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Bala na Cesta

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Exclusivo: Técnico de Rio Claro, Dedé pede desculpas pela agressão em Franca

Fábio Balassiano

11/10/2016 00h30

dede1Você leu ontem aqui (e viu aqui) o que aconteceu no sábado em Franca, certo?

Principal envolvido na confusão com os torcedores francanos (e abordarei esta questão do público brasileiro em ginásios ainda nesta semana), o técnico Dedé Barbosa, de Rio Claro, enviou um texto ao blog na noite de ontem. Corajoso, ele expôs exatamente o que está sentindo. Reproduzo o conteúdo completo, sem corte algum. Vamos lá:

"Estou passando pelos piores dias da minha vida desde que a partida contra Franca terminou. Já vi e revi centenas de vezes as cenas inaceitáveis da confusão em que me envolvi, em vídeos que não param de chegar no meu celular. Sinto vergonha de cada atitude minha. Não é essa pessoa que eu quero ser.

dede3Não há justificativa para as minhas ações. Não escrevo este texto para me justificar, mas para me desculpar, contextualizar e compartilhar os sentimentos que me ocupam desde o fim do jogo.

Quem me conhece sabe que me entrego integralmente ao meu trabalho e envolvo todas as minhas emoções em tudo que faço. Este início de temporada não tem sido fácil para nossa equipe e esta série de playoff refletiu isso.

Ao fim do jogo, ainda na quadra muito aborrecido pela justa eliminação, fui surpreendido por uma cusparada vinda de torcedores que continuavam a nos provocar mesmo com a partida encerrada.

dede2Realmente não esperava e não aprovo essa atitude, mas não usarei dela para justificar a minha reação descabida. Hoje, de cabeça fria e consciente do que o meu trabalho representa para milhares de pessoas, consigo avaliar que eu tenho a obrigação de me controlar neste tipo de situação. Tarefa difícil para um sujeito emocional como eu, mas que irei cumprir de hoje em diante.

Peço desculpas às pessoas afetadas diretamente pelo meu descontrole, aos torcedores presentes no jogo, aos torcedores de Rio Claro, a todos os fãs de basquete, e, especialmente, ao meu grupo de jogadores e de companheiros de trabalho. Ser treinador é o meu sonho, vivo isso há apenas dois anos e sei que preciso mudar para continuar evoluindo".

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