Bala na Cesta

Categoria : Muito Prazer

Promessa, ala Lucas Dias projeta crescimento na carreira e mira Olimpíada de 2016
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Fábio Balassiano

Para quem não conhece, todo ano a Nike, usando a marca Michael Jordan como pano de fundo, realiza um evento em que os melhores jogadores do segundo grau dos Estados Unidos e do mundo participam (Raulzinho já esteve por lá). Único representante da América do Sul, o brasileiro Lucas Dias (foto), do Pinheiros (São Paulo), foi lá treinar e jogar o desafio mundial.

Com 2,04m, Lucas, de apenas 17 anos, teve 18 pontos (8/12 nos chutes), 12 rebotes, quatro tocos e uma atuação que lhe rendeu o MVP do jogo internacional. O time dele venceu por 89-87 na prorrogação, e o ala brazuca foi muitíssimo elogiado por lá por sua técnica, por seu físico e pelo crescimento que poderá apresentar nas próximas temporadas.

Para completar, o jogador teve participação fundamental no vice-campeonato da seleção masculina na Copa América Sub-18 de São Sebastião do Paraíso (no próximo ano tem o Mundial Sub-19). Com cinco atuações acima da média, o mais novo do grupo de Demétrius encantou a todos, registrou dez ou mais pontos em todas as cinco partidas e fixou as incríveis médias de 15,6 pontos, 8,4 rebotes, 1,4 tocos e 53,8% nos arremessos.

Promessa cercada de muitos cuidados, Lucas Dias, uma das promessas que serão lançadas pelo ótimo projeto de formação (palavra mágica esta) do Pinheiros, assinou contrato com a Nike do Brasil ontem, é o novo patrocinado da empresa e conversou com exclusividade com o blog. Com vocês, para a seção ‘Muito Prazer’, dedicada aos novos talentos, Lucas Dias, que tem sido treinado para jogar na posição mais carente da seleção brasileira adulta na atualidade, a ala (3).

BALA NA CESTA: Este ano você foi o MVP do Jordan Classic e enfrentou os melhores jogadores do mundo na sua idade. O que você projeta para o seu futuro profissional? Jogar na NCAA, Europa, ficar aqui?
LUCAS DIAS: Minha ideia é adquirir mais experiência jogando pelo Pinheiros e aí só depois sair. De preferência, direto para a NBA.

BNC: Você atualmente joga no Pinheiros, clube formador e um dos principais nomes do basquete no país. Qual a sua expectativa para a atual temporada? Você está sendo treinado para jogar de ala (3), certo? Já se imagina atuando no Rio de Janeiro em 2016 com 20, 21 anos?
LD: A expectativa é a melhor possível. Sim, estou sendo treinado para jogar de ala, aliás, era algo que eu já queria. Sobre jogar pela seleção brasileira, é uma oportunidade muito boa pra mim. Independente da posição que eu for desempenhar, vai ser excelente. Defender o país jogando pela seleção é a melhor coisa que pode acontecer na carreira de um atleta.

BNC: Pra fechar: como foi encontrar Michael Jordan neste ano? Qual foi a sensação e o que ele disse a você que você jamais esquecerá?
LD: Foi muito bom! Eu ouvia todo mundo falar muito bem dele, assistia a vários vídeos dele, é sensacional, sabe! Juro, ele brilha, parece um ouro intocável. O que ele disse que mais me marcou foi para ter sempre força de vontade e não desistir de nada independente dos obstáculos.

BATE-BOLA:
Sonho: Ser campeão da NBA
Ídolo no Basquete: Kevin Durant
Comida preferida: Macarrão e Churrasco
O que gosta de fazer nas horas vagas: Jogar videogame.


Revelação, armador Davi Rossetto busca espaço no concorrido Pinheiros
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Fábio Balassiano

Ontem falei aqui sobre Cristiano Felício, ala-pivô do Minas que foi um dos destaques do Brasil no Mundial Sub19. Mas a mesma competição revelou outro jovem bastante promissor: o armador Davi Rossetto, do Pinheiros, agremiação que defende desde 2005 (lá ele é comandado, na base, pela ótima Thelma Tavernari). Reserva de Raulzinho, uma das estrelas da companhia, ele saiu do banco para anotar 10,8 pontos (melhor índice entre os que não começavam as partidas), 2,5 assistências e 2,1 rebotes em menos de 20 minutos por partida. Foi um dos destaques do time e acabou ganhando mais chance em seu clube, além da convocação para a seleção adulta que foi ao Pan-Americano. O Bala na Cesta conversou com o jogador, maduro ao extremo aos 19 anos e atualmente o reserva de Juan Pablo Figueroa no NBB4, sobre os planos de sua carreira. Dono de uma leitura de jogo acima da média, Davi está na seção Muito Prazer por aqui, destinada às revelações do basquete.

BALA NA CESTA: Como foi o começo da sua carreira até chegar ao Pinheiros?
DAVI ROSSETTO: Comecei através do (técnico) Julio Malfi (hoje em Barueri). Ele é pai do Rafael (atualmente disputando o NBB pela Liga Sorocabana), estudei desde os cincos anos de idade e temos muito este relacionamento. Como a Hebraica estava montando o time de pré-mini na época o Julio me chamou para fazer um teste no clube quando tinha dez anos (2003). O técnico era o Cleiton Ferreira, que é fantástico como professor e como pessoa. Passei também pelo Círculo Militar antes de chegar ao Pinheiros, lugar que cresci muito desde 2005 e onde fui lapidado pela Thelma (Tavernari).

BNC: Como foi o Mundial Sub19 pra você? Imagino que tenha sido além de uma experiência fantástica em termos coletivos, uma baita lembrança, já que você foi bem na Letônia.
DR: Muita gente não esperava que eu fosse ter o desempenho que eu tive, mas eu corri atrás do que aconteceu comigo nos treinamentos. Antes do Mundial o time tinha muito a característica de o Raulzinho armar o time. E isso acabou concentrando demais a marcação adversária em cima dele. Quando entrei no lugar dele eu acabei aproveitando muito disso, já que a marcação ficava menos concentrada em uma pessoa só. Não posso te dizer que eu esperava o que aconteceu na Letônia, mas te garanto que foi algo que eu treinei para acontecer (Nota do editor: no Pinheiros, Davi é sempre o primeiro a chegar em quadra e faz trabalhos específicos sozinho).

BNC: Conversei bastante com o Betinho sobre o tema, e ele me disse que uma das maiores dificuldades que um atleta da base tem é na transição juvenil-adulto – e você está passando por isso agora. O que você pensa sobre isso, principalmente na questão do tempo de quadra?
DR: A questão do tempo de quadra é realmente importante, mas eu acabo pensando mais na minha evolução como atleta. Na parte física, na parte mental, de entender o jogo e na parte de fundamentos. O Pinheiros me proporciona além da excelente estrutura de trabalho, o contato com os jogadores mais experientes, e isso eu preciso usar também para o meu desenvolvimento. Mas também sei que quando tiver a oportunidade de estar jogando eu preciso aproveitar a chance. Não são muitas ainda, e tenho que estar focado para aproveitá-las da melhor maneira possível. O NBB é um campeonato longo, difícil, e haverá contusões, suspensões, problema com falta. Preciso estar pronto.

BNC: Como é seu relacionamento com o Figueroa, titular da armação do Pinheiros? Imagino que você deva aprender muito com ele e com os outros mais experientes do clube.
DR: O Figueroa é uma excelente pessoal, aprendo muito com ele, mas não muito com as palavras (talvez até pela barreira da língua). O mais forte dele é o exemplo que ele dá com a atitude, com a maneira de se portar nos jogos, nos treinamentos e fora de quadra.

BNC: Com 1,80m, você não é um armador alto, mas parece suprir bem esse “limite físico” com muita visão de jogo e fundamentos (passe e drible) bem sólidos. É algo que você sempre trabalhou para diminuir este impacto?
DR: Como não sou o mais alto, tento usar algumas, digamos, ferramentas para me sobressair. Tento ser mais rápido, mas acho que o mais importante é você trabalhar a sua inteligência, a sua leitura de jogo. Assim você acaba tendo mais facilidade para encontrar os espaços dentro da quadra. Como eu trabalho isso? É muita observação e no Pinheiros eu tenho um cara que me dá toque o tempo inteiro. É o (ala) Renato, que sempre mostra o melhor caminho, o melhor posicionamento, dá dicas, orienta. Além disso, adoro assistir jogo e sou viciado em vídeo de armadores. Vou na internet e fuço tudo, tudinho mesmo. Gosto muito de olhar o Deron Williams (Utah Jazz), o Chris Paul (New Orleans Hornets) e também o Huertas, que é fantástico. Aqui no Brasil eu gosto muito da visão de jogo do Fúlvio e da raça do Nezinho.

BNC: Em pouco tempo de quadra contra o Flamengo eu vi você falando uma barbaridade. Orientou, conversou, posicionou a equipe. Liderança parece ser uma característica sua, certo? Como é para um jovem ser líder de um time recheado de atletas tão experientes?
DR: A liderança no Pinheiros é bastante dividida, e acho isso ótimo. Cada um tem a sua parcela, e eu procuro, mesmo que timidamente, colocar o meu modo de ser também. Como armador você tem uma leitura de jogo importante, e acho que é fundamental que eu transmita isso para meus companheiros. Sobre o lance de ser líder, é algo que eu gosto muito. Sempre foi assim, desde a época do colégio. Tinha festa pra organizar, viagem pra fazer, coisas desse tipo? Eu acabava chamando a responsabilidade e meio que capitaneava tudo.

BNC: Rapaz, eu vou te dizer uma coisa. Você tem apenas 19 anos, mas tem o perfil muito claro de um técnico. Pensa nisso no futuro?
DR: (risos) Cara, todo mundo me fala isso, sabia? Mas é algo que ainda não penso, não. Sou novo ainda, né? Admiro demais a profissão, o trabalho que eu vejo os técnicos do Pinheiros fazendo, mas ainda não parei para analisar isso.


Promessa, Damiris quer brilhar no Mundial Sub-19
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Fábio Balassiano

O time que estreia amanhã contra a Espanha no Mundial Sub-19 tem em Damiris o seu porto-seguro. Aos 18 anos e com 1,92m, a ala-pivô não é apenas a mais alta atleta da equipe, mas também uma das líderes técnicas e provavelmente a mais experiente do elenco (ela esteve no Mundial adulto na República Tcheca ano passado, quando registrou as médias de 5,7 pontos e 4,2 rebotes – se serve de bom presságio, foi contra a própria Espanha que ela estreou, no dia 25 de setembro de 2010, e com direito a um duplo-duplo de dez pontos e rebotes em 27 minutos de uma atuação de tirar o fôlego).

Natural de Guaianazes (SP), Damiris tem mais uma daquelas histórias de luta que o esporte brasileiro se acostumou a conhecer. Após jogar vôlei e futebol, a altura acabou levando-a para o basquete. Já com mais de 1,80m aos 15 anos, a menina que enfrentava quatro horas diárias em viagens de trem passou a treinar no Instituto de Janeth Arcain (em Santo André) e passou a colecionar sucessos.

De seu começo até hoje vieram títulos com a seleção brasileira (campeã Sul-Americana Sub-17 em 2009 com média de 19,6 pontos, e dos Jogos Sul-Americanos no ano seguinte), uma experiência no exterior (ela atuou na Espanha em 2008), troféus com seus clubes (os Paulistas juvenis com Jundiaí, sua atual equipe, estão na estante) e um punhado de elogios (Ênio Vecchi também a chamou de ‘jóia’ e Hortência sempre guarda palavras carinhosas a quem pode, no futuro, recolocar o basquete brasileiro no primeiro escalão do basquete mundial).

Confira o bate-papo com a simpática-e-tímida Damiris, mais uma revelação que está na seção “Muito Prazer”.

BALA NA CESTA: Você é a jogadora mais alta e uma das líderes do elenco que vai ao Mundial Sub-19. Como está a sua expectativa para a competição?
DAMIRIS: Tivemos uma boa preparação, estudamos e trabalhamos o nosso jogo. Portanto a expectativa é boa. Temos um bom grupo e acredito muito nesse trabalho. Queremos marcar positivamente a nossa geração, começando com esse Mundial Sub-19 no Chile.

— Para quem vai começar a te acompanhar a partir de agora, você conseguiria falar de suas principais qualidades e pontos a melhorar?
— Luto bastante pelos rebotes e tenho evoluído nos chutes. Mas ainda tenho muito o que melhorar. Sou nova e tenho bons profissionais ao meu lado. Isso tudo vai me acrescentar lá na frente.

— Você, de origem, é uma ala-pivô (posição 4), mas provavelmente terá que atuar em muitos momentos na posição de pivô (5). Como será isso pra você? É algo que você conversa com o Tarallo a respeito?
— Jogo nas duas posições sem problemas. A comissão técnica sabe o que faz e eu jogo na melhor posição que eles decidirem. O importante é que sempre tenho alegria de jogar. Essa é a minha maior motivação.

— Depois do Mundial você se apresenta à seleção adulta do Ênio Vecchi. Já parou para pensar como será novamente jogar na adulta já que você esteve no Mundial de 2010?
— Fiquei muito feliz com a convocação. O mais legal de tudo é que tanto o Ênio quanto a Janeth acompanham de perto todo o nosso trabalho. Ou seja, há essa integração que é importante para o nosso futuro. Mas no momento estou 100% focada no Mundial Sub-19.

— Um dos pontos que mais preocupam os novos talentos é a transição base/adulto, já que há poucos times para se jogar – e quando há, falta espaço para as jovens atuarem. Isso também te preocupa? O que você pensa sobre isso?
— Toda transição gera uma dificuldade inicial, mas faz parte do processo de aprendizado. Só penso em aproveitar todas as oportunidades, da melhor maneira possível para, aí sim, poder conquistar o meu espaço. Estou muito feliz com tudo o que vem acontecendo e aos poucos as coisas vão acontecer pra mim.


Baiana Isabela quer brilhar com a seleção Sub-19
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Fábio Balassiano

Isabela Ramona Lyra tem um sorriso cativante e um basquete encantador. No dia 22 de novembro de 2010, uma segunda-feira como outra qualquer no Tijuca Tênis Clube, ela estrearia em um Nacional adulto (na LBF em sua primeira edição) com uma exibição de encher os olhos. Apesar de erros bobos em bandejas (muito em virtude de uma ansiedade natural para quem que tem 17 anos), foi ela a responsável pela virada emocionante da Mangueira sobre São Caetano com uma defesa sufocante, uma energia que dá gosto e com uma maturidade bem diferente da que estamos acostumados a ver (ao todo, suas médias foram de 15,8 minutos, 4,5 pontos e 2,1 rebotes).

A receita de Isabela parece clara: “Trabalho com a Ramona desde 2008 e desde então ela evoluiu muito em seus fundamentos, mantendo o espírito guerreiro que todo treinador espera de um atleta. Ainda tem muito o que aprender e o tempo lhe dará mais vivência para aumentar seu talento”, conta Guilherme Vos, técnico de Isabela na Mangueira-RJ.

Com 1,78m, a baiana Isabela é a única atleta que não atua em São Paulo que disputará o Mundial Sub-19 no Chile daqui a dois dias (no último amistoso, contra o Canadá, em Jundiaí, a ala saiu do banco para anotar 16 pontos e sete rebotes). O Bala na Cesta foi conversar com ela para a seção Muito Prazer.

BALA NA CESTA: Ramona, você é a única atleta do grupo da Sub-19 que não joga em São Paulo. Como está sendo pra você esta experiência, e o que está esperando para o Mundial?
ISABELA RAMONA: Apesar de não jogar em São Paulo tenho amigas que jogam aqui e tem sido bem legal. Minha família sempre acompanha meus passos e me sinto em casa aqui também. Está sendo uma ótima experiência e tenho boas expectativas devido à boa preparação que fizemos. Nosso grupo é muito unido, forte e a comissão técnica, sensacional, tem nos ajudado muito.

— Você encontrou alguma dificuldade no começo aí na seleção pelo fato de jogar em um centro menos forte do que o de São Paulo, ou isso não ocorreu?
— Dificuldades, não. Desde que me juntei ao grupo tenho feito uma forte preparação junto com todas as meninas. Além disso, a comissão técnica sempre nos dá dicas e nos ajudam com a questão de posicionamento, arremesso, essas coisas. Isso é muito importante.

— Atuando pela Mangueira você se destacou na LBF com atuações bem legais e muita coragem em quadra – apesar de erros muito comuns em sua idade. Poderia falar um pouco sobre o projeto da Mangueira e de como foi jogar na LBF?
— Participar da LBF foi muito importante para mim e para muitas outras jogadoras. Me ajudou a evoluir muito dentro e fora de quadra. Mas tenho muito que evoluir, tanto na defesa quanto no ataque. Com os treinos e ajuda dos profissionais envolvidos, vou melhorando. O projeto da Mangueira é excelente e tem como objetivo formar atletas e cidadãos. Só tenho elogios.

— Você é baiana e vive no Rio de Janeiro com sua mãe. Para uma menina de 17 anos, como tem sido isso? A saudade da família, a cultura diferente, como tem sido a sua adaptação?
— Sou quase uma carioca (risos). Minha família está sempre por perto, e isso ajuda muito. Já estou adaptada ao Rio de Janeiro, pois já moro lá há quase cinco anos. Claro que sempre bate aquela saudade da Bahia, mas sempre que posso faço visitas aos meus familiares, e eles também vêm para cá com freqüência.

— Em 2016 você terá 21 anos e poderá jogar uma Olimpíada na cidade em que atua atualmente. Isso passa muito pela sua cabeça, certo?
— Sim, sem dúvida. É o sonho de qualquer jogadora. Poder participar e brigar por título nos Jogos Olímpicos faz parte do meu desejo. Nossa seleção de base está evoluindo, e por que não acreditar que até 2016 a gente pode chegar lá com força?


Muito Prazer, Tássia Carcavalli
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Fábio Balassiano

Começa esta quinta-feira uma das mais importantes competições para o basquete feminino brasileiro. Aparentemente é “apenas” um Mundial Sub-19, mas só aparentemente. O Brasil entra no torneio com uma equipe muito promissora e nós, que gostamos da modalidade, esperamos, talvez com um grau de esperança demasiado, que estas meninas evoluam e se desenvolvam também na categoria adulta.

Por isso, de hoje até quinta-feira, data da estreia contra a Espanha, o Bala na Cesta publica entrevistas com Isabela Ramona (a única que não joga em São Paulo), Damiris (uma das maiores revelações do basquete nacional) e Luiz Claudio Tarallo (o técnico). Para abrir os trabalhos, Tássia Carcavalli, armadora do time, uma das maiores promessas de sua geração e também convocada por Ênio Vecchi para a seleção adulta.

Determinada, talentosíssima e recuperada de uma lesão no joelho (ocorrida em 2009), Tássia, jogadora de Americana e presente em todas as seleções brasileiras de base, inaugura, aqui no blog, a seção “Muito Prazer”, dedicada às revelações do basquete brasileiro. Confira o papo com ela, chamada de ”jóia” por Ênio Vecchi.

BALA NA CESTA: Como foi a preparação da equipe para o Mundial do Chile? O fato de vocês estarem treinando e fazendo amistosos há cerca de quatro meses pode se tornar um diferencial da equipe na competição, concorda?
TÁSSIA: Foi uma boa preparação, intensa, em que conseguimos desenvolver nosso trabalho focadas no Mundial. O fato de estarmos treinando há cinco meses é um diferencial. Nossa comissão técnica é muito boa, e de fato é isso é importante para todas as jogadoras. Por isso queremos que todo esse trabalho feito até aqui valha a pena em quadra.

— Do seu jogo, quais os pontos que você mais precisa melhorar? Das estatísticas recentes, verifiquei uma diminuição bacana nos erros, mas um aproveitamento não tão legal nos arremessos.
— Tenho sempre que melhorar e vivo em busca dessa melhoria. O atleta tem que viver buscando o melhor movimento, o melhor golpe, e por aí vai. Vou e vivo trabalhando para o meu aproveitamento ser o melhor possível. Através dos conselhos da comissão técnica pensando a longo prazo isso é possível.

— Recentemente a Hortência disse que olha para as novas gerações procurando uma nova armadora – posição mais carente da seleção adulta no momento com a aposentadoria da Claudinha e Helen. Você é uma ala-armadora, mas já jogou de armadora algumas vezes. Pensa em “migrar” para a posição 1, ou isso não passa pela sua cabeça?
— Atuo nas duas posições sem nenhum problema, pois me adapto bem a elas. O que a comissão técnica escolher eu vou fazer, tanto de 1 ou de 2. Como toda atleta, sonho com a seleção brasileira adulta também. Mas no momento estou completamente focada nesse Mundial. Quero poder fazer o melhor possível pela seleção e pelo grupo. Só depois vou pensar na adulta.

— Você faz parte de um projeto de muito sucesso no país, o de Americana. De todo modo, não tem tido muito espaço para jogar no adulto, fazendo com que a já difícil transição juvenil/adulto se torne ainda mais complicada. Isso te preocupa? O que fazer para mudar isso?
— São dois projetos muito bons, o de Americana e da seleção. A transição juvenil/adulto é mesmo difícil, você tem razão. O que tenho buscado fazer é treinar forte, agarrando as oportunidades e chances que aparecem. Estou muito feliz com todo o progresso e agradeço muito a todos os envolvidos.

— Vocês participaram de uma série de amistosos na Europa e uma clínica nos EUA também. Pode nos contar como foram estas experiências, e no que elas ajudaram ao grupo a crescer técnica e taticamente?
— Tivemos a oportunidade de jogar com escolas de basquete de diversos continentes e poder aprender isso na prática, dentro de quadra, é excelente. Nós todas sentimos a melhora na qualidade no time. Todos os amistosos na Europa e nos EUA foram muito importantes para a nossa preparação, pois evoluímos muito taticamente, conhecemos alguns de nossos adversários e ganhamos ritmo de jogo. Vamos juntar toda essa experiência e por em prática no Mundial.

Fotos: Gáspar Nobrega (Inova Foto)


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