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CBB recebe R$ 3,3 milhões do Ministério pra preparação da seleção feminina

Fábio Balassiano

04/03/2016 00h20

Ao que parece a torneira do Ministério do Esporte não seca para o basquete brasileiro. Em que pese a temerária administração da Confederação, cuja dívida ultrapassou os R$ 13 milhões ao final de 2014 (imaginem o que vem no balanço que será divulgado em Assembleia dia 31/3) e cuja ex-patrocinadora (Eletrobrás) cobra judicialmente a CBB por mau uso de sua (da estatal) verba, o Ministério assinou novo convênio com a entidade.

Se em julho de 2015 foram R$ 7 milhões para a seleção masculina, desta vez a verba será destinada para a preparação da seleção feminina visando as Olimpíadas de 2016 e tem o valor de R$ 3,3 milhões (o Número do Convênio é 821958). Ou seja: apenas em 2016 a Confederação Brasileira de Basketball comandada por Carlos Nunes (foto), que foi considerada a PIOR entre todas no que diz respeito à análise de suas contas em levantamento da Folha, receberá mais de R$ 10 milhões para preparar as duas equipes nacionais para os Jogos de 2016 (isso que os Jogos serão aqui no RJ, sem tanta necessidade de viagem, hein…).

Os detalhes podem ser encontrados aqui, e chamam a atenção, tal qual já havia notado com o da masculina, alguns itens como lavanderia (mais de R$ 300 mil), transporte aéreo (mais de R$ 250 mil) e assessoria jurídica (R$ 15 mil).

Vale, obviamente, lembrar do último aporte financeiro que a entidade máxima, afogada em dívidas e cuja administração do presidente Carlos Nunes é pra lá de ruim (e recheada de questões éticas, como as levantadas por Lucio de Castro aqui no UOL), recebeu: em 2013 foram destinados mais de R$ 14 millhões via Ministério do Esporte. Em 2014, 11 projetos foram aprovados, mas não houve verba e não foi despejada a módica quantia de R$ 58 milhões nos cofres recheados de buracos da CBB. Clicando aqui todos desde 2002.

Não deixa de ser relevante citar que atualmente mais de 97% das verbas das Confederações vêm do dinheiro público (ou seja, longe da iniciativa privada) e vale pensar se este modelo de gestão é sustentável no médio/longo prazo. Com o país em momento econômico instável (mesmo assim coloca grana e mais grana na CBB, hein…) e com o fim da Olimpíada se aproximando, cabe a pergunta: como será que as Confederações estão se preparando para uma provável retração dos investimentos federais a partir de 2017?

Falando apenas do basquete, que é a minha praia, deixo duas questões finais: 1) Caso a mão caridosa do governo deixe de oferecer auxílio financeiro à entidade, será que a CBB conseguirá manter seu inflado orçamento no próximo ano?; 2) Até quando o Ministério irá premiar a falta de competência administrativa da Confederação despejando milhões e milhões do contribuinte sem pedir, em contrapartida, um mínimo de melhoria de gestão?

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