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Presidente da CBB exalta: "As pessoas que estão na Confederação hoje são sérias"

Fábio Balassiano

04/12/2019 05h01

O fim de semana foi de festa para o basquete brasileiro. Jogando em Santiago, no Chile, a seleção masculina Sub-17 foi campeã da categoria ao vencer a Argentina por agônicos 98-97 (aqui imagens do minuto final da partida). Este foi o sexto troféu em 12 continentais de base disputados desde que o presidente Guy Peixoto assumiu uma endividada Confederação Brasileira em 2017.

Noves fora as conquistas, que não representam tudo quando falamos do basquete de base, há uma comparação que chama atenção e que mostra quão melhor administrada está a CBB desde 2017. Se entre 2009 e 2016 Carlos Nunes, o antigo mandatário tinha em média R$ 24 milhões para investir na modalidade, agora Guy, que pegou uma asfixiada e suspensa Confederação, possui módicos R$ 4,5mi de média anualmente desde 2017. Nunes apenas 9 títulos em 45 disputas no período.

"Isso comprova que, apesar do cenário de terra arrasada encontrada quando chegamos, os torneios de base feitos com o CBC (Comitê Brasileiros de Clubes), os Brasileiros Interclubes de Base, que começamos em 2017, com 1.500 crianças, com sequência em 2018 e 2019, claramente mostram que mantendo os jovens em ação, e com nível melhor, vamos gerar sustentabilidade para desenvolver esses talentos pensando no adulto futuramente. Em 2020, serão 12 campeonatos, passando de 2 mil crianças jogando, fora os seis torneios 3×3, o que é uma novidade", afirmou Guy em contato com o blog.

Em dois anos de gestão Guy Peixoto, a CBB conquistou em Sul-Americanos de base: sub-14 masculino (2017), sub-15 masculino e Sub-21 masculino (2018) e sub-14 feminino, sub-17 e sub-21 masculino (2019). Além disso, também levou três vice-campeonatos, com o sub-14 feminino em 2017, o sub-17 feminino em 2019 e o sub-14 masculino também este ano.

Nada disso, porém, garante os próximos passos de uma entidade que ainda tem de dívidas acumuladas o montante de R$ 8,8 milhões de acordo com o último Balanço Financeiro analisado pelo blog. O processo de mudança da entidade, de acordo com Guy, está acontecendo e passa muito por uma palavra: credibilidade

"A recuperação da credibilidade foi fundamental. Hoje, quem vê de fora sabe que as pessoas que estão na CBB são sérias. Em 2017, para a Federação Internacional (FIBA), éramos acusados de desonestos. Hoje, temos pessoas nas comissões de ética, finança e desenvolvimento da FIBA. Quando você não tem dinheiro, faz parcerias. Cumpre suas metas assim. Com CBC, com o Comitê Olímpico do Brasil e com as federações, além da própria FIBA. Apesar dos poucos recursos, voltamos a ter apoio da iniciativa privada, com BDO, Motorola, e temos certeza que todos estão vendo. Com a retomada do crescimento do país, que o dinheiro privado volte a ser investido no basquete, porque vamos cuidar bem desse dinheiro. As pessoas sabem que esse dinheiro é aplicado todo no esporte", finaliza Guy.

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