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Com técnico estreante e últimos suspiros de geração, Brasil estreia amanhã no Mundial masculino

Fábio Balassiano

31/08/2019 03h57

Começa na madrugada deste domingo para a seleção brasileira (5h, com Sportv) o Mundial masculino. Com técnico estreante, o croata Alekasandar Petrovic, em competições internacionais com a equipe nacional e com as últimas chances de fazer com que a geração (agora veterana) consiga uma medalha relevante para coroar o trabalho de mais de uma década os brasileiros medem forças com a Nova Zelândia na primeira partida que será disputada em Nanjing. Os duelos do torneio no território chinês começam neste sábado com Angola x Sérvia às 04h30 de Brasília.

HUERTAS NÃO TEME A GRÉCIA

Logo depois, na terça-feira, o duelo será contra a Grécia às 9h. Na quinta-feira, dia 5, é a vez de Montenegro às 5h. Os dois melhores deste grupo se classificam para a próxima fase, quando haverá duelos contra os dois melhores da chave composta por EUA, República Tcheca, Turquia e Japão.

Ao todo são 8 grupos com 4 seleções cada. Na primeira fase, as 4 jogam entre si. Avançam para a segunda os 2 melhores, carregando consigo os resultados iniciais. Formam-se novos grupos de 4 seleções e os times que não se enfrentaram na fase inicial medem forças (no site da FIBA este caminho está bem explicado). Os grupos da segunda etapa serão formados por equipes qualificadas dos grupos A/B, C/D, E/F e G/H. Os dois melhores vão às quartas-de-final, aí sim em mata-mata simples até a decisão no dia 15 de setembro.

PODCAST: TUDO SOBRE O MUNDIAL

Não custa lembrar. O Mundial já qualifica de cara pras Olimpíadas de Tóquio-2020 os sete melhores da seguinte maneira: melhor time africano, os dois melhores das Américas, os dois melhores da Europa, o melhor da Ásia e o melhor da Oceania. Os Pré-Olímpicos de 2020 contarão com 16 equipes e serão espalhados pelo Mundo, e não de forma continental.

QUEM PODE BATER OS EUA?

Dentro de quadra, a expectativa fica por conta do que Petrovic conseguirá trazer de novidade e também qual a intensidade que uma seleção brasileira com quase 30 anos de média de idade conseguirá imprimir em jogos que são decididos por mínimos detalhes e por margens mínimas.

Os principais jogadores do país têm mais de 35 anos (Anderson Varejão, Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex Garcia e Leandrinho estão neste grupo, por exemplo) e que dificilmente jogarão o próximo ciclo olímpico, mas outros bons nomes jovens que podem auxiliar na divisão de minutos de Petrovic. Completam o elenco os jovens Didi e Yago, além dos já experientes Augusto Lima, Rafael Luz, Vitor Benite, Cristiano Felício e Bruno Caboclo – estes dois últimos são os únicos representantes da NBA que estão no elenco do Mundial.

Pensar em uma medalha que não vem para o basquete masculino desde 1978, naquela genial cesta de Marcel de Souza no Mundial das Filipinas, é um sonho que não deve ser consumido com tanta volúpia.

O mais recomendável, para uma seleção que está treinando com Petrovic há menos de 60 dias, é ir acompanhando jogo e jogo e ir avaliando as possibilidades. Nos amistosos, sobretudo no Torneio de Lyon, na França, o desempenho foi bom, mas a gente sabe que treino é treino e quando há jogo ultimamente todo otimismo é exagerado quando falamos em seleções masculinas (vide o passado recente com as frustrações do time dos rapazes).

Boa sorte à seleção brasileira a partir de amanhã no Mundial da China.

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