Bala na Cesta

Categoria : Especial Dream Team

Especial 20 anos do Dream Team, capítulo final: a entrada no Hall da Fama
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Fábio Balassiano

Achou que já tinha terminado, não? Ainda há espaço para o último capítulo do especial dos 20 anos da conquista do Dream Team de 1992. Há exatos dois anos, aquele timaço histórico entraria para o Hall da Fama de Springfield em uma cerimônia pra lá de emocionante.

Como não poderia deixar de ser, Magic Johnson puxou o microfone, começou a falar sem parar e levou a plateia e seus antigos companheiros às lágrimas e aos risos. Além dele, Larry Bird, não tão habilidoso assim com as palavras, também falou algumas coisinhas (veja abaixo o vídeo).

De minha parte, sei que por causa da Olimpíada este especial ficou meio “encurralado” aqui no blog e que nem todo mundo leu, mas particularmente foi muito bom ter revisitado as partidas, algumas histórias memoráveis e passar a conhecer outras (principalmente as do livro ‘The Dream Team’).

Comecei a ver basquete por causa do Dream Team, por causa daqueles caras, e um dia depois de o time norte-americano cujos atletas ousaram afirmar que ganhariam daquela máquina de 1992 eu ouso afirmar: nunca haverá uma equipe como aquela que encantou o mundo no ginásio de Badalona.

Fiquem abaixo com as palavras do time na cerimônia de introdução no Hall da Fama.


Especial 20 anos do Dream Team: na final, a consagração do melhor time da história
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Fábio Balassiano

Deveria ter escrito ontem, mas por força dos acontecimentos acredito que o texto sobre a final dos Jogos Olímpicos de Barcelona não cabiam neste blog com cara de velório de quarta-feira. Mas hoje podemos relembrar a grande final do torneio, disputada em 8 de agosto de 1992 contra a Croácia, rival que há havia sito batido pelo Dream Team dias antes (relembre aqui).

Ao contrário do primeiro duelo, desta vez Toni Kukoc preferiu não medir forças com Michael Jordan (ele lembrava bem da surra que levara). Foi inteligente, forçou menos arremessos (5/9) e fez a função de facilitador. Teve seis de suas nove assistências na primeira etapa e ajudou os croatas a equilibrar as ações em boa parte da primeira etapa, quando Drazen Petrovic teve 17 pontos.

Mesmo com isso tudo, no entanto, nos norte-americanos venceriam por 56-42. Mas Chuck Daly, o técnico, não estava satisfeito. Entrou no vestiário e gritou: “Vocês não estão jogando nada. Não me façam, por favor, fazer algo que eu ainda não fiz aqui – pedir um tempo”. E como num passe de mágica, o Dream Team abriu a segunda etapa com uma parcial de 20-6, tiveram sete jogadores com dez ou mais pontos (Michael Jordan teve 22 pontos, Charles Barkley saiu-se com 17 e Patrick Ewing foi muito bem com 15) e venceram a partida com absurda facilidade no final (117-85).

Veja abaixo o jogo completo da grande final da Olimpíada de 1992, vencida pelo Dream Team por 117-85 e a cerimônia de entrega das medalhas (reparem nos aplausos a Magic Johnson)!


Especial 20 anos do Dream Team: as dez melhores jogadas de Barcelona-1992
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Fábio Balassiano

Ainda falta um capítulo da história maravilhosa do Dream Team norte-americano que encantou o mundo há 20 anos, mas acho que já dá pra colocar aqui as dez melhores jogadas daquele timaço, não?

Então vamos lá. Puxei do Youtube as dez melhores jogadas daquele timaço. É cada jogada que vale a pena ver e rever. Clica aí!


Especial 20 anos do Dream Team: na semifinal contra Lituânia, uma surra de dar gosto
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Fábio Balassiano

Há exatos 20 anos, os Estados Unidos entrariam em quadra para o duelo semifinal contra a Lituânia, que contava com a dupla sensação Sarunas Marciulionis e Arvydas Sabonis, que, juntos, somariam 47,3 nos Jogos Olimpícos de Barcelona. A ordem de Chuck Daly, portanto, era bem clara: anular ala e pivôs lituanos para não sofrer nem um pouco.

E assim foi feito. Como manda o bom regulamento do basquete, a vitória começou através do sistema de defesa, que conseguiu 22 roubos e fez com que o adversário chutasse 34%.

Michael Jordan deu mais uma clínica defensiva, tornou a vida de Marciulionis (6/17 e anormais sete desperdícios de bola) um inferno (“Foi a maior aula de marcação que eu vi alguém me dar em toda a minha vida, e incluo aí meus técnicos”, disse o ala lituano após a partida) e os pivôs de Daly trataram de dificultar as coisas para Sabonis, até então conhecido como o melhor pivô da Europa. O gigante de 2,21m teve 4/17 e três desperdícios, e viu o Dream Team fazer fáceis 127-76.

Mas ao contrário do que parece, o jogo não foi tão fácil assim. Os lituanos fizeram um bom começo, mas não aguentaram o tranco na etapa final. Levaram 78-46 nos 20 minutos finais (surreal, hein, 78 pontos, quase quatro por minuto) e viram nove norte-americanos conseguirem dez ou mais pontos. Michael Jordan, cada vez mais solto e em ritmo, teve 21 pontos, seis roubos, quatro assistências e três rebotes em uma atuação completa, genial.

Os norte-americanos chegaram como prometido a grande decisão, em que reencontrariam os croatas em 8 de agosto de 1992. Papo para o próximo post. Abaixo os melhores momentos da semifinal contra a Lituânia.


Especial Dream Team: nas quartas-de-final, surra em Porto Rico com Christian Laettner brilhando
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Fábio Balassiano

Christian Laettner tinha funções bastante, digamos, peculiares, no Dream Team norte-americano de 1992. Recém-formado pela Universidade de Duke e então considerado um menino prodígio, ele fazia exatamente o que os calouros da NBA faziam para os veteranos.

Comprava jornais, carregava as malas (dizem que Michael Jordan só faltava pedir para o menino arrumar as suas…) e quando as estrelas não queriam responder às entrevistas precisava ir lá saciar a vontade dos jornalistas. Calouros são calouros, não há muito o que fazer, né.

Além disso, Laettner era o único do grupo que estava concentrado em um hotel de luxo em Barcelona (não, os norte-americanos não ficaram na Vila Olímpica – no livro que estou lendo o autor comenta que o Comitê Olímpico Internacional ficou aliviado quando soube, pois temia um tumulto danado com a presença dos astros por lá) que vencia Michael Jordan com constância nas partidas de ping-pong, o que irritava a estrela maior daquele time. Era um calouro, mas um calouro com personalidade. E dentro de quadra ele mostrou isso naquele 4 de agosto de 1992.

Nas quartas-de-final contra Porto Rico (primeiro jogo eliminatório do Dream Team, portanto), Chuck Daly orientou Mullin, Pippen e Drexler a forçar tiros de fora contra uma defesa reconhecidamente fraca (os porto-riquenhos, aliás, foram os únicos a jogar duas vezes contra o Dream Team – em Barcelona e no Pré-Olímpico de Portland). Foi o que aconteceu no primeiro tempo, quando os norte-americanos anotaram 67-40 (nove das 12 bolas de três vieram nos 20 minutos iniciais), liquidando a fatura. Puderam descansar suas estrelas e Laettner teve tempo de quadra naquele dia.

E ele não decepcionou. Em 11 minutos, teve oito rebotes, três tocos e (seu recorde na competição) 11 pontos na vitória por 115-77 (foram 35 assistências em 41 arremessos de quadra convertidos, um índice incrível!). Fez o banco todo pular de alegria e naquela noite foi recebido com aplausos por toda a delegação no restaurante do hotel. Teve que fazer um discurso, mas não evitou o final já conhecido de quase todas as noites: buscar a sobremesa para Michael Jordan.

Calouros são calouros. Abaixo a partida completa as quartas-de-final.


Especial 20 anos do Dream Team: com John Stockton, a Espanha pra fechar a 1ª fase
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Fábio Balassiano

A agonia de Chuck Daly chegou ao fim em 2 de agosto de 1992. Não por causa do jogo contra a Espanha, que seria derrotada facilmente por 122-81 (65-35 no primeiro tempo – incrível!), mas sim porque ele poderia contar novamente com seus armadores (embora Michael Jordan ainda tenha começado de titular da posição). Recuperado de lesão, Magic Johnson jogou nove minutos. John Stockton (foto), por sua vez, estrearia com o Dream Team para mostrar que seu período de estaleiro havia terminado.

O camisa 12 atuou por apenas seis minutos, e acertou uma única bola de três (por incrível que pareça, em assistência de seu fiel escudeiro Karl Malone – normalmente era o inverso, né), mas deixou boa impressão para Daly, que tinha medo de não mais contar com Stockton, seu único armador de formação em condições técnicas e físicas ideiais (lembremos que Magic Johnson ali já estava em fase descendente…).

Nesta partida, novamente Charles Barkley deu as cartas no garrafão (20 pontos e seis rebotes), e outros seis norte-americanos conseguiram dez ou mais pontos (Clyde Drexler teve 17 pontos e foi aplaudido até por Michael Jordan, com quem sabidamente não mantinha boa relação devido às finais da NBA).

Abaixo vejam os melhores momentos. Reparem na intensidade do primeiro tempo norte-americano.


Especial 20 anos do Dream Team: Oscar relembra o duelo histórico contra os EUA
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Fábio Balassiano

Oscar Schmidt tinha muita coisa pra mostrar no dia 31 de julho de 1992. Ele enfrentaria David Robinson pela primeira vez desde os Jogos Pan-Americanos de Indianapolis e veria alguns dos rivais que poderia ter enfrentado caso tivesse decidido jogar na NBA na década de 80, quando teve convites. O ala anotou 24 pontos, foi bem marcado por Scottie Pippen e mostra-se orgulhoso ao relembrar o duelo contra o Dream Team. Confira a entrevista com o eterno camisa 14 da seleção brasileira.

BALA NA CESTA: Você que sempre foi muito reverenciado nos Estados Unidos, o que lembra daquele jogo que completou 20 anos ontem entre Brasil x EUA nas Olimpíadas de 1992?
OSCAR: Nós sabíamos que iríamos perder, mas tentamos fazer o máximo de nós, cada um tentando fazer seu máximo. Lembro que queria levar minha filmadora para o banco de reservas, você acredita? Ainda bem que me arrependi no último instante e tentamos ao menos mostrar as nossas qualidades.

BNC: O Brasil acabou perdendo de 127-83, mas você acabou com 24 pontos nos 30 minutos em que atuou. Como foi a sua atuação especificamente, você se recorda?
OSCAR: Lembro com enorme satisfação que, mesmo perdendo, eu tive a honra de jogar contra o melhor time da história do basquete. Só faltaria Kobe Bryant, Shaquille O’Neal e LeBron James naquele timaço. Olhando pra trás, dá uma sensação enorme de felicidade de poder estar ali, em um momento histórico do basquete, mas não só isso. Deu orgulho saber que a nossa seleção mudou os rumos do basquete mundial em 1987 quando vencemos o Pan-Americano na casa deles.

BNC: Muita gente tenta comparar times americanos com o Dream Team de 1992. Pra você, existe algum tipo de possível comparação, ou é devaneio?
OSCAR: Para mim não há comparação, sinceramente. Em 1992 se juntaram os melhores, faltando os que citei acima. Eles poderiam até perder mas não tem como comparar. Os ídolos é que fazem o jogo, essa é que é a realidade. Mesmo tendo que ter gregários e lutadores no time, quem faz a história do jogo são os ídolos. Quem joga e aparece nos momentos decisivos são os ídolos.

BNC: Você teve a chance de jogar na NBA, mas não pôde devido às regras vigentes da época (nota do editor: quem atuasse pela liga norte-americana deixaria automaticamente de jogar pelas sua seleções nacionais). Quando enfrentou-os naquele jogo, chegou a pensar em como seria jogar na NBA por algumas temporadas?
OSCAR: Engraçado como o tempo nos coloca nessas situações, né. Sim, sim, claro que pensei, mas minha escolha foi a certa. Sou um soldado do Brasil e olhando pra trás eu vejo que fiz a coisa certa.

BNC: Quando saiu o sorteio das chaves, qual foi a sensação que você teve ao ver o Dream Team no mesmo grupo do Brasil na Olimpíada de Barcelona?
OSCAR: Foi uma satisfação, porque sabíamos que iríamos jogar contra eles. Quem não gostaria de jogar contra este time maravilhoso? No final das contas, eles são como nós, meninos que jogam basquete e que respeitam muito quem joga bem basquete. É só deve atualmente o respeito deles pela nossa seleção – é enorme.


Especial 20 anos do Dream Team: depois de provocação, a resposta ao Brasil em quadra
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Fábio Balassiano

Há exatos 20 anos, a seleção brasileira de José Medalha entraria em quadra para enfrentar o Dream Team norte-americano. Mas antes de jogar em Badalona contra os EUA em 31 de julho de 1992, Marcel de Souza deu uma declaração não muito amistosa ainda no Pré-Olímpico de Portland ao dizer que os norte-americanos tinham ido a Espanha para passear e se divertir.

Quando perguntado sobre o que achara da frase de Marcel, Charles Barkley não teve dúvidas e disse: “Nos vemos amanhã na quadra, mas, pra mim, Marcel é nome de vinho. Nos vemos amanhã em quadra”.

E, bem, Barkley estava alucinado naquele 31 de julho. Sem sentir a ausência de John Stockton e Magic Johnson, ambos lesionados (Michael Jordan voltou a comandar as ações na armação com sete assistências), soltou os cotovelos nos rebotes (foram oito), defendeu como um louco (quatro roubos) e teve 30 pontos (12/14) em apenas 19 minutos na fácil vitória dos norte-americanos por 127-83 apesar dos 24 pontos de Oscar Schmidt (entrevistado de amanhã) e dos 16 de Paulinho Villas-Boas.

“Lembro-me que o nosso início foi muito bom, arrancando aplausos dos torcedores presentes. Porém com o desenrolar normal do jogo e com as trocas sucessivas de atletas deles a superioridade da equipe americana foi se consolidando. Mas o Barkley teve números fantásticos e foi o grande destaque deles”, disse José Medalha em entrevista ao blog.

Veja abaixo os melhores momentos da quarta partida do Dream Team nos Jogos Olímpicos de Barcelona.


Especial 20 anos do Dream Team: Marcel conta como foi a véspera do duelo contra os EUA
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Fábio Balassiano

O Brasil enfrentaria o Dream Team dos Estados Unidos no dia 31 de julho de 1992. Antes, havia perdido por muito da Croácia (93-76, com 22 pontos de Drazen Petrovic), por apenas um da Espanha (101-100 apesar dos 44 pontos de Oscar Schmidt) e vencido de Angola por 76-66. O blog foi conversar com Marcel de Souza (quatro Olimpíadas, cinco Pan-Americanos e cinco Mundiais), que se despediria da seleção brasileira naqueles Jogos de Barcelona. Confira a rápida entrevista do eterno camisa 11 do time.

BALA NA CESTA: No dia 31 de julho de 1992, a seleção brasileira enfrentaria o Dream Team dos EUA nas Olimpíadas de Barcelona. Na véspera do grande duelo, como foi a preparação?
MARCEL DE SOUZA: Como todas as outras.  Treino pela manhã e jogo à noite, pois o  Dream Team só jogava à noite. Não dava pra mudar muita coisa, já que o resultado a gente já imaginava qual seria.

BNC: Houve algum momento inesquecível, engraçado ou curioso que você possa nos contar?
MDS: Eu quase dei um toco no Michael Jordan, sério. É só rever o jogo..

BNC: O Brasil perderia por 127-83, mas você marcou 12 pontos nos 18 minutos em que atuou. Do que você mais lembra?
MDS: Eu me lembro que o Scottie Pippen e o Clyde Drexler passavam por mim como faca quente na manteiga. Eu dei um tapão na mão do Barkley, que vinha na bandeja, e ele nem sentiu. O cara fez a cesta e saiu rindo. De todo modo, não sentimos como se um trator passasse em cima de nós. Eles abriram 30 pontos e ficaram enrolando. Não deu nem pra notar.

BNC: Muita gente compara times americanos com o Dream Team de 1992. Pra você, existe algum tipo de possível comparação, ou é devaneio?
MDS: Naquele momento não havia nada de melhor no mundo. Hoje o próprio exemplo deles levou as outras equipes a diminuir a distância entre nós, mas ainda seguimos muito longe de ver o que assistimos em Barcelona. Dizer que não vai mais acontecer talvez seja exagero, mas que é muito difícil, é.

BNC: Quando você foi pra Bradley University, imagino que tenha visto muitos jogos de Magic Johnson, Bird e companhia. Imaginou enfrentá-los, todos juntos, algum dia?
MDS: Certamente que não, mas veja como as coisas são engraçadas. O Larry Bird, por exemplo, eu acabei nunca enfrentando, pois ele não estava na quadra quando eu estava (ou vice-versa). Eu joguei contra o Magic Johnson aqui no Brasil quando a Michigan State fez dois torneios contra a seleção brasileira antes do Mundial das Filipinas em 78. Ganhamos no Rio de Janeiro, perdemos na segunda prorrogação em São Paulo e ele sempre menciona esses duelos que fizemos aqui no país. Contra o Michael Jordan, além Barcelona, joguei contra ele duas vezes no Pan de Caracas 83. Perdemos a primeira por três pontos, e a segunda, por oito. Fomos vice-campeões.

BNC: Barcelona-1992 foi a sua despedida olímpica da seleção brasileira e a penúltima participação brasileira nos Jogos até Londres-2012. Muita coisa mudou, não? Naquele ano o Brasil terminou em quinto, atrás apenas dos EUA, Croácia, CEI e Lituânia.
MDS: Isso mesmo. De lá para cá o jogo se transformou muito, as portas da NBA se abriram, as regras mudaram e o Brasil infelizmente perdeu espaço internacional.


Especial 20 anos do Dream Team: contra a Alemanha, o último suspiro de Larry Bird
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Fábio Balassiano

Depois do atropelo contra a Croácia de Toni Kukoc (ou seria Jerry Krause?), os Estados Unidos tinham pela frente a Alemanha de Detlef Schrempf, ala que marcou época no Seattle Sonics do começo da década de 90 (quem lembra dos duelos contra o Chicago, de Michael Jordan, certamente recorda das narrações em que Luciano do Valle o chamava de ‘Detléf’). Alemão de Leverkusen, Schrempf morava nos EUA desde a adolescência, e sabia muito bem o que iria enfrentar pela frente.

Então com 29 anos, ele passou pelo colegial, jogou na Universidade de Washington e em 1992 já possuía sete anos de experiência na NBA (depois, em 1996, jogaria a sua final contra os Bulls).

Conhecia todos os rapazes contra quem duelaria, e até que foi bem naquela noite. Saiu-se com 15 pontos e oito rebotes, mas não foi o suficiente para evitar a surra de 111-68 do time de Chuck Daly (o primeiro tempo terminou em incríveis 58-23). Karl Malone (18 pontos e cinco rebotes), Chris Mullin (13) e Barkley (14) foram muito bem, mas há duas histórias bem mais interessantes.

Ainda sem John Stockton, Chuck Daly teve um susto quando descobriu no treino da manhã que não poderia contar com Magic Johnson. Sua decisão foi simples: colocar Michael Jordan como armador. Já tendo atuado nesta função no Chicago Bulls, o camisa 9 teve 15 pontos e espantosas 12 assistências. A maioria para Larry Bird, que estava até então sumido na competição.

Disputando a sua última competição oficial e tendo problemas constantes na coluna (é comum olhar as imagens daqueles jogos e vê-lo estirado no chão para alongar as costas), Bird não vinha muito bem, mas contribuiu com 19 pontos (três bolas de três e sua melhor marca de pontos no torneio olímpico) e deu a sua última demonstração de talento em quadras de basquete.

Saiu ovacionado pelo público e pelos companheiros, que sabiam do esforço que ele fazia para estar ali.

Confira abaixo os melhores momentos da partida, que contou com a ilustre presença do tenista alemão Boris Becker no ginásio de Badalona!