativação da Nike, nova patrocinadora da entidade (mais aqui). Cadeiras de pista e numeradas já estão esgotadas, mas as arquibancadas, que custam a partir de R$ 5, ainda estão à venda no site da LNB.

O foco do Jogo das Estrelas de 2017 está no entretenimento, em atrair e reter fãs para o esporte, algo que vemos com frequência na NBA. Conversei com João Fernando Rossi, presidente da LNB e um dos entusiastas deste modelo de gestão que privilegia o lazer dentro dos ginásios de basquete. Rossi, empolgado, lança inclusive um desafio ao prefeito de São Paulo, João Doria Jr. .

BALA NA CESTA: Me chamou a atenção que neste ano teremos um jogo no Ibiraquera, um dos maiores palcos de basquete do país, com muita história e tudo mais, a chegada da Nike, nova patrocinadora da Liga, também uma parceria com a Rede Starbucks, famosíssima no mundo inteiro, e agora o show do Jota Quest. O foco está mais do que nunca no público com bastante entretenimento mas também em mostrar ao mercado publicitário a força do produto de vocês, não?
JOÃO FERNANDO ROSSI: Isso mesmo, Bala. O foco está em proporcionar ao público a melhor experiência de lazer possível não só no domingo, o dia do evento propriamente dito, mas sobretudo durante o final de semana inteiro onde teremos atividades, e mostrar ao mercado corporativo que em momento de crise econômica o basquete brasileiro (NBB) é a melhor opção de investimento no esporte no Brasil. Modéstia à parte, somos hoje o que há de melhor no esporte em relação a custo/beneficio, e sabemos bem que os investidores estão buscando visibilidade, retorno alto sobre investimento e se associar às marcas com retorno garantido.

A grande novidade é termos um evento com Show (Jota Quest) e Basquete juntos. Isso mostra como estamos focados em transformar um espetáculo esportivo em entretenimento. Ter o Jota Quest no intervalo do Jogo das Estrelas é o coroamento de todo esforço dos clubes e mais um passo na incessante busca pela fidelização do fã da bola laranja no mercado brasileiro e das Américas. Essa festa no Ibirapuera reforça o comprometimento da Liga com os torcedores e no desenvolvimento da modalidade. Teremos o que existe de melhor dentro e fora da quadra nessa grande festa do esporte. Nossa ideia é começarmos um relacionamento com os fãs de basquete no Jogo das Estrelas. Depois nossa missão é fazer com que ele (relacionamento) se prolongue durante muito tempo.

Nosso ativo, com clubes de futebol, líderes em olimpismo e cidades tradicionais e recém-chegadas, é bem robusto e possuímos TV aberta (Band), TV fechada (Sportv) e o nosso canal de WebTV que exibe jogos semanalmente através da plataforma Facebook Live. Caminhando com o que há de mais moderno no mundo, posso dizer com orgulho que nossas mídias sociais possuem números bem interessantes em Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat e outros. A Liga Nacional organiza 4 campeonatos (NBB, Liga de Basquete Feminino, Liga Ouro e Liga de Desenvolvimento Sub-22), estamos presentes em 11 estados, com 30 clubes e 83% do PIB brasileiro, e atingindo 77% da população brasileira. Não posso esquecer de dizer que temos parceria com a liga de basquete mais desejada do mundo, a NBA. Estamos muito animados. Se permitir, posso lançar um desafio no seu blog?

BNC: Claro. O que seria?
ROSSI: É um desafio ao Prefeito da cidade de São Paulo, João Doria Jr. Sei que ele gosta de basquete, e lanço em seu blog um desafio para que ele faça parte do torneio de habilidades deste Jogo das Estrelas. E aí, João Doria, topa? #JogaJuntoJoaoDoria .

BNC: Este ano o Jogo das Estrelas terá formato diferente, com todas as atividades realizadas em um só dia, o domingo. O que a Liga Nacional pretende com isso e qual o motivo da mudança?
ROSSI:
A ideia é fazer com que o público amante do esporte e do basquete possa ter uma experiência completa de basquete. Pesou para que escolhêssemos São Paulo o fato de, devido a Olimpíadas e Copa do Mundo, a cidade do Rio de Janeiro ter recebido a maioria dos grandes eventos do esporte brasileiro nos últimos anos. Sendo assim, a escolha de São Paulo, a maior capital da América Latina, passa pelo desafio de despertar a população paulistana para o basquete. Nossa intenção é ativar uma das maiores metrópoles do mundo. Gosto de lembrar que cidade e o Ibirapuera foram o principal palco do basquete brasileiro durante décadas. Sobre ser tudo no mesmo dia, pensamos muito em termos um dia inteiro com muito entretenimento esportivo, algo que nunca houve na história do esporte brasileiro. O evento no domingo começa às 10h e terá o Desafio de habilidades, Torneio de 3 pontos, Torneio de enterradas, Desafio das Celebridades e o jogo principal entre NBB Brasil x NBB Mundo. Um domingo completo de muita festa no esporte brasileiro. Quero frisar que no sábado teremos na parte da manhã um treino aberto com os atletas do Jogo das Estrelas. Na sequência as eliminatórias do Desafio de Habilidades serão exibidas ao vivo pela TV Globo.

BNC: Apesar das finais serem em um dia só, haverá as eliminatórias no sábado e também ações sociais previstas desde sexta-feira. Podemos esperar neste Jogo das Estrelas do NBB em São Paulo o maior número de ações não só sociais mas também de marketing da história do evento?
ROSSI: Teremos o #EspaçoJogaJunto, área de lazer voltada à interação do fã do basquete e disponível no sábado e domingo e totalmente grátis. O Ibirapuera estará repleto de atividades para as famílias, com ativações dos patrocinadores (Caixa, Sky, Avianca, Nike e Starbucks) que envolvem quadras de basquete, máquinas de arremessos, distribuição de brindes e presença dos atletas para fotos e autógrafos. Além disso, estaremos preparados para receber o público com vasta área de alimentação, tornando o programa completo do começo ao fim para as famílias paulistanas.

Ainda sobre marketing, venho do mundo empresarial e sou muito objetivo. Estamos em SP, a cidade mais populosa das Américas e a sétima do mundo, com mais de 12 milhões de habitantes e a décima-quarta mais globalizada do mundo. São Paulo é o décimo PIB do mundo e corresponde a 11% do PIB brasileiro. Portanto, estamos com expectativas de mostrar ao mundo corporativo e seus investidores que a Liga Nacional (NBB) é o melhor investimento no esporte brasileiro. O Jogo das Estrelas é o nosso cartão de visita. Estaremos recebendo grandes empresas, patrocinadores, investidores e agências de Marketing esportivo. Mostraremos nosso lado de gestão, empreendedorismo, responsabilidade social e de negócios tanto para LNB quanto para os clubes. É uma oportunidade única para todos buscarem pontos de contato comerciais. É um ambiente propício para início de novos negócios.

Além do entretenimento devemos acelerar nosso programa de responsabilidade social. Estamos trabalhando com empresas e comunidades para uma sociedade mais justa. Já fazemos isso, na Liga Nacional, de forma pontual, mas estamos nos preparando para sermos mais atuantes neste sentido e a partir evento já queremos começar a atuar de forma mais estruturada.


Fim de uma Era: camisas da NBA terão patrocínio – veja como ficará a do Celtics
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Fábio Balassiano

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Uma das maiores tradições dos esportes americanos está chegando ao fim. Primeira das quatro grandes ligas dos Estados Unidos (Baseball, Futebol Americano, Basquete e Hóquei) a abrir mão das famosas “camisas limpas” de patrocínio, a NBA liberou as suas 30 franquias e estampar a marca de um patrocinador na parte frontal de seus uniformes para um período de testes de três anos. E alguns destes times já estão fechando seus negócios.

celtics2Nesta quarta-feira foi a vez do Boston Celtics, maior vencedor da história da NBA com 17 títulos, anunciar o seu patrocínio. Foi com a empresa General Eletric (GE), que além de ter a sua marca estampada no lado esquerdo do tradicional uniforme verde e branco apoiará a equipe em ações fora da quadra.

O valor e o tempo do contrato não foram divulgados, mas estima-se que tenha ficado entre os US$ 10 e os US$ 15 milhões em 2017/2018, mesma temporada em que a Nike também colocará a sua logo do lado direito das camisetas de 29 das 30 camisas. Apenas no Charlotte Hornets, cujo proprietário é ninguém menos que Michael Jordan, é que será vista a do Jordan Brand, subsidiária da Nike.

sixers1Antes do Boston, o Philadelphia 76ers fechou com o StabHub (ingressos online) por US$ 5 milhões, mesmo valor do Sacramento Kings com a Blue Diamonds Almonds (alimentos).

Outros acordos de patrocínio serão anunciados nos próximos meses, e times como o Golden State Warriors e o Cleveland Cavs, finalistas nas duas últimas temporadas, estão buscando montantes de até US$ 20 milhões por ano. Um detalhe interessante é que as camisas que serão vendidas pela NBA em suas lojas oficiais aos torcedores não terão as marcas dos patrocinadores. Dentro dos ginásios as franquias têm a liberdade de vender tanto as com a marca dos patrocinadores quanto a verão “limpa” de marcas.

Tags : Celtics NBA


Vice Presidente da NBA, brasileiro Gustavo de Melo detalha próximos passos da liga
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Fábio Balassiano

gustavo1Conversar com Gustavo de Melo é sempre uma aula. Não só de basquete, mas de comunicação, negócios, marketing, gestão de carreira. Ano passado eu o conheci no NBB Marketing Summit, em São Paulo, e no deste ano eu repeti a dose porque um bom aluno não desperdiça uma excelente oportunidade de conversar com um ótimo professor. Falei com o Vice-presidente de Marketing, Estratégia e Integração da NBA sobre os próximos passos da liga norte-americana e muito mais. Confira a entrevista da seção Negócios do Basquete.

gustavo5BALA NA CESTA: O que vocês estão planejando para essa temporada 2016/2017 da NBA que já pode contar pra gente?
GUSTAVO DE MELO: Nesta temporada iremos fazer, em termos de comunicação, a evolução do posicionamento “This is why we play”. O primeiro ano teve resultados incríveis e a receptividade global foi muito positiva. Na verdade a gente ficou mesmo devendo conteúdo, porque as pessoas pediam mais conteúdo. O nosso escritório pedia, os países solicitavam, mas existe uma limitação de recurso mesmo para a NBA. Uma das coisas mais importantes da campanha foi que quando a gente falava “This is why we play” as pessoas imediatamente internalizavam a mensagem e começavam a falar pra gente a maneira como elas se relacionavam com a NBA. A gente tentou fazer a evolução da campanha usando mais a narração em primeira pessoa para justamente demonstrar principalmente como os jogadores, que são os nossos astros mais visíveis, possuem histórias muito mais profundas de como o basquete não é só um jogo de chegar na quadra e arremessar bola. Todos os jogadores são resultados de vidas, de objetivos e como o basquete satisfaz, de ângulos diferentes, a vida de um fã, de um jogador, tudo. O que acontece dentro da quadra é o reflexo de todos esses seres humanos que têm histórias incríveis. Eles trazem essas qualidades pessoais para colocar dentro de um jogo fantástico.

gustavo23BNC: Vai sair do “We Play” (nós jogamos) para o “I Play” (eu jogo)?
GUSTAVO: Não vamos sair. A gente usa a primeira pessoa do plural de propósito. As histórias vão ser mais individuais, pessoais, mas a ideia é ainda termos uma noção de que somos todos da mesma família. Por isso o plural.

BNC: Uma coisa que tem me chamado a atenção é que a NBA tem passado por uma transição de grandes nomes para outros. Como é em toda Era, é claro, mas agora está acontecendo com as saídas de Kobe Bryant, Tim Duncan, Kevin Garnett e proximamente de Paul Pierce, que já anunciou a aposentadoria. E aí estão vindo Steph Curry, Russell Westbrook, Kyrie Irving, Kevin Durant, entre outros de uma geração, digamos, millenium, como se tem chamado essa nova turma. Como a liga pretende transmitir a mesma mensagem mesmo com personagens tão diferentes e para uma geração de fãs também tão distinta?
GUSTAVO: É um pouco daquela dúvida de ovo ou da galinha, né? Quem vem primeiro? A liga é assim porque a gente é assim. A liga permite que os jogadores sejam o que querem ser, mas a gente deixa eles serem do jeito deles. Só que como temos um jogo muito exposto ao público os jogadores da NBA aprenderam que eles são uma marca mundial. Acho que eles são muito cientes disso. O atleta da NBA entende que tem uma marca pessoal, não só de ganhar dinheiro, mas do que ele e sua vida representam. E nós temos o compromisso de estar junto com o nosso fã. Nós temos uma noção de transportar o que acontece na quadra que deve acontecer do lado de fora. Então a gente apoia muito isso.

gustavo7A NBA tem um departamento específico para conversar com os jogadores sobre isso, para mostrar os caminhos e quão importantes eles são. Você vê agora todos os protestos sociais que acontecem nos Estados Unidos. A gente dá liberdade para os atletas. E eles entendem que a liga é acima de tudo um negócio. A gente sempre é muito aberto para qualquer experimento e os atletas sabem disso. Além disso, e tentamos colocar nas peças das finais, temos um impacto muito grande na vida das pessoas. A NBA tem um impacto cultural muito maior do que impacto cultural que se percebe da NBA. A gente está começando a falar e a mostrar ao mundo a importância que a liga tem para que nos tornemos mais visíveis. E temos espaço para isso. Nós no mundo estamos muito bem mas ainda somos a terceira liga dos Estados Unidos. A gente acabou de fazer uma pesquisa mundial e sabemos exatamente que outras coisas ocupam o tempo dos nossos fãs e como podemos ser melhores. No Brasil a gente fala muito sobre futebol e é o papo de segunda-feira no escritório. O basquete também pode fazer isso. Dá pra mostrar, por exemplo, que a camisa 23 mudou pra sempre a história de um cara. A 10 do futebol é a 23 da NBA e vice-versa. Você vê a 23 em qualquer contexto e lembra do Michael Jordan. Então são coisas muito maiores do que a gente falava ultimamente. A gente não é arrogante mas a gente é confiante. Estamos aproveitando o impacto social para mostrar o poder da nossa mensagem.

gustavo8BNC: Acho que te perguntei algo parecido ano passado, mas vale repetir. Do lado pessoal, como é ter saído do Brasil e agora estar trabalhando em uma liga tão pra frente, tão inovadora, tão desejada? Quando você olha pra trás e pra frente dá pra dizer um “caramba, que legal que estou nesse mercado”?
GUSTAVO: É assim: mesmo quando eu tenho um dia ruim é melhor do que todos os outros que eu passei profissionalmente. Porque eu estou discutindo basquete. Não sei se te contei essa história. Antes de ir para a NBA um dos meus maiores clientes era uma companhia de seguros dos Estados Unidos, a State Farm. Aí recentemente eu estava com a Pam El, que era minha cliente na época da agência e quem me contratou para trabalhar na NBA, em uma reunião na Nike vendo produtos para o All-Star Game e ela olhou para mim e disse: “Isso me lembra os dias em que a gente estava na State Farm passando as apólices de seguro em cima da mesa”. E aí os dois começaram a rir, porque é exatamente isso. Não estou falando mal, nada, mas a gente todos os dias precisa se dar um beliscão porque eu estou andando no escritório e o Kevin Durant passa por lá. Já tive reuniões pessoais com jogadores que estão já pensando no que farão depois da carreira e na minha cabeça a gente pensa em pedir um autógrafo, né? Estou discutindo coisas da minha vida, da minha carreira e os caras estão parando para prestar atenção. Em várias ocasiões no final do papo eles me dizem um “cara, você me inspirou”. Isso é gratificante.

butler1BNC: Teve algum nome que você pode citar em que isso aconteceu?
GUSTAVO: Caron Butler, por exemplo. O cara é campeão da NBA (Dallas, 2011), tem uma história belíssima. Ele me disse isso há dois meses na minha sala olhando pra mim. Ele disse: “Gustavo, eu nunca tinha compreendido a complexidade do marketing. Estou buscando o que vou fazer depois da minha carreira de atleta e você está me inspirando demais”. E perguntou que livros eu li e recomendo, como agi em uma determinada situação, essas coisas. Eu nunca imaginei que isso fosse ocorrer, né? E aconteceu devido às conexões certas e também porque eu nunca tive medo de colocar as coisas que eu penso. Sempre digo: a felicidade do cliente, do seu chefe, é uma consequência de você ser correto, profissional e dar as recomendações certas. E é isso que aconteceu comigo. Nunca esperava e por isso eu me belisco todos os dias. As aplicações de trabalho da NBA são mais competitivas do que entrar na Universidade de Harvard. Então eu tenho muita noção da sorte que eu tenho de estar em um ambiente e em uma empresa como a NBA.


Agência Old Coach se destaca com ótimo trabalho em marketing no basquete nacional
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Fábio Balassiano

pjimage (2)Creio que devo ter sido um dos primeiros a notar que havia algo diferente em Rio Claro na temporada passada. Não na quadra, mas sim fora dela. Vi nas Redes Sociais do time e dos atletas a #ProtegidosPelaTradição e comecei a fuçar. Ali entendi que por trás estava a Old Coach, agência de marketing esportivo com pegada arejada, inovadora e arroja cujos sócios são Antonio Romero, João Fernandes e Pedro Bombonatti. Dá pra dizer facilmente que a empresa é uma das melhores novidades que surgiram no basquete brasileiro nos últimos anos.

old10“Acreditamos muito no basquete nacional e sabemos que há uma oportunidade grande de explorarmos sobretudo a ligação entre clubes e seus torcedores, reforçando ainda mais os laços entre a comunidade. Foi assim que iniciamos em Rio Claro ano passado e deu bastante resultado desde a temporada passada. O time é um dos orgulhos da cidade e temos tentado explorar bastante isso em nossas comunicações”, afirma Antonio Romero, destacando o crescimento de 40% no número de fãs do time no Facebook, a ocupação total do ginásio em três oportunidades, o aumento de 106% no público médio em relação a temporada anterior e os 120% de aumento nos seguidores no Instagram.

old6O ótimo trabalho em Rio Claro, sempre destacado como exemplo de marketing esportivo bem feito pela Liga Nacional de Basquete, a organizadora do NBB, já rendeu frutos. A empresa que completa um ano no próximo mês fechou recentemente contratos com o Vitória-BA, que terá como alcunha a “Constelação do Leão”, com Paulistano e com o atleta Guilherme Giovannoni, destaque de Brasília. Tanta qualidade fez com que a barreira do basquete fosse extrapolada.

old2“Nosso trabalho chamou atenção realmente. Recebemos sondagens até de clubes de outras modalidades, mas neste momento decidimos explorar e apostar no basquete nacional por acreditar basquete em seu desenvolvimento e crescimento nos próximos momentos. Temos um ótimo campo e muito trabalho a fazer  com os quatro clientes fechados com a empresa. Cada um deles tem um perfil diferente e precisamos estar focados para alcançar bons resultados”, analisa Romero, que faz questão de frisar que a copa universo, torneio preparatório para o NBB que será realizado entre os dias 23 e 25 de outubro em Salvador com o Vitória, Caxias do Sul, Minas e Brasília, possui conceito de comunicação e identidade visual criados pela empresa.

old20Se ainda encontram as dificuldades normais do mercado esportivo brasileiro, quase sempre reticente em investir em comunicação e marketing de maneira profunda e frequente (palavras minhas – Bala na Cesta), os elogios recorrentes, a aceitação do público e os novos clientes conquistados mostram que o caminho trilhado pelo trio está sendo bem feito. Um elogio especial é destacado por Romero como sendo inesquecível para ilustrar isso.

old30“Houve o jogo da NBA no Brasil ano passado e fui conversar com o Gustavo de Mello, Vice-presidente da NBA Mundo (entrevista que fiz com ele aqui). Fui me apresentar humildemente, ia dizer a ele quão inspirador ele é para mim e ele me deixou desconcertado quando disse: ‘Você é que é o rapaz da Old Coach? Tenho ouvido muitas coisas boas de. Meus parabéns’. Naquele momento meu olho se encheu de lágrima e corri para encontrar o João, que estava no ginásio, para abraçá-lo. Acho que estamos no caminho certo”, finaliza Romero.


Diretor do IBOPE/Repucom aponta crescimento e deixa ‘dever de casa’ para o NBB
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Fábio Balassiano

Negocios1Dando prosseguimento à seção “Negócios do Basquete“, que estreou aqui na semana passada com entrevista de Álvaro Cotta, Gerente de Marketing da Liga Nacional de Basquete (LNB), o blog hoje traz bate-papo exclusivo com José Colagrossi, Diretor Executivo do IBOPE / Repucom.

Colagrossi palestrou no NBB Marketing Summit em São Paulo na última terça-feira, mostrou números importantes sobre o crescimento do NBB, como por exemplo, a base de fãs (38%) e superfãs (15% dos famosos viciados), e deixou um dever de casa para os times em particular e para a Liga Nacional de maneira geral que é conseguir trazer os fãs da NBA para acompanhar o NBB mais de perto. Confira a entrevista que fiz com ele.

BALA NA CESTA: Não consigo resumir a sua palestra porque foram dados e mais dados incríveis, mas algumas coisas chamaram a atenção. Primeiro a questão do renascimento do basquete com a criação do NBB. Queria que você dissesse como o IBOPE / Recpucom explica isso.
nbbmkt3JOSÉ COLAGROSSI: O basquete vive um momento de renascimento. Não que a paixão pelo basquete tenha morrido. Não, de jeito nenhum. Mas o basquete organizado passou por um período quase que de inexistência no Brasil. O renascimento é na forma da competição, é na forma da Liga Nacional fazer as coisas, é no interesse da televisão em ter mais e mais jogos disponíveis, é no patrocínio. Como esporte organizado, de 2007, 2008 pra cá, o basquete vem crescendo. Na audiência, nos jogos, no número de times, no número de competições, nos patrocinadores, na entrega do que a Liga consegue entregar aos seus patrocinadores e sobretudo no interesse crescente do público que não era chegado ao basquete. O renascimento também acontece de uma forma muito forte na população mais jovem.

jose1BNC: Exato. Este é o outro ponto interessante. Dentro dos fãs e superfãs de basquete há dois nichos bem claros, não? Uma galera mais velha e a outra que está chegando agora para acompanhar o esporte.
COLAGROSSI: É isso. Há o pessoal de 40 anos ou mais que viveu os anos 80 e cresceu vendo Oscar, Paula, Hortência e tantos outros grandes jogadores. Essas pessoas nunca esqueceram do basquete, mas se distanciaram e retornaram agora. E tem, no outro lado, a turma da geração Y, de 16 a 29 anos, que consome o basquete no Brasil por causa da NBA. Então você tem dois públicos completamente diferentes consumindo o mesmo produto. Em idade, background, renda, em educação, interesse, mas os dois, por razões diferentes, consomem o esporte muito fortemente. Isso é parte do renascimento que eu mencionei.

BNC: Você falou muito também muito sobre a questão de blogueiros e influenciadores. De acordo com o IBOPE / Repucom, 7 dos 10 maiores influenciadores do esporte brasileiro hoje são blogueiros e não ex-jogadores ou jornalistas renomados. E você disse outra coisa que era a questão da rebeldia dos jovens, que cada vez menos aceitam argumentos fáceis, pré-estabelecidos. Juntando essas duas coisas hoje eu questiono: o jovem, hoje, confia menos no, digamos, institucional e mais em quem fala diretamente a língua dele e por isso os influenciadores fazem tanto sucesso?
geracaoYCOLAGROSSI: A principal característica do jovem hoje, dessa geração Y de 16 a 29 anos, é que ele não quer que ninguém dite como deve ser o seu comportamento. E não é no Brasil, não, mas no mundo todo. Por isso eu usei o termo rebeldia. Isso no esporte se manifesta da seguinte maneira: eles querem consumir o esporte que quiserem, da maneira que quiserem, na hora que desejarem, na plataforma que preferirem e como quiserem. A rebeldia vem de seguir o que eles quiserem seguir, não de ser como seus pais foram. É basicamente dizer: ‘Eu vou fazer o que estiver disposto a fazer’. Só que hoje é possível isso. Estamos em 2016, Século XXI, é possível. Quando eu tinha 20 anos de idade a única maneira que eu tinha de consumir o esporte era na televisão ou no estádio. Só. Não tinha outra alternativa. Então eu poderia até ser rebelde, mas não tinha opções de fazer diferente. Hoje você pode consumir o esporte de cinco maneiras diferentes, ao vivo ou em video on demand, ou seja, você pode consumir inteiro ou em partes. E principalmente: você pode interagir com seus amigos, com as ligas, com os atletas, e isso cria um mundo onde o fã deixou de ser um mero recipiente passivo de informação para se tornar um fã que está no meio do ecossistema. É um cara que está no meio disso tudo e gera opinião, gera informação, que influencia todo mundo e um cara cuja opinião é relevante. E ele, esse jovem, sabe disso.

nbb_nba1BNC: No seu último slide você deixou alguns pontos como desafios para o NBB daqui pra frente. O principal deles é atrair os fãs da NBA que há aos montes no Brasil para as partidas da Liga Nacional, correto?
COLAGROSSI: Quando você olha a performance do NBB e da Liga Nacional é uma história de sucesso. O basquete hoje está entre os três esportes mais consumidos do país, como disse aqui no encontro. Mas tem uma tarefa que eles não conseguiram fazer muito bem até o momento, que é essa que você cita. A base de fãs do esporte basquete ainda é muito maior do que a base de fãs do NBB. Então tem muita gente transitando pelo basquete que não consome NBB. Não torce para nenhum time, não vê jogo, não lê nada. O NBB precisa se aproximar, atrair esse cara para que ele consuma o basquete nacional da mesma maneira que ele consome a NBA. Esse é um desafio. E se tem alguma coisa que a Liga Nacional ainda não fez intensamente em relação a marketing / comunicação, eu posso te citar isso. E este é o grande desafio para os próximos anos.


Negócios do Basquete: Gerente de Marketing da Liga fala sobre próximos passos do NBB
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Fábio Balassiano

Negocios1O Bala na Cesta inicia hoje uma nova seção. Ela se chama “Negócios do Basquete” e tratará dos temas voltados para o que se faz de bom no esporte da bola laranja também fora de quadra. Vocês verão entrevistas, análises, números, ações promocionais e tudo o que pode ser replicado lá de fora aqui dentro da forma que vocês conhecem deste espaço.

Para abrir os trabalhos eu trago uma entrevista com Alvaro Cotta, Gerente de Marketing da Liga Nacional de Basquete. Ele vai falar sobre o II NBB Marketing Summit, evento realizado nesta terça-feira em São Paulo, das expectativas para a temporada 2016/2017, de como pretende angariar fãs da NBA para o basquete nacional (NBB) e de como a relação com os blogueiros e influenciadores tem pautado as discussões e os caminhos da LNB. Divirtam-se!

nbbmktg200BALA NA CESTA: Primeiro queria que você falasse sobre o II NBB Marketing Summit, evento realizado nesta terça-feira em São Paulo para mais de 400 pessoas. Qual a sua avaliação?
ALVARO COTTA: O encontro é voltado para o mercado publicitário e o objetivo é reforçar a história da Liga Nacional de Basquete, mostrar o que a LNB conseguiu, as conquistas de um ano para o outro, os números, tudo isso. E acho que atingimos isso. Foi mais um evento prestigiado, com a mensagem sendo transmitida da maneira que queríamos.

nbbmkt6BNC: Qual a expectativa da Liga em relação ao marketing dos clubes, mais públicos, mais fãs, essas coisas de fora das quadras?
ALVARO: Todo trabalho que a gente faz visando esse processo de transformação de marketing pensamos a médio e longo prazo. Os resultados dificilmente a gente conquista em uma temporada. Tendo em vista o trabalho que vem sendo feito nos últimos anos esperamos alcançar um engajamento maior do público, aumentando a média de torcedores nas partidas e trabalhando melhor a promoção dos espetáculos. O mais interessante disso tudo é que a gente percebe nos clubes uma clara intenção de oferecer aos torcedores uma atração além das quatro linhas. Isso também tem o lado da experiência do boca a boca. Tem uma família que vai, gosta, comenta com a outra. Às vezes brinco que estamos vivendo uma revolução silenciosa. Quando olharmos, depois, veremos que o NBB com uma nova cara, com uma nova roupagem. Creio que estamos no começo de um processo que a NBA viveu lá atrás. A nossa expectativa, agora falando como Liga, é que a gente consiga explorar cada vez mais esse engajamento nas redes sociais. O Jogo das Estrelas, por exemplo, é um produto promocional da Liga e serve para isso também.

BNC: Já se sabe onde será a edição da temporada 2016/2017?
ALVARO: A gente espera confirmar até o começo da temporada. Data e local. A nossa vontade é que seja em São Paulo mesmo.

BNC: A gente não pôde acompanhar e queria que você falasse como foi o encontro da tarde com o Brendan Donohue, vice-presidente sênior do TMBO (Team Marketing & Business Operations) da NBA? Quais foram as principais dicas que o dirigente da NBA deu?
brendan1ALVARO: O departamento do Brendan (foto) tem como principal atividade auxiliar as franquias da NBA a desenvolver o seu próprio negócio. Ele e sua equipe fazem isso através do compartilhamento de práticas e ideias que funcionam com todas as equipes. Isso serve para que todos ou possam adotar as mesmas estratégias ou que no mínimo saibam o que a outra franquia está realizando no seu dia a dia. Um dos principais pontos que foram abordados foi sobre venda de ingressos e sua importância dentro da NBA. Outro ponto importante foi sobre como é feita, hoje, a venda de patrocínios, com suas oportunidades, informações e negociações com cada segmento. Houve um ótimo trecho do encontro do Brendan em que foi falado sobre relacionamento com a comunidade, que é fundamental para as franquias da NBA. E aqui no NBB vemos o aumento desse aspecto para os times do NBB. Quanto mais o basquete for relevante para a população, tanto no entretenimento quanto pelo lado social ou autoestima para aquelas pessoas da cidade, mais engajamento e participação de empresas o time consegue. Talvez a principal mensagem que tenha ficado foi o quanto as equipes da NBA trabalham na coleta de dados visando sempre o desenvolvimento do negócio para todos os envolvidos. Há uma série de relatórios, um sistema bastante abrangente com informações e índices em relação aos pontos-chave para o negócio. Esses resultados são compartilhados entre todas as equipes. Isso serve também como base de comparação e análise por parte da liga. Quanto mais números melhor para ter uma análise mais precisa do cenário e para tratarmos com mais assertividade do que precisa ser melhorado.

nbbmkt3BNC: Um dos pontos mais importantes do que o José Colagrossi, do Ibope Repucom, falou foi sobre como capturar os fãs da NBA pro NBB. Como vocês estão pensando em fazer isso para aumentar a base de fãs de vocês na próxima temporada?
ALVARO: Todo trabalho que vem sendo feito no NBB e pela Liga Nacional tem o objetivo final de angariar mais fãs e superfãs para o esporte. Essa estratégia, ou oportunidade que a gente tem de angariar esses fãs da NBA para o NBB, é uma questão de longo prazo principalmente pelo que a NBA representa para o mundo, pelas grandes estrelas que disputam a liga. A gente sabe que o universo de fãs que acompanha a NBA no Brasil é imenso. Hoje temos 9 atletas brasileiros na NBA e essa também é uma oportunidade grande para nós. Sabemos que durante a temporada esses jogadores estão lá nos EUA jogando e treinando, mas usar esses atletas como uma estratégia para atrair, aproximar e engajar novos fãs de basquete, principalmente o jovem/adolescente, é um item importante. Tudo isso está sendo pensado no médio e longo prazo. Isso não acontece no espaço curto de tempo.

NBB2Uma das nossas metas é conseguir transmitir para esse fã uma experiência de imagem, de ginásio, de jogo excepcional para esse torcedor, até porque o nível de exigência com o que ele vê na NBA já nasce altíssimo. Tentamos fazer com que o primeiro contato dessas pessoas com o NBB seja positivo. Acredito que, para isso, a porta de entrada para esse fã seja a rede social. Por isso estamos cada vez mais atuantes na produção de conteúdo de qualidade e pensando em como ser mais atraentes para essa galera. Pensamos cada vez mais em usar uma linguagem mais jovem, mais bem humorada e não só tratando de temas como o basquete dentro de quadra, mas também de estilo, de comportamento. Tudo isso está sendo pensado e trabalhado. Algumas coisas conseguimos fazer apenas com uma nova visão, um novo formato. Outras demandam mais investimento ou preparação um pouco maior. Estamos bastante otimistas e motivados com o crescimento do basquete e com essa chance de conseguirmos atrair cada vez mais fãs, sejam aqueles que já acompanham a NBA ou aqueles que venham a ter o primeiro contato com o basquete.

nbb20BNC: Outro ponto importante foi sobre a criação de uma base mais jovem e sua (dela) relação com blogueiros / influenciadores . Quais as estratégias da LNB para ficar mais jovem e ter os influenciadores e blogueiros mais perto?
ALVARO: A gente vive agora uma nova época, né? Disso não temos como escapar. Pelo contrário, isso é uma grande oportunidade de nos conectarmos com o público jovem de forma mais divertida, interativa e de modo que eles possam participar ativamente sem estar dentro de um ginásio, dentro de uma quadra. A Liga tem investido nesse relacionamento com os blogueiros e com os Youtubers cada vez mais. Apenas para citar exemplos. Na última temporada nós tivemos a parceria com o Canal Chuá, com o conteúdo sendo oferecido dentro do site da Liga Nacional de Basquete, e no Jogo das Estrelas muitos destes YouTubers participaram do Jogo das Celebridades. A repercussão foi enorme. Seguramente algumas pessoas que nunca tiveram contato com o NBB passaram a nos conhecer através deles. Acredito que começamos, com isso, a atingir um novo público, um novo perfil. Pessoas que chegaram ao basquete com outro propósito, o propósito do humor, do entretenimento, da diversão, o que é ótimo. Este é um caminho que a Liga vem tentando fazer. Acreditamos muito nisso e inevitavelmente eles, blogueiros e influenciadores, são porta-vozes da causa do basquete. Contribuem demais para o basquete e vamos explorar cada vez mais isso. São pessoas importantes no universo da modalidade.

nbb1Não posso deixar de ressaltar que ter você, com o seu veículo, por perto é uma grande satisfação. Nos últimos anos a gente percebeu o crescimento do blog, a importância na comunidade do basquete. Com isso a Liga também passou a aprender a como interagir com os fãs, como ajustar as ações e, obviamente, como podemos explorar o conteúdo de forma variada. Todos são muito importantes para nós neste sentido e vamos querer estar cada vez mais perto, junto tanto de blogueiros quanto de influenciadores digitais.


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