Bala na Cesta

Analisando a eleição de Guy Peixoto e mais uma aprovação de contas da CBB

Fábio Balassiano

13/03/2017 13h20

Guy Peixoto é o novo presidente da Confederação Brasileira. Eleito com 17 votos (seu oponente Amarildo Rosa teve 9, houve uma abstenção e o Tocantins não pode votar), Guy assume uma CBB dívida de mais de R$ 17 milhões e suspensa pela Federação Internacional.

Seu primeiro (e corretíssimo) ato foi pegar um avião rumo a Suíça para, nesta semana, tentar mostrar aos dirigentes do alto escalão do basquete mundial que uma estratégia emergencial, chamada por ele e seu time de “Plano de 100 dias”, estará em curso a partir de agora. O objetivo: retirar a suspensão que impede clubes e seleções brasileiros de jogar competições internacionais.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

Está claro que os desafios de Guy Peixoto serão imensos. Estarei como sempre vigilante a esta nova gestão da Confederação Brasileira, mas obviamente sabendo que a nova gestão precisará de tempo para analisar o cenário de terra arrasada da entidade (mesmo tempo que dei a Carlos Nunes em 2009 e que concederia em qualquer novo mandatário da CBB). Alguns fatos, ainda sobre a eleição, merecem ser levados em consideração e analisados por aqui. Vamos lá:

1) Além da votação no presidente em si, os 27 votantes liberados para o pleito (todas as Federações menos Tocantins e Associação de Atletas) tinham uma coisinha importante a fazer na sexta-feira no Comitê Olímpico Brasileiro: aprovar ou reprovar as contas de 2016 do (agora) ex-presidente Carlos Nunes. Os resultados (eleição e contas) encontram-se ao lado e estão claríssimos. Quinze presidentes de Federação aprovaram os resultados financeiros da CBB em 2016, 11 reprovaram e outra se absteve.

2) As aberturas encontram-se na figura ao lado (clique para ampliá-la). Apurei e coloco no blog como os presidentes de Federação e a Associação de Atletas votaram tanto para o presidente quanto para a aprovação ou reprovação das finanças da CBB em 2016. Em uma olhadinha rápida, todos os que elegeram Guy Peixoto chancelaram o balanço de Nunes em 2016 com exceção de MG, que se absteve. Os que reprovaram votaram em Amarildo. Não é coincidência. Vale dizer também que Rio Grande do Norte, que não votou para presidente, reprovou as contas. Pela primeira vez os Atletas votaram contra (analisarei adiante).

3) Presidentes de Federação normalmente são políticos, e até para analisar balanços financeiros votam… politicamente (e não financeiramente, como deveria ser). Para se ter uma ideia da coerência, ou falta dela, em relação a estes rapazes, em 2016 apenas três reprovaram o Balanço recheado de dívidas da CBB (Maranhão, Goiás e Pará). Estes agora aprovaram – e a situação piorou terrivelmente, sabemos. Os que antes chancelaram o trabalho de Carlos Nunes agora… reprovaram. O que mudou? Estes descobriram agora, só agora, que a situação da entidade é falimentar? Os que antes reprovavam passaram a aprovar por qual motivo?

4) Para responder a pergunta acima eu fui conversar com 4 presidentes de Federação. Dois que aprovaram e dois que reprovaram. Todos foram na mesma linha: o grupo de choque de Guy Peixoto aprovou as contas para ter acesso livre a todas as informações da CBB de Carlos Nunes.

Não é a maneira que eu lidaria com isso, mas foi uma estratégia em conjunto de quem sabe que terá muita coisa para tirar dos porões da Confederação. Os que reprovaram o fizeram porque já sabiam que perderiam a eleição e seria uma forma de retaliar o agora ex-presidente da entidade.

5) Sobre a votação para presidente em si, chamam a atenção os votos de Rio de Janeiro e São Paulo. As duas maiores Federações do país votaram em Amarildo Rosa. Têm representatividade, sem dúvida alguma, mas juro que gostaria de entender as razões do voto. Nada contra Amarildo, pelo contrário, mas houve algum motivo especial para que especificamente SP e RJ optassem pelo lado que acabou saindo derrotado? Ademais, como Guy Peixoto lidará com seu, digamos, grupo de eleitores e não eleitores? Seus votos vieram, em sua grande maioria, de Norte e Nordeste, antigos centros eleitorais que elegeram Grego no final do século passado.

6) Não poderia deixar de elogiar a postura da nova gestão da Associação de Atletas. Não pelo voto em Guy Peixoto em si, porque aí é uma questão de análise dos candidatos e eu não posso dizer quem está certo ou errado, mas sim pela coerente reprovação das contas. As contas da CBB são tenebrosas, e não faz o menor sentido aprová-las (nenhum motivo!). Vale dizer que o mandatário anterior, Guilherme Giovannoni, jogador de Brasília, aprovou TODAS as contas de Carlos Nunes desde que passou a votar. Em seu primeiro ato como novo mandatário da Associação, Guilherme Teichmann, bom ala-pivô do Pinheiros, optou por reprovar algo que está muito ruim. Mesmos nomes, posturas completamente diferentes, né? Ainda bem!

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