Bala na Cesta

Categoria : Geral

O que esperar de Magic Johnson como novo presidente do Lakers na NBA?
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Fábio Balassiano

A notícia que chamou a atenção do mundo do basquete ontem foi o anúncio do Los Angeles Lakers. Menos de um mês de depois de ter sido contratado como consultor Magic Johnson foi alçado ao papel de presidente de operações de basquete (o manda-chuva da parada, digamos assim). Saem de cena portanto o fraquíssimo Mitch Kupchak (demitido) e também Jim Buss, um dos proprietários do Lakers e que “brincava” de ser entendedor de basquete (este volta “apenas” a ser dono do time). Na prática, o que isso significa? Vamos lá!

1) Em primeiro lugar, e acho que o mais importante de tudo: a franquia Lakers parou de achar que ainda manda na NBA e procurou ajuda. Uma das melhores franquias da história de todos os esportes americanos, ela está há 3 anos só pagando mico e agora se deu conta de que, sim, está em uma draga sem fim, precisando de alguém que entenda de basquete, de gestão e sobretudo de mudança de cultura. Colocou a mão na consciência, teve humildade e pediu auxílio. Demorou horrores mas enfim fez o que tinha que fazer. Se vai dar certo ninguém sabe, mas pelo menos saiu da inércia em que se encontrava.

2) Não fosse o bastante tudo isso, a presença de Magic Johnson, provavelmente ao lado de Kobe Bryant o maior ídolo da história da franquia, traz uma palavrinha mágica de volta ao Lakers que andava em falta ao redor da liga: ‘respeito’. Nos dois últimos anos a franquia virou chacota na NBA, tem sofrido derrotas bizarras, acumulado recordes negativos e fez com que jogadores disponíveis no mercado sequer aceitassem ouvir as propostas da equipe. Não é que os atletas recusavam os valores, mas algo pior: eles não queriam nem escutar o que o Lakers tinha a oferecer. Isso é grave. Não dá pra garantir que Magic vá conseguir trazer 3 supercraques de uma só vez a partir do verão (americano) de 2017, mas é muito óbvio que os jogadores da NBA o consideram um cara especial por tudo o que ele representa dentro e fora das quadras, e minimamente ouvirão o que ele tem a dizer.

3) Dentro deste ponto cabe um outro também. O Lakers certamente sairá de sua reconstrução em looping. Magic é da escola de Pat Riley, aquela que acredita em trocar a roda com o carro andando, que acredita que dá pra ser competitivo sem ficar perdendo por 450 anos seguidos. De novo: se não dá pra garantir que virão reforços de peso logo de cara, é seguro dizer que os Lakers serão mais atuantes no mercado de agentes-livres e que tentarão ser um lugar mais atraente para os atletas do que vem sendo nos últimos anos.

4) Uma questão que fiquei matutando ontem à noite foi a seguinte: o que leva alguém como Magic Johnson, milionário e cheio de outros negócios para tocar, a largar quase tudo para gerenciar uma franquia em frangalhos? Quem responder “amor ao time” desconhece Magic (homem de negócios de sucesso) e também como funciona o ambiente extremamente profissional da NBA. Já disse isso aqui da vez passada e repito: Magic tem obsessão em comprar a franquia que o fez um mito. Ele está cada vez mais próximo disso. Um bom trabalho e ele consegue convencer a família Buss a vender um time que estava muito ruim antes de ele chegar por um preço mais alto ainda. Não duvidemos disso.

5) Obviamente o eterno camisa 32 não irá trabalhar sozinho. Alguns nomes já são cogitados para ajudá-lo no dia a dia, e muita gente espera que ex-jogadores de sucesso na franquia tenham funções bem específicas. Magic disse recentemente que gostaria de contar com Kobe Bryant para auxiliá-lo nesta reconstrução. Quem sabe o Lakers consegue colocar juntos, agora, os seus 2 maiores ídolos para retomar o melhores momentos da equipe.

6) Seu trabalho na verdade já até começou. Faltando pouco menos de 3 dias para expirar o prazo final das negociações da NBA ele decidiu agir. Em menos de 24h Magic já fez a sua primeira mexida: despachou o armador Lou Williams para o Houston em troca do ala Corey Brewer e do pick do Draft de 2017 do Rockets.

7) Muita gente torceu o nariz para a transação, mas deu pra entender: o Lakers não será forte nesta temporada. Precisará de boas escolhas no próximo Draft e sobretudo de muitas derrotas ainda neste campeonato. Explico. A franquia só terá a sua própria escolha no Draft caso fique entre as posições de escolha 1 e 3. Quanto mais perder, mais chances terá. Meio contraditório, né, falando tudo o que falei do Magic Johnson logo acima, mas o momento é mesmo de ser pragmático e uma escolha no Top3 pode significar muita coisa em 2017/2018.

A conclusão meio óbvia é: Magic Johnson terá um trabalho imenso para recolocar a franquia Lakers nos trilhos. Será sem dúvida o trabalho mais difícil de toda a sua vida dentro do basquete. Caso saia vencedor como sempre saiu, se colocará em um patamar ainda mais alto na história não só do Los Angeles Lakers, mas também do basquete.

O movimento do Lakers está mais do que claro – precisava chacoalhar a franquia e trouxe um grande nome para isso. Qualquer análise preliminar sobre Magic me parece realmente precipitada. Vale esperar um pouco para traçar uma análise mais detalhada da qualidade de seu trabalho.

Concordam comigo? Comentem!


Diante de seus fãs, o recorde histórico de Anthony Davis no All-Star Game
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Fábio Balassiano

Anthony Davis tem companheiro novo em Nova Orleans. Como disse aqui ontem, o Monocelha recebeu DeMarcus Cousins de presente e formará com ele um dos melhores garrafões da NBA. A estreia da dupla será na quinta-feira, em Nova Orleans, contra o Houston Rockets.

Até lá Davis poderá comemorar bastante o seu feito de domingo. Considerado um dos melhores alas-pivôs da nova geração, o garotão que completará 24 anos em 11 de março bateu o recorde de Wilt Chamberlain, que anotou 42 pontos no All-Star de 1962, e se tornou o jogador com o maior número de pontos na história da festa.

Relembre o que aprontou o monocelha diante dos torcedores de Nova Orleans, cidade pelo qual ele joga pelo Pelicans desde que entrou na NBA em 2012.


No All-Star Game, a notícia mesmo é a troca de DeMarcus Cousins para o Pelicans
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Fábio Balassiano

O All-Star Game da NBA terminou ontem em Nova Orleans com vitória do Oeste sobre o Leste por 192-182, MVP para o garotão da casa Anthony Davis (bateu o recorde histórico ao fazer 52 pontos) e muita festa para Kevin Durant e Russell Westbrook, que jogaram juntos novamente e trocaram, vejam só vocês, até passe. A notícia do dia, porém, veio de fora das quadras.

O pivô DeMarcus Cousins, que não por coincidência jogou apenas dois minutos na noite de ontem pelo Oeste, foi trocado pelo Sacramento Kings minutos depois de a franquia ter avisado ao agente do atleta que não o despacharia para lugar algum. Não rolou, e Cousins irá para… Nova Orleans mesmo (não vai nem precisar fazer a mala). Jogará no Pelicans ao lado de Anthony Davis. O Sacramento recebe os alas Tyreke Evans, que já foi da equipe anos atrás inclusive, e Buddy Hield, além do armador Langston Galloway, uma escolha de primeira rodada deste ano (protegida em caso de Top-3 se for do New Orleans) e outra de segunda rodada também em 2017. Junto com Cousins vai para o Pelicans o ala Omri Casspi. O Lakers estava na jogada, mas desistiu ao ouvir o pacote pedido pelo Sacramento (Brandon Ingram, o calouro, inclusive).

Vamos analisar a troca sob a perspectiva dos três principais envolvidos: Pelicans, Cousins e Kings. Vamos lá:

1) Para o Pelicans, me parece que foi uma tacada de mestre. O time estava pressionado devido às últimas contratações (todas bem ruins), Buddy Hield, o calouro, não empolgava muito e todo mundo cobrava alguém de nível para dialogar com Anthony Davis, que é um cracaço de bola. Mais um pouquinho e Davis começaria a reclamar de estar jogando sozinho (no que ele teria total razão). Tudo bem que o Monocelha tem contrato longo (até 2020), mas os rumores de uma possível saída já estavam começando a ficar mais altos e a diretoria do Pelicans decidiu agir. E agiu muito bem.

Vem, então, DeMarcus Cousins, que formará com o Monocelha um dos garrafões mais poderosos da NBA na atualidade. Cousins é disparado o melhor pivô da liga há no mínimo dois anos. Davis, o ala-pivô mais promissor e com possibilidade de ser dominante ao extremo. Uma bela e animada união, não resta dúvida. Apenas como fatos relevantes, fico curioso com duas coisas: a) Cousins poderá ser agente-livre em 2018. Se ele sair de Nova Orleans no próximo ano, muito provavelmente a troca não terá valido a pena; b) Em uma liga cada vez menos jogando com dois jogadores grandes perto da cesta (às vezes sem nenhum…), como ficará a armação tática do Pelicans com Cousins + Davis lutando por espaços no garrafão? Lembrando que o técnico do New Orleans é ninguém menos que Alvin Gentry, um dos maiores incentivadores do small-ball (jogo com quatro abertos). O duo conseguirá coexistir tranquilamente? Acredito que sim, mas quero ver esta arrumação na franquia da Lousiana.

2) DeMarcus Cousins acabou se dando bem, por incrível que pareça. Perdeu uma bolada de grana, pois não poderá mais renovar por 6 anos e US$ 200 milhões em 2018, mas mudará de ares, terá um companheiro à sua altura, e terá chance de entrar no playoff do Oeste. Se tudo der errado em Nova Orleans, se coloca como agente-livre em 2018 e será cortejado por mais da metade da NBA.

Caso coloque a cabeça no lugar, pense apenas no basquete e em quão dominante ele poderá continuar a ser, tem tudo para formar um dupla absurdamente explosiva e disparada a melhor de garrafão da atualidade. Cousins tem 26 anos, não é mais nenhum garoto e está na hora de se tornar um líder real (não só nos pontos) de um time que brigue por coisas grandes.

3) Sobre o Sacramento, nada a dizer. O time é uma casa da mãe Joana danada, como disse aqui antes da temporada, está totalmente perdido com sua gestão inquieta e não tem a menor perspectiva de futuro. Poderia dizer que a franquia entrará em reconstrução, mas é impossível ser assertivo em relação a isso quando os donos e Vlade Divac, o gerente-geral, não têm a menor noção do que fazer com seus garotos, seus picks de Draft e veteranos. Será que não haveria, no caso de definitivamente trocar Cousins, nenhuma troca melhor possível? Boston está cheio de picks bons de Draft, por exemplo. É uma situação complicada, mas vale lembrar à turma da Califórnia que eles perderam simplesmente o melhor pivô da NBA na atualidade, ganhando um garoto que não está bem (Hield), um veterano que já esteve por lá (Evans) e mais duas mariolas mordidas.

Concorda com a análise? Cousins será genial com Davis no Pelicans? Ou pode dar errado? Comente aí!


Seis fatos que fazem o All-Star Game da NBA de hoje ser especial e recheado de suspense
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Fábio Balassiano

Depois do Jogo dos Calouros e os de segundo ano na sexta-feira (vitória do time de estrangeiros), do Jogo das Celebridades, que contou com o brilho de Oscar Schmidt, e do sábado de Desafio de Habilidades, três pontos e enterradas, hoje é o dia da cereja do bolo. Às 22h (ESPN exibe na TV, e Sportv na internet) acontece o All-Star Game em Nova Orleans. E o que faz da partida deste domingo entre Leste e Oeste bastante especial? Preparei alguns fatos, que coloco abaixo:

1) Russell Westbrook com ou contra Kevin Durant?
Todo mundo sabe da “briga” de Westbrook com Durant. Russ ainda não consegue admitir em sua cabeça que seu grande ex-companheiro de Oklahoma se mudou para o time rival que o derrotou na temporada passada. Para azar dele, neste All-Star Game Durantula estará não somente representando a camisa do Golden State Warriors, mas sobretudo cercado de três outros titulares de seu time na conferência Oeste – Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green. A dúvida é: o que o técnico Steve Kerr fará? Colocará os quatro do Golden State pra jogar COM Westbrook no Oeste? Deixará Russ sempre com jogadores que não do Warriors? Se jogarem juntos, Westbrook e Durant passarão a bola normalmente? Lembrando que há menos de 10 dias os dois se estranharam no reencontro em Oklahoma…

SEIS FATOS SURPREENDENTES SOBRE O EXCÊNTRICO WESTBROOK

2) Westbrook pelo feito inédito
E falando nele, vamos lá. Melhor jogador dos All-Star Games de 2015 e 2016, Westbrook pode alcançar um feito inédito na história da NBA: nunca um atleta conseguiu conquistar 3 MVP’s de All-Star Game de forma seguida. Caso seja eleito o melhor em quadra logo mais, Russ se igualará a Oscar Robertson, Michael Jordan e Shaquille O’Neal, que têm 3. Kobe Bryant e Bob Pettit são os que mais troféus de MVP em All-Star possuem (4).

3) NBA comprou briga com a cidade do time de Michael Jordan
Pouca gente lembra, mas o All-Star Game de 2017 não seria em Nova Orleans (a cidade recebeu a festa em 2014 inclusive). A liga havia anunciado Charlotte como sede do evento, deixando o dono do time bastante feliz. Só que uma mudança nas leis do Estado da Carolina do Norte, que passou a exigir que os transexuais usem os banheiros públicos que correspondem ao sexo de sua certidão de nascimento, mudou o rumo das coisas. A NBA afirmou que não poderia levar um evento que fala em igualdade, com estrangeiros e tudo mais para um local (segundo ela) discriminatório. Enviou um ofício à cidade, ao dono da franquia Hornets e retornou com a festa para Nova Orleans. O nome do sócio da franquia Hornets, de Charlotte? Michael Jordan. Foi com a cidade de Michael Jordan que a NBA comprou a briga para defender aquilo que ela acha certo. Admirável a postura da liga, sem dúvida alguma.

4) A primeira vez de um gringo MVP?
Atualmente 20% da mão de obra da NBA é gringa, mas apesar de a liga já ter visto MVP’s estrangeiros de temporada regular (Steve Nash e Dirk Nowitzki), isso nunca ocorreu em um All-Star Game. Kyrie Irving, é verdade, nasceu na Austrália e conquistou o MVP em 2014, mas o astro do Cavs joga pela seleção norte-americana e não conta devido a isso. Em 2017 são estes os quem podem alcançar o feito inédito: Giannis Antetokounmpo (grego do Bucks e titular do Leste) e Marc Gasol (espanhol do Grizzlies e reserva do Oeste).

5) Um baixinho entre gigantes
Craque do Boston Celtics e um dos cestinhas da temporada, Isaiah Thomas se junta a Calvin Murphy, ex-Houston Rockets, como os únicos jogadores com 1,75m ou menos a jogar um All-Star Game. O baixinho do Boston tem 1,75m, foi escolhido na última posição do Draft de 2011, rodou por Sacramento e Phoenix antes de se vestir de verde para se tornar um dos melhores jogadores da NBA atual. Olho no cara. Um Celtic não é MVP de All-Star desde 1982 com Larry Bird.

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ISAIAH THOMAS, ÍDOLO DO BOSTON

6) O primeiro All-Star do século sem Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett
Protagonistas da NBA no começo do século, Kobe, Duncan e Garnett se aposentaram ao final da temporada 2015/2016. Em 2017 veremos, portanto, o primeiro All-Star Game sem estes nomes icônicos no século XXI. Como sempre acontece na NBA, já houve uma passagem meio que automática de bastão (deles para LeBron James) e já está acontecendo, também, uma nova troca de guarda na liga (de LeBron para Kevin Durant, Curry, Westbrook, Kawhi Leonard, entre outros).


Foi curto e emocionante, mas totalmente Oscar Schmidt – vitória e mão certeira na NBA
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Fábio Balassiano

Terminou há instantes o Jogo das Celebridades do All-Star Game. Em Nova Orleans, o time do Leste venceu o Oeste por 90-57 na partida festiva do final de semana. Para nós, brasileiros, valeu mesmo para ver Oscar Schmidt em uma quadra da NBA pela primeira vez.

E ele não decepcionou, não. Muito pelo contrário. Foi sensacional, emocionante e fez todos daqui aplaudirmos o feito. Em menos de 15 minutos de quadra, quatro pontos nos dois arremessos de dois que tentou, 2 rebotes e 1 assistência. Segundo Oscar, em entrevista a ESPN Brasil só não foram mais pontos porque não jogou mais tempo.

PIVÔ DO SACRAMENTO KINGS APARECE COM CAMISA DE PABLO ESCOBAR NA NBA – VEJA

A gente queria, claro, ver mais do cracaço de bola na quadra, mas valeu a pena demais ter tido a oportunidade de presenciar o cara pisando uma quadra da NBA aos 59 anos e realizando uma das poucas coisas que faltavam em sua carreira. Realizando um sonho e matando bola como nos velhos tempos. Emocionante é pouco para descrever o que se passou em Nova Orleans há instantes.

No final das contas, Oscar Schmidt terminou a partida com uma síntese daquilo que sempre foi em sua brilhante carreira: certeiro nos arremessos e vitorioso com seu time. Mito total. Abaixo você vê o primeiro arremesso e os melhores momentos do brasileiro no Jogo das Celebridades desta sexta-feira.


Pivô da NBA aparece no All-Star com camisa de Pablo Escobar com rosto de Wagner Moura
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Fábio Balassiano

DeMarcus Cousins é considerado um dos jogadores mais polêmicos da NBA atual. Frequentemente é multado por criticar a arbitragem, seu time, o Sacramento Kings, se envolve em negociações para trocá-lo há anos (sem sucesso) e com 16 faltas técnicas assinaladas contra ele é o único atleta suspenso pela liga por conta disso (com 16 técnicas há a suspensão automática por uma partida).

Mas nesta sexta-feira no Jogo das Celebridades que temos Oscar Schmidt jogando pelo time do Leste Cousins foi além. Ao lado de seus colegas que estiveram no Rio-2016 com ele (DeMar DeRozan, Kyle Lowry e Draymond Green), o pivô do Sacramento apareceu em Nova Orleans com uma camisa de Pablo Escobar no rosto do brasileiro Wagner Moura, que interpretou o traficante colombiano na série Narcos, sucesso da Netflix.

Talvez Cousins não saiba nem da história, digamos, polêmica de Escobar e muito menos que o colombiano foi o cidadão mais procurado pelos Estados Unidos durante muitos anos…


Com jogo na NBA, mais uma consagração de Oscar Schmidt
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Fábio Balassiano

O ano de homenagens a Oscar Schmidt, que ontem completou 59 anos, chega ao ápice nesta sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017. Depois de ser ovacionado na Itália, onde brilhou no Caserta, e pelo Brooklyn Nets, que o selecionou no Draft de 1984 (não pode jogar devido às regras da Federação Internacional na época que impedia atletas de jogar na NBA e nas seleções nacionais – ele optou por seguir defendendo o Brasil), o Mão-Santa entra em quadra logo mais para disputar a sua primeira partida na liga profissional norte-americana.

Será no Jogo das Celebridades que começa às 22h (ESPN exibe), e Oscar estará no time Leste ao lado de, entre outros, Jason Williams, um dos armadores mais inventivos da NBA recente, Lindsay Whalen, do Minnesota Lynx (WNBA), e Nick Cannon (cantor norte-americano). Jemele Hill, jornalista da ESPN americana, Fat Joe (cantor) e Kyle Lowry (Raptors) serão os técnicos. Do outro lado estarão nomes como Baron Davis (ex-jogador), Candace Parker, atual campeã da WNBA com o Los Angeles Sparks, e o figuraça Mark Cuban, dono do Dallas Mavs.

Para quem imagina que será apenas um jogo de brincadeira para Oscar Schmidt, é só dar uma lidinha na frase da foto acima. Ele tem dito para todo mundo que tentará ser o melhor em quadra e que arremessará sempre que a bola estiver em suas mãos. Quem conhece Oscar, seu espírito competitivo e sua veia obsessiva por treinamento sabe que ele se preparou incrivelmente para deixar uma grande impressão nesta sua estreia em solo americano.

Por uma dessas coincidências da vida, o último jogo de Oscar pela seleção brasileira foi também nos Estados Unidos, em Atlanta-1996. Vinte e um anos depois ele volta a jogar no país para jogar no solo que não pode atuar 33 anos atrás.

Aconteça o que acontecer, será mais um momento mágico para Oscar Schmidt viver intensamente em sua vida. Seus fãs já estão aplaudindo


Com defesa forte, Bauru ‘vira a chave’ com elenco renovado e cresce no NBB
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Fábio Balassiano

Na terça-feira à noite o Sportv exibiu um ótimo Flamengo x Mogi pelo NBB. Os rubro-negros venceram um ótimo jogo por 96-87, se mantiveram na cola de Brasília e quebraram a sequência de vitórias consecutivas dos mogianos. Outro destaque atende pelo time de Bauru. Vice-campeão nas duas últimas temporadas, os comandados de Demétrius fizeram 74-64 e chegaram a 13 vitórias em 19 jogos. Nada de surpreendente então, certo? Nem tanto.

Deem uma olhadinha na montanha-russa que viveu Bauru desde o começo da temporada. O time começou sem patrocinador-máster, perdeu Ricardo Fischer, seu armador titular, para o maior rival (o Flamengo), viu Murilo sair para o Vasco, trocou um americano Ray Booker por dois brasileiros para aumentar a quantidade e qualidade do elenco quando Rio Claro acabou (Gegê e Gui Deodato) e viu Robert Day se aposentar. Já seria muita coisa, né?

Mas ainda teve mais. No final de janeiro Rafael Hettsheimeir, cestinha do time no NBB com 19,9 pontos e jogador de seleção brasileira, rescindiu o seu contrato rumo a Espanha. Naquela altura os bauruenses tinham 8 vitórias em 14 jogos, estavam no meio da tabela e tinham futuro incerto. O que aconteceria dali pra frente com um time que perderia três titulares em menos de 6 meses (Fischer, Hetts e Day), deixando o peso quase todo nas costas de Alex Garcia e Jefferson Willian?

A resposta atende por uma palavrinha mágica: defesa. É através dela que os bauruenses decidiram jogar. E estão se dando bem desde o final de janeiro. São cinco vitórias seguidas (Flamengo, Macaé, Paulistano, Liga Sorocabana e Pinheiros), e a incrível média de 63,8 pontos sofridos nestes cinco duelos. Para se ter uma ideia, a defesa menos vazada era, antes disso, a do Vitória e levava 76 pontos por partida. Com o triunfo contra o Pinheiros, o time de Demétrius passou a ser a que leva menos ponto por jogo no NBB.

Alguns fatores ajudam a explicar a melhoria defensiva de Bauru. O primeiro é o senso de urgência da equipe como um todo. Se a qualidade técnica de forma geral caiu, é elogiável a forma como o elenco passou a se conscientizar de que “só na habilidade dos atletas” não daria para voltar à final do NBB. Gegê, Shilton, Gui Deodato e Alex Garcia sempre foram bons marcadores, mas nomes como Leo Meindl e Jefferson Willian, que nunca foram especialistas no assunto, também têm se desdobrado para evoluir neste sentido. O esforço, portanto, é coletivo e dá resultados muito bons.

O segundo é Shilton. Criticado por muitos torcedores, ele é um exemplo de dedicação e altruísmo em quadra. Se não tem o arremesso de Hettsheimeir ou o seu poderio ofensivo para pontuar, o novo pivô titular bauruense é um dos melhores defensores de garrafão do país há algum tempo. Com a confiança por já ter atuado antes com o ótimo técnico Demétrius no Minas, Shilton comanda a marcação de seu time. Desde que passou a ser titular são 7 rebotes por jogo e 78 no +/- quando ele está em outro.

Bauru agora embarca em uma sequência de 3 jogos fora de casa (Vasco na próxima terça-feira, Caxias do Sul e Franca depois do Carnaval). Com um basquete baseado em sua forte defesa, vale ficar de olho no que os bauruenses têm feito. Conhecido por ter elenco estelar e com arremessos de três em profusão nos últimos anos, a metamorfose da equipe aconteceu durante o campeonato e tem dado resultado. É uma das histórias mais interessantes deste NBB.


Camisa de Oscar Schmidt na NBA é vendida com nome errado
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Fábio Balassiano

No sábado divulguei aqui que a camisa 14 com o nome de Oscar Schmidt começou a ser vendida. Como toda idolatria ao Mão Santa é pouca, em menos de 24h todos os uniformes do Brooklyn Nets com o nome do brasileiro se esgotaram no site da Netshoes, que comercializa os produtos oficiais da NBA no Brasil.

Só que os consumidores que desembolsaram R$ 159 pela camiseta começaram a receber ontem o seu presente com um erro pra lá de grave. Nas costas da camisa, acima do número 14, a grafia do sobrenome Oscar aparece escrita de forma errada. Está “Schimidt”, e não Schmidt como deve ser (as imagens que ilustram o texto são de camisas recebidas por dois leitores diferentes do blog).

Em nota enviada ao blog, a assessoria da Netshoes comentou o ocorrido e enviou os próximos passos que a empresa irá adotar para os que compraram a camisa de Oscar Schmidt:

A Netshoes esclarece que houve um erro de personalização ao estampar o nome de Oscar Schmidt nas Camisetas Regata Brooklyn Nets, apesar da grafia correta na loja virtual.

Aos consumidores que adquiriram o artigo, a Netshoes pede sinceras desculpas e já está em contato com cada um deles para reparar o problema com a devolução do valor referente ao produto ou o envio de uma nova camisa com a personalização correta, conforme prazo de disponibilidade do fabricante do produto. Os consumidores que já receberam a “Camiseta Regata Brooklyn Nets – Oscar Schmidt” com a personalização errada não precisarão devolvê-la, independente da opção pela devolução do valor ou recebimento do produto com a personalização corrigida“.


O dia em que o destro Larry Bird arremessou com a mão esquerda e fez 47 pontos
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Fábio Balassiano

Larry Bird é considerado um dos melhores arremessadores de todos os tempos. Com 729 bolas de três pontos convertidas em sua carreira, três títulos do torneio de três pontos no All-Star Game, três títulos da NBA e três vezes MVP, um dos maiores ídolos do Boston Celtics fez da sua mão direita a sua maior arma. Mas o que aconteceria se ele, por um acaso, fizesse um jogo todo chutando com a canhota?

Muita gente se perguntava isso até 1986, quando Bird, cansado após uma série de cinco jogos fora de casa para abrir o mês de fevereiro daquele ano, falou com Bill Walton, seu companheiro de Celtics na época: “Sabe de uma coisa, Bill. Hoje contra o Portland eu vou arremessar tudo com a mão esquerda. Vamos ver o que sai“. Bill, pai do hoje técnico do Lakers e que anos antes havia sido campeão com a camisa do Blazers, coçou a cabeça, disse que não era uma boa ideia, mas não adiantou.

Larry Bird estava com aquilo na cabeça e arremessaria apenas com a mão trocada, com a mão menos treinada, com a canhota na noite de 16 de fevereiro de 1986 diante de 12 mil pessoas que foram ver Portland x Boston naquela noite.

O resultado? Boston 120 x 119 Portland na prorrogação. A performance de Larry Bird? Surreais 47 pontos (21/34 nos arremessos), 14 rebotes, 11 assistências, bola para empatar o jogo no quarto período e arremesso para dar a vitória no tempo extra. Para ser justo, em uma contagem a partir do vídeo abaixo é possível ver que, com a canhotinha, Bird teve 10/21 nos chutes e somando 24 pontos (11/13 nos tiros e 23 pontos com a direita portanto), o que não deixa de ser um feito.

Fica a lição definitiva: nunca duvidemos dos mitos. Larry Bird é um deles. Ah, e no final daquele mágico ano de 1986 o Boston foi campeão da NBA ao vencer o Houston Rockets na final por 4-2. Com a esquerda ou com a direita Bird sempre será um dos melhores de todos os tempos.