Bala na Cesta

Categoria : Palpitão

Analisando e palpitando as quartas-de-final do NBB
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Fábio Balassiano

As quartas-de-final do NBB começaram ontem com belíssima vitória de Brasília contra Bauru fora de casa e na prorrogação (88-87). Hoje o Flamengo visita o Pinheiros (21h, com Sportv) e amanhã teremos Paulistano x Franca em São Paulo (14h, Band) e Vitória x Mogi (19h, Facebook do NBB). Vamos às análises e palpites:

Ricardo Bufolin: ECP

Flamengo x Pinheiros -> O Flamengo teve a melhor campanha da fase de classificação, está de folga há quase duas semanas e enfrentará um Pinheiros que vem de uma série difícil contra o Vasco (vitória em cinco jogos). Não obstante o cansaço do rival, o rubro-negro tem mais profundidade no elenco e um ótimo marcador (Ronald Ramon) para tentar deter Desmond Holloway, melhor jogador e cestinha pinheirense. Não será um confronto fácil, mas não creio que o time de José Neto sofra tanto assim.
Meu palpite: Flamengo em quatro partidas

Mogi x Vitória -> Outro duelo que eu também não vejo muito como dar zebra. O Vitória fez uma campanha brilhante, conta com um técnico muito bom (Régis Marrelli) e uma torcida que encherá o ginásio em Cajazeiras, mas do outro lado há um elenco com Shamell, Larry, Tyrone, Caio Torres, Filipin e muito mais – fora o treinador Guerrinha, que almeja a sua terceira final consecutiva com a equipe (Paulista e Liga Sul-Americana as anteriores). Os embates individuais entre Keyron e Shamell, Dawkins e Larry Taylor e Coimba e Caio Torres / Tyrone chamam a atenção.
Meu palpite: Mogi em quatro jogos

Franca x Paulistano -> Dois times extremamente jovens, com técnicos muito novos e promissores (Gustavo de Conti e Helinho) e dois estilos de jogo que não são tão diferentes assim. O time da capital de São Paulo e os francanos marcam muito forte, trocam incessantemente os jogadores para manter a intensidade em alta, possuem ótimas armas na armação (Coelho e Alexey pela equipe do interior de SP e Georginho e Arthur Pecos pelo CAP) e bons arremessadores do perímetro (Pedro e Lucas Dias). Acredito que esse duelo vá até o último jogo, e muito provavelmente até os cinco minutos derradeiros para ser decidido.
Meu palpite: Franca em cinco jogos

Brasília x Bauru -> Tá aí pra mim a série mais equilibrada desta fase. Embora Brasília tenha vencido ontem, acredito que o duelo esteja longe de estar decidido – longe. São dois elencos muito fortes, experientes e que sabem lidar com situações adversas. Vejo Brasília com alguma vantagem no garrafão, com Lucas Mariano, e na armação com Fúlvio em cima de Valtinho e Gegê, mas os bauruenses conseguem igualar as coisas com Alex e Jefferson, principalmente.
Meu palpite: Brasília em cinco jogos

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Tags : LNB NBB


Analisando e palpitando os confrontos dos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Ontem dei aqui os meus prêmios para a temporada 2016/2017 da NBA. Hoje é a vez de falarmos sobre os confrontos dos playoffs que começam hoje (programação completa, inclusive com transmissões, aqui). Sem mais delongas, vamos lá:

LESTE

CELTICS x BULLS -> Poderia ser mais uma série fácil entre primeiro e último de conferência, mas não é bem assim, não. O Boston Celtics, melhor time do Leste, é muito bem treinado por Brad Stevens, possui um bom elenco, mas de estrela, estrela mesmo, apenas Isaiah Thomas. E é um grupo ainda muito jovem. Do outro lado estarão Jimmy Butler, Dwyane Wade, Robin Lopez e sobretudo Rajon Rondo, campeão pelo Boston há quase uma década e jogando diante de fãs que o veneram. Acho que o Boston é o favorito, tem mais chances de passar, mas não será fácil, não. O Chicago fez uma temporada regular bem inconstante, tem um técnico bem abaixo dos padrões ótimos da NBA (Fred Hoiberg), mas os confrontos individuais, a rodagem maior do elenco e sobretudo a dupla Butler-Wade funcionando podem fazer com que essa série vá bem longe.
Meu palpite: Boston em 6

CAVS x PACERS -> Tinha tudo pra ser um duelo difícil, mas não acho que será, não. O Indiana se reforçou bem antes da temporada, encheu Paul George de jogadores teoricamente talentosos, mas sua fase regular foi catastrófica. Se classificou em sétimo na bacia das almas e verá LeBron James e os Cavs logo de cara. O Cleveland não foi brilhante, mas a gente sabe bem como um atual campeão consegue se transformar em uma pós-temporada. Ainda mais com LeBron, que pode ir para a sua sétima final consecutiva, liderando o elenco. Vale a pena ficar ligado no duelo que já saiu faísca antes entre Lance Stephenson, contratado recentemente pelo Indiana, e LeBron James. Não acho inteligente ficar provocando o camisa 23 de Ohio, mas a gente bem como funciona (ou não funciona) a cabeça de Stephenson, né. Esta pode ser a última série de playoff com Paul George vestindo a camisa do Indiana. Ele tem seu nome especulado em várias possíveis trocas, está insatisfeito pacas com os rumos da franquia Pacers e não duvido que se o mata-mata for um desastre (algo bem possível) ele não peça pra se mudar já nessas férias americanas.
Meu palpite: Cavs em 5

RAPTORS x BUCKS -> É uma pena que a gente não consiga ver o trio de jovens do Milwaukee jogando junto em uma pós-temporada. Jabari Parker se machucou na metade da temporada, e o técnico Jason Kidd passou quase que 100% da chave do time para o grego Giannis Antetokounmpo, que jogou uma barbaridade nesta fase regular. O problema é que o grego é a única estrela do Bucks, e do outro lado estarão dois All-Stars que jogaram com ele em Nova Orleans (Kyle Lowry e DeMar DeRozan) e um excelente elenco de apoio formado por DeMarre Carroll, Jonas Valanciunas, Serge Ibaka, Patrick Patterson, PJ Tucker, Cory Joseph e Lucas Bebê. O Bucks fez uma boa campanha (a melhor da franquia desde 2010), mas não sei se tem muito mais a oferecer neste playoff contra um time experiente e recheado de opções.
Meu palpite: Raptors em 5

WIZARDS x HAWKS -> Está aí uma série difícil de prever, analisar e palpitar. Pelo lado do Washington é mais tranquilo compreender o que se passa. A bola é de John Wall, armador que fez uma temporada regular excepcional, se consolidando como um dos melhores jogadores de sua posição na NBA e os arremessos são de Bradley Beal, Bojan Bogdanovic, Markieff Morris e Otto Porter Jr. . Isso funcionou bem demais na primeira fase, quando a equipe chegou a 49 vitórias. Do outro lado está um Atlanta Hawks que trouxe Dwight Howard e que coloca Dennis Schroder, o armador alemão, para ditar o seu ritmo. A franquia perdeu Kyle Korver na metade do campeonato, antes do certame viu Al Horford sair e ainda tentou, sem sucesso, trocar Paul Millsap, melhor jogador do time. Entre uma partida excelente e outra bizarra o Atlanta chega ao playoff sem a gente ter a menor noção do que pode acontecer com os comandados de Mike Budenholzer.
Meu palpite: Wizards em 6

OESTE

WARRIORS x BLAZERS -> É o duelo de dois excepcionais armadores (Steph Curry e Damian Lillard), de dois ótimos ala-armadores (Klay Thompson e CJ McCollum) e de dois jogadores de garrafão com ótima visão de jogo (Draymond Green e Jusuf Nurkic). O problema para o Portland é que as semelhanças entre ele e o Golden State Warriors param quando a gente começa a colocar Kevin Durant e Andre Iguodala na equação. O Blazers melhorou demais com a adição de Nurkic da metade pro final da temporada, mas está longe de ser um time que possa vencer o Warriors, duas vezes finalista da NBA nos últimos 2 anos, em uma série de sete jogos. Vai depender demais de performances absurdas de Lillard e McCollums, o que a gente saber que em playoff nem sempre é fácil. Pro Golden State, vai ser bom para entrosar ainda mais o seu elenco, já que Durant retornou às ações apenas no último sábado de temporada regular.
Meu palpite: Warriors em 5

SPURS x GRIZZLIES -> Não creio que dê muito para o cheiro aqui, não. O Memphis tenta jogar de uma maneira legal, diferente, mas totalmente fora dos padrões atuais da NBA (defendendo muito, sem tantas bolas de três tentadas e com ritmo lento). É divertido, eu gosto, parece um time dos anos 90, mas hoje em dia isso parece jurássico quando a gente olha um Houston Rockets, um Golden State jogando. Do outro lado estará o “melhor programa de basquete” da NBA atual, o San Antonio Spurs, que tem conseguido se adaptar às mudanças do esporte de maneira incrível nos últimos 20 anos. O Grizzlies teve problemas com lesão durante toda fase regular, e a gente não sabe bem em que condições estarão Marc Gasol, Mike Conley, Zach Randolph e Vince Carter, que aos 40 anos pode estar fazendo o último playoff de sua icônica vida profissional. O Spurs chega como sempre: descansado, com Kawhi Leonard voando e com Gregg Popovich brilhando no banco de reservas.
Meu palpite: Spurs em 4

ROCKETS x THUNDER –> É o duelo dos dois principais candidatos a MVP da temporada, mas a verdade é que o Houston tem mais a oferecer a James Harden do que o Oklahoma a Russell Westbrook. Acho que o Thunder vai endurecer fortemente a parada para o Rockets, vai jogar como franco atirador e sem nenhuma pressão, mas talvez falte um pouco para avançar com este elenco a uma segunda rodada de playoff, por exemplo. Olho no núcleo de apoio do Rockets formado por Trevor Ariza, Ryan Anderson, Eric Gordon, Patrick Beverley, Nenê e Clint Capela, responsável por levar a franquia a terceira posição do Oeste nesta temporada e que faz chover bolas de três nas partidas. Caso o OKC consiga diminuir a sanha ofensiva do Houston a gente pode imaginar que o confronto se estenderá um pouquinho mais.
Meu palpite: Rockets em 7

CLIPPERS x JAZZ –> Será sem dúvida alguma o confronto mais equilibrado dessa primeira rodada no Oeste. O Utah Jazz ficou com o mando de quadra durante a temporada regular inteira, mas no mês de março deu uma derrapada e o Los Angeles Clippers ficou com a quarta colocação. O Clippers, aliás, sabe que este é a última “dança” deste núcleo formado por Chris Paul, DeAndre Jordan e Blake Griffin, e eles jogam com esse senso de urgência para irem o mais longe possível. Do outro lado estará um Utah que volta ao playoff depois de cinco anos e que conta com um jogador excepcional chamado Gordon Hayward. O ala comanda uma franquia que também tem os ótimos George Hill, Rudy Gobert e Boris Diaw, que dão sustentação para que Hayward pontue com consistência. No final das contas, acho que o mando de quadra e a experiência vão pesar a favor do time de Los Angeles.
Meu palpite: Clippers em 7

E você, concorda comigo? Só lembrando que quem quiser ainda pode participar do bolão Bala na Cesta pros playoffs da NBA, hein… É só clicar aqui.


Palpitão da temporada 2016/2017 do NBB – dê os seus também!
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Fábio Balassiano

fla7Como acontece em todos os anos eu coloco os palpites para a temporada do NBB que acontece amanhã com Bauru x Flamengo a partir das 14h. Vamos nessa sem muita enrolação!

FINAL DO NBB: Flamengo x Mogi
OS 12 DO PLAYOFF (não está na ordem): Flamengo, Mogi, Bauru, Brasília, Vasco, Basquete Cearense, Franca, Paulistano, Pinheiros, Caixas do Sul, Minas e Vitória-BA.
Shamell1MVP: Shamell (Mogi)
MELHOR TÉCNICO: Guerrinha (Mogi)
MELHOR DEFENSOR: Alex Garcia (Bauru)
RESERVA DO ANO: Leo Meindl (Bauru)
TIME SURPRESA: Franca
MAIOR EVOLUÇÃO: Mogi (Paulistano)
JOGADOR SURPRESA:  Mogi(Paulistano)
NOVATO DO ANO: Georginho (Paulistano)
MELHOR ESTRANGEIRO DA TEMPORADA: Shamell (Mogi)

E você, concorda comigo? Quais serão os destaques? Comente!

Tags : LNB NBB


Palpitão da temporada 2016/2017 da NBA – dê os seus também!
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Fábio Balassiano

lebron1Como acontece em todos os anos eu coloco os palpites para a temporada da NBA. Vamos nessa sem muita enrolação!

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs x Indiana Pacers
OS 8 DO LESTE (não está na ordem): Cavs, Pacers, Raptors, Bulls, Knicks, Celtics, Hawks e Pistons.
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO LESTE: Orlando Magic
FINAL DO OESTE: Los Angeles Clippers x Golden State Warriors

Leia aqui sobre os 30 times da NBA

durant10OS 8 DO OESTE (não está na ordem): Warriors, Clippers, Spurs, Rockets, Jazz, Blazers, Grizzlies e Thunder
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO OESTE: Mavs
FINAL DA NBA: Cavs x Warriors (Warriors campeão)
MELHOR DEFENSOR: Dwight Howard (Hawks)
RESERVA DO ANO: Andre Iguodala (Warriors)
MVP: Kevin Durant (Warriors)

Podcast BNC sobre o começo da temporada

giannis4QUEM NUNCA FOI E SERÁ ALL-STAR: Giannis Antetokounmpo (Bucks)
MELHOR TÉCNICO: Doc Rivers (Clippers)
TIME SURPRESA: Minnesota Timberwolves
TIME DECEPÇÃO: Sacramento Kings
MAIOR EVOLUÇÃO: D’Angelo Russell (Lakers)
JOGADOR SURPRESA: Devin Booker (Suns)
JOGADOR DECEPÇÃO: Lance Stephenson (Pelicans)
CALOURO DO ANO: Ben Simmons (Sixers)
MALA DO ANO: Mark Cuban (voto nele todo ano…)
PRIMEIRA CONFUSÃO DE RON ARTEST: Não haverá confusão de Ron Artest (surpresa!)
JOGOS DO ANO: Celtics x Clippers em 5 de fevereiro de 2017 (despedida de Paul Pierce dos torcedores de Boston) e Thunder x Warriors em 11 de fevereiro de 2017 (primeiro retorno de Kevin Durant a Oklahoma)
MELHOR BRASILEIRO DA TEMPORADA: Cristiano Felício

E você, concorda comigo? Quais serão os destaques? Comente!

Tags : NBA


Final esperada pela NBA começa hoje – Warriors ou Cavs, quem leva o título?
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Fábio Balassiano

curry1Começa hoje às 22h (ESPN) a final de 2016 que a NBA intimamente desejava. Na reedição da decisão de 2015 chegam neste ano o time do momento, o Golden State Warriors com o seu melhor “garoto-propaganda”, Steph Curry, eleito de forma unânime pela primeira vez na história da liga o mais valioso atleta da fase de classificação, e o Cleveland Cavs, de LeBron James, um dos maiores jogadores da história e buscando dar o título para a sua cidade-natal após dois vice-campeonatos (2007 e 2015). Foram, aliás, os dois melhores times de suas conferências na temporada regular que chegam mais uma vez à finalíssima da melhor liga de basquete do planeta.

BATE-PAPO DAS FINAIS DA NBA NO FACEBOOK ÀS 21h15. ACOMPANHE!

lebron1As últimas finais que se repetiram em anos seguidos foram em 1988 e 1989 com Lakers e Pistons (Los Angeles ganhou em 88 e Detroit no ano seguinte), 1997 e 1998 com Bulls x Jazz (dois títulos para Chicago), em 2013 e 2014 com Heat x Spurs (Miami em 2013 e San Antonio em 2014) e 2015 e 2016 com Warriors e Cavs (ano passado deu Golden State). Ao todo são 13 encontros entre finalistas do ano anterior (6-7 para o campeão vigente). Vamos lá a alguns fatores que creio serem importantes para a decisão que começa nesta quinta-feira:

love11) Kevin Love é um dos nomes mais importantes desta série. Ofensiva e defensivamente ele será testado. No ataque, será marcado por Draymond Green, Harrison Barnes ou Andre Iguodala. Em todo playoff não teve nenhum marcador deste nível a vigiá-lo. Grande problema, mas do outro lado da quadra está a maior preocupação para Love. Como ele marcará a Green? Quando o Warriors adotar a sua formação da morte (Curry, Klay, Barnes, Iguodala e Green), ele será mantido na quadra por Tyronn Lue? Se for, ele conseguirá vencer a batalha dos rebotes principalmente contra Green? Contra o Toronto na final do Leste em vários momentos-chave ele foi deixado no banco, algo não tão comum nos tempos de David Blatt mas que Lue não tem tido medo de arriscar. Tristan Thompson é uma máquina de apanhar rebotes e isso pode render a ele minutos extra perto da cesta, mas seu jogo ofensivo ruim pode fazer com que o Golden State tenha muita vantagem quando jogar com seus “baixinhos”.

nba102) Não há dúvida que o fator cansaço pesará contra o Warriors nesta final. Não sei quanto e como, mas vai. O núcleo formado por Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green é jovem e terá 72h de descanso entre o último jogo do Oeste e o primeiro desta decisão, mas foi sufocado por um Oklahoma físico até dizer chega. Além do mais, contra o Thunder a rotação com Leandrinho e Shaun Livingston no perímetro teve que ser reduzida devido a Russell Westbrook longe da cesta e graças a insistência de Billy Donovan com os seus pivôs fortíssimos perto dela. Contra o Cleveland, creio que Steve Kerr consiga fazer um trabalho menos traumático (mais de 38 minutos/jogo) em cima de seus principais atletas, rodando mais o elenco como um todo e atuando este cansaço que possa existir, mas o dano ao trio já fora feito. Creio que a juventude do Golden State e a motivação de estar a quatro jogos de fazer história de novo (título com a melhor campanha da história…) pesam mais do que os 17 jogos que a turma de Oakland fez nesta pós-temporada (o Cavs teve 14), mas que o fato do Cavs não ter jogado tanto é um fator importante pra LeBron James, que chega bastante descansado pra essa decisão, isso é.

curry23) Steph Curry é um ser de outro planeta, sabemos. Tenho curiosidade em saber como o Tyronn Lue marcará o MVP. O australiano Dellavedova (foto) é um dos mais indicados para isso, mas tirar Kyrie Irving de quadra não é uma boa opção. Talvez colocar LeBron James em cima do camisa 30 seja uma ótima ideia. Outra seria JR Smith, mais alto e mais forte, para vigiar o magriça seja uma alternativa, mas o problema é que JR está longe de ser um defensor confiável. Do outro lado, é bem provável que Curry não marque Irving para não se cansar tanto (Klay Thompson deve ir a caça do armador do Cavs). O problema pro Warriors é que Curry marcaria JR Smith, alguém mais alto e com arremesso bem melhor que Andre Roberson, do Thunder, por exemplo.

4) O Warriors perdeu 9 jogos na temporada regular. No playoff, 5 até agora (uma para Portland, outra para Houston e 3 vezes para o Oklahoma). Se for campeão, perderá menos na pós-temporada que na fase regular (chegaria a no máxmio 8). Caso fique com o vice-campeonato (4 partidas perdidas na decisão), igualará o número de reveses no mata-mata e da fase de classificação (9).

lebron65) A verdade da verdade é que em 2015 não foi uma final entre Cleveland e Golden State. Foi um duelo entre um Warriors completo e o que restou de um Cavs que entrou em quadra pros jogos finais sem duas de suas três principais estrelas. Não é tirar o mérito do GSW, nem colocar asterisco algum no caneco de 2015, mas serve, sim, de motivação para LeBron James e companhia o fato de poder mostrar ao mundo que a história do ano passado poderia ter sido diferente caso Kyrie Irving e Kevin Love estivessem em quadra para ajudar a LBJ. Ano passado, o camisa 23 teve a surreal média de 35,8 pontos na decisão, mas jogou 45,8 minutos/jogo e viu seu percentual de arremessos cair para 39% (o pior de sua carreira em uma série de playoff). Não era necessariamente culpa dele, mas sim consequência de estar jogando praticamente sozinho e ter que decidir mesmo marcado por três caras ao mesmo tempo. Ano passado ele passava a bola para Matthew Dellavedova, Tristan Thompson, Timofey Mozgov, JR Smith e Iman Shumpert arremessarem. Este ano, para Kyrie Irving, Kevin Love, JR Smith e Channing Frye. Faz diferença na hora de quicar a bola pra fora do garrafão, né?

irving16) Um dado interessante: em jogadas de pick-and-roll neste playoff, há uma dupla (de defensores) que concede 1,28 ponto por posse de bola (pior índice do mata-mata). Qual é? Kyrie Irving e Kevin Love defendendo este tipo de jogada. Se houve este estrago contra Kyle Lowry + Patrick Patterson, Jeff Teague + Paul Millsap e Reggie Jackson + Tobias Harris, dá pra sentir o tamanho do perigo dos duelos que poderão envolver Steph Curry + Draymond Green/Andre Iguodala contra Irving e Love. O que Lue tem em sua mente para conter este tipo de jogada que certamente será incentivada por Steve Kerr? Usar Tristan Thompson mais no primeiro combate?

lebron107) Há um fator em cima de LeBron James, que chega a sua sexta final seguida, que pouca gente está falando, mas creio ser bem necessário colocarmos na equação. Esta é a sua sétima final da NBA na carreira (jogou em 2007 pelo próprio Cavs também, entre 2011 e 2014 pelo Miami e Cleveland em 2015). Atualmente ele tem 2 títulos e quatro vice-campeonatos. Se vencer, diminui este, digamos, déficit. Se perder, ficaria com 2-5, algo não muito bom. Além do mais, certamente esse barulho todo em cima de Steph Curry não anima a alguém que por tanto tempo recebeu quase todos os holofotes da liga (com toda justiça). O ego desses caras costuma ser imenso, e ver que o foco deixou de ser ele, LeBron, pode fazer com que ele se multiplique ainda mais para mostrar quem ainda é o dono do pedaço. Não vale a pena achar que isso não faz diferença, porque na cabeça de atletas de alto rendimento isso, sim, conta bastante.

lue18) Por fim, temos um personagem em Tyronn Lue. Ele entrou no meio da temporada, todo mundo sabe que ele precisa rezar na cartilha do LeBron, mas ele tem ido muitíssimo bem neste playoff (pouco testado, é verdade, mas indo bem). Fez ajustes ótimos contra o Toronto e poderá se tornar o sexto técnico em atividade com título no currículo (Pop, Carlisle, Kerr, Spoelstra e Rivers). Além disso, ele fez do Cavs apenas o segundo time a chegar em finais seguidas com treinadores diferentes (o Lakers, que em 1969 teve Butch Van Breda Kolff, e em 1970, Joe Mullaney, é o outro caso – o Lakers perdeu as duas finais para Knicks e Boston naquela época aliás). Como ele lidará contra um treinador tão espetacular como Steve Kerr?

No final disso tudo, meu palpite: Cavs 4-2 (sem convicção alguma). E vocês, acham o quê?


O que esperar da final do NBB que começa amanhã entre Flamengo e Bauru?
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Fábio Balassiano

alex1Começa neste sábado em Marília às 14h a final da oitava edição do NBB envolvendo Flamengo e Bauru (os dois melhores times da fase de classificação inclusive). E começa com uma novidade incrível. TODOS os jogos (no mínimo três e no máximo cinco) serão exibidos tanto em TV Aberta (pela Rede TV!) quanto pela TV Fechada (Sportv).

A CONSOLIDAÇÃO DE DEMÉTRIUS, TÉCNICO DE BAURU

A Final do NBB voltará a ser decidida entre o líder e o vice-líder da fase de classificação. Isso já aconteceu três vezes na história, sempre com o líder levando vantagem e se sagrando campeão (Fla x Brasília por 3-2 em 2009, Brasília x Fla por 3-2 em 2010 e Fla x Paulistano em jogo único em 2014).Dentro de quadra, há bastante coisa em jogo além do troféu propriamente dito:

neto11) Falei deles aqui ontem, e será interessante ver como os dois assistentes-técnicos de Rubén Magnano na seleção brasileira masculina desempenharão seus papéis nesta decisão. Demétrius, de Bauru, está com seu grupo mais descansado (não joga há mais de uma semana), mas tem elenco mais “curto” e conta com desfalque de Ricardo Fischer. Neto, por sua vez, conseguiu ajudar o seu Flamengo a reverter o 1-2 da semifinal contra Mogi e tem em mãos 10 jogadores em condição de atuar. São dois dos melhores treinadores dessa nova geração sem dúvida alguma.

alex12) Pelo lado de Bauru, fico curioso para ver qual será a postura da equipe na primeira série que o time faz sem o mando de quadra desde 2013/2014 (ano passado o time liderou a fase de classificação). Com o regulamento neste formato (1-2-1-1), perder o primeiro jogo em casa dá a chance do rival de melhor campanha até mesmo fechar o confronto em casa em uma eventual varrida. Atuar em Marília é muito diferente para o Dragão, mas se quiser ganhar o título inédito do NBB o time de Alex Garcia (foto) não pode nem pensar em perder neste sábado. Para isso, manter a intensidade defensiva apresentada principalmente contra Brasília na semifinal é fundamental. Não “queimar” os ataques de forma precipitada, também.

JOSÉ NETO E A CULTURA IMEDIATISTA BRASILEIRA

fla33) O Flamengo vem desgastado por uma semifinal insana contra Mogi, mas tem um elenco fortíssimo, profundo e que permite que José Neto mude as concepções táticas de adversário para adversário. Contra os mogianos, havia a dificuldade física de duelar contra Tyrone, Gerson e Lucas Mariano no garrafão. Contra os bauruenses, a força está principalmente no jogo exterior (Paulinho, Day, Alex e Jefferson William arremessam muito bem). Como tem opções boas em todas as posições, José Neto terá a quem recorrer. Mais do que nunca Ramon, Rafael Luz e Robinson (fora do jogo 1 com problemas pessoais, o ala viajou para os EUA), com suas defesas, serão essenciais para evitar as bolas de três pontos. Perto da cesta, é importante que os pivôs rubro-negros não se descuidem de Rafael Hettsheimeir, gigante dominante do Dragão e um dos melhores jogadores em atividade no país.

nbb24) O fator diferente desta final é que tanto Flamengo quanto Bauru jogarão longe dos ginásios a que estão acostumados a atuar. Bauruenses, que se sentem à vontade no Panela de Pressão, atuarão em Marília devido a regra da Liga Nacional que não permite que ginásios com menos de 4 mil pessoas receba a decisão. Pelo mesmo motivo o Flamengo jogará longe do Tijuca. Ao contrário dos anos anteriores, os rubro-negros não poderão atuar na HSBC Arena, já reservada para a Olimpíada. O clube, porém, conseguiu a Arena Carioca II, também dos Jogos Olímpicos, e mandará lá suas partidas em casa na decisão.

magnano15) Para os atletas, vale dizer que esta é a última chance para mostrar algo diferente para Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina. Alex Garcia, Rafael Hettsheimeir e Marquinhos são nomes certos na lista do treinador, mas tem muita gente correndo por fora (Marcelinho Machado e JP Batista principalmente).

Meu palpite: Flamengo 3-2 nesta final. Concordam? Comentem vocês também!


Projetando Warriors x Thunder, final do Oeste que começa hoje
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Fábio Balassiano

curry7Começa hoje a final da conferência Oeste (todos os jogos deste lado serão exibidos pelo Sportv). A partir das 22h, Golden State Warriors e Oklahoma City Thunder decidem o ganhador da conferência mais forte da NBA e quem ficará mais próximo de ganhar o caneco mais desejado do basquete mundial. Vamos a alguns pontos importantes sobre o confronto:

1) O nome desta série é, obviamente, Stephen Curry. O MVP unânime da temporada regular também é um dos personagens deste mata-mata. Lesionado logo na primeira série contra o Rockets, retornou no jogo de semana passada contra o Portland e alucinou os Blazers com 17 pontos na prorrogação. Como estará Steph para jogar contra uma equipe absurdamente forte, atlética e com jogadores na ponta dos cascos? É uma pergunta importante. A outra é: contra o Spurs, Russell Westbrook deitou a rolou. Diante do GSW, é bem provável que Steve Kerr deixe Klay Thompson se sacrificar contra Russ, liberando Curry da missão inglória de defender o camisa 0 do Thunder. Pelo lado do OKC, o que será que Billy Donovan reserva para o MVP da temporada regular? Contra o Spurs, Donovan “deixou” Aldridge no um-contra-um o tempo inteiro diante de Ibaka para evitar que as dobras do Thunder gerassem a movimentação de bola que faz do Spurs o Spurs. Fazer isso (não dobrar) com Curry, que cria seus arremessos e é capaz de explodir facilmente com 45, 50 pontos, talvez não seja o caso.

thunder12) Não foram apenas Kevin Durant (cracaço!) e Russell Westbrook que brilharam na semifinal do Oeste. O garrafão do Thunder foi um verdadeiro espetáculo contra o San Antonio Spurs. Steven Adams fez (quem diria!) Tim Duncan de gato e sapato, e Billy Donovan fez questão de mostrar aos texanos que perto da cesta haveria muito sofrimento contra Adams e Enes Kanter. Motivo pelo qual em alguns momentos o congo-ibérico Serge Ibaka, que “espaça” muito a quadra por arremessar do perímetro, foi sacado. Com Kanter + Adams o OKC foi perigoso e conseguiu pontuar perto da cesta. A dúvida é: diante do Warriors, que joga sempre com formações mais baixinhas, Donovan manterá seus gigantes? Ou tentará adaptar seu jogo ao do GSW, retirando um dos seus pivôs e colocando um ala a mais (Dion Waiters ou Anthony Morrow) nas formações. Vale lembrar que uma das grandes qualidades deste OKC é conseguir multiplicar ações de ataque com rebotes ofensivos. A cada quatro arremessos errados, um deles se transforma em rebote ofensivo. Para uma equipe que erra demais com a bola nas mãos (devido ao jogo acelerado e genial de Russell Westbrook), ter mais e mais volume de jogo é uma grande notícia.

russ23) Do segundo ponto vem o meu terceiro. Sinceramente creio que o Thunder tenha boas chances neste duelo contra o Warriors. Mas o Oklahoma só tem chance se jogar o basquete dele, Oklahoma, na essência. Com Westbrook correndo, com Durant chutando quando achar que tem que chutar e sobretudo com ótimas jogadas para os pivôs. Ficar jogando de modo mais “baixo”, retirando caras que foram muito bem contra o Spurs (Ibaka, Kanter e Adams) apenas para tentar se equiparar, em termos de altura e de velocidade, ao Golden State é algo que só beneficiará ao time de Steve Kerr. Lembro, aqui, de algo que Phil Jackson sempre fazia contra times de Don Nelson (um dos primeiros e adotar a formação com quatro abertos – o smallball – , na NBA). Quando Nelson retirava seus pivôs e colocava “nanicos”, 99% dos rivais fazia o mesmo. Phil Jackson, do alto de sua inteligência, fazia o contrário com os Lakers (Shaq e Pau Gasol + Andrew Bynum). Mantinha os gigantes e “punia” Nelson por retirar os seus grandões. É exatamente isso, em minha opinião, que o Thunder precisa fazer na maior parte do tempo. Tentar pontuar ao máximo perto da cesta, mostrando ao Warriors que nem sempre a tal formação da morte (Curry, Klay, Andre Iguodala, Harrison Barnes e Draymond Green) é a mais indicada contra eles.

dray14) Qual o tamanho da importância do gordito Draymond Green nesta série? A gente sabe que ele é um dos líderes emocionais deste time, que tem uma participação ofensiva cada vez maior, mas desta vez ele medirá forças com cavalos físicos como Serge Ibaka e Steven Adams. Cavalos que estão no auge físico tanto quanto ele, Green, está. Estraçalhá-lo mental e fisicamente pode ser um preço muito caro para Steve Kerr, técnico do Golden State. Deixá-lo de fora em alguns momentos, porém, está longe de ser o indicado para o Warriors. Qual a melhor saída, então? Retirá-lo da linha de frente de combate está fora de cogitação, mas tentar fazer com que ele esteja sempre cercado de um cara grande (Andrew Bogut, Anderson Varejão ou Festus Ezeli) me parece prudente para evitar que os grandões do Thunder façam a festa perto da cesta contra Green.

Meu palpite: Warriors em sete jogos. E você, o que acha?


Dissecando a série entre Spurs x Thunder, semifinal do Oeste
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Fábio Balassiano

kawhiComeçam hoje às 21h30 as semifinais de conferência da NBA. Ainda com um confronto totalmente aberto (o ganhador de Toronto e Indiana mede forças com Miami ou Charlotte, que foram pro jogo 7 ontem à noite) no Leste, terá início neste sábado aquele que promete ser mesmo o melhor confronto desta fase no Oeste.

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder jogarão no Texas (Sportv exibe) para tentar voltar a uma final de conferência após dois anos (se enfrentaram nesta mesma fase em 2014 com vitória texana por 4-2, lembram?).

durant1Os dois times se enfrentaram em playoff em 2012 (deu Thunder por 4-2) e em 2014 (deu Spurs pelo mesmo placar) na final do Oeste, se conhecem muitíssimo bem, possuem craques incontestáveis (Kevin Durant e Russell Westbrook pelo Thunder e Tim Duncan, Tony Parker, LaMarcus Aldridge, Manu Ginóbili e Kawhi Leonard pelo Spurs) e excelentes treinadores (Billy Donovan e Gregg Popovich). Dos duelos que vimos até o momento no playoff, e do que está projetado para a segunda rodada, não há a menor dúvida em afirmar que será a melhor série deste mata-mata (até agora, repito).

west1A primeira dúvida tática que me bate é sobre a forma que o San Antonio tentará parar (o quase imparável) Russell Westbrook. O camisa 0 do Thunder faz de novo uma temporada brilhante, é um “cavalo físico” e sabe muito bem como furar as defesas adversárias. Titular da armação adversária, Tony Parker tem inteligência de sobra, mas não tanto potencial físico para segurá-lo. O “problema” pra Westbrook é que do outro lado estão Gregg Popovich e Ettore Messina, dois dos maiores especialistas em formatar marcações específicas no basquete mundial. É bem provável que Pop e Messina concentrem esforços para evitar as infiltrações do rival, “pedindo” para West chutar de fora. Há, também, a possibilidade de Kawhi Leonard tentar segurar Westbrook em alguns momentos, o que é bastante possível que aconteça desde a largada da série, mas pro Spurs isso pode significar que Kevin Durant não estará sendo vigiado por Kawhi. É uma escolha que Pop terá que fazer em alguns momentos. Deixar Russ, sem dúvida uma das estrelas do Thunder e da NBA (desculpe te dizer isso, Mark Cuban…), beirar ou chegar ao triplo-duplo significará que o Oklahoma estará mais perto das vitórias na série.

spurs1Estou curioso também para ver o comportamento do técnico Billy Donovan em uma série contra o Spurs e Gregg Popovich. Donovan é experiente pacas, mas em seu primeiro ano de NBA será testado à exaustão nos quesitos “ajuste” e “contra-ajuste” diante de um cara magnífico nos dois quesitos. Creio que o ex-treinador da Universidade da Flórida possua boas peças para arrumar o quebra-cabeça defensivo da sua equipe, mas do outro lado há tantas armas, mas tantas armas, que fico pensando se é mesmo possível deter o San Antonio Spurs. Para o OKC, o fato positivo é que Enes Kanter, o pivô turco, melhorou demais defensivamente de um ano pra cá e que Serge Ibaka continua muito bom na marcação também. Além disso, o crescimento de Steven Adams é notável. Não é a toa que o Thunder consegue pegar 31% dos rebotes ofensivos após os erros de arremesso, maior marca da liga disparada (o Detroit vem em segundo com 26%). Jogar com os dois juntos até os finais das partidas pode, sim, ser possível contra Duncan, Aldridge e Diaw. Atuar em velocidade, algo que certamente Pop tentará evitar ao máximo, pode ser um bom indicativo para o OKC.

durant2Outro ponto importante fala sobre Kevin Durant. O astro do Oklahoma pode se tornar agente-livre ao final dessa temporada. Continuo achando que ele não sai do Thunder, mas os outros 29 times da NBA vão mimá-lo com toda força do mundo caso ele queira ouvir as propostas. Isso não mexe com ele nesta pós-temporada, mas obviamente causa apreensão em toda franquia. Pode ser, este, o último ano do camisa 35 com a camisa do Thunder? Avançar mais profundamente neste playoff, chegando eventualmente a uma final da NBA novamente, pode significar não só o sucesso da equipe neste campeonato, mas a prorrogação do duo entre Durantula e Westbrook, um dos melhores do planeta na atualidade, por mais tempo.

No final das contas, aqui vai o meu meu palpite: Spurs em sete jogos. E você? Concorda comigo?


O começo das semifinais do NBB – quem chega à decisão?
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Fábio Balassiano

Chegamos às semifinais do NBB. Restaram quatro times, que buscam agora avançar à decisão do principal torneio de basquete do país. Vamos aos duelos? O primeiro jogo entre Mogi e Flamengo será inclusive neste sábado às 14h10 e terá transmissão (vejam que bacana) de Rede TV! e Sportv ao mesmo tempo. Calendário completo e mais informações estão no site da Liga Nacional.

neto1Flamengo x Mogi: O Flamengo está invicto no playoff, fez a melhor campanha da primeira fase e, por consequência, terá o mandro de quadra nesta série. Tem (insisto nisso) o melhor elenco do país e fez algo contra Rio Claro nas oitavas-de-final que poderá fazer muita diferença de agora até o restante da competição: esplêndido espaçamento ofensivo. Isso pode parecer pouco, mas perguntei a respeito disso ao técnico José Neto, que me disse que estudou bastante o seu próprio time antes do mata-mata. Não é coincidência que em toda a série contra Rio Claro o Fla tenha tido mais de 60% de acerto nas bolas de três pontos das extremidades da quadra (os famosos corner-shots tão usados pelo San Antonio Spurs na NBA). Foi assim que Machado e Ramon anotaram seis bolas das laterais no jogo 3 contra a equipe do técnico Dedé no sábado passado. Em duelos equilibrados, ter essa noção e abertura de espaços pode fazer a diferença.

shamellGosto do time de Mogi e vejo que o técnico Danilo tem tentado fazer a equipe jogar diferente. O problema é que nem sempre se consegue fazer Shamell e Larry atuarem coletivamente. Admiro bastante o jogo de Shamell, mas não sei se o seu preferido duelo de “um contra um” sem picks ou cortes dará resultado contra uma defesa tão bem postada como é a do Flamengo. Para os mogianos, atuar de forma mais calma, sem tantos arremessos apressados no ataque, é a chave para se tentar algo nesta série. Acelerar as coisas e ficar mais próximo de desperdiçar a bola é um erro que Mogi decididamente não pode cometer se quiser ir para uma inédita final.

No final das contas, creio que a maior experiência (este mesmo núcleo poderá fazer a sua quarta final consecutiva), o maior tempo junto (conjunto) do Flamengo e o mando de quadra farão a diferença a favor da equipe do Rio de Janeiro.
Meu palpite: Flamengo em cinco jogos

alex1Bauru x Brasília: A série que eu mais aguardo para ver entre as duas, sem dúvida alguma (começa na terça-feira na capital federal). Por ter Alex (Bauru) contra sua ex-equipe. Por serem dois técnicos bem jovens (Demétrius pelos bauruenses e Bruno pelos candangos). Por termos um duelo entre Paulinho e Fúlvio (se seu problema no joelho causado no jogo 4 da semifinal contra o Paulistano não for grave) na armação (estilos completamente diferentes). Por vermos Deryk e Leo Meindl, duas jovens promessas. Por termos um ótimo Giovannoni x Jefferson Willian no perímetro. E por vermos uma briga entre pesos pesados perto da cesta entre Ronald e Hettsheimeir.

dema1Pelo lado de Bauru, causa preocupação a forma física da equipe. Ricardo Fischer operou e está fora. No jogo 4 contra o Pinheiros, Murilo (olho) e Jefferson (joelho) não atuaram. Com isso, o tempo de quadra de veteranos como Alex, Robert Day e Rafael Hettsheimeir precisou ser prolongado à exaustão. Isso pode pesar e em um duelo contra uma rotação extensa e pesada como é a de Brasília pode ser crucial. Outro ponto importante para Bauru diz respeito a sua defesa. Quando ela esteve bem contra o Pinheiros o time viveu seus melhores momentos, evitando pontos dos rivais e conseguindo sair pro ataque antes da marcação rival começar seus movimentos de defesa. Quando, por outro lado, “afrouxou” um pouco a força defensiva os bauruenses receberam um festival de bolas de três pontos de Lucas Dias (principalmente). Contra o Pinheiros, um time jovem e também inconstante, ainda funcionou. Diante de Brasília, esta irregularidade dentro de um mesmo quarto pode ser perigosa.

deryk15Gosto bastante da maneira como Brasília tem jogado desde que o técnico Bruno assumiu. O técnico não teve medo de apostar na formação com Fúlvio e Deryk (dois armadores mais baixos) e muito menos em deixar jogadores consagrados como Arthur e Cipolini no banco, dando a Pilar e Giovannoni o “poder” nas alas. O time tem jogado no famoso “quatro abertos”, fazendo com que os três jogadores normalmente sem a bola (Pilar, Deryk e Giovannoni) se movimentem bastante em volta de Fúlvio para encontrar o arremesso. Como possuem ótimo corte, o trio de alas de Brasília consegue fazer um jogo bastante interessante (e perigoso para o rival) de fora para dentro do garrafão. Normalmente a defesa adversária não sabe se “caça” os caras lá no perímetro ou se espera perto da cesta. Quando avança, abre espaço perto da cesta. Quando afasta, pode sofrer com os tiros longos. É um trunfo que Bruno e Brasília têm usado com frequência e que pode levar Brasília a uma final que não frequenta há quatro anos.
Meu palpite: Brasília em quatro jogos.

Concorda comigo? Palpite você também!

Tags : LNB NBB


As quartas-de-final do NBB – veja análises e palpites
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Fábio Balassiano

As quartas-de-final do NBB já começaram (Mogi venceu o Basquete Cearense e Brasília, o Paulistano – os dois times que ganharam atuaram em casa). Nesta segunda-feira, Rio Claro recebe o Flamengo (19h no Sportv) e Pinheiros, o Bauru (às 21h na Web). Vamos às análises e palpites dos confrontos:

luz1Flamengo x Rio Claro – Descansado, com o melhor elenco do país e contra um adversário que vem de uma batalha de cinco jogos contra Franca. Por mais bem armado que seja Rio Claro (e é mesmo, pelo técnico Dedé Barbosa), é muito difícil imaginar que o time consiga superar o atual tricampeão do NBB em uma série de cinco jogos. Pode ser que a falta de ritmo de jogo pese contra o time de José Neto, que o fato de o duelo se iniciar no interior de São Paulo traga confiança para Rio Claro, mas sinceramente não consigo ver como os rubro-negros ficariam de fora da semifinal, não.
Meu palpite: Flamengo em quatro jogos

dema1Bauru x Pinheiros – Poderia, ou até deveria, ser uma série tranquila para Bauru, que tem um time muito experiente e viu o rival também passar por cinco jogos contra o Minas. O problema, para os bauruenses, é que a série torna-se complicada pelo fato de os pinheirenses estarem com uma confiança do tamanho do mundo após saírem de um 0-2 para um 3-2 e por terem nos jovens Lucas Dias (natural da cidade de Bauru inclusive) e Humberto uma força difícil de compreender e até mesmo de planejar a defesa. Para piorar, Ricardo Fischer está fora e a armação ficará a cargo de Paulinho (que não é um grande armador condutor, mas sim pontuador, o que muda o estilo da equipe) e do jovem Gui Santos. Mesmo assim acredito que a experiência de Bauru e os bons ajustes que o técnico Demétrius farão marcarão a diferença no final das contas.
Meu palpite: Bauru em cinco jogos

deryk50Paulistano x Brasília – Está aí a série mais equilibrada desta fase de quartas-de-final ao meu ver. O Paulistano é mais organizado, conta com um técnico excelente (Gustavo de Conti) e possui o mando de quadra. Brasília, que venceu um agônico Jogo 1 em casa depois de quase ver o triunfo escorrer pelas mãos, vem com a experiência de Giovannoni, Arthur e Fúlvio, a fúria jovem de Deryk e Ronald e com o fato de, por já ter vencido o primeiro duelo, jogar a pressão toda para o lado do time da capital de São Paulo. O Paulistano sabe que, nos jogos 2 e 3, só pode pensar em vencer para não ter que retornar à capital federal precisando desesperadamente da vitória. Acredito que Brasília saberá atuar com isso na cabeça do adversário e fechará o duelo em casa.
Meu palpite: Brasília em quatro jogos

shamellBasquete Cearense x Mogi – O duelo começou no sábado com um jogo feio-porém-disputado em Mogi das Cruzes. O time da casa ficou atrás o jogo inteiro e contou com erros terríveis dos cearenses para virar o placar no final. Isso pode fazer a diferença, obviamente, mas acredito que o Basquete Cearense sabe que jogou melhor e que tem força para bater os mogianos em casa. Resta ao time de Alberto Bial manter a concentração e o controle emocional estar em dia para conseguir concretizar a vitória nos momentos mais cruciais. Mogi tem Shamell, e isso conta muito – vimos no sábado como o norte-americano é decisivo. No final das contas, creio que o mando de quadra será essencial por aqui.
Meu palpite: Basquete Cearense em cinco jogos

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