Bala na Cesta

Arquivo : Caio Torres

Flamengo conta com apoio da torcida pra virar semifinal contra São José neste domingo
Comentários 5

Fábio Balassiano

Foram dois jogos bem diferentes até aqui na série semifinal mais equilibrada desta edição do NBB (a outra, como sabemos, terminou ontem com varrida de Uberlândia em Bauru). Cada um com um enredo diferente. No primeiro, São José teve um quarto período perfeito e levou a melhor contra o Flamengo no Vale do Paraíba. No segundo, realizado na sexta-feira na HSBC Arena, Rio de Janeiro, o troco rubro-negro com ótima exibição coletiva e ataque fluindo nos 40 minutos.

Por isso a terceira partida, que será disputada na mesma HSBC Arena a partir das 20h (o Sportv promete transmitir), é fundamental para as pretensões das duas equipes na série. O Flamengo conta com o apoio de sua torcida, que, se não encheu o ginásio, foi em bom número na sexta-feira para dar força ao clube que quer voltar a decisão do NBB depois de três anos (cerca de 4.500 rubro-negros enfrentaram frio, chuva e trânsito para vibrar com a equipe em uma atmosfera bem incrível). São José, por sua vez, sabe que levando 100 pontos do rival tem chances reduzidas de vencer uma partida de playoff.

Só lembrando: o jogo 4 será disputado em São José na próxima quinta-feira. Caso os joseenses vençam, portanto, fazem a próxima partida em casa para avançar à final pela segunda vez seguida. Caso o Flamengo jogue como na sexta-feira e repita o triunfo, o time de Régis Marrelli ficará em situação semelhante à da série contra Brasília, quando abriu o confronto com uma vitória em casa, duas derrotas fora e foi ao quinto e decisivo duelo na capital federal para o ganha-ou-férias. Não sei se poderia ser mais importante o jogo de logo mais, não.

Quem será que vence logo mais? Comente!


Flamengo se impõe, joga bem, domina São José e empata série semifinal do NBB em 1-1
Comentários 4

Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após perder o primeiro jogo da série semifinal em São Paulo, o Flamengo entrou em quadra pressionado na noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Uma nova derrota para São José, desta vez em casa, deixaria o líder da fase de classificação do NBB numa situação desesperadora. Mas os comandados de José Neto superaram a instabilidade apresentada na primeira partida com uma atuação quase perfeita, venceram por 100-84 e igualaram o confronto.

Os dois times voltam à HSBC Arena neste domingo, às 20h. Na próxima quinta, dia 23, às 19h, a série volta para São José. Caso haja necessidade, o jogo cinco será realizado no sábado, dia 25, às 21h45, novamente na Arena.

Atuando pela primeira vez na HSBC Arena nesta temporada, o Flamengo contou com ótimo apoio vindo das arquibancadas. O ginásio não estava lotado, mas cerca de 4500 rubro-negros deram um show e empurraram a equipe para a vitória. Por conta do péssimo trânsito da cidade do Rio de Janeiro, muita gente só conseguiu entrar com a peleja rolando. Há de se destacar também a presença de torcedores do São José. Bacana para o basquete brasileiro ter um time que carrega uma torcida apaixonada como essa para onde for.

Dentro da quadra, o primeiro quarto foi o único que apresentou certo equilíbrio. As defesas não funcionavam e os ataques fluíam com facilidade. Inspirado, Caio Torres (cestinha do duelo com 23 pontos – foto à esquerda) anotou nove pontos nos dez minutos iniciais e ajudou o Flamengo a terminar o período na frente: 27 a 23.

Na segunda parcial os mandantes imprimiram uma defesa mais pegada, forçando o time de São José aos erros. A entrada de Duda foi fundamental para o Flamengo abrir vantagem no marcador. O contestado ala anotou 11 de seus 13 pontos na partida no segundo período e com o armador Kojo em grande noite, os cariocas chegaram a colocar 19 de frente (48 a 29). Apostando nas bolas de três, especialmente pelas mãos do armador Fúlvio (20 pontos), os paulistas cortaram a diferença, mas o excesso de reclamações contra a arbitragem custou caro à equipe, que recebeu duas faltas técnicas e permitiu ao Flamengo ir para o intervalo com 12 de vantagem: 54 a 42.

O time de Régis Marrelli chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto. Fúlvio estava com a mão calibrada nos tiros de fora (4/6 na partida) e a diferença caiu para nove pontos (69 a 60). Mas no momento em que a Águia do Vale ameaçou encostar no placar, apareceu Benite (foto à direita). O ala-armador rubro-negro, completamente apagado na primeira etapa, comeu a bola no segundo tempo, mostrando toda sua categoria. Os cariocas seguraram bem o ímpeto de São José e fecharam o período vencendo por 76 a 62.

No último quarto o Flamengo manteve a intensidade e abriu logo 12 a 2 (88 a 64), praticamente definindo a partida. Benite, que tinha anotado apenas três pontos no primeiro tempo, terminou o jogo com 21, atrás apenas de Caio, com 23. Kojo teve 14 pontos e seis assistências, além de muita velocidade, característica marcante do americano. Marquinhos esteve discreto nesta sexta, mas contribuiu com 13 pontos, assim como Duda. São José teve em Fúlvio seu grande nome. O experiente armador foi o cestinha da equipe com 20 pontos. Murilo também tentou manter o time no jogo, anotando 17 e pegando oito rebotes. O espanhol Álvaro Calvo também fez 17 pontos, mas a maioria no último período, quando a partida já estava decidida. Destaque da equipe na competição e no primeiro jogo da série, o ala-pivô Jefferson foi bem neutralizado pela sua ex-equipe, deixando a quadra com apenas nove pontos.

Satisfeito com a bela atuação dos comandados, o técnico José Neto valorizou a regularidade demonstrada pelo Flamengo. “A gente sabia que o mais importante era manter a regularidade, sem ter tantos altos e baixos como tivemos no primeiro jogo. Cometemos poucos erros hoje. Um ponto forte do nosso time é que temos vários jogadores com capacidade de decisão em diferentes momentos e hoje cada um apareceu um pouco. Agora o foco já está no próximo jogo. Cada partida de playoff apresenta circunstâncias diferentes”, afirmou o assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira.

Enquanto isso, o técnico Régis Marrelli lamentou o mau desempenho defensivo da sua equipe. “O time não focou a defesa. Fazer 84 pontos aqui é uma boa marca, o que não dá é para tomar 100. O Flamengo teve seus méritos, especialmente o Caio que desequilibrou hoje, mas a gente sabe que para ganhar deles aqui no Rio tem que fazer um jogo quase perfeito e isso inclui consistência no ataque e na defesa”, ressaltou o atual campeão paulista.


Flamengo sofre no começo, mas vence Vila Velha e mantém campanha perfeita no NBB
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Quem esperava um massacre do líder invicto Flamengo sobre o 15º colocado Vila Velha se surpreendeu. A partida que fechou a rodada dupla desta quinta-feira, no ginásio do Tijuca (na preliminar nova derrota do Tijuca, desta vez para o Minas, por 75 a 65), mostrou que a equipe capixaba desta temporada é outra, e nem de longe lembra aquele time que foi saco de pancadas no NBB 4.

Apesar do placar de 96-77 para o Flamengo dar a impressão de um duelo relativamente tranquilo, o jogo foi acirrado. A diferença só se alargou na última parcial, quando o rubro-negro fez 28 a 15. Os cariocas contaram com uma atuação monstruosa do pivô Caio Torres (31 pontos e 17 rebotes) para chegarem a 18ª vitória em 18 jogos. O grandalhão fez sua melhor partida desde que voltou ao Brasil, estabelecendo recorde pessoal em pontos e rebotes no NBB. Além dele, Marquinhos, Olivinha e Duda também foram bem, cada um com 16 pontos. Na equipe de Vila Velha, que agora tem cinco vitórias e 13 derrotas na competição, destaque para os americanos Simons e Parker, com 23, e 12 pontos respectivamente. O armador Alexandre contribuiu com 11.

No primeiro período do jogo, os visitantes tiveram um aproveitamento espetacular no ataque. Embalados pelas bolas de três certeiras de Parker (quatro cestas de fora no primeiro quarto e nenhuma no resto da partida), os comandados de Daniel Wattfy abriram dez pontos de vantagem (23 a 13), assustando a torcida do Flamengo que compareceu novamente em bom número ao Tijuca, mesmo com o clássico contra o Vasco no futebol. Sem o armador Kojo, fora de combate por causa de uma lesão na panturrilha, o líder do NBB cortou um pouco a diferença, mas o primeiro quarto, disputado em alta velocidade, terminou com Vila Velha na frente: 30 a 25, placar muito alto.

No segundo quarto, a defesa forte, certamente uma característica marcante do Flamengo de José Neto, começou a aparecer. Aliás, o paraguaio Bruno Zanotti, reforço contratado pelo time da Gávea durante o primeiro turno da competição,  tem se mostrado um marcador muito eficiente, compensando suas aparentes limitações ofensivas. Os cariocas permitiram apenas 14 pontos aos capixabas no segundo período e as equipes foram para o intervalo em igualdade no placar: 44 a 44.

Quando o Flamengo tentou abrir frente no terceiro quarto, Vila Velha se manteve no jogo graças ao ala Simons. Impressionante como o americano, que tem quase 20 pontos de média por jogo, se parece fisicamente com o craque James Harden, da NBA. Lógico que em termos técnicos não dá nem para comparar, mas a canhotinha de Simons, apesar de não ser tão infalível quanto a do astro do Houston Rockets, também faz seus estragos. Ele matou várias bolas difíceis no terceiro período, não permitindo ao Flamengo se desgarrar no marcador. A parcial terminou com vantagem pequena dos mandantes: 68 a 62.

Nos últimos dez minutos, porém, a categoria do forte time rubro-negro prevaleceu. Marquinhos apareceu no momento certo, convertendo bolas importantes, e Caio tomou conta do garrafão. Talvez por ter jogado três quartos com muita intensidade, a equipe de Daniel Wattfy tenha sentido um pouco o ritmo no último período. O Flamengo foi aumentando a vantagem e ficou difícil para o aguerrido time do Espírito Santo reverter o placar. Os cariocas fecharam a partida em 96 a 77, mantendo a campanha impecável até agora. No entanto, uma coisa é certa: se na temporada passada jogar contra o Vila Velha era quase certeza de vitória, neste ano não é bem assim. Os capixabas devem dar muito trabalho até o fim do campeonato.

Um dos mais experientes do Flamengo, o ala Duda celebrou mais um resultado positivo da equipe. Para ele, a diferença entre o time desta temporada e o anterior, dirigido pelo argentino Gonzalo Garcia, é que o grupo atual deu liga. “O time desse ano encaixou, o que talvez não tenha acontecido na temporada passada. O grupo anterior era muito forte também, com mais jogadores experientes até. Hoje, por exemplo, a maioria do nosso banco era composta por atletas jovens, com menos de 22 anos. Infelizmente o time do ano passado não encaixou, mas agora estamos muito bem”, afirmou o irmão de Marcelinho.

Na próxima rodada, o Flamengo coloca a invencibilidade à prova contra o renovado Minas, sábado, às 19h30, no ginásio do Tijuca. A partida vai fechar mais uma rodada dupla no local. Antes, às 17h30, tem o duelo na parte de baixo da tabela entre o lanterna Tijuca, que até agora só venceu duas partidas na competição, e o Vila Velha.


Flamengo vence outra, chega a 14ª seguida, se isola na liderança e mira turno invicto do NBB
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Está cada vez mais difícil parar o Flamengo no NBB. Depois de vencer os dois jogos em São Paulo (Suzano e Palmeiras) na semana passada, o rubro-negro viajou e ontem bateu o Minas em Belo Horizonte por 105-90, chegando a 14 vitórias seguidas (nenhuma derrota ainda) na competição e se isolando cada vez mais na liderança (o segundo colocado, o Uberlândia, tem 11-4).

Na noite de ontem, mais uma vez o Flamengo mostrou força nos rebotes (foram 17 ofensivos) e um ataque balanceado, com os cinco titulares anotando 13 ou mais pontos. Destaque para Marquinhos, que teve 25 (13 no último período), Olivinha (25+11) e Caio Torres (o pivô, na foto contra Douglas Nunes, saiu-se com 23+14 e 34 de eficiência, melhor índice do jogo). A questão, ao menos pra mim, é saber o que será do futuro do Flamengo, melhor ataque (92,5 por partida) e time mais eficiente (110,6) da competição até aqui.

Os jogadores e a comissão técnica dizem que não estão surpresos com a sequência de vitórias (ninguém espera perder, obviamente), que o Brasília ainda é o time a ser batido nos playoffs (no que concordo) e que o trabalho de José Neto ainda está começando (e começando muito bem, evidentemente, tanto que o antigo vício dos três pontos tem diminuído – o rubro-negro é o sexto que menos chuta assim mesmo com o terceiro melhor aproveitamento – são 19,7 por noite, com 38,7% de conversão). Mas acho que está claro que na temporada regular o clube da Gávea é que virou alvo, foco dos adversários. Outro índice interessante é o de Assistências/Erro (leia mais aqui), em que o time tem 1,20, o quinto melhor do NBB (com 11,5, o Fla é o segundo que menos desperdiça bolas).

Faltando apenas três jogos para acabar o turno, e com o recorde de vitórias no começo de NBB já batido, resta saber se o Flamengo conseguirá manter o ritmo forte para fechar (o que seria incrível) os 17 jogos do primeiro turno com vitórias. Pela frente há o Paulistano (nesta quinta-feira no Tijuca), o Pinheiros (no sábado no mesmo ginásio) e o vice-líder Uberlândia na próxima segunda-feira no Triângulo Mineiro (28/01).

Será que o Flamengo termina o turno invicto? O que acham?


Com ótima atuação coletiva, Flamengo vence São José na abertura das semifinais do NBB
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Estive ontem no ginásio do Tijuca e vi mais uma ótima atuação do Flamengo (a segunda seguida – aqui vale o elogio ao sempre criticado Gonzalo Garcia). Venceu São José por fáceis 84-68, abriu 1-0 na série e agora viaja para o interior de São Paulo não com uma confortável vantagem, mas com duas certezas: a) jogando desta maneira, equilibrada e consciente, o time fica muito difícil de ser batido; b) os joseenses jogarão na sexta-feira com uma pressão incrível, pois novo revés colocaria a série em 0-2 (para aumentar o drama, a única derrota em casa em 16 embates jogos no NBB4 foi justamente contra o Fla em 10 de dezembro).

Sobre o jogo desta terça-feira, ele foi uma continuação da quinta partida do Fla contra Uberlândia (ou seja: ótima defesa, poucos chutes de fora – 17, contra 32 de dentro – e muitos pontos em contra-ataque). O time da Gávea defendeu muito bem desde que a bola subiu, mas a chave do jogo foi o jogo no garrafão (de novo!). Caio Torres (ele melhorou demais nas últimas duas semanas), Kammerichs e até Hayes tiveram muitos touches (21 arremessos dos 49 tentados pelo Fla, ou 42,8% – na temporada regular o índice não chegou a 30%), carregaram Murilo com faltas logo no princípio e acabaram abrindo espaço para arremessos sem tanta marcação de Jackson, Marcelinho e Hélio.

Com isso, e desesperados porque a vantagem só subia (chegou a mais de 20 pontos), os joseenses começaram a chutar loucamente de fora, e foram castigados por isso. O resultado foi pífio (9/33), os rebotes rubro-negros só aumentavam (foram 27 defensivos) e no final das contas a equipe de Régis Marrelli acabou tendo três chutes a mais de de longe do que de dois pontos – bizarro, não?

Com força no garrafão, defesa consistente e com sete atletas com nove pontos ou mais, o Flamengo nem precisou de um Marcelinho (foto) genial para bater um difícil rival. O veterano ala teve 14 pontos, mas chutou 4/12 (desta vez com poucos arremessos forçados, é bom que se diga) e viu David Jackson mais uma vez ser o cestinha com 17 pontos (o norte-americano tem um chute muito rápido e fácil). E isso, vamos combinar, é um baita mérito de Gonzalo e de todo o time do Flamengo. Não precisar de sua maior estrela em noite inspirada mostra quão boa foi a atuação coletiva da equipe.

O jogo 2 é daqui a dois dias, e nova vitória deixaria o Flamengo pertinho de mais uma final (a terceira em quatro edições do NBB). O que será que acontece: São José empata, ou os rubro-negros seguem bem e ganham mais uma (seria a terceira consecutiva no mata-mata)? Comente na caixinha!