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Bala na Cesta

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Nenê: 'Não tenho tempo para falar da CBB. A política é uma merda, os de cima são corruptos e ladrões'

Fábio Balassiano

04/01/2018 06h20

E Nenê falou. Falou ao site argentino Reloj de 24. Em uma de suas raríssimas entrevistas, o pivô brasileiro do Houston Rockets fez uma dura análise sobre o panorama atual do basquete nacional. Mostrou-se descrente com os desmandos antigos da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e fala que não acompanhou a seleção nos dois primeiros jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019 da China.

“Não tenho tempo para falar sobre a Confederação Brasileira de Basketball. A política é uma merda, e aqueles que estão no andar de cima são corruptos e ladrões. A verdade é que não tenho tempo para falar sobre isso'', afirmou Nenê, para emendar logo em seguida: “Não acompanhei os dois primeiros jogos da seleção (nas eliminatórias da Copa de 2019). Eu vivo os momentos atuais, e neste momento penso em ajudar Houston Rockets e meus colegas de time. Esse é o meu objetivo''.

Impossível afirmar, mas acho que Nenê não fala sobre a gestão atual da Confederação que é presidida por Guy Peixoto, que assumiu há menos um ano, mas sobre os mandatários anteriores. Carlos Nunes (2009-2016) e Grego dirigiram a CBB (2001-2009) por 16 anos e são os maiores responsáveis por terem colocado o basquete brasileiro no andar mais baixo de sua história.

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O primeiro afundou a entidade máxima em dívidas absurdas (quase R$ 20 milhões em dado momento de seus 8 anos à frente da CBB). O segundo, nunca teve relacionamento com o jogador brasileiro há mais tempo na NBA (15 anos), sendo considerado por muitos um dos grandes responsáveis pelo fato de Nenê não ter jogado na equipe nacional por muito tempo (entre 2003 e 2004, não atuou em nenhum campeonato).

Outra interpretação possível sobre a frase do atleta é que Nenê fala sobre política de forma mais aampla, sobre a do Brasil como um todo, e não necessariamente sobre a da modalidade em particular (hipótese bem reduzida, mas plausível, diga-se). Chama a atenção, porém, o fato de, por um lado ou por outro, o jogador de 34 anos se expressar pesadamente assim em uma das primeiras vezes de sua carreira (e isso é bem positivo).

Na mesma entrevista Nenê afirma que pretende continuar vivendo nos Estados Unidos depois que parar de jogar (“Minha vida é aqui. Tenho amigos e família nos EUA'') e que é fã de Manu Ginóbili, argentino que atua no San Antonio Spurs (“Sou um fã de Ginobili, e amo vê-lo jogar. Para mim, ele é o melhor jogador internacional na NBA que pude enfrentar. É uma lenda'').

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