Bala na Cesta

Arquivo : Pau Gasol

Com 0-1 na série contra o poderoso Spurs, será que o Lakers tem força para reagir logo mais?
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Fábio Balassiano

A noite de hoje nos reserva o segundo duelo entre Houston Rockets e Thunder, em Oklahoma (1-0 para os mandantes) e o segundo da série entre Pacers e Hawks, em Indiana (os mandantes têm 1-0).

Além destes dois, o San Antonio Spurs volta a receber o Los Angeles Lakers (22h30) no Texas para tentar abrir 2-0 no confronto e ficar mais perto das semifinais de conferência. Após os 91-79 que abriu os trabalhos, a pergunta que fica é: será que os angelinos têm força para reagir?

De cara, a resposta é não. O San Antonio Spurs, que, é bom lembrar, ainda não tem Manu Ginóbili e Tony Parker com 100% de suas condições físicas, é muito mais time, tem o mando de quadra, um dos melhores técnicos da liga e um elenco que funciona muitíssimo bem. Do outro lado, além da leseira tática que Mike D’Antoni conseguiu impor ao Lakers, há a ausência de Kobe Bryant, a estrela maior da companhia e ser responsável por criar seus próprios arremessos.  - quem diria, os torcedores de lá estão sentindo saudade de Mike Brown, que deve voltar ao Cleveland na próxima temporada. De cara, portanto, a resposta é não.

A história do jogo 1, no entanto, mostra que há esperança, sim. Os Lakers fizeram um jogo razoavelmente equilibrado até a metade do terceiro período, quando começaram a errar sem parar (9 dos 18 desperdícios de bola vieram nos últimos 15 minutos de jogo). Além disso, ninguém consegue ganhar do Spurs chutando tão mal de longe (3/15). Sei que não há tantas armas assim para que a mira melhore, e por isso o mais indicado é dar um jeito de rolar a bola para Pau Gasol (brilhante com 16+16+6 assistências) e Dwight Howard, que arremessou 12 bolas apenas (mérito para Tiago Splitter e a marcação rival). Se não for pedir muito, o banco de reservas bem que poderia aparecer (2/8 nos 56 minutos de ação que teve no domingo). Para conseguir vencer o Spurs, sem Kobe e com Mike D’Antoni na gravata, só um jogo perfeito salva os Lakers.

É óbvio que o San Antonio Spurs, o poderoso Spurs de Gregg Popovich, continua sendo o favorito no duelo (não avançar às semifinais do Oeste seria uma catástrofe para os texanos), mas pelo que se viu no jogo 1 eu não creio que aquela surra que se apresentava venha, não. Eliminação, sim, é bem possível. Ganhar quatro vezes do Spurs? Não creio.

E você, o que acha?


O último capítulo de uma temporada alucinante: Lakers jogam classificação aos playoffs hoje
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Fábio Balassiano

Não foi uma temporada comum no Los Angeles Lakers, mas hoje tudo se resumirá ao jogo contra o Houston Rockets (23h30 de Brasília). Ganha, avança. Perde, pode cair fora (abaixo explico a situação com calma). Parei pra pensar em tudo o que rolou no reino angelino, e vejam só que loucura absurda de acontecimentos em menos de 8 meses (sem tanta ordem cronológica assim):

1) Lakers contratam Dwight Howard e Steve Nash
2) Kobe Bryant diz, na pré-temporada, que é o dono do time
3) Time perde todas na pré-temporada
4) Lakers demite Mike Brown
5) Lakers flerta com Phil Jackson, mas contratam Mike D’Antoni
6) Dwight Howard se machuca. Kobe Bryant pede para o pivô jogar com dor
7) Steve Nash se machuca pela primeira vez
8) Pau Gasol se machuca com gravidade
9) Ron Artest /MWP se machuca
10) Pau Gasol diz que time melhorou quando parou de jogar da maneira que D’Antoni pedia (menos correria)
11) Magic Johnson critica todo mundo – de jogadores a diretoria, passando por comissão técnica
12) Na cerimônia de aposentadoria da camisa de Shaquille O’Neal, torcida pede a volta de Phil Jackson
13) Kobe Bryant, em temporada genial, rompe o tendão e pára por 6 meses
14) Jerry Buss,  dono da franquia, morre.
15) Jordan Hill é acusado de agredir a namorada.
16) Steve Blake joga bem por dois jogos seguidos

Amigos, é tanta coisa, mas tanta coisa que parece que o Los Angeles Lakers jogou três temporadas em uma só. Mesmo quem não curte os caras certamente se divertiu – ou riu um bocado das sandices da franquia. Mas hoje isso tudo acaba. Foram 81 jogos, resta um e a classificação, ou a eliminação, virá. Abaixo os cenários:

a) Lakers vence o Houston e passa em sétimo, pegando o San Antonio Spurs nos playoffs (Rockets ficariam em oitavo, enfrentando o Thunder).
b) Lakers perdem do Houston e Utah perde do Memphis. Houston passa em sétimo, Lakers em oitavo (Rockets enfrentariam o Spurs, e Lakers, o Thunder).
c) Lakers perde do Houston e Utah vence o Memphis. Houston avança em sétimo, pega o Spurs e Utah viria em oitavo, medindo forças com o Oklahoma.

Não há muito mais o que possa ser dito do Lakers, não. Um jogo, 48 minutos, classificação ou eliminação para terminar essa temporada maluca ao cubo na Califórnia. O que acham que acontece logo mais? Comentem!


Com Kobe Bryant fora por até 9 meses, qual será o futuro do astro e do Los Angeles Lakers?
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Fábio Balassiano

Todo mundo já sabe que Kobe Bryant está fora das quadras por no mínimo seis meses. Pode ser que o camisa 24, que colocou a foto ao lado depois de sua operação de sábado no Instagram, só retorne em 2014, mas desde já as perguntas sobre seu futuro (falei um pouco disso aqui ontem) e de seu time, o Los Angeles Lakers, já começam a pipocar na internet. Vamos lá. Primeiro sobre Kobe, depois sobre o Lakers, que ontem venceu o San Antonio Spurs por 91-86 para se manter na oitava colocação do Oeste (26 pontos, 17 rebotes, 3 tocos e 2 roubos para Dwight Howard).

KOBE BRYANT

Acho que está claro que Kobe Bryant vai voltar a jogar. Como, ninguém sabe. Ele terá 35 anos, mas o espírito competitivo dele é do tamanho do mundo. Para vocês terem uma ideia, no hospital ele recebeu de seu empresário a capa do Los Angeles Times de ontem, que colocava em risco a continuidade de sua carreira. Disse que servirá de motivação. Provavelmente seu jogo passará por ajustes, o que é natural para alguém com essa idade e pós-operação no tendão (não duvido que ele arrisque mais arremessos longos e force menos o jogo de contato, a fim de evitar possíveis choques). De todo modo, ele vai voltar a jogar para acabar sua carreira em seus termos, e não com uma lesão. Gênios esportivos param quando querem, e não quando querem que ele pare. Será assim com Kobe Bryant também.

LOS ANGELES LAKERS

Vi alguns analistas dos EUA colocando a possibilidade de os Lakers anistiarem Kobe Bryant. Isso é uma sandice, sinceramente. E explico. A cláusula de anistia “rescindiria” o contrato de Kobe, que receberá US$ 30 milhões em 2013-2014 (seu último ano de contrato), deixando-o livre para o mercado. O que o pessoal dos Estados Unidos afirma é que o Lakers poderia combinar com o jogador para que ele só voltasse na temporada 2014-2015, perdendo o próximo campeonato para se recuperar definitivamente da lesão. Isso poderia se aplicar a muitos jogadores. Mas acho que as pessoas que falam isso não conhecem Kobe muito bem, né.

A previsão de recuperação é de seis a nove meses. Caso Kobe precise do tempo máximo (vamos colocar dez meses, não tem problema), ele voltaria em fevereiro/2013 (ali perto do All-Star Game). Como o cara é um tarado por treinamento, não duvido que ele volte antes. E achar que ele perderia uma temporada para voltar em 2014-2015, aos 36 anos, eu acho absurdamente complicado. Quanto a isso, duvido muito que os Lakers anistiem o camisa 24. E se o fizerem, dariam Bryant de mão beijada ao mercado.

Podemos, portanto, passar ao próximo ponto, o mais importante. O cara da foto à esquerda se chama Dwight Howard, é um dos jogadores mais mimados do mundo e seu contrato se encerra ao final do campeonato. Se quiser mantê-lo, o Los Angeles Lakers terá que pagar uma grana ao pivô. A pergunta que fica é: vale a pena? Sim, vale a pena. Em uma temporada terrível para o time ele tem 16,9 pontos, 12,3 rebotes e 2,4 tocos, além de uma defesa que melhorou muito (quando o adversário tenta fazer o post-up, D12 concede apenas 0,56 pontos neste tipo de jogada, quinto melhor índice da NBA). Você não vai encontrar muita gente assim no mercado.

A solução, porém, não é só entregar um caminhão de dinheiro a Howard. É mostrar, mais do que nunca, que o time será definitivamente dele mesmo com a volta de Kobe Bryant. Dallas e Houston prometem vir babando para cima do pivô, e é bom o Lakers começar a tentar fazer a cabeça dele desde já. Perdê-lo não seria muito bacana.

Depois de (tentar) manter Howard, o Lakers precisará urgentemente de um técnico. Mike D’Antoni é muito fraco, e acho que não preciso elencar os motivos aqui. Quem viu as temporadas dele em Nova Iorque ou esta em Los Angeles sabe do que estou falando. Tentar repetir o mesmo estilo a vida toda, com elencos absolutamente diferentes, é uma loucura que D’Antoni cometeu. Phil Jackson é o nome dos sonhos de qualquer torcedor angelino, mas ninguém sabe se ele aceitaria. E por alguns motivos: 1) saúde; 2) pelo que fizeram com ele quando Mike Brown saiu (leia mais aqui); e 3) o risco de não dar certo com esta diretoria é imenso.

E sobre o terceiro ponto, pra fechar o post, é fundamental que a diretoria do Lakers, comandada por Mitch Kupchak, tenha em mente que o elenco é horroroso. O banco é o terceiro que menos pontua (18,3 pontos), vira e mexe Mike D’Antoni é obrigado a jogar com oito atletas e sabemos que isso não funciona mais. Recomendo aulas de Draft com Spurs ou Thunder para Kupchak, uma viagem a Europa para contratar jogadores sem pagar tão caro e um poder de convencimento bom aos agentes-livres para melhorar um grupo que (insisto) é terrível, muito fraco para uma franquia que precisa jogar por título sempre (é o Lakers, não custa lembrar). Renovar com Earl Clark, um dos poucos que não fizeram feio neste campeonato, é básico. Cercar Kobe Bryant de muito mais talento, também. O que se espera? Algum reserva para as alas (2 e 3), mais força no garrafão, alguém capaz de matar os famosos corner-shots (Leandrinho ou Stephen Jackson?) e alguém que consiga defender com força (Trevor Ariza pode rescindir com o Washington, por exemplo).

Como se vê, a situação do Los Angeles Lakers é muito maior do que “só” recuperar Kobe Bryant. O campeonato ainda não terminou, é verdade, mas ninguém na Califórnia acha que eles ainda estarão jogando até a metade de maio. Se não é possível contratar desde já, planejar e se organizar deve estar na ordem do dia para a família Buss. Kobe cuidará de sua parte física, todos sabemos. Agora é a hora de a franquia mostrar a ele que seu esforço em 17 anos de carreira será recompensado com um elenco digno e capaz de fazê-lo brigar por um título antes de sua aposentadoria definitiva.

Será que os Lakers conseguirão fazer isso por Kobe? Comente!


Sem surpresa, começam os rumores sobre troca de Pau Gasol, ala do Los Angeles Lakers
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Fábio Balassiano

Engraçado, né. Toda vez que o Los Angeles Lakers vai mal, o nome de Pau Gasol entra como o grande culpado pelo insucesso angelino. ‘Ele é lento’, ‘O cara é mole’ ou ‘O Kobe não gosta mais dele’ é o que mais se ouve por aí. Pelo sim ou pelo não, o espanhol, que vem sofrendo com tendinite crônica nos joelhos, está fora dos próximos jogos do time. E aí você imagina o que acontece, certo?

Sim, a imprensa norte-americana especula que Gasol esteja, com o perdão do termo, de saco cheio de sempre ser colocado como o culpado por todo fracasso dos Lakers nessa temporada. Jogando no sacrifício desde o começo do campeonato, o que ele esperava era ser valorizado e reconhecido como um jogador de time. Não é isso que vem acontecendo, e ele teria decidido cuidar de seus baleados joelhos.

Com isso, os rumores de troca de Gasol aumentam a cada dia. A ESPN reportou ontem que o Minnesota teria feito uma proposta por ele. Outros sites afirmam que o New Orleans (Ryan Anderson) e Atlanta (Josh Smith) já foram procurados.

Não é que em todo foco de rumor exista verdade, mas é bom ficar de olho, sim. Sinceramente não vejo motivo para trocar Gasol por qualquer mariola, mas, e isso conversei com o Denis, do Bolapresa, essa semana, acho muito claro que pivôs grandes, fortes e largos (Dwight Howard, Shaquille O’Neal etc.) precisem de espaço para brilhar no garrafão – por isso D12 jogou tão bem com Ryan Anderson e Shaq, com Horry, alas que atuavam abertos e com arremessos longos de três pontos. De todo modo, insisto que uma negociação apenas para se livrar de um craque de bola como é o espanhol seria uma asneira sem tamanho.

E você, trocaria Pau Gasol dos Lakers? Acha que sua passagem por Los Angeles já não renderá mais frutos? Comente!


Ansioso, espanhol Pau Gasol projeta quinteto fantástico do Lakers pra próxima temporada
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Fábio Balassiano

“Temos uma questão bem simples que é saber jogarmos juntos, como um time, e entendermos que cada noite um será a estrela. São muitas armas, e temos que sentir quem está mais quente para decidir naquele determinado jogo. Além disso, precisamos manter em mente que é tudo uma questão de vencer, e como vencer. Não é sobre quem joga bem ou mal, mas sim sobre esforço coletivo que leva a grandes conquistas. Só teremos uma bola de basquete em quadra, né”

A frase, divulgada pelo Los Angeles Times, são do espanhol Pau Gasol, ala-pivô que fala sobre o quinteto fantástico que o Los Angeles Lakers trará para a próxima temporada com Steve Nash, Kobe Bryant, Ron Artest, ele, Gasol, e Dwight Howard. Muita gente boa, inclusive, projeta a campanha dos angelinos como provável de entrar para as dez melhores de todos os tempos em fases regulares.

Eu ainda prefiro explorar. Se há muito talento junto, é óbvio que a química precisa ser ajustada e o corpo dos veteraníssimos precisará ser poupado em alguns momentos. É um baita time titular, mas daí a ser favas contadas para campeão da próxima temporada ou algo do gênero vai uma distância incrível.

Concordam? Ou a vitória angelina na próxima temporada da NBA é líquida e certa? Comentem!


Solução para os Lakers pode ser Pau Gasol vindo do banco – será que funcionaria?
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Fábio Balassiano

Estava em casa no sábado quando a assessoria de imprensa do Los Angeles Lakers anunciou que Kobe Bryant não jogaria contra o Phoenix Suns no Arizona. Com dores musculares, Mike Brown decidiu poupá-lo e promoveu a entrada de Devin Ebanks, que não fez feio (12 pontos e quatro rebotes em 32 minutos). E as coisas até que iam bem no primeiro período, com os angelinos fazendo 32-24 e controlando a peleja. Mas aí veio o segundo período e quem acompanha os Lakers sabe bem o que acontece. O Phoenix fez 38-25, foi para o segundo tempo vencendo e mudou o panoarama (sobretudo o emocional) de uma partida que acabaria vencendo por 125-105.

Está muito claro: o banco de reservas é uma porcaria. E isso não é uma análise subjetiva, não. Com 20,2 pontos, os suplentes dos Lakers são os que menos pontuam (e os que menos jogam ao lado dos do Celtics). O +/- (diferença de pontos quando eles estão em quadra) é de incríveis -7,4 (a terceira pior da competição), a eficiência é a segunda pior (26,3 – tem mais: nos últimos dez jogos, em apenas dois os reservas angelinos conseguiram ser mais eficientes que o dos adversários) e os segundos períodos do time (quando normalmente os técnicos descansam os titulares) são os piores de toda a NBA (diferença média de 9,4 pontos para os rivais). Ou seja: está feita a coisa e é por isso que Kobe Bryant, mesmo com 33 anos, tem jogado mais de 38 minutos por partida (mais de 15% em relação à temporada passada).

De verdade eu não acho que a vaga nos playoffs esteja ameaçada (mesmo com as duas derrotas seguidas os Lakers estão com 35-22 e são os líderes do Pacífico), mas está muito claro que se quiserem ir longe na pós-temporada os angelinos precisarão mexer em algo. O banco de reservas é de um nível lamentável (o do Spurs, líder do Oeste, pontua quase duas vezes mais que o de Mike Brown), e talvez a solução seja copiar o que fez Gregg Popovich, de quem, aliás, Mike Brown foi assistente em San Antonio, com Manu Ginóbili há um tempo: ele trouxe o argentino para comandar os reservas, diminuiu o impacto das trocas e deu mais confiança para a “segunda unidade”, que encontrou no hermano um porto-seguro para momentos complicados.

E aí é que vem a minha sugestão: como deixar os reservas “sozinhos” no segundo período tem sido péssimo negócio para os Lakers, uma das possibilidades seria trazer algum titular para jogar com eles. Poderia ser Andrew Bynum ou Pau Gasol, já que o garrafão dos Lakers está muito bem servido (53,2 pontos por jogo saem dos homens altos) e “tirar” um deles do time titular não “sangraria” tanto assim. Mesmo sabendo que o jogo de Ramon Sessions seria prejudicado por causa dos pick’n'rolls, penso que o espanhol, mais maduro, mais consistente e menos explosivo que Bynum, poderia ser deslocado para comandar o banco dos Lakers. E isso não é vergonha alguma (como demonstra o craque Manu Ginóbili e como já fez Lamar Odom no próprio time de Los Angeles).

Com Gasol vindo do banco, Mike Brown poderia descansar Andrew Bynum no começo do segundo período, para depois trazê-lo na metade final do quarto, dando respiro para seu pivô titular e mais touches para Gasol (ontem, sem Bryant em quadra, o espanhol chutou 25 vezes, seu recorde na temporada). Vamos combinar que um time titular com Sessions, Bryant, Artest (World Piece), Josh McRoberts (ou Troy Murphy) e Andrew Bynum e um banco de reservas com Blake (ui!), Ebanks, Barnes, Gasol e Murphy é uma fotografia bem melhor do que a está sendo vista em quadra pelos Lakers (embora, é sempre bom lembrar, não muda o panorama de que para a próxima temporada o banco precisa de reforços de peso urgentemente).

Que Mike Brown faça alguma coisa, porque do jeito que está a situação do Los Angeles Lakers beira o ridículo. Começa o segundo período, a vantagem cai, Kobe Bryant e Andrew Bynum são chamados para o resgate e os reservas são motivo de chacota. Muito pouco para quem quer brigar pelo título, não?

E você, concorda comigo? Faz sentido para você também colocar Pau Gasol no banco de reservas? Comente na caixinha!


Aliviado, Pau Gasol diz que esperava sair dos Lakers na janela de transferências da NBA
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Fábio Balassiano

“Tirei um peso enorme de cima de mim quando vi que não fui trocado. Vi a porta de saída algumas vezes, principalmente no começo da temporada (quando David Stern vetou a ida de Chris Paul para os Lakers), mas a gente só acredita que vai sair quando realmente chega o momento. Soube que houve uma série de propostas por mim, que uma série de negociações passaram pelo meu nome, mas agora posso respirar pois até o fim da temporada eu serei um Laker”

A frase, divulgada pelo diário Marca, é do espanhol Pau Gasol, que, como ele mesmo diz, esperava ser trocado pelo Los Angeles Lakers, na NBA. Envolvido em todos os rumores de transferência dos californianos, a troca, no entanto, acabou não rolando e ele se mantém na franquia angelina até o final da temporada.

Fico imaginando como deve ficar a cabeça de um jogador sabendo que a todo momento chegam e saem propostas envolvendo o seu nome. Mesmo assim, Gasol registra as respeitáveis médias de 16,6 pontos (a pior desde que ele chegou ao Lakers há quatro anos, diga-se) e 10,4 rebotes, e deve crescer muito com a chegada de Ramon Sessions, um dínamo nos pick and rolls.


Na NBA, o Dia D para as trocas e a saída de Mike D’Antoni dos Knicks
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Fábio Balassiano

A este momento você, estimado leitor, já deve estar sabendo que Mike D’Antoni (foto) não resistiu às seis derrotas consecutivas e pediu demissão do New York Knicks (coincidência ou não, os nova-iorquinos surraram os Blazers na noite de ontem por 121-79).

Era uma saída esperada, sem dúvida, já que Mike não vinha fazendo um bom trabalho (longe disso) e sua relação com os cardeais do elenco (Carmelo Anthony e Amare Stoudemire) não era das melhroes, e a questão, agora, é saber quem virá para o seu lugar (por enquanto, Mike Woodson, ex-Hawks, assume até o fim da temporada). Especula-se, claro, o nome de Phil Jackson.

E você, que é um leitor antenado, sabe que hoje é o último dia de transferências na NBA, né. Na terça-feira, o Milwaukee Bucks conseguiu o bom Monta Ellis por Stephen Jackson e Andrew Bogut (vamos falar apenas de quem merece ser considerado, né) e promete incomodar um pouco na briga pela oitava colocação do Leste. Nesta quinta-feira, algumas perguntas deverão ser respondidas. Vamos a elas, e aos meus palpites sobre o que acontecerá.

1) Dwight Howard sai do Orlando? Minha aposta: Não
2) Pau Gasol fica nos Lakers? Minha aposta: Sim
3) O Chicago trocará Carlos Boozer? Minha aposta: Não
4) O Boston Celtics trocará Paul Pierce? Minha aposta: Não (e se eu errar, que Danny Ainge seja demitido!)
5) Derek Fisher continua como armador titular dos Lakers, ou os angelinos trarão um reforço? Minha aposta: Não, os Lakers trarão um reforço
6) O New York Knicks fará alguma movimentação no seu elenco hoje? Minha aposta: Não

E você, concorda comigo? O que será que acontece nesta quinta-feira na NBA? Comente na caixinha!


Alto-falante: Chris Paul se irrita após primeira derrota do novo Clippers para os Lakers
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Fábio Balassiano

“Ele (Pau Gasol) colocou a mão na minha cabeça, e eu não gosto disso. Eu não sei se ele tem filhos em casa, mas não encoste na minha cabeça como se eu fosse uma criança. Não sei quais foram suas intenções, se foi me tratar como o ‘pequeno Chris’, mas eu não gostei e não vou admitir isso. Não sei se ele tem filhos, mas eu não sou um deles”

A frase é de Chris Paul, visivelmente irritado após a primeira derrota do seu Los Angeles Clippers para os rivais Lakers por 96-91 – com direito a 14 improváveis pontos do calouro Andrew Goudelock, além de 12 dos 24 pontos de Kobe Bryant no último período.

O armador dos Clippers, que, é bom lembrar, seria trocado para os Lakers (a transferência foi vetada por David Stern), não gostou muito quando Pau Gasol colocou a mão em sua cabeça. No fim, o espanhol, que não tem filhos, disse que ambos não trocaram palavras amistosas depois do ocorrido.

O jogo foi bem físico, como os norte-americanos dizem, teve seis faltas técnicas, uma expulsão (Josh McRoberts) e serviu para aumentar ainda mais o “barulho” em torno dos dois times de LA.

Como bem disse Ron Artest (ou Metta World Peace) no twitter, a rivalidade na cidade já existe, e um conforto nos playoffs seria incrível!