Bala na Cesta

Arquivo : Correspondente BNC

Detalhes da classificação do Flamengo à decisão do NBB5 direto da HSBC Arena
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Uma série que, se não foi brilhante tecnicamente, em termos de emoção, intensidade e nervosismo entrou para a história do NBB. Na noite deste sábado, com cerca de 12 mil pessoas na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Flamengo derrotou São José por 88 a 76, fechando a semifinal em 3 a 2. O rubro-negro retorna à decisão do NBB após duas temporadas de ausência e, de quebra, devolve a eliminação sofrida para os joseenses na semifinal do ano passado, também por 3 a 2. Flamengo e Uberlândia vão lutar pelo título no próximo sábado (lamentavelmente em jogo único, mas falamos disso depois), às 10h, na HSBC Arena.

O duelo de ontem à noite marcou a redenção de um dos jogadores mais questionados do elenco rubro-negro. O ala Duda, que vinha de duas temporadas ruins e chegou a cogitar a ideia de deixar o clube, fez uma partida exuberante. Com seis bolas certeiras de três e 26 pontos no total, Duda foi o cestinha da partida e grande responsável pela vitória do Flamengo.

A tensão criada ao longo da série, especialmente pela briga entre os atletas no fim do quarto jogo, acabou afastando boa parte dos torcedores de São José que viriam ao Rio para a partida decisiva. Uma pena. Mas é importante ressaltar que o ambiente ruim durante os confrontos ficou apenas dentro da quadra. Não houve nada, além de provocações naturais, nas arquibancadas, tanto no Rio, como em São José. Entre as equipes, aí sim. O clima estava tão pesado que os quintetos titulares nem se cumprimentaram antes da bola subir. E desde o primeiro quarto, o que se viu foi um jogo muito pegado, com bastante contato físico. O Flamengo começou trabalhando bem os ataques, enquanto a Águia do Vale tinha em Murilo sua grande peça ofensiva. Aliás, o pivô foi um verdadeiro gigante. Superou a contusão sofrida no jogo três, ajudou a equipe a vencer o jogo quatro e foi o principal destaque do time no quinto duelo, anotando 23 pontos.

Após vencer o quarto inicial por vantagem mínima, 23 a 22, o rubro-negro voltou mal para o segundo período. O aguerrido time de São José aproveitou o momento ruim dos cariocas e chegou a colocar seis na frente (38 a 32). Após tempo pedido por José Neto, o Flamengo cortou um pouco a diferença, mas foi para o intervalo perdendo por três (42 a 39) e com o ala-armador Benite contundido.

Podemos dizer que terceiro quarto foi determinante para os rumos da série. A equipe da Gávea voltou para quadra bem diferente. Jogando com muita intensidade na defesa e um baita aproveitamento no ataque, o Flamengo virou o placar, incendiando a torcida. Destaque, além de Duda, em noite épica, para Gegê. O jovem armador rubro-negro jogou mais tempo que o titular da posição, o ótimo Kojo, e demonstrou muita personalidade ao conduzir bem a equipe, distribuindo seis assistências. Uma bola de três de Marquinhos (13 pontos), no estouro do cronômetro, deu ao Flamengo uma vantagem de 11 pontos no fim do período: 69 a 58 (30 a 16 no terceiro quarto).

Nos últimos dez minutos, os mandantes mantiveram a diferença confortável e garantiram presença na decisão, vencendo por 88 a 76. A equipe de São José seguiu lutando até o final, com muita garra, mas faltou um pouco mais de perna. Vale lembrar que os comandados de Régis Marreli fizeram uma temporada exaustiva (Paulista, Liga Sul-Americana, Liga das Americas e NBB) e sofreram com vários problemas de contusão ao longo das competições. Além de Murilo, Jefferson também foi bem, terminando com 13 pontos e sete rebotes. Baita campeonato fez o ala-pivô da Águia, está de parabéns. Fulvio, que se envolveu em confusões durante a série, esteve um pouco apagado nos arremessos. Mas mesmo assim, chegou a flertar com um triplo-duplo (nove pontos, nove assistências e sete rebotes). Ao final da partida, o técnico Régis Marreli se mostrou feliz pela campanha realizada por seu time e fez um balanço positivo da temporada. “Tivemos dificuldade para manter esse time, por conta do vice-campeonato ano passado e o assédio de outros clubes aos nossos principais jogadores. Mas conseguimos e realizamos uma ótima temporada, com o título do Paulista e as semifinais do NBB, eliminando o atual tricampeão. Sofremos muito com desfalques na fase de classificação e por isso tivemos uma campanha irregular, mas nos playoffs mostramos nosso grande basquete. Infelizmente a equipe não foi muito bem nos jogos aqui no Rio”, afirmou o competente treinador de São José, que ao lado de Guerrinha (Bauru) é o único técnico que se manteve no cargo desde o NBB 1, acumulando dois títulos paulistas e um vice nacional.

Do outro lado, os rubro-negros comemoraram bastante a classificação. Duda era o mais assediado pelos torcedores na saída da quadra. Sereno, ele agradeceu as pessoas que estiveram ao lado dele nos momentos de incerteza. “Só tenho a agradecer ao Neto e a diretoria pelo apoio que tive para continuar no clube. É uma honra vestir essa camisa e se hoje eu tive uma grande atuação foi porque meus companheiros me ajudaram”, disse o ala, que se mostrou contrário a realização de uma final em jogo único. “Não é o mais justo. A gente joga uma temporada inteira, consegue bons resultados e acaba tendo que decidir tudo em uma única partida. Às vezes você não entra bem e põe tudo a perder, mas temos que superar isso. Nossa equipe vai entrar focada e fazer um grande jogo”, completou.

Fico aqui pensando como seria sensacional uma decisão em cinco jogos entre Flamengo e Uberlândia. Ginásios lotados nas duas cidades, emoção, polêmica, tudo que uma grande série poderia ter. Mas, isso vai ficar só na imaginação, porque os motivos comercias falaram mais alto e desde o ano passado a final do NBB se realiza em um único duelo. O Flamengo fez 42 jogos no campeonato, Uberlândia entrou em quadra 44 vezes e agora eles colocam o trabalho de uma temporada inteira em apenas uma partida. Nos resta apenas torcer para que seja um grande espetáculo.


São José vence 5º jogo, elimina os tricampeões do NBB e vinga final do ano passado
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Após duas vitórias de cada lado, ficava a dúvida: quem iria ganhar o quinto e decisivo jogo? Para o Brasília significava a manutenção de uma hegemonia em quadra. Para o São José, a chance de avançar na competição e se vingar da final do NBB4, perdido em casa para o adversário. Após 40 minutos de uma partida tensa, cheia de altos e baixos de cada lado, São José foi mais eficiente e venceu por 98-81. Agora o time do vale do Paraíba enfrenta o Flamengo pelas semifinais do NBB 5.

O jogo começou bem truncado, com as duas equipes alternando bons momentos na defesa mas errando muito no ataque. O Brasília foi muito eficiente no garrafão – Paulão fechou o quarto com 9 rebotes – mas não refletia essa vantagem em pontos. Melhor para a equipe de São José, que fechou o período em 18 a 17. O segundo quarto começou com os visitantes administrando a vantagem e o time da casa abusando das bolas de três pontos. O São Jose não aproveitou o momento e deixou que o Brasília empatasse o jogo, mas depois chegou a abrir 10 pontos e novamente o time candango encostou, encerrando o placar do primeiro tempo em 36-34 com vantagem para os visitantes.

Na volta do intervalo o São José voltou bem aceso na defesa, induzindo o Brasília a forçar as jogadas e foi se distanciando cada vez mais no placar, chegando a abrir 11 pontos mas fechando o quarto em 69 a 61. No último e decisivo quarto esperava-se que o time da casa voltasse com mais ímpeto, mas o que se viu foi um time muito nervoso em quadra, chutando do perímetro e marcando mal, o que permitiu aos visitantes um distanciamento ainda maior, fechando a partida na frente e a série em definitivos 3-2.

O cestinha, e grande destaque, da partida foi Laws, do São José, que marcou 29 pontos. Já pelo lado do Brasília, Nezinho anotou 16 pontos. Para Giovannoni, um dos jogadores mais abatidos após a derrota, “Eles (São José) jogaram muito bem e mereceram a vitória”. O jogador agradeceu ainda a torcida “temos que agradecer a torcida, que fez a sua parte e, infelizmente não fizemos a nossa. Esporte é assim, agora é  fazer o balanço e já pensar na próxima temporada”.

Para Dedé, “viemos focados em acertar na defesa, apertando a marcação e dificultando a vida de Nezinho. Nossa estratégia deu certo pois ele não acertou as bolas que vinha acertando e fomos felizes”. O atleta deixou ainda uma mensagem para a torcida do São José, que levou cerca de 50 torcedores até Brasília, “a torcida pode esperar mais dedicação ainda de nossa parte, saímos do sétimo lugar e ganhamos do segundo, a primeira vez que isso acontece no NBB. O Flamengo tem grande jogadores mas podem esperar que vamos lutar sempre”.

Por falar em torcedores, conversamos com o Osvaldo Horle, um dos torcedores do São José presentes no ginásio, que definiu bem o que representou essa vitória: “Uma sensação de dever cumprido, viemos e vencemos e vingamos o ano passado, uma doce vingança”.

O jogo foi bom do ponto de vista de raça e disposição, mas deixou a desejar no aspecto técnico. Um bom público presente no ginásio viu o time candango jogar muito mal, se rendendo a boa marcação do São José. Não ofereceu nenhuma variação tática, algo a ser revisto para a próxima temporada, e simplesmente ficou arremessando bolas de 3 a esmo, sem armar uma jogada para furar o bloqueio montado pelo São José. Paulão que jogou muito bem o primeiro quarto, caiu muito de produção ao longo da partida. Arthur, Nezinho e Alex mais uma vez reclamaram muito levaram técnicas. A equipe do São José, por sua vez, teve em Laws um excelente jogador, que só não fez chover no Nilson Nelson. Acertou muito bem a marcação e dificultou a vida do time da casa. A classificação foi muito comemorada pela equipe que agora tem uma pedreira pela frente.


Com direito a protestos contra Jeff Agba, Franca vence Bauru e força quinto jogo no NBB
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

Vitória. Essa era a única palavra que constava no dicionário francano nesta segunda-feira. Nada além do êxito interessava a quem compareceu ao Pedrocão para ver a equipe de Lula Ferreira enfrentar o plantel de Guerrinha no 4º jogo da série de 5 pelas quartas-de-final do NBB5. E os 3.500 torcedores conferiram a vitória de seus jovens ídolos, que garantiram o quinto jogo em Bauru no próximo dia 10, às 20h. O Franca Basquete venceu por 70-62, com destaque para as atuações de Léo Meindl (19 pontos – foto à direita), Figueroa (14 assistências) e Lucas Mariano (12 rebotes) pelo lado francano e Coleman (16 pontos) e Jeff Agba (3 assistências e 11 rebotes) pelos bauruenses.

Antes mesmo da bola subir, era visível a irritação da torcida em relação ao jogador bauruense Jeff Agba e ao técnico Guerrinha. Faixas (“Jeff, o basquete brasileiro não precisa de gente como você” e “Bauru, sem tomate, é misto”), vaias, caras pintadas com as cores do uniforme francano, protestos e palavras nada carinhosas foram proferidas no começo, meio e fim da partida. E não era para menos. Após o pivô fazer uma jogada conhecida como “cama de gato”, que resultou numa grave lesão do jogador e destaque francano nesta temporada, Jhonathan Luz, o STJD optou por puni-lo, constatando que a falta foi maldosa. Pouco tempo (isso mesmo) depois, o STJD mudou de ideia e voltou atrás na decisão. Ou seja, Jeff Agba enfrentou o Franca na sexta-feira e jogou hoje com seus companheiros, algo que foi muito mal visto não apenas pelos torcedores e repórteres regionais. O presidente da equipe francana se manifestou rigorosamente através de uma nota no sábado, e para o blog seu repúdio ficou ainda mais evidente quando José Guilherme Calil Maia definiu o episódio como uma grande oportunidade da LNB moralizar a parte jurídica do esporte dentro da própria Liga.  “Falou-se tanto em fair play e a grande chance foi essa. A LNB voltou numa decisão que já estava tomada. Não era mais alçada deles, e sim, do STJD. Nós ficamos muito tristes e chateados com esta postura da entidade e principalmente da responsável pela arbitragem”.

O jogo começou quente e com uma intensidade que não vi nos dois últimos jogos da equipe contra o adversário. Cauê Borges (foto à esquerda) abriu o placar com uma cesta de dois pontos e o lance foi seguido de outros pontos feitos pelo pivô Lucas Mariano e Romário, abrindo 8 a 0 no começo do embate. Lucão, com cinco minutos de jogo, já tinha 4 pontos e 5 rebotes em sua conta, mostrando a soberania francana ofensiva e defensiva neste quarto. Não foi à toa que o período terminou 23 a 2 (!!!).

Jeff Agba fez dois pontos no início do segundo quarto e, pra variar, não ficou quieto. Ele resolveu provocar a torcida francana após receber uma falta de Antônio ao cravar uma bola com o jogo parado. Claro que todo mundo no ginásio o xingou e foi agressivo com o ato, o que deu ainda mais combustível ao americano, resultando em outros dois pontos. Lula percebeu que o pivô estava despertando do “sono eterno” bauruense e pediu tempo. Seus comandados reagiram e voltaram a pontuar. Kurtz deu lugar a um fraturado Lucão, que voltou à quadra com um dos dedos da mão esquerda imobilizado. Mesmo assim, ele pontuou e abriu 15 pontos de vantagem faltando quatro minutos para o fim do período. Andrezão fechou o quarto com uma bela cesta de três, diminuindo a diferença para 13 pontos. O segundo quarto terminou 38 a 25 (15 a 23).

A terceira etapa trouxe um Jeff ainda mais polêmico, bem na base do “faço sem querer querendo”. Ele bateu, com maldade, no rosto de Lucas Mariano, mas o árbitro não marcou nada. O público, claro, não gostou do que viu, protestou e intensificou sua torcida, engrandecendo o basquete apresentado pelo Franca. O ataque não deixava barato e continuava pontuando, mas a defesa começou a vacilar e permitiu que o Bauru ficasse a apenas dois pontos do empate perto do fim do terceiro quarto. A reação dos visitantes revoltou quem estava assistindo ao jogo principalmente pelo fato do técnico Lula Ferreira não pedir tempo para ajustar as posições de seus jogadores e consertar seus erros. O quarto terminou 50 a 49 (12 a 24), e aquela superioridade vista no começo do embate ficou realmente para trás. O Franca não conseguiu segurar a ampla diferença que tinha no placar, caiu de produção e voltou para o último quarto disposto a vencer.

Já o quarto período nos mostrou a deficiência francana vista no último jogo: Os rebotes. Sem Teichmann e Jhonathan, os anfitriões tinham dificuldades em segurar as bolas e pegar rebotes. Mas o jovem Léo Meindl, um dos destaques da equipe, voltou mais antenado e disposto a ajudar o time. Ele fez uma cesta de dois pontos e converteu um lance livre, jogadas seguidas por uma falta feita por Romário em cima do americano Coleman, que errou um dos chutes e acertou o segundo. O jogo foi pausado novamente por conta de outra falta em Léo Meindl, e ele acertou os dois lances livre marcados a seu favor. Daí em diante, a partida ficou mais pegada e menos parada, do jeito que gostamos.

A vitória francana estava sendo consolidada com uma dificuldade desnecessária. Não era preciso todo esse sufoco final para arrastar a série e fazer o último jogo em Bauru. Bastava manter o ritmo inicial e errar menos. Mas, como resultado é o que importa nos playoffs, Franca garantiu a quinta disputa e venceu por 70 a 62 (20 a 13). E isso motivou os jogadores, como Cauê Borges, que afirmou “Vamos buscar a vitória no quinto jogo e manter o ritmo que impusemos a eles hoje”. Lucas seguiu a mesma linha. “Nosso ataque fluiu, apesar das vaciladas no segundo e terceiro quarto de jogo. Não importa se meu dedo está quebrado ou não: não vou abandonar o time neste momento e vamos tentar a vitória em Bauru. Depois do jogo eu vejo”, contou o pivô. E isso refletiu em Léo Meindl, que chamou a responsabilidade para si e não mostrou medo de ser cobrado pela torcida. “Prefiro sair daqui jogando coletivamente e tentando vencer. Melhor perder tentando que não tentar. Apesar dos desfalques (Jhonathan e Teichmann), nós vamos buscar mais um triunfo nesta competição”.


Sem oscilar, Flamengo fecha série contra Paulistano e se garante nas semifinais do NBB
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo é o primeiro semifinalista do NBB5. Contando mais uma vez com um show da torcida, que voltou a lotar o ginásio do Tijuca na noite deste sábado, o rubro-negro superou o Paulistano por 84-64, fechando a série de quartas-de-final em 3-0. Ao contrário dos dois primeiros jogos, em que a equipe paulista vendeu caro as derrotas, a partida deste sábado foi controlada desde o início pelo Flamengo, que com uma atuação muito constante, especialmente na parte defensiva, não deu chances ao adversário.

Garantido nas semifinais, o Flamengo agora aguarda seu adversário, ainda com adversário a ser definido variando de acordo com os resultados de Uberlândia x Pinheiros, Brasília x São José e Bauru x Franca. A partida deste sábado marcou também a despedida do Flamengo do simpático, mas acanhado ginásio do Tijuca. Na próxima fase, o time vai mandar seus jogos na moderna HSBC Arena, local bem mais apropriado para os grandes confrontos.

O primeiro tempo até apresentou certo equilíbrio. Enquanto os cariocas aceleravam o ritmo de jogo (impressionante a intensidade do armador Kojo), os paulistas se mantinham vivos graças às bolas de três pontos (6/12 na primeira metade). Podemos dizer que o duelo marcou as boas vindas de Olivinha aos playoffs. Apagado na série até o momento, o ala-pivô voltou a apresentar o nível que demonstrou durante a fase de classificação. Com 22 pontos e 13 rebotes, Olivinha foi o cestinha da partida e levantou a torcida, empolgada com a característica garra do jogador. O Flamengo venceu o primeiro quarto por 25 a 18. No segundo período, o Paulistano segurou um pouco o ímpeto ofensivo do rubro-negro e contou com boas atuações dos alas Alex e Eddy, destaques do time com 19 e 16 pontos respectivamente. A parcial terminou empatada (16 a 16) e os mandantes foram para o vestiário vencendo por 41 a 34.

Na volta do intervalo, o terceiro quarto praticamente decidiu a série. Com Olivinha inspirado e Marquinhos bem (o ala teve atuação segura, anotando 19 pontos), o Flamengo abriu larga vantagem, se aproveitando de decisões equivocadas do ataque paulista. Um momento crucial foi quando a arbitragem anotou falta antidesportiva em cima de Marquinhos, levando o técnico Gustavo De Conti à loucura. No lance seguinte, o treinador do Paulistano continuou reclamando com os árbitros e levou uma falta técnica. Olivinha acertou chute de três a poucos segundos do fim, aumentando a diferença para 22 pontos (68 a 46), mas ainda deu tempo para Eddy também converter um tiro longo no estouro do cronômetro, cortando para 19 a vantagem rubro-negra.

No último período o Flamengo seguiu imprimindo uma defesa forte e, como consequência, contra-ataques rápidos. Uma cesta de Caio Torres (11 pontos para ele) colocou o time da Gávea 24 pontos na frente faltando seis minutos para o fim: 74 a 50. Após pedido de tempo de Gustavo, o Paulistano esboçou uma reação e numa bola de três de Alex, cestinha do time com 19 pontos, a diferença caiu para 14 (76 a 62). Mas os comandados de José Neto mantiveram o foco e administraram o placar. No final, vitória por 20 pontos: 84 a 64. Muita festa da torcida e dos jogadores.

Olivinha, grande destaque da partida, ressaltou que a regularidade da equipe foi determinante para o resultado deste sábado. “A atitude da equipe foi diferente em relação aos dois primeiros jogos da série. Ficamos focados os 40 minutos, não corremos risco hoje”. O ala-pivô reconheceu que estava rendendo menos do que pode nos playoffs: “Eu me cobro bastante e nos dois primeiros jogos eu não estava bem, não pude ajudar muito a equipe. Tenho que agradecer ao nosso departamento médico, pois eles trabalharam muito para melhorar as dores que eu estava sentindo nas costas. Hoje fiquei muito bem e pude fazer uma grande partida”, afirmou um dos principais nomes do NBB até agora.

Enquanto isso, o técnico do Paulistano, Gustavo De Conti, demonstrou muito orgulho pela campanha que a equipe realizou. Apesar da eliminação, ele rasgou elogios ao grupo. “A gente tem que agradecer muito aos jogadores, porque eles que botam a bola na cesta. Ficamos muito felizes por eles acreditarem no projeto do clube. Nesta temporada, podemos dizer que cumprimos todos os objetivos dentro do Paulistano. Chegamos nas semifinais do Campeonato Paulista, deixando fortes adversários para trás, e nas quartas-de-final do NBB contra o melhor time da competição até o momento. Não digo que estou satisfeito, mas estou muito feliz”, afirmou o comandante do brioso time paulista.


Com atuação incrível de Nezinho, Brasília vence São José e fica a uma vitória da semifinal
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

No terceiro jogo entre Brasília e São José nos playoffs do NBB5, o time candango venceu por 91-76 no ginásio Nilson Nelson, virando a série para 2 a 1 graças a uma atuação incrível de Nezinho (foto), que teve 36 pontos, oito bolas de três pontos, 7 assistências, 4 rebotes e anormais 40 de eficiência). Na próxima segunda-feira, às 20h, os dois times voltam a se enfrentar no Ginásio Lineu de Moura pelo quarto jogo desta série e nova vitória dos comandados de José Carlos Vidal coloca os brasilienses na semifinal – aos joseenses só resta a vitória para evitar a eliminação.

Assim como na partida da última quarta-feira, o jogo começou bem equilibrado, tantos nos acertos quanto nos erros, mas a partir dos 5 minutos finais do primeiro período o time da casa tomou as rédeas da partida e chegou a abrir 10 pontos, vantagem que foi administrando até o fim do período, fechado em 30 a 21. No início do segundo quarto, além dos visitantes voltarem mais focados o time da casa abusou de cometer erros no ataque e na defesa, chegando a reduzir a diferença para dois pontos. Próximo ao fim do quarto o Brasília voltou a equilibrar as forças, o que fez com que o placar ficasse 46 a 41 a seu favor na ida para o intervalo.

No terceiro quarto as duas equipes voltaram muito tensas para a quadra, levando até a desentendimentos como o ocorrido entre Murilo e Paulão. São José se aproveitou do momento reduzindo a diferença para 3 pontos. Mas aí Brasília começou a chutar algumas bolas do perímetro, que caíram, e levou a vantagem para 14 pontos ao fim do penúltimo quarto, fechando em 73 a 59. O último e decisivo quarto começou com um esboço de reação do time de São José mas que foi logo igualado pelo time da casa. A vantagem construída até o quarto foi mantida e o jogo terminou com vitória dos candangos.

Mais uma vez o cestinha da partida foi Nezinho com 36 pontos. O atleta comentou que “a equipe manteve o foco e a série está dentro do normal, pois eles (São José) ganharam lá e nós ganhamos aqui. No quarto jogo temos que fazer diferente para fechar, já que agora eles que estão com a pressão”. Para Giovanonni (foto à direita), “a equipe do São José joga muito bem em casa e temos que impor esse ritmo de jogo que tivemos aqui, além de se aproveitar da pressão que eles têm em não poderem mais perder”. Para Arthur (foto à esquerda, abaixo), o importante agora é fechar a série, “será mais um jogo onde estaremos concentrado, até pelas dificuldades em jogar lá, para não ter que fazer o quinto jogo aqui em Brasília”.

Pelo lado do São José, o maior pontuador foi Murilo, com 25 pontos. Para Jefferson, que fez 15 pontos, “a força do Brasília é grande e eles souberam jogar com a força de sua torcida. Eles fizeram o dever de casa e agora temos que fazer o nosso”. O jogador ainda deixou um recado: “A torcida pode acreditar em nosso trabalho, somos um time de guerreiros que nunca desiste e vamos pra casa em busca da vitória”.

Diferente do jogo anterior, esse foi bem mais equilibrado e, apesar do Brasília abrir algumas vantagens de 12, 13, 15 pontos ao longo do jogo, o São José encostava no placar. O grande problema para o time do Vale do Paraíba hoje foi a inspiração de Nezinho. Simplesmente ele acertou bolas de todos os jeitos, bandeja, lance livre, tomou falta anti-desportiva em contra-ataque e acertou 8 de 11 tentativas em bolas de 3. Aliás hoje o aproveitamento do Brasília nesse fundamento foi de 42%. Toda vez que São José encostava no placar Nezinho chamava a responsabilidade.

O time visitante, por sua vez, focava em fatores extra-quadra e se desconcentrava em vários momentos. Um exemplo foi num tempo técnico solicitado pelo Régis Marrelli em que Fulvio ficou metade do tempo conversando com a arbitragem. Murilo, por sua vez, apesar de ter feiro 25 pontos, claramente se desconcentrava em vários momentos do jogo. Para quem foi eleito o MVP da última temporada, esperava-se um pouco mais dele nos dois jogos que foram realizados no Distrito Federal. Um fato engraçado foi quando Jefferson foi eliminado pela quinta falta, cometida em cima do Nezinho e, tanto ele como Regis, ficaram imitando o jogador brasiliense. A torcida compareceu em bom número, maior quando comparado a quarta-feira, mas ainda poder ser melhor, o que deve acontecer caso o Brasília avance as semifinais. Agora só nos resta aguardar a emoção do jogo 4.


Jeff Agba é liberado em cima da hora, joga bem e Bauru abre 2-1 na série contra Franca
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

O relógio marcava 18:40 quando o juíz Fabrício Dazzi, o mesmo que havia sentenciado Jeff Agba (na foto) a 30 dias de suspensão preventiva, aceitou o pedido do time bauruense e liberou o pivô da liminar. Jeff (18 pontos, 12 rebotes) foi titular e, junto com seu conterrâneo, Deandre Coleman (18 pontos, 12 rebotes e cinco assistências), levou o Paschoalotto/Bauru a sua segunda vitória na série contra Franca, com o placar de 87-78. Agora a série volta para a capital do basquete, Franca, e o jogo quatro acontece na segunda feira, às 19 horas, no Pedrocão. Para Franca, é vida ou morte.

Com os dois pivôs bauruenses jogando tão bem e tomando conta do garrafão, Franca sofreu demais nos rebotes (42 contra apenas 18), o que deixou o veloz time de Lula Ferreira sem contra-ataque, dependendo do jogo de meia quadra. Bauru quase sempre teve o controle do jogo e por várias vezes conseguiu abrir vantagem no placar, embora Franca logo deixasse o jogo equilibrado novamente.

Dependendo muito de Cauê Borges e Léo Meindl, Franca, talvez pela primeira vez, tenha sentido mais falta de Teichmann e Jhonatan . Principalmente quando Léo não conseguiu jogar no terceiro período, se irritou com a marcação de Pilar e acabou saindo com problemas de faltas. Pela primeira vez na série também vi o time da capital do basquete bagunçado, sem esquema, como em uma bola que sobrou para o Lucas Mariano na linha dos três e o pivô tentou ir para o “um contra um” e acabou perdendo a bola.

Bauru voltou a ter problemas com faltas (Gui estava com quatro já no terceiro quarto) devido aos poucos jogadores a disposição de Guerrinha, que teve que quebrar a cabeça mais uma vez pra manter o time descansado e produtivo em quadra. Pilar, Gui e principalmente Larry (20 pontos, cinco rebotes e seis assistências – na foto à esquerda) funcionaram como válvulas de escape para o time, quando a situação apertava, um deles tirava uma bola da cartola, mas a vitória de hoje ficou mesmo por conta da dupla de garrafão.

Jeff falou sobre a expectativa pra saber se jogaria ou não: “Nem dormi direito para ser sincero. Acordei e fiquei o dia inteiro vendo as notícias e não aparecia nada (sobre a liberação). Quando eu cheguei aqui, o Caio (assessor de imprensa) me disse que iria jogar, eu pensei que ele estava brincando comigo, mas aí o Guerrinha me mandou colocar uniforme e eu fiquei muito feliz, queria muito jogar hoje.”

A vitória de hoje deixa o time de Bauru a um passo de uma inédita semifinal de NBB e também marcou a centésima vitória do técnico Jorge Guerra (foto à direita) pela competição nacional. Ele é o segundo com mais triunfos, atrás de Hélio Rubens (Franca e Uberlândia) nessa categoria, mas o único com cem vitórias por um único time.


Flamengo supera primeiro tempo desastroso, vence Paulistano e abre 2 a 0 na série
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após vencer a primeira partida da série de quartas-de-final em São Paulo, o Flamengo reencontrou sua torcida nesta quinta para o segundo duelo diante do Paulistano. E se o triunfo rubro-negro na capital paulista veio com bastante suor, a vitória de ontem foi ainda mais difícil. O líder da fase de classificação precisou do apoio da massa, que lotou o ginásio do Tijuca, para reverter uma desvantagem que chegou a ser de 19 pontos no primeiro tempo. Com a pontaria afiada na etapa final, o Flamengo superou o aguerrido time de Gustavo de Conti por 80-76 e abriu dois a zero na série. Uma nova vitória no sábado (21h30), também no Tijuca, garante o time de José Neto nas semifinais.

Cada time dominou um tempo no jogo desta quinta. Os dois primeiros quartos foram do Paulistano. Com uma defesa impecável e muita precisão nos tiros de fora, a equipe visitante abriu de cara 11-2, forçando o técnico José Neto a pedir tempo. Mas nem a parada serviu para o Flamengo reagir. Marquinhos, cestinha do primeiro duelo, foi completamente neutralizado pela forte marcação dos paulistas. As outras principais armas ofensivas do time carioca, como Olivinha e Benite, também não se encontravam em quadra. O ala Eddy estava em boa noite e os habilidosos armadores André (Manteguinha) e Elinho contribuíram para os visitantes fecharem o primeiro período com vantagem de oito pontos: 21-13. A segunda parcial foi terrível para o Flamengo. Se os titulares já não estavam em boa noite, os que vieram do banco erraram ainda mais. Nos primeiros cinco anotaram apenas dois pontos, enquanto o Paulistano fez dez. A defesa dos comandados de Gustavinho manteve a pegada, não deixando o ataque rubro-negro respirar. Com isso, abriram 19 pontos (36-17). Com uma bola de três do paraguaio Bruno Zanotti nos segundos finais, o Flamengo cortou a diferença para 16 e a primeira metade terminou 38-22 para os visitantes.

Na volta do intervalo, a postura da equipe de José Neto mudou radicalmente. O time passou a defender com muita consistência e o ataque, que tem média de 90,8 pontos por jogo na competição, voltou a fluir. Marquinhos, que tinha anotado apenas cinco pontos no primeiro tempo, acordou no terceiro quarto, acertando três bolas de três seguidas e incendiando a torcida. Os cariocas foram encostando no placar e o Paulistano claramente saiu de seu sistema de jogo. No entanto, o Flamengo perdeu Caio Torres ainda no terceiro período. Após cometer sua quarta falta num lance de ataque, o pivô foi tirar satisfação com a arbitragem, levou uma técnica e foi eliminado da partida. Inconformado, Caio ainda discutiu asperamente com o auxiliar técnico do Flamengo, Diego Falcão, no banco de reservas. Mesmo assim o time não perdeu o foco e numa bola de três de Benite faltando 15 segundos para o fim o rubro-negro passou a frente pela primeira vez (53 a 52). Ainda deu tempo para Zanotti converter outra bola de três, no estouro do cronômetro, levando o ginásio à loucura.

Quando tudo indicava que o embalado Flamengo abriria vantagem no marcador, o Paulistano não se abateu com o terceiro quarto ruim e manteve o equilíbrio no último período. Cinco jogadores do time paulista terminaram a partida com mais de 10 pontos. Eddy e Toyloy tiveram 16 e 13 pontos, respectivamente. Elinho anotou 12. André e Alex contribuíram com 11. No Flamengo, destaque novamente para Marquinhos, que superou o fraco primeiro tempo e foi o cestinha da partida com 19 pontos. Benite e Kojo anotaram 12 cada um e Shilton, que jogou bastante tempo devido à exclusão de Caio, apesar de errar muito, fez 11 pontos. Aliás, o pivô reserva do Flamengo foi personagem de uma polêmica no fim do jogo. Faltando cerca de dois minutos, os mandantes venciam por cinco quando o Paulistano, provavelmente inspirado nos adversários dos Lakers na NBA, que adoram mandar Dwight Howard para a linha do lance-livre, sua inimiga número um, inventou um “hack-a-Shilton”, estratégia que desagrada muita gente. Confesso que não curto muito, mas não há nada na regra que impeça um time de agir dessa forma. Portanto, pode ser feio, mas não ilegal. E a tática deu certo, pois assim como o pivô dos Lakers Shilton teve aproveitamento pífio na linha (3/11 no jogo), errando quatro lances seguidos nos últimos minutos. Os visitantes cortaram a diferença para apenas um pontinho (77 a 76). Faltando 15 segundos, José Neto tirou Shilton da quadra porque sabia que o pivô seria alvo de mais uma falta do adversário. Os lances-livres caíram na mão de Olivinha. Ele acertou o primeiro e errou o segundo, mas apareceu Duda para pegar o rebote decisivo, passando a bola rapidamente para Olivinha, que foi cobrar mais dois lances. Desta vez, ele converteu ambos, garantindo a vitória do rubro-negra.

O ala Marquinhos exaltou a força da torcida, segundo ele, fundamental para a vitória. “Fomos muito mal no primeiro tempo, forçando as jogadas e com baixo aproveitamento, mas no segundo tempo as coisas se encaixaram. A torcida foi muito importante. A gente sabe que depende muito dela para chegar ao título e força que ela nos dá é fundamental para as vitórias”, afirmou o cestinha do NBB. Já o técnico Neto, também exaltou a reação da equipe e disse não condenar a postura do Paulistano no fim do jogo. “No primeiro tempo não jogamos de acordo com o estilo da equipe do Paulistano. Era como se estivéssemos sambando num show de rock. Depois a equipe se acertou e demonstrou muita força para reagir. A estratégia de fazer faltas no Shilton eu considero normal, faz parte do jogo e até deu certo para eles. Só acho que quando isso acontece com o jogador fora da bola, deveria ser marcada a falta anti-desportiva, como foi na primeira, mas teve outra que também deveria ter sido”, disse o comandante rubro-negro.

Pelo lado dos paulistas, o técnico Gustavo de Conti lamentou a queda de produção defensiva do time. O jovem treinador também pediu mais critério da arbitragem. “A arbitragem hoje foi boa, não interferiu no resultado. Mas eu espero que no próximo jogo os três árbitros que forem apitar marquem as mesmas faltas que marcam sobre o Marquinhos e o Benite, especialmente esses dois, no Elinho e no André, que são jogadores tão agressivos (procuram a cesta, partem para cima) quanto o Marquinhos e o Benite e os árbitros muitas vezes não marcam neles as mesmas faltas que marcam nos dois do Flamengo”, afirmou Gustavo.


Na base da superação, Bauru joga bem, vence Franca e empata a série em 1–1
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

As contusões de Jhonatan e Teichmann por Franca e Ricardo Fisher por Bauru, além da suspensão preventiva do pivô Jeff Agba, tirou peças importantes do tabuleiro dos técnicos Lula Ferreira e Guerrinha. Depois de um jogo eletrizante do começo ao fim, o Paschoalotto/Bauru conseguiu defender sua quadra e empatar a série com uma vitória por 86–79. O terceiro jogo acontece na sexta-feira, às 20 horas, novamente na Panela de Pressão.

O jovem time de Franca não sentiu o “calor” da Panela de Pressão e começou arrasador, marcando pressão quadra inteira, roubando bolas e saindo no contra-ataque. Abriram 11–0 em dois minutos e meio de jogo, Guerrinha parou o jogo e Bauru voltou com a cabeça no lugar, conseguindo equilibrar a partida, terminando o primeiro tempo com vantagem de 41-39.

A partir daí, o jogo não foi muito diferente do que se tinha visto no domingo, em Franca. Nenhum time conseguiu se desgarrar no placar. No final do terceiro período, Bauru conseguiu abrir sua maior vantagem, seis pontos, e quando o momento estava todo para seu lado Franca foi buscar a virada mais uma vez.

O último quarto foi um dilema para a equipe bauruense, já que precisava marcar mais forte para ganhar a liderança, mas não podia cometer faltas devido ao seu elenco reduzido (Guerrinha contou com apenas sete jogadores). Franca, aproveitando da situação, abusava das infiltrações com Léo Mendl e Cauê . Coleman, que fazia um belo jogo (23 pontos, 30 de eficiência), foi desqualificado quando o cronômetro ainda marcava 3:25 para o final.

Com a situação muito difícil para o time da casa, Pilar (jogou quase o jogo todo como armador principal, mesmo com Larry em quadra) colocou a bola debaixo do braço, acalmou a equipe e conduziu o time a vitória. O time de Franca me surpreendeu bastante pela personalidade. Em um ambiente bastante hostil, a molecada não abaixou a cabeça e jogou de igual pra igual. Destaques para Léo Mendl (16 pontos), Cauê (18 pontos) e para o único veterano do time, Figueroa (13 pontos, sete assistências e seis rebotes).

Do lado de Bauru, se ouve muito a palavra “superação”, e os três principais jogadores dessa vitória demonstraram bem isso: Pilar, que é ala-pivô, mais conhecido pela sua emoção dentro de quadra, tendo que jogar de armador principal, cerebral. E jogou MUITO bem (19 pontos, sete rebotes e 24 de eficiência). Colemam, que na ausência de Jeff teve que se desdobrar para segurar um garrafão com Lucas, Kurtz e Romário – ainda foi muito bem no ataque.

E principalmente Andrezão, que ganhou tempo de quadra por causa dos desfalques e acabou fazendo um de seus melhores jogos em Bauru (19 pontos, cinco rebotes e 20 de eficiência). Ele comentou sobe o espírito do time: “A gente se uniu e resolvemos jogar pelos outros que não estão conosco, tá todo mundo dando 110%, independente da posição que tenha que jogar, a gente tá dando raça, o coração, deixando o sangue dentro da quadra pra levar esse time ao lugar que ele merece”.


Em tarde inspirada de Paulão Prestes, Brasília empata a série com o São José no NBB
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Menos de 48 horas depois do jogo 1, Brasília e São José voltaram a se enfrentar pelos playoffs do NBB 5 nesta quarta-feira na capital federal. O time do Vale da Paraíba chegou com a moral em alta após a virada imposta no segundo tempo do primeiro jogo desta série. Já o time candango adotou o discurso de jogo de recuperação. No final, Brasília venceu por 100-79, empatando a série em 1 a 1. Na próxima sexta-feira, às 21h, com transmissão do canal Sportv, os dois times voltam a se enfrentar no Nilson Nelson pelo terceiro jogo das quartas-de-final. Paulão Prestes (na foto ao lado de Nezinho) teve 16 pontos, 11 rebotes e 32 de eficiência, sendo o maior destaque do jogo.

O jogo começou equilibrado, com as duas equipes cometendo alguns erros básicos até a metade do primeiro quarto, quando a equipe da casa tomou as rédeas da partida e chegou a abrir 10 pontos. A partir de então o que se viu foi Brasília abrindo e administrando essa vantagem até o fim do segundo quarto, quando a vantagem chegou a ser de 23 pontos. Ao final dos 20 primeiros minutos, o time de José Carlos Vidal vencia por 53-30.

Na volta do intervalo a equipe de São José equilibrou a partida, estando mais atenta na defesa, mas a vantagem construída no primeiro tempo foi o suficiente para a equipe de Brasília administrar a partida. Regis, técnico do time visitante, chegou até a poupar alguns titulares durante boa parte do terceiro quarto. No último quarto a vantagem foi administrada, apesar de um início de quarto onde a equipe de São José veio para um tudo ou nada, mas após reclamações excessivas Fulvio e Regis levaram faltas técnicas e foram excluídos da partida e dificultaram a reação.

O cestinha da partida foi Nezinho com 25 pontos. Pelo lado do São José, o maior pontuador foi Dedé, que terminou o jogo com 18 pontos. Paulão, o grande destaque do jogo, anotando um duplo-duplo (16 pontos e 14 rebotes), comentou que “jogar em Brasília, ao lado da torcida é sempre uma grande vantagem e espera casa cheia sexta-feira”, o atleta comentou ainda que, “a equipe voltou no segundo tempo para administrar, tanto é que a diferença caiu de 23 para 21 pontos”.

Para Vidal, “jogar no Nilson Nelson é bom pois a equipe está mais acostumada a jogar em ginásios assim que os visitantes”, assim como Paulão, “ele espera casa cheia sexta pois a equipe de São José é forte, basta lembrar que eles eliminaram o flamengo na temporada passada”. O técnico comentou ainda sobre a importância da vitória, “O técnico José Carlos Vidal também comentou o jogo. “Ainda temos algum pontos a ajustar para a próxima partida, mas o time jogou muito bem e conseguimos o nosso objetivo que era a vitória, pois se perdêssemos hoje ficaríamos numa situação muito delicada”.

Para Murilo, pivô do time visitante, “quando a equipe está bem na defesa, ela joga bem no ataque e, assim como na partida em São José não jogamos bem o primeiro tempo, mas ao menos em casa conseguimos virar, e aqui não deu, mas está 1 a 1 e temos que pensar no jogo de sexta”. O atleta comentou ainda sobre a arbitragem “é um jogo de playoff e fica feio essa quantidade de faltas técnicas, mas estamos fazendo o jogo que Brasília faz, que é falar bastante, e nossa equipe também, só quero que apitem o jogo”.

O jogo foi bastante truncado, decidido muito na parte física e pouco na técnica, o que favorece o estilo de jogo do time candango. O excesso de faltas prejudicou a equipe de São José, que já tinha vários atletas com 3  faltas ao fim do segundo quarto. O Brasília entrou muito mais ligado no jogo, já o time visitante achei meio displicente desde o primeiro quarto, quando boa parte da vantagem foi construída. A arbitragem foi bem até o último quarto, quando começou a aparecer um pouco mais que os jogadores e errou na marcação de uma falta, o que provou a eliminação do Fulvio, seguida de duas faltas técnicas e a expulsão de Régis Marrelli, o técnico. Agora é esperar a próxima batalha sexta-feira.


Em jogo emocionante e com tempos distintos, Flamengo derrota Paulistano e abre 1 a 0
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

Paulistano e Flamengo fizeram ontem, no Ginásio Antônio Prado Júnior, em São Paulo, um jogo de muitas alternativas, que contou com uma reação incrível do time paulista mas que acabou sendo vencido pelos cariocas por  100-91. O placar alto mostra a eficiência ofensiva das duas equipes e, também, como as defesas não conseguiram se impor (exceto a do Flamengo no primeiro tempo, inibindo seu oponente a 28 pontos).

Marquinhos (foto à direita) fez grande partida e foi o cestinha do jogo com 24 pontos, destacando-se não só pelos números, mas por aparecer sempre nas horas difíceis, decisivas. Kojo (18 pontos e 10 assistências), Duda (18), Benite (16) e Caio Torres (10) foram os outros destaques do rubro-negro. Pelo Paulistano, Elinho (22 pontos) e Toyloy (18 pontos e 12 rebotes) foram os principais responsáveis por uma das reações mais espetaculares do NBB até aqui, ainda que não tenha sido concretizada.

No primeiro tempo, o Flamengo foi absoluto na partida. Parecia que o período sem jogos devido a folga conquistada na primeira rodada dos playoffs fazia a diferença naquele momento, e o Paulistano, que vinha de uma série duríssima diante do Basquete Cearense, não tinha pernas pra aguentar o ritmo de seu jogo. No intervalo, o placar mostrava uma diferença monstruosa e que parecia irreversível, 52-28 a favor do rubro negro.

A partir do terceiro período, o jogo mudou completamente. O Paulistano voltou totalmente diferente, vibrando, lutando e jogando incrivelmente bem, algo inimaginável depois de um começo tão ruim. O Flamengo voltou disperso,  acomodado com a larga vantagem que obteve e sofreu muita pressão, tanto que em apenas 4 minutos a vantagem que era de 24 pontos caiu para 10 (e no fim do quarto caiu ainda mais, 75-68). Em dez minutos, o time de Gustavo de Conti fez mais pontos (35) dos que nos 20 anteriores (28), levando apenas 23.

No último período, o Paulistano manteve o ritmo e cortou a diferença para apenas 1 ponto, e naquela altura parecia que a virada iria realmente se concretizar. Mas não foi o que aconteceu. O Flamengo mostrou porque foi o melhor time da fase de classificação, e com muita frieza e maior poder de decisão manteve a dianteira no placar, controlou o jogo e sem sustos nos minutos finais venceu a partida por 100-91.

O ala-pivô Olivinha reconheceu que sua equipe bobeou em determinado momento da partida: “Sem dúvida nosso primeiro tempo foi excelente, conseguimos fazer uma grande defesa, diminuindo a pontuação do Paulistano e nosso ataque fluiu. Já no segundo, não voltamos com a mesma pegada e o adversário se aproveitou disso, principalmente no terceiro quarto, onde diminuíram bastante a diferença. Mas nossa equipe manteve a tranquilidade. Trabalhamos bem, e apesar dessa falta de concentração, nos mantivemos o jogo todo na frente e conseguimos uma grande vitória”.

Pelo lado do Paulistano, Alex lamentou a derrota e explicou o que mudou em sua equipe de um tempo para o outro: “Eu enxergo atitude e vontade de marcar. No começo do jogo pecamos muito na defesa, estávamos dispersos no ataque e no segundo tempo mostramos que temos força dentro de casa, sabíamos que era possível superá-los e infelizmente não conseguimos, mas vamos ao Rio de Janeiro para buscar uma vitória”.

Além da disputa em quadra, é importante falar das torcidas, que fizeram um show a parte e lotaram as dependências do Antônio Prado Júnior. Os flamenguistas como sempre compareceram em grande número, dividiram o ginásio com os donos da casa e apoiaram sua equipe para a vitória. Os torcedores do Paulistano também mostraram muito entusiasmo e foram a loucura com a reação de sua equipe. Tudo isso foi possível por conta de uma partida que foi realmente imprevisível e empolgante.