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Sem Iziane, seleção feminina disputará Olimpíadas com 11 - mais crise a caminho?

Fábio Balassiano

20/07/2012 11h30

Conforme você leu ontem à noite aqui no blog (a CBB só confirmou em seu site hoje de manhã), Iziane está cortada da seleção brasileira. Choca, claro, mas não surpreende, né. A questão, agora, é que a equipe de Luiz Claudio Tarallo jogará as Olimpíadas com 11, já que o prazo para inscrição de atletas se esgotou.

Os motivos do corte, segundo a CBB, foi a tal "indisciplina fora de quadra", como antecipei aqui ontem. Muita gente me pergunta os motivos, mas decidi não divulgar aqui. Acho muita exposição pra atleta, que provavelmente terminará a sua carreira sem disputar outra Olimpíada com o destaque que seu talento poderia lhe proporcionar (em 2004 ela era jovem e teve 15 pontos por jogo; em 2008 não foi por causa da briga com Bassul; e agora não irá porque também teve problemas com Hortência), mas posso dizer que não houve briga com Hortência, discussão com técnico ou coisa do gênero. É de outra ordem o seu problema, e como o assunto é de ordem pessoal (foro íntimo), eu prefiro não ir além.

Conversei com Hortência, diretora de seleções femininas da CBB e responsável pelo corte, e ela me disse que a decisão foi tomada ontem mesmo por uma reincidência de erros. Não se alongou, não falou muito (no que faz bem, diga-se) e disse que apenas ela falará sobre o assunto (atletas, não, portanto).

Muita gente está dizendo que agora a seleção entra mais forte, já que a saída de Iziane pode "fechar" e unir o grupo. Pode, sim, ser um ponto, mas é inegável a perda técnica que a ausência dela traz. Isso, claro, sem falar na parte psicológica, que já estava estraçalhada depois das derrotas vexatórias contra Austrália e Estados Unidos. Os treinamentos, pelo que se vê nos amistosos, foram ruins, e a cabeça das meninas a esta altura dos acontecimentos deve estar um caco também.

Para piorar ainda mais as coisas, a seleção feminina joga, a partir de hoje, o Torneio Internacional de Lille até domingo. A estreia será às 15h (de Brasília), justamente contra a França, rival de estreia nos Jogos Olímpicos e principal rival a ser batida em Londres. Amanhã o jogo será contra a Austrália (13h) e no domingo é a vez da China (9h).

Insisto: se antes eu pensava que passar em terceiro lugar do grupo era possível, hoje considero bem viável (talvez até provável) uma eliminação na primeira fase (Grã-Bretanha e França podem ganhar do Brasil). Em 2008, a seleção feminina terminou em penúltimo lugar – também sem Iziane (farei um post exclusivamente sobre ela depois, prometo). O que virá em Londres-2012?

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