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Bala na Cesta

Olho neles: veja a lista dos dez talentosos jovens jogadores que podem brilhar no NBB5

Fábio Balassiano

23/11/2012 00h58

Falei na quarta-feira sobre os favoritos ao NBB que começa nesta sexta-feira com Minas e Tijuca e ontem coloquei aqui algumas das possíveis estrelas da competição. Hoje é a vez de falar sobre alguns jovens jogadores que podem se destacar na competição (todos, destaco, precisarão de tempo de quadra para evoluir). Separei dez, e espero que eles não me desapontem (coragem, moçada!). Dá só uma olhada.

1) Matheus Dalla (limeira) – Matheus (foto à direita) já foi eleito a revelação do NBB jogando a última temporada por Vila Velha, quando teve 12,4 pontos e 3,7 rebotes em seu primeiro torneio nacional, e já foi até convocado por Rubén Magnano para a seleção adulta, mas estou curioso para ver como ele se sairá em seu clube, o Limeira, com a responsabilidade de liderar a equipe e levá-la aos playoffs. Tem bom arremesso, é ágil para um ala e consegue ter boa leitura de jogo. Caso melhor sua defesa, será ainda melhor atleta nesta temporada.

2) Gui Deodato (Bauru) – Eis um jogador que me encanta pacas. Formado nas divisões de base lá em Bauru mesmo, Guilherme Deodato, que gosta de ser chamado como Gui, tem uma força física descomunal, impulsão absurda e razoável técnica. Caso o ala consiga segurar a sanha para atacar a cesta logo no primeiro passe que lhe chega às mãos, evoluirá rápido, rápido. Caso consiga isso e ainda coloque um "molho" em seu arsenal ofensivo baseado quase que exclusivamente em arremessos longos (com seu potencial atlético, ele poderia explorar mais as infiltrações, jogo de costas para a cesta e arremessos de média e curta distância), será um grandíssimo jogador de basquete.

3) Deryk Ramos (Limeira) – O tímido e dedicado armador titular da seleção brasileira que ficou com o vice-campeonato da Copa América Sub-18 nesta temporada e nome certo na equipe de Demétrius para o Mundial Sub-19 de 2013, Deryk (olha ele neste vídeo aqui) foi muito bem no Paulista ao lado do experiente Hélio e crescerá bastante caso tenha o discernimento que sobra em Chris Paul e que falta em Russell Westbrook (post de quarta-feira) para passar mais e atacar menos a cesta. Vejo em Deryk um ímpeto absurdo para crescer em sua carreira, o que é ótimo, sem dúvida alguma, mas é preciso que ele calcule os riscos de cada movimento para crescer ainda mais em sua carreira. Talento e comprometimento ele já possui. Agora é apenas lapidar a sua técnica.

4) Lucas Dias (Pinheiros) – Badalado nome da fornada de bons alas que surge no país, Lucas Dias (foto à esquerda), que terá um perfil amplo publicado por este blogueiro na próxima semana, foi eleito o melhor jogador do Jordan Classic deste ano (não preciso falar mais nada depois disso, certo?) e vem tendo bom começo de temporada pelo Pinheiros, clube que investe nele de maneira bem bacana. Poderá perder um pouco de espaço com a volta de Shammel ao time titular do clube da capital, mas com a sequência de partidas da equipe de Cláudio Mortari poderá mostrar seu jogo e ganhar alguns minutos de quadra. É alto (2,06m), tem boa movimentação lateral e ótimo corte pra cesta. Ainda é tímido dentro de quadra e pode melhorar seu arremesso, mas é certamente uma das jóias mais brilhantes do basquete nacional nos últimos tempos.

5) Leo Meindl (Franca) – Vi pouco do filho do assistente-técnico de Franca, mas pelo pouco que assisti Leonardo Meindl mostrou um talento bem bom. Tem ótima técnica, muita habilidade e consistência em seus chutes longos. Precisa, ainda, melhorar na marcação e evoluir em termos físicos (ainda é muito magro), mas conquistou espaço na rotação de Lula Ferreira mesmo contra caras mais experientes como Jonathan, Jefferson e Zanini. Tem tudo para crescer durante a competição.

6) Bruno (Minas) – Aos 20 anos, o ala-armador gaúcho Bruno foi um dos destaques da campanha vitoriosa da seleção brasileira na Copa América Sub-18 dos Estados Unidos e da não tão boa no Mundial da Letônia no ano seguinte. Mas foi na Europa que ele se destacou, tendo terminado a competição com 10,6 pontos e 3,9 rebotes na competição. Ainda muito magro para a posição 2, ele terá que evoluir em termos físicos, mas já possui boa técnica para brigar por minutos na rotação agora mais acirrada de Raul Togni no Minas e contra rivais mais fortes e experientes do NBB.

7) Lucas Mariano (Franca) – Eis o nome que pode explodir a qualquer momento nesta temporada do NBB. Destaque absoluto de Franca no Paulista Masculino (médias de 11,6 pontos e 3,9 rebotes), o pivô (foto à direita) de 2,08m e 19 anos tem excelente físico e esbanjou força na competição regional que terminou para os francanos na semifinal contra São José. Lucas se beneficiará de ter um bom professor, espaço na rotação de uma equipe em reformulação e carta branca para arriscar neste ano. Poderá aproveitar e se concretizar como uma das grandes revelações da posição para os próximos anos.

8) Ícaro (São José) – O armador, que não foi ao Mundial Sub-19 da Letônia devido a uma lesão no joelho, tem uma boa e uma má notícia para este NBB. A boa: ele tem muito talento e mostrou que pode ser útil a Régis Marrelli durante a fase em que seu time esteve todo desfalcado no Paulista. Lá ele teve a ousadia necessária para marcar muito bem a Larry Taylor e pontuar com regularidade. A má notícia: ele é reserva de Fúlvio, seguramente um dos melhores jogadores da posição no país há alguns anos. Que ele aprenda com o camisa 11 e agarre os minutos que lhe serão disponibilizados por Régis.

9) Ronald (Brasília) – Outro que já foi convocado por Rubén Magnano para treinar, o pivô de Brasília deve ganhar um pouco mais de espaço nesta temporada, apesar da concorrência com Lucas, Márcio e Alírio na capital federal. Ronald tem 2,10m, ótimo físico e boa técnica para alguém de sua altura, mas precisa evoluir demais em mobilidade lateral e na defesa para se tornar o grande jogador que ele pode vir a ser. Tem personalidade e talento, agora é buscar espaço no atual tricampeão do NBB. Não será fácil.

10) Davi Rossetto (Basquete Cearense) – Sem muito espaço no Pinheiros, clube que o formou, Davi (leia mais sobre ele aqui), que se destacou no Mundial Sub-19 da Polônia com 10,9 pontos, 2,1 rebotes e 2,5 assistências, fez muito bem ao buscar minutos no Basquete Cearense de Alberto Bial. Terá a dura concorrência de Matheus na armação, mas sem dúvida terá tempo de quadra, pouca pressão em um time que não luta por título e boas chances de mostrar seu enorme talento. Poderá, ainda, aproveitar o tempo em Fortaleza para melhorar sua forma física e ganhar confiança para arremessar. Sua leitura de jogo é ótima e seu passe também.

Esqueci de alguém, pessoal? Acabei não colocando Ricardo Fischer por aqui, pois já o considero pronto para vôos maiores. É uma fornada boa esta de jovens, hein! Confia na rapaziada? Comente na caixinha!

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