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Bala na Cesta

Sem patrocínio, Blumenau está fora da LBF - basquete feminino pode fechar as portas?

Fábio Balassiano

04/11/2012 00h38

A informação está no site Notícias do Dia, e é péssima para o basquete feminino brasileiro: sem conseguir R$ 80 mil de patrocínio, Blumenau, do técnico João Camargo (foto), está fora da próxima edição da Liga de Basquete Feminino, a LBF, que, é bom que se diga, ainda não tem nem data pra começar (só pra vocês terem noção do descaso). Com isso, a tendência é que o campeonato tenha apenas seis equipes (sim, é isso mesmo): Maranhão, Sport-PE, Americana, Santo André, São José e Ourinhos.

Na boa, eu não sei mais o que falar sobre o basquete feminino brasileiro. A Confederação Brasileira não apresenta plano algum para salvar a modalidade (ao contrário, só faz reunião em São Paulo com Hortência e os técnicos da seleção sabe lá pra tratar que assunto), e chegar a ser, com o perdão da palavra, patético que em uma semana eu leia que tem atleta vendendo rifa para ajudar a saldar dívida de Catanduva e na outra que um clube deixa de participar da LBF por causa de R$ 80 mil.

Assim, sem querer ser chato, mas vamos a algumas perguntas bem básicas:

1) O orçamento anual da CBB é de mais de R$ 25 milhões. Não seria possível tirar 0,3% para colocar o único time do Sul do Brasil na principal competição do basquete feminino do país? Pelo visto não, né…
2) Insisto em outra pergunta: até quando Marcio Cattaruzzi, presidente da LBF, achará tudo o que está acontecendo no basquete feminino normal? Será que ele tem real noção do buraco em que se encontra a competição que preside?
3) Dá pra ter alguma esperança de evolução em um campeonato com apenas seis equipes? É possível acreditar em melhora assim?
4) Ah, sendo ainda mais pragmático: já pararam pra pensar que, se o regulamento com turno e returno for mantido, as principais atletas do país terão feito apenas 10 jogos na fase de classificação? Alguém acredita que haverá desenvolvimento técnico assim?

As respostas para as perguntas acima são óbvias, tristes e claras, e mostram a quantas anda o basquete feminino brasileiro – na sarjeta, na lama, entregue. Infelizmente não há mudança de rota, correção de rumo. A Confederação Brasileira tem postura lamentável, não possui planejamento algum e acha tudo isso que estamos vendo absolutamente normal.

Por fim, desejo meus sinceros parabéns a Grego, Carlos Nunes, Hortência, Brunoro e todos aqueles que estão conseguindo acabar com o basquete feminino brasileiro (é sempre bom lembrar, um basquete que conquistou um Mundial e duas medalhas olímpicas não tem 20 anos). Vocês ainda não conseguiram, mas chegarão lá. Continuem assim que o objetivo será atingido.

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