Bala na Cesta

Categoria : Geral

Chega ao fim a espetacular temporada de Russell Westbrook na NBA
Comentários 15

Fábio Balassiano

Chegou ao fim o histórico campeonato de Russell Westbrook na NBA. Autor de 42 triplos-duplos e a média de TD na temporada regular, o armador viu o seu Oklahoma City Thunder ser eliminado há instantes pelo Houston Rockets na derrota por 105-99. O Rockets, que mais uma vez contou com brilhante atuação do brasileiro Nenê (14 pontos e 7 rebotes), fechou o duelo em 4-1 e enfrentará o vencedor de San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies.

Em um jogo que serve de resumo de tudo o que foi a temporada do OKC, Westbrook teve anormais 47 pontos, 11 rebotes e 9 assistências (quase a metade dos pontos de seus companheiros), enquanto os demais titulares somaram módicos 30 pontos. Victor Oladipo, que renovou seu contrato recentemente com a franquia por surreais US$ 84 milhões pelos próximos quatro anos, por exemplo, teve 4/17 nos arremessos e 10 pontos nesta terça-feira. No confronto, média de 11 pontos e 28% nas bolas de três. Muito pouco para quem deveria se colocar como segundo melhor jogador do time.

Oladipo é o nome mais claro e que exemplifica quão horrível é o elenco de apoio que Russ teve nessa temporada, motivo pelo qual ele teve que “inflar” suas performances para colocar o Thunder nas costas durante 87 jogos (82 da fase regular e estes cinco dos playoffs). Um grupo de jogadores dispensados de times fracos ou medianos (Oladipo mesmo veio do Orlando, e Taj Gibson e Doug McDermott, do Bulls), jovens (Alex Abrines, Domantas Sabonis e Steven Adams) e outros não mais que regulares (Enes Kanter e Andre Roberson – porque sou educado aqui, hein…). Quem viu o jogo desta terça-feira em Houston sabe do que estou falando. O Oklahoma, com o camisa 0 em quadra, liderava a partida até o final do terceiro período por cinco pontos (na volta do intervalo ele anotou 20 dos 33 do time). Westbrook foi tomar um pequeno ar, das uma descansada, e em menos de 3 minutos o Houston abriu 14-2 no último quarto, sacramentou a virada e pavimentou o caminho de sua vitória.

Quem gosta de basquete, quem gosta de presenciar a história, quem gosta de ver grandes jogadores tem que abrir um sorriso e ficar feliz com o que Russell Westbrook fez na temporada 2016/2017 da NBA. Muitíssimas performances fora do normal, incontáveis momentos sublimes, inúmeras vitórias quase que exclusivamente por sua causa.

Agora é esperar pela nomeação do MVP da temporada regular. Em junho a NBA dirá se o prêmio vai para o feito histórico de Russell Westbrook ou para um não menos brilhante James Harden. Vale lembrar que o resultado dessa série não traz interferência alguma para o resultado.


Na capital, o fundamental jogo 3 entre Brasília e Bauru no playoff do NBB
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Brasília e Bauru voltam a se enfrentar na capital federal hoje às 21h30 (Sportv exibe) nesta que tem sido a melhor série das quartas-de-final até o momento. Até o momento foram duas partidas, vencidas pelo time que atuou fora de casa (na quinta-feira passada os brasilienses ganharam no interior de São Paulo e no domingo, em Brasília, a situação se inverteu). Quem ganhar hoje abre 2-1 e tem a chance de liquidar a fatura no domingo, quando voltam a medir forças no ginásio Panela de Pressão (Bauru).

Também nesta terça-feira Franca e Paulistano se enfrentam no Pedrocão, no interior de São Paulo, com o time francano perdendo o duelo por 1-0 até agora. O jogo começa às 19h30 e terá transmissão do Facebook do NBB.

Pelo lado de Brasília, Giovannoni e Fúlvio jogaram de novo mais de 32 minutos e parece que sentiram um pouco no final. Talvez descansá-los um pouco antes do último período seja uma alternativa interessante para o jovem e promissor técnico Bruno Savignani.

Continuo com meu palpite de que essa série envolvendo Bauru e Brasília vai a cinco jogos, mas a partida de domingo na capital federal trouxe novos elementos para a equação. Sem tanta rotação no garrafão desde a saída de Rafael Hettsheimeir para a Espanha, o técnico Demétrius colocou o garoto Gabriel Jaú (foto) para jogar pelos bauruenses. E se deu bem. Corajoso, Jaú foi soberbo com 17 pontos em 2 rebotes em 18 minutos de atuação, o que deu fôlego para Demétrius segurar as suas estrelas para jogar com intensidade máxima no final (quando Leo, Alex e Gui Deodato decidiram).

Vale dizer que na história do NBB, o vencedor do jogo 3 em séries empatadas em 1-1 acabam ganhando o confronto em 80% das vezes. Quem será que vence logo mais para se aproximar da semifinal? Brasília ou Bauru?


A maior preocupação do Warriors no playoff da NBA é o seu próprio técnico – entenda!
Comentários 1

Fábio Balassiano

O Golden State Warriors que hoje às 23h30 (Sportv exibe) enfrenta o Portland Trail Blazers para fechar a série em 4-0 e avançar à segunda rodada tem uma preocupação imensa para os próximos confrontos nos playoffs da NBA. Não é uma franquia específica, um craque rival ou a situação física de Kevin Durant, que não jogou no sábado e muito provavelmente nem entrará em quadra hoje.

A maior preocupação do grande favorito ao título da temporada 2016/2017 atende pelo nome do técnico Steve Kerr. Ausente no começo do campeonato passado devido a problemas nas costas, o treinador teve dores imensas na coluna no sábado e não foi comandar a equipe contra o Portland no jogo 3.

A situação é tão crítica que Steve Kerr não conseguiu nem sair do hotel desde que chegou a Portland, garantiu que não vai também comandar o time nesta segunda-feira e afirmou para a imprensa local que se a situação não melhorar nos próximos dias ele ficará de fora até o final dos playoffs. Por enquanto, quem assume a prancheta do Golden State é Mike Brown, ex-técnico do Cleveland e assistente principal de Kerr no Warriors.

Se na quadra está indo tudo bem para o Warriors, que busca reconquistar o título da NBA perdido em 2016, fora dela a preocupação em torno de Steve Kerr, que tem o respeito dos jogadores e é considerado um dos melhores técnicos em ajuste durante os jogos, algo bem difícil no basquete, é bem grande na franquia de Oakland.


Craque de Mogi, Shamell chega a 6 mil pontos no NBB com atuação incrível no playoff
Comentários 3

Fábio Balassiano

Ontem foi a estreia de Mogi nos playoffs. O time, segunda melhor campanha da fase de classificação, começou neste sábado a sua caminhada no mata-mata das quartas-de-final jogando contra o Vitória no ginásio Cajazeiras, em Salvador. E começou bem. Venceu a partida, exibida pelo Facebook oficial do NBB, por 89-83, abriu 1-0 e agora tem dois duelos em casa (quinta-feira e sábado) para se classificar às semifinais.

Para vencer o jogo contra um difícil rival os mogianos contaram 22 pontos de Larry Taylor e 19 de Tyrone, mas sobretudo com uma atuação monstruosa de Shamell. Melhor jogador do NBB nesta temporada (em minha opinião, claro), o camisa 24 anotou surreais 34 pontos (11/17 nos arremessos) e guiou a sua equipe neste sábado. Com os 34 de ontem, ele se tornou o primeiro jogador a chegar a 6 mil pontos na história da competição (agora são 6.008).

Mogi vem fortíssimo neste playoff e tem o objetivo de jogar a primeira final de NBB de sua história. Ano passado a equipe teve 2-1, jogo em casa e a chance de conseguir isso contra o Flamengo, mas acabou não acontecendo. Nesta temporada o comando técnico mudou de Danilo Padovani (que continua como assistente) para o experiente Guerrinha, chegou o pivô Caio Torres para dar mais consistência e força perto da cesta e os três norte-americanos estão funcionando muitíssimo bem (Shamell, Larry Taylor e Tyrone somaram 46 pontos por jogo na fase de classificação). Olho nos mogianos, que estão mais fortes do que nunca.

Abaixo os melhores momentos do jogo 1 de ontem contra o Vitória-BA.


‘Choro’ dá certo, Memphis está liberado pra marcar e iguala série contra o Spurs
Comentários 1

Fábio Balassiano

Após as duas primeiras partidas da série contra o San Antonio Spurs, David Fizdale, o técnico do Memphis Grizzlies, soltou os cachorros: “Não recebemos o respeito que merecemos porque Mike Conley (armador do time) não enlouquece, tem classe, só joga o jogo. Mas eu não vou deixar que nos tratem desse jeito. Sabe, eu sei que Pop (Gregg Popovich, técnico dos Spurs) tem pedigree e eu sou um jovem novato, mas eles não vão nos tratar como calouros. Isso é inaceitável, não-profissional. Meus jogadores lutaram no jogo e ganharam o direito de estarem no jogo e eles (juízes) não nos deram nem uma chance (de ganhar). Toma essa informação”, afirmou.

Sua reclamação tinha um motivo claro. O San Antonio Spurs teve 57 lances-livres e 42 faltas apitadas a seu favor em dois jogos. Kawhi Leonard, melhor jogador do rival, 28 lances-livres cortados. Como um técnico uma vez me disse, nenhum treinador reclama pelo que já passou. Reclama para prevenir que aconteça novamente (ou seja, para o futuro). E não é que deu certo para o Memphis? Conhecido por sua defesa “pegadora”, forte, que maltrata os rivais, o Grizzlies começou o jogo sufocando Leonard, que só cobrou quatro lances-livres. Vitória do Memphis por 105-94.

Ontem, sábado, foi o jogo 4 em Memphis e nova vitória do Grizz faria o empate em 2-2 acontecer. E foi o melhor duelo do playoff da NBA até agora. Atuações brilhantes de Kawhi Leonard (43 pontos, sendo os últimos 16 do seu time no tempo normal, 8 rebotes e 6 roubos – apenas oito lances-livres) e Mike Conley (armador do Grizzlies teve 35 pontos, 9 assistências e 8 rebotes), prorrogação e no final um arremesso salvador do espanhol Marc Gasol a sete décimos pro final.

Vitória do Memphis (110-108), pra delírio da sua torcida, empate em 2-2 na série e a certeza de que o choro do técnico Fizdale deu certo (Kawhi só cobrou 12 lances-livres nas partidas 3 e 4). Abaixo a bola do espanhol Marc Gasol que deu a vitória ao Grizzlies.


Casanova brilha, e Uninassau bate Americana fora de casa na abertura da decisão da LBF
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Marcello Zambrana/LBF

Estive hoje, a convite da Liga de Basquete Feminino, no primeiro duelo da decisão da competição envolvendo Corinthians / Americana e Uninassau. O Centro Cívico, em Americana, não lotou, mas recebeu bom público (cerca de 900 pessoas) e viu um jogo muito bom envolvendo as duas equipes que mais investem na modalidade por aqui há algum tempo. No final, vitória do Uninassau, que fez 72-63 contando com uma atuação esplêndida da armadora cubana Casanova, autora de 24 pontos, 8 rebotes e 5 assistências. O jogo 2 será realizado também no interior de São Paulo na segunda-feira às 21h30 (Sportv exibe). Alguns pontos merecem ser ressaltados sobre o confronto deste sábado:

Marcello Zambrana/LBF

1) Vale destacar o belo trabalho tático do técnico Roberto Dornelas na partida deste sábado. O treinador da Uninassau optou por dobrar a marcação quase sempre em Damiris (cestinha da LBF). E deu certo. Por mais que a camisa 12 de Americana tenha feito 18 pontos, seu volume não foi tão alto assim e as rotações da equipe de Recife foram muito bem feitas, impedindo arremessos de longa distância livres das rivais. O resultado? Apenas 4/21 de fora das donas da casa, o que deu tranquilidade para Dornelas manter a sua tática do começo ao fim. Não sei exatamente que tipo de ajuste será feito por Antonio Carlos Vendramini, de Americana e pra lá de experiente, mas deixar em quadra ao lado de Damiris boas arremessadoras do perímetro me parece totalmente recomendável.

Marcello Zambrana/LBF

2) Ela esteve aqui mais cedo em entrevista e merece os aplausos. Havia muito tempo que não via do ginásio uma partida de Raphaella Monteiro, entrevistada pelo blogueiro há seis anos (no já longínquo ano de 2011…), e me impressionou bastante a forma como ela vem atuando. Em inglês há uma nomenclatura muito clara para isso, e ela se chama point-forward, algo que foi muito bem exercido por Scottie Pippen (sem comparação entre os personagens, por favor!). É quando um ala, seja ele da posição 3 ou 4, consegue fazer de tudo um muito na quadra. Raphaella jogou assim neste sábado. Marcou, fez bloqueios para Casanova e Ariadna, pegou rebotes (seis), deu assistências (cinco), armou contra-ataques, roubou bolas (duas) e ainda conseguiu pontuar (13 pontos). Ela é jovem, com apenas 22 anos, tem muitíssimo a evoluir (sobretudo em seu arremesso e na parte física), mas é o tipo de jogadora que é muito útil em qualquer rotação de time e que deve, sim, fazer parte do próximo ciclo olímpico da seleção brasileira. Aparentemente baixa para jogar na posição quatro, de ala-pivô, ela pode funcionar muito bem atuando de frente pra cesta e/ou com uma pivô mais forte (como são Kelly e Gil), algo que acontece no Uninassau. Olho nela.

Marcello Zambrana/LBF

4) Não dá pra terminar este texto sem falar na jogadora cubana Casanova, do Uninassau. Que atuação espetacular, exuberante, incendiária. Ela não saiu de quadra em nenhum segundo, comandou as ações o tempo inteiro, foi veloz quase sempre e cadenciada quando precisou e teve atuação quase perfeita. Suas expressões faciais em quadra são tão chamativas quanto o seu ótimo basquete. Conversei com ela depois do jogo, e me chamou a atenção como ela avaliou como Americana estava tentando defendê-la. Coube a camisa 24 sempre chamar um ou dos bloqueios para conseguir seus pontos – e quase nunca perto da cesta, onde o time do interior de São Paulo concentrava a ajuda na marcação. Sua leitura da quadra fez com que ela visse que, logo após o primeiro pick, ou era chute ou era passe – nada de infiltração.

5) Pelo lado de Americana, o time teve 14 rebotes ofensivos mas apenas 11 assistências nos 20 arremessos convertidos. Foi uma atuação coletivamente e individualmente ruim de uma equipe que joga bem mais do que o que apresentou hoje. A argentina Gretter, rapidíssima, teve problemas para marcar Casanova, mas precisa ter um pouco mais da bola em suas mãos. Karla, mais tempo de quadra. E Damiris, alas que arremessem quando há as dobras para que, no ataque seguinte, ela consiga jogar facilmente no um-contra-um. A camisa 12 é disparadamente a melhor atleta brasileira atuando no país. Americana precisa usar isso a seu favor.


Revelações, Damiris e Raphaella lideram Americana e Uninassau na final da LBF
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Marcello Zambrana

A final da Liga de Basquete Feminino que começa neste sábado (11h, com transmissão do Sportv2) em Americana colocará frente a frente os dois times que mais investem na modalidade há muito tempo por aqui. Corinthians / Americana x Uninassau (Recife) medem forças na melhor de cinco jogos e têm como líderes de seus elencos duas atletas jovens e com potencial incrível para brilhar não só com as camisas de seus clubes mas também com a da seleção brasileira.

Mais experiente, Damiris, do Corinthians, já jogou duas olimpíadas (2012 e 2016), tem 24 anos, é a cestinha e a única atleta da temporada a ter média de 20 pontos. Do outro lado estará Raphaella Monteiro, uma das melhores atletas e maior revelação do atual campeonato. Formada nas divisões de base da Mangueira, a carioca de 22 anos teve 13,7 pontos e 7,9 rebotes para ser a cestinha de um time que conta com jogadoras experientes como Ariadna, Gil e Kelly.

Raphaella Monteiro (Robson Neves / Divulgação)

BALA NA CESTA: Qual a expectativa para essa final? Americana e Uninassau têm se enfrentado bastante nos últimos anos, mas nesta decisão os elencos são bem diferentes.
RAPHAELLA MONTEIRO: As expectativas para a Final da LBF contra o Corinthians são as melhores possíveis. Vai ser muito complicado, sabemos, mas estamos preparadas para ir para a guerra mais uma vez.
DAMIRIS: As expectativas são as melhores para a Final da LBF. Nosso time cresceu no decorrer do campeonato. Chegamos muito bem na semifinal com o time inteiro saudável, sem ninguém machucado, que era nosso grande medo, e com muita vontade de vencer. Estamos confiantes para a série e tenho certeza que serão grandes jogos contra o Uninassau. Um fator muito positivo da nossa equipe é a base de nosso elenco, que vem jogando junto há algum tempo. Faz quatro anos que eu estou no basquete de Americana e a gente vem sempre mantendo esse time base. Isso acaba fazendo nossa equipe mais forte a cada temporada da LBF.

Damiris (João PiresLBF)

BALA NA CESTA: Você é jovem e faz parte certamente do novo ciclo que a seleção brasileira feminina entrará a partir de agora. Acha que está pronta para assumir o desafio de ser uma das responsáveis por recolocar o basquete brasileiro no topo novamente?
DAMIRIS: Acredito que eu faça parte, sim, desse novo ciclo que está por vir da Seleção Brasileira feminina. E também acredito que venho sendo preparada desde aos meus 17 anos para isso. Adoro desafios em minha vida e me sinto preparada e confiante para esse. É claro que tem muito trabalho para ser feito, mas estou preparada e aberta para aprender muito. Meu foco está em ajudar a Seleção Brasileira e o basquete brasileiro.
RAPHAELLA: Sim, assumo esse desafio. Sempre digo que tudo tem seu tempo para acontecer, e quando a minha hora chegar certamente estarei mais do que preparada para vestir e honrar a camisa verde e amarela da Seleção Brasileira adulta.

Robson Neves

BALA NA CESTA: Qual é a maior qualidade do seu adversário nesta final da LBF?
RAPHAELLA: A principal qualidade do nosso adversário é a união delas, a forma como elas conseguem jogar juntas coletivamente falando.
DAMIRIS: O elenco do Uninassau é muito aguerrido, assim como o nosso e isso será muito legal de ver em quadra. O talento individual do Uninassau também é destacável e todo esse talento junto acaba dando muito certo. Temos que ter muito cuidado em todos os jogos e temos que entrar atentas no nível máximo pois vamos enfrentar um time que não desiste fácil.

João Pires / LBF

BALA NA CESTA: Em um momento tão difícil do basquete feminino, o que este possível título da LBF pode representar pra você?
DAMIRIS: Todo título na minha vida representa muitas coisas, mas esse da LBF seria o mais especial. O basquete brasileiro está passando por uma fase complicada mas vemos que um recomeço, está havendo mudanças com pessoas que amam o esporte cada vez mais ligadas a ele. Então sair de uma temporada como campeã só daria mais força de vontade para continuar brigando por esse esporte maravilhoso.
RAPHAELLA: Um título da LBF nessa temporada representa pra mim um começo de uma história bem bonita que o basquete feminino brasileiro pode, deve e tem que escrever de novo.


LeBron James tem atuação épica, ‘vira o jogo sozinho’ e Cavs abre 3-0 contra o Indiana
Comentários 4

Fábio Balassiano

O jogo estava tranquilo, mole, fácil pro Indiana Pacers, que foi para o intervalo vencendo o Cleveland no jogo 3 da primeira rodada do playoff do Leste por 74-49 nesta quinta-feira em Indianápolis.

Só que do outro lado estava um cidadão chamado LeBron James. O camisa 23 colocou o Cavs nas costas, anotou 28 dos seus 41 pontos no segundo tempo e foi o principal responsável pela virada do seu time contra o Indiana no triunfo por 119-114 que abriu 3-0 nesta série. É a maior virada da história dos playoffs (considerando o placar do intervalo).

Foi uma exibição absurda, bem absurda, de gala, de um atleta totalmente fora da curva. E nas barbas do Larry Bird, o manda-chuva do Indiana Pacers e um dos melhores jogadores de todos os tempos. Pra quem tinha dúvida de quem É o melhor jogador do planeta (não do verbo estar, mas do verbo ser), tá aí a resposta:

LEBRON JAMES. E ponto final.


Outro recorde: Westbrook consegue 1° triplo-duplo de 50 pontos dos playoffs da NBA
Comentários 6

Fábio Balassiano

Russell Westbrook segue em sua temporada histórica na NBA. Depois de ter batido o recorde (42) e terminar com média de triplo-duplo na fase regular, o armador do Oklahoma City Thunder terminou a partida de ontem contra o Houston Rockets, válida pelos playoffs, com 51 pontos, 13 assistências e 10 rebotes, tornando-se o primeiro jogador da liga a conseguir um triplo-duplo com mais de 50 pontos em mata-mata.

No final das contas, entretanto, seus belíssimos números não deram a vitória ao Oklahoma. Westbrook foi muito marcado nos 12 minutos finais, onde errou 14 de seus 18 arremessos tentados, James Harden brilhou (35 pontos e 8 assistências), o Houston fez 29-22 no último período, venceu a partida por 115-111 e agora tem 2-0 na série contra o Thunder. O jogo 3 será nesta sexta-feira em Oklahoma.

Abaixo os lances da noite histórica de Russell Westbrook.


Lei do Ex e rede de TV ‘levam’ Bulls a improvável 2-0 contra o Celtics na NBA
Comentários 3

Fábio Balassiano

A rodada de ontem dos playoffs da NBA teve três times que perderam as primeiras partidas jogando em casa nesta terça-feira para tentar evitar o 2-0 do rival e a consequente chance do oponente fechar a série em 4-0 nos próximos duelos.

E a maior surpresa acabou acontecendo em Boston, onde o Celtics foi atingido pela Lei do Ex e sobretudo pela rede norte-americana TNT. Armador do Chicago, Rajon Rondo (foto) foi titular do Celtics campeão em 2008. Ídolo da franquia, foi trocado em 2014, nunca engoliu a negociação e ontem deu o troco em grande estilo. O camisa 9 comandou as ações do seu time, fez 11 pontos, apanhou 9 rebotes, distribuiu 14 assistências e ainda roubou 5 bolas para liderar o Bulls a uma importante vitória de 111-97 para abrir 2-0 na série. Os próximos dois jogos serão no United Center, em Chicago, na sexta-feira e no domingo.

Além da Lei do Ex aplicada por Rondo foi combinada a um fator até certo ponto engraçado e que agitou a internet durante a partida de ontem. O motivo é simples: o Chicago venceu os seus últimos 22 jogos transmitidos pela rede norte-americana TNT. Foi com a emissora exibindo, por exemplo, que a equipe bateu o Cavs três vezes durante a temporada regular. Os dois primeiros dois jogos dessa série contra o Boston foram da TNT e… houve dois triunfos do Bulls. Já há na internet uma logomarca da emissora com as cores do Chicago (vermelha e preta – veja ao lado). Pra sorte do Celtics, o jogo de sexta-feira será exibido pela ESPN, embora o de domingo, o quarto duelo, tenha a mesma TNT transmitindo.

Vale lembra que na história da NBA apenas em cinco oportunidades o cabeça-de-chave 8 (caso do Bulls agora) venceu uma série contra o número 1 (Celtics em 2017). A última vez que isso ocorreu inclusive foi em 2012 contra o Bulls (o Sixers fez 4-2 naquele ano em que Derrick Rose se lesionou).

Em Los Angeles o Clippers também suou horrores, mas contou com 63 pontos do seu trio formado por Blake Griffin, DeAndre Jordan e Chris Paul para igualar a série contra o Utah Jazz ao fazer 99-91. O duelo agora também está 1-1 e os próximos dois confrontos serão em Salt Lake City.

No Canadá o Toronto Raptors foi inconstante e permitiu a reação do Bucks em alguns momentos mas prevaleceu no final ao vencer por 106-100 apesar da grandíssima atuação de Giannis Antetokunmpo, que somou 24 pontos, 15 rebotes e 7 assistências. Kyle Lowry se recuperou da partida inicial horrível que teve (4 pontos) e saiu-se com 22 e uma bola final nos últimos segundos que sacramentou o triunfo torontino. A série agora viaja para duas partidas em Milwaukee com 1-1.

Tags : Bulls NBA