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Frente a frente com o Antetokounmpo que pouco joga

Fábio Balassiano

25/03/2018 13h00

* Por Rodrigo Salomão

Na última quinta-feira estive novamente na Menora Mivtachim Arena, em Tel Aviv, para acompanhar mais uma importante partida da Euroliga: Maccabi Tel Aviv x Panathinaikos. Duelo envolvendo briga por playoffs, válido pela 28ª rodada de um total de 30 da primeira fase. Enquanto os israelenses precisavam da vitória para depender só de si para conquistar a vaga na briga direta com o Baskonia, os gregos, já classificados, tinham o interesse de seguir na luta pelo mando de quadra na sequência da competição.

Ingredientes não faltavam aos mais de 9.300 torcedores presentes, que ainda testemunharam Nick Calathes quebrar o recorde histórico de assistências numa só temporada do torneio (já são 204; média de 8,19). Emoção e equilíbrio foram a tônica o tempo inteiro. Nenhuma das equipes desgarrou da outra, com diversas trocas no placar. A última delas, a 5 segundos do fim. Com um arremesso no aro, no estouro do cronômetro, o Maccabi saiu com a derrota: 76 a 75 para o Panathinaikos. Frustração na torcida e felicidade para um personagem peculiar do duelo: Thanasis Antetokounmpo.

O sobrenome é inconfundível e chama a atenção. O irmão mais velho da estrela do Milwaukee Bucks foi alvo de muitos olhares curiosos. Mais participativo fora de quadra do que dentro, mesmo começando como titular, atuou por pouco mais de 8 minutos. Não marcou ponto, mas conseguiu três rebotes. Na coletiva pós-jogo, o técnico do time vencedor, Xavi Pascual (ex-Barcelona dos tempos de Huertas por lá, lembram?), atribuiu justamente aos rebotes o fator que pendeu como diferencial para a vitória grega. Tal análise suscita a questão: por qual razão Thanasis pouco jogou? Teria sido poupado? Não é bem assim.

Seus números em geral não são muito animadores, de fato. Embora tenha experiência de G-League (Delaware 87ers), NBA (poucas participações pelo NY Knicks) e jogue pela seleção de seu país, o ala parece longe de se destacar no Panathinaikos. Suas médias são de pouco mais de 10 minutos e 3 pontos por partida nesta Euroliga. Além das estatísticas que falam por si só, apresenta certa dificuldade em arremessar de média e longa distância. Nada disso, porém, foi capaz de tirar o sorriso do rosto do rapaz de 25 anos.

Ainda quando aquecia, acenou para os fãs (e o fazia com frequência). Era também o mais assediado para tirar fotos. Pessoas em volta brincavam, chamando-no de "Giannis". O ponto alto da fanfarronice aconteceu quando dois argentinos telefonaram para um amigo, por vídeo-chamada, para mostrar que estavam muito perto do "irmão do homem".

O Antetokounmpo mais velho e menos famoso não parecia se importar com as brincadeiras. Ria e se divertia, até mesmo no banco de reservas com seus colegas. Com a camisa 43 (numeração invertida à utilizada por Giannis, ambas em homenagem a seus pais), esbanjou simpatia e era um dos mais empolgados enquanto o confronto rolava.

Na saída da arena, com pressa, ainda parou para dar um alô para o Brasil. Caso a carreira no Velho Continente não vingue, poderia ser interessante ver a figura no NBB. Quem sabe, né? Este, sim, seria um grego que pode acrescentar ao basquetebol brasileiro.

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