Bala na Cesta

O mês de dezembro para os brasileiros na NBA - Confira como eles foram!

Fábio Balassiano

03/01/2017 06h00

Já virou tradição! Mentira, comecei no mês passado. Mas desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog (veja aqui como foi novembro) o desempenho dos brasileiros na NBA. Seus números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá a dezembro de 2016? Vamos, mas já aviso que a partir de agora colocarei também o acumulado do certame inteiro.

RELEMBRANDO NOVEMBRO/2016

brasileiros_novembro

DEZEMBRO/2016 (em cinza o destaque do mês)

brasileirosNBADez2

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

brasileirosNBADez1

andy3a) Anderson Varejão -> Não está boa a temporada para Anderson Varejão mesmo. Terceira opção como pivô (Zaza Pachulia e JaVale McGee à sua frente) de um time que vira e mexe joga sem pivô, o capixaba jogou apenas quatro vezes, normalmente quando as partidas já estavam decididas e nem sempre foi bem quando solicitado pelo técnico Steve Kerr. No final de novembro contra o Minnesota foi assim. Em dezembro, contra o Grizzlies, também. Aparentemente Kerr conta com a experiência de Anderson para os playoffs, o que é ótimo, mas sabe que seu potencial físico, sua energia e sua defesa já não são as mesmas de antes.

caboclo2b) Bruno Caboclo -> Caboclo entrou para a história ao ser o primeiro a atuar na D-League e na NBA no mesmo dia. Foi em 20 de dezembro, quando jogou de tarde pelo Toronto 905, da D-League, por 31 minutos (10 pontos) e à noite pelo Raptors contra o Nets na NBA (dois minutos). Para analisar o último mês de 2016 do ala é preciso, na verdade, esquecer a NBA, quando atuou pouco (14 minutos em 4 jogos) e olhar o seu desempenho na D-League. Que foi bom. Se em novembro comentei que seu aproveitamento de arremessos poderia ser melhor, em dezembro notou-se uma melhora muito grande (o que é excelente!). Bruno fez cinco jogos na Liga de desenvolvimento, em TODOS jogou 20+ minutos e em TODOS conseguiu 10+ pontos e 40%+ nos chutes. Se em nenhum deles passou dos 13 pontos, mostrou consistência e regularidade, maior variação de golpes (70% de seus chutes não vieram da zona dos três pontos, como vinha acontecendo) e ótimo tempo de bola para roubadas (foram sete). Suas médias na D-League (8,8 pontos, 4,4 rebotes e 1,1 assistência) ainda não empolgam, mas tendem a crescer nos próximos meses.

felicio1c) Cristiano Felício -> Felício começou não muito bem a temporada, deu uma passadinha rápida na D-League, mas teve um dezembro bem bom, ganhando mais tempo de quadra e espaço na rotação do Bulls. O problema, pra ele, é que o Chicago está caindo pelas tabelas e o técnico que gosta de seu jogo (Fred Hoiberg) está bem ameaçado no cargo. No último mês de 2016 Cristiano teve 4 jogos com 20+ minutos, em alguns momentos fechou as partidas no lugar de Robin Lopez, o pivô titular, e no dia 30/12 teve o seu primeiro duplo-duplo do certame. Foi contra o Indiana Pacers (12 pontos, 12 rebotes, 2 assistências e um roubo de bola). Seu tempo de quadra tem tudo para seguir crescendo em 2017, e ele tem que continuar aproveitando as oportunidades que surgem para ele em Chicago. Lopez é experiente, mas lento pacas e sempre tem queda acentuada do meio para o final dos campeonatos. Mais do que nunca é a hora de Felício, cujo contrato termina ao final da temporada, aproveitar.

leandrinho1d) Leandrinho -> O ala do Suns passou aqui pelo blog em entrevista exclusiva no mês passado, lembram? Seu começo de dezembro foi excelente, com quatro jogos seguidos com 10+ pontos, inclusive um brilhante contra o Lakers, uma de suas vítimas favoritas na NBA desde sempre (relembre aqui), quando fez 21 pontos (5 bolas de 3) e 4 assistências. Depois, porém, seus números foram caindo, principalmente quando Eric Bledsoe e Devin Booker, os titulares do perímetro do Phoenix, passaram a jogar melhor. Mesmo assim Leandrinho terminou 2016 com outro jogo bom (12 pontos em 13 minutos contra o Sixers) e fazendo muito bem a sua função de ensinar a Booker e também de “comer” os minutos possíveis quando os titulares do perímetro descansam. Se seus números não são empolgantes, o trabalho nos campos intangíveis segue muito bom e elogiado pela franquia.

lucas1e) Lucas Bebê -> Está aí a surpresa mais legal, agradável e empolgante para os brasileiros nesta temporada 2016/2017 da NBA. Neste momento ninguém tem mais dúvida sobre quem é o pivô reserva do Toronto Raptors, né? Lucas Bebê ganhou a disputa contra o austrícado Jakob Poetl, tem jogado muitíssimo bem (20 minutos/jogo em dezembro), em alguns jogos até mais tempo do que o titular, o lituano Jonas Valanciunas e em muitas vezes é o brasileiro que tem fechado os jogos (o técnico Dwane Casey confia mais em sua defesa para bloquear o garrafão). Seu percentual de conversão de arremessos é surreal de alto (mais de 70%) porque ele faz muito bem o jogo de pick-and-roll (corta-luzes) com Kyle Lowry e DeMar DeRozan, terminando os pontos com enterradas ferozes, mas em dezembro tivemos uma surpresa: Lucas acertou uma bola de três contra o Utah Jazz (vídeo abaixo). Foram duas partidas com 10+ pontos, uma com 30+ minutos, 9 com 5+ rebotes e 13 com pelo menos um toco (contra o Nets, em 20/12, foram quatro!). Mais maduro e mais focado, como ele mesmo admitiu recentemente, Lucas é o pivô reserva do segundo melhor time do Leste. Excepcional novidade e mérito total dele, que batalhou para alcançar isso.

huertasf) Marcelinho Huertas -> Cara, como é difícil escrever sobre Huertas. Acho o camisa 9 do Lakers excepcional, teve uma carreira incrível na Europa, foi bem no final da temporada passada pela franquia angelina, mas a verdade é que sua temporada 2016/2017 na NBA tem sido terrível. Não tanto por culpa dele, mas sim porque o técnico Luke Walton tem uma rotação muito bem definida – e em algumas vezes sem armador fixo. Os titulares são D’Angelo Russell e Nick Young no perímetro, com Lou Williams e Jordan Clarkson vindo do banco. O restante dos minutos são disputados a tapa entre o brasileiro e o espanhol Jose Calderón, que está em queda (técnica, física, tudo) livre. Por isso em várias ocasiões a gente abre a estatística dos jogos do Lakers e verifica o famoso “DNP – Coach’s Decision” (Did not Play – Não jogou, opção do técnico). O bizarro disso tudo é que mesmo no meio desse caos Huertas, dono de visão de jogo diferenciada, tem conseguido se destacar com passes geniais e números bem razoáveis. Foi assim contra Houston e Phoenix no começo de dezembro, quando, na ausência de D’Angelo Russell e Nick Young, ele teve dígitos duplos em pontos e sete assistências contra o Rockets. Infelizmente, porém, noites assim têm sido exceção em um campeonato recheado de DNP’s. Aos 33 anos, não é lá o melhor cenário, né?

nene2g) Nenê -> O mais experiente dos brasileiros na NBA tem papel importante no Houston Rockets, um dos times mais empolgantes da atual temporada. Ele é reserva de Clint Capela, mas não tem a função apenas de “comer” os minutos do titular. Nenê passa experiência para Capela e também para os jovens (de garrafão) Chinanu Onuaku e Montrezl Harrell (este tem jogado muito bem, aliás). Na ausência de Capela, o camisa 42 tem sido titular em algumas vezes, desempenhando bom papel, como foi contra o Dallas, quando teve 12 pontos e 7 rebotes além de uma bela discussão com Justin Anderson, do Mavs. Sua importância no vestiário é sempre destacada pelo técnico Mike D’Antoni, já que Nenê é o mais velho de um grupo que tem um potencial enorme, mas ainda jovem.

raulzinho1h) Raulzinho -> Não é o ideal, mas Raulzinho já jogou bem mais em dezembro do que em novembro. E fez certinho. Entrou em quadra e arriscou o que tinha que arriscar. Na ausência de George Hill, armador titular, minutos acabaram livres para que o brasileiro mostrasse seu talento. Foi assim contra o Kings, por exemplo, no dia 10 de dezembro, quando ele teve 8 pontos, 4 rebotes e 3 assistências em 11 minutos. Número idêntico de pontos ao conseguido no último dia do ano contra o Phoenix (8 pontos em 14 minutos de atuação). Não é o ideal, claro, mas seu tempo de quadra deu uma bela subida no final de 2016. Resta saber como o técnico Quin Snyder, do Utah, fará quando tiver todos os atletas à disposição.

tiago1i) Tiago Splitter -> O pivô do Atlanta segue em sua recuperação física. Espera-se que ele jogue ou no final de janeiro, ou no começo de fevereiro. Obviamente é uma situação preocupante. Para um agente-livre ao final do campeonato, cada dia afastado da quadra é muito ruim para Splitter. Que ele retorne rápido e em ótima condição.

E você, o que achou do mês de dezembro dos brasileiros? Comente aí você também!

Sobre o blog

Por aqui você verá a análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais.

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