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Bala na Cesta

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Entrevista do assinante com Rômulo Mendonça, o mensageiro do caos

Fábio Balassiano

19/08/2019 05h45

Rômulo Mendonça é o segundo entrevistado dos assinantes do Bala na Cesta. Com estilo irreverente e informativo, o narrador da ESPN foi escolhido e não fugiu de nenhuma pergunta. Divirtam-se!

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Mauy Rovai -> Você se prepara para as transmissões também de acordo com os comentaristas que vão participar contigo? A gente percebe que o Ricardo Bulgarelli traz muita estatística pros jogos, o Zé Boquinha já fala mais de plano de jogo sem entrar tanto em números e assim por diante.
Romulo Mendonça: A minha preparação é a mesma independentemente do comentarista ao lado. O que muda são as conversas ao longo do jogo, afinal as pessoas são diferentes umas das outras e é ótimo que seja assim.

Brunno Toddy Feola -> É verdade que ao renovar o contrato com a ESPN você inseriu uma cláusula que o colocasse ele como narrador oficial das finais da NBA?
Romulo Mendonça: Não procede. Não é verdade isso.

Daniel Nigri -> A irreverência e os bordões nas transmissão são um estilo próprio? Você se inspira ou se inspirou em alguém no Brasil ou fora?
Romulo Mendonça: Sim desde o primeiro momento. Tentam copiar, mas fica feio. Pra NBA gosto de ver vídeos antigos de uma narrador espanhol chamado Andres Montes, já falecido. É uma inspiração pra mim.

Renan Flores Espíndola -> Como é ser reconhecido até pela ESPN gringa pelo seu estilo irreverente? E quão importante é amar o jogo pra alcançar essa qualidade nas transmissões que contagia todos os públicos?
Romulo Mendonça: A ESPN matriz curte um estilo que considerem original. Então foi legal romper a barreira do idioma. E amar o jogo é fundamental. Acompanho NBA há quase trinta anos e graças a isso não há outro esporte que me sinto mais confortável narrando.

Bruno Almeida Odierna -> Como é a vida dupla hoje na ESPN de "co-apresentador" (como ele mesmo diz no programa) do BB debate e narrador da casa?
Romulo Mendonça: A função de narrador segue sendo a minha fundamental. A razão de tudo. No Bate-Bola debate sou um personagem provocador que aproveita a liberdade que essa condição me oferece pra falar certas coisas que a posição de comentarista não permitiria. É diferente. Quem não gosta geralmente diz que não entendo nada e deveria voltar a narrar NBA (risos).

João Pedro Graciolli Silva -> Qual ou quais são seus objetivos na carreira como narrador? Visto que já é um cara super conhecido e há alguns anos vem narrando as finais do melhor esporte do mundo. Ainda há algo que deseja alcançar?
Romulo Mendonça: Meus objetivos como narrador: seguir fazendo da NBA uma rotina em meu trabalho e narrar ainda várias Olimpíadas.

André Wappler -> É possível levar esse seu estilo de narração irreverente pra TV aberta caso alguma emissora investisse nas transmissões dos esportes americanos?
Romulo Mendonça: Creio que sim, embora esteja e seja muito feliz na ESPN, isso é bom deixar claro. Na verdade se algo que você faz causa repercussão positiva, audiência e lucro sempre você terá uma chance. Seja na TV a cabo ou na aberta.

Fernando Domingos Bernardes -> Rômulo, para um cara que já atingiu seu patamar, o que pesa mais na profissão, daqui pra frente: mais liberdade ou mais grana?
Romulo Mendonça: O objetivo é sempre equilibrar essas duas coisas. Não é fácil. Mas também acho que posso fazer coisas diferentes. Vamos ver o que vem por aí. #Suspense.

Filipe P. Bassetto -> Em um Brasil Futebolista, narrar outros esportes poderia fazer com que ele fosse um narrador menos tietados. Nestes últimos anos, sua participação até mesmo na ESPN cresceu muito e o tornou famoso, inclusive sendo A voz da NBA no Brasil. Você considera que a ascensão para isto foi a narração dos jogos olímpicos nos jogos de vôlei? Quais bordões de outro narradores você acha que são marcantes?
Romulo Mendonça: Certamente a narração do vôlei no Rio-2016 foi fundamental pra que tivesse mais chances. É o famoso divisor de águas. Aproveitei o momento. Mas também trabalhei demais pra isso. Não veio do nada, né? Gosto do estilo do Osmar Santos. Ninguém o supera no auge em criatividade. É único.

Guilherme Zago -> Um momento que você assistiu e viveu como espectador e gostaria de ter narrado.
Romulo Mendonça: Narrar em especial o segundo tricampeonato do Michael Jordan teria sido uma boa. Imagine como seria…

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