Bala na Cesta

Arquivo : agosto 2011

De novo no sufoco, de novo com vitória no fim
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Fábio Balassiano

O Brasil novamente não jogou bem (muito pelo contrário), mas novamente contou com um ótimo quarto período (sequência de 15 pontos seguidos no começo dos dez minutos finais e 22-11 ao todo) para vencer o Canadá por 69-57 na segunda rodada do Pré-Olímpico de Mar del Plata. Amanhã o time de Rubén Magnano folga antes de enfrentar a República Dominicana na sexta-feira.

Já sei que os pragmáticos dirão que o que importa é a vitória, mas o time de novo cometeu erros inacreditáveis. Bloqueio de rebote na defesa foi inexistente, aquela loucura no ataque veio novamente com força e se não fosse a deficiência técnica do Canadá eu sinceramente não sei o que aconteceria (isso sem falar nas oscilações – problema aparentemente impossível de resolver). E foi justamente pela parte técnica de Huertas e Splitter que o Brasil venceu. O armador foi fantástico (que jogador!), fez dez de seus 17 pontos no último período, e o pivô deu consistência nos rebotes e na defesa.

Mais do que isso: em alguns momentos o que se via na seleção há cinco, seis anos voltou a aparecer. O ataque parecia perdido, solto (Marquinhos foi o maior exemplo disso), a defesa errou em rotações seguidamente e o banco de reservas não apareceu. Os três primeiros períodos foram pra esquecer, na boa.

E aí, viu o jogo? Comente na caixinha então!


Alto-falante: São Paulo já tem candidato da oposição na Federação
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Fábio Balassiano

“Pretendo transformar a Federação Paulista em uma empresa rentável, com um produto disputado no mercado. Por que, senhores, 30 anos de uma mesma administração? Será que não vale uma mudança? Por que não mudar? Será que todos os clubes e Ligas estão contentes com atual gestão? Será que não existe alguma instituição disposta a fazer uma oposição leal? Qual o receio? Por que a acomodação?”

A declaração é de Odair Viola Sabagg (foto) ao Databasket. Ele é pré-candidato da oposição a presidência da Federação Paulista de Basquete, que é comandada por Antonio Chakmati há mais de 30 anos. Para se tornar candidato e disputar a eleição contra Chakmati, que obviamente concorre à reeleição, Odair precisa do apoio de uma das cinco Ligas de São Paulo. Será que ele consegue?

Sinceramente não conheço Odair, mas acho absolutamente fundamental que exista renovação em São Paulo, maior centro de basquete do país.


Clássico no Sub19 feminino – e a chance de Ênio Vecchi ver
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Fábio Balassiano

A partir das 18h30 desta quarta-feira Americana (baita aperitivo para o Pré-Olímpico), que joga em casa, e Jundiaí se enfrentam pelo Paulista Sub19 feminino em um dos maiores clássicos da modalidade (novamente com Twitcam para todos vermos – aqui o link do Twitter de Americana.

É o encontro de dois dos melhores projetos de base do país, de dois técnicos com histórias diferentes (Adriana Santos, campeã mundial, está começando a carreira, e Tarallo, mais experiente, vem com uma medalha de bronze no peito) e com nada menos do que oito atletas que estiveram no Mundial Sub19 do Chile (Thamara, Drielle, Joice, Ramona e Mariana Lambert pelas visitantes, e Aruzha, Aline e Izabella Sangalli pelas mandantes).

E a contagem só não é maior porque Damiris (Jundiaí) e Tássia (Americana), estrelas do time que foi terceiro lugar no Mundial, estão treinando com a seleção adulta em… Americana, local em que a seleção adulta tem treinado visando o Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia. E aí está a melhor notícia: o técnico Ênio Vecchi (foto), Hortência e Janeth poderão ver, mais uma vez, grande parte das atletas que poderão representar o Brasil em competições internacionais em um futuro bem próximo (assim espero).

Torço, sinceramente, para que o trio olhe para as meninas do Sub19 com coração aberto e que exista a possibilidade de elas serem aproveitadas rapidamente. Conforme venho dizendo, a geração é muito, muito boa (e não falo isso apenas pela medalha no Chile, não), tem potencial e precisa apenas de oportunidades em times adultos. O jogo desta noite promete muito. Você não vai perder essa, vai?


A estreia e o que está por vir com a seleção masculina no Pré-Olímpico
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Fábio Balassiano

Acabei de ver a estreia do Brasil (sim, há exatos 15 minutos – e nem acho que jogou tão mal assim, mas jogou errado e jogou o jogo do rival). Sei que o a vitória contra a Venezuela (92-83) já foi amplamente debatida na caixinha de comentários aqui embaixo, mas há algumas coisas importantes. Houve, sim, pontos positivos (muitos): cinco atletas saíram com 11 pontos ou mais, houve 22 assistências nos 35 arremessos convertidos (62,8%), a recuperação no último período foi fantástica (26-14), Tiago Splitter (foto) foi muito bem (17 + 11) e a defesa no segundo tempo foi muito bem (como na preparação). De todo modo, acho que é inegável que a seleção não fez uma partida muito boa (e isso até o Rubén Magnano disse).

Acredito muito que uma estreia mexa com os nervos de todo mundo. Mas acho que não custa lembrar que o adversário também fazia a sua primeira partida na competição, né. Portanto, se há “síndrome da estreia”, comentada aqui há uns três dias, há pra todo mundo (em que pese o fato de ser franco-atirador o time rival). Em termos táticos, um problema grave que Rubén Magnano não conseguiu resolver ainda (e isso foi amplamente debatido aqui nos amistosos), a transição defensiva, ontem deixou clarões incríveis e possibilitou aos venezuelanos um punhado de cestas sem marcação. Além disso, as rotações, que haviam melhorado, voltaram a falhar – houve uma série de buracos imperdoáveis, que geraram infiltrações, pontos fáceis e uma série de arremessos livres para os rivais. Foi assim que Greivis Vasquez, ótimo jogador do Memphis, se refestelou com 26 ponto e sete passes.

No ataque, a condução brasileira foi “aloprante” – e muitos arremessos foram forçados. Rafael Luz entrou bem, mas sinceramente achei o ritmo, principalmente de Marcelinho Huertas, acelerado demais – e para um rival que queria que o Brasil corresse, tudo o que o time não poderia fazer era… correr. Imprimir velocidade é bom, mas saber dosá-la é melhor ainda. Além disso, as oscilações precisam ser melhor dimensionadas pela comissão técnica. Em um jogo decisivo, ficar cinco, seis minutos sem pontuar (primeiro e segundo períodos) pode ser fatal.

De todo modo, e por mais que o diagnóstico seja duro, a vitória veio, e é bem melhor começar mal vencendo do que começar mal perdendo. Mas é bom abrir o olho para que os erros da tarde de ontem não sejam repetidos – principalmente contra adversários que brigarão, de fato, pela vaga olímpica.

A questão fundamental, porém, é uma só: como se comportará a equipe nesta quarta-feira (20h30, com transmissão do Sportv, do Esporte Interativo e da ESPN) diante do Canadá, que estreia na competição? Haverá evolução? Comente na caixinha!


Brasil sofre muito, mas vence Venezuela na estreia
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Fábio Balassiano

O Brasil suou horrores, mas acaba de vencer a Venezuela por 92-83 na abertura do Pré-Olímpico masculino de basquete em Mar del Plata. Amanhã o Brasil mede forças com o Canadá às 20h30. Tiago Splitter teve 17 pontos e 11 rebotes.

Tudo bem que era o começo de uma competição importante (eu não vi o jogo devido a problemas pessoais), mas acho muito inacreditável que uma seleção brasileira sofra isso tudo para vencer a possante Venezuela (passou a comandar o placar apenas no período final, quando fez 26-14). Amistosos, como disse antes, enganam muito, e pelo que li na internet as deficiências apareceram com força (bolas de três sofridas em sequência, ataque desesperado e bloqueio de rebotes fraco).

E aí, viu a partida? Gostou? Comente na caixinha!


Alto-falante: Laís Elena abre as portas de Santo André para Damiris
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Fábio Balassiano

“Não fizemos nenhum convite, mas temos interesse sim. Vou assistir o amistoso contra Cuba (no dia 9) em Americana. Se tiver uma oportunidade, vou conversar com ela, ver o que pensa da carreira. Seria uma bobeira ela ir agora para a Europa. O comentário que ouvi é que irá para a Espanha. Lá o treinamento é inferior ao nosso, eles treinam menos e não trabalham a parte técnica”

A declaração, dada a Rede Bom Dia, é de Laís Elena, técnica de Santo André que quer contar com Damiris (foto), melhor jogadora do Mundial Sub19 do Chile, em seu elenco para a próxima edição da LBF (Liga de Basquete Feminino). A ala-pivô é cortejada por equipes européias (o Vigo, da Espanha, parece ser o favorito nessa corrida) e é uma das esperanças do basquete brasileiro para os próximos anos.

Será que Laís consegue convencê-la a ficar por aqui?

Tags : Damiris


É hoje: Brasil estreia contra Venezuela no Pré-Olímpico masculino
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Fábio Balassiano

Foram quase dois meses de treino para o dia de hoje. A partir das 14h (de Brasília – horário ingrato pra mim), a seleção de Rubén Magnano mede forças com a Venezuela, do técnico Eric Musselman e do jovem Greivis Vasquez, do Memphis Grizzlies. O duelo não promete ser uma baba, mas ficaria surpreso se o Brasil tivesse muitas dificuldades contra os venezuelanos. Sportv, Espn e Esporte Interativo exibem.

De todo modo, é bom não bobear. Nas últimas quatro partidas iniciais de Pré-Olímpico das Américas (1995, 1999, 2003 e 2007) o Brasil perdeu duas vezes (em 95 para o Uruguai e em 2003 para os EUA) e sofreu nas outras duas (em 1999 venceu a República Dominicana por 70-64 e em 2007 bateu o Canadá por 75-67). Conforme disse outro dia, seria muito bom se a “síndrome da estreia” passasse longe de Huertas (foto), Splitter e Cia.

Que a seleção brasileira masculina comece com o pé-direito e com cabeça no lugar a sua luta por uma das vagas nas Olimpíadas de Londres. São 15 anos de espera, e é óbvio que a ansiedade é imensa. Sorte para os rapazes, e que eles continuem defendendo horrores, como foi durante toda a preparação, que o ataque siga evoluindo e que as oscilações tenham ficado no passado.

E aí, vai acompanhar a partida de hoje? O que você acha que vai acontecer? Será que o Brasil passa fácil pela Venezuela? Comente na caixinha!

 


Os melhores posts da última semana
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Fábio Balassiano

Pra quem perdeu, aqui vai uma seleção de ótimas leituras da última semana.

— Fábio Aleixo, que agora assina um blog direto de Mar del Plata, entrevistou Marcelinho Machado. Clique aqui e leia.

–Jorge Scarpin, professor da Universidade Regional de Blumenau e sempre ligado no mundo do basquete, escreveu sobre a crise financeira da NBA (texto imperdível).

— Paulo Murilo, brilhante, escreveu sobre a seleção que estreia amanhã em Mar del Plata.

— O Paulistano está com blog sobre sua equipe masculina adulta.Clique aqui e confira (pra quem gosta do Twitter, o @BasqPaulistano é ótimo também). Vale a pena.

Esqueci de alguma coisa? Então coloca na caixinha que a gente troca uma ideia!


Uma câmera na mão, uma ideia e todos vendo basquete
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Fábio Balassiano

Quem acordou cedo ontem e estava no Twitter teve uma bela surpresa. A turma do departamento de comunicação de Americana informava que a partida entre a equipe local e Santo André pelo Paulista Sub19 feminino seria transmitida via Twitcam. E não era uma peleja qualquer: era o duelo entre dois dos melhores trabalhos de base do país.

Mas isso nem é o mais importante, acreditem. Assim como o Bert, do PBF, vi um pouco da grande vitória de Americana (61-41, com 16 pontos de Aruzha, que em termos técnicos acaba compensando seus problemas físicos – na foto), mas me chamou a atenção que mais de cem pessoas estavam ali, numa manhã de domingo, para acompanhar um jogo até certo ponto “inofensivo”.

A iniciativa não é inédita (Assis fez isso, com bastante sucesso no NBB3), precisa de ajustes (não dá pra saber o placar) e pode ser evoluída (quem sabe com um narrador), mas é um baita avanço na obtenção de informações mais apuradas de jogadores/jogadoras das divisões de base (grave problema do basquete brasileiro, diga-se de passagem).

Não é que a Confederação Brasileira deva intervir também nisso (acho que seria pedir demais), mas que seus técnicos se beneficiariam ao poder ver jogos de Norte a Sul do país caso este tipo de medida fosse incentivada e implementada em grandes clubes não há dúvida. Se não pode patrocinar, que ao menos incentive iniciativas como a de Americana. O basquete e o público do basquete (ele ainda existe!) só têm a ganhar.

Tags : Americana