Bala na Cesta

Categoria : Correspondente Bala na Cesta

Na estreia da temporada, Brasília termina em 1º do grupo da Sul-Americana
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília

Na última terça-feira em Brasília foi dado o pontapé inicial para a Liga Sul-americana de Basquete (LSB). A equipe local, contando com novo treinador (o novo Sergio Hernandez – foto à esquerda) e reforços, iniciou a competição com três vitórias – Atletico Nacional/BOL (146-62), Comunikt/EQU (95-79) e Boca Juniors/ARG (69-61).

Para um início de temporada foi um bom teste. O primeiro jogo foi um passeio, serviu apenas como um recorde para a própria equipe de Brasília, que era justamente sobre um time boliviano na última LSB. O segundo começou também de forma fácil mas no segundo tempo complicou um pouco, embora nada que assustasse. Já o terceiro jogo apresentou um equilíbrio bem notório, com o jogo foi ganho nos detalhes.

É obvio que o Sergio Hernandez está trabalhando para dar sua cara ao time, mas o tempo foi curto. Ficou claro que ele quer um time menos dependente do quarteto Alex, Nezinho, Guilherme e Arthur. Por isso promoveu uma alta rotação na equipe e, embora traga uma perda natural de qualidade, isso faz bem ao time. O próprio Hernandez comentou a respeito “Eu gosto de poder contar com 10, 12 jogadores mas sei que não será assim, isso depende muito do oponente”.

Observando nas partidas alguns erros recorrentes da temporada continuam como: excesso de bolas de 3 pontos e afobação em alguns momentos desperdiçando ataques preciosos. Um fato importante é que as constantes reclamações que geravam faltas técnicas hoje são cortadas pelo próprio Sergio, pedindo calma e assim os jogadores evitam faltas desnecessárias.

Um dos destaques continua sendo Alex, que em todo os jogos se comportou como verdadeiro guerreiro em quadra, tanto no ataque quanto na defesa. Destaco ainda o norte-americano Marcos Goree (foto à direita), que apesar de não ser um pivô de muita força tem dado conta da defesa e ataque neste fundamento. Outro que merece referências é o uruguaio Osimani (foto à esquerda), que tem entrado bem e chegando até jogar com Nezinho em alguns momentos fortalecendo a pegada da defesa. Por último ressalto o crescimento do Isaac, que pelo que vem jogando pode roubar a vaga do Arthur logo.

Agora o Brasília descansa e aguarda seus adversários da LSB. O local ainda será confirmado mas já está programado para 05, 06 e 07/11/13. Nas próximas semana (08, 09 e 10/10) teremos outros brasileiro em quadra, o Bauru. E, por último, O São José vai até já Ambato (EQU) para estrear na LSB 2013.


Reforçado e com novo técnico, Brasília apresenta equipe pra temporada
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília

Após uma temporada que contou com um vice-campeonato na Liga Sul-Americana, um Final Four de Liga das Américas e uma eliminação precoce no NBB5 (ainda nas quartas-de-final), a equipe de Brasília apresentou a equipe para temporada 2013/2014. E com muitas novidades. Reforços como o pivô norte-americano Marcus Goree, o armador uruguaio Martín Osimani, além do próprio técnico argentino Sergio Hernandez (fotos de Sergio Alberto/UniCEUB) demostram um pouco da renovação que se espera da equipe. Além destes, a equipe do planalto central ainda contratou os jovens Maxwell (Ex-Joinville) e Bruno Felipe (Ex-Paulistano).

Para o Brasília a temporada oficialmente começa na próxima semana (01 a 03 de outubro), enfrentando as equipes do Comunikt (Equador), Nacional (Bolívia) e Boca Juniors (Argentina) no Ginásio da ASCEB pela primeira fase da Liga Sul-Americana.  Como preparação, o time fará dois amistosos (hoje e amanhã contra o Universo/Goiânia, no Ginásio da Asceb, 904 Sul). Tanto estes amistosos como a primeira fase da sul-americana terão portões abertos à torcida.

Durante a apresentação, Hernandez ficou à vontade e demonstrou alto nível de confiança na equipe e no que pode ser alcançado. Quando perguntado sobre a sua motivação para a Liga Sul-americana: “Estou motivado desde que acordo. Independente de que ganhar o torneio dará uma vaga na Liga das Américas, quero jogar bem para ganhar – e a motivação permanece”.

Para Alex, capitão do time, “a comissão técnica e os jogadores que chegaram só aumentam o respeito pelo time. Nessa temporada temos que jogar e ganhar”. Giovannoni confirmou as palavras do capitão, complementando que “a cobrança pela vitória parte de nós mesmos, cobrando sempre um do outro e tentando obter o melhor, isso sempre deu certo em nossa equipe”.

Do ponto de vista técnico e tático espera-se um Brasília ainda mais evoluído em quadra. Resta esperar algumas questões importantes como o desempenho dos novatos, principalmente os que farão sombra em Nezinho (Osimani e Bruno). Na posição 5 há a esperança de que o norte-americano Marcos Goree seja a peça que faltava para compor o quinteto, algo que se esperava do Paulão Prestes na última temporada, mas que não funcionou como devia. Ao menos Goree chegou mais em forma.

Vamos aguardar e ver o que vem por aí!

Guilherme comenta atrasos de salários

Ainda na entrevista coletiva, Guilherme Giovannoni, presidente da Associação de Atletas Profissionais de Basquetebol (AAPB) comentou os casos de atrasos de salário do Espéria (equipe paulista) e no Flamengo, informando que no primeiro caso o Ministério Público do Trabalho foi acionado (após várias tentativas para resolver a questão). Já no caso do rubro-negro carioca, os próprios atletas pediram para a AAPB não se envolver pois a questão estava sendo resolvida internamente.


Detalhes da classificação do Flamengo à decisão do NBB5 direto da HSBC Arena
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Uma série que, se não foi brilhante tecnicamente, em termos de emoção, intensidade e nervosismo entrou para a história do NBB. Na noite deste sábado, com cerca de 12 mil pessoas na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Flamengo derrotou São José por 88 a 76, fechando a semifinal em 3 a 2. O rubro-negro retorna à decisão do NBB após duas temporadas de ausência e, de quebra, devolve a eliminação sofrida para os joseenses na semifinal do ano passado, também por 3 a 2. Flamengo e Uberlândia vão lutar pelo título no próximo sábado (lamentavelmente em jogo único, mas falamos disso depois), às 10h, na HSBC Arena.

O duelo de ontem à noite marcou a redenção de um dos jogadores mais questionados do elenco rubro-negro. O ala Duda, que vinha de duas temporadas ruins e chegou a cogitar a ideia de deixar o clube, fez uma partida exuberante. Com seis bolas certeiras de três e 26 pontos no total, Duda foi o cestinha da partida e grande responsável pela vitória do Flamengo.

A tensão criada ao longo da série, especialmente pela briga entre os atletas no fim do quarto jogo, acabou afastando boa parte dos torcedores de São José que viriam ao Rio para a partida decisiva. Uma pena. Mas é importante ressaltar que o ambiente ruim durante os confrontos ficou apenas dentro da quadra. Não houve nada, além de provocações naturais, nas arquibancadas, tanto no Rio, como em São José. Entre as equipes, aí sim. O clima estava tão pesado que os quintetos titulares nem se cumprimentaram antes da bola subir. E desde o primeiro quarto, o que se viu foi um jogo muito pegado, com bastante contato físico. O Flamengo começou trabalhando bem os ataques, enquanto a Águia do Vale tinha em Murilo sua grande peça ofensiva. Aliás, o pivô foi um verdadeiro gigante. Superou a contusão sofrida no jogo três, ajudou a equipe a vencer o jogo quatro e foi o principal destaque do time no quinto duelo, anotando 23 pontos.

Após vencer o quarto inicial por vantagem mínima, 23 a 22, o rubro-negro voltou mal para o segundo período. O aguerrido time de São José aproveitou o momento ruim dos cariocas e chegou a colocar seis na frente (38 a 32). Após tempo pedido por José Neto, o Flamengo cortou um pouco a diferença, mas foi para o intervalo perdendo por três (42 a 39) e com o ala-armador Benite contundido.

Podemos dizer que terceiro quarto foi determinante para os rumos da série. A equipe da Gávea voltou para quadra bem diferente. Jogando com muita intensidade na defesa e um baita aproveitamento no ataque, o Flamengo virou o placar, incendiando a torcida. Destaque, além de Duda, em noite épica, para Gegê. O jovem armador rubro-negro jogou mais tempo que o titular da posição, o ótimo Kojo, e demonstrou muita personalidade ao conduzir bem a equipe, distribuindo seis assistências. Uma bola de três de Marquinhos (13 pontos), no estouro do cronômetro, deu ao Flamengo uma vantagem de 11 pontos no fim do período: 69 a 58 (30 a 16 no terceiro quarto).

Nos últimos dez minutos, os mandantes mantiveram a diferença confortável e garantiram presença na decisão, vencendo por 88 a 76. A equipe de São José seguiu lutando até o final, com muita garra, mas faltou um pouco mais de perna. Vale lembrar que os comandados de Régis Marreli fizeram uma temporada exaustiva (Paulista, Liga Sul-Americana, Liga das Americas e NBB) e sofreram com vários problemas de contusão ao longo das competições. Além de Murilo, Jefferson também foi bem, terminando com 13 pontos e sete rebotes. Baita campeonato fez o ala-pivô da Águia, está de parabéns. Fulvio, que se envolveu em confusões durante a série, esteve um pouco apagado nos arremessos. Mas mesmo assim, chegou a flertar com um triplo-duplo (nove pontos, nove assistências e sete rebotes). Ao final da partida, o técnico Régis Marreli se mostrou feliz pela campanha realizada por seu time e fez um balanço positivo da temporada. “Tivemos dificuldade para manter esse time, por conta do vice-campeonato ano passado e o assédio de outros clubes aos nossos principais jogadores. Mas conseguimos e realizamos uma ótima temporada, com o título do Paulista e as semifinais do NBB, eliminando o atual tricampeão. Sofremos muito com desfalques na fase de classificação e por isso tivemos uma campanha irregular, mas nos playoffs mostramos nosso grande basquete. Infelizmente a equipe não foi muito bem nos jogos aqui no Rio”, afirmou o competente treinador de São José, que ao lado de Guerrinha (Bauru) é o único técnico que se manteve no cargo desde o NBB 1, acumulando dois títulos paulistas e um vice nacional.

Do outro lado, os rubro-negros comemoraram bastante a classificação. Duda era o mais assediado pelos torcedores na saída da quadra. Sereno, ele agradeceu as pessoas que estiveram ao lado dele nos momentos de incerteza. “Só tenho a agradecer ao Neto e a diretoria pelo apoio que tive para continuar no clube. É uma honra vestir essa camisa e se hoje eu tive uma grande atuação foi porque meus companheiros me ajudaram”, disse o ala, que se mostrou contrário a realização de uma final em jogo único. “Não é o mais justo. A gente joga uma temporada inteira, consegue bons resultados e acaba tendo que decidir tudo em uma única partida. Às vezes você não entra bem e põe tudo a perder, mas temos que superar isso. Nossa equipe vai entrar focada e fazer um grande jogo”, completou.

Fico aqui pensando como seria sensacional uma decisão em cinco jogos entre Flamengo e Uberlândia. Ginásios lotados nas duas cidades, emoção, polêmica, tudo que uma grande série poderia ter. Mas, isso vai ficar só na imaginação, porque os motivos comercias falaram mais alto e desde o ano passado a final do NBB se realiza em um único duelo. O Flamengo fez 42 jogos no campeonato, Uberlândia entrou em quadra 44 vezes e agora eles colocam o trabalho de uma temporada inteira em apenas uma partida. Nos resta apenas torcer para que seja um grande espetáculo.


Ataque brilha, Flamengo vence com tranquilidade e abre 2 a 1 na semifinal diante de São José
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Coletividade. Não há palavra melhor para resumir a virada do Flamengo na série semifinal do NBB contra São José. O rubro-negro fez uma partida impecável na noite deste domingo na HSBC Arena, que recebeu cerca 6500 torcedores. A vitória por 106-86 deu ao time de José Neto a vantagem de 2-1 no confronto. Se triunfar novamente na próxima quinta, em São José, o Flamengo volta à final do NBB após duas temporadas caindo na semi. Para a Águia do Vale, resta vencer em casa e forçar o jogo cinco, no sábado que vem, novamente no Rio.

Infelizmente, antes de falarmos sobre a ótima partida de basquete desta noite, somos obrigados a ressaltar a confusa participação da arbitragem, de novo tentando chamar para si o protagonismo que tem que ser dos jogadores. Está certo que os atletas reclamam demais, outro hábito que precisa mudar urgentemente, mas é lamentável constatar o quanto os árbitros do NBB gostam de aparecer com excesso de faltas técnicas nos momentos em que é possível segurar um pouco essas marcações pelo bem do espetáculo. Acho que muitos juízes não compreendem que uma arbitragem boa é aquela que passa despercebida.

Dito isso, podemos falar de bola. Para se ter uma ideia da força coletiva do ataque do Flamengo, cinco atletas do time passaram dos 10 pontos. Olivinha foi o cestinha da equipe com 18. Marquinhos fez 17. Duda anotou 15, um a mais do que Caio e Benite, que terminaram a partida com 14. Assim como no segundo jogo da série, o primeiro quarto foi o mais equilibrado neste domingo. Os cariocas começaram fulminantes e abriram 6 a 0, mas o experiente time de São José não se abateu com o início ruim. Murilo e Dedé estavam bem e a equipe equilibrou as ações. Uma bola de três do armador Gegê, quase no estouro do cronômetro, colocou o Flamengo quatro pontos na frente: 26 a 22.

No segundo período, o rubro-negro acelerou o jogo. Com a mão calibrada nos chutes de fora e contra-ataques velozes, os mandantes abriram 13 de vantagem (41 a 28). Faltando cinco minutos para o fim, um lance polêmico. Fúlvio ficou pressionado por Zanotti no canto da quadra e para não perder a posse, jogou a bola no paraguaio. O ala do Flamengo não gostou da jogada e foi para cima do adversário, chegando a encostar a cabeça no armador joseense, que desabou. Acho que o Fúlvio deu uma valorizada ao cair no chão (não era para tanto), mas o Zanotti perdeu completamente o controle e nada justifica sua reação desproporcional. A arbitragem assinalou uma técnica para cada um quando, a meu ver, o correto seria punir apenas o ala do Flamengo.

Após a confusão, São José chegou a encostar no placar (43 a 40), mas os comandados de Neto brecaram o bom momento dos paulistas e fecharam a primeira etapa vencendo por oito: 50 a 42. Na volta do intervalo, mais uma reação dos visitantes, que contaram novamente com apoio de seus fanáticos torcedores na Arena. Liderado pelo tripé Murilo, cestinha do jogo com 20 pontos, Jefferson e Dedé (ambos com 16), São José fez 14 a 7 em quatro minutos, cortando a vantagem do Flamengo para apenas um ponto: 57 a 56. Na hora do aperto, o ataque rubro-negro voltou a fluir e os cariocas abriram novamente. Duda veio bem do banco. Seus gatilhos de três, às vezes precipitados, foram perfeitos neste domingo (2/2). Aliás, o Flamengo teve excelente aproveitamento nas bolas de longa distância (10/18), enquanto São José não foi tão preciso, apenas 6/21.

Após fechar o terceiro período vencendo por 81 a 70, os mandantes praticamente definiram a partida no primeiro minuto do último quarto, anotando sete pontos seguidos. Para piorar ainda mais a situação da Águia do Vale, Murilo caiu de mau jeito na quadra e teve que sair de maca. Ainda não se sabe a gravidade da lesão, mas se for algo que tire o pivô da série, o time de Régis Marrelli vai ter que se superar muito, pois não há substitutos à altura de Murilo no elenco. O campeão paulista teve outra perda logo depois. Fúlvio, revoltado com algumas marcações da arbitragem, tomou mais uma técnica e foi excluído da partida com cinco faltas. Se aproveitando do momento favorável e em estado de graça com a torcida, o Flamengo sacramentou sua segunda vitória na série. A diferença chegou a 30 pontos: 106 a 76. Nos últimos minutos, o rubro-negro relaxou um pouco, permitindo 10 pontos seguidos aos visitantes, mas nada que comprometesse o triunfo por 106 a 86.

Empolgado com o ótimo basquete apresentado pelo time, o ala Marquinhos valorizou o bom trabalho de equipe do Flamengo. “Essa coletividade foi o que fez a diferença hoje. Nosso mérito foi envolver quase todo mundo nas jogadas de ataque. Quem veio do banco também entrou muito bem, caso do Duda, do Gegê e do Shilton”, afirmou o ala da seleção. O pivô Caio Torres também estava muito feliz com a atuação do plantel. “Se nós jogarmos sempre do jeito que jogamos hoje e com o apoio dessa torcida, temos tudo para chegar ao título”, sintetizou o grandalhão, que além dos 14 pontos anotados, contribuiu com 10 rebotes.

Do outro lado, o clima era de tristeza pela derrota, mas de confiança na recuperação dentro da série. “Jogar contra o Flamengo aqui é complicado, nossa defesa não encaixou e eles jogaram o tempo inteiro na frente do placar, com mais confiança para atacar. Agora vamos jogar em casa, com o apoio da nossa torcida. Esse time já provou que é possível reverter situações e vamos acreditar sempre”, disse o ala-pivô Jefferson, um dos destaques da equipe de São José no NBB.

Vale lembrar que a Águia do Vale conseguiu grandes viradas nesta temporada. Nas semifinais do Campeonato Paulista, o time estava perdendo de 2 a 0 para Bauru e reverteu a série de forma brilhante, fechando em 3 a 2. Nas quartas do NBB, os joseenses perdiam por 2 a 1 para o poderoso tricampeão Brasília e viraram com uma atuação de gala no jogo cinco, em pleno Nilson Nelson.


Flamengo se impõe, joga bem, domina São José e empata série semifinal do NBB em 1-1
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após perder o primeiro jogo da série semifinal em São Paulo, o Flamengo entrou em quadra pressionado na noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Uma nova derrota para São José, desta vez em casa, deixaria o líder da fase de classificação do NBB numa situação desesperadora. Mas os comandados de José Neto superaram a instabilidade apresentada na primeira partida com uma atuação quase perfeita, venceram por 100-84 e igualaram o confronto.

Os dois times voltam à HSBC Arena neste domingo, às 20h. Na próxima quinta, dia 23, às 19h, a série volta para São José. Caso haja necessidade, o jogo cinco será realizado no sábado, dia 25, às 21h45, novamente na Arena.

Atuando pela primeira vez na HSBC Arena nesta temporada, o Flamengo contou com ótimo apoio vindo das arquibancadas. O ginásio não estava lotado, mas cerca de 4500 rubro-negros deram um show e empurraram a equipe para a vitória. Por conta do péssimo trânsito da cidade do Rio de Janeiro, muita gente só conseguiu entrar com a peleja rolando. Há de se destacar também a presença de torcedores do São José. Bacana para o basquete brasileiro ter um time que carrega uma torcida apaixonada como essa para onde for.

Dentro da quadra, o primeiro quarto foi o único que apresentou certo equilíbrio. As defesas não funcionavam e os ataques fluíam com facilidade. Inspirado, Caio Torres (cestinha do duelo com 23 pontos – foto à esquerda) anotou nove pontos nos dez minutos iniciais e ajudou o Flamengo a terminar o período na frente: 27 a 23.

Na segunda parcial os mandantes imprimiram uma defesa mais pegada, forçando o time de São José aos erros. A entrada de Duda foi fundamental para o Flamengo abrir vantagem no marcador. O contestado ala anotou 11 de seus 13 pontos na partida no segundo período e com o armador Kojo em grande noite, os cariocas chegaram a colocar 19 de frente (48 a 29). Apostando nas bolas de três, especialmente pelas mãos do armador Fúlvio (20 pontos), os paulistas cortaram a diferença, mas o excesso de reclamações contra a arbitragem custou caro à equipe, que recebeu duas faltas técnicas e permitiu ao Flamengo ir para o intervalo com 12 de vantagem: 54 a 42.

O time de Régis Marrelli chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto. Fúlvio estava com a mão calibrada nos tiros de fora (4/6 na partida) e a diferença caiu para nove pontos (69 a 60). Mas no momento em que a Águia do Vale ameaçou encostar no placar, apareceu Benite (foto à direita). O ala-armador rubro-negro, completamente apagado na primeira etapa, comeu a bola no segundo tempo, mostrando toda sua categoria. Os cariocas seguraram bem o ímpeto de São José e fecharam o período vencendo por 76 a 62.

No último quarto o Flamengo manteve a intensidade e abriu logo 12 a 2 (88 a 64), praticamente definindo a partida. Benite, que tinha anotado apenas três pontos no primeiro tempo, terminou o jogo com 21, atrás apenas de Caio, com 23. Kojo teve 14 pontos e seis assistências, além de muita velocidade, característica marcante do americano. Marquinhos esteve discreto nesta sexta, mas contribuiu com 13 pontos, assim como Duda. São José teve em Fúlvio seu grande nome. O experiente armador foi o cestinha da equipe com 20 pontos. Murilo também tentou manter o time no jogo, anotando 17 e pegando oito rebotes. O espanhol Álvaro Calvo também fez 17 pontos, mas a maioria no último período, quando a partida já estava decidida. Destaque da equipe na competição e no primeiro jogo da série, o ala-pivô Jefferson foi bem neutralizado pela sua ex-equipe, deixando a quadra com apenas nove pontos.

Satisfeito com a bela atuação dos comandados, o técnico José Neto valorizou a regularidade demonstrada pelo Flamengo. “A gente sabia que o mais importante era manter a regularidade, sem ter tantos altos e baixos como tivemos no primeiro jogo. Cometemos poucos erros hoje. Um ponto forte do nosso time é que temos vários jogadores com capacidade de decisão em diferentes momentos e hoje cada um apareceu um pouco. Agora o foco já está no próximo jogo. Cada partida de playoff apresenta circunstâncias diferentes”, afirmou o assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira.

Enquanto isso, o técnico Régis Marrelli lamentou o mau desempenho defensivo da sua equipe. “O time não focou a defesa. Fazer 84 pontos aqui é uma boa marca, o que não dá é para tomar 100. O Flamengo teve seus méritos, especialmente o Caio que desequilibrou hoje, mas a gente sabe que para ganhar deles aqui no Rio tem que fazer um jogo quase perfeito e isso inclui consistência no ataque e na defesa”, ressaltou o atual campeão paulista.


Em noite de Larry Taylor, Bauru segura reação de Franca e volta a semi nacional após 11 anos
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

Não há nada como um jogo cinco de playoff de basquete (só jogo sete na NBA). Tudo era diferente na Panela de Pressão na noite de ontem. Os ingressos foram vendidos em quatro horas, se esgotando 72 horas antes do início do jogo. Dois ônibus saíram de Franca para apoiar seu time. Cinco rádios, três emissoras de TV e um batalhão de fotógrafos e jornalistas. Tudo isso formou o clima e o cenário perfeito para um jogo decisivo entre dois rivais históricos. No final, o Paschoalotto/Bauru segurou o mando de quadra e venceu por 78-71, levando o basquete bauruense para sua primeira semifinal nacional desde 2002, quando o então Tilibra/Copimax passou pelo Vasco e se sagrou campeão nacional contra Araraquara.

Guilherme Teichmann (oito pontos e sete rebotes), por Franca e Ricardo Fischer (sete pontos – foto à esquerda), por Bauru foram para o sacrifício e foram muito importantes. Teichmann entrou no jogo depois de um começo muito ruim de Franca (Bauru fez 27-14 no primeiro quarto) e conseguiu, com sua experiência, acalmar o time. Ricardo Fischer, por outro lado, trouxe para Bauru o contra-ataque e a velocidade que estavam faltando para o time durante essa série.

Como eu disse, o jovem time de Franca começou muito nervoso, foram duas faltas técnicas e uma antidesportiva. Enquanto isso, Bauru entrou controlando o jogo, bastante parecido com o que Franca fez com Bauru no jogo quatro. Larry Taylor teve outra noite mágica, com 27 pontos – o “Alienígena” tirou vários coelhos da cartola, matando bolas aparentemente impossíveis.

Os segundo (21 -18) e terceiro (17-20) quartos foram mais disputados, o que era bom para o time da casa, que mantinha a diferença conseguida durante a primeira parcial. Na metade do terceiro quarto, a vantagem de bauru chegou a 21 pontos, mas um fim de quarto inspirado de Léo Meindl (19 pontos e cinco rebotes) devolveu seu time ao jogo. A vantagem bauruense era de 13 pontos com os dez últimos minutos a serem jogados.

E ai foi a vez de Franca marcar muito forte e Bauru ter seu apagão. As bolas de três, de Figueroa e Jeferson Socas (19 pontos) deixaram o time da capital do basquete a apenas dois pontos (71 -69), com dois minutos a serem jogados. Guerrinha parou o jogo e o Dragão conseguiu se acalmar e com uma sequencia de 7-2 fechou o jogo com a vitória e consequentemente com a vaga no bolso.

Acho que esse time de Franca continuará dando muito trabalho nas próximas temporadas. É impossível não traçar paralelos com o time de Ribeirão, montado pelo Lula e que até hoje dá frutos em Brasília. As semelhanças são assustadoras e tenho certeza que esse time vai dar muitas alegrias para a cidade que respira basquete. Léo Meindl estava chorando copiosamente ao final do jogo, Socas também não escondia as emoções, mas com certeza essa garotada ainda vai comemorar muitas vitórias.

Pelo lado bauruense, me impressiona, e muito, a capacidade de superação. O time que mais uma vez não pode contar com Jeff Agba, suspenso, teve seu outro homem de garrafão, Coleman, jogando com a cabeça longe. A imprensa ficou sabendo, somente após a partida, que sua esposa sofreu um acidente grave nos Estados Unidos. Mesmo jogando abaixo do que vinha jogando, o ala de força conseguiu um duplo-duplo com 11 pontos e 11 rebotes. Agora ele segue para o seu país e provavelmente não enfrenta Uberlândia no primeiro jogo da série na segunda-feira às 19 horas em Bauru.

Larry Taylor agradeceu seu amigo por ter jogado mesmo nessa situação difícil: “Queria agradecer muito o Colemam, porque ele teve esses problemas com a mulher dele, mas ele não quis deixar o time na mão, ele quis entrar na quadra e ganhar com a gente. Parabéns pra ele, ele foi muito importante hoje”.

Pilar, o nome dessa série, ao lado de Coleman, falou sobre a superação do time: “A gente não sabe onde esse time pode chegar, a gente não está traçando metas para nos limitar. Nós estamos simplesmente se unindo, acreditando… A gente já fez história hoje, mas a gente quer fazer mais”. Ele também comentou sobre como foi jogar como armador durante essa série: “Essa nova função que eu exerci me deu mais concentração, como é uma posição diferente, eu tive que entrar mais concentrado. Isso me fez aprender certas coisas, como jogar mais focado, ler melhor o jogo. Então foi muito bom como aprendizado até mesmo para minha posição de origem, que eu vou fazer com a volta do Ricardo”.

Já Lula Ferreira, técnico de Franca, lamentou a derrota, mas enalteceu o desempenho de seu time: “É uma derrota doída porque chegamos tão perto e não conseguimos, mas esse time superou a expectativas de muita gente e com certeza vem mais forte para a próxima temporada”


São José vence 5º jogo, elimina os tricampeões do NBB e vinga final do ano passado
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Após duas vitórias de cada lado, ficava a dúvida: quem iria ganhar o quinto e decisivo jogo? Para o Brasília significava a manutenção de uma hegemonia em quadra. Para o São José, a chance de avançar na competição e se vingar da final do NBB4, perdido em casa para o adversário. Após 40 minutos de uma partida tensa, cheia de altos e baixos de cada lado, São José foi mais eficiente e venceu por 98-81. Agora o time do vale do Paraíba enfrenta o Flamengo pelas semifinais do NBB 5.

O jogo começou bem truncado, com as duas equipes alternando bons momentos na defesa mas errando muito no ataque. O Brasília foi muito eficiente no garrafão – Paulão fechou o quarto com 9 rebotes – mas não refletia essa vantagem em pontos. Melhor para a equipe de São José, que fechou o período em 18 a 17. O segundo quarto começou com os visitantes administrando a vantagem e o time da casa abusando das bolas de três pontos. O São Jose não aproveitou o momento e deixou que o Brasília empatasse o jogo, mas depois chegou a abrir 10 pontos e novamente o time candango encostou, encerrando o placar do primeiro tempo em 36-34 com vantagem para os visitantes.

Na volta do intervalo o São José voltou bem aceso na defesa, induzindo o Brasília a forçar as jogadas e foi se distanciando cada vez mais no placar, chegando a abrir 11 pontos mas fechando o quarto em 69 a 61. No último e decisivo quarto esperava-se que o time da casa voltasse com mais ímpeto, mas o que se viu foi um time muito nervoso em quadra, chutando do perímetro e marcando mal, o que permitiu aos visitantes um distanciamento ainda maior, fechando a partida na frente e a série em definitivos 3-2.

O cestinha, e grande destaque, da partida foi Laws, do São José, que marcou 29 pontos. Já pelo lado do Brasília, Nezinho anotou 16 pontos. Para Giovannoni, um dos jogadores mais abatidos após a derrota, “Eles (São José) jogaram muito bem e mereceram a vitória”. O jogador agradeceu ainda a torcida “temos que agradecer a torcida, que fez a sua parte e, infelizmente não fizemos a nossa. Esporte é assim, agora é  fazer o balanço e já pensar na próxima temporada”.

Para Dedé, “viemos focados em acertar na defesa, apertando a marcação e dificultando a vida de Nezinho. Nossa estratégia deu certo pois ele não acertou as bolas que vinha acertando e fomos felizes”. O atleta deixou ainda uma mensagem para a torcida do São José, que levou cerca de 50 torcedores até Brasília, “a torcida pode esperar mais dedicação ainda de nossa parte, saímos do sétimo lugar e ganhamos do segundo, a primeira vez que isso acontece no NBB. O Flamengo tem grande jogadores mas podem esperar que vamos lutar sempre”.

Por falar em torcedores, conversamos com o Osvaldo Horle, um dos torcedores do São José presentes no ginásio, que definiu bem o que representou essa vitória: “Uma sensação de dever cumprido, viemos e vencemos e vingamos o ano passado, uma doce vingança”.

O jogo foi bom do ponto de vista de raça e disposição, mas deixou a desejar no aspecto técnico. Um bom público presente no ginásio viu o time candango jogar muito mal, se rendendo a boa marcação do São José. Não ofereceu nenhuma variação tática, algo a ser revisto para a próxima temporada, e simplesmente ficou arremessando bolas de 3 a esmo, sem armar uma jogada para furar o bloqueio montado pelo São José. Paulão que jogou muito bem o primeiro quarto, caiu muito de produção ao longo da partida. Arthur, Nezinho e Alex mais uma vez reclamaram muito levaram técnicas. A equipe do São José, por sua vez, teve em Laws um excelente jogador, que só não fez chover no Nilson Nelson. Acertou muito bem a marcação e dificultou a vida do time da casa. A classificação foi muito comemorada pela equipe que agora tem uma pedreira pela frente.


Com direito a protestos contra Jeff Agba, Franca vence Bauru e força quinto jogo no NBB
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

Vitória. Essa era a única palavra que constava no dicionário francano nesta segunda-feira. Nada além do êxito interessava a quem compareceu ao Pedrocão para ver a equipe de Lula Ferreira enfrentar o plantel de Guerrinha no 4º jogo da série de 5 pelas quartas-de-final do NBB5. E os 3.500 torcedores conferiram a vitória de seus jovens ídolos, que garantiram o quinto jogo em Bauru no próximo dia 10, às 20h. O Franca Basquete venceu por 70-62, com destaque para as atuações de Léo Meindl (19 pontos – foto à direita), Figueroa (14 assistências) e Lucas Mariano (12 rebotes) pelo lado francano e Coleman (16 pontos) e Jeff Agba (3 assistências e 11 rebotes) pelos bauruenses.

Antes mesmo da bola subir, era visível a irritação da torcida em relação ao jogador bauruense Jeff Agba e ao técnico Guerrinha. Faixas (“Jeff, o basquete brasileiro não precisa de gente como você” e “Bauru, sem tomate, é misto”), vaias, caras pintadas com as cores do uniforme francano, protestos e palavras nada carinhosas foram proferidas no começo, meio e fim da partida. E não era para menos. Após o pivô fazer uma jogada conhecida como “cama de gato”, que resultou numa grave lesão do jogador e destaque francano nesta temporada, Jhonathan Luz, o STJD optou por puni-lo, constatando que a falta foi maldosa. Pouco tempo (isso mesmo) depois, o STJD mudou de ideia e voltou atrás na decisão. Ou seja, Jeff Agba enfrentou o Franca na sexta-feira e jogou hoje com seus companheiros, algo que foi muito mal visto não apenas pelos torcedores e repórteres regionais. O presidente da equipe francana se manifestou rigorosamente através de uma nota no sábado, e para o blog seu repúdio ficou ainda mais evidente quando José Guilherme Calil Maia definiu o episódio como uma grande oportunidade da LNB moralizar a parte jurídica do esporte dentro da própria Liga.  “Falou-se tanto em fair play e a grande chance foi essa. A LNB voltou numa decisão que já estava tomada. Não era mais alçada deles, e sim, do STJD. Nós ficamos muito tristes e chateados com esta postura da entidade e principalmente da responsável pela arbitragem”.

O jogo começou quente e com uma intensidade que não vi nos dois últimos jogos da equipe contra o adversário. Cauê Borges (foto à esquerda) abriu o placar com uma cesta de dois pontos e o lance foi seguido de outros pontos feitos pelo pivô Lucas Mariano e Romário, abrindo 8 a 0 no começo do embate. Lucão, com cinco minutos de jogo, já tinha 4 pontos e 5 rebotes em sua conta, mostrando a soberania francana ofensiva e defensiva neste quarto. Não foi à toa que o período terminou 23 a 2 (!!!).

Jeff Agba fez dois pontos no início do segundo quarto e, pra variar, não ficou quieto. Ele resolveu provocar a torcida francana após receber uma falta de Antônio ao cravar uma bola com o jogo parado. Claro que todo mundo no ginásio o xingou e foi agressivo com o ato, o que deu ainda mais combustível ao americano, resultando em outros dois pontos. Lula percebeu que o pivô estava despertando do “sono eterno” bauruense e pediu tempo. Seus comandados reagiram e voltaram a pontuar. Kurtz deu lugar a um fraturado Lucão, que voltou à quadra com um dos dedos da mão esquerda imobilizado. Mesmo assim, ele pontuou e abriu 15 pontos de vantagem faltando quatro minutos para o fim do período. Andrezão fechou o quarto com uma bela cesta de três, diminuindo a diferença para 13 pontos. O segundo quarto terminou 38 a 25 (15 a 23).

A terceira etapa trouxe um Jeff ainda mais polêmico, bem na base do “faço sem querer querendo”. Ele bateu, com maldade, no rosto de Lucas Mariano, mas o árbitro não marcou nada. O público, claro, não gostou do que viu, protestou e intensificou sua torcida, engrandecendo o basquete apresentado pelo Franca. O ataque não deixava barato e continuava pontuando, mas a defesa começou a vacilar e permitiu que o Bauru ficasse a apenas dois pontos do empate perto do fim do terceiro quarto. A reação dos visitantes revoltou quem estava assistindo ao jogo principalmente pelo fato do técnico Lula Ferreira não pedir tempo para ajustar as posições de seus jogadores e consertar seus erros. O quarto terminou 50 a 49 (12 a 24), e aquela superioridade vista no começo do embate ficou realmente para trás. O Franca não conseguiu segurar a ampla diferença que tinha no placar, caiu de produção e voltou para o último quarto disposto a vencer.

Já o quarto período nos mostrou a deficiência francana vista no último jogo: Os rebotes. Sem Teichmann e Jhonathan, os anfitriões tinham dificuldades em segurar as bolas e pegar rebotes. Mas o jovem Léo Meindl, um dos destaques da equipe, voltou mais antenado e disposto a ajudar o time. Ele fez uma cesta de dois pontos e converteu um lance livre, jogadas seguidas por uma falta feita por Romário em cima do americano Coleman, que errou um dos chutes e acertou o segundo. O jogo foi pausado novamente por conta de outra falta em Léo Meindl, e ele acertou os dois lances livre marcados a seu favor. Daí em diante, a partida ficou mais pegada e menos parada, do jeito que gostamos.

A vitória francana estava sendo consolidada com uma dificuldade desnecessária. Não era preciso todo esse sufoco final para arrastar a série e fazer o último jogo em Bauru. Bastava manter o ritmo inicial e errar menos. Mas, como resultado é o que importa nos playoffs, Franca garantiu a quinta disputa e venceu por 70 a 62 (20 a 13). E isso motivou os jogadores, como Cauê Borges, que afirmou “Vamos buscar a vitória no quinto jogo e manter o ritmo que impusemos a eles hoje”. Lucas seguiu a mesma linha. “Nosso ataque fluiu, apesar das vaciladas no segundo e terceiro quarto de jogo. Não importa se meu dedo está quebrado ou não: não vou abandonar o time neste momento e vamos tentar a vitória em Bauru. Depois do jogo eu vejo”, contou o pivô. E isso refletiu em Léo Meindl, que chamou a responsabilidade para si e não mostrou medo de ser cobrado pela torcida. “Prefiro sair daqui jogando coletivamente e tentando vencer. Melhor perder tentando que não tentar. Apesar dos desfalques (Jhonathan e Teichmann), nós vamos buscar mais um triunfo nesta competição”.


Sem oscilar, Flamengo fecha série contra Paulistano e se garante nas semifinais do NBB
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo é o primeiro semifinalista do NBB5. Contando mais uma vez com um show da torcida, que voltou a lotar o ginásio do Tijuca na noite deste sábado, o rubro-negro superou o Paulistano por 84-64, fechando a série de quartas-de-final em 3-0. Ao contrário dos dois primeiros jogos, em que a equipe paulista vendeu caro as derrotas, a partida deste sábado foi controlada desde o início pelo Flamengo, que com uma atuação muito constante, especialmente na parte defensiva, não deu chances ao adversário.

Garantido nas semifinais, o Flamengo agora aguarda seu adversário, ainda com adversário a ser definido variando de acordo com os resultados de Uberlândia x Pinheiros, Brasília x São José e Bauru x Franca. A partida deste sábado marcou também a despedida do Flamengo do simpático, mas acanhado ginásio do Tijuca. Na próxima fase, o time vai mandar seus jogos na moderna HSBC Arena, local bem mais apropriado para os grandes confrontos.

O primeiro tempo até apresentou certo equilíbrio. Enquanto os cariocas aceleravam o ritmo de jogo (impressionante a intensidade do armador Kojo), os paulistas se mantinham vivos graças às bolas de três pontos (6/12 na primeira metade). Podemos dizer que o duelo marcou as boas vindas de Olivinha aos playoffs. Apagado na série até o momento, o ala-pivô voltou a apresentar o nível que demonstrou durante a fase de classificação. Com 22 pontos e 13 rebotes, Olivinha foi o cestinha da partida e levantou a torcida, empolgada com a característica garra do jogador. O Flamengo venceu o primeiro quarto por 25 a 18. No segundo período, o Paulistano segurou um pouco o ímpeto ofensivo do rubro-negro e contou com boas atuações dos alas Alex e Eddy, destaques do time com 19 e 16 pontos respectivamente. A parcial terminou empatada (16 a 16) e os mandantes foram para o vestiário vencendo por 41 a 34.

Na volta do intervalo, o terceiro quarto praticamente decidiu a série. Com Olivinha inspirado e Marquinhos bem (o ala teve atuação segura, anotando 19 pontos), o Flamengo abriu larga vantagem, se aproveitando de decisões equivocadas do ataque paulista. Um momento crucial foi quando a arbitragem anotou falta antidesportiva em cima de Marquinhos, levando o técnico Gustavo De Conti à loucura. No lance seguinte, o treinador do Paulistano continuou reclamando com os árbitros e levou uma falta técnica. Olivinha acertou chute de três a poucos segundos do fim, aumentando a diferença para 22 pontos (68 a 46), mas ainda deu tempo para Eddy também converter um tiro longo no estouro do cronômetro, cortando para 19 a vantagem rubro-negra.

No último período o Flamengo seguiu imprimindo uma defesa forte e, como consequência, contra-ataques rápidos. Uma cesta de Caio Torres (11 pontos para ele) colocou o time da Gávea 24 pontos na frente faltando seis minutos para o fim: 74 a 50. Após pedido de tempo de Gustavo, o Paulistano esboçou uma reação e numa bola de três de Alex, cestinha do time com 19 pontos, a diferença caiu para 14 (76 a 62). Mas os comandados de José Neto mantiveram o foco e administraram o placar. No final, vitória por 20 pontos: 84 a 64. Muita festa da torcida e dos jogadores.

Olivinha, grande destaque da partida, ressaltou que a regularidade da equipe foi determinante para o resultado deste sábado. “A atitude da equipe foi diferente em relação aos dois primeiros jogos da série. Ficamos focados os 40 minutos, não corremos risco hoje”. O ala-pivô reconheceu que estava rendendo menos do que pode nos playoffs: “Eu me cobro bastante e nos dois primeiros jogos eu não estava bem, não pude ajudar muito a equipe. Tenho que agradecer ao nosso departamento médico, pois eles trabalharam muito para melhorar as dores que eu estava sentindo nas costas. Hoje fiquei muito bem e pude fazer uma grande partida”, afirmou um dos principais nomes do NBB até agora.

Enquanto isso, o técnico do Paulistano, Gustavo De Conti, demonstrou muito orgulho pela campanha que a equipe realizou. Apesar da eliminação, ele rasgou elogios ao grupo. “A gente tem que agradecer muito aos jogadores, porque eles que botam a bola na cesta. Ficamos muito felizes por eles acreditarem no projeto do clube. Nesta temporada, podemos dizer que cumprimos todos os objetivos dentro do Paulistano. Chegamos nas semifinais do Campeonato Paulista, deixando fortes adversários para trás, e nas quartas-de-final do NBB contra o melhor time da competição até o momento. Não digo que estou satisfeito, mas estou muito feliz”, afirmou o comandante do brioso time paulista.


Com atuação incrível de Nezinho, Brasília vence São José e fica a uma vitória da semifinal
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

No terceiro jogo entre Brasília e São José nos playoffs do NBB5, o time candango venceu por 91-76 no ginásio Nilson Nelson, virando a série para 2 a 1 graças a uma atuação incrível de Nezinho (foto), que teve 36 pontos, oito bolas de três pontos, 7 assistências, 4 rebotes e anormais 40 de eficiência). Na próxima segunda-feira, às 20h, os dois times voltam a se enfrentar no Ginásio Lineu de Moura pelo quarto jogo desta série e nova vitória dos comandados de José Carlos Vidal coloca os brasilienses na semifinal – aos joseenses só resta a vitória para evitar a eliminação.

Assim como na partida da última quarta-feira, o jogo começou bem equilibrado, tantos nos acertos quanto nos erros, mas a partir dos 5 minutos finais do primeiro período o time da casa tomou as rédeas da partida e chegou a abrir 10 pontos, vantagem que foi administrando até o fim do período, fechado em 30 a 21. No início do segundo quarto, além dos visitantes voltarem mais focados o time da casa abusou de cometer erros no ataque e na defesa, chegando a reduzir a diferença para dois pontos. Próximo ao fim do quarto o Brasília voltou a equilibrar as forças, o que fez com que o placar ficasse 46 a 41 a seu favor na ida para o intervalo.

No terceiro quarto as duas equipes voltaram muito tensas para a quadra, levando até a desentendimentos como o ocorrido entre Murilo e Paulão. São José se aproveitou do momento reduzindo a diferença para 3 pontos. Mas aí Brasília começou a chutar algumas bolas do perímetro, que caíram, e levou a vantagem para 14 pontos ao fim do penúltimo quarto, fechando em 73 a 59. O último e decisivo quarto começou com um esboço de reação do time de São José mas que foi logo igualado pelo time da casa. A vantagem construída até o quarto foi mantida e o jogo terminou com vitória dos candangos.

Mais uma vez o cestinha da partida foi Nezinho com 36 pontos. O atleta comentou que “a equipe manteve o foco e a série está dentro do normal, pois eles (São José) ganharam lá e nós ganhamos aqui. No quarto jogo temos que fazer diferente para fechar, já que agora eles que estão com a pressão”. Para Giovanonni (foto à direita), “a equipe do São José joga muito bem em casa e temos que impor esse ritmo de jogo que tivemos aqui, além de se aproveitar da pressão que eles têm em não poderem mais perder”. Para Arthur (foto à esquerda, abaixo), o importante agora é fechar a série, “será mais um jogo onde estaremos concentrado, até pelas dificuldades em jogar lá, para não ter que fazer o quinto jogo aqui em Brasília”.

Pelo lado do São José, o maior pontuador foi Murilo, com 25 pontos. Para Jefferson, que fez 15 pontos, “a força do Brasília é grande e eles souberam jogar com a força de sua torcida. Eles fizeram o dever de casa e agora temos que fazer o nosso”. O jogador ainda deixou um recado: “A torcida pode acreditar em nosso trabalho, somos um time de guerreiros que nunca desiste e vamos pra casa em busca da vitória”.

Diferente do jogo anterior, esse foi bem mais equilibrado e, apesar do Brasília abrir algumas vantagens de 12, 13, 15 pontos ao longo do jogo, o São José encostava no placar. O grande problema para o time do Vale do Paraíba hoje foi a inspiração de Nezinho. Simplesmente ele acertou bolas de todos os jeitos, bandeja, lance livre, tomou falta anti-desportiva em contra-ataque e acertou 8 de 11 tentativas em bolas de 3. Aliás hoje o aproveitamento do Brasília nesse fundamento foi de 42%. Toda vez que São José encostava no placar Nezinho chamava a responsabilidade.

O time visitante, por sua vez, focava em fatores extra-quadra e se desconcentrava em vários momentos. Um exemplo foi num tempo técnico solicitado pelo Régis Marrelli em que Fulvio ficou metade do tempo conversando com a arbitragem. Murilo, por sua vez, apesar de ter feiro 25 pontos, claramente se desconcentrava em vários momentos do jogo. Para quem foi eleito o MVP da última temporada, esperava-se um pouco mais dele nos dois jogos que foram realizados no Distrito Federal. Um fato engraçado foi quando Jefferson foi eliminado pela quinta falta, cometida em cima do Nezinho e, tanto ele como Regis, ficaram imitando o jogador brasiliense. A torcida compareceu em bom número, maior quando comparado a quarta-feira, mas ainda poder ser melhor, o que deve acontecer caso o Brasília avance as semifinais. Agora só nos resta aguardar a emoção do jogo 4.