Seleção brasileira de novos sai do papel, e Magnano faz ótima convocação inicial
Fábio Balassiano
Saiu do papel um dos maiores desejos de Rubén Magnano (foto) desde que ele assumiu o comando técnica do Brasil há quase quatro anos. Nasceu a seleção brasileira masculina de novos. E nasceu bonita, bem cuidada, bem pensada. O treinador argentino convocou ontem 17 atletas com média de 21 anos e 1,96m para um período de 20 dias em São Paulo a partir de 11 junho e um torneio internacional na França no começo de julho.
“Tenho a convicção de que essa seleção de novos é um ótimo projeto. A CBB entendeu a ideia e abraçou com excelência, objetivando dar experiência internacional para essa garotada. Não queremos que seja um investimento para seleções futuras apenas, e sim um investimento no futuro desses jovens”, explicou Ruben Magnano ao site da CBB.
Abaixo a lista:
ARMADORES: Ricardo Fischer, Elinho Corazza, Cauê Borges, Rafael Luz
ALAS: Vitor Benite, Gui Deodato, Matheus Dalla, Leo Meindl, Jimmy e Isaac
PIVÔS: Andrezão (Bauru), Augusto Lima, Lucas Mariano, Cristiano Felício, Ronald, Leonardo e Renan
Aqui alguns comentários meus:
1) Conversei ontem com a assessoria de imprensa da CBB (cada vez melhor no tratamento, é importante ressaltar), e o que desconfiava realmente faz sentido: nomes como Lucas Bebê, Scott Machado, Fab Melo e Raulzinho não figuram nesta convocação por um motivo bem simples: eles têm compromissos com a NBA neste primeiro momento (seja Liga de Verão ou preparação para o Draft). Fab, inclusive, passou na sede da Confederação ontem para um papo com o presidente Carlos Nunes. Para a Copa América eles podem ser lembrados.
2) Gostei muito da convocação de Magnano, muito mesmo. Pescou ótimos nomes, como o do armador Elinho e o dos francanos Leo Meindl e Cauê Borges, vai investir em outros que já conhece razoavelmente bem (Ricardo Fischer e Matheus Dalla) e certamente ficará mais próximo de Gui Deodato (foto à direita), para mim o grande nome desses 18 convocados. Pode-se discutir uma ou outra ausência (talvez tivesse chamado Gegê, do Flamengo, Victor Correa, de Joinville, e Jefferson Campos, de Suzano) ou a inclusão de um ou outro nome, mas no geral, no todo, Rubén foi muitíssimo bem.
3) Quem acompanha este espaço sabe quão crítico eu sou da CBB. E por isso mesmo acho legal elogiá-la quando algo tão necessário e fundamental para o desenvolvimento do basquete sai do papel e efetivamente acontece. A seleção de novos é um desejo de Magnano e algo que vinha cobrando aqui há tempos também. Vai ajudar esses rapazes que precisam de treinamento mais pesado e com quem é bom nisso (o argentino) e certamente abrirá um horizonte para quem nem sempre é aproveitado no clube. Bola dentro da Confederação, que, vejam só que evolução, até chamou um jogador menos conhecido para treinar (o ala João Phylippe, um dos destaques do time de Macaé que foi vice-campeão da Super Copa Brasil)
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