Bala na Cesta

Arquivo : Érika

Novo técnico, Zanon abre o jogo sobre futuro da seleção feminina que começa a treinar hoje
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Fábio Balassiano

Na tarde de ontem, Luiz Augusto Zanon, de 49 anos (completa 50 em 17 de junho), uniu na apresentação da seleção feminina da qual é o novo treinador aquilo que mais ama: basquete e família. Ao lado de sua mãe (Magali) e esposa (Erica), o pai de Carolina, Caio e Camila inicia hoje os treinamentos com a equipe nacional visando os dois amistosos contra o Atlanta Dream e Washington Mystics (times da WNBA), o Sul-Americano (Argentina) e a Copa América (no México). Em conversa longa com o blog, o comandante falou sobre as expectativas do trabalho, da renovada equipe (média de 22,6 anos) que começa a suar a camisa hoje em Americana (cidade em que se sente em casa, afinal treina o time local, vice-campeão da LBF) e de como pretende recolocar o basquete feminino brasileiro nos primeiros lugares em competições de alto nível. Confira o papo com Zanon.

BALA NA CESTA: Antes de começar com a entrevista propriamente dita, queria que você falasse sobre o planejamento de treinos e jogos da seleção feminina visando Sul-Americano e Copa América.
ZANON: Bem, vamos lá. O time se apresentou nesta quarta-feira, e hoje (quinta-feira) começa a treinar. Vamos até o dia 11 e embarcamos para os Estados Unidos. No dia 13 enfrentaremos o Atlanta Dream, dois dias depois o Washington Mystics e no dia 16 faremos um amistoso contra o mesmo Washington. Voltamos ao Brasil, faço uma nova convocação, treinamos até o final de junho e no começo de julho viajamos para a China, onde faremos três torneios contra as anfitriãs e outras duas seleções.  Retornamos direto para a Argentina, onde jogaremos duas vezes contra elas antes do Sul-Americano lá mesmo na Argentina (23 a 27 de julho). Pra fechar a preparação para a Copa América (21 a 28 de setembro, no México), teremos um amistoso no Brasil contra Canadá, Argentina e Porto Rico. Serão mais de três meses com as meninas, e cerca de 25, 30 amistosos. Quero apenas esclarecer, desde já, que os amistosos e torneios já estavam marcados quando eu cheguei, não podendo, até por ser verba do Ministério do Esporte via Lei de Incentivo, mexer muito. Apenas adequei algumas situações que achei pertinente, e posso garantir que ano que vem, nas vésperas do Mundial da Turquia, já estamos trabalhando para atuar contra as seleções europeias.

BNC: Queria que você contasse como foi o contato do Vanderlei, novo diretor de seleções da Confederação, e qual a sua expectativa para comandar a seleção feminina de basquete.
ZANON: Olha, eu não esperava o convite, pra te ser sincero. O Vanderlei ligou primeiro para o Ricardo Molina (presidente do time de Americana) e depois marcou um encontro comigo aqui em Americana. Nos falamos, ele entendeu o que eu queria e acertamos tudo. Não demorou muito, não. Olha, cara, sonho, sonho mesmo eu tenho de fazer o meu melhor trabalho, de evoluir como técnico e pessoa e de fazer as atletas evoluírem também. A palavra-chave para mim vai ser essa: evolução. Se essa evolução nos fizer campeões mundiais ou olímpicos, ótimo. Se a evolução, a máxima possível, não permitir isso, paciência e ficarei feliz. O lance é: evoluirmos o máximo que pudermos no período em que estivermos juntos. O que me motiva, além dessa evolução, é a chance de dirigir a seleção em uma Olimpíada no Brasil. Poxa, quantos técnicos têm essa honra, essa oportunidade? Poucos. Caso consiga completar esse ciclo, será uma honra e tanto dirigir o Brasil diante do nosso torcedor e da minha família. Por isso tudo aceitei o cargo. Pela chance de evoluir como técnico e como pessoa e pela chance de permanecer perto da minha família aqui em Limeira (a cidade em que vive fica perto de Americana, onde treina o clube vice-campeão da LBF).

BNC: Perfeito. Agora falando sobre a seleção em si. Sua primeira convocação causou surpresa e alegria em quem pedia renovação, já que se trata de um grupo de 22,6 anos de média. É uma filosofia que você pretende seguir, ou foi apenas para testar as meninas no primeiro momento?
ZANON: Na minha cabeça eu preciso dar chance para as mais novas para saber o potencial delas. Isso é bem claro. Por isso, nesse primeiro momento eu quero colocar as meninas na quadra e conhecê-las melhor. Vai ser treino, treino e treino. É o que mais gosto de fazer, e assim elas vão melhorar. Parte técnica, tática, personalidade, tudo. Todas as que convoquei precisam de experiência internacional, rodagem, e só vamos conseguir isso dando espaço a elas. Algumas nem tinham passaporte pra viajar, você sabia? Pra te ser sincero, queria até convocar meninas da Sub-19, mas elas estão treinando com o time que irá ao Mundial e não foi possível no momento. Quis dar uma chacoalhada, uma animada, nas mais novas, conhecer de perto e depois vamos ver o que precisamos. Dividi o trabalho em etapas. Nesta primeira, é a chance das mais novas mostrarem serviço. Depois, pro Sul-Americano e Copa América, que preciso de resultado, vou trazer as mais experientes nas posições que mais precisarem. Nesse primeiro momento quero que essas meninas de 20, 21, 22 anos joguem contra as melhores, as lá da WNBA, e se entreguem em quadra. É a chance delas, e meu perfil é muito de fazer as jogadoras evoluírem, né. Mas posso te garantir: vai jogar quem estiver melhor, independente de idade. As mais experientes eu já sei o que podem me dar, o que fazem. As mais novas têm potencial e agora podem mostrar.

BNC: Três nomes me chamam a atenção nessa convocação. Patricia Ribeiro, que foi muito bem por São José, Joice Coelho, destaque da Sub-19 dois anos atrás e uma das revelações da LBF jogando por Guarulhos, e Ariani (foto à direita), armadora que estava jogando nos Estados Unidos.
ZANON: A Ariani já vinha olhando pra ela há algum tempo e recebi ótimas informações de dentro da CBB sobre seu jogo. Para a posição de armadora, será testada e ganhará chances. A Joice fez ótimas partidas em Guarulhos, e quero muito ver como se comporta em um jogo mais coletivo, mais de sistema, que é como gosto de jogar. A Patricia é a menina que mais joguei contra ela. Conheço suas qualidades e pontos de melhoria, e agora é ver como se encaixa na seleção. Além dessas, tem a Tatiane Pacheco, que foi muito bem na fase final por São José e que agora tem chance na seleção. São todas da mesma faixa de idade, e isso também foi proposital. Não podia testar meninas muito jovens com veteranas no meio. A química dessa meninada é importante demais também.

BNC: Sobre as mais experientes, você já chegou a conversar com a Adrianinha, que me disse, aí em Americana, estar a disposição pra voltar, com a Érika ou com a Iziane (foto à esquerda), cujo estoque de polêmicas é inesgotável?
ZANON: Olha, ainda não falei. Não falei porque ainda não é momento. Quando for, pode ter certeza que eu mesmo vou puxar o telefone e ligar uma a uma para explicar minha filosofia e o que estou pretendendo. Quem quiser vir pra se enquadrar e participar será muito bem-vinda. A única que conversei, mas informalmente, foi a Érika – e porque encontrei em um programa de televisão. Ela me disse só um “tamos juntos, Zanon” e nada mais. Vou falar com todas elas e sei que cada uma tem uma situação diferente. Sobre a Iziane, e isso quero deixar claro, comigo não existe nada do passado. Eu, como técnico da seleção, entro zerado, entro sem querer saber do histórico de nada, de absolutamente nada. E nem quero saber pra te ser sincero. Eu planejo o futuro e só, nada mais. Nunca houve nada comigo, certo? Então é sentar, conversar, alinhar expectativa e tocar o barco. Vou ligar pra ela e vou falar. Sou muito direto e você sabe disso. Não posso pré-julgar uma menina por conta de assuntos anteriores a minha gestão. Não tenho nada contra e nem a favor de nenhuma delas. A palavra-chave, Bala, é ‘produção’. Quem produzir, joga. Quem jogar bem vai estar no grupo. Isso é bem simples.

BNC: Pra fechar a parte de quadra, você foi o responsável por fazer Americana marcar como eu há muito tempo não via em solo nacional. É o que você espera na seleção também, não?
ZANON: Sim, e muito. Preciso estar sempre com defesa forte, e farei isso desde o começo. Pode ter certeza que mesmo nesses amistosos contra a WNBA eu vou marcar forte, pressionar a bola, fazer o diabo lá. Não sou maluco de marcar pressão a quadra toda, mas quero meu time marcando forte, abusado, sem medo de absolutamente nada. Vamos lá pra aprender, mas vamos jogar também. Vou usar sempre o que de melhor meu grupo tiver pra defender. Nesse primeiro momento, é a vitalidade, a força física, a juventude das meninas para rodá-las. Tudo isso aliado a um jogo coletivo muito forte no ataque. Para te citar um exemplo, meu time (Americana) ficou muito individualizado nas finais da LBF contra o Sport/Recife. Isso eu não gosto, não é assim que curto, não. Só vamos melhorar o nível da seleção se jogarmos coletivamente e de forma elaborada, escolhendo a melhor jogada, no ataque. Isso tudo com muito poder de decisão, coragem para escolher a melhor jogada. Posso fazer variações de pick’n’roll, qualquer coisa com as meninas, mas vamos precisar de paciência no ataque e muita disposição e entrega na defesa desde o primeiro dia de trabalho. É assim que sempre trabalhei em Limeira (masculino) e Americana (feminino) e não sei fazer diferente, não. O basquete, cada vez mais, caminha pra isso, né. Marcação apertadíssima e controle da posse de bola.

BNC: Por fim, uma pergunta: como você tem feito pra se atualizar, estudar e olhar os rivais que enfrentará no Mundial?
ZANON: Cara, eu vejo tudo. Tudo é tudo mesmo. Passa NBB, Euroliga masculina, Euroliga feminina, NBA, eu vejo tudo. Outro dia estava assistindo na internet a Euroliga Feminina. Leio muito também e acho que aprendo muito. Os últimos livros que li foram do Bernardinho e do John Wooden, dois caras que admiro demais. Falo muito com os técnicos, e peço para eles me avaliarem também. Já fiz isso com a Maria Helena Cardoso e com o Edvar Simões, por exemplo. Tem vezes que vejo jogo também e fico me imaginando como tomaria determinadas decisões em ocasiões como as que se apresentam nas partidas. Tem outra coisa que faço com constância e que me ajuda bastante: eu jogo muito xadrez sozinho. Isso é basquete, cara. Você faz um movimento e precisa imaginar como o adversário vai reagir. O basquete é xadrez, entende? O segredo é manter a cabeça no lugar, manter o controle emocional e tomar as decisões corretas nos momentos mais complicados. Minha grande paixão, no esporte e na vida, é crescer, é evoluir, é sempre melhorar.


Em jogo fraco, Sport-PE bate Americana em São Paulo e se aproxima do titulo da LBF
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Fábio Balassiano

Não foi um um bom jogo de basquete o que vi no Centro Cívico ontem (acho que ninguém em sã consciência dirá isso). Mas mesmo assim o invicto Sport/PE bateu Americana fora de casa por 54-44 em um jogo de 98 pontos para abrir 1-0 na final da LBF e se aproximar do título.

Acho que só os “98 pontos” ali já falam por si só, não? Foi uma partida bem disputada, física até (ótimo), mas mal jogada e serviu como um espécie de síntese do basquete brasileiro (masculino ou feminino) que tem sido jogado aqui nos últimos 15 anos: muita vontade, nervosismo, excesso de tiros tortos de três pontos (foram 28 tentativas e apenas três acertos), erros de fundamento em profusão (28 em 40 minutos contra 24 assistências – ou seja, mais desperdício de bola do que passe pra cesta) e uma correria alucinante, desenfreada (já falei isso aqui, mas a impressão que me passam é que quando passa do meio da quadra não pode mais respirar).

No primeiro tempo, Zanon levou vantagem quando colocou Karen e Ronneka para frear Adrianinha e sua fúria ao cesto. Deu certo, e o potente ataque do Sport fez apenas 20 pontos no mesmo número de minutos.

Na segunda etapa, quando Americana ameaçou abrir o momento crucial do jogo. A norte-americana Alex (cestinha ao lado de Clarissa com 17) voltou na mesma hora que as donas da casa começaram a marcar por zona. Não deu certo para Americana, que viu Alex anotar 8 pontos seguidos (duas bolas de três pontos) para iniciar a virada do Sport, que passou a comandar o placar com tranqüilidade (nos 20 minutos finais fez 34-18) para vencer por 54-44.

Sobre Americana, duas coisinhas: Clarissa foi brilhante com 13 pontos no primeiro tempo (não fosse ela e seu time não teria feito 25…), mas na segunda etapa teve quatro desperdícios de bola (um deles quando tentou quicá-la por quase 20 metros). Karla, cestinha e melhor jogadora do time na competição, teve 0/8 e terminou com apenas 1 ponto (não é normal isso, obviamente).

Ganhou o Sport-PE, que deve acabar ficando mesmo com o título da LBF, mas o que vi hoje em Americana esteve longe de agradar. Em termos técnicos, Zanon viu o que o aguarda na seleção brasileira. E o basquete feminino brasileiro viu o que tantos anos de descaso acabam gerando – pobreza técnica, fundamentos esquecidos e vícios adquiridos.

Foi lindo ver o ginásio do Centro Cívico cheio, mas para o basquete feminino voltar a ser grande o trabalho precisa ser muito, muito forte – e pra já. Parabéns ao Sport e a Americana, que lutaram bravamente, mas esperávamos mais de uma decisão de campeonato com cinco jogadas que foram às Olimpíadas de Londres.

Viu o jogo? Gostou?


Com cinco olímpicas, Americana e Sport/PE começam decisão da LBF neste sábado
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Fábio Balassiano

Começa neste sábado às 13h (com transmissão do Sportv) a decisão da terceira edição da Liga de Basquete Feminino entre Americana e Sport-PE no interior de São Paulo. E o mais bacana de tudo (ao menos pra mim, claro): estarei no Centro Cívico para acompanhar tudo de pertinho (fique de olho em Twitter e Facebook para ter notícias em tempo real).

E começa com atrativos de todo lado. Serão cinco atletas que estiveram nas Olimpíadas de Londres em quadra (Karla e Clarissa, de Americana, e Érika, Adrianinha e Franciele pelo Sport-PE – Tássia, das paulistas, também esteve lá, mas não jogará a decisão devido a lesão no joelho). Isso, claro, sem falar em Alessandra, das pernambucanas, campeã mundial em 1994 e medalhista em 1996 e 2000. Currículo, como se vê, não faltará logo mais!

Se isso não bastasse, será a primeira aparição de uma equipe do Nordeste em uma final nacional do basquete feminino. E o até então invicto Sport-PE, com um elenco caro e recheado de estrelas, entra com vantagem de ter o mando de quadra na série final melhor de três (a se lamentar, apenas, que este mando tenha sido conseguido contra Americana em apenas um jogo – lembremos que não houve returno nesta edição da LBF). Além disso, há Zanon, técnico que renovou com Americana por mais uma temporada e que foi anunciado como novo técnico da seleção feminina na quinta-feira. É mais um atrativo da decisão que começa logo mais.

O campeonato foi curto, começou atrasado, sem returno, com apenas sete times, tudo errado, mas chegam ao final os dois melhores times e elencos. Vale a pena ficar de olho, pois a promessa é que sejam dois (ou três) jogos.

Quem quiser que vence o jogo 1 logo mais? E o campeonato? Comente!


Sem sustos, Sport-Recife vence jovem time de Guarulhos e termina invicto primeira fase da LBF
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Fábio Balassiano

Por Aluísio Gomes Jr., direto de Recife (PE)

Apesar de já entrar em quadra com o primeiro lugar na primeira fase garantido, o Sport- Recife não mediu esforços e atropelou o Guarulhos com uma vitória de 92-51 no ginásio da Ilha do retiro, em Recife (PE), na noite de ontem.

Ao contrário das partidas anteriores em que o time entrou num ritmo lento, as rubro-negras dominaram o jogo desde o início (“Nós tivemos o exemplo do jogo contra o Santo André, que fizemos uma partida muito ruim e sabíamos que era preciso manter o foco desde o início”, falou o técnico Roberto Dornelas). Com Adrianinha (21 pontos, 5 assistências – foto ao lado) e Palmira (14 pontos) com as mãos calibradas da linha de três pontos (as duas juntas acertaram 9 de 11 arremessos para três no jogo) o Sport Recife abriu uma vantagem de 27-12 logo no primeiro quarto.

A disparidade técnica entre os dois times era enorme. Para tentar equilibrar o confronto, Guarulhos precisaria fazer uma defesa muito forte, mas não foi isso que se viu. Para se ter uma ideia de como a marcação, de ambos os lados, estava frouxa o primeiro lance livre da partida só foi ser batido a cinco minutos do fim do segundo quarto (Fernanda para Guarulhos). O técnico Roberto Dornelas aproveitou o final desse período para fazer experimentações no time, usando um quinteto mais baixo, com Franciele jogando na posição 5 (“Nós sempre aproveitamos para fazer variações que podem ser uteis lá na frente”, explicou). Essa formação (com Gatei, Skylar, Alex, Fabiana e Franciele) mostrou uma marcação por pressão muito forte e velocidade nos contra-ataques. As pernambucanas fecharam o primeiro tempo liderando por 53 a 26.

Se no primeiro tempo os arremessos de fora eram a principal arma do Sport Recife, as rubro-negras voltaram para o segundo tempo explorando mais o jogo dentro do garrafão. Com Adrianinha descansando no banco, Érika (16 pontos, 13 rebotes) foi o destaque dessa parcial. Alessandra (10 pontos, 4 rebotes – foto ao lado) foi outra pivô que se estacou no jogo (a gente ainda não tinha jogado ainda tão bem na Ilha, hoje tudo encaixou o jogo dentro, fora, defesa, mas tem que manter o foco, falou a experiente pivô). O time de Guarulhos estava batido em pé (apenas nove pontos no quarto), se fosse boxe ou MMA o árbitro pararia a peleja e decretaria nocaute técnico. A diferença chegou a constrangedores 40 pontos, enquanto isso a armadora Adrianinha corria em quadra como se o jogo estivesse empatado e se jogava na bola para salvar lateral, questionada se essa disposição poderia estar novamente a serviço da seleção brasileira a atleta respondeu, “Se me convocarem, se eu puder ir, é difícil dizer não a seleção brasileira”, disse. É difícil também ver no Brasil outra armadora mais qualificada.

No último quarto o técnico Roberto Dornelas aproveitou para dar tempo de quadra a jogadoras pouco utilizadas como Laís, Viviane e Mô. Mô, xodó da torcida rubro-negra, já vinha sedo pedida desde a metade do terceiro quarto aos gritos de “Olê, lê, Olá, lá, a Mô vem aí é o bicho vai pegar”. O ginásio foi ao delírio quando a 16 segundos do fim, a ala-pivô fez o lance livre que definiu o placar em 92-51. Agora, Guarulhos enfrenta a equipe do Maranhão basquete nas quartas de finais. Enquanto o Sport Recife já garantido nas semifinais aguarda o vencedor do confronto entre São José x Santo André.

Notas:

- Apesar do fraco desempenho de Guarulhos, gostei do que vi da ala Joice Coelho (13 pontos e dois roubos). Atlética, atacando a cesta, lembra a Micaela do começo de carreira. Sim, isso é um elogio.
- Mô, que entrou no final, é a Brian Scalabrine do Sport Recife. Isso é um elogio maior ainda.


Sport vence Santo André em jogo equilibrado e garante primeiro lugar na fase de classificação
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Fábio Balassiano

Por Aluísio Gomes Jr., direto de Recife (PE)

Em jogo marcado por muita tensão e erros o Sport-PE bateu o Santo André por 65-58 na manhã desse sábado no Recife. O jogo foi emocionante pelo equilíbrio apresentado, mas o nível técnico foi aquém do esperado. Com o resultado o time pernambucano garantiu com uma rodada de antecipação o primeiro lugar na fase de classificação e ganhou uma folga na rodadas de quartas de final dos playoffs da LBF pois chegou a cinco vitórias (ainda sem derrota). O time do ABC tem 2-3.

A equipe rubro-negra repetiu o erro do jogo anterior contra Ourinhos e começou o jogo desatenta e entregando a bola para o time adversário. Santo André se aproveitava com Micaela (19 pontos, cestinha do jogo) puxando contra-ataques. Fernanda e Êga faziam um bom trabalho de pick-and-roll pelo time paulista. Pelo lado das pernambucanas, Adrianinha (17 pontos) e Alex Montgomery (16 pontos) eram os destaques ofensivos. Adrianinha, aliás, teve uma sequência de cinco pontos (uma bola de três, roubada de bola e cesta) que levantou o ginásio Jorge Maia.

O placar de 21-19 pra Santo André no primeiro quarto deu a falsa impressão de que seria um jogo de muitos pontos, mas no segundo a defesa do Sport apareceu e os erros dos dois times continuaram. As rubro-negras apertaram a marcação em cima da armadora Fernanda (16 pontos, 5 Rebotes) e a impressão que deu é que o ataque do time paulista foi conferir se ainda tinha alguma orquestra de frevo passando em Olinda (a resposta é: tem sim). O Santo André fez apenas sete pontos no quarto! Com as pivôs bem marcadas, as jogadores de fora carregavam o Sport no ataque (“a gente sabe que a marcação lá dentro vai ser dura, e que vai sobra espaço fora”, disse a respeito disso a ala Palmira, que teve 11 pontos). O time pernambucano foi para o vestiário com a vantagem de 35-28.

No terceiro quarto as paulista voltaram do passeio, e em menos de três minutos já tinham igualado a pontuação do quarto anterior. Com 35 a 35, jogo empatado, foi então que a pivô Érika (10 pontos, 12 rebotes) começou a aparecer mais no ataque. Fez quatro pontos seguidos, dois deles depois de recuperar um rebote que inflamou a torcida. A partir daí um clima virou de estádio de futebol em dia de final (“é impressionante, achei que já tinha visto torcida fanática, mas a do Sport é mais”, falou a ala Palmira). Dentro do garrafão Érika e Êga (9 pontos e 5 rebotes) travavam uma batalha com faltas para os dois lados. O quarto fechou com o Sport vencendo por 53-48.

O último quarto começou com Santo André diminuindo a diferença no placar com Micaela indo insistentemente para dentro do garrafão sem ninguém conseguir pará-la. Mas então a experiente Êga simplesmente surtou. Primeiro, reclamou de uma marcação e tomou uma técnica. Depois cometeu a quinta falta, deu chilique com arbitragem com a mesa e com a própria técnica Laís Elena. Detalhe: as marcações foram corretas. A equipe paulista ainda conseguiu ficar a um ponto no marcador, mas os dois fatores principais do Sport no jogo apareceram: a torcida e Adrianinha (foto à direita). Com a vantagem reduzida a apenas um ponto a torcida empurrou o time (“a gente não jogou tão bem, mas eles ganharam o jogo para nós hoje. Como uma das jogadoras mais experientes eu tenho que chamar a responsabilidades nesses momentos”, contou-me Adrianinha). A armadora rubro-negra acertou uma bola de três decisiva assim como já tinha feito no quarto anterior. Dois contra-ataques com Alex definiram de vez o jogo, em 65-58 para o Leão.

Com o primeiro lugar garantido o Sport joga só pra cumprir tabela em casa contra Guarulhos na segunda, dia 25, às 19h30, mas o técnico Roberto Dornelas avisa, “próximo jogo é trabalho, aqui não tem descanso”. O Santo André joga também em casa domingo, dia 24, às 11h contra o São José.

Notinhas:

-Franciele (Sport) e Simone (Santo André): Muita batalha, muita luta na defesa, mas, por favor, treinem arremessos.
- Micaela e lance livre. Não é um caso de amor.
- O drible da Adrianinha na Micaela colocando a bola de 3 em seguida me lembrou a jogada do Leandrinho em cima do Nocioni nas Olimpíadas. Maldade com os joelhos alheios.
- Ao final do jogo, Érika foi direto para o vestiário com sangramento no nariz. Aparentemente nada grave.
- Torcedora do Sport, de uns 5/6 anos de idade, para o pai- “Pai, quero jogar basquete, posso”? Por essas coisas que vale demais ter time de massa no campeonato.


Público enche ginásio, mas Maranhão Basquete estreia na LBF com derrota para o Sport-PE
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Fábio Balassiano

Por Rodrigo Garcia, direto de São Luís (MA)

Diante do ginásio Castelinho abarrotado de gente (cerca de seis mil pessoas), o Maranhão Basquete foi superado na sua estreia da Liga de Basquete Feminino pela equipe pernambucana do Sport por 69-56 neste domingo pela manhã.

O público ludovicense, aliás, é um capítulo a parte. Sem dúvida nenhuma vai ser um grande trunfo durante a competição. A torcida deveria ganhar o prêmio solidariedade, porque a Ilha de São Luís nesse período pré-carnavalesco respira festa em todos os cantos e becos. E encarar o jogo às nove da manhã num domingo de sol e com concorrência de outros entretenimentos não é fácil. A cada ponto marcado pelo Maranhão Basquete, a galera ia a loucura, principalmente quando da local Iziane. Os ensandecidos torcedores apoiaram o time do começo ao fim e, embora frustrados com a derrota, a festa foi grande.

O confronto começou com o Maranhão cometendo muitos erros. Sem ritmo, o que comprometeu consideravelmente os arremessos, o time maranhense até tentava, fazia algumas jogadas, mas não traduzia em pontos. Muito afoito no ataque, com Kelly se atrapalhando no garrafão e com Iziane (foto à direita) não conseguindo converter os arremessos, o Sport ficou à vontade em quadra.

Com a ótima pivô Érica (17 pontos e 7 rebotes) sobrando no garrafão e Iziane fortemente marcada, o Sport venceu o primeiro quarto por 19-11. Os erros persistiram no segundo quarto, para desespero em quadra do manager Antônio Carlos Barbosa, fazendo com que as pernambucanas triunfassem com a contagem 36-23 no final da primeira etapa. A essa altura a americana Alex Montgomery, do rubro-negro pernambucano, já contabilizava 11 pontos. Durante o primeiro tempo a tônica foi a mesma: forte marcação pernambucana versus a frágil e confusa defesa maranhense.

No segundo tempo o jogo ficou mais equilibrado. O Maranhão Basquete estava mais bem postado em quadra, mais organizado na defesa e mais efetivo no ataque. Iziane (14 pontos e cinco rebotes) voltou mais calibrada, convertendo nove pontos, mas não foi suficiente para evitar a derrota também no terceiro quarto (19-16 pro Sport e 16 pontos de frente). Há que se destacar também a habilidosa Damiris, que foi muito bem durante toda a partida, pegando 12 rebotes e terminando com 16 pontos.

No último quarto o Sport soube aproveitar bem a vantagem construída no primeiro tempo e apesar do time maranhense ter voltado mais atento, a vitória já estava garantida. O placar final apontou inapeláveis 69–56. No time do Sport, que mandou no jogo desde o início, o destaque fica para Érika (foto à esquerda). Cestinha do jogo com 17 pontos, é impressionante como ela é raçuda e disposta dentro de quadra.

Ao final do jogo, perguntei a Iziane se ela atribuía a derrota ao nervosismo comum que todos sentem na estreia e, ela disse : “O time não estava nervoso, pelo menos eu não senti isso. O que aconteceu foi que nós pecamos bastante na defesa e deixamos o time delas bem solto em quadra. A falta de ritmo também atrapalhou muito o nosso desempenho”, afirmou.


Agora no Sport-PE, pivô Érika fala sobre situação do basquete feminino: ‘É triste, lamentável’
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Fábio Balassiano

“A situação é triste, lamentável. Na Europa, já estaríamos na metade do campeonato, que começa em outubro. Mas espero que a minha volta e a de meninas como a Adrianinha e a Franciele possa ajudar. É importante que haja um crescimento

A declaração, forte, correta e sincera, é da pivô Érika, uma das melhores jogadoras do mundo (na foto, com a camisa 14), e foi dada ao portal R7. Na entrevista, a pivô, que estreou sábado pelo Sport-PE com 12 pontos, quatro roubos e nove rebotes na emocionante vitória por 66-60 contra o atual campeão da LBF, Americana, tocou nos pontos centrais (o curto período em que o principal campeonato será realizado e da necessidade de maiores investimentos na modalidade).

Torçamos para que depois do que se viu no sábado na Ilha do Retiro (ginásio bem cheio) os dirigentes do basquete brasileiro tenham um pouco de noção do tamanho do esporte e resolvam se planejar da maneira que o esporte das meninas merece.

Será que algum dia veremos isso por aqui?


Em grande jogo, Sport-PE vence Americana na estreia da LBF com ginásio lotado em Recife
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Fábio Balassiano

Foi um grande jogo, um grandíssimo jogo de basquete na estreia da Liga de Basquete Feminino. Terminou há exatos dois minutos o primeiro jogo da terceira edição do torneio das meninas com a vitória do estreante Sport-PE por 66-60 contra Americana.

E o melhor de tudo: com ginásio lotado, lotadíssimo (creio que estavam ali 1.500 pessoas). Destaque absoluto para Adrianinha, que teve 24 pontos, sete rebotes e quatro assistências em um jogo que foi muito acima do que esperava em termos técnicos (parabéns a Americana também, que teve Clarissa muitíssimo bem no garrafão uma vez mais) e absurdamente emocionante nos últimos sete, seis minutos.

Gostei muito, também, da presença da torcida pernambucana no ginásio. Cantando, apoiando, dando força a um time que esteve em apuros em alguns momentos, sentiu a falta de ritmo de jogo e o calor e viu as rubro-negras saírem com a vitória.

E aí, viu o jogo? Pena que o torneio é curto, não? Imagina se houvesse turno, returno ou, sei lá, uma Copa no meio dos dois turnos para haver mais jogos? Falta visão para os dirigentes, falta essa galera sonhar também com um basquete feminino melhor, falta crer que os times do Nordeste podem, e vão, ajudar a reerguer o basquete feminino deste país.

Mas hoje, sem dúvida, é um sábado feliz para quem gosta de basquete feminino. Quem ligou a televisão logo cedo viu (em que pese o atraso por causa do, argh, futebol) um ótimo jogo, um ginásio cheio, dois ótimos times e grandes jogadoras. Volta com tudo, basquete feminino!


No começo da Liga de Basquete feminino, conheça as dez melhores jogadoras do torneio
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Fábio Balassiano

Como você leu aqui ontem começa logo mais a terceira edição da (esvaziada) Liga de Basquete Feminino. Com a ajuda do Nando, lá do Painel do Basquete Feminino, elaborei uma lista com as dez melhores jogadoras que irão participar do torneio e dez nomes de jovens para ficarmos de olho. Vamos lá às dez melhores (não está na ordem, ok).

1) Érika (Sport-PE) – Se Érika de Souza (foto à esquerda) faz estrago no basquete mundial, que dirá aqui, onde o nível técnico é bem ruim. Forte, alta, técnica e com uma disposição de dar gosto, a pivô (certamente entre as três melhores do planeta na atualidade) tem tudo pra ajudar o Sport-PE a chegar à decisão da LBF. Pode se tornar ídolo de um clube de massa e receber o carinho que merece do povo.

2) Iziane (Maranhão) – Goste-se ou não dela, é indiscutível o talento desta moça em uma quadra de basquete. Ídolo em sua São Luís local, ela recebeu reforços no Maranhão Basquete e não jogará tão sobrecarregada. Poderá, enfim, conquistar um título nacional como protagonista e tentar mudar um pouco sua imagem.

3) Clarissa (Americana) – Longe de ser um primor físico e técnico, a ex-jogadora da Mangueira (Rio de Janeiro) esbanja raça e posicionamento para os rebotes, compensando, assim, sua altura e sua falta de fundamentos mais apurados. Provou que pode ser útil também a seleção brasileira, e é fundamental no time de Americana, o atual campeão.

4) Adrianinha  (Sport) – Agora aposentada da seleção brasileira feminina adulta, Adrianinha volta ao basquete do país depois de mais de uma década jogando no exterior. Do talento da armadora ninguém pode falar nada. Rápida, ótima leitura de jogo, bom arremesso e ótima infiltração, ela deve formar com Érika uma dupla sensacional no time do Sport-PE. Será muito bacana também vê-la de volta às quadras nacionais.

5) Ariadna (São José) – Se seu comprometimento tático deixa a desejar, seu arsenal ofensivo encanta pacas. Gosto muito de vê-la jogar (está entre minhas preferidas, sem dúvida alguma) e ela terá que jogar muito basquete pra tentar colocar o bom time de São José nas finais da LBF. Se conseguir “domar” seu instinto assassino no ataque, tem tudo pra ganhar o troféu de melhor jogadora da competição.

6) Karla (Americana) – Karla foi um dos melhores nomes da seleção brasileira na pífia Olimpíada de Londres no ano passado, e tem tomado de assalto o basquete nacional há algum tempo. É uma arremessadora voraz, chuta demais até, mas aqui no Brasil ela sobra há, sei lá, uns cinco, seis anos. É a grande responsável por todos os títulos de Americana recentemente.

7) Micaela (Santo André) – Com metade do potencial físico de quando surgiu, Micaela não tem mais aquela explosão, aquela velocidade de dez anos atrás (natural, não?). Mas em um ambiente de pobreza técnica ela ainda se destaca, disso não tenho dúvida. Em um renovado e não tão forte time de Santo André, ela será a responsável por pontuar e liderar a equipe na competição.

8) Franciele (Sport) – Estou muito curioso para ver Franciele atuar pela primeira vez em um Nacional de Basquete aqui no país. Revelada por Jundiaí, ela saiu pra Espanha, rodou por lá e acabou voltando para o Brasil nessa temporada. Andou muito inconstante na seleção, não evoluiu o que se esperava dela quando surgiu em 2007 no Pré-Olímpico, mas é dona de uma impulsão fenomenal, razoável técnica e bom jogo físico perto da cesta. É um nome pra se acompanhar de perto.

9) Chuca (Maranhão) – Chuca está longe de estar entre as minhas atletas favoritas, mas é inegável que ela tem importância grande no cenário nacional. Depois de quase uma década em Ourinhos conquistando tudo, ela foi buscar novos ares no Maranhão Basquete, onde formará com Iziane uma dupla de alas que dará bastante trabalho – ao técnico Betinho e aos adversários…

10) Alessandra (Sport) – Esta aqui é uma homenagem. Alessandra é um mito do basquete brasileiro, e pode estar fazendo a sua última competição oficial no país. Campeã mundial, duas vezes medalhista olímpica, ela deve revezar com Érika e Franciele no garrafão do Sport-PE, contribuindo com sua experiência e sabedoria em quadra. Repito: Alessandra é um mito do basquete brasileiro, e eu só espero que antes de TODAS as partidas LBF ela seja aplaudida de pé pelos torcedores. É o mínimo que eu posso esperar para a última das campeãs do mundo ainda em atividade.

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Mais uma do basquete feminino: dono de elenco forte, Sport-PE perde patrocinador para LBF
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Fábio Balassiano

Eu juro que gostaria de saber qual é o fundo do poço para o basquete feminino. Terminar nas últimas colocações em Olimpíadas e Mundiais da base, se ausentar de competições importantes, implodir os clubes que participam do nacional feminino. Enfim, o roteiro pra você que acompanha este espaço é bem conhecido.

Tudo isso vem sendo feito com maestria pela Confederação Brasileira nos últimos dez, 15 anos. Mas ainda há alguns abnegados que insistem em investir no basquete. O Sport, de Recife, foi o último deles, tendo montado um verdadeiro esquadrão para a temporada 2012/2013. A desorganização da Liga de Basquete Feminino (LBF), no entanto, acabou por penalizar, ao invés de tratar bem, o seu novo entrante, gerando um problema imenso para a equipe que mais investiu para a temporada.

De acordo com reportagem do Jornal Estado de São Paulo (leia mais aqui), um dos patrocinadores do time pernambucano, que trouxe simplesmente Érika (uma das melhores pivôs do mundo – na foto), Alessandra, Gattei, Franciele etc., resolveu deixar o projeto depois de pagar os meses de setembro, outubro e novembro sem ter a sua marca exposta devido ao atraso na competição que começaria em outubro e cuja data inicial, agora, está prevista para janeiro de 2013: “Eu não diria que o clube está numa fria, mas numa situação delicada. A retirada do apoio da Eletrobrás (na LBF) causou um efeito-dominó que nos afetou”, lamenta Márcio Manfrin, coordenador técnico de esportes amadores do Sport, garantindo a reportagem do Estadão que agora o clube corre atrás de novo patrocínio.

Bem, eu sinceramente não sei exatamente mais o que falar sobre o basquete feminino brasileiro. Custo a crer que foi esta mesma modalidade que há menos de 20 anos conquistou um Mundial e duas medalhas olímpicas, ficando quase uma década no topo do planeta. Devem ter trocado o esporte e não me avisaram, só pode ser isso, porque do jeito que as coisas andam o melhor é, sinceramente, fechar as portas.

O Sport-PE, bem como Ourinhos, Americana, São José, Maranhão e Santo André, que deveriam ser premiados por ainda investirem na modalidade (por qual motivo eu de verdade não consigo vislumbrar), acabam sendo punidos por causa da infinita incompetência da Confederação (presidente Carlos Nunes, algo a dizer ou fazer?) e da Liga de Basquete Feminino (Cattaruzzi, alguma ideia para acabar com essa draga?).

Alguém consegue dizer qual é o fundo do poço para o basquete feminino?