PUBLICIDADE
Topo

A minha história para realizar um sonho, por Luana Ariescha

Fábio Balassiano

01/06/2018 14h00

* Por Luana Ariescha

Olá, meu nome é Luana Ariescha, tenho 20 anos e vou contar um pouco da minha história. Comecei no basquete com 6 anos, pois minha família inteira jogava, tanto meus pais, quanto meus irmãos, então as bolinhas já corriam na veia. Aos 10 anos fui para um clube (ADC Bradesco), e lá tive que fazer uma bateria de exames.

Exames de rotina, mas foi aí que minha vida aos 10 anos virou de cabeça para baixo. Eu tinha um problema no coração. Descobri, aparentemente, que não poderia mais jogar o meu amado basquete. Então, sendo uma criança de 10 anos tive que decidir o meu destino, se pararia com o basquete ou se conseguiria tratar este problema para voltar às quadras!

Foram 12 longos meses de exames, remédios e tratamentos. E, sim, voltei a jogar. A vida continuou, treinando todo dia, lutando por um sonho de me consagrar jogadora profissional. Aos 15 anos mudei de time e me deparei com um novo cenário, um tanto quanto assustador. No DNA Basquete, da Zona Leste de SP, não tínhamos bola para treinar, quadra para jogar, juntamos nossas forças e fomos atrás de rifas, vendemos chaveiros, tudo para pagar a federação, para poder continuar a jogar este esporte maravilhoso. No ano seguinte, a prefeitura de São Bernardo abraçou nossa causa, levou o time inteiro para jogar lá, onde estamos até os dias atuais.

Mas não acabou aí. Neste ano de 2018, Joguei, inclusive, a última LBF, uma grande realização pessoal e profissional. Mas estudar e jogar, como conseguir ? Foi aí que decidi que teria que morar em São Bernardo, longe da minha família. Eu e as outras 3 integrantes do time (Lays, Gabriela e Geovana) moramos longe de casa. E também jogamos pela universidade paulista. Neste mês de maio, recebemos um convite pra jogar basquete 3×3, este esporte que está se tornando olímpico, então aceitamos com muito honra. E olhem que legal. Ganhamos o título e ganhamos uma vaga para jogar em El Salvador o pan-americano que, por sua vez, garante vaga para o mundial.

Na foto abaixo, Lays, Geovana, Gabriela, Dayana e eu.

A felicidade existe, mas foi aí que realmente começou a ficar complicado. Conseguimos esta vaga, mas não seriam custeadas as passagens. Uma passagem que custa em torno de R$ 3 mil para cada atleta, no caso são 4 do meu time, e não temos todo esse dinheiro. Desistir? Não. Estamos tentando. E tentando da nossa maneira que é pedindo a ajuda de todos com a famosa vaquinha virtual, que consiste em arrecadar dinheiro para essas pessoas que querem realizar seus sonhos.

Então venho por meio deste relato pedir a você, leitor, amante do basquete, que se este texto te tocou de alguma forma nos ajude. Ou compartilhando a publicação ou nos ajudando na vaquinha virtual. Aqui está o endereço.

Queremos muito ir adiante em nossas carreiras e essa competição é muito importante pra nós!

Sobre o blog

Por aqui você verá a análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais.