Bala na Cesta

Arquivo : maio 2012

Fúlvio x Nezinho, quem decide a favor de São José ou Brasília na final do NBB4 de sábado?
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Fábio Balassiano

Como você sabe, no sábado teremos a grande final do NBB. De um lado, o bicampeão Brasília do quarteto Giovannoni, Alex, Arthur e Nezinho. Do outro, a surpreendente equipe de São José, cujo jogo coletivo é bem animador.

Mas se o lado coletivo é que costuma dar resultado no basquete, um duelo individual promete ajudar a decidir a peleja. Donos de estilos bem diferentes (parecem jogadores de posições distintas, na verdade), Fúlvio e Nezinho devem ser os diferenciais da balança.

Nezinho é uma mala, reclama o jogo todo, mas seu currículo e “fogo decisivo” falam por si só. Campeão em Ribeirão Preto, Limeira e também em Brasília, o armador-que-adora-chutar-de-três-antes-de-qualquer-coisa não deve sentir pressão alguma no sábado. Se estiver em dia tranquilo e de passes, Brasília poderá sorrir.

Do outro lado estará Fulvio, líder em assistências do NBB4 e melhor armador da competição. Dono de estilo mais passador que seu rival de sábado, o camisa 11 de São José tem estilo que envolve mais seus companheiros (vide o crescimento de rendimento de Dedé, Jefferson, Laws etc.) e cuja visão de jogo e de basquete me agradam bastante.

Quem faz a diferença para seu time na decisão da NBB? Comente na caixinha!


Oklahoma tenta hoje iniciar virada contra o Spurs – será que o time de Durant tem força pra isso?
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Fábio Balassiano

Parece que as finais da NBA estão encaminhadas, não? Com nova vitória do Miami ontem diante do Boston Celtics (115-111 apesar dos 44 pontos deste sensacional Rajon Rondo), Spurs e Heat estão a apenas duas vitórias de avançar à decisão da liga. Thunder e Celtics, portanto, precisam vencer quatro das próximas cinco para ainda disputarem o título.

E quem tem a chance de começar uma possível reviravolta hoje é o Oklahoma. Em casa, Kevin Durant e seus companheiros precisarão encontrar respostas (será que há?) para deter Tony Parker, o melhor jogo coletivo do planeta e umas nove ou dez armas que fazem do Spurs não apenas o único time invicto na pós-temporada, mas disparado o que faz o basquete se parecer com a essência do basquete com mais naturalidade.

Aqui, aliás, cabe um parêntesis. No último jogo, Scott Brooks, desesperado, pediu para seus atletas fazerem faltas propositais em Tiago Splitter, de modo a levar o brasileiro, cujo aproveitamento em lances-livres é de 37,8% nos playoffs (na temporada foi de 69,1%, e na Espanha, sua média era de 67%), para a linha fatal por 12 vezes (o famoso hack-a-Splitter). Houve muita grita na internet, muita gente reclamando. De verdade eu não acho ilegal (tanto que a regra não proíbe isso), mas de fato acho imoral, chato e com resultados pouco favoráveis (não tenho estatística disso, mas desde que começaram a fazer isso no Shaq, lá no começo do século, não me lembro de uma desvantagem ser revertida por causa dessa artimanha).

Tem mais uma coisinha: se tem alguém que não pode reclamar dessa “estratégia” é Gregg Popovich (e ele, de fato, não reclamou). Pop foi um dos que mais usou essa artimanha, chegando até a brincar com Shaq em relação a isso em um jogo de estréia de NBA (lembram?). De todo modo, e apenas para reiterar, acho uma atitude porca, chata, mas não condenável. Faltas fazem parte do jogo, afinal. Se fosse treinador, jamais usaria, mas não acho que quem usa é a soma dos adjetivos que li de Brooks na terça-feira. Insisto: não é ilegal, mas talvez seja imoral.

Ou seja: com ou sem hack-a-Splitter, nesta noite Kevin Durant terá que mostrar porque é um dos melhores jogadores da NBA. Se vencer a série parece muito, muito difícil, que o Oklahoma ao menos estenda o duelo e mostre maturidade ao não desistir.

Será que os Thunder vencem hoje?


Após visita ao Barcelona, a óbvia constatação: esporte brasileiro ainda patina no amadorismo
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Fábio Balassiano

(Este não é um texto exclusivamente sobre basquete, mas achei que valia a pena escrever. Espero que gostem.)

Como alguns de vocês devem saber, voltei pela primeira vez a Espanha, onde havia morado em 2006, na semana passada. Sei de todos os problemas econômicos que o país (e o continente e o mundo) tem passado, dos defeitos do povo de lá e de tudo mais que quisermos dizer dos caras. Este, portanto, não é um texto de um carioca-idiota-que-vai-a-Europa-e-volta-babando-de-tudo.

O que chama a atenção, de verdade, é a parte estrutural da coisa. Já que o nosso assunto aqui é esporte, vou me ater apenas a ele, sem tocar, portanto, nos aeroportos (“parecem os nossos shoppings”, ouvi da minha esposa), metrôs, ônibus e aqueles transportes turísticos que são uma mina de dinheiro (quem quiser tentar essa sorte aqui no RJ pode ficar bem rico).

Em um dos dias eu fui ao FC Barcelona, que dispensa grandes apresentações. O clube é o máximo, e além do decantado futebol, há hóquei (bem mais popular do que supunha), basquete (isso você já sabe e leu aqui ontem), futebol de salão (ou futsal) e outras modalidades. Ou seja: o carro-chefe é o time do Messi, mas há espaço pra tudo.

De todo modo, isso chama menos a atenção do que a forma como o clube está estruturado financeiramente. Li recentemente que as receitas do Barça estão igualmente divididas entre Televisão, estádio e marketing (foram R$ 1,1 bilhões em 2011). E aí é que a porca torce o rabo.

Vivemos aqui uma “ditadura das TV’s” que assusta. No Barcelona, há alguns cálculos simples pra entender a força que a comunicação/marketing exerce(m) no orçamento do clube (sem torná-lo, portanto, refém de nada) . Uma visita guiada (museu, Camp Nou, o diabo) tem o singelo valor de €22. Perguntei ao guia, e ele me disse que, em média, cerca de 4 mil pessoas passam pelo tour diariamente (em meses de férias isso aumenta muito, me garantiu). Só no passeio a agremiação catalã fatura €2,6 milhões/mês.

E você deve imaginar onde acaba o tour, não? Pois é. A parte final acaba com você subindo uma escada rolante que cai dentro da loja do clube. Lá você encontra tudo: de camisas e shorts a lençóis, copo, tudo. Dá gosto. O carro-chefe, já disse, é o futebol e foi assustador ver o número de pessoas que pediram pro vendedor “a dez do Messi”. Tudo muito rápido: a camisa custa €60 (com desconto porque estão lançando a nova, que, aliás, achei horrível). Pra colocar nome e número, mais €18.

Sobre a loja oficial, também é possível comprar franquias. Empresários, dizem lá, fizeram muita grana com as tais “Botiga do Barça”. Já repararam aí o volume de grana envolvida, não?

Mas se quisermos um cálculo simples, vamos lá. Esquecendo as camisas falsas (há aos montes, claro), são cerca de 700 camisas/dia de acordo com dados oficiais. A um preço de €78 (preço normal, sem o desconto citado acima), daria €1,6 milhões/mês só em venda de camisa (sem falar dos outros produtos). Dividindo igualmente a conta entre Nike e clube, o Barça lucra cerca de €10 milhões de euros por ano (lógico que há o repasse percentual pros franqueados, mas eu não tenho ideia de quanto é – e nem o guia sabia).

Sei, é verdade que em SP o São Paulo, o Corinthians e o Santos têm tentado investir nessa área (de licenciamento), mas ainda acho pouco. Falando apenas do meu clube (pra não acharem que estou puxados brasa pra sardinha da mesa ao lado), o tamanho e os produtos da Loja do Flu são de dar vergonha a qualquer um – do torcedor ao consumidor.

Deu pra entender o quero dizer, não? Nossos clubes são atrasados, atrasados demais em termos de profissionalismo, gestão e planejamento estratégico. Enquanto pensarmos pequeno, nossas receitas serão… sempre pequenas e nossos trabalhos, seja em campo ou fora dele, diminutos.

Sei que muita gente terminará este texto (se terminar de ler, claro) dizendo: “Gostou tanto assim? Vai morar lá, Bala, seu chatola”. Não é isso, evidentemente, o que quis passar e quem ler assim, só lamento.

O Brasil era o “país do futuro” nos anos 60. Era o “país da Copa e das Olímpiadas”. Era pra ser o que não será tão cedo.


Ex-Ribeirão, Lula Ferreira é o novo técnico de Franca; Gonzalo Garcia sai do Flamengo
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Fábio Balassiano

Confesso que fiquei surpreso quando recebi a informação que primeiro fora divulgada pelo Gustavo no Twitter há quase uma semana. Lula Ferreira, atual diretor técnico da Liga Nacional de Basquete, é o novo técnico do Franca Basquete. Os últimos detalhes ainda estão sendo fechados, mas um dos maiores vencedores do basquete brasileiro na última década já tem tudo acertado para voltar a pilotar as pranchetas.

Lula Ferreira ficou famoso por sua passagem por Ribeirão Preto, mas também foi vencedor em Brasília (no NBB2 e na Liga das Américas) e seu currículo em clubes fala por si só (é um vencedor incrível aqui no país). Sem dúvida terá uma resistência da torcida, que verá um rival comandando o seu time, mas logo, logo isso passa. Lula é experiente, articulado, e saberá lidar com isso tranquilamente. Ótima aquisição para Franca, que não precisará arriscar em alguém novo, jovem, e cujo resultado é uma incógnita, e ótimo para Lula, que voltará às quadras. Vamos só ver, agora, quem serão os reforços da diretoria. Já imaginaram se Nezinho volta a atuar para seu ex-treinador em Ribeirão? Seria no mínimo engraçado…

Se Lula chega, quem sai é o argentino Gonzalo Garcia do Flamengo. Depois de quase duas temporadas, o hermano, que não foi muito bem no comando do rubro-negro, não renovou seu compromisso com o clube da Gávea e deverá retornar a seu país (comenta-se que o Unión, de Formosa, já tenha acertado com o treinador para o lugar de Gabriel Piccatto). Além dele, o Flamengo já perdeu David Jackson para o Gimnasia Indalo e pode ficar sem Federico Kammerichs, que tem proposta para retornar ao Regatas, de Corrientes.

E aí, torcedor de Franca, gostou da novidade? E o torcedor do Flamengo, ficou feliz com a saída do Gonzalo? Comentários na caixinha!


Em Miami, Boston precisa vencer hoje para manter sonho da final vivo na NBA
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Fábio Balassiano

Situação parecida com a do Oklahoma antes do duelo de terça-feira vive hoje o Boston Celtics (21h30, com transmissão da ESPN). Os verdes, que perderam o jogo 1 por 93-79 (marcaram apenas 33 pontos no segundo tempo) para o Miami Heat na Flórida, precisam jogar muito, muito melhor para pensarem em voltar às finais da NBA.

No final do jogo passado Kevin Garnett disse que Lebron James teria rido após uma cesta, mas de verdade acho que KG procura uma fagulha, um fato novo para mudar os rumos da série. É mais ou menos como o jogador de tênis que vê seu rival dominar o jogo com golpes mais fortes e pressente que se não tentar uma virada mental, uma cutucada no lado psicológico, o resultado não se modificará.

De todo modo, “só” o lado mental não será suficiente para o Boston Celtics empatar a série logo mais. A defesa precisa melhorar muito, muito mesmo (Doc Rivers disse isso), e levar dez pontos em transição, como foi na segunda-feira é sinal de derrota na certa. O Miami não fez uma apresentação brilhante, é bom que se diga (14 erros e 5/25 nos três pontos), mas LeBron James, que teve 32 pontos, 13 rebotes, três assistências e três tocos, parece completamente imarcável até então. Ele pontuou, criou jogadas para seus companheiros e ainda foi muito bem na defesa tanto a Paul Pierce quanto a Rajon Rondo em alguns momentos. Além disso, a defesa da turma da Flórida segue muito, muito boa (11 tocos, menos de 40% de conversão nos arremessos de quadra para os rivais e Paul Pierce e Ray Allen chutando 6/25).

O Boston tem uma chance de chegar a NBA. É vencer hoje, jogar a pressão para o outro lado e inverter o mando de quadra. Precisará jogar muito, muito basquete para isso, no entanto. Será que os “velhinhos” conseguem?


CBB ‘esquece’ visto dos EUA, e preparação das seleções Sub17 e Sub18 são prejudicadas
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Fábio Balassiano

Está lá no site da Confederação Brasileira: “As Seleções Brasileiras Sub-17 e Sub-18 femininas desembarcaram nesta segunda-feira (28/05) em Orlando, nos Estados Unidos, visando a preparação para o Mundial e a Copa América/Pré-Mundial das respectivas categorias. Os grupos vão realizar a primeira fase de treinos e intercâmbios até o dia 30 de maio, com toda a estrutura oferecida pela USA Basketball”.

Até aí tudo muito bom, tudo muito bem. Mas o que assusta é o tamanho do elenco. Foram apenas 11 meninas treinar. Ora, peraí, alguma coisa tem de errado, não? Se foram as seleções Sub17 e Sub18, deveriam ir no mínimo 24, 25 atletas, certo? Bem, em um país normal, como os Estados Unidos, estão lá 24 meninas das seleções U17 e U18, como eles chamam. Estão treinando há mais de um mês, e usarão os amistosos contra o Brasil para ajeitar os últimos detalhes antes do Mundial e da Copa América, respectivamente. Fui consultar a Confederação Brasileira de Basketball a respeito do tema e me assustei. Vejam o que me disse a assessoria de imprensa da entidade:

“Recebemos o convite da USA Basketball no começo de maio, e infelizmente tivemos que correr com os vistos de entrada nos Estados Unidos. Nem todas as meninas convocadas conseguiram, e 15 delas não conseguiram embarcar com o time porque não conseguiram o visto“, disse-me a assessoria.

Como eu não confio muito no que vem da CBB, embora respeite o novo assessor de imprensa de lá, enviei um email para a USA Basketball, que prontamente me respondeu: “Fábio, temos estes amistosos contra o Brasil planejados desde o começo do ano. A Confederação Brasileira estava informada durante todo o tempo, sempre, sempre, e de verdade não vejo motivo para eles terem tido problemas com vistos”.

Acho que está explicado o que aconteceu, não? Mais uma vez a Confederação falhou no básico, no elementar, no mais simples. Vamos a alguns pontos importantes:

1) Apenas para reflexão: a seleção Sub17 que jogará o Mundial não terá treinado junta em nenhuma ocasião em 2012. A chance de ir aos Estados Unidos foi perdida por culpa da CBB. Faltam menos de 90 para o começo da competição. Número de treinamentos em 2012, insisto: 0.
2) De que adianta ir para os EUA duas seleções juntas e de idades diferentes ao mesmo tempo? As seleções Sub17 e Sub18 têm objetivos, técnicos e propósitos completamente distintos neste ano. A falha na obtenção dos vistos é ainda mais grave quando vemos que apenas 11 meninas embarcaram para um período de treinamento importante.
3) Qual é o ponto final no estoque de atrocidades da entidade máxima com o a base do basquete brasileiro? Nenhum período de treinos para a Sub17, mesma coisa para a Sub18, Sub15 perdendo do Chile, Sub17 masculina fora do Mundial neste ano, problemas com visto dos EUA. O que mais falta, vocês podem me dizer? Quanto amadorismo, gente…
4) Vocês conseguem imaginar o tamanho da frustração e do desânimo destas 15 meninas que não estão conseguindo treinar para duas competições importantíssimas? Lembrando: elas foram avisadas da viagem no começo de maio, tentaram fazer os vistos e não conseguiram. Será que a CBB consegue perceber que na base está o futuro do basquete brasileiro? Acho que não, né…
5) Entre CBB e USA Basketball, estimado leitor, em quem devemos confiar?
6) Por que diabos desde que o acordo foi assinado a Confederação não correu com 30, 40 vistos de entrada nos Estados Unidos? Por que a demora?

Triste a situação da base do basquete brasileiro, não? E a CBB, gente, o que dizer? Comentários na caixinha!


Final do NBB4 em jogo único – é ou não uma boa para a Liga Nacional de Basquete
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Fábio Balassiano

Como você deve saber, a final do NBB será neste sábado entre São José e Brasília. Acontece às 10h, terá transmissão da TV Globo e será em jogo único. Assunto polêmico, não? Vamos ao que penso.

De cara, eu digo que sou contra, bem contra, e que se fosse dirigente jamais colocaria este assunto em pauta. Muita gente alega que a exposição em TV Aberta será sensacional (e será mesmo), mas não acho o suficiente, não. Entendo e respeito a posição da Liga, e até acho que o basquete, principalmente depois da classificação olímpica, deve mesmo correr alguns riscos para tentar ganhar popularidade. Mas não me venham falar em ganho financeiro, porque isso é balela. Nem São José e nem Brasília fecharam patrocinadores para a decisão, e os demais clubes não ganham nada com isso. Há ganho de imagem, de exposição. Financeiro, ainda não.

Não sei se este é o caminho, sinceramente (me parece mais atalho do que caminho, na verdade). Não curto, também, a ideia de que o lado técnico seja deixado tão de lado assim “apenas” para aparecer em TV aberta – por mais que, repito, eu saiba exatamente que milhões de pessoas estarão sendo impactadas com isso em um sábado pela manhã que pode, sim, vir a se tornar uma data para a modalidade em TV Aberta. De todo modo, é bom não esperarmos resultados incríveis, brilhantes, pois o Jogo das Estrelas não foi muito bem (como os sábados não têm ido bem para o esporte, diga-se) e a parte de promoção/comunicação/marketing da LNB/Clubes/Globo tem sido muito tímida a menos de cinco dias da grande decisão.

E se digo que sou contra é justamente por acreditar que a Liga tem um produto que pode, sim, se vender melhor do que com um singelo “final em jogo único garante TV Aberta”. Gostaria que a LNB pensasse grande, pensasse maior, “empacotasse” seu produto com um “lacinho” mais bonito, e não simples, simplório como é hoje em dia.

Tanto LNB quanto os clubes precisam sair um pouco do lugar-comum (TV, TV e TV – amanhã entrará um texto sobre isso) e buscar novas formas de aparecer para criar diferentes receitas e de comunicação com seu público-alvo sem, necessariamente, se distanciar de sua maior aliada (a TV Globo) e daqueles que já acompanham a modalidade. Até porque, no final das contas, um produto que é mais reconhecido, “vendável”, é melhor para a emissora também, né.

E você, o que acha? Gosta deste formato para a final do NBB? Comente na caixinha!


Pós-eliminação, qual será o futuro do Los Angeles Lakers na NBA?
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Fábio Balassiano

Muita gente me perguntou no Twitter a minha opinião sobre a eliminação do Los Angeles Lakers. Em primeiro lugar, foi esperada (e quando dei o palpite aqui que seria uma surra, muita gente me criticou, lembram?). O Oklahoma tem mais tudo: time, elenco, técnico, potencial atlético, tudo. Mas a situação do Lakers é muito maior do que “perdemos para um timaço e vamos nessa”.

Kobe Bryant, aos 33 anos, pode não ser mais aquele gênio todo (é evidente que a idade chega e seus últimos dois playoffs, chutando 44,6% e 43,9%, suas piores médias em oito anos, mostram isso), mas é inegável que o cara ainda pode decidir para os Lakers. O maior erro da franquia, no entanto, está na montagem de elenco que cerca o camisa 24 com pouco talento (principalmente no banco, o pior da liga com 20,5 pontos por noite) e muitas lacunas.

Muita gente critica Mike Brown, que, de fato, é um treinador realmente muito fraco (e um treinador fraco sem pré-temporada no primeiro ano fica ainda mais fraco, é bom dizer isso também), mas quem merece as vaias mesmo é Mitch Kupchak, GM que foi incapaz de trazer as peças importantes para LA (lembrando: o cara perdeu chutadores importantes, Lamar Odom e não fez nada).

As deficiências do Lakers são tão claras, mas tão claras que chega a dar tristeza ao notarmos que Mitch não fez nada para preencher as lacunas de seu elenco. Os angelinos foram um dos piores times em tiros de três pontos na NBA (32,2% de longe). Riam, mas com Sasha Vujacic as dobras na marcação a Kobe faziam muito menos sentido porque o Sr. Sharapova matava de fora (lembrar da final contra o Boston, por favor).

Outro problema. A marcação nos picks é ridícula desde que Phil Jackson por lá estava. Lamar Odom conseguia corrigir um pouco isso por conta de sua mobilidade e facilidade para marcar armadores. Sem ele, o mundo de Gasol/Bynum caiu. Culpa deles? Claro que não.

Além disso, e como cansei de dizer aqui, o banco de reservas do Lakers é uma porcaria. Olhe para o do Spurs e você verá Jackson, Splitter, Neal, Green, o diabo. Em Los Angeles? Hill, Blake, Barnes e Josh McRoberts. Muita diferença, não?

Kobe Bryant já disse que não pretende sair do Lakers para conseguir o seu sexto anel de campeão. É legal isso, mas quem conhece o ala sabe que ele não terá muita paciência para ficar sendo surrado em playoffs como tem acontecido (1-8 nas duas semi do Oeste recentes). Cercá-lo com jogadores realmente bons é a missão do Los Angeles Lakers. E vamos combinar que nem é tão difícil assim. Há boas opções na NBA e no garimpo europeu. Os Spurs estão aí e não me deixam mentir.


Em entrevista, Magnano fala sobre Faverani: “Me deixou esperando no hotel em Murcia”
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Fábio Balassiano

“Conheço perfeitamente a Vitor Faverani. Fiquei esperando por ele no hotel em Murcia, e ele não foi me encontrar para a reunião. Viajei do Brasil e Espanha, fiquei esperando e ele nunca apareceu. Assisto semanalmente os jogos do Valencia, e sei o que ele joga. Tem um potencial incrível. Mas aí tem que ver se quer estar aqui com a seleção. Se ele quiser, estamos diante de um jogador importante”

A declaração, sobre o pivô brasileiro Vitor Faverani (tema de post aqui ontem) é de um irritadiço Rubén Magnano ao programa UFSC Esporte Clube (veja link e trecho a partir de ). Está claro que o argentino ficou incomodado com a atitude de Vitor, né.

Mas tem três coisas importantes aqui: 1) Quando Magnano cita “Murcia”, ele fala sobre o time em que Faverani atuava há na temporada passada – antes, portanto, do salto qualitativo e de maturidade que ele teve nesta temporada no Valencia; 2) Se Nenê e Leandrinho já foram “perdoados”, Vitor também poderia ser, não?; e 3) Por que diabos Vitor também não pegou o telefone para se desculpar com Magnano e dizer que, sim, estaria a disposição do treinador para as Olimpíadas (caso esteja mesmo).

O blog tentou contato com o pivô, mas não conseguiu até agora.


Em desvantagem, Oklahoma faz o jogo mais importante do ano contra os Spurs nesta noite
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Fábio Balassiano

O nome deste cidadão da foto é Emanuel David Ginóbili, e no domingo passado ele só não fez chover porque o teto do ginásio de San Antonio estava fechado. Manu fez 26 pontos em uma atuação magnífica (que craque, minha gente!) para comandar os Spurs em uma importante vitória por 101-98 após fazer 39-27 no último período. Os texanos chegaram a 19 vitórias seguidas, nove nos playoffs e aumentaram ainda mais o respeito que toda a NBA tem por eles justamente por saber reverter uma situação difícil com uma tranquilidade assustadora.

Resumindo, aconteceu mais ou menos isso aqui: o Oklahoma jogou muito bem, teve o controle da peleja quase que totalmente, defendeu muito bem os picks de Tony Parker com Tim Duncan, teve a chance de fazer 1-0 na série e perdeu (foi bem parecido com os Lakers, que perdiam por 1-0, e não conseguiram vencer o jogo 2 antes de desandarem no duelo contra o OKC). Por isso fica a pergunta: como reagirão os comandados de Scott Brooks para a partida desta noite (22h, com transmissão do Space)?

É óbvio que ajustes táticos precisarão ser feitos (Manu não pode ter tanta liberdade assim para chutar e nem para ilfiltrar, por exemplo), mas acho que o trabalho de Brooks nas últimas horas foi mental, psicológico mesmo. Mostrar que o jogo 1 é passado, aprendizado, é a chave para seguir vivo na final do Oeste. Voltar para Oklahoma com 0-2 é praticamente dizer adeus ao sonho de chegar às finais da NBA, e creio que os Thunder também pensem assim (apenas 14 vezes houve uma virada desta maneira, ou em menos de 5% dos casos, para ser mais exato).

O que será que acontece nesta noite na decisão do Oeste? Comentem na caixinha!