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Bala na Cesta

Especialista em bater rival, Rubén Magnano reencontra EUA nesta segunda-feira

Fábio Balassiano

16/07/2012 00h35

Você aí já sabe que as duas seleções brasileiras enfrentam os EUA nesta segunda-feira a partir das 18h30 de Brasília (primeiro as meninas, depois os rapazes – as duas pelejas têm transmissão do Sportv). O duelo será no Verizon Center, casa dos Wizards e também do brasileiro Nenê, único dos 48 atletas que entrarão em quadra logo mais do time da casa, mas chama a atenção o novo encontro de Rubén Magnano com o basquete norte-americano que ele conhece tão bem.

Para se ter uma ideia, Rubén é o ÚNICO treinador do mundo a ter batido os Estados Unidos duas vezes desde que os melhores do mundo passaram a utilizar atletas da NBA em Mundiais e Olimpíadas. Foi com a seleção argentina em 2002 e em 2004. No Mundial de Indianápolis, os hermanos bateram os norte-americanos por 87-80 (15 pontos de Manu) no dia 4 de setembro para se sagrarem o primeiro time a vencer uma seleção americana formada por jogadores da liga profissional. Dois anos depois, em 27 de agosto, os platenses contaram com mais uma atuação de gala de Manu Ginóbili (29 pontos) para superar o time de Larry Brown nas semifinais das Olimpíadas de Atenas por 89-81 antes de conquistar o ouro contra os italianos na decisão.

Lembro bem das duas partidas, e Magnano alucinou os norte-americanos com a defesa por zona que eles tanto odeiam. Em 2002, foram 21 erros em 28 tentativas de fora por parte dos norte-americanos. Dois anos mais tarde, o volume foi menor, mas a pontaria (27% em 3/11), tão errática quanto em Indianápolis. Outro dado comum: nas vitórias da Argentina, o jogo de passes fluiu muitíssimo bem. Há dez anos, 23 passes para 33 arremessos convertidos. Em 2004, 18 para 32. Somando tudo, 63,1% dos pontos saíram através de assistências – ótimo índice. Outra coincidência: nas duas vitórias, os vizinhos sul-americanos saíram na frente (58-41 se somarmos os dois primeiros períodos). Será mais difícil, claro, pois hoje há atiradores de elite no time dos EUA (Kobe, Harden mesmo, Kevin Durant etc.), mas pode ser um bom caminho.

Com o Brasil, Rubén Magnano não fez feio. No Mundial de 2010, na Turquia, os brazucas fizeram uma ótima partida, mas perderam no final por 70-68. O resultado conta muito pouco nesta noite de segunda-feira, todos sabemos, e muito embora nos norte-americanos estejam muito mais fortes (com Kobe, LeBron, CP3 etc.), o técnico da seleção já provou conhecer os caminhos para derrotá-los e a rotação dos pivôs com Nenê, Splitter e Varejão pode ser um trunfo pra lá de interessante (será que Coach K manterá a formação com um armador e quatro alas diante de um garrafão tão forte como o brasileiro?).

E se a seleção precisa de uma dose extra de confiança para chegar às Olimpíadas tinindo, quem sabe o duelo de logo mais em Washington não reserve uma grata surpresa. Se não com vitória, o que é difícil, ao menos com uma exibição para encher de moral e turbinar ainda mais o grupo de Magnano.

Vale a pena ficar de olho. Será que Magnano apronta outra?

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