Bala na Cesta

Arquivo : Liga das Américas

Vai começar a Liga das Américas – times brasileiros ainda tentam entrar, mas seguem fora
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Fábio Balassiano

lda1Começa no dia 20 de janeiro a edição de 2016 da Liga das Américas, torneio mais importante do basquete continental (tirando a NBA, claro). Só que desta vez, como demonstra a figura ao lado, com uma novidade não muito agradável: sem os clubes brasileiros.

Desde que a suspensão da FIBA foi aplicada ao basquete brasileiro de 14 de novembro de 2016 até 28 de janeiro de 2017 ficou claro que era uma punição aos anos de desmandos da CBB. Isso todo mundo entendeu, certo? O problema é que os únicos afetados na prática foram os clubes, que terão uma competição oficial logo no começo deste ano e estão impedidos de atuar porque a digníssima Confederação Brasileira está “congelada” de qualquer coisa com a Federação Internacional. E neste caso da Liga das Américas é ela, Confederação, que deveria indicar os times do NBB (Flamengo e Bauru, campeão e vice, e Mogi, vencedor da recente Liga Sul-Americana que daria acesso direto a das Américas). Como o botão de diálogo CBB-FIBA está desligado, a tragédia está completa. Mas ainda há tentativa de solução.

lnb1O blog apurou que a Liga Nacional e os três clubes envolvidos (Flamengo, Bauru e Mogi) têm tentado convencer a Federação Internacional que a punição afeta muito mais as agremiações do que a CBB em si, que é quem a FIBA queria atingir (e esta parte final sou quem diz, que fique claro). Houve uma série de ligações, e-mails e até mesmo reuniões presenciais com membros do altíssimo escalão do órgão máximo do basquete mundial para tentar fazer com que os times do NBB joguem a próxima da Liga das Américas. Até o momento sem sucesso.

nbb1Os interlocutores da Liga Nacional têm mostrado que a ausência trará impacto na competição, que busca crescer (contraditório, não?), mas sobretudo na evolução do basquete brasileiro, que venceu sete das últimas oito competições internacional (Liga das Américas e Sul-Americana). Foi sugerido, inclusive, que os brasileiros entrem nas chaves já sorteadas (aqui), fazendo com que três dos quatro grupos contenham cinco agremiações (e não quatro).

Ainda restam 16 dias para começar a competição. Até lá, pelo que o blog também apurou, os dirigentes da Liga Nacional e dos clubes brasileiros seguirão tentando sensibilizar a FIBA para que ela abra a guarda e inclua os times do país, que conquistaram as suas vagas na quadra, na próxima Liga das Américas.

nunes7Por fim, vale dizer o seguinte: responsável direta pelo caos na modalidade no país, a CBB, que não move uma palha para proteger seus clubes, conseguiu a proeza não só de sucatear tudo que é dela (seleções adultas e de base, campeonatos de desenvolvimento de jovens, 3×3 e clínicas técnicas), mas também de espalhar os seus maus tentáculos para impactar a única coisa que vinha dando razoavelmente certo no Brasil – o NBB. Meus sinceros parabéns a Carlos Nunes, presidente da entidade, por mais este feito. A FIBA mirou em Nunes e na Confederação, mas acabou acertando na competente Liga Nacional. Uma pena.


Guaros vence Bauru, conquista Liga das Américas e consagra Nestor Garcia
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Fábio Balassiano

nestor1Bauru lutou, lutou muito. Foi emocionante ver a bravura da equipe que estava toda desfalcada (Hettsheimeir, Paulinho e Ricardo Fischer, que se machucou ontem , não atuaram) buscando a vitória até o segundo final. Mas diante de 10 mil pessoas o Dragão não conseguiu repetir o título de 2015. Em Barquisimeto, o Guaros de Lara fez 84-79 , levou a torcida ao delírio, conquistou a inédita Liga das Américas (primeira conquista para o país também), se credenciou a jogar o Mundial Interclubes contra o campeão da Euroliga e consagrou de vez o técnico Nestor Garcia (foto), que no ano passado foi o grande responsável por levar a seleção venezuelana para a Olimpíada do Rio de Janeiro ao ganhar a Copa América do México e que em 2014 também dirigiu a Vinho Tinto no título Sul-Americano em casa.

alex1Ciente que teria uma rotação mais curta, o técnico Demétrius usou tática muito boa no começo da partida. Tirou toda velocidade do ataque (diminuindo o risco nos desperdícios de bola), evitou que sua marcação atacasse o rival que detinha a bola e praticamente não fazia jogada de contato (de modo a não levar falta de ataque). Deu certo. Os 23-16 de Bauru foram o começo pedido, mas o período seguinte foi um balde de água fria. Graham acertou tudo (e de todos os lados), anotou 13 pontos, e o Guaros de Lara apareceu pro jogo. Fez 17-10, contou com péssima pontaria de Bauru e saiu para o vestiário igualando o marcador em 33.

wilkins1O segundo tempo começou e o panorama não mudou. A bola longa de Bauru não caía (8/26 no jogo), e a equipe só se mantinha perto no placar por causa dos lances-livres (a arbitragem, péssima, não permitia o menor contato, apitando tudo a todo instante). Até que deu certo, mas o fato é que naquela altura o Guaros sabia como castigar os bauruenses – com Damien Wilkins jogando no poste baixo (perto da cesta) contra Alex Garcia. O Brabo bem que tentava, mas havia ali uma diferença grande de altura. Wilkins ou arremessava por cima do camisa 10 ou esperava a dobra da marcação para quicar a bola para seus companheiros.

guaros1Foi assim que o Guaros dominou logo no começo do último período, colocando a sua fanática torcida “dentro” do jogo. Wilkins, que terminaria com 20 pontos (foi coroado o MVP das finais aliás), viu Taylor enfim aparecer (18 pontos) e Bauru ter muita dificuldade para pontuar (natural para quem teve quatro de seus cinco titulares atuando por 30 ou mais minutos). No final das contas, vitória venezuelana por 84-79, título merecido para Nestor Garcia e seus atletas e festa em Barquisimeto, que viu TODAS as fases da Liga das Américas (primeira, segunda e Final Four).

nestor2A se lamentar, do nosso lado, que não teremos outro Mundial Interclubes por aqui (será na Venezuela) e o primeiro título de um time não brasileiro seja em Liga Sul-Americana, seja em Liga das Américas, desde (no período foram seis conquistas seguidas dos times do NBB). Justamente no momento em que a Liga Nacional consegue três grandes patrocinadores (Sky e Avianca já divulgados, e a Caixa Econômica Federal que vem por aí) seria muito bom que nova edição do Mundial fosse também no país.

Viu o jogo? O que achou? Bauru lutou como pôde, não? Comente aí!


Bauru vence Fla em jogo épico e decide Liga das Américas contra Guaros
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Fábio Balassiano

bauru1

Foi uma das noites mais emocionantes do basquete das Américas nos últimos tempos. As duas semifinais da Liga das Américas disputadas na Venezuela foram de tirar o fôlego e no final das contas acabaram colocando Bauru e Guaros de Lara (o dono da casa) para se encontrarem neste sábado às 21h (Sportv exibe). Bauruenses e venezuelanos bateram, respectivamente, Flamengo e Mogi.

bauru2Na primeira semifinal, um resumo dos motivos pelos quais amamos esse jogo chamado basquete. Sem Rafael Hettsheimeir e Paulinho Boracini, Bauru começou bem (abriu 17-7), mas foi perdendo fôlego (e força). O Flamengo, que não tinha nada a ver com aquilo, foi tirando a diferença e abrindo diferença. Tinha 66-55 no final do terceiro período, e colocou uma diferença de 74-57 quando restavam sete minutos de jogo.

fischer1Para piorar a situação do time de Demétrius, Alex saiu com cinco faltas e Ricardo Fischer, com dores no joelho (ainda não sabemos a gravidade da lesão – torçamos para que não seja grave). Fim de linha para Bauru então, né? Não. O time rubro-negro dormiu no ponto (17 desperdícios de bola e 13/24 nos lances-livres), e os bauruenses foram reagindo, reagindo e tomaram a liderança do placar quando restavam menos de 40 segundos para o final com uma bola de três de Leo Meindl, grande responsável pela virada junto com Murilo, Jefferson e Robert Day.

leo1No final, vitória épica de Bauru por 83-81 em uma das partidas mais emocionantes dos últimos tempos e que contou com um roteiro improvável para colocar a equipe em nova final de Liga das Américas (foi campeã em 2015 no Rio de Janeiro). O Flamengo precisa fazer, sim, uma reflexão grande em relação ao que aconteceu na Venezuela nesta sexta-feira, mas NINGUÉM deve tirar os méritos da equipe do técnico Demétrius, que lutou o tempo inteiro e contra todas as dificuldades para atingir seu objetivo de chegar a outra decisão continental.

mogi3Na segunda semifinal Mogi fez um jogo taticamente perfeito (palmas para o técnico Danilo Padovani) no primeiro tempo. Cuidou de diminuir o ritmo, evitou que as peças de apoio a Damien Wilkins e Tyshawn Taylor anotassem muitos pontos e controlou o placar desde o começo, evitando que a torcida se empolgasse muito e transmitisse energia aos atletas locais. Venceu o primeiro tempo por 38-34 e só não foi ao vestiário com diferença maior porque apenas Shamell (16) e Lucas Mariano (9) pontuaram com consistência.

nestor1No segundo tempo, porém, o Guaros marcou melhor, levou apenas 35 pontos em 20 minutos e viu Wilkins e Taylor explodirem na pontuação – ambos fecharam a peleja com 28 pontos. Com 56 pontos (70% do total), a dupla comandou os venezuelanos a uma vitória por 81-73, levando a equipe a primeira decisão continental de sua história. Méritos também para o técnico Nestor Garcia, responsável por levar o time a um feito já imenso. Vale lembrar que o treinador também é o técnico da seleção que conquistou a Copa América em 2015 e que jogará a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

Será que Bauru consegue manter o título? Ou o Guaros de Lara termina com a hegemonia brasileira no continente e levante o inédito caneco? Lembrando: quem ganhar joga o Mundial Interclubes contra o campeão da Euroliga no começo da próxima temporada.


Podcast BNC: Olivinha, do Flamengo, fala da carreira e da Liga das Américas
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Fábio Balassiano

olivinha2No Podcast desta semana recebemos o ala-pivô Olivinha, do Flamengo. Ele fala de sua carreira, de seu vício por vídeogame e pelo jogo Cartola e, claro, do Final Four da Liga das Américas que acontece a partir de sexta-feira na Venezuela. O jogador, de 32 anos, tem quase uma década no rubro-negro carioca e contou deliciosas e divertidas histórias. Confira!

Caso você prefira, o link direto está aqui . Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!


Com retrospecto a favor, times brasileiros tentam título das Américas
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Fábio Balassiano

ldaComeça hoje o Final Four da Liga das Américas em Barquisimeto, na Venezuela. Com transmissão do Sportv, Bauru x Flamengo fazem a primeira semifinal às 18h45. Logo depois, às 21h, o dono da casa Guaros de Lara. Em que pese jogar longe do país (mesmo com três representantes brasileiros a decisão não foi por aqui…), o retrospecto pode pesar a favor dos times do NBB.

Podcast BNC com Olivinha

Além do fato dos três útimos campeões da Liga das Américas terem sido brasileiros (Pinheiros-2013, Flamengo-2014 e Bauru-2015), em apenas duas ocasiões o campeão foi o time que jogou em casa – o Peñarol, de Mar del Plata em 2010, e o Flamengo em 2014 no Maracanazinho. Nas demais ocasiões, atuar diante da torcida não foi uma vantagem tão grande assim.

nbb2No primeiro jogo, o duelo brasileiro entre Bauru e Flamengo promete muito. Os bauruenses virão desfalcados de Rafael Hettsheimeir e Paulinho Boracini, ambos lesionados. Estou curioso para ver qual será o trabalho feito pelo técnico Demétrius (foto) para suprir as duas ausências (Ricardo Fischer e Alex deverão fazer hora-extra na armação, e Jefferson Willian, Murilo e Wesley Sena, no garrafão). Do outro lado, o Flamengo estará completo e com o melhor elenco do país (em minha opinião), em ótimo momento no NBB (lidera o campeonato com 19-4) e seco para reconquistar o caneco perdido em 2015 em sua casa.

Podcast BNC com Ricardo Fischer

dan1No jogo de fundo, todo cuidado é pouco para Mogi com a pressão que será feita pelo Guaros de Lara. Os venezuelanos fizeram uma força imensa para levar o Final Four para sua casa, e obviamente não vão querer abrir o salão de festa para os times brasileiros dançarem. Os mogianos vivem boa fase (venceram duas vezes seguidas Bauru – pela LDA e pelo NBB – e Brasília no período de uma semana), têm ótimo elenco (Shamell, Larry Taylor e Tyrone serão fundamentais hoje) e o técnico de Danilo Padovani (foto) tem evoluído dia a dia. Olho em Nestor Garcia, treinador do Guaros, e em Tyshawn Taylor, melhor jogador da equipe venezuelana.

Quem gosta de basquete brasileiro torce para uma final brasileira, que garante o título da Liga das Américas ao país, a manutenção da hegemonia continental e outro Mundial de Clubes no Brasil no começo da próxima temporada.


Flamengo perde, mas se classifica na Liga das Américas; Brasília eliminado
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Fábio Balassiano

lda3Terminou a segunda semifinal da Liga das Américas. E com ela o sonho de ver os quatro times do NBB no Final Four. Ontem o Flamengo perdeu do Guaros de Lara, o time da casa em solo venezuelano, por 92-87, mas havia feito a sua parte nos dois dias anteriores e acabou avançando. Brasília acabou eliminado no saldo.

Nas semifinais, que serão disputadas no dia 11/3, Flamengo x Bauru e Guaros (do técnico figuraça Nestor Garcia – na foto) x Mogi. No dia seguinte, vencedores fazem a decisão, com o campeão disputando o Mundial Interclubes contra o campeão da Euroliga na abertura da temporada 2016/2017. O Final Four ainda não tem local definido (a FIBA Américas deverá divulgar na próxima semana).

lda5Brasília pode, sim, lamentar que ficou fora do Final Four, mas não muito. Jogou mal contra o Flamengo na sexta-feira (principalmente o segundo tempo), perdendo por 106-93 e deixando um saldo negativo de 13. Venceu o Guaros no sábado por 80-77 e dependia de vitória rubro-negra no domingo ou triunfo do Guaros por 24+ pontos, algo que acabou acontecendo ali no meio do terceiro período.

Naquele momento o Flamengo jogava muitíssimo mal, fazendo uma de suas piores apresentações da temporada. Mas o elenco de José Neto se recuperou, contou com boas atuações de Rafael Luz (14 pontos e 6 assistências), JP Batista (21) e Marcelinho Machado (12), diminuiu a diferença para apenas 4 pontos, mas não conseguiu ir além, o que eliminou Brasília. Os últimos minutos ficaram mesmo para a definição das semifinais.

lda2Em um dos lances mais bizarros do torneio, o experiente Damien Wilkins sofreu falta (boba) de Marquinhos e foi pra linha de lance-livre. Se acertasse, colocaria Flamengo x Mogi (primeiro colocado do outro grupo), com Guaros de Lara x Bauru (o segundo). A falta, aliás, foi bem mal feita (sem propósito algum), o que faz muita gente achar que o time da Gávea também estava escolhendo enfrentar a equipe mogiana (daqui, de minha parte, é bem difícil julgar e não vou entrar nessa). Na linha de lance-livre, Wilkins deu duas porradas na tabela, errou os dois e deixou Fla x Bauru e Guaros x Mogi na semifinal mesmo.

lda1Ficamos assim então. O Brasil, que fez campeões em 2013 (Pinheiros), 2014 (Flamengo) e 2015 (Bauru), poderá fazer o seu quarto campeão seguido em 2016, embora não tenha conseguido colocar os quatro times do NBB na decisão. Fica a lição mais uma vez: depender de resultados dos outros é SEMPRE uma temeridade. Como o formato é este (três jogos em sequência), perder uma partida (ainda mais a primeira) significa deixa as situações abertas e não controladas por si mesmo.

O intruso nessa história toda é o venezuelano Guaros de Lara, que conta com bons norte-americanos (Wilkins mesmo e Tyshawn Taylor). Não será fácil derrotá-lo, e o local do Final Four será fundamental para que a hegemonia continental continue por aqui (principalmente pelo fato de termos mais um Mundial no país).


Por Final Four brasileiro, Flamengo e Brasília jogam na Liga das Américas
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Fábio Balassiano

nbb3Mogi e Bauru fizeram a parte deles na semana passada. Os dois times jogaram em solo bauruense, deixaram o argentino Quimsa e o uruguaio Malvin pra trás e já estão no Final Four da Liga das Américas, competição que garante ao campeão a chance de disputar o Mundial Interclubes contra o campeão da Euroliga. Nesta semana, em Barquisimeto, na Venezuela, é a vez de Flamengo e Brasília lutarem para fazer da decisão continental um quadrangular apenas com equipes brasileiras.

nestor2Em uma rápida análise, é possível descartar o Correcaminos, time panamenho limitado, embora muito voluntarioso e que já jogou contra o Flamengo na primeira fase. Quem eu acho que pode dificultar as coisas é o time da casa, o Guaros de Lara. Além do fator casa, que conta muito neste tipo de competição, o elenco comandado pelo maluco-beleza Nestor Garcia (sim, o treinador da seleção venezuelana que aprontou todas na Copa América de 2015 no México) tem nomes importantes como o do norte-americano Damien Wilkins (atuou na NBA), a base da equipe nacional local (Colmenares, Graterol e Echenique) e o também norte-americano Zach Graham, autor de 19,3 pontos de média no torneio. Se há um rival perigoso, é o Guaros de Lara portanto.

neto1O Flamengo, que disputou os dois últimos Final Four (campeão em 2014 e eliminado na semifinal do ano passado), está completo e arrisco-me a dizer que tem o melhor elenco do continente (tirando a NBA, obviamente). A rotação sensacional do técnico José Neto com 10 jogadores deve se repetir neste final de semana, ainda mais com a sequência furiosa de três pelejas em dias consecutivos. Se normalmente utiliza bem as suas peças, evitando perda de intensidade, em um evento assim Neto deve utilizar o mesmo expediente – no que ele tem total razão.

derykPelo lado de Brasília a situação não é tão animadora assim. Com problemas musculares, o experiente Arthur não viajou. Ronald, Jefferon Campos (estes estavam com caxumba) e Pilar foram à Venezuela, mas não se sabe em que condição física. Para o time do técnico Bruno, mais do que nunca será contar com as atuações excepcionais do menino Deryk Ramos (foto), com a ótima fase do armador Fúlvio (quando ele está bem fisicamente seu lado técnico flui tranquilamente) e com o comando de Guilherme Giovannoni.

horarios1Por fim, vale o aviso: dias e horários das partidas podem ser encontrados no site da competição, e novidades se as pelejas serão exibidas estão disponíveis no site do Sportv, que detém os direitos de transmissão (a figura ao lado foi retirada do site da Liga Nacional de Basquete). Eventuais dúvidas que surjam em relação a isso sugiro que sejam sanadas diretamente com os responsáveis.

Será que teremos um Final Four brasileiro na edição de 2016 da Liga das Américas?


Podcast BNC: Anderson Varejão no Warriors e a Liga das Américas
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Fábio Balassiano

vareja1No Podcast desta semana Pedro Rodrigues e eu falamos da troca que levou Anderson Varejão ao Golden State Warriors, das outras movimentações na temporada 2015/2016 da NBA e da primeira fase semifinal da Liga das Américas que teve Mogi e Bauru se classificando ao Final Four. No final abordamos o começo da Liga Ouro, que contará com a estreia do Vasco neste fim de semana no Rio de Janeiro.

Caso você prefira, o link direto está aqui . Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!


No Final Four da Liga das Américas, o momento da virada para Mogi
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Fábio Balassiano

mogi2A temporada 2015/2016 começou enrolada para Mogi. O time perdeu a final do Paulista em casa contra São José, o técnico Paco Garcia pediu demissão logo em seguida, a equipe foi eliminada de maneira precoce na Liga Sul-Americana, perdeu jogos até certo ponto “ganháveis” no NBB e só entrou na Liga das Américas porque Brasília acabou com o troféu, beneficiando outra agremiação do país a entrar na competição.

O cenário não estava muito bom até começar a Liga das Américas. Em Santiago, República Dominicana, os comandados de Danilo Padovani venceram o Malvin, o Metros local e o Leones de Quilpue e ganharam confiança. Veio a fase semifinal em Bauru e era a chance de não só ganhar nova dose de confiança mas também de se colocar entre os grandes no Final Four do torneio.

danilo25Deu certo. O time jogou muito bem contra Bauru e Malvin, avançou em primeiro do grupo e agora espera o segundo colocado do grupo que tem Guaros, Flamengo, Brasília e Correcaminos (jogos a partir de sexta-feira). Mais do que já estar entre os melhores do continente, e isso é coisa pra caramba, para os mogianos pode ser que a fase semifinal da Liga das Américas represente o momento-chave na temporada.

Conversei com Shamell, um dos líderes da equipe, sobre isso no final do jogo contra o Malvin, e ele concorda com esta tese, principalmente porque o técnico Danilo, novato na função, precisava de uma espécie de validação (nos resultados) de seu bom trabalho com a equipe. E essa “validação” veio com a classificação e com as boas apresentações.

nbb3Agora Mogi precisa manter a consistência no NBB (principalmente a defensiva), onde está na sexta colocação com 12-7 (enfrenta hoje Franca às 20h com transmissão do site da LNB), para ir bem não só na competição nacional como quem sabe para beliscar o inédito título da Liga das Américas. Faltam dois jogos para a grande glória que seria conquistar o caneco continental. Manter a chama acesa do que foi obtido em Bauru na semifinal do torneio é mais do que fundamental.

Para um elenco que jogava abaixo das suas capacidades (técnicas, táticas e coletivas) no começo da jornada, o que se viu no ginásio Panela de Pressão deve servir de espelho para a equipe mogiana. Jogar com a intensidade, disciplina e entrega que foram vistas em solo bauruense é meio caminho andado para terminar a temporada de maneira bem diferente daquela que começou a caminhada em 2015.


Breves notas da Liga das Américas em Bauru
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Fábio Balassiano

grego11) Grego e Carlos Nunes, ex e atual presidentes da Confederação Brasileira, eram unha e carne em Bauru. Andaram juntos a todo tempo. Juntos e quase sempre acompanhados de Antônio Carlos Barbosa, técnico da seleção feminina que mora na cidade e os guiou em solo bauruense. Um personagem do basquete brasileiro passou por mim quando viu a dupla sorrindo e disse: “Quanto mais eles ficam lado a lado menos eu acredito na modalidade”.

barbosa12) Sobre Barbosa, morador de Bauru e a quem entrevistei em matéria que vocês verão na próxima semana, vale dizer: o veterano treinador, que já viajou para Recife para ver América x Americana, verá nesta semana Presidente Venceslau x Maranhão. E vai viajar de carro para assistir. “Não faço mais do que minha obrigação. É o mínimo que um treinador deve fazer. Se eu não olhar as meninas jogando, quem vai vê-las?”, ele me disse. Ele tem total razão. O problema é que o antigo treinador (Zanon) nem isso fazia.

ruben23) E falando em obrigação (ou do não cumprimento dela), causou estranheza que Rubén Magnano (técnico da seleção brasileira masculina) e Vanderlei (Diretor Técnico) não tenham aparecido nem para uma fase semifinal de Liga das Américas em Bauru. O treinador da seleção brasileira, presença anual em ginásios da NBA e bissexta em partidas de basquete em solo brasileiro, não se deu ao trabalho de ver Alex, Fischer, Hettsheimeir e Larry Taylor, jogadores convocáveis para a Olimpíada do Rio de Janeiro. É um absurdo sem tamanho…

4) Causou espanto o fato de o Sportv não exibir ao vivo as partidas de sábado e domingo da Liga das Américas. De acordo com um influente dirigente brasileiro, já foi mais tranquila e favorável a relação entre clubes (e da própria Liga Nacional de Basquete) o canal campeão. Não pegou bem o fato de termos uma fase semifinal de Liga das Américas no Brasil, com dois times brasileiros, e quase nada sendo exibido na TV ao vivo.

bauru15) Não é comum no Brasil, sabemos disso, mas já vi trabalhos muito bons em termos de marketing esportivo / comunicação esportiva. O que vem sendo feito por Bauru, por sua vez, chama atenção positivamente por ir além do esperado (e no basquete, onde a carência neste sentido é imensa). O time, muito presente nas redes sociais, agora tem uma Web TV. Além disso, na área de imprensa havia um folheto com o histórico da equipe na Liga das Américas e conquistas recentes. Durante as partidas, shows de dança e brincadeira para as crianças. Já conhecia (de longe) o que era feito, e saí da cidade bastante impressionado por ver de perto como o time consegue estar presente com a comunidade local. Muito legal e fala bastante do profissionalismo com que o basquete vem sendo tratado pela equipe.

battle6) Os jogadores do Quimsa contavam loucamente com uma vitória de Bauru contra Mogi no sábado para jogarem a partida de domingo contra os bauruenses de forma tranquila e apenas como decisão do primeiro lugar da chave. Como os mogianos ganharam de Bauru, a partida dos argentinos contra os donos da casa era de vida ou morte. No sábado, no hotel, a preocupação deles era visível. Os hermanos, atuais campeões argentinos, acabaram ficando pelo caminho.

fischer17) Há uma nova moda entre os torcedores mirins. É pedir foto com o jogador, só que no formato selfie – e fazendo com o que o atleta segure o celular para tirar a foto. O motivo é simples: como os jogadores são altos, e os garotos/garotas muito mais baixos, o “ângulo perfeito da selfie” só existe mesmo quando a câmera está sendo segura por algum gigante. Essa brilhante técnica me foi explicado por uma criança de 9 anos – e obviamente eu não sabia disso. Ricardo Fischer, venerado pela molecada, terminou o jogo de domingo tão cansado das fotos quanto da partida em que atuou por 38 minutos contra o Quimsa.