Bala na Cesta

Arquivo : outubro 2014

Por US$ 30mi, Anderson Varejão ficará no Cleveland até 2018
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Fábio Balassiano

andy1Agora é oficial. O brasileiro Anderson Varejão acaba de renova com o Cleveland Cavs por três anos, US$ 30 milhões. Com isso, o pivô ficará na franquia no mínimo até 2017/2018, portanto. Aos 32 anos, ele tem tudo para começar e terminar a carreira com o Cavs, onde está há uma década.

Em termos financeiros, até o final desta temporada Anderson Varejão terá recebido US$ 62,7 milhões do Cavs. Com seu novo contrato, a conta vai chegar a US$ 92,7mi até 2018, fazendo do pivô um dos mais bem pagos esportivas brasileiros neste século.

andy2No aspecto esportivo, um detalhe legal. Varejão tem, hoje, 535 jogos pelo Cavs. O líder em partidas de temporada regular pela franquia é o lituano Zydrunas Ilgauskas, com 771. O brasileiro tem tudo para se tornar o atleta com mais jogos pela franquia em breve.

Varejão e os Cavs jogam hoje contra o Bulls, em Chicago, em partida que começa às 22h (ESPN) e que analisei no texto anterior a este (clique aqui para ler mais). Parabéns ao camisa 17, que teve mais uma vez seu talento e sua luta reconhecidas pelo Cleveland.


Após derrota na estreia, Cavs desafiam Bulls, rival direto no Leste
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Fábio Balassiano

lebron1Digamos que não foi exatamente uma estreia como LeBron James queria (para ser educado). Em seu retorno a Cleveland como jogador do Cavs depois de 1632 dias, o astro errou dez de seus 15 arremessos, desperdiçou oito bolas e viu o New York Knicks vencer os Cavs por 95-90. Carmelo Anthony fez 25 pontos pelos vencedores, e Anderson Varejão contribuiu com 10 pontos e 4 rebotes pelos de Ohio.

Na entrevista coletiva, LeBron deu bem o tom de como foi a partida: “Não estava pressionado. Eu é que não fiz muito mesmo. Foi uma noite especial, mas estou aliviado que acabou”.

NBA: Chicago Bulls at New York KnicksComo na NBA tudo é muito rápido, LeBron James e os Cavs não têm muito tempo para lamentar, não. Às 22h de hoje (com transmissão da ESPN), o Cleveland estará em Chicago para desafiar os Bulls, que venceram muito bem os Knicks (em Nova Iorque) na quarta-feira.

É obviamente muito cedo, mas Chicago e Cleveland são apontados como os dois principais candidatos ao título do Leste. Os Cavs têm um elenco todo remodelado, e o entrosamento vai demorar a chegar (e isso é natural). Do outro lado temos um Chicago mais ajustado, com um trabalho mais longo e com um time que já joga junto há algumas temporadas.

rose3Será interessante, portanto, ver pela segunda vez Derrick Rose em quadra, se Tom Thibodeau continuará com sua formação com ele, Rose, e Hinrich na armação, com Mike Dunleavy na ala e Pau Gasol e Joakim Noah no pivô ou se devido a LeBron o técnico fará algum ajuste (talvez com uma formação mais alta nas alas). Jimmy Butler, melhor marcador do time no perímetro, está lesionado e não deve mesmo ir para o jogo.

Na primeira semana da NBA, está aí um jogo que eu realmente quero assistir. Quem será que vence? Comente aí!


Um mês após a eliminação no Mundial, basquete feminino segue na UTI
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Fábio Balassiano

nunes2Acordei hoje e fui dar uma olhada no calendário. Constatei que amanhã fará um mês da eliminação da seleção brasileira feminina do Mundial da Turquia (derrota por 61-48 para a França nas oitavas-de-final). No primeiro dia de outubro a equipe de Zanon se despediu da competição. Passados quase 30 dias, nada mudou.

Times estão fechando as portas (Rio Claro recentemente, Ourinhos um pouco antes), a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) não apresentou um plano sequer para salvar a modalidade e a Liga de Basquete Feminino (LBF) terá início no final de novembro ainda sem tabela divulgada e sem saber exatamente com quantos times irá contar (além de Rio Claro e Ourinhos, o Brasília sofre com problemas financeiros sérios). Se isso não é estar na UTI, sinceramente não sei mais o que é.

abismo1Magic Paula falou muito bem sobre isso no Lance!, eu escrevi algumas tortas linhas aqui neste espaço também e o que vemos, passada a tristeza que foi a eliminação no Mundial da Turquia (não pelo resultado em si, mas pelo baixo nível técnico e pela falta de perspectiva) e impressiona demais a inércia de atletas, clubes, técnicos, federações e, claro, CBB no nível mais amplo. Sem esquecer do Ministério do Esporte, que injeta grana na entidade máxima há anos e não cobra uma melhoria em gestão tão necessária para o bom funcionamento da modalidade.

caminho1E assim vivemos no basquete feminino brasileiro. Cada vez mais à deriva, cada vez mais perto de seu fim, conseguindo a proeza de sempre cavar mais forte o fundo de seu poço. É triste, é aterrorizante, mas a realidade de um esporte tão legal, tão vencedor no país é essa mesmo.  Nem dá pra dizer que não há luz no fim do túnel simplesmente porque no basquete feminino não há nem mais túnel, não há mais nada.

Repito, no final deste texto, a pergunta que fiz no blog há duas semanas: Quem irá salvar o basquete feminino? A modalidade aguarda na UTI.


Escondido, Paulista tem 3º jogo da final entre Bauru e Limeira hoje
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Fábio Balassiano

rafa1Hoje, 20h, acontece o terceiro jogo da final do Paulista entre Bauru e Limeira (em Bauru). Com a série empatada, quem vencer abre vantagem e fica a um triunfo de conquistar o título da competição. Na segunda-feira os limeirenses, com o apoio de seu torcedor, venceram a primeira por 84-78, mas no segundo jogo os bauruenses reagiram e venceram por 78-74 na terça-feira. O quarto duelo será na sexta-feira também no Panela de Pressão às 20h.

Adoraria continuar a escrever sobre a final do Paulista que coloca frente a frente dois bons times do país, mas é impossível. No momento em que escrevo (quarta-feira na hora do meu almoço) ainda não é possível ver a estatística da segunda partida. Nenhum dos jogos da competição foi exibido na televisão ou na internet. Durante a fase de classificação era impossível ver as colocações das equipes, bem como os números de cada atleta/time. No site quase não há fotos ou bons relatos sobre o que está acontecendo. Tem horas que dá, até, para duvidar que o regional mais forte do país está realmente existindo de tão escondido que é/está (no do RJ o Flamengo venceu Macaé e conquistou o décimo campeonato seguido).

alex1Responda sinceramente: há como algum jornalista escrever um texto absurdamente relevante ou interessante sobre algo que não se vê e nem se lê (em texto ou estatísticas) direito? Creio que a sua resposta seja o motivo pelo qual o blogueiro tentou, mas não conseguiu escrever quase nada sobre o Paulista desta temporada. Quase sempre abri o publicador do Bala na Cesta e comecei a digitar algumas linhas, mas quando eu lia nem eu me sentia atraído pelo que estava na tela e apagava simplesmente porque estava tudo tão empírico, tão distante de uma realidade que pode estar ocorrendo que eu ficava com medo de parecer um lunático.

Este é mais um entre tantos casos que costumam acontecer com quem se atreve a escrever sobre basquete brasileiro. Não é fácil, creiam. E nem estou falando, ainda, sobre a “guerra” que há entre dirigentes que não querem ser cobrados e a imprensa independente que deve… cobrar sempre. Falo de quadra, de jogo, de como analisá-lo. A comparação principalmente com a NBA nunca é justa (nunca é em nenhuma hipótese mesmo), mas tente, você, escrever um artigo diferente, com dados, estudo, sobre a principal liga de basquete do planeta. Vai lá. Pode começar. Você não irá demorar mais do que meia hora. Será fácil, rápido, bem tranquilo. Há inúmeros sites de consulta, blogs (estatísticos do esporte, inclusive) e comentaristas especializados na sua cara prontos para te ajudar a formatar um pensamento.

kobe2O BolaPresa, para mim o melhor espaço analítico de NBA no Brasil, tem no Dênis e no Danilo as suas forças, mas acho que até eles concordam comigo que seria impossível ter a profundidade que eles têm se não fosse o volume de dados e jogos disponíveis para consulta diária sobre as partidas, jogadores, técnicos e táticas. Dênis e eu, aliás, assinamos serviços de estatísticas avançadas há anos e não é raro ficarmos horas conversando sobre elas para tentar desvendar algumas coisas sobre o que está acontecendo com determinada equipe ou atleta.

E por aqui, como ficamos? Com um jogo 3 da final do Paulista acontecendo hoje em Bauru e com uma pequena, e surpreendente, possibilidade de assistir (veja mais aqui) através de um “tiro no último segundo” desesperado para ao menos mostrar alguma coisa ao público. Dureza…


NBB começa nesta 6ª com Flamengo e Bauru como favoritos
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Fábio Balassiano

herComeça nesta sexta-feira a sétima edição do NBB. Paulistano e Flamengo duelam amanhã em São Paulo (19h30, com Sportv) fazendo a reedição da temporada passada em um campeonato que tem tudo para ser um dos mais equilibrados dos últimos anos.

São 16 clubes, e o regulamento tem uma pequena alteração. Os times se enfrentam em turno e returno, com os 12 melhores avançando ao mata-mata (os quatro primeiros descansam e os oito demais se enfrentam nas oitavas-de-final). A decisão, antes em jogo único, será em melhor de três partidas nesta temporada.

Sei que vocês vão perguntar sobre a parceria da NBA com o NBB, divulgada aqui neste espaço em primeira mão há mais de um mês, e vamos lá. Ainda não há novidades sobre o contrato assinado. Pelo que apurei, ainda há discussões finais em cláusulas antes de o acordo ser assinado – e aí sim anunciado. A previsão (otimista) é até o final de novembro. Mas, bem, voltando às quadras.

Já disse aqui recentemente que Flamengo, o atual bicampeão, e Bauru estão um passo à frente de seus rivais. O rubro-negro fez uma “pré-temporada” de luxo enfrentando Maccabi Tel-Aviv (campeão europeu) duas vezes e franquias da NBA em três ocasiões. Se isso não bastasse, manteve o elenco inteiro da temporada passada e trouxe o excelente Walter Herrmann (foto à direita) para reforçar a equipe.

rafa1Os bauruenses, por sua vez, foram ao mercado e voltaram com Rafael Hettsheimeir (foto à esquerda), Jefferson Willian, Alex e Robert Day. Já tinha Larrry Taylor, Ricardo Fischer, Gui Deodato e Murilo, e vocês conseguem imaginar quão forte fica o grupo de Guerrinha para a competição.

Depois de Bauru e Flamengo, ao menos para mim, é tudo muito parecido. O vice-campeão Paulistano manteve o elenco praticamente inteiro (perdeu Mineiro, tentou Fab Melo, não ficou com o ex-pivô do Boston e acabou com o bom DeVon Hardin, ex-Basquete Cearense) e segue com Gustavo de Conti, seu técnico, como sua principal estrela. Limeira tem David Jackson, e se reforçou com Rafael Mineiro e Nezinho. Mogi vem com Shamell, Paulão e Elinho. Franca trouxe o argentino Marcos Mata e aposta na evolução de Leo Meindl. O Pinheiros vem com Marcus Toledo e sua molecada boa de bola (olho em Georginho, armador, e Lucas Dias, ala). Brasília conta com Fúlvio na armação, Giovannoni na ala e Lucas Cipolini no pivô. São José sempre será forte com Andre Laws, Caio Torres e o apoio de sua alucinante torcida.

dema1Um degrau abaixo estão Minas (com o técnico Demétrius iniciando o trabalho – na foto à direita), Basquete Cearense, Palmeiras (olho no que Régis Marrelli pode fazer no alviverde), o estreante Rio Claro (Chuí está de volta), Uberlândia (com orçamento reduzido), Macaé e a Liga Sorocabana, do animado técnico Rinaldo, que sempre contrata bons gringos (vide Kenny Dawkins e Desmond Holloway, hoje brilhando no Paulistano).

flamengo1A se lamentar, apenas, mais um caso de conflito de datas que haverá entre Liga Sul-Americana e o NBB. Escrevi sobre isso no Facebook (mais aqui), e é absolutamente inacreditável que todo ano tenhamos este tipo de problema. Para piorar, já sabe-se de antemão que o mesmo acontecerá quando da Liga das Américas. Será que as três entidades (Liga Nacional, ABASU e FIBA Américas) não podem conversar para alinhar isso ANTES de a temporada começar? O torcedor é quem sai perdendo, pois não sabe exatamente quando ocorrerão todas as partidas de seu time na temporada.

E você, o que está esperando do NBB da temporada 2014/2015? Flamengo e Bauru saem mesmo um pouco na frente?

Tags : LNB NBB


Sob nova direção, Clippers mira salto de qualidade no Oeste – agora vai?
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Fábio Balassiano

steve1A temporada 2013/2014 do Los Angeles Clippers tinha tudo para ser histórica, a melhor da franquia. Sem nunca ter chegado a uma final de conferência, o ex-primo pobre Angelino sonhou alto, mas teve que lidar com Donald Sterling e seu etnocentrismo crônico. Por mais que tentassem, foi difícil para os jogadores deixar o ambiente longe da esfera social/policial. As 57 vitórias da fase regular foram a melhor da equipe, mas na segunda fase do playoff o time caiu para um Oklahoma City Thunder que nem tão inspirado assim estava.

Há males, porém, que vêm para o bem. Sterling foi forçado pela NBA a vender a franquia e veio Steve Ballmer (foto à direita), que lidera um grupo de investidores que abocanhou o Clippers por surreais US$ 2 bilhões. Meio maluco-beleza, dono de discursos inflamados desde seus tempos de Microsoft (o YouTube está cheio deles, não custa se divertir lá), Ballmer traz uma mentalidade vencedora e uma dose de auto-estima para uma equipe que precisa chegar longe nesta temporada.

time1Comandado pelo bom Doc Rivers, outro cara que tem forte liderança pelas palavras, o Clippers tem a terceira maior folha salarial da NBA (US$ 82 milhões), e de novo se reforçou bem para o campeonato (o elenco já era forte, e ficou ainda melhor). Manteve seu trio de ferro com Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan (este em último ano de contrato), e teve fôlego para buscar Spencer Hawes, útil pra caramba para a rotação de pivôs com Griffin e DeAndre e Jordan Farmar, boa opção para a reserva da armação de CP3. Se ainda não tem muita força nas alas, ao menos tem por lá os bons JJ Redick, Matt Barnes e Jamal Crawford.

É com este elenco que os Clippers pretendem avançar mais do que aquilo que têm feito nos últimos anos. Mais do que a franquia, quem precisa dar essa resposta positiva também é Chris Paul, que até hoje só venceu duas séries de playoffs em sua carreira. Para alguém considerado (justamente) o melhor armador da NBA em atividade, colocar resultados em um currículo repleto de atuações geniais e números assombrosos é pra lá de recomendável.

NBA: Los Angeles Clippers-Media DayColoco o Clippers no mesmo patamar de Mavs e Thunder, contra quem o time estreia nesta quinta-feira em casa (22h30 de Brasília), mas ainda um pouco abaixo do Spurs no Oeste. O problema dos angelinos ainda está em provar que eles são, sim, capazes de brigar por um título de conferência que, em termos técnicos, é totalmente plausível. O que pega, até o momento, é a NBA olhar para a equipe como um time a ser temido.

Se não for essa temporada, realmente não sei o que será da franquia nos próximos anos, pois a pressão ficará enorme para dar resultado. Lembremos que o novo dono não é um “excêntrico” senhor que não liga pra isso, mas alguém que vem do mundo dos negócios (números são fundamentais, portanto).

cp3Começar a temporada 2014/2015 voando, garantindo vitórias e mostrando à NBA que o time de fato veio para brigar por título, é algo que deve estar na ordem do dia também. Do meu canto acredito sinceramente que os Clippers conseguem avançar à segunda rodada dos playoffs. A partir disso é impossível, ainda, opinar pois depende muito dos cruzamentos. Conseguir o mando de quadra é bem importante para os comandados de Doc Rivers.

E você, o que acha que irá acontecer com os Clippers? Chegou a hora do salto de qualidade para a franquia?


Mesmo sem LeBron, Miami segue forte e candidato ao título do Leste
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Fábio Balassiano

wade1A principal notícia para o Miami Heat depois da perda do título da temporada passada para o San Antonio Spurs foi a saída de LeBron James para o Cleveland Cavs. Pior do que ver o melhor jogador do planeta sair e reforçar um rival que ficou fortíssimo com a ida dele (e depois com a de Kevin Love) foi a perspectiva de tempos de vagas magras na Flórida.

Mas ele (o tempo) passou e o que se apresentava como um grande problema não ficou tão feio assim. O Heat perdeu mesmo o melhor jogador do mundo, mas reforçou muito bem o seu elenco com Luol Deng (para a posição 3, a de LeBron), Danny Granger, Josh McRoberts, Shannon Brown, Shabazz Napier e James Ennis (estes dois últimos são calouros). Isso tudo, é bom dizer, pagando apenas US$ 68 milhões em salário aos atletas pela temporada (a franquia tem apenas a 19ª maior folha de pagamento da liga).

spo2Além do grupo ser mais forte, há uma ótima chance de duas coisas importantes acontecerem: 1) Dwyane Wade voltar a assumir papel de protagonismo na liderança e tomada de decisão de seu time na quadra e fora dela; E 2) Erik Spoelstra usar outra forma de atuar para um elenco completamente diferente do da temporada passada, mostrando quão ótimo ele é na NBA. Sobre Spo, aliás, cabe uma observação: ele mesmo, em conversa com os jornalistas aqui no Rio de Janeiro, encara essa chance de remontar o Miami como uma grande oportunidade também – e isso é ótimo.

Como bem disse Pat Riley a este blogueiro, o elenco é muito, mas muito melhor em relação ao da temporada passada, que colocava muita pressão em cima de Dwyane Wade, Chris Bosh e (obviamente) do próprio LeBron. “Só” não tem o melhor jogador do mundo em suas fileiras, mas em termos de opções disponíveis acho que ninguém é maluco de discordar que este Miami 2014/2015 é de fato mais recheado que aquele de 2013/2014.

boshA conclusão, devido a isso tudo, é muito simples em relação a este Miami que estreia hoje contra o Washington Wizards em casa (22h30 de Brasília). Se fosse no Oeste, arriscaria dizer que o Heat não seria candidato a título de conferência. Mas no Leste, em que pese a força que virou o Cleveland com a chegada de LBJ e seus novos companheiros, dá para sonhar alto, sim.

NBA: Miami Heat-Media DayOs Cavs e os Bulls estão no mesmo (ou um pouco acima no caso do Cleveland) patamar, mas nada tão absurdo, nada tão inatingível assim. Com o andamento da temporada, e do entrosamento deste elenco remontado, saberemos se a soma destas novas partes formará de fato um todo melhor que aquele que chegou a quatro finais seguidas da NBA. Por enquanto, sonhar em ir longe é, sim, possível para o Miami.

Acha que o Miami tem time para brigar pelo título do Leste mesmo sem LeBron James? Ou sem o melhor jogador do planeta fica impossível para o Heat? Comente!


Um pouco sobre os 7 brasileiros na temporada 2014/2015 da NBA
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Fábio Balassiano

rio1Coloquei mais cedo meus palpites para a temporada 2014/2015 da NBA que começa hoje, mas sei bem que é preciso falar dos brasileiros também. Vamos lá, um a um, falando do que eu espero deles a partir desta terça-feira no melhor basquete do planeta.

1) ANDERSON VAREJÃO -> Será o jogador com mais tempo de casa em um Cleveland absurdamente modificado em relação ao último ano. Você sabe bem o que aconteceu em Ohio, não preciso ficar repetindo, certo? Com LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving por lá é muito provável que o brasileiro vá fundo na pós-temporada, mas a grande interrogação para ele não é se o Cleveland será ou não campeão da NBA. Desde 2010 que Anderson não joga mais do que 70 jogos na temporada regular. Com problemas físicos ou de saúde, o brasileiro quase sempre deixa um gosto de “quero mais”, pois suas últimas atuações com o Cavs foram boas demais. Se ficar em quadra tem tudo para ser um dos destaques do elenco de apoio de David Blatt, que ainda não decidiu se Varejão será ou não titular (disputa posição com o canadense Tristan Thompson).

bruno2) BRUNO CABOCLO -> A melhor coisa que Caboclo e quem acompanha o garoto de 19 anos podem fazer é NÃO esperar absolutamente nada de seu ano de estreia no melhor basquete do mundo pelo Toronto Raptors. É óbvio que há uma expectativa imensa de todos em saber o que esse rapaz que foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2014 sem ninguém imaginar pode fazer, mas o planejamento do Toronto para ele não é para agora – e isso SEMPRE ficou muito claro. Para Bruno, o principal é aproveitar o tempo de quadra que lhe for oferecido em todas as oportunidades. Suas funções serão reduzidas, principalmente porque o Toronto deixou de ser um franco-atirador para se tornar uma das forças do Leste. No banco de DeMar DeRozan e Terrence Ross, o brasileiro deve ter no máximo 15, 20 minutos por jogo (quando for escalar). Fora de quadra, será exigido para que melhore seu inglês, seu físico e seu arsenal ofensivo. Tentar evitar que seu jogo de ataque fique apenas focado nas bolas de três é uma boa.

3) LEANDRINHO -> O ala-armador terminou a temporada passada lesionado no Phoenix Suns e muita gente acreditava que ele não teria mais espaço na NBA. Mas aí ele tirou a sorte grande. Foi contratado pelo Golden State Warriors, e servirá de apoio a dupla Stephen Curry e Klay Thompson, uma das mais explosivas da NBA atual. Do lado de fora da quadra, Leandrinho será comandado pelo novato Steve Kerr, que chega com muita confiança para levar o Golden State longe. O estilo de jogo da equipe (rápido, fluído e muito baseado em bolas de fora) pode ajudar Leandrinho a ter bom tempo de quadra e números inflados. A perspectiva para ele é bem boa, viu. Seu contrato de um ano ao mesmo tempo que representa um risco pode ser uma grande oportunidade também, já que atuando no ritmo acelerado dos Warriors sempre há muitas oportunidades de aparecer no setor ofensivo.

nene14) NENÊ – Quem acompanha os jogos do Washington Wizards consegue ter uma boa noção de quão reverenciado é Nenê por torcedores e companheiros de time. O cara é uma lenda por lá, e suas atuações nos últimos playoffs contra o Chicago Bulls aumentaram ainda mais o seu conceito na franquia da capital dos Estados Unidos. Para este ano, suas funções defensivas continuam intactas, e importantes, mas é possível que o lado ofensivo fique um pouco de lado com a chegada de Paul Pierce, que formará com Bradley Beal e John Wall o trio exterior que “ama” ter a bola nas mãos. Para Nenê, no entanto, isso importa pouco. Levar os Wizards aos playoffs é uma meta pra lá de desafiadora, e ele é fundamental para que isso se concretize.

5) VITOR FAVERANI -> Está aí alguém que não tem muitos motivos para ficar tranquilo neste começo de temporada. Faverani começou bem seu campeonato de estreia ano passado com o Boston Celtics, mas aos poucos perdeu espaço e teve que operar o joelho nas férias. No começo da pré-temporada, outra vez o brasileiro foi parar na mesa de cirurgia. Ninguém sabe ao certo o que será de Faverani nos verdes nesta temporada – se terá tempo de quadra, se será dispensado, se será mandado para a D-League. É uma incógnita, e está longe de ser uma situação fácil de administrar…

splitter16) TIAGO SPLITTER -> Tiago começa a temporada como campeão da NBA, mas não terá vida fácil no Spurs, não. Apesar de seu talento ser reconhecido por Gregg Popovich, o francês Boris Diaw foi muito bem nas finais passadas (tanto no Oeste quanto contra o Miami) e fez um excepcional Mundial da Espanha. Não acredito que seu tempo de quadra sofra grandes alterações devido a isso, mas há boas chances de o francês levar vantagem na preferência de Pop para fechar as partidas, por exemplo. Para o brasileiro, aproveitar os últimos momentos na companhia de Manu Ginóbili e Tim Duncan me parece o mais recomendável. É muito provável que com a aposentadoria de Duncan ao final dessa temporada (o mais provável) no próximo ano o garrafão titular texano seja Splitter+Diaw.

bebe7) LUCAS BEBÊ -> Lucas Bebê começa a sua temporada de estreia no Toronto Raptors com a mesma cabeça de Bruno Caboclo – com o aprendizado na ordem do dia. Ao contrário de Caboclo, ele pode ter mais espaço na rotação, já que está mais pronto que o camisa 5 (atua há mais tempo no basquete adulto) e não há grandes opções para a reserva do excelente pivô Jonas Valanciunas, titular e dono da posição. Aproveitar as chances para fincar o pé na rotação de Dwane Casey mostrará a franquia que ela se deu bem na troca que fez com o Atlanta. Para Bebê, é fundamental manter a cabeça no lugar, a confiança lá no alto e a agressividade defensiva ligada o tempo inteiro. Ele tem tudo para se tornar um dos bons pivôs defensivos da NBA atuando por uma equipe que marca muitíssimo bem.

E você, o que está esperando dos brasileiros a partir de hoje na NBA? Comente!


Os meus palpites para a temporada 2014-2015 da NBA – comente você também!
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Fábio Balassiano

lebronVocê tem lido aqui neste espaço análises sobre as principais franquias para a temporada 2014/2015 da NBA que começa hoje (ainda farei de outros times, fiquem ligados), mas sei bem que vocês gostam mesmo dos palpites do blogueiro para o certame. Então, sem mais delongas, vamos lá:

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs x Chicago Bulls
OS 8 DO LESTE (não está na ordem): Heat, Bulls, Hornets, Nets, Pacers, Raptors, Wizards e Cavs
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO LESTE: Knicks
FINAL DO OESTE: Dallas Mavs x San Antonio Spurs
OS 8 DO OESTE (não está na ordem): Spurs, Oklahoma, Memphis, Houston, Clippers, Warriors, Blazers e Dallas
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO OESTE: Suns
FINAL DA NBA: Cavs x Spurs (Spurs campeão)
MVP: LeBron James (foto à direita)
noah1MELHOR DEFENSOR: Joakim Noah (foto à esquerda)
RESERVA DO ANO: Isaiah Thomas (Suns)
QUEM NUNCA FOI E SERÁ ALL-STAR: Kawhi Leonard (Spurs) e Klay Thompson (Warriors)
MELHOR TÉCNICO: Rick Carlisle (Mavs)
TIME SURPRESA: Suns e Pistons
TIME DECEPÇÃO: Sacramento Kings (repetido da temporada passada)
JOGADOR SURPRESA: Jonas Valanciunas (Raptors)
JOGADOR DECEPÇÃO: JR Smith (Knicks)
CALOURO DO ANO: Andrew Wiggins (Wolves)
JOGO DO ANO: Cavs x Heat, o retorno oficial de LeBron James a Miami no Natal
MALA DO ANO: Mark Cuban (voto nele todo ano…)
MELHOR BRASILEIRO DA TEMPORADA: Anderson Varejão

E pra você, quais serão os destaques? Comente!

Tags : NBA


Com LeBron James, o que esperar do Cleveland na NBA?
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Fábio Balassiano

trio1Falei mais cedo sobre o San Antonio Spurs, para mim o grande favorito ao título do Oeste, e acho importante falar, também, sobre como está o principal candidato a sair do Leste para a final da NBA na temporada 2014/2015. Falo (em minha opinião, claro) do Cleveland Cavs, que abre o campeonato na quinta-feira contra os Knicks em casa (23h de Brasília).

Foi o time que mais se reforçou (e com o melhor jogador do planeta, LeBron James), o que trouxe um técnico com uma visão diferente das que os treinadores da NBA atual têm (David Blatt vem da Europa com uma mentalidade mais coletiva e menos, digamos, intuitiva), o que conseguiu colocar três All-Stars jovens e com potencial técnico absurdo juntos (LeBron, Kyrie Irving e Kevin Love) e o que, ainda por cima, teve capacidade para atrair veteranos que podem ser úteis principalmente nos playoffs (Mike Miller, Shawn Marion, James Jones e Brendan Haywood).

andy1Negar o favoritismo do Cavs é negar o óbvio, portanto. Em qualquer time que estiver LeBron James haverá esta palavrinha mágica (‘favoritismo’) atrelado, e o Cleveland precisará aprender a conviver com isso. Há, claro, o período de adaptação e acomodação para um novo sistema de jogo de Blatt e também um tempo necessário para o entrosamento das novas peças do time. Mas com o volume de talento espalhado por lá e a liderança (positiva) de LeBron eu não acredito que a carruagem vire abobora.

Não vejo os Cavs, que têm o brasileiro Anderson Varejão confirmado como titular na posição de pivô, como via o Heat da temporada passada (um grau acima dos rivais de conferência), mas há muitas dúvidas sobre como os principais rivais se sairão (no Chicago há o fator Rose, e no Miami, em como o time irá se reagrupar sem LeBron James). Com isso eu vejo o caminho do Cleveland bem pavimentado para no mínimo chegar às finais do Leste.

"100514 BKN LeBron Blatt"Pensar em título da NBA para mim ainda é um pouco cedo. Depende do basquete que será apresentado, de quão perto da realidade Spurs de jogar o Cleveland conseguirá chegar (o potencial físico do Miami não está em Ohio, e ter capacidade de leitura para jogar passa a ser ainda mais fundamental) e de quão bom será o encaixe de todas as peças. Mas, para a final do Leste, eu diria que é algo bem improvável de NÃO acontecer.

E você, o que acha que irá acontecer com o Cleveland, time que terá LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love entre os titulares? Comente!