Bala na Cesta

Arquivo : junho 2013

Chris Paul permanecerá no Clippers – agora os californianos precisarão reforçar o elenco
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Fábio Balassiano

O mercado para negociar com os agentes-livres da NBA abre oficialmente na segunda-feira, mas Chris Paul (foto à esquerda) já mandou seus empresários avisarem para os times que por ventura forem ligar para fazer alguma proposta: ‘Não liguem porque vou ficar no Los Angeles Clippers’.

Estava realmente claro que isso iria acontecer quando os Clippers enfim assinaram com o técnico Doc Rivers (veja mais aqui). Paul pedia um técnico que o liderasse a algo maior (em oito anos de NBA ele só passou do primeiro round dos playoffs em duas ocasiões – muito pouco para alguém com seu absurdo talento), e foi isso que os Clippers o deram. Rivers é muito bom, e certamente dará um salto de qualidade em relação ao que Vinny Del Negro fazia na Califórnia.

A grande questão para os Clippers, agora, é reforçar o entorno de CP3. O ala-pivô Blake Griffin tem contrato até o final de 2016-2017 e DeAndre Jordan, o pivô, até 2014-2015. Mas com exceção da dupla e de Caron Butler, Jamal Crawford (estou doido pra ver como será o relacionamento do chutador convicto com Rivers) e Eric Bledsoe (o armador reserva está sendo cortejado pelo Toronto) algo precisará ser feito.

Não sei, sinceramente, se renovar com Chauncey Billups é a solução (depois da grave lesão que teve no ano passado o craque não voltou muito bem), mas está claro que é ali, nas duas alas (2-3) que os reforços precisarão vir para evitar que Chris Paul fique com a responsabilidade doida de armar e chutar quando a situação apertar. Além disso, reservas confiáveis de garrafão precisarão chegar, pois ano passado Lamar Odom esteve de férias ganhando a bagatela de US$ 8,2 milhões.

O armador, craque de bola, já ficou. É hora, portanto, de os Clippers irem ao mercado para tentar, enfim, chegar às finais do Oeste (desafio desde que Cp3 chegou).

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O futuro do Celtics passa por Danny Ainge – é arriscado, mas não dá pra criticar agora
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Fábio Balassiano

Danny Ainge jogou no Boston Celtics entre 1981 e 1989. Foi campeão duas vezes (84 e 86) e sabe muito bem como as coisas (leia-se pressão) funcionam em solo verde. Alçado a função de gerente-geral em 2003, promoveu limpa no elenco trocando de cara Antoine Walker, ídolo de uma torcida que ficaria irada com a carta de apresentação de Ainge como chefe (meses depois ele trocou o técnico Jim O’Brien por Doc Rivers também).

Isso, porém, não seria o pior. As temporadas 2005-2006 e 2006-2007 foram terríveis (57 vitórias AO TODO e o segundo pior retrospecto na história do time), e no final de 2007 o astro do time, cansado de apanhar, bateu na mesa de Ainge e pediu para ser trocado. Era Paul Pierce, que dizia estar precisando de um time capaz de brigar por títulos – e não um saco de pancada.

Danny Ainge pediu paciência, disse que iria agir – e agiu. No mesmo verão buscou Ray Allen e Kevin Garnett com uma série de trocas e o restante da história todo mundo sabe. O Boston foi campeão em 2008, chegou na final em 2010 (perdeu o jogo 7 pro Lakers em Los Angeles), no ano passado bateu na trave de eliminar o Miami no jogo 6 em casa (perdeu e foi eliminado no sétimo, na Flórida) e neste ano perdeu do New York Knicks por 4-2.

Pode ser que muita gente não tenha entendido, mas o recado que Ainge deu ao deixar Doc Rivers ir embora (aliás, vamos combinar, o ótimo treinador todo verão americano dizia estar na dúvida se viraria comentarista, cuidaria da família, permaneceria em Boston ou tiraria um ano sabático – o que para um empregador é péssimo) e ao trocar Paul Pierce e Kevin Garnett nesta semana para o Brooklyn Nets é bem claro: “Caros amigos, o ciclo destes gênios do basquete terminou em termos de títulos. Temos um time voando em termos físicos aqui no Leste e precisamos começar uma nova Era para derrotá-los em alguns anos”.

Na boa, o torcedor mais apaixonado pode chorar um pouco, pensar quão triste é mandar embora Pierce, que tem uma vida com o Boston, mas não dá pra criticar Danny Ainge por simplesmente querer tentar uma reconstrução. Todo grande time passa por isso, todo time passará por isso se quiser voltar a ser grande, e Ainge vai tentar conseguir o maior números de picks para o Draft de 2014 (que promete ser um dos melhores dos últimos tempos) visando a formação de um novo timaço em Boston. Do meu canto, só fico preocupado pelo seguinte: com os jogadores que virão do Nets (e não vou escrever todos porque parece que pode mudar um bocado – quando confirmar eu coloco aqui, prometo) a folha salarial continuará alta (anistiar ou não Gerald Wallace?) e o time nem será tão terrível assim no Leste. Ou seja: vão pagar caro por um time que, sendo mais ou menos, pode não ser agraciado com escolhas altas no próximo Draft. É algo a se pensar, e certamente Danny Ainge terá meses de muito trabalho pela frente.

Ontem, aliás, surgiu um rumor que ele, Ainge, estaria também interessado em trocar Rajon Rondo para o Dallas (pelos contratos expirantes de Shawn Marion e Vince Carter). O armador tem 28 anos e um dos temperamentos mais explosivos da NBA – para um elenco que precisará ser forjado com muito treinamento, derrotas e paciência parece pouco recomendado mesmo. Ao que parece, portanto, a renovação dos quadros verdes não terminou – e não nos espantemos se Jeff Green também estiver envolvido nisso (ele tem salário garantido até, no mínimo, 2014-2015)

A única coisa que Ainge espera, neste momento, é um pouco de compreensão de uma torcida que ele conhece bem – é exigente e não esperar muito, muito não. E que a camisa usada pela torcida do Detroit Pistons nos playoffs de 1987 (veja na foto à direita) continue guardada nos armários.


Decepcionante, Brasil perde de 28 da Austrália e se complica pra 2a fase do Mundial Sub19
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Fábio Balassiano

Confesso que estou decepcionado, bem decepcionado com a seleção brasileira masculina que está disputando o Mundial Sub-19 em Praga, na República Tcheca. Depois de uma ótima fase de preparação, com mais de dois meses de trabalho, amistosos e tempo para treinar o que bem entendesse, o técnico Demétrius afirmou que o objetivo era ficar entre os quatro da competição. E eu também acreditava nisso pelo potencial técnico e físico do time.

Aí vieram os jogos. Na quinta-feira, derrota esperada para a favorita Sérvia na estreia por 65-50. Ontem, vitória fácil e óbvia contra Senegal (72-56, com um pingo de sofrimento no primeiro tempo, diga-se de passagem). E hoje, contra a Austrália, em jogo que valia o segundo lugar da chave C, revés por surreais 73-45 (sim, foram 28 pontos de diferença para um time que não estava tão cotado assim – e apanhou da Sérvia por 21…). Ah, neste sábado foram inacreditáveis 16 pontos nos 20 primeiros minutos de jogo (surreal!).

Agora o Brasil, com uma vitória e duas derrotas, vai para a segunda fase junto com sérvios (3-0) e australianos (2-1), e enfrentará os três melhores do grupo D – Rússia, Estados Unidos e China (chineses devem avançar com dois triunfos, pois enfrentam a Costa do Marfim logo mais). Neste novo grupo, formado pelos seis times citados, os quatro de melhor campanha avançam para as quartas-de-final (aqui o sistema de competição completo). Está bem claro que, se quiser ir longe, os brasileiros precisarão vencer russos e chineses, né.

O que mais me preocupa, e sempre digo que ninguém está vendo os jogos (ninguém está transmitindo e nem pelos links mágicos da internet tem sido possível ver), é o fraco desempenho do time de Demétrius (bem fraca a performance, aliás). No jogo de hoje, contra a Austrália, NENHUM jogador passou dos oito pontos e de novo o vício dos três pontos foi visto (foram 17 tentativas e apenas três acertos). Com isso, o ataque não flui (o Brasil termina a primeira fase com a terceira pior média de pontos, com 55,7 pontos, na frente apenas de Senegal e Costa do Marfim), a pontaria está errática pra caramba (31,2% nos chutes, terceiro pior desempenho) e de fora os erros são inacreditáveis (12/67 na primeira fase, ou 17,9%).

De novo: se não dá pra analisar o porquê de isso estar acontecendo (embora a gente saiba que este vício dos três pontos pareça eterno e incorrigível – infelizmente), ao menos preocupa essa insistência por tiros que não têm decididamente caído (ontem contra o Senegal, o Brasil chutou 3/17 no primeiro tempo e perdeu – no segundo, apenas duas tentativas e atropelou os africanos). Em média, são 22 bolas de três por partida até agora, e apenas quatro conversões por jogo. Não é muito, mas é insistente em algo que não tem dado certo. Nada animador, certo?

É com este cenário que o Brasil vai para a segunda fase. Precisará vencer China e Rússia para avançar às quartas-de-final caso não queira voltar pra casa precocemente. Torço, sinceramente, para melhorar, mudar o panorama, mas está difícil, ao menos pelo que se tem visto nas frias estatísticas, crer no contrário.


Zanon fecha grupo de 12 meninas para torneios na China – Ariani, Fabiana e Leila estão fora
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Fábio Balassiano

Conforme dito a este blog há quase dois meses pelo técnico Zanon, a seleção brasileira feminina adulta embarca no começo da próxima semana para uma série de seis amistosos na China. Lá, a equipe fará dois torneios triangulares amistosos. O calendário será o seguinte: Canadá (5/7), Porto Rico (6/7) e China (7/7) em Daqing (todos os jogos às 6h da manhã). Depois, entre 10 e 12 de julho, os mesmos adversários na cidade de Changzhi contra os mesmo adversários.

E para esta viagem o treinador Zanon definiu as 12 na tarde de ontem em São Carlos, onde seu time está treinando desde 10 de junho. Do grupo de 15 atletas que estavam com ele, a armadora Ariani, a lateral Leila Zabani e a ala-pivô Fabiana Caetano não embarcam para a China. O elenco, bem alto e jovem (média de 22,9 anos e 1,80m de altura) para a viagem ficou assim definido:

ARMADORAS: Débora e Tainá
ALAS: Izabela, Tatiane Pacheco, Patricia Ribeiro, Jaqueline, Joice Coelho e Carina (Cacá)
PIVÔS: Clarissa (foto), Fernanda Bibiano, Franciele e Damiris.

De longe não dá pra avaliar com os treinos têm sido, mas a princípio gosto bastante do trabalho de renovação que tem sido feito por Zanon. Que as meninas aproveitem a viagem para a China e os amistosos contra duas seleções boas (as donas da casa e o Canadá) antes do Sul-Americano de Mendoza, na Argentina, entre 23 e 27 de julho.


O fim do Big 3: depois de perder Doc Rivers, Boston trocará Garnett e Pierce pro Nets
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Fábio Balassiano

A noite do Draft foi maluca, como escrevi no post anterior (link aqui). Mas a principal notícia veio mesmo algumas horas atrás quando Adrian Woj (sempre ele) noticiou primeiro que o Boston Celtics estaria definitivamente implodindo a parte final de seu Big 3 (Ray Allen já tinha se mandado) ao aceitar a troca proposta pelo Brooklyn Nets por Kevin Garnett e Paul Pierce.

De acordo com Woj, a troca só pode ser oficializada em 10 de julho, mas está tudo acertado. A negociação ficou assim (atenção que não é fácil):

– O Brooklyn receberá Jason Terry, Paul Pierce e Kevin Garnett (formando um ótimo time que será comandado pelo agora técnico Jason Kidd com Deron, Joe Johnson, Pierce, Garnett e Lopez, com Terry e o agora pivô calouro Mason Plumlee, que deve aprender e sofrer um bocado nas mãos do professor KG).

– O Boston, agora oficialmente no famoso rebuild (reconstrução), receberá Gerald Wallace e seu monstruoso contrato de US$ 30mi até 2016 (será que vão anistiar?), o contrato expirante de Kris Humphries, Reggie Evans e Keith Bogans, além de escolhas de primeira rodada no aguardado Draft de 2014, de 2016 e 2018 (isso é o principal, na verdade). Se Danny Ainge tinha carta branca para remontar a franquia, o cenário está posto. Ainda sem técnico, folha salarial razoavelmente vazia, Rajon Rondo (a mala sem alça que brigou com meio mundo nos Celtics, diga-se de passagem), Brandon Bass e Jeff Green como esteios experientes e uma pancada de jovens lutando por espaço (um deles, inclusive, é o brasileiro Fab Melo, que agora terá bons minutos para mostrar seu basquete.

É o fim do time que ganhou o título da NBA anos atrás. É o fim definitivo do trio que fez o Boston voltar a viver dias melhores. É, provavelmente, o começo de um momento de novas derrotas para os Celtics. E é, sobretudo, o momento de ver como este Brooklyn Nets, que pagará uma das maiores folhas salariais da história da NBA (se não vier mais nenhum reforço ficará em mais de US$ 100 milhões – haja taxa de excesso que será paga pelo russão lá, hein…), ficará em quadra.

O que achou da negociação. Ficou surpreso? Comente!


Em Draft ‘maluco’, Brasil repete 2004 e vê dois jogadores na NBA – Lucas Bebê e Raulzinho
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Fábio Balassiano

Foi uma noite maluca, doida mesmo (a primeira escolha, do Cleveland, no ala Anthony Bennett, quase ninguém cravava). Tão doida que David Stern, o comissário-geral da NBA que estava em seu último Draft, teve que pedir uma trégua nas vaias para o público que foi ao ginásio do Brooklyn Nets. No Twitter e Facebook, notícias pulavam com uma agilidade fascinante – e de enlouquecer ao mesmo tempo.

Era um time que selecionava – e dois minutos depois trocava. Era um time que havia recebido um direito de escolher após uma negociação escolher – para no ato seguinte fazer uma nova transferência. Para saber tudo, tudo, tudo mesmo só sendo o Adrian Woj (mito do Yahoo americano) ou entrando no site da NBA (aqui o link).

Para nós, brasileiros, o que vale mesmo é que depois de nove anos o país viu duas de suas revelações serem escolhidas no concorrido processo de escolha da melhor liga de basquete do mundo – igualando o recorde do país. No dia 24 de junho de 2004, Rafael Araújo (8), o Baby, e Anderson Varejão (31) foram recrutados no Madison Square Garden.

Ontem foi uma noite feliz para Lucas Bebê, que subiu ao palco com o boné do Boston Celtics mas irá defender o Atlanta Hawks em uma negociação que envolveu Boston e Dallas (leia mais aqui). Lucas, aliás, fez grande sucesso na internet devido ao seu cabelo no melhor estilo black-power. Na Geórgia, o pivô de São Gonçalo formado no Central há menos de seis anos (que glória pro clube, hein!), irá encontrar uma de suas amigas e mentoras – a também pivô Érika de Souza, que defende com brilhantismo o Atlanta Dream, da WNBA. O Atlanta passará por um processo de reestruturação (das feras, apenas Louis Williams e Al Horford permanecem sob contrato), e será comandado por Mike Budenholzer, ex-assistente do San Antonio Spurs e reconhecido como um dos melhores auxiliares da NBA. Ainda não se sabe como é a cláusula de rescisão de contrato dele com o Estudiantes (ele renovou contrato até 2015 no começo da semana) e nem quando ele irá fazer o salto para a liga norte-americana (seu salário, porém, será de no mínimo US$ 4,3 milhões por três anos, sendo o último ano uma opção do clube de renovar)

O outro brasileiro que foi chamado ao palco (desta vez por Adam Silver, que assumirá o lugar de Stern como comissário-geral da NBA no próximo ano) chama-se Raul Togni Neto, mas aqui só o conhecemos como Raulzinho. Formado no Minas Tênis Clube, o agora armador do Gipuzkoa Basket, da Liga ACB Espanhola, foi selecionado pelo Atlanta Hawks, mas logo trocado para o Utah Jazz, o que acabou sendo bom já que os Hawks escolheram um armador, o alemão Dennis Schroeder, na primeira rodada (aqui a notícia no site oficial da franquia). O time de Salt Lake City tem folha salarial vazia, nenhum armador já renovado e quem sabe Raulzinho já entra direto na NBA (sem ter que ficar outro ano na Europa – seu time caiu pra segunda divisão na Espanha, é bom lembrar).

A noite só não foi completamente feliz para o Brasil porque Augusto Lima e Alexandre Paranhos não foram selecionados. Os alas, agora, podem tentar o mesmo caminho de Scott Machado, armador que não foi escolhido na noite do Draft mas que conseguiu jogar a Summer League pelo Houston até conseguir contrato com o próprio time texano e logo depois com o Golden State Warriors (nem tudo está perdido, portanto).

Ficou muito feliz com as escolhas de Lucas e Raulzinho? Enlouqueceu na noite do Draft da NBA de ontem? Comente!


As perguntas ainda sem resposta sobre o balanço financeiro da Confederação Brasileira
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Fábio Balassiano

Conforme você tem visto neste blog nos últimos três dias (aqui a apresentação, aqui a minha análise e aqui a brilhante análise do Professor Scarpin), fiz um apanhado geral sobre o balanço financeiro de 2012 da Confederação Brasileira de Basketball. E o cenário é péssimo, você viu aqui.

Abaixo, depois das análises, deixamos, professor Scarpin e eu, algumas perguntas que ficam sem resposta quando se olha para um lacrimejante Balanço Financeiro como este (todas elas foram encaminhadas à CBB na manhã desta sexta-feira para resposta – algo que não acredito).

1)   Que fim deu a glosa do ano passado. Já estamos em junho de 2013. Algo já foi resolvido?

2)   No ano de 2012, um valor me saltou aos olhos. Há R$ 590.791 referentes ao projeto “Campeonato Nacional Feminino de Basquete”, competição que já não é mais organizada pela CBB. E tal valor repete o ano de 2011, o que pode levar à conclusão de que não foi feita prestação de contas. Entretanto, como não há abertura maior sobre a razão pela qual o valor ainda permanece no balanço, não podemos fazer afirmação nenhuma neste sentido. Que fim deu isso?

3)   Quais competições nacionais a CBB financia que gastou mais de R$ 5 milhões em 2012?

4)   Para uma entidade que fechou o ano de 2011 com dívida de R$ 7 milhões, como explicar o crescimento dos custos administrativos sem nenhum projeto relevante para o basquete nacional? E por que esse crescimento foi tão alto, de 100% em 3 anos?

5)   A Confederação Brasileira tinha uma assessoria de marketing da empresa de José Carlos Brunoro. No balanço financeiro essa linha não aparece – nem da empresa nem das ações de marketing. Quanto custou aos cofres da CBB a Brunoro Sports Business? E que ações de marketing foram realizadas por ela?

6)   Existe uma conta chamada convênios. O valor dela foi de zero em 2010, R$ 1.495.667 em 2011 e zero em 2012. Que convênio foi este?

7)   O que explica o aumento da dívida da entidade? Como a Confederação conseguiu contrair tamanha dívida com um orçamento tão grande assim? As receitas aumentam ano a ano – e o déficit também…

8)   O que houve com os Centros de Basquete Integrados? Foram fechados? Sobre o Centro de Basquete Integrado (segundo a CBB são centros para incentivar a prática do basquete): redução de 48% de 2012 para 2011, com um gasto total de R$ 290.525, o que dá R$ 24.210 mensais para todos os centros. O gasto com esses centros foi reduzido pela metade e deu menos de R$ 25 mil mensais para todos os centros juntos

9)   Auxílio à Filiadas (segundo a CBB, representam repasses para as federações estaduais de basquetebol para a manutenção das equipes de base): aumento de 56% em relação a 2011, com um gasto total de R$ 441.583. Ressalta-se que em 2011 o valor já havia sido 170% superior ao de 2010, ou seja, este gasto é crescente. Quais equipes de base foram financiadas? O ano de eleição (2012) influenciou em algo neste aumento? Que tipo de projeto foi feito pelas federações pelo bem do basquete?

10) Clínica de Arbitragem (segundo a CBB, compreendem as clínicas de Formação e Atualização dos árbitros): redução de 46% de 2012 para 2011, com um gasto total de R$ 72.613, ou R$ 6.051 mensais para a formação dos nossos árbitros. Será que nossos árbitros são tão bons que não precisam de formação?


Com quatro brasileiros, Draft da NBA mais imprevisível dos últimos anos acontece esta noite
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Fábio Balassiano

Até hoje, 11 brasileiros passaram pela NBA. Na noite deste 27 de junho de 2013, há a possibilidade de outros quatro entrarem neste seleto grupo que atuou na melhor liga de basquete deste planeta.

Hoje à noite (20h de Brasília, sem transmissão de TV) no ginásio do Brooklyn Nets será realizado o Draft  mais imprevisível dos últimos anos (e com muitos, muitos rumores, como sempre). Pelo que li ontem, o Cleveland Cavs, que depois desmentiu a notícia, chegou até mesmo (pasmem!) a querer trocar o seu primeiro pick para o New Orleans (e isso não é lá muito normal). Jogadores cotadíssimos perderam espaço (caso de Shabazz Muhammad, por exemplo) e outros têm subido muito nas projeções. Vamos aos brasileiros.

Lucas Bebê -> Parece líquida e certa a escolha de Lucas Bebê na primeira rodada do Draft. O pivô foi bem no Estudiantes, seu clube na Espanha, ótimo nos treinamentos antes do Draft e impressionou a todas pela sua evolução de dois anos pra cá. Ficou mais forte, ganhou técnica e está muito mais ágil. Deve ficar entre as escolhas 10-20.

Raulzinho -> Raulzinho é bom de bola, foi muito bem nos treinamentos em Treviso, Itália, e fez duas boas temporadas na Espanha (onde seu time acabou rebaixado esta temporada, aliás). Muita gente aposta que ele será escolhido na segunda rodada, com a franquia da NBA deixando o armador, ex-Minas, na Europa para seguir evoluindo. Sinceramente não consigo prever nada em termos de posição, mas acho que ele será, sim, escolhido.

Augusto Lima -> Está aí uma incógnita. Augusto Lima está sempre, sempre, sempre entre os jovens mais cotados do mundo em qualquer lista do Draft, mas perto da hora da seleção seu nome acaba perdendo força. Jogam contra ele o fato de sua temporada em Málaga não ter sido boa e sua evolução ter sido tímida de tempos pra cá. Considero Augusto um ótimo jogador, com uma técnica ótima, e talvez ele seja uma aposta pro final da segunda rodada do Draft.

Alexandre Paranhos -> Sobre Alexandre Paranhos, não tenho ideia do que pode acontecer. De jogador mediano no time da LDB (Sub-21) do Flamengo e pouco utilizado no time adulto, o ala-pivô apadrinhado dos irmãos Barbosa (Leandrinho e Artur) parece ter despertado interesse das franquias devido ao seu potencial físico e sua boa técnica para um jogador de sua posição. Seria leviano de minha parte apostar ou traçar qualquer linha sobre o que acontecerá com ele logo mais. Eu diria, meses atrás, que ele não seria escolhido. Mas como está tudo tão maluco para logo mais e aparentemente seus treinamentos com os times foram bons, há chance de ele ser selecionado, sim.

E você, acha que quais brasileiros serão escolhidos logo mais? Comente!


Após boa preparação, seleção masculina estreia hoje no Mundial Sub-19 contra a Sérvia
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Fábio Balassiano

Foi uma boa preparação. Quase dois meses de treinamentos, amistosos aqui e na Europa e regime de concentração bem forte. O técnico Demétrius disse ao site da Confederação que a meta é ficar entre os quatro primeiros do Mundial Sub-19 masculino que começa nesta quinta-feira em Praga, na República Tcheca (aqui o site oficial).

E deve ser mesmo o objetivo. O Brasil tem ótimo elenco (destaco os armadores Deryk Ramos, Danilo Fuzaro e Arthur Pecos, os alas Lucas Dias, Humberto e Leonardo Demétrio e os pivôs Daniel Bordignon e Du Sommer), potencial físico ótimo no grupo e valiosas revelações.

Mas não será fácil. A começar pela estreia, hoje, às 10h30, contra a Sérvia (os canais ESPN têm os direitos, mas não sei se eles exibirão as pelejas ao vivo), uma das seleções mais tradicionais do mundo e outro elenco bem alto (média de 2,01m). Além da Sérvia, o time de Demétrius, que está no grupo “C”, terá ainda como adversários na primeira fase o Senegal (sexta-feira) e a Austrália (sábado).

Para quem não está acompanhando muito, o regulamento da competição é o seguinte: os três primeiros de cada uma das quatro chaves se classificam para as oitavas de final. Os times que ficarem na quarta colocação disputam de 13º a 16º lugares. Nas oitavas de final, as doze seleções serão divididas em dois grupos de seis e as equipes voltam a se enfrentar em suas respectivas chaves (com exceção dos adversários enfrentados na primeira fase). Os resultados são levados desde a primeira etapa do torneio, e os quatro primeiros de cada chave passam para as quartas-de-final. Os ganhadores disputam a semifinal e a final.

Confesso a ansiedade para ver este time jogar. A expectativa de Demétrius é ficar entre os quatro, e compactuo com isso. O Brasil venceu a Argentina na preparação, jogou de igual para igual contra Rússia e Croácia e foi elogiado por todos que viram este time atuar.

Vai acompanhar? Será que dá pra ficar entre os quatro? Comente!


Com pivô Érika mais uma vez brilhante, Atlanta Dream vence e segue liderando a WNBA
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Fábio Balassiano

Infelizmente pouca gente aqui dá valor à WNBA, mas está rolando uma das melhores temporadas da liga norte-americana nos últimos anos. São ótimas calouras (ontem a pivô do Phoenix Mercury Brittney Griner fez 26 pontos, maior marca de sua carreira, e Elena Delle Donne, do Chicago Sky, é a quarta cestinha com 18,6 de média a impressiona tanto por sua beleza quanto por sua técnica), estrelas voando (Diana Taurasi, Angel McCoughtry e Tina Charles, as três primeiras em pontuação, estão voando) e um time jogando muita, muita bola.

É o Atlanta Dream, que ontem surrou o atual campeão Indiana Fever por 76-60 com mais uma brilhante atuação de Angel McCoughtry (16 pontos e sete roubos) e principalmente da pivô braisleira Érika de Souza (foto ao lado). A camisa 14 jogou 27 minutos, saiu-se com 17 pontos, 10 rebotes, 2 assistências, 4 tocos e 1 roubo, preenchendo todas as linhas da estatística e demolindo, com sua ótima defesa, as rivais Jessica Breland e Erlana Larkins, que chutaram 4/14.

Com o resultado, o Atlanta permanece invicto em casa (5-0) e mantém a melhor campanha da WNBA (8-1), com dois jogos de vantagem para o Chicago Sky, vice-líder do Leste. É com o duo Angel e Érika, forças no ataque e na defesa, que o time de Fred Williams espera voltar às finais da liga norte-americana, onde esteve duas vezes (ainda sem título).

É bom não duvidar delas. Sancho Lyttle está no Eurobasket com a Espanha e voltará para reforçar o garrafão, Érika seguirá destruindo na defesa e Angel McCoughtry certamente continuará chutando tudo no ataque. O Atlanta é, certamente, uma das forças da WNBA e tem tudo para voltar às finais.