Bala na Cesta

Arquivo : Canadá

Seleção feminina busca primeira vitória hoje contra o Canadá para se manter viva
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Não resta mais alternativa para a seleção feminina de basquete. Depois de perder para França, Rússia e Austrália por um total de 31 pontos (de fato, não é muita coisa), o Brasil enfrenta o Canadá (leia mais sobre o rival aqui) nesta sexta-feira com apenas uma alternativa para continuar sonhando com a vaga na próxima fase dos Jogos Olímpicos.

Com uma vitória em três partidas e jogos bem disputados contra Rússia e França, as canadenses formam um time organizado e que conta com Shona Thorburn (14 pontos, 3,7 assistências e três rebotes) e Kim Smith (13 pontos) como destaques.

Pelo Brasil, é hora de colocar a cabeça no lugar e tentar arrumar a mira. O time de Luiz Cláudio Tarallo tem o terceiro pior aproveitamento nos arremessos dos Jogos (baixíssimos 34,8%), o segundo pior ataque (59,3) e o segundo menor índice de assistências da competição (11,3). Precisará, mais do que nunca, contar com Karla (foto), cestinha do time com 15,3 pontos por jogo, Érika (14,3 e oito rebotes por partida) e com um pouco de participação de Damiris (22,7% nos chutes) e Adrianinha (25% nos arremessos e número semelhante de assistências e erros – 8/7).

No final das contas, sabemos, não mudará tanto o rumo das coisas, pois passando de fase a seleção feminina encontrará os Estados Unidos nas quartas-de-final e a eliminação, a não ser que ocorra um milagre do tamanho do mundo, virá. Mas pela luta dessas meninas ficar entre as oito é o mínimo que elas merecem (se fosse pela Confederação, a eliminação até que seria condizente com a falta de qualidade do trabalho da entidade).

Será que o Brasil vence o Canadá hoje? Comente na caixinha!


Rivais de Londres: seleção feminina faz jogo da vida contra o Canadá na quarta rodada
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

É óbvio que ao enfrentar o Canadá, no dia 3 de agosto às 10h30, o Brasil já saberá muito bem em que papel se encaixará nas Olimpíadas de Londres.

Caso tenha vencido a França na estreia deste sábado, jogará contra as experientes canadenses por uma vitória para manter as (ótimas) chances de avançar em terceiro lugar, mantendo, assim, o sonho da medalha. Caso o revés francês venha, o duelo vira um vida ou morte não para passar em uma colocação boa, mas sim para chegar às quartas-de-final simplesmente – e lá encontrar os Estados Unidos, provavelmente.

De todo modo, em condições normais de temperatura e pressão o Brasil vence o Canadá caso jogue o seu melhor basquete. É o que tem acontecido nos últimos anos (foi assim em Cuiabá, na Copa América de 2009, última competição de Paulo Bassul como técnico da seleção), e não há, sinceramente, motivos para o Brasil perder em Londres.

O TIME: A técnica Allison McNeill experiente, mas nem tão “velho” assim. A média de idade fica em 27,6 anos, e uma das esperanças reside na jovem (19 anos) Michelle Plouffe, que atua na Universidade de Utah. Além dela, a boa arremessadora Kim Smith pode fazer a diferença.

DESTAQUE: A veterana armadora Teresa Gabriele (32 anos) tem tudo para travar ótimo duelo contra Adrianinha, a quem tão bem conhece de duelos entre seleções e clubes. Lê bem o jogo, tem ótimo arremesso, mas sua forma física já deixa a desejar. Tem talento e provavelmente fará sua última participação pelo time canadense em Londres.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: O Brasil vence o Canadá sem passar muito susto.

Concorda comigo? Comente na caixinha!