Bala na Cesta

Com expectativa de novos tempos, edição de 2018 da Liga de Basquete Feminino é lançada

Fábio Balassiano

13/12/2017 11h30

Otimismo. Talvez esta seja a palavra que melhor defina o sentimento de quem esteve na festa de lançamento da edição 2018 da Liga de Basquete Feminino. Em evento realizado na Caixa Cultural, em São Paulo, os nove times foram chamados ao palco, o regulamento discutido e os mascotes também marcaram presença (uma das novidades da temporada). No final, aquilo que foi planejado saiu do papel e será mostrado ao público a partir de 12 de janeiro de 2018, quando Santo André e São Bernardo abrem a competição.

O pensamento positivo está na cabeça de todo mundo, mas obviamente há um longo caminho a percorrer, ninguém é maluco de dizer o contrário sobre uma modalidade que na temporada passada viu apenas seis equipes (em 2018 serão nove, 50% de crescimento) e que em 2018 não terá a sua seleção no Mundial adulto, prova total do descaso causado pela Confederação Brasileira nos últimos anos.

De todo modo, as ideias de Ricardo Molina, presidente da LBF eleito recentemente pra dar nova guinada à entidade, e seu time me parecem arejadas e recheadas do que há de melhor em termos de gestão corporativa. Se vão errar, e vão errar muito, a tentativa não será de fazer mais do mesmo, mas sim muito mais do diferente que era realizado. E isso é bem importante. A estratégia, no meu modo de ver, está bem desenhada, e a chancela do certificado ISO (mais detalhes aqui) é um bom exemplo.

Mais do que isso, e falo sobre este assunto após conversar demais com os clubes: as agremiações precisam acompanhar o novo ritmo e entrar de vez no século XXI quando falamos em administrações esportivas. E isso não significa esperar por algo da Liga (grana, aula, planilha etc.), mas sim tentar, do seu cantinho, dos nove cantinhos dos clubes, tentar fazer diferente em sua cidade, em sua comunidade, em seu ginásio.

É meio óbvio, mas vale repetir: de nada adianta uma Liga moderna com equipes atrasadas – o inverso também é válido. E acho que esta mentalidade já está mudando para o campeonato que terá 100% de suas partidas exibidas na Web em 2018, transmissões do Sportv e TV Gazeta, ótima novidade anunciada nesta própria terça-feira (grade fixa todos os domingos às 15h a partir de 14 de janeiro de 2018), e patrocinadores grandes como Wilson, Caixa e And1.

Um bom exemplo disso, e que fiquei feliz quando ouvi, foi quando uma atleta me disse: “Hoje em dia o clube prefere deixar de contratar uma pivô para investir em uma equipe de marketing melhor”. E é esse raciocínio que fará o produto (da quadra à “embalagem”) melhorar, se tornar mais atrativo, mais rentável, mais, pra usar uma palavra da moda, desejado.

Para isso, todos os 9 clubes poderiam investir em algo que falo há tempos – convênios e parcerias com as faculdades. Pinçar alunos de cursos aderentes ao basquete (jornalismo para assessoria de imprensa, publicidade e marketing para ações comerciais / de marketing, fisioterapia, educação física, economia etc.) não me parece tão difícil assim e traria não só a faculdade pra perto do esporte, mas injetaria no basquete um punhado de ideias novas de gente com vontade de fazer e aprender. Este, entre tantos, é um dos pontos de melhoria que certamente os clubes terão e tentarão desenvolver nos próximos anos em busca de uma LBF melhor.

Deste canto, eu torço para que todos que estiveram na Caixa Cultural tenham entendido o recado: profissionalização de gestão não é mais algo necessário, mas sim obrigatório, fazer bem o lado de fora de quadra é imperativo pra trazer novos fãs para a modalidade e clubes e LBF devem sempre (SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!) caminhar juntos na mesma direção. Qualquer desvio de rota em um dos três pontos colocará o basquete feminino menos perto do lugar que ele quer chegar (ou voltar a chegar).

Sinceramente não dá pra saber como serão os próximos dias e passos da LBF, mas confesso que depois de muito tempo eu saí com um sopro de esperança pelo que está por vir. Que a recém-empossada gestão da Liga e os clubes siga injetando sangue e ideias novas para que o campeonato evolua – e por consequência melhore o basquete feminino brasileiro como um todo.

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