Bala na Cesta

Armador da seleção, Deryk fala da importância do pai em sua vida e dos próximos passos da carreira

Fábio Balassiano

13/08/2017 11h50

Logo quando me apaixonei pelo basquete, quando fazia escolinha morávamos numa casa que tinha um quintal bem grande. Meu pai, vendo que minha paixão só aumentava pelo jogo, decidiu fazer uma cesta no quintal. Pegou todas as medidas, tudo perfeito, e fez na empresa que ele trabalhava. Treinava na escolinha e já chegava em casa treinando na cesta que meu pai tinha construído. Depois disso o basquete ficou 24h por dia na minha vida (risos)”.

A história da relação do armador Deryk Ramos, que está treinando em Pindamonhangaba com a seleção masculina que se prepara para a Copa América adulta que será disputada no final deste mês, com Evandro, seu pai, é uma das que emocionam e que merecem ser contadas no dia de hoje.

Nascido e criado em Limeira, Deryk tem relação fortíssima com sua família e é uma das maiores revelações do basquete brasileiro. Aos 23 anos, o blog o entrevistou para falar de sua proximidade com seu pai, dos próximos passos de sua carreira e da situação crítica de Brasília, time que defenda há duas temporadas mas que, com problemas financeiros gravíssimos, pode não disputar o próximo NBB (a decisão final sairá em 25 de agosto).

BALA NA CESTA: O que representa a figura do seu pai na sua vida? Como ele te incentivou ao longo de sua trajetória no basquete?
DERYK RAMOS: Sem dúvida nenhuma sem o meu pai eu não chegaria nem perto de onde estou hoje. Foi ele que me levou ao meu primeiro jogo de basquete, quando me apaixonei pelo esporte. Foi ele que procurava clubes para eu treinar. Todo final de semana, nosso programa era jogar basquete. Tudo o que eu sou como pessoa e como atleta vem dos meus pais. Eles sempre me incentivaram e sempre estiveram ao meu lado da melhor maneira possível. Me ajudaram nas escolhas que fiz, e isso acontece até hoje. Mesmo morando longe, nos falamos todos os dias. A presença deles na minha vida é muito grande, são as pessoas mais importantes que tenho.

BNC: Como está sendo esse começo de preparação com a seleção brasileira? O que esperar dessa Copa América que a equipe irá participar?
DERYK: Por aqui (nos treinos em Pindamonhangaba), tem sido uma experiência muito boa. O reconhecimento por uma convocação é sempre incrível, é a prova que você está no caminho certo, trabalhando de maneira correta. Essa convocação me deixou muito feliz. É sempre uma excelente oportunidade e um prazer vestir a camisa da seleção. Estou ainda mais motivado por isso. A preparação está intensa, e essa equipe tem tudo para surpreender.

BNC: Você é um cara que treina muito, se dedica bastante. Acha que é este exatamente o espírito que o trouxe para a seleção, agora jovem e mais do que nunca coletiva e disciplinada sob o comando do César Guidetti?
DERYK: O basquete, por mais complexo que seja, te exige uma coisa: dedicação. Se você quer chegar em algum lugar, a melhor maneira para isso é se dedicar ao máximo. Sempre acreditei nisso, e sempre fiz assim em minha vida. Estar aqui com a seleção é uma grande oportunidade, e estou me doando ao máximo para não deixar ela passar. Vou aproveitar ao máximo, sempre treinando muito para defender o Brasil da melhor maneira.

BNC: Brasília corre o risco de não jogar o próximo NBB. Como você está visualizando esse cenário todo? Pretende permanecer na equipe, mesmo com esse risco? Não é o momento de tentar uma experiência na Europa, por exemplo?
DERYK: Será péssimo Brasília não ter equipe no NBB. A cidade é apaixonada pelo time, é fã de basquete. Por toda história que o time tem, ficar de fora do NBB será muito ruim. Torço muito para que isso não aconteça, pois ninguém lá merece isso. Tenho vínculo com Brasília de mais um ano de contrato e sempre honrei meus compromissos. A situação de Brasília ainda não está definida, e confesso que meu foco, agora, está na Seleção. Quero fazer uma excelente preparação por aqui e jogar a Copa América, defender a camisa do basquete brasileiro e honrar as tradições que ela tem. Tenho um sonho de jogar no exterior, sim, mas é uma situação que depende de vários fatores. Se a oportunidade aparecer, beleza. Mas não fico pensando nisso. Não é o meu grande foco hoje. O que quero sempre é evoluir.

BNC: A temporada passada você foi bem, mas muita gente acha que a explosão que esperava-se de você não veio. Você concorda com essa análise?
DERYK: É uma forma de se pensar, até pela temporada retrasada. Naquela época, fui uma surpresa, ninguém tinha me visto jogar direito ainda. Acredito que o importante é evoluir, e fiz isso na última temporada também. Eu sou o que mais me cobra, mas não deixo essa cobrança me atrapalhar. Estou fazendo tudo para esta ser a melhor temporada que já tive. Comecei a treinar nas férias, trabalhei a parte física, tudo isso visando crescer. Estou com a cabeça tranquila, como sempre tive, e pronto para desenvolver meu basquete.

Sobre o blog

Por aqui você verá a análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais.

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