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Bala na Cesta

Após suspensão da verba da Eletrobrás, Ministério mantém convênio com a CBB

Fábio Balassiano

01/11/2013 15h00

leyser2Na semana passada você viu aqui que a Eletrobras suspendeu o contrato de patrocínio da CBB devido ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Mais um baque para a administração da entidade máxima do basquete brasileiro. Fui ouvir novamente o Ministério do Esporte, tal qual já havia feito quando o Itaú processou a Confederação por falta de pagamento de parcelas de empréstimo. Através da Secretaria de Alto Rendimento, que investiu cerca de R$ 14 milhões de reais na CBB (relembre papo aqui), obtive a pequena entrevista abaixo com Ricardo Leyser (foto à esquerda).

BALA NA CESTA: O Esporte de Alto Rendimento, com o baquete em particular, é financiado por recursos públicos, entre eles convênio da CBB com o Ministério do Esporte. Considerando que os balanços da CBB entidade têm demonstrado gestão temerária, inclusive não honrando compromisso bancário (processo do Itaú), só acertado depois de ação judicial, e, agora, com medida extrema da Eletrobras de suspender a parceria, qual a reação do ME, principal gestora e parceira da CBB?
RICARDO LEYSER: A CBB passa por problemas administrativo-financeiros comuns a entidades e empresas privadas, públicas ou não-governamentais. O importante, no caso da Confederação, é que os problemas sejam administráveis e não afetem o desempenho do basquete brasileiro nas quadras.

leyser1BNC: Estes assuntos de gestão financeira, cuja falta de habilidade está se tornando cada vez mais frequente, são tratados nas reuniões do Conselho Nacional do Esporte (CNE)? Caso sim, qual medida será tomada?
LEYSER: O CNE se ocupa de questões da política nacional, da legislação e do financiamento do esporte, entre outros temas relevantes, não das rotinas de gestão das entidades.

BNC: Em 2013 o ME destinou mais de R$ 14 milhões para a CBB, uma entidade que não tem tido muito talento para uso de verbas públicas (vide dedução da verba de 2012, como está no blog desde o ano passado), tornando-se o principal órgão financiador do basquete. O ME pensa em suspender o convênio em plena temporada esportiva ou rever as ações para 2014?
LEYSER: Por ora, não há motivo para suspender os convênios. Quando a vigência expirar e tiver sido feita a prestação de contas. Se houver algum problema, o Ministério avaliará medidas cabíveis. A intenção do Ministério é que todos os convênios sejam cumpridos à risca, em benefício do basquete brasileiro.

BNC: O Ministério conversou com a Eletrobras a respeito da situação? O que a estatal informa exatamente?
LEYSER: Não houve conversações oficiais do Ministério com a Eletrobras. Por enquanto, o assunto está na alçada da CBB e da empresa.

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