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O óbvio ululante: EUA ganham Olimpíada feminina com facilidade

Fábio Balassiano

20/08/2016 22h20

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eua3Este era o ouro mais do que esperado, né? Mais até que o da seleção masculina dos EUA. As meninas norte-americanas bateram a Espanha na tarde deste sábado na Arena Carioca I por 101-72, conquistaram o sexto título olímpico consecutivo e ampliaram o domínio na modalidade.

Mais do que isso: ao contrário dos rapazes, onde a distância entre os países acaba diminuindo ano após ano devido ao intercâmbio, no jogo feminino a diferença entre a qualidade entre os EUA e o restante do planeta fica cada vez mais descomunal. A margem de pontos nas 8 vitórias foi de incríveis 37,2 pontos.

eua1No jogo do bronze, a Sérvia venceu a França por 70-63, conquistou a medalha em sua primeira Olimpíada e voltará pra casa com no mínimo uma prata e um bronze em sua estreia nos Jogos, já que amanhã o time masculino fará a final contra os EUA. Sobre a partida contra a seleção francesa, deu um pouco de tristeza pelo que se viu no primeiro tempo. Baixíssima qualidade técnica, uma correria interminável, percentual baixo de conversão nos arremessos (menos de 35%) e pouca variação tática. Fiquei me perguntando como, em um universo cuja excelência está longe de ser vista em quase todas as equipes (com exceção dos EUA), o Brasil consegue estar entre os piores. Bate uma tristeza imensa, essa é a realidade.

serbia1Na segunda etapa as coisas melhoraram, o nível das duas equipes subiu, a partida melhorou e o duelo animou a torcida que decididamente não encheu o ginásio (apesar de os ingressos aparecerem como esgotados no site – vai entender…). Jogaram muito bem pelo time sérvio a intensa Jelena Milovanović (18 pontos e 7 rebotes), a habilidosa Ana Dabovic (11 pontos e 7 assistências) e a cerebral Sonja Petrovic (10 e 4 rebotes). Pelas francesas, gosto cada vez mais das jovens Marine Johannes (21 anos) e Olivia Époupa (22). As duas são, porém, muito cruas ainda e cometem muitos erros. Pro futuro francês, no entanto, dá pra ver que ambas brilharão demais por muito tempo.

eua6No jogo do ouro, vale dar os parabéns às espanholas. O time de Lucas Mondelo começou bem, liderou o primeiro período por cinco, seis minutos, mas quando as conhecidas e usuais substituições começaram, as reservas dos dois lados entraram não houve mais jogo. Os Estados Unidos, com um elenco formidável, com um punhado de atletas cujo potencial físico beira o absurdo (Sylvia Fowles, Brittney Griner, Tina Charles etc.) foram abrindo, abrindo, abrindo, chegaram a colocar 30 pontos de diferença e aí a partir do terceiro período o que se viu foi um "troca-troca" de cestas simplesmente para deixar o tempo passar.

eua5Quero deixar aqui os nomes de Diana Taurasi (ela abraçando uma fã que foi ao ginásio apenas para dizer que começou a jogar por sua causa, uma imagem belíssim!), Sue Bird (uma das melhores armadoras de todos os tempos) e Tamika Catchings (se aposentará quando acabar a temporada 2016 da WNBA), que conquistaram a quarta medalha de ouro olímpica, igualando-se a Lisa Leslie e a Teresa Edwards como as maiores vencedoras do basquete mundial nos Jogos.

Viu os jogos? Comente aí o que achou do desfecho do feminino!

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