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Bala na Cesta

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O imbróglio envolvendo Michael Uchendu, pivô de Bauru

Fábio Balassiano

13/08/2018 04h41

Na última sexta-feira, Bauru emitiu um Comunicado Oficial a respeito a situação de seu pivô Michael Uchendu. De acordo com a publicação bauruense, houve liberação do atleta, uma das maiores revelações do basquete brasileiro (20 anos, 2,05m, uma força física absurda e recém-chegado ao título Sul-Americano Sub-21 com a equipe nacional), de forma equivocada já que era obrigatória a assinatura, por parte do jogador, do famoso contrato profissional após o período de formação – existente na Lei Pelé.

Conversei com Roberto Fornazari, presidente de Bauru que inclusive, afirma que a agremiação possui todos os documentos necessários e registrados para seguir adiante em sua ideia de não liberar Uchendu, fazendo seguir a Lei de acordo com a sua (do time) leitura.

No dia seguinte, ou seja, no sábado, a Confederação Brasileira, acusada por Bauru de ter dado a chancela final para que Uchendu pudesse se transferir para a Espanha (o Obraidoro fechou a contratação, e o emprestaria ao La Coruña, da segunda divisão), deu a sua versão (mais aqui), alegando, entre outras coisas, que o relacionamento do clube deve ser com o atleta primeiro e depois com a Federação Paulista, e não com ela. Em contato com a assessoria da entidade máxima do basquete brasileiro, fui informado que a CBB fez exatamente o que a Lei 9.615 (a Lei Pelé) exige, não tendo faltado absolutamente nada em relação a parte jurídica da coisa.

Para que todos entendam, funciona mais ou menos assim. O Obraidoro, time da primeira divisão da Espanha, demonstra interesse no atleta. Informa isso à FIBA, Federação Internacional. Esta, por sua vez, encaminha o ofício à Confederação Brasileira, que na hora, envia para a Federação afiliada a qual o atleta está inserido (no caso a Paulista). A Federação Paulista conversa com o clube envolvido, nesta situação Bauru, e ela, a Federação, avisa se sim ou não deve ser dada a liberação para a CBB, que encaminha de volta a aprovação ou recusa à FIBA. Este trâmite acontece diariamente e aos montes. Existe um setor na CBB envolvido apenas com esse tipo de transferência inclusive.

A última perna dessa história, com a aprovação da liberação da Federação para a Confederação Brasileira aconteceu no primeiro dia de agosto de 2018, há mais de uma semana portanto. De acordo com a CBB, a única coisa que ela fez foi encaminhar o "sim" da entidade Paulista para a FIBA. Fato que Bauru não concorda por, em sua opinião, haver uma interpretação equivocada da Lei. Ou seja: o tema ainda vai bem longe.

Obviamente por se tratar de algo jurídico, BEM complexo, com inúmeras partes envolvidas e com versões totalmente diferentes, este texto contém ZERO opinião do blogueiro. É totalmente INFORMATIVO, e não opinativo. Com este imbróglio todo ficamos sabendo, aliás, que Uchendu não jogou a reta final dos playoffs do último NBB porque já estava em litígio com Bauru. Ou seja: a situação se arrasta há algum tempo.

Espero sinceramente que todas as partes se alinhem, se resolvam e que o atleta siga seu caminho profissional.

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