Bala na Cesta

Especial 20 anos do Dream Team: Oscar relembra o duelo histórico contra os EUA

Fábio Balassiano

01/08/2012 15h00

Oscar Schmidt tinha muita coisa pra mostrar no dia 31 de julho de 1992. Ele enfrentaria David Robinson pela primeira vez desde os Jogos Pan-Americanos de Indianapolis e veria alguns dos rivais que poderia ter enfrentado caso tivesse decidido jogar na NBA na década de 80, quando teve convites. O ala anotou 24 pontos, foi bem marcado por Scottie Pippen e mostra-se orgulhoso ao relembrar o duelo contra o Dream Team. Confira a entrevista com o eterno camisa 14 da seleção brasileira.

BALA NA CESTA: Você que sempre foi muito reverenciado nos Estados Unidos, o que lembra daquele jogo que completou 20 anos ontem entre Brasil x EUA nas Olimpíadas de 1992?
OSCAR: Nós sabíamos que iríamos perder, mas tentamos fazer o máximo de nós, cada um tentando fazer seu máximo. Lembro que queria levar minha filmadora para o banco de reservas, você acredita? Ainda bem que me arrependi no último instante e tentamos ao menos mostrar as nossas qualidades.

BNC: O Brasil acabou perdendo de 127-83, mas você acabou com 24 pontos nos 30 minutos em que atuou. Como foi a sua atuação especificamente, você se recorda?
OSCAR: Lembro com enorme satisfação que, mesmo perdendo, eu tive a honra de jogar contra o melhor time da história do basquete. Só faltaria Kobe Bryant, Shaquille O’Neal e LeBron James naquele timaço. Olhando pra trás, dá uma sensação enorme de felicidade de poder estar ali, em um momento histórico do basquete, mas não só isso. Deu orgulho saber que a nossa seleção mudou os rumos do basquete mundial em 1987 quando vencemos o Pan-Americano na casa deles.

BNC: Muita gente tenta comparar times americanos com o Dream Team de 1992. Pra você, existe algum tipo de possível comparação, ou é devaneio?
OSCAR: Para mim não há comparação, sinceramente. Em 1992 se juntaram os melhores, faltando os que citei acima. Eles poderiam até perder mas não tem como comparar. Os ídolos é que fazem o jogo, essa é que é a realidade. Mesmo tendo que ter gregários e lutadores no time, quem faz a história do jogo são os ídolos. Quem joga e aparece nos momentos decisivos são os ídolos.

BNC: Você teve a chance de jogar na NBA, mas não pôde devido às regras vigentes da época (nota do editor: quem atuasse pela liga norte-americana deixaria automaticamente de jogar pelas sua seleções nacionais). Quando enfrentou-os naquele jogo, chegou a pensar em como seria jogar na NBA por algumas temporadas?
OSCAR: Engraçado como o tempo nos coloca nessas situações, né. Sim, sim, claro que pensei, mas minha escolha foi a certa. Sou um soldado do Brasil e olhando pra trás eu vejo que fiz a coisa certa.

BNC: Quando saiu o sorteio das chaves, qual foi a sensação que você teve ao ver o Dream Team no mesmo grupo do Brasil na Olimpíada de Barcelona?
OSCAR: Foi uma satisfação, porque sabíamos que iríamos jogar contra eles. Quem não gostaria de jogar contra este time maravilhoso? No final das contas, eles são como nós, meninos que jogam basquete e que respeitam muito quem joga bem basquete. É só deve atualmente o respeito deles pela nossa seleção – é enorme.

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