Bala na Cesta

Como foi o mês de novembro para os brasileiros na NBA? Confira!

Fábio Balassiano

05/12/2016 01h00

Um dos grandes pedidos dos leitores é que eu faça análises sistemáticas dos brasileiros na NBA. Sempre relutei, mas agora vou fazer. Funcionará assim: no começo do mês eu sempre colocarei os números do mês anterior dos 9 brasileiros da liga e um parágrafo sobre eles, ok? Em cinza estará sempre o destaque do mês (em minha opinião). Vamos lá com o que os atletas fizeram em novembro então:

brasileiros_novembro
varejao1a) Anderson Varejão
-> Acreditava-se que o brasileiro seria o pivô reserva de Zaza Pachulia no Warriors, mas o camisa 18 tem perdido espaço para JaVale McGee, errático atleta de 28 anos que vira e mexe protagoniza lances hilariantes desde que entrou na liga. Varejão entrou e não foi mal na semana passada no duelo contra o Minnesota, mas não tem atuado em todas as partidas e tem seus minutos bem reduzidos quando atua (os 5,8 de média em apenas 4 partidas falam por si só). Não é uma situação confortável.

caboclob) Bruno Caboclo -> O número frio de Caboclo é este que está na tabela (um jogo, 4 minutos), mas para analisá-lo de forma mais profunda é preciso ver seus jogos na D-League, onde ele tem atuado pelo Toronto 905. Já são seis partidas por lá, com 26,9 minutos, 7 pontos, 31% nos chutes (17% nas bolas de três pontos), 6,2 rebotes e 0,8 assistência. Em apenas dois desses jogos (20/11 e 01/12) Bruno conseguiu mais de 10 pontos. Em apenas uma vez (20/11 contra o Long Island Nets) teve 45% ou mais nos arremessos. É claro que ele tem apenas 21 anos, dá pra ver seu crescimento físico e também técnico (em vários jogos da D-League ele mostra um arsenal muito bom no jogo de costas pra cesta e também no um-contra-um), mas me espanta um pouco que 40% dos seus arremessos tentados (3,8 dos 9,7) venham da linha de três pontos. Com seu imenso potencial físico, Caboclo poderia explorar outras armas de seu repertório.

felicio1c) Cristiano Felício -> Começou bem a temporada e parecia se credenciar a ser o reserva de Robin Lopez no Bulls. Aos poucos, porém, foi perdendo espaço para Bobby Portis na rotação e foi parar na D-League para ganhar minutos. Na última semana de novembro já retornou ao elenco do Chicago (estava no banco contra o Cavs na sexta-feira e jogou 15 bons minutos contra o Dallas no Texas no sábado à noite).

d) Leandrinho -> Vem fazendo temporada conforme esperado no Phoenix Suns. Leandrinho foi contratado para dar experiência e ser o mentor do ótimo garoto Devin Booker. E é isso que vem fazendo. “Come” os minutos quando Booker descansa, de vez em quando tem suas partidas de 10, 15 pontos, mas nesse momento da sua carreira ele está mesmo preocupado em passar o que aprendeu em mais de uma década de NBA para o jovem que tem um futuro incrível na NBA. Não é nenhum problema o que vem acontecendo com ele (99% dos veteranos passam por isso). A questão toda é saber se Leandrinho está em paz com suas funções de professor – eu acredito que sim.

lucas1e) Lucas Bebê -> Melhor surpresa, disparada, deste começo de temporada. Lucas Bebê vem vencendo com sobras a disputa contra o austríaco Jakob Poetl e tornou-se o pivô reserva de Jonas Valanciunas mesmo. Mostra evolução física, técnica, mental e sobretudo comportamental, encarando a carreira como ela deve ser encarada – profissional, séria e dedicada. De seu talento nunca as pessoas duvidaram. A questão era como ele daria o próximo passo – que agora vem sendo dado. Com uma defesa acima da média, Bebê mostra ao Raptors que pode ser uma opção segura não só pra substituir a Valanciunas, mas também para fechar os jogos (vira e mexe o lituano é sacado por Dwane Casey no final da partida). Se seus números de novembro são tímidos, o melhor é notar que ele conseguiu dar ao Toronto a demonstração de que é um cara pra franquia investir e olhar com carinho. Hoje Lucas já faz, sim, parte da rotação do time e isso é sensacional.

huertasf) Marcelinho Huertas -> Vive situação bem complicada no Lakers. Terminou bem a temporada passada, imaginava-se que manteria o ritmo nesta, mas as chegadas do espanhol Jose Calderón e do técnico Luke Walton mudaram os rumos de Huertas. Calderón é o reserva imediato do garoto D’Angelo Russell, que certamente será o jogador-franquia dos angelinos. Luke Walton não só opta por Calderón na frente de Huertas como também de vez em quando utiliza formações sem armador principal (Lou Williams com Jordan Clarkson ou um dos dois com Nick Young, por exemplo), diminuindo ainda mais o tempo de quadra do brasileiro. Não é um bom momento pra ele, e o mais importante é manter a cabeça no lugar para quando as oportunidades surgirem ele agarrá-las com força. O melhor exemplo pra ele é justamente o de Lucas Bebê. Mesmo jogando pouco o cara é capaz de protagonizar lances geniais como este abaixo.

nene1g) Nenê -> Veio pro Rockets e tem exercido bem a sua função. Esperava que ele fosse ser titular, mas Mike D’Antoni escolheu Clint Capela para começar as partidas. Não dá pra dizer que o técnico mandou mal, tendo em vista o ótimo começo do Houston. Mesmo assim Nenê tem despejado partidas com 10+ pontos com frequência sem sequer ficar 25 minutos em quadra. O mais importante de tudo é que o Rockets irá pro playoff e Nenê será importante na pós-temporada com toda sua experiência.

raulzinho1h) Raulzinho -> Infelizmente esta também era pedra cantada. Raulzinho está em um elenco recheado de armadores e seu tempo de quadra seria reduzido mesmo. Tem jogado pouco, e sinceramente o melhor que poderia lhe acontecer seria ter uma franquia que lhe desse espaço. E digo isso não porque acho que Raulzinho é muito bom (como de fato o é), mas simplesmente porque em 2015/2016, quando foi titular em boa parte da temporada, desempenhou ótimo papel. De titular para DNP (Did not Play, Coach’s Decision – Não jogou, decisão do técnico), como aparece sempre nas estatísticas quando um atleta não atua, em menos de um ano deve ser muito difícil compreender. Quem sabe uma mudança de ares lhe faça bem. No momento, é exercer a paciência e entrar em quadra quando solicitado mostrando que pode, e deve, ganhar mais minutos.

i) Tiago Splitter -> O pivô do Hawks ainda não estreou na temporada da NBA. Ele segue em recuperação de sua cirurgia no quadril e a previsão de estreia é em janeiro de 2017.

E você, o que achou do mês de novembro dos brasileiros? Comente aí você também!

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