Bala na Cesta

Leandrinho lança aplicativo e fala sobre retorno ao Phoenix Suns na NBA

Fábio Balassiano

08/12/2016 01h00

app_leandrinho1Dono de carreira vitoriosa na NBA, Leandrinho, campeão com o Golden State Warriors em 2015 e eleito o melhor reserva da liga em 2007, quando registrou a média de 18,1 pontos por jogo (a maior entre a dos atletas brasileiros), fecha o ano de 2016 com uma novidade para seus fãs: o ala do Phoenix Suns lançou esta semana o “Blurbosa”, aplicativo que tem o objetivo de estreitar ainda mais seu relacionamento com o público através de conteúdos diários e exclusivos acessíveis a todos. O App está disponível na Google Play (clique aqui) e na App Store (aqui) e já pode ser baixado. Conversei com o atleta que completou 34 anos no último dia 28 de novembro sobre isso, seu retorno ao Phoenix, a recepção emocionante que ele teve recentemente da torcida do Warriors, a mudança do jogo, cada vez mais rápido, e também da crise no basquete brasileiro. Confira o papo exclusivo com ele.

leandrinho2BALA NA CESTA: Você está lançando o seu aplicativo neste final de 2016. Qual o principal objetivo desta tecnologia? O que seus fãs podem esperar acessando o App?
LEANDRINHO: Meu principal objetivo é estreitar os laços de relacionamento com meus fãs, principalmente com os brasileiros. Nem todos os meus jogos são transmitidos para Brasil e às vezes a pessoa não tem condição de me acompanhar no dia a dia. Através do ‘Blurbosa’, desenvolvido em parceria com a empresa FanHero, vou me aproximar desses fãs com um conteúdo totalmente exclusivo. Vai ser legal para as pessoas acompanharem meu cotidiano de treinos, jogos, bastidores e momentos com a família e os amigos.

leandrinho5BNC: Como está sendo esse seu retorno ao Phoenix Suns? Esta é a sua terceira passagem pela franquia (de 2003 a 2010 e depois em 2014), e você está com uma função diferente, de passar muito da sua experiência para o garoto Devin Booker (ambos na foto). É algo novo pra você, não?
LEANDRINHO: Sim, é algo novo. Estou no papel de ser o lado experiente agora. Mas lá atrás, quando eu estava começando, eu passei pelo que o Devin Booker tem passado. Então posso garantir que sei bem o que é necessário e o que é fundamental no processo de evolução e maturação de um jovem atleta. Para mim é de fato uma nova função, mas estou gostando da forma como tenho ajudado a ele e sobretudo o time.

leandrinho1BNC: Uma coisa que é impressionante é que a cada jogo que você entra o carinho da torcida do Phoenix só faz aumentar. Neste estágio da sua carreira, receber esse amor chega a ser o mais importante em sua vida profissional?
LEANDRINHO: Felizmente eu tenho a alegria e o orgulho em falar que já recebi muito carinho e amor ao longo da minha carreira tanto no Brasil como nos Estados Unidos, além dos torneios pela Seleção. É sempre diferente, especial, algo que me motiva demais. É lógico que os fãs em Phoenix têm um lugar cativo no meu coração e eu serei grato eternamente a eles por tudo que vivi e ainda vivo com a camiseta do Suns.

leandrinho10BNC: Outro ponto bacana de se falar é que recentemente você voltou a Oakland e a torcida do Golden State Warriors, time pelo qual você foi campeão em 2015 e vice-campeão em 2016, também se levantou para aplaudi-lo de forma bastante efusiva. Antes do jogo todos vieram falar com você, brincaram, te abraçaram. O que você sentiu quando, depois de 2 anos, pisou na arena como visitante?
LEANDRINHO: Um misto de saudade, orgulho por tudo que conquistamos e a incrível sensação de ter deixado um legado como jogador e como pessoa. Ver bandeiras do Brasil nas arquibancadas e ser aplaudido de pé me deixou realmente emocionado. Confesso que não esperava tamanho carinho.

leandrinho11BNC: Você está há mais de uma década na NBA e acho que dá pra perceber quão rápido está o jogo agora em relação aquele que você jogou tempos atrás. É possível explicar isso? Este tipo de jogo mais aberto, mais acelerado, te agrada, certo? Falta defesa hoje em dia, você acha? Os times têm pontuado demais, diferente do que víamos no começo dos anos 2000…
LEANDRINHO: Pelas minhas características e pelo meu estilo de jogo essa rapidez me agrada, sim. Eu acabo me encaixando com mais facilidade nas partidas. Mas não acho que falte defesa. Embora enxergue a parte tática como algo decisiva, hoje o potencial físico e técnico dos atletas é ainda maior do que era na década passada, quando comecei a jogar na NBA pelo mesmo Phoenix Suns. A diferença é esta mesmo que você citou. O jogo é menos cadenciado, mas ainda é muito forte, técnico e tático. Creio que vivemos o auge do basquete em todos os sentidos.

leandrinho100BNC: Recentemente a FIBA suspendeu a CBB devido a problemas de gestão e vimos poucas manifestações dos atletas em relação a isso. O que você tem a dizer sobre o ocorrido? Não chegou a hora de os jogadores, entre eles os mais importantes, dentre os quais você se inclui, participarem e cobrarem mais?
LEANDRINHO: Ideologicamente nem sempre todos os jogadores e dirigentes irão pensar igual. Todos queremos o melhor para o basquete brasileiro, mas nem tudo pode ser resolvido na base da cobrança. É preciso haver diálogo, planejamento, para que, enfim, possamos retomar os melhores dias do nosso basquete. Eu vejo evoluções, vejo um campeonato consolidado nacionalmente que é o NBB, times crescendo, jogadores surgindo, mas sem dúvida ainda há muito o que melhorar. E precisamos disso.

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