Bala na Cesta

Categoria : Geral

Ídolo em Los Angeles, Shaquille O’Neal vira estátua na frente do ginásio
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Fábio Balassiano

Considerado um dos melhores pivôs de todos os tempos, Shaquille O’Neal foi imortalizado mais uma vez pela franquia Lakers na noite desta sexta-feira.

Depois de ter visto a sua camisa 34 ser aposentada na temporada passada Shaq esteve ontem em Los Angeles para ver a inauguração da sua estátua na frente (imagem ao lado) do Staples Center, ginásio da equipe pela qual conquistou três títulos (2000, 2001 e 2002), três MVP’s das finais (nos mesmos anos dos canecos) e um MVP de temporada regular (2000). Ao lado de Kobe Bryant o pivô foi responsável por acabar com a seca da franquia de mais de 10 anos (desde 1988 não conquistava título) e pela criação de uma das melhores duplas da história da NBA.

A cerimônia contou com as presenças e os discursos emocionados de Kobe Bryant, amigo que virou desafeto e depois voltou a ser amigo, Phil Jackson, seu técnico no Lakers, Jerry West e Kareem Abdul-Jabbar, pivô que também tem uma estátua na frente do Staples Center.

Abaixo alguns lances da carreira de Shaq, um dos jogadores mais carismáticos da história da liga, com a camisa do Lakers.


Ala do Phoenix Suns, Devin Booker anota 70 pontos e entra para a história da NBA
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Fábio Balassiano

Aos 20 anos e considerado um dos jogadores mais promissores desta nova geração, Devin Booker entrou para a história da NBA na noite desta sexta-feira. Em derrota do seu Phoenix Suns para o Celtics em Boston por 130-120, o garotão, que está em seu segundo ano na liga norte-americana, anotou surreais 70 pontos acertando 21 de seus 40 arremessos (4/11 de três pontos), 24 de 26 lances-livres e quebrou uma série de recordes:

1) Maior pontuação de um jogador da NBA desde os 81 de Kobe Bryant em 2006. Em uma dessas coincidências da vida, exatamente em 24 de março de 2016 (ano passado portanto) Kobe assinou um tênis (imagem abaixo) e entregou para Booker com a seguinte mensagem: “To Book, Be legendary” (“Para Book, seja uma lenda”). Um ano depois, Booker faz 70.

2) Maior pontuação de um jogador contra o Boston Celtics desde os 64 de Elgin Baylor em 1959/1960

3) Em toda a história a NBA viu apenas 11 performances de 70 ou mais pontos. Apenas com três atletas isso aconteceu em uma derrota (David Thompson, Wilt Chamberlain e agora Booker).

4) Recorde da franquia Suns, superando os 60 de Tom Chambers em 1990 contra o Seattle Supersonics.

5) Jogador mais jovem a atingir 60 pontos na história da NBA (20 anos).

6) Apenas cinco jogadores marcaram mais pontos que Devin Booker nos mais de 60 anos de NBA: Wilt Chamberlain (70 ou mais pontos seis vezes), David Robinson (71), Elgin Baylor (71), David Thompson (73) e Kobe Bryant (81). Como curiosidade: o melhor de todos os tempos, Michael Jordan, teve a pontuação máxima de sua carreira em 1990 contra o Cleveland. Ele fez 69 pontos em 50 minutos para isso (prorrogação).

Abaixo os lances de Devin Booker na noite histórica de 24 de março de 2017.


Conheça a fortuna dos donos mais ricos da NBA – Michael Jordan não está entre os 10 primeiros
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Fábio Balassiano

A NBA é uma das ligas esportivas mais ricas do mundo. O salário médio dos atletas está em US$ 4,6 milhões, e 29 deles receberão mais de US$ 20 milhões em 2016/2017. LeBron James, com US$ 31 milhões, é o que mais recebe no atual campeonato. Mas e entre os donos, quem lidera a lista entre os mais ricos?

Muita gente pode pensar em Michael Jordan, sócio majoritário do Charlotte Hornets, mas o melhor jogador de todos os tempos não está nem entre os dez mais ricos. Jordan figura apenas na posição 19, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão. Pouco se comparado ao que registram os cinco mais ricos.

Na quinta posição está Micky Arison, com fortuna avaliada em US$ 7,1 bilhões. Arison fez fama no mercado de cruzeiros e comprou o Miami Heat em 1995. É o único do Top-5 dos mais ricos que possui título da NBA (viu o Heat vencer em 2006, 2012 e 2013). Pouco acima dele está Mikhail Prokhorov, com US$ 7,6 bilhões. Dono do Brooklyn Nets desde 2010, o russo fez fama em seu país com empresas de metais e no ramo do gás.

Terceiro mais rico entre os donos da NBA, Stanley Kroenke, do Denver Nuggets, tem US$ 7,7 bilhões e ama esportes. Ele é um dos sócios da franquia Rams, do futebol americano, e o principal responsável por tirá-la de Saint Louis e levá-la a Los Angeles recentemente. Com mais que o dobro de Kroenke vem Paul Allen (US$ 17,7 bilhões), que também é proprietário de um time da NFL (o Seattle Seahawks). Allen (foto), comandante do Portland Trail Blazers desde 1988, é um dos fundadores da Microsoft e também é conhecido pelo seu Octopus, o maior navio particular do mundo (126 metros de comprimento, ou 414 pés).

E o mais rico dono da NBA, quem é? O maior dos bilionários Steve Ballmer, que em 2014 comprou o Los Angeles Clippers por US$ 2 bilhões.

Para quem foi presidente da Microsoft e tem uma fortuna estimada em mais de US$ 28,1 bilhões, é quase um troco, né? Ballmer é conhecido por sua vibração durante os jogos do Clippers e por ser um dono bem mão aberta e sonhador. Não é segredo pra ninguém que o sonho dele é vencer um título rapidamente, motivo pelo qual seu time tem a quarta folha salarial mais alta da NBA atual, com US$ 114 milhões no ano.

Tags : NBA


Russell Westbrook consegue outro triplo-duplo, mas o de ontem foi histórico – entenda!
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Fábio Balassiano

Russell Westbrook continua em sua temporada fantástica de triplos-duplos (dois dígitos em três fundamentos) na NBA. Ontem o armador do Oklahoma City Thunder chegou ao seu 35º ao atingir 18 pontos, 11 rebotes e 14 assistências na vitória do seu time contra o Philadelphia 76ers por 122-97, ficando a apenas seis de igualar o feito de Oscar Robertson, que teve 41 em 1961/1962. Só que o triplo-duplo desta quarta-feira foi especial.

Russ se tornou o primeiro jogador da história da NBA a conseguir dois dígitos em três fundamentos diferentes sem ter errado um arremesso sequer. O camisa 0 tentou e acertou seus seis arremessos de quadra e também seus seis lances-livres. Veja abaixo os lances da fera do Thunder, candidato a ser eleito o melhor jogador da temporada e a se tornar o segundo a terminar um campeonato com MÉDIA de triplo-duplo (atualmente ele possui 31,2 pontos, 10,4 assistências e 10,5 rebotes).


Dez fatos sobre Jerry Krause, o ‘arquiteto’ do Bulls 6X campeão que faleceu nesta semana
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Fábio Balassiano

Na terça-feira um dos maiores gênios da história do basquete faleceu aos 77 anos. Nunca fez uma cesta, nunca desenhou uma jogada na prancheta, nunca pegou um rebote. Mas Jerry Krause criou o mítico Chicago Bulls da década de 90.

Manda-chuva do esquadrão que tinha Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman, além do comando de Phil Jackson, Krause foi o arquiteto simplesmente de um dos melhores times da história do basquete (o Chicago campeão de 1996). O que nem todo mundo sabe sobre a vida dele? Separei dez fatos bem diferentes. Vamos lá:

1) Relação horrível com Michael Jordan -> Turrão, viciado em trabalho, frio e pulso firme, Jerry Krause liderou o Chicago Bulls entre 1985 e 2003. Chegou a Illinois, portanto, um ano depois da franquia ter escolhido Michael Jordan no Draft de 1984. A relação de Krause com o melhor de todos os tempos sempre foi péssima. Jordan queria ditar as regras. Krause brecava. Jordan queria mais que o máximo dos salários. Krause não pagava. Jordan queria indicar todos os jogadores de North Carolina. Krause não ouvia. Jordan se irritou quando soube que Doug Collins, o técnico, seria demitido. Krause fingiu que não era com ele e mandou o treinador embora. Para se ter uma ideia de como os dois não se bicavam, Krause ordenou que MJ não jogasse mais na temporada de 1985 pois o camisa 23 tinha sofrido uma grave lesão no pé. Jordan peitou o gerente-geral e voltou na marra. Se tivesse seguido a ordem de Krause o mundo não teria visto o jogo de 63 pontos contra os Celtics nos playoffs. Aquele duelo que o Larry Bird disse “Eu vi Deus disfarçado de Michael Jordan.”

2) A troca incrível para ter Scottie Pippen e a irritação de Jordan -> Michael Jordan dizia aos quatro ventos que só seria campeão quando tivesse companheiros do seu nível. E Jerry Krause sabia disso. Por isso no Draft de 1987 ele fez de tudo para selecionar um garoto esguio de Little Arkansas. Cedeu Olden Polynice e picks futuros para o Sacramento em troca de Scottie Pippen, a quem ele considerava o par perfeito para o futuro de Jordan. Muita gente estranhou, porque Pippen jogava em um circuito universitário de menos fama, menos força, e sua capacidade de se adaptar a NBA era bastante questionada por outros olheiros. O camisa 23, por sua vez, também não gostou nada e no dia seguinte da seleção do Draft encontrou Krause no Centro de Treinamento. Jordan virou-se para o chefe e disse: “Espero sinceramente que ele seja forte o suficiente para jogar aqui”. Krause estava certo.

3) Relação pior ainda com Scottie Pippen -> Se com Michael Jordan o dia a dia era péssimo, com Pippen era ainda pior (e muitas vezes Jordan tinha que interceder a favor de seu companheiro). Pippen considerava que era subestimado por todos na organização, que não recebia o quanto merecia e quando MJ foi jogar baseball ninguém da franquia acreditava que ele poderia ser o grande líder que ele, Pip, pensava que era. Em 1994, em uma série de playoff contra o Knicks, Phil Jackson chamou a jogada final para final para Toni Kukoc, deixando Pippen enfurecido. O camisa 33 se negou a retornar para a quadra, o Bulls perdeu a série e o clima no vestiário azedou. Krause virou-se para o treinador no final da temporada e disse: “Ele nunca será (o líder que pensa que é)”.

4) Visionário da Europa contratando Toni Kukoc -> Era o ano de 1988 quando um ex-jogador do Chicago ligou para Krause e disse: “Tenho um garoto jogando contra mim na Europa que você precisa conhecer. Altura de ala-pivô, habilidade de armador e arremesso de um ala-armador. Venha vê-lo”. Krause foi e conheceu Toni Kukoc, ala que seria peça fundamental no segundo tricampeonato do Chicago Bulls. Hoje em dia a gente vê milhares de estrangeiros na NBA e acha normal. No Draft de 1990, houve apenas quatro gringos entre os 54 escolhidos. Chamado de Magic Johnson branco, Kukoc só chegou à NBA em 1993, mas com reputação surreal de incrível (três títulos da Euroliga, medalha de prata em Barcelona-1992 e 3 MVP’s de Final Four da Euroliga no bolso). Com uma relação pouco amistosa com Michael Jordan, que achava que Krause o tratava melhor que o restante do elenco, Kukoc impressionava a todos na organização porque não reagia ou reclamava de nada. Krause conta que quando trocou o croata em 1999/2000 chorou pela primeira vez em uma negociação. Mandar embora um de seus atletas preferidos mexeu com o gelado coração do manda-chuva do Bulls.

5) Primeira chance de Phil jackson -> No verão de 1987 Krause queria mexer na comissão técnica do Chicago Bulls. Queria, na época, sangue novo, uma visão diferente de basquete. Chamou Phil Jackson para uma entrevista de emprego, mas não se animou muito quando o então técnico da CBA, liga menor dos Estados Unidos, chegou a sua sala com uma calça de linho branca, chapéu Panamá e camisa com botões abertos. Mesmo assim optou por contratá-lo. Dois anos depois, bancou Phil Jackson como técnico principal da franquia. Mesmo com seis títulos conquistados a relação com Phil era de tapas e beijos. Antes da temporada 1997/1998 havia rumores que o treinador não voltaria ao cargo. Krause conseguiu renovar, mas apenas por um ano. Na coletiva disse na frente da imprensa: “Mesmo se conseguirmos a campanha de 82-0 será a nossa última temporada juntos”. Não foi a toa que Phil Jackson descrevia aquele campeonato como “A última dança”.

6) Dennis Rodman mudo no primeiro contato -> Contratar Dennis Rodman para o time que acabou ganhando o segundo tricampeonato do Chicago Bulls parece uma jogada genial, mas foi muito arriscada. Dono de temperamento forte e figura daquele Detroit Pistons que amassava os Bulls na década de 80, Rodman foi trocado pelo San Antonio Spurs por dois pacotes de mariola e Will Perdue. Krause achava que tinha feito o melhor emprego do mundo até que o ala-pivô se apresentou para o primeiro contato com a franquia e ficou mudo. Krause falou por duas horas e Dennis Rodman apenas ouvia, ouvia e ouvia (ou fingia ouvir). No final, Phil Jackson, o Mestre Zen, foi convidado a interceder. Chamou Rodman no canto, trocou cinco palavras e deu a confirmação para Krause de que estava tudo ok. Rodman saía da sala quando virou-se para o gerente-geral e disse: “Eu sei porque eu vim para cá. Não precisava falar por tanto tempo se o meu negócio aqui será pegar rebotes para o Michael Jordan arremessar”.

7) Técnico “cortejado” em pleno casamento da filha -> Em 1997 uma das filhas de Krause se casou. Toda a comissão técnica do Chicago foi convidada, com exceção de Phil Jackson. A relação era péssima entre ambos. Chegando a festa os assistentes do Bulls se chocaram quando viram Tim Floyd, técnico da Universidade de Iowa, entre os presentes. Depois das fotos Krause pegou uma bebida e se sentou na mesa da família de Floyd. A conversa para o técnico suceder a Phil Jackson no começo da temporada seguinte estava sendo desenhada em um evento pessoal e na frente dos comandados de Phil Jackson. Era a cara de Krause, mas a taca deu errado. Três temporadas e 45 vitórias depois, Floyd foi demitido e é até hoje considerado um dos piores treinadores que passaram pelo Bulls (era o pós-Jordan, lembremos).

8) Começo dele no baseball -> Krause ficou conhecido no Chicago, mas era scout (olheiro) no baseball também. Dono de olho clínico para recrutar talentos, ele trabalhava para Jerry Reinsdorf, do Chicago White Sox, quando recebeu do patrão o convite para fazer a mesma coisa no seu time de basquete. Já havia feito isso na década de 70, inclusive para o Bulls, e decidiu topar. Meses depois ele foi alçado a condição de gerente-geral da franquia, conseguindo negociações, trocas e movimentações incríveis no final da década de 80.

9) A frase que “matava” Michael Jordan por dentro -> “Quem ganha o jogo não é jogador. É a organização da franquia”. Krause pregava essa frase no Centro de Treinamento do Chicago Bulls e muita gente diz que quando Michael Jordan passava por isso sempre dava um tapa na parede. Era a filosofia do chefe, mas contrastava com ego e talento de Jordan. No final das contas, os dois estavam errados e certos. O Chicago Bulls, complicado e perfeitinho, é que fazia com que Michael Jordan brilhasse. E era Michael Jordan, genial, que levava o Chicago aos títulos.

10) Tex Winter, o único “Coach” -> O único técnico da vida que Jerry Krause chamava de Coach era Tex Winter, o inventor do Sistema de Triângulos que “gerou” 11 títulos na NBA (seis em Chicago e cinco no Los Angeles Lakers). Havia momentos que Krause não conversava com Phil Jackson, mas sim com Winter, a quem considerava um mentor, um gênio, um mito do basquete. Por causa da não indicação de Winter para o Hall da Fama Krause afirmou que não compareceria a nenhuma cerimônia de indução dos novos Hall da Fama enquanto Tex não fosse homenageado. Em 2009 Michael Jordan foi condecorado. Jerry Krause não estava na cerimônia.


Preocupado com times que poupam atletas, chefe da NBA pede ajuda a donos das equipes
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Fábio Balassiano

Nas duas últimas segundas-feiras Adam Silver chegou ao seu escritório em Nova Iorque com um problemão a resolver. O comissário-geral da NBA precisaria ligar para o diretor geral da ABC para contornar uma situação inusitada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

Duas temporadas atrás a emissora norte-americana fechou com a liga norte-americana a transmissão de jogos aos sábados à noite. Era o acordo dos sonhos para a NBA, que conseguiria TV aberta, horário nobre, audiência absurda. Mas está dando errado, muito errado. Nas duas últimas partidas que a ABC exibiu simplesmente o melhor produto não chegou ao cliente final (o telespectador) porque os técnicos decidiram poupar seus melhores atletas. E aí o comissário-geral decidiu agir.

Silver enviou na segunda-feira um memorando bem forte aos donos das 30 franquias da NBA explicando como este tipo de atitude pode impactar na reputação do esporte, em uma queda brusca de audiências e sobretudo na receita com venda de ingressos (o site oficial da liga inclusive publicou parte do conteúdo, em uma prova de transparência incrível). Nenhum torcedor, agora, sabe exatamente que tipo de jogo verá quando comprar o seu ingresso com antecedência.

“Decisões deste tipo podem afetar fãs e parceiros de negócios, nossa reputação e prejudicam a percepção sobre o nosso esporte. Com tanta coisa em jogo, é simplesmente inaceitável que vocês, donos das franquias, não se envolvam ou participem desta tomada de decisão em suas organizações”, escreveu Silver, antecipando que este tema de times que poupam atletas será muito discutido na próxima reunião dos donos no dia 6 de abril em Nova Iorque.

Comentei aqui que há 15 dias no San Antonio Spurs x Golden State Warriors os dois times foram a quadra sem Kawhi Leonard, LaMarcus Aldridge, Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green (estes três últimos poupados). Neste último sábado, o Cleveland foi a Los Angeles e enfrentou o Clippers sem LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving. O resultado prático? Jogos sem graça, fãs frustrados, mídias sociais criticando pesadamente os treinadores e a credibilidade da liga em dúvida. Mais que isso: as audiências, que eram esperadas para chegar a casa dos 4 milhões de telespectadores, alcançou 2 milhões no jogo do San Antonio e 1,5 milhões na partida em Los Angeles. É mais ou menos como você comprar um ingresso para ver o Rolling Stones cantar e chegando lá notar que substituíram o Mick Jagger e o Keith Richards. Silver fez questão de lembrar disso no memorando para os donos dos times.

“Por favor, lembre-se de que, de acordo com as atuais regras da liga, as equipes são obrigadas a dar aviso ao escritório da liga, ao seu adversário e a mídia imediatamente sobre um jogador não participar de um jogo devido ao repouso. O não cumprimento destas regras resultará em penalidades significativas. Reforço que recentemente fechamos um acordo com as televisões, principais difusoras do nosso esporte”, escreveu Silver, deixando claro o impacto que pode haver com ABC e TNT, que pagaram quase US$ 24 bilhões para ter o produto NBA em suas grades de programação até a metade da próxima década.

Do meu canto, vale dizer que é muito óbvio o que Adam Silver está tentando fazer – pressionar os donos para que os técnicos coloquem em quadra sempre os melhores atletas, não impactando assim na relação da liga com os patrocinadores e sobretudo na imagem da NBA para com os fãs. Ele está olhando pelo lado do negócios, no que ele está certíssimo. O fato é que hoje em dia ninguém sabe que produto irá encontrar na quadra quando vai ao ginásio ou vê uma partida pela televisão. Do outro lado, porém, estão os treinadores, que têm todo direito de descansar seus atletas. O compromisso dos comandantes está, no final das contas, em ganhar jogos e preparar seus times da maneira que eles acharem melhor.

Vamos ver como esta equação envolvendo donos de franquias, liga, técnicos, atletas e patrocinadores se resolve. O produto NBA é fantástico e com uma credibilidade absurdamente alta, mas está em um momento de instabilidade. Jogar pro alto a audiência que a televisão proporciona não me parece um bom caminho.


Outra noite, outra briga: pivôs de Chicago e Toronto trocam socos na NBA – veja!
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Fábio Balassiano

Ontem foi a vez de Steph Curry e Russell Westbrook brigarem na partida entre Golden State Warriors e Oklahoma City Thunder. Menos de 24h depois a NBA vê outra confusão. Desta vez maior e mais violenta. No jogo entre Toronto Raptors (de azul) e Chicago Bulls (de vermelho), os pivôs Serge Ibaka e Brook Lopez se estranharam após uma disputa por rebote e trocaram socos. Ambos foram expulsos e certamente serão suspensos pela liga. Veja o lance!


Após sucesso deste ano, Jogo das Estrelas de 2018 continuará em São Paulo
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Fábio Balassiano

Fotojump / LNB

Como disse no texto anterior, o Jogo das Estrelas de 2017 foi um sucesso absoluto. Mais de 10 mil pessoas no ginásio, inúmeros patrocinadores associando suas marcas ao NBB, ex-atletas sendo homenageados, festa na quadra e muito mais. E o blog antecipa uma novidade: o evento de 2018 também será em São Paulo. A informação foi confirmada por João Fernando Rossi, presidente da Liga Nacional de Basquete.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP– 27/03

“Queremos continuar ativando São Paulo e por isso vamos manter o evento por aqui. É a maior cidade do país e estamos muito satisfeitos com o que tivemos no Ibirapuera. Tivemos um desafio imenso realizar o que nos propusemos, mas deu muito certo. Creio que fomos bem acima do esperado. Foi um divisor de águas não no basquete, mas no esporte brasileiro. Este domingo foi um marco para nós”, contou Rossi.

Caio Casagrande / LNB

Nascido e criado na cidade, Rossi não escondeu a empolgação com o resultado do evento, mas sabe que para 2018 a Liga Nacional terá que se superar para fazer uma festa ainda melhor do que a que foi vista neste domingo.

“Agitar a cidade de São Paulo, com o basquete daqui, ver quase 4 mil crianças no ginásio foi gratificante. Empresas, investidores, amantes da modalidade, imprensa, todos muito empolgados e com parte e interna e externa sendo ativados. Isso é excelente. Só que agora temos como dever de casa ver o que pode ser melhorado e partir da próxima semana já pensar em como fazer o Jogo das Estrelas do NBB, o décimo da nossa história, da melhor maneira possível em 2018”, concluiu.


Impecável, Jogo das Estrelas ratifica NBB e cria novo padrão de eventos esportivos no país
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Fábio Balassiano

Antes do Jogo das Estrelas do NBB eu disse aqui que esperava que o evento posicionasse a Liga Nacional de Basquete no topo do país. Eu errei. O que vimos no Ibirapuera neste domingo foi além disso. Muito além.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP– 27/03

Em espetáculo impecável do começo ao fim, o Jogo das Estrelas comprovou que a turma da Liga Nacional é diferente, em termos de gestão, administração e apreço a novidades, do que vemos nos demais esportes do país. Continuará errando no dia a dia, mas seu saldo é absurdamente positivo e toda a evolução que vimos nos nove anos desde a sua criação acabaram fazendo com que o Jogo das Estrelas de 2017 criasse um novo padrão de qualidade para eventos no Brasil. Foi tudo tão lindo, correto, bem cuidado, caprichoso que só nos restou aplaudir. E nem abordo a parte técnica da coisa, não, hein. Venceram Tyrone (Mogi, Desafio de Habilidades), Jefferson (Bauru, Torneio de 3 Pontos), Bennett (Pinheiros, Enterradas) e NBB Mundo (Shamell o MVP). Falo pela parte do entretenimento. Aqui meus destaques:

1) União de todas as gerações -> Problema crônico do basquete nos últimos anos, pela primeira vez eu vi todas as gerações do esporte em um mesmo espaço. Bicampeões do mundo (Wlamir, Succar, Moises e Amaury), jogadores do Sírio e Monte Líbano (Israel, Maury, Marcel, Cadum etc.), dirigentes, técnicos, ídolos acima de qualquer suspeita (Oscar Schmidt, Magic Paula e Hortência) e tudo mais estavam no local. E felizes. Todos, sem a menor exceção, foram homenageados. Saíram do Ibirapuera certamente muito felizes com a reverência da Liga Nacional e do público.

2) Show do Jota Quest -> Fico com as palavras de Rogério Flausino em entrevista exclusiva a mim no final do incrível espetáculo de sua banda: “Eu sabia que ia ser legal, mas foi muito mais legal do que eu imaginava. Nunca vi uma interação entre música e esporte tão engendrada quanto eu vi hoje. Muito legal, muito legal”. Creio que não precise falar mais nada. Os mineiros colocaram a plateia para pular, cantaram seus hits e empolgaram demais o Ibirapuera. Primeira vez que houve um show do intervalo no Jogo das Estrelas, e a Liga Nacional acertou em cheio na atração.

3) Procura por ingressos e celebridades -> Todo evento bom é concorrido. Logo que cheguei ao ginásio (08h15) vi muita gente procurando ingresso. Quando entrei, uma série de famosos que fazem a imagem do basquete sair de sua própria bolha. Adriane Galisteu (foto), Pedro Scooby (surfe), Emicida (cantor), Lucarelli (vôlei), Thiago Braz (salto com vara) etc. Todos impressionados com a qualidade do espetáculo e animadíssimos com a festa. Todos com milhões de seguidores em suas redes sociais. Pensem na progressão geométrica de posts deles em Twitters, Facebooks e Instagrams. Quanto mais isso acontecer, mais a modalidade passará a ideia de ser cool, descolada.

4) Ginásio lotado -> Foram mais de 10 mil pessoas no Ibirapuera. Em um domingo de manhã. Em um jogo de festa. Sem nenhum time de massa na cidade. Prova que o trabalho da Liga Nacional é excepcional e surtiu efeito. Destes 10 mil, 40% eram de crianças que muito provavelmente tiveram seu primeiro contato em um ginásio na tarde de ontem. Assim se formam novos fãs, torcedores, atletas e consumidores. O clima no Ibirapuera estava indescritível. São Paulo tem uma história na modalidade e creio que o Jogo das Estrelas deste domingo a reacende. Muita gente comentou comigo que houve fila imensa na entrada, mas eram 10h15, quando efetivamente começaram as atrações do Desafio de Habilidades, e o local já estava bem cheio.

5) Torneio de Enterradas -> Vencido pelo norte-americano Bennett, do Pinheiros, foi bem disputado e com um confronto animadíssimo no final entre o ganhador e Gui Deodato, o Batman, de Bauru. É o “prato” mais aguardo do cardápio do Jogo das Estrelas e foi muito de ótima qualidade.


Com Ibirapuera lotado e show do Jota Quest, Jogo das Estrelas posiciona NBB no topo do país
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Fábio Balassiano

Mais de 10 mil pessoas lotarão a partir das 10h o emblemático ginásio do Ibirapuera neste domingo em São Paulo para assistir a nona edição do Jogo das Estrelas do NBB. Mas não só isso. Aqueles que sairão de suas casas rumo a grande festa do basquete brasileiro poderão presenciar também os motivos pelos quais o NBB está conseguindo alcançar outro patamar no esporte nacional.

Além do excepcional trabalho prévio de marketing / comunicação que fez os ingressos se esgotarem com antecedência incrível, cabe destacar o que a Liga Nacional reserva para este domingo de março na maior capital da América Latina. Os dois times da atração principal principal (NBB Brasil x NBB Mundo) jogarão com camisas fazendo referência aos tradicionais Sírio e Monte Líbano, que lotaram ginásios na cidade nas décadas de 70 e 80, haverá uma série de homenagens a grandes personagens da modalidade e um show da popular banda Jota Quest no intervalo do Jogo das Estrelas.

Além do Jogo das Estrelas, cujos quintetos titulares serão formados por Marquinhos, Olivinha, Marcelinho, Alex e Giovannoni no NBB Brasil e Rodgers, Shamell, Tyrone, David Jackson e Rollins no NBB Mundo, haverá o Desafio de Habilidades, o Desafio de Enterradas (Jhonathan, que entra no lugar do lesionado Mogi), Bennett, Gui Deodato e Danilo Fuzaro participam), o Concurso de Três pontos (Duda, o atual campeão, Marquinhos, Shamell, David Jackson, Jefferson Willian e Deryk Ramos) e o Jogo das Celebridades.

Atrações de alto nível para colocar de uma vez por todas o NBB no patamar mais alto do país quando falamos em gestão esportiva.