Bala na Cesta

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O difícil fevereiro dos brasileiros na NBA – o resumo do mês no melhor basquete do mundo
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Fábio Balassiano

Desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog o desempenho dos brasileiros na NBA. Os números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá a fevereiro de 2017? Teve muita coisa, hein!

O FEVEREIRO DE 2017 DOS BRASILEIROS

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

NOVEMBRO/2016 , DEZEMBRO/2016 JANEIRO/2017

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

a) Anderson Varejão -> Anderson Varejão foi dispensado em 4 de fevereiro pelo Golden State Warriors. Desde então está procurando time na NBA, mas até o momento nenhuma proposta oficial surgiu. Seu nome foi especulado em Cleveland, em uma volta ao time pelo qual jogou por mais de uma década, mas os Cavs fecharam com o australiano Andrew Bogut e praticamente fecharam as portas para o brasileiro.

b) Bruno Caboclo -> Caboclo não entrou em quadra nenhuma vez por um cada vez mais reformulado Toronto Raptors, que foi um dos times mais ativos na janela de negociações da NBA trazendo o ala PJ Tucker e o pivô Serge Ibaka, mas o ala jogou muitas vezes e bem na D-League pelo Toronto 905. Foram 8 partidas e 27,5 minutos de média com 11,8 pontos, 40% nos arremessos e 5,8 rebotes. Entre 9 e 23 de fevereiro o brasileiro teve 4 partidas seguidas com 10+ pontos. Nos vídeos abaixo é possível ver a desenvoltura dele em quadra.

c) Cristiano Felício -> O pivô do Bulls ficou mais conhecido por isso aqui em fevereiro do que qualquer outra coisa:

Felício acabou correndo atrás de um rebote no último segundo de jogo contra o Cleveland, “tirou” o triplo-duplo de Dwyane Wade e foi motivo de brincadeira por parte do companheiro (Felício mesmo colocou em seu Twitter uma frase dizendo “Eu não sabia”). Ele estava certíssimo de ir atrás da bola porque pra ele qualquer rebote conta (seu contrato termina em junho), mas vale dizer que em fevereiro ele continuou a sua evolução na NBA. Foram 3 partidas com 10+ pontos, 5 com 20+ minutos e 5 com 5+ rebotes. Ele se consolida como pivô reserva da franquia de Illinois mesmo com a recente chegada do francês Joffrey Lauverne.

d) Leandrinho -> Foi um mês mais estável para Leandrinho na NBA. Se não jogou mais de 20 minutos nenhuma vez, em todas as partidas esteve em quadra por no mínimo dez minutos. Sempre bom ressaltar que função é dar experiência ao jovem Devin Booker, que tem jogado cada vez melhor, e entrar para “comer” os minutos quando o garoto descansa. Leandrinho teve uma partida muito boa contra o Pelicans em 06/02 ao anotar 14 pontos em 20 minutos e outra cinco dias depois contra o Houston quando cravou 12 nos mesmos 20 minutos. Nas duas oportunidades o brasileiro conseguiu 10+ pontos jogando fora de casa.

e) Lucas Bebê -> Lucas começou o mês muito bem com 10 pontos e 5 rebotes na partida contra o Boston. Atuou por 28 minutos e logo depois emplacou uma sequência de 7 partidas jogando 20 ou mais minutos em todas elas. Nesta série de jogos ele conseguiu 5+ rebotes por quatro vezes, mostrando presença perto da cesta e a força física de sempre. O problema para o brasileiro é que depois do All-Star Game o seu time, o Toronto Raptors, contratou Serge Ibaka e PJ Tucker, jogadores que atuam no garrafão. Com isso seu tempo de quadra caiu sensivelmente. Em fevereiro após o All-Star foram 3 jogos, com Lucas jogando 11, 10 e 0 minutos. Nas três saiu zerado em pontos e teve apenas 3 rebotes (somados). Se janeiro foi o mês de sua consolidação na NBA, fevereiro terminou com um ponto de interrogação imenso sobre seu futuro na franquia. Se Jonas Valanciunas é o pivô titular, aparentemente a rotação do técnico Dwane Casey para o garrafão agora contempla apenas Tucker, Ibaka e Patrick Patterson, outro ala. Bebê não tem sido utilizado e isso não é bom.

f) Marcelinho Huertas -> Huertas seguiu a sua sina de só jogar os minutos de partidas já decididas, mas no dia 23 de fevereiro de 2017 uma troca envolveu o seu nome. O brasileiro foi trocado pelo Lakers para o Houston, que logo em seguida o dispensou. Tal qual Anderson Varejão, ele procura novo time na NBA. Caso não consiga ficar na liga norte-americana, ele possui amplo mercado na Europa e é bem possível que ele retorne para o Velho Mundo caso nenhum time da NBA demonstre interesse por ele.

g) Nenê -> Aos 34 anos, Nenê mostra forma física invejável e uma arma fortíssima vindo do banco de reservas do Houston Rockets, o terceiro melhor time da conferência Oeste. Foram 3 jogos com 10+ pontos, inclusive os 15 pontos pontos e 7 rebotes contra o Indiana Pacers no dia 27 de fevereiro. Ele é disparada a melhor opção ofensiva entre os brasileiros na temporada 2016/2017 da NBA e tem conseguido produzir muitos pontos nos minutos em que está em quadra (a média de fevereiro ficou quase em 1 ponto a cada 2 minutos em quadra, algo excelente). Gosto sempre de ressaltar que o pivô está no basquete mais difícil do mundo há 15 campeonatos, e sempre com relevância, importância. É bem relevante.

h) Raulzinho -> Raulzinho não vive situação boa na NBA. É o terceiro reserva de um time muito bom (o Utah Jazz) ele só tem jogado realmente quando a partida está decidida (mesmo cenário que Huertas vivia no Lakers). Isso não é bom, e Raulzinho, mega jovem (completará 25 anos em maio), precisa de quadra, precisa jogar, precisa estar em atividade. A fase de sua carreira é de crescimento, e sinceramente vejo com bons olhos algum movimento de troca de ares para ele no próximo campeonato.

i) Tiago Splitter -> Tiago Splitter segue em sua recuperação do quadril, mas no dia 23 de fevereiro a sua vida mudou um pouco quando ele foi trocado pelo Hawks para o Philadelphia 76ers. Lá ele poderá fechar a temporada jogando um pouco e mostrando ao mercado que está bem em termos físicos. Seu contrato vence no final do campeonato e quanto mais ele conseguir atuar ainda nesta temporada regular pelo Sixers, melhor.

E você, o que achou do mês de fevereiro dos brasileiros? Comente aí você também.


Mau momento dos brasileiros na NBA: Splitter e Huertas trocados, e Varejão sem time
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Fábio Balassiano

Terminou ontem à tarde a janela de transferências da NBA. Como quase sempre, cercada de muita expectativa, mas com apenas uma troca arrasa-quarteirão (a que levou DeMarcus Cousins para o New Orleans Pelicans). De resto, muitos rumores, jogadores medianos trocando de time e… os brasileiros não se dando nada, nada bem.

O Atlanta Hawks trocou Tiago Splitter para o Philadelphia 76ers para ter o turco Ersan Ilyasova e uma escolha de segunda rodada de Draft. Sem jogar desde janeiro de 2016 devido a uma grave lesão no quadril, o pivô espera recuperar a forma e mostrar que merece novo contrato pra próxima temporada (seu atual contrato termina ao final deste campeonato). Tal quando acontecia na Geórgia, onde jogava para o técnico Mike Budenholzer, ex-assistente no San Antonio Spurs, antigo time de Tiago, o mesmo ocorrerá agora na Filadélfia, onde o atual técnico Brett Brown foi, antes, auxiliar de Gregg Popovich no Texas, tendo conhecido o brasileiro por lá.

Aparentemente, portanto, não seria uma ideia ruim jogar no 76ers como reserva e tutor do carismático Joel Embiid, mas a verdade é que as coisas não são bem assim, não. Ontem mesmo a franquia da Pensilvânia conseguiu o também pivô Andrew Bogut em uma negociação, e agora seu elenco terá, além de Embiid e Tiago, Bogut e o jovem Jahili Okafor, que ficou na equipe apesar das especulações. Ninguém sabe ao certo o que irá acontecer, mas ter tempo de quadra no garrafão não será das coisas mais fáceis do mundo até o final da fase regular da NBA, não. Rumores davam conta que Bogut ou Tiago poderiam ser dispensados pelos Sixers, mas até o momento não há confirmação disso.

Outro que não se deu bem foi o armador Marcelinho Huertas. Pouquíssimo aproveitado pelo Los Angeles Lakers (apenas 23 jogos e 10 minutos por jogo de média), ele foi trocado para o Houston Rockets na segunda movimentação do novo presidente Magic Johnson. Pouco depois de anunciar a negociação, o jornalista Adrian Adrian Wojnarowski, do The Vertical, divulgou em seu Twitter que os Rockets dispensarão o brasileiro nesta sexta-feira. A franquia, porém, até o momento não fala na rescisão de contrato.

De todo modo, mesmo que fique em Houston o tempo de quadra de Marcelinho tende a continuar bastante reduzido, já que a armação texana é conduzida simplesmente por James Harden, o barba candidato a MVP, Patrick Beverley, excepcional defensor, e agora pelo reserva recém-chegado Lou Williams (também ex-Lakers). Se estava difícil atuar pelo time angelino, um dos piores da NBA na atual temporada, continuará complicado no Rockets, candidato ao título do Oeste. Caso permaneça no elenco, Huertas poderá sentir o gostinho de jogar um playoff do melhor basquete do mundo, já que o Houston se classificará para o mata-mata.

E não é só. Pivô reserva do Chicago Bulls, Cristiano Felício viu a franquia se movimentar. Trocou o ala Taj Gibson e o arremessador Doug McDermott para o Oklahoma City Thunder por Cameron Payne, Joffrey Lauvergne e Anthony Morrow. Dos que chegam, o que incomoda o brasileiro é Lauvergne, pivô bem razoável, com boa defesa e ótimo potencial físico. Não sei até que ponto isso atrapalha Felício em sua escalada para conseguir mais tempo de quadra ainda nesta segunda metade da temporada porque aparentemente o técnico Fred Hoiberg gosta e confia muito nele (tem 15,7 minutos/jogo no momento), mas a chegada do francês adiciona mais um concorrente entre os pivôs do Bulls.

Some-se a isso o fato de Anderson Varejão, dispensado do Golden State Warriors há cerca de 20 dias, estar ainda sem time. Conversei com algumas pessoas, e todos esperavam que o pivô tivesse propostas, convites, mas até agora nada. Há um risco grande de Varejão, um dos jogadores mais carismáticos da NBA nos últimos anos, terminar essa temporada sem time, o que seria lastimável para ele no presente e também para suas pretensões futuras na liga, já que será agente-livre ao final do campeonato.

Atualmente, apenas Nenê (Houston Rockets), Lucas Bebê (Toronto Raptors), Cristiano Felício (Chicago Bulls) e Leandrinho (Phoenix Suns) jogam com constância e com boas performances (análise completa aqui). Tiago Splitter, Marcelinho Huertas e Anderson Varejão, entre os principais nomes desta geração do basquete nacional, encontram-se em situação não muito confortável. Digamos que já foi melhor o momento dos brasileiros na NBA.


O janeiro de 2017 dos brasileiros na NBA – Como eles foram?
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Fábio Balassiano

Desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog o desempenho dos brasileiros na NBA. Os números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá ao primeiro mês de 2017?

RELEMBRANDO NOVEMBRO/2016 & RELEMBRANDO DEZEMBRO/2016

O JANEIRO DE 2017 DOS BRASILEIROS

Janeiro

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

Acumulado

a) Anderson Varejão -> Acho quase irrelevante falar do mês de janeiro de Anderson Varejão sabendo que no começo deste fevereiro o pivô foi dispensado do Golden State Warriors, né? Não dá pra dizer que é surpresa, porque o seu desempenho de fato não foi bom com a franquia de Oakland, mas é triste do mesmo jeito. Agora fica a pergunta: ele conseguirá outro time na NBA? Ou sua história na melhor liga de basquete do mundo terminou? Vamos esperar um pouco!

caboclo1b) Bruno Caboclo -> Caboclo praticamente não jogou na NBA, mas voltou a disputar muitos jogos na D-League pelo Toronto 905, onde é treinado por Jerry Stackhouse, um ótimo ala na NBA na década de 90. Foram 9 partidas pela filial do Raptors com 10,1 pontos de média, sendo em três oportunidades com o ala alcançando 14+ pontos e 7+ rebotes. Ainda é muito cedo pra projetar qualquer coisa sobre o jogador que completará 22 anos apenas em setembro de 2017. Bruno está sendo preparado pela franquia, que tem muita paciência com ele. Não é certeza que irá vingar, mas é um trabalho de longo prazo e convém esperar no mínimo até 2017/2018. Este é mais um ano de aprendizado para ele no Canadá.

felicio1c) Cristiano Felício -> Mais um mês de evolução para Felício no Bulls. É realmente o pivô reserva na caótica rotação do técnico Fred Hoiberg e tem uma qualidade que o seu titular, Robin Lopez, não possui – ele tem arremesso de média e longa distância, conseguindo espaçar muito bem a quadra e permitindo situações de infiltração de seus companheiros como Lopez não consegue fazer. Em janeiro, em três oportunidades, Felício passou dos 10 pontos e em duas conseguiu duplo-duplo (11+11 contra o Thunder e 12+10 contra o Magic. Em 7 jogos passou dos 20 minutos em quadra. Aos 24 anos e em seu último ano de contrato, o pivô vai mostrando que, sim, merece estar na liga. Ótimas chances de ele conseguir um novo, e gordo, contrato na próxima temporada.

d) Leandrinho -> O ano de Leandrinho começou com uma partida de 10 pontos em 13 minutos contra o Miami em casa. Poderia-se esperar que fosse dali pra melhor, mas não foi além, não. Ele mais uma vez jogou pouco, e apenas em 26 de janeiro, com 9 pontos em 16 minutos contra o Denver, teve algum destaque. Como Eric Bledsoe e Devin Booker, armadores titulares, têm ido muitíssimo bem, fica cada vez mais restrita a presença do brasileiro em quadra por muitos minutos.

lucas1e) Lucas Bebê -> Janeiro só não foi melhor para Lucas porque no jogo contra o Nets, no Brooklyn, em 17 de janeiro, ele teve uma concussão na cabeça. Estava sendo titular junto com Jonas Valanciunas, mas perdeu os dois jogos seguintes, fazendo com que sua performance não fosse ainda melhor (Patrick Patterson voltou para a posição quatro, e o brasileiro para o banco de reservas, de onde sai para ser o cadeado defensivo da segunda unidade). Bebê se firmou como pivô reserva e faz parte, de forma firme e consistente, da rotação do Toronto Raptors. Teve 13 pontos contra o Phoenix, 10 contra o Nets, 9 contra o Bucks e dois jogos com 4 tocos. Ah, e o cara agora está arriscando bolas de fora. Contra o Suns e Nets ele converteu duas.

f) Marcelinho Huertas -> Seis jogos, sempre com eles decididos e nada de relevante para Huertas em janeiro na NBA. É uma pena, torna-se repetitivo dizer isso aqui, mas a realidade é que já passou da hora de ele procurar novos ares. Ali, pelo visto, não vai acontecer nada pra ele mesmo. E digo isso com a certeza de que em alguma franquia com espaço para ele Huertas tem tudo para mostrar seu talento. O cara é muito, muito bom.

nene1g) Nenê -> Mês incrível para Nenê na NBA. Aproveitou cada segundo que esteve na quadra, teve atuações sensacionais como a contra o Sixers (21 pontos e 6 rebotes em 27 minutos) e contra o Bucks (17 pontos e 8 rebotes) e mostrou porque está há 14 temporadas no mercado de basquete mais difícil do mundo. Aos 34 anos, ele é uma peça pra lá de importante na rotação de Mike D’Antoni no Houston Rockets. Contra o Minnesota, em 11 de janeiro, ele inclusive matou uma bola de três pontos. Diante do Oklahoma, lá no começo de 2017, lances-livres fatais contra o OKC. Bem legal, Nenê! Arrebentou!

h) Raulzinho -> Outro que está em situação difícil na NBA. Passou pela D-League, quando esteve em quadra não foi muito bem e vê a concorrência (Shelvin Mack, Dante Exum e Alec Burk) comendo todo o tempo de quadra na armação que conta com o titular George Hill (este muitíssimo bem aliás). O mais complicado para Raulzinho deve ser segurar a ansiedade por querer mostrar serviço em pouco tempo de quadra sem parecer individualista. Torçamos para que ele ou encontre espaço em Utah ou que outra franquia aposte suas fichas no garoto de 24 anos.

i) Tiago Splitter -> Splitter ainda não estreou na NBA ainda. Deve retornar agora em fevereiro, depois do All-Star Game. Já faz trabalhos na quadra e treina normalmente com o seu time.

E você, o que achou do mês de janeiro dos brasileiros? Comente aí você também!


Projetando a temporada dos Brasileiros na NBA – comente você também!
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Fábio Balassiano

Rockets1Você já leu aqui a previsão para a temporada da NBA que começou ontem, né? Então vamos lá analisar todos os brasileiros que farão parte do campeonato.

Nenê -> Contratado pelo Houston Rockets, o brasileiro há mais tempo na NBA (o tempo passa rápido e pouca gente nota que ele está no melhor basquete do mundo desde 2002/2003) terá boa minutagem no time texano. Disputará tempo de quadra com o razoável Clint Capela com a vantagem de ter armas que melhor se adequam ao estilo de jogo de Mike D’Antoni, novo treinador da franquia. O camisa 42 passa melhor que Capela, o que é fundamental para um time que acelera o jogo até dizer chega, e apesar dos 34 anos ainda consegue fazer bloqueios e partir em direção a cesta para pontuar. Se pode lhe faltar o vigor físico devido a idade, sobra experiência para um elenco que está tentando encontrar a sua identidade. Gosto das possibilidades dele, que está totalmente recuperado da fascite plantar e que fez excelente Olimpíada.

Podcast BNC sobre o começo da temporada

barbosa1Leandrinho -> É óbvio que para Leandrinho o melhor que poderia ter acontecido em termos profissionais era mesmo ficar no Golden State. Mas a franquia de Oakland optou por seguir em outra direção e coube ao brasileiro saciar o seu lado, digamos, emocional. Ele vai para a sua terceira passagem em uma franquia que o venera, cujos torcedores o amam e conhecendo perfeitamente o ambiente. O agora camisa 19 vem, porém, com uma missão bem diferente das que anteriormente cumpriu no Arizona. Agora Leandrinho entra para ensinar ao jovem Devin Booker (19 anos) os atalhos da liga e para ser uma espécie de mentor do garoto. É natural, acontece com todos os atletas da liga e é uma função pra lá de respeitável. Se não chegará longe, como ocorreu ou ocorreria com os Warriors, que Leandrinho aproveite o momento para passar a sua experiência para Booker e para sentir o carinho dos fãs de Phoenix.

tiago1Tiago Splitter -> Não será um ano fácil para Tiago Splitter. Em primeiro lugar porque ele será reserva do principal reforço do Hawks para a temporada. Dwight Howard chegou e ele sabe que o camisa 12 “comerá” no mínimo 30 minutos/jogo. Depois porque ele vem de uma lesão séria no quadril – e a gente sabe que retornar de uma cirurgia nem sempre é fácil. Isso tudo em último ano de contrato. Ou seja: em um cenário não tão fácil o pivô precisará mostrar que está recuperado e que tem basquete (e eu acredito que tenha sobrando…) para permanecer na liga por mais e mais tempo. A vantagem disso tudo é que a cabeça de Tiago é muito boa e sua força mental será sem dúvida importante para superar este difícil recomeço.

O palpitão do blog para a temporada 2016/2017

felicio1Cristiano Felício -> Se tem alguém entre os brasileiros que pode surpreender nesta temporada, este alguém é Cristiano Felício. O pivô começará como reserva de Robin Lopez, mas quem acompanha o ex-jogador do Knicks sabe que ele está longe de ser confiável. Felício, então, poderá comer pelas beiradas e ganhar espaço da mesma maneira que já fez no campeonato passado – defendendo muito bem, saindo ferozmente dos picks para enterrar a bola na cesta e convertendo arremessos de média distância. Jogar com Dwyane Wade, pelo lado da experiência, e Rajon Rondo, armador que não tem muito arremesso e que por isso procura demais a seus companheiros para que estes finalizem, também será muito bom para o brasileiro. Que Felício mantenha a cabeça no lugar, porque as oportunidades de mostrar talento irão aparecer.

andy1Anderson Varejão -> Chegou enfim a hora de Anderson Varejão se sagrar campeão da NBA? Ele chegou perto duas vezes nas finais passadas (com o Cavs contra o Warriors e com o Warriors diante do Cavs), mas bateu na trave. Para sua sorte ele permaneceu no Golden State mesmo que seu rendimento não tenha sido tão brilhante assim no certame passado. Aparentemente, porém, a franquia confia nele para fazer o trabalho sujo na defesa e por ser uma ótima influência no vestiário. Em um elenco que pode, sim, ter problemas com os egos de Steph Curry, Klay Thompson e Kevin Durant (não acredito que isso ocorra, mas que é possível, é), uma figura carismática, experiente e tranquila como Anderson Varejão é uma grande vantagem. Que ele se mantenha saudável para tentar concretizar um de seus grandes sonhos – ganhar o anel de campeão da liga.

raul2Raulzinho -> Não será um ano fácil para Raulzinho, não. Se o começo de sua temporada de estreia no Utah foi animador, do meio para o final do campeonato passado não foi bem assim. Shelvin Mack chegou e seu tempo de quadra reduziu. Para 2016/2017, cenário ainda pior. George Hill chegou, Dante Exum se recuperou de lesão no joelho e Mack ficou. Se estava difícil arrumar minutos em Salt Lake City em 2016, o que dizer do atual panorama? Não consigo projetar o ano de Raulzinho justamente porque não se tem ideia, ainda, de quantos minutos ele terá por jogo, quais serão as suas reais funções e como serão os desempenhos dos dois que Quin Snyder, o treinador, mais confia para este início (Hill e Exum).

huertas9Marcelinho Huertas -> O titular da posição 1 do Lakers chama-se D’Angelo Russell. Não por esta temporada, mas aparentemente por muitos e muitos anos. D-Lo, como é conhecido, tem tudo para ser a cara da franquia e um dos melhores da liga em pouco tempo. Fiz essa introdução para explicar em que cenário se encontra Marcelinho Huertas, que disputará os minutos restantes de Russell com outro armador experiente (José Calderon). Pelo que vi na pré-temporada o brasileiro conta com a simpatia de Luke Walton, o técnico, e tem ótimo relacionamento com alguns dos caras que sairão do banco de reservas com ele (Larry Nance Jr. principalmente). Ele continuará jogando pouco e precisará mais uma vez se acostumar com isso. Não é nenhum problema ser reserva do Lakers, mas eu sinceramente acho que Huertas tem mais basquete do que o que será visto em Los Angeles em poucos minutos por noite.

cabocloBruno Caboclo -> Não é animador o panorama para Bruno Caboclo mais uma vez. O Toronto segue fortíssimo no Leste, não há a menor chance de entrar em reconstrução e com os contratos longos de DeMar DeRozan e DeMarre Carroll os minutos nas posições 2 e 3 ficam muito restritos no Raptors. Para piorar, o camisa 20 não foi muito bem na pré-temporada, quando o tempo de quadra dos titulares mais experientes é reduzido e os jogadores que precisam de espaço normalmente tentam mostrar algo. Caboclo continua baseando seu ataque apenas em bolas de fora e na defesa segue com dificuldade de leitura de jogo – potencializada por uma natural barreira de linguagem entre ele e os atletas. Seu contrato vence apenas ao final do campeonato de 2017/2018, mas é bom ele começar a mostrar à franquia o motivo pelo qual ele foi escolhido anos atrás no Draft.

bebeLucas Bebê -> Outro que não tem situação confortável no Toronto. Bebê foi bem em alguns momentos na temporada passada, esperava ter mais chances quando o congolês Bismack Biyombo assinou com o Orlando Magic, mas a franquia optou por trazer outro pivô no Draft. O austríaco Jakob Poeltl vem da Universidade de Utah, tem 21 anos, 2,13m e jogou bem e bons minutos na pré-temporada torontina. Todo mundo sabe que o dono da posição cinco dos Raptors é Jonas Valanciunas. Ficará entre o brasileiro e Poeltl a disputa pelos minutos restantes do lituano. Se Lucas Bebê ganhar esse confronto interno pode se dar muito bem e se estabilizar como reserva de Valanciunas e peça importante na rotação de Dwane Casey.

O que você acha? Concorda comigo? Comente você também!


Podcast BNC: Entrevista espetacular com Tiago Splitter, do Hawks, da NBA
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Fábio Balassiano

SuperIngressos

splitterNo Podcast desta semana recebemos ninguém menos que Tiago Splitter, primeiro brasileiro campeão na NBA (com o San Antonio Spurs em 2014) e atualmente pivô do Atlanta Hawks. Em entrevista reveladora, o camisa 11 falou de tudo – e MUITO bem sobre tudo.

Abordamos a sua recuperação da cirurgia do quadril, as expectativas para a temporada 2016/2017 da liga norte-americana, quão difícil será para o Atlanta conviver com tantos jogadores do elenco em final de contrato, do inesquecível caneco com os Spurs, da Olimpíada do Rio de Janeiro e a recorrente dificuldade do basquete, e por que não dizer do esporte, brasileiro. Chamo a atenção para esta parte, que começa a partir do minuto 38 devido a clareza e brilhantismo de ideias de Tiago.

Caso prefira, o link direto está aqui. Caso queira, também estamos no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, perguntas ou sugestões ou é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e divirtam-se!


A triste ausência de Tiago Splitter da Olimpíada do Rio
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Fábio Balassiano

tiagoA notícia está aqui , aqui e aqui : Tiago Splitter vai operar o quadril no dia 25 de fevereiro, ficará fora das quadras por até oito meses e está fora da temporada 2015/2016 pelo Atlanta Hawks. O golpe mais duro, falando pelo nosso lado aqui mesmo, é que o pivô fica fora da Olimpíada do Rio de Janeiro que começa em agosto. A não ser que tenha uma recuperação fora do comum, ele está fora daquela que provavelmente seria a sua última Olimpíada.

Amanhã analisarei aqui no blog os impactos da sua ausência na seleção de Rubén Magnano e também a que ponto estamos a seis meses dos Jogos começarem, mas por enquanto vale o lamento, vale a tristeza, vale o desconforto de escrever sobre este assunto (poderia fazer que nem a CBB, que até o momento, 9h da manhã de quarta-feira, nada colocou em seu site ou redes sociais, mas não é o melhor a se fazer, né?).

tiago1Se havia um cara que não merecia passar por isso, esse alguém é Tiago Splitter. Já passou por tanta coisa (profissional e pessoalmente), ralou tanto pra chegar à NBA (foi morar sozinho na Espanha com 15/16 anos, sempre defendeu a seleção brasileira (em todos os níveis de competição!) e certamente deve estar passando por uma frustração absurda. Frustração que pode ser que seja um pouco amenizada, já que nasceu Sofia, sua segunda filha, há menos de uma semana (conforme imagem que ele publicou no Instagram). A chegada de um novo integrante na família talvez mude a perspectiva das coisas pra ele.

tiago1Analisando a situação de forma pragmática, o que vale neste momento é operar pra se livrar das dores que o incomodavam há tempos e limitavam seus movimentos em quadra. Quem o via jogando pelo Atlanta Hawks na temporada 2015/2016 via sua dificuldade de exercer normalmente as suas funções de atleta. De acordo com relatos do próprio jogador, o primeiro a ser campeão da NBA (em 2014 pelo Spurs, seu antigo time), as dores eram tantas que dificultavam até mesmo a andar e a dirigir (fora das quadras também). Ou seja: não estava mexendo apenas com a sua (dele) vida de atleta, mas também com o dia a dia do cidadão Tiago Splitter.

tiagoSplitter é um cara de 31 anos, ainda tem um ano de contrato com o Hawks e ainda tem muita estrada pela frente. Operar é mesmo o melhor remédio, embora saibamos que cirurgias neste local sejam de difícil recuperação (vide o caso do Guga, com quem Splitter se encontrou recentemente aliás). Tiago tenta parecer calmo, frio, tranquilo, como foi ontem em sua entrada no SportsCenter, da ESPN, mas no fundo, no fundo mesmo, ele deve estar sofrendo horrores por não poder jogar a Olimpíada em casa diante de seus amigos e familiares. Não é nada fácil.

tiagoPode ser que por um milagre daqueles surreais Tiago se recupere e jogue na Olimpíada. Pensar nisso hoje é improvável (e não recomendável). O fato é que o atleta (do basquete) mais laureado do Brasil no exterior nos últimos tempos e aquele que NUNCA se negou a defender a seleção (foi mais de uma década completa vestindo a camisa da equipe nacional) não estará nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O esporte nunca foi justo, a gente sempre soube disso. Ele (o esporte) pode ser muito cruel também.


O que esperar dos brasileiros na temporada 2015/2016 da NBA?
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Fábio Balassiano

Nos últimos dias falei sobre alguns dos times que deverão se destacar na temporada 2015/2016 da NBA (faltou o Memphis, na verdade, mas o Grizz estará aqui ainda esta semana, prometo). Agora é a hora de fazer um pequeno “esquenta” sobre os nove brasileiros que entrarão em quadra a partir de amanhã. Preparados? Vamos lá!

huertas3MARCELINHO HUERTAS (LAKERS) – Marcelinho Huertas demorou para assinar com a NBA, chegou ao Lakers e não entrou em quadra de cara na pré-temporada e deixou todo mundo preocupado porque seu contrato é não garantido. Foi só ele pisar na quadra que o “humor” mudou. Chamado de “Steve Nash brasileiro”, ele encantou a todos com seus passes incríveis e com sua rápida adaptação ao jogo e aos companheiros angelinos. Chamado de “mágico” por Nick Young (que vai ficar realmente feliz com os passes de Huertas), Huertas tem tudo não para ficar no elenco de Byron Scott até o final do campeonato, mas para fazer parte efetiva da rotação do Lakers neste certame. Como os garotos D’Angelo Russell e Jordan Clarkson poderão sentir a pressão em algum momento, é bem capaz de Scott confiar a armação em alguém mais experiente e que até agora não sentiu nenhum peso em estar na NBA. Resta saber como a parte física de Huertas reagirá ao cavalar calendário de 82 jogos da liga norte-americana. Da parte técnica, como venho falando há tempos, não dá pra falar nada – ele sabe jogar e com confiança quem sabe jogar atua em qualquer lugar.

nene1NENÊ (WIZARDS) – O ala-pivô do Washington Wizards, o brasileiro há mais tempo na NBA (está indo para a sua décima-quarta temporada, algo espetacular!), vai para o ano final de seu contrato com o Washington em uma situação não muito agradável. Seu tempo de quadra em 2014/2015 (25,2 minutos) foi o menor desde 2004/2005 (contando apenas os certames em que ele esteve em quadra – sem lesões graves) e a franquia acenou com a ideia de jogar com o famoso “quatro abertos”, ficando apenas com um pivô fixo (Gooden, Gortat, Humphries ou ele). Isso já seria preocupante. Mas tem mais. Com inúmeros problemas físicos, Nenê quase não foi visto em quadra na pré-temporada. Quando o campeonato começar, muita gente diz que ele tampouco será titular. Aos 33 anos e ganhando US$ 13 milhões (segundo maior salário da equipe), será necessário que o talentoso e dedicado camisa 42 encontre rápido a melhor forma para mostrar que pode, sim, receber boa proposta do time da capital norte-americana ao final da temporada.

tiago1TIAGO SPLITTER (HAWKS) – Tiago Splitter terá vida nova em Atlanta, disso não se tem dúvida. Trocado pelo San Antonio Spurs, ele reencontrará Mike Budenholzer (seu assistente no Texas) e deve começar o campeonato como reserva principal da dupla Paul Millsap e Al Horford no garrafão. Aos poucos, porém, é bem provável que Tiago ganhe minutos e a confiança para jogar até mais “solto” do que quando atuava para Gregg Popovich (e tinha limitadas ações ofensivas para executar) sem que isso necesariamente signifique que ele será titular (acho pouquíssimo provável). Será um ano de ajuste (nova cidade, novo time, novas funções, novos companheiros, nova conferência…), sem dúvida alguma, mas o cenário pós-troca lhe foi muito favorável (ele poderia ter “caído” em um time bem ruim…). Certamente ele estará na pós-temporada e terá bom tempo de quadra.

varejaoANDERSON VAREJÃO (CAVS) – O capixaba tem uma única meta (individual) para esta temporada: manter-se longe das lesões durante toda temporada. Pelos mais variados motivos tem sido assim nos últimos anos com o camisa 17. E sabemos quão importante, na quadra, ele é para o Cleveland. A boa notícia pra ele (e isso tira muito da pressão também) é que os Cavs, reconhecendo seu trabalho e sua importância dentro e fora da quadra para a franquia há 11 anos, renovaram seu contrato pelo menos até 2016/2017 (2017/2018 é opção da franquia). Para Varejão, que está no grande favorito para o título do Leste, ficar longe do departamento médico significa participar jogando de uma campanha que promete ser histórica para a turma de Ohio.

lb13LEANDRINHO (WARRIORS) – O atual campeão da NBA entra para a sua segunda temporada com o Golden State para repetir exatamente o que (muito bem) fez na temporada passada: descansar Steph Curry e Klay Thompson, manter a velocidade no ataque e passar um pouco de sua experiência aos mais jovens do elenco. É algo que Leandrinho conseguiu fazer no campeonato passado, quando conquistou o título com os Warriors, e que certamente continuará fazendo . Desta vez, ao lado de seu antigo fiel escudeiro em Phoenix – Steve Nash está em Oakland como “desenvolvedor de talentos” e para o brasileiro ter um cara como Nash, que tem um carinho todo especial por ele, é uma notícia pra lá de excelente. O GSW obviamente estará nos playoffs e o ala-armador seguirá com a sua importância (e provavelmente com o mesmo tempo de quadra de 2014/2015 – 15 minutos/jogo). Um detalhe interessante: será a primeira vez desde 2009/2010 que Leandrinho fará a pré-temporada inteira com o mesmo time do ano anterior. Para alguém que depende muito da velocidade, isso conta muito.

cabocloBRUNO CABOCLO (RAPTORS) – De número novo (o 5, utilizado por ele na temporada passada, a de estreia, estará com DeMarre Carroll, maior reforço do time), Caboclo começa o campeonato 2015/2015 com a expectativa não só de ser emprestado para a franquia canadense da D-League, mas também de ser aproveitado pelo técnico Dwane Casey no Raptors durante a temporada. Em cinco jogos da pré-temporada, o ala teve 12,4 minutos e bons momentos (como o toco no calouro Karl-Anthony Towns, do Minnesota), mas seus arremessos não caíram (26,7%) e sua insistência nas bolas longas (2/11) podem lhe custar a confiança de Casey e do restante da comissão técnica apesar da já anunciada renovação de seu contrato até o final da temporada 2016/2017. Quanto melhor aproveitar as chances que houver, mais minutos ele irá adicionar no percurso do campeonato de 2015/2016.

lucas2LUCAS BEBÊ (RAPTORS) – Eis uma situação preocupante. Lucas Bebê pouco foi aproveitado em sua temporada de estreia no Toronto e para este campeonato ganhou ainda mais concorrência – chegaram Luis Scola, Anthony Bennett e Bismack Biyombo para se juntar a Jonas Valanciunas (titular absoluto no pivô) e Patrick Patterson. Ou seja: se ganhar espaço na rotação era complicado em 2014/2015, para Bebê ficará ainda mais difícil em 2015/2016. Ele também teve seu contrato renovado com a franquia canadense até 2016/2017, mas não sei se isso é um ótimo sinal, não. É bem comum os times se garantirem com jogadores novos, mas não necessariamente isso garante aos atletas tempo de quadra e oportunidade no time principal. É bem provável que, tal qual Caboclo, o pivô brasileiro passe muito tempo na D-League. Torçamos para que, com a cabeça no lugar, ele ganhe confiança, evolua em seu jogo (principalmente na parte ofensiva), cresça fisicamente e mostre a equipe que ele pode, sim, fazer parte dos pensamentos de Dwane Casey.

felicioCRISTIANO FELÍCIO (BULLS) – Cristiano Felício será tema de um texto mais profundo aqui no blog mais tarde, mas desde já ele merece os parabéns. Saiu da reserva do Flamengo para fazer parte do elenco do Chicago Bulls que começará a temporada 2015/2016 da NBA. Foi muito bem na pré-temporada apesar do pouco tempo de quadra (menos de 10 minutos/jogo), ganhou elogios de toda comissão técnica do Bulls e fincou pé em um elenco fortíssimo e que conta com Pau Gasol, Joakim Noah e Taj Gibson como peças principais do garrafão. De todo modo, é um baita mérito para Cristiano se tornar o primeiro jogador brasileiro e vestir oficialmente a camisa do Chicago em um jogo de temporada regular da NBA. É muito difícil prever o que acontecerá daqui pra frente, pois (como disse acima) a concorrência é imensa no garrafão e de agora em diante o jogo é pra valer mesmo.

raulRAULZINHO (JAZZ) – Raulzinho começa a temporada de estreia na NBA com o Utah Jazz cercado de muita expectativa. Inicialmente contratado para ser o terceiro armador de uma franquia que sonha em dar o passo seguinte apesar do elenco muito jovem (leia-se chegar aos playoffs), o brasileiro acabou sendo “beneficiado” com a lesão no joelho de Dante Exum (o australiano rompeu os ligamentos em uma partida com a sua seleção – dá pra imaginar a “alegria” da equipe de Salt Lake City com isso…). Ganhou, de cara, a chance de ser o reserva de Trey Burke na pré-temporada. Mas não se contentou com isso e foi ganhando espaço jogo após jogo, terminando os amistosos como TITULAR do Jazz diante do Denver (1o pontos e 1 assistência contra o Denver) e deixando uma pulga atrás de todas as orelhas. Será que o técnico Quin Snyder confiará a armação de sua equipe para Raulzinho logo no começo de sua estrada na NBA? O técnico, aliás, tem elogiado bastante o brasileiro por sua mentalidade altruísta (pass-first), mas sabe lá como ele decidirá isso. Independente do começo, vale ficar de olho em Raulzinho, estreante no melhor basquete do mundo mas que conta com uma baita vantagem: ao contrário de muitos calouros que saem da universidade direto para o esporte profissional, ele já tem anos de experiência na Europa e também em competições com a seleção brasileira. Falando ótimo inglês e já atuando no basquete profissional há tempos, pode ser que a dificuldade na armação seja atenuada. Tempo de quadra já estamos vendo que ele terá. Agora é aguardar pelo seu desempenho – que foi bastante animador na pré-temporada.

E você, concorda comigo? O que você está esperando dos brasileiros?


Ainda assimilando a troca, Tiago Splitter fala sobre ida para o Hawks
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Fábio Balassiano

tiago5O dia 1º de julho de 2015 já está marcado na vida de Tiago Splitter. Aos 30 anos, foi a primeira vez em sua vida que ele foi trocado por um time. A negociação desta quarta-feira fez com que o San Antonio Spurs, time que ele jogou as suas primeiras cinco temporadas da NBA, o enviasse para o Atlanta Hawks logo na abertura da janela de transferências da liga norte-americana.

Splitter viveu sentimentos distintos com a notícia desta quarta-feira, mas quer virar a página no reencontro com Mike Budenholzer, hoje técnico do Hawks e antes assistente dele no Spurs, viver momentos felizes na Geórgia. O brasileiro embarca nesta própria sexta-feira para Atlanta, onde tem exames médicos e conversas já marcadas com Budenholzer e a comissão técnica de sua nova equipe. Conversei com ele ao telefone sobre tudo isso na tarde de ontem.

pop1BALA NA CESTA: Como você recebeu a notícia da sua troca? Quem te ligou, quem lhe contou?
TIAGO SPLITTER: Foi na quarta-feira pela manhã mesmo que fiquei sabendo. Recebi uma ligação do técnico Gregg Popovich me passando a notícia. Ele me disse o time para o qual seria trocado (o Atlanta Hawks), agradeceu bastante o meu trabalho e outras coisas mais também. Sendo bem sincero eu realmente esperava alguma coisa em relação a negociação, alguma mudança. Vivi sentimentos distintos, mas estou feliz que vou pra um time que conheço o técnico (Mike Budenholzer), o assistente Neven Spahija, que foi meu técnico na Espanha quando jogava no Baskonia (temporada 2007/2008), e outros profissionais que trabalharam no Spurs. Além da comissão técnica, há atletas que respeito muito. É um grupo que conheço e que me sinto bem em fazer parte. Foi a final do Leste na temporada passada e quer atingir patamar ainda maior. Isso é bom.

splitter1BNC: Você saiu do Brasil muito cedo (16 anos), ficou muito tempo no Baskonia (mais de uma década) e imagino que gostaria de permanecer mais em San Antonio. É um sentimento diferente de tudo o que já havia vivido na carreira, este de ser negociado pelo time?
SPLITTER: Com certeza é um sentimento diferente. É a primeira vez na minha vida que isso acontece. De ser, digamos, cortado, trocado de um time. É diferente. Todos os jogadores, do Tim Duncan aos mais jovens, me mandaram mensagem, me ligaram, vieram falar comigo. Era um ambiente gostoso. O San Antonio Spurs era o clube que eu queria estar, mas o mercado da NBA, você sabe bem, é assim, profissional, e a gente tem que aceitar. Por um lado é triste sair. Mas estou muito feliz que estou indo para Atlanta, lugar bacana e um ótimo time. Gostei da cidade em todas as vezes que fui lá. E o time é excelente. Todo mundo chama o Hawks de Spurs do Leste, né? É bem por aí mesmo.

tiago3BNC: Você tem um filho muito pequeno (Benjamin, de três anos). Como será para a sua família essa mudança de San Antonio para Atlanta, na Geórgia?
SPLITTER: Minha família gostou. Eles sabiam que iria acontecer alguma coisa comigo. Era algo que sabíamos que poderia ocorrer. Além da cidade (Atlanta), que é maravilhosa, todos estão muito felizes pelo time que caí. No final da temporada passada os dirigentes do Spurs nos falaram que aconteceriam mudanças e assim foi feito. Mesmo assim agradeço bastante o que eles fizeram por mim. Ganhei um anel de campeão da NBA com o time em 2014. Serei eternamente grato por isso. É o momento que guardarei para sempre na minha memória, principalmente pela maneira que aconteceu. Perdemos de uma maneira traumática no ano anterior e conseguimos, contra o mesmo adversário (Miami), vencer o tão sonhado título.

mike1BNC: Falando um pouco do Atlanta. Você já chegou a conversar com o técnico Mike Budenholzer? Ele já chegou a falar um pouco de suas novas funções no Hawks?
SPLITTER: Ele me ligou, sim. Conversamos algumas coisas, mas ainda está muito cedo. Ele estava muito feliz de me ter por perto novamente e nesta sexta-feira viajo para encontrá-lo. A negociação só se torna oficial no dia 9. Farei exames médicos e falarei com ele até lá.

tiago6BNC: O Atlanta renovou om o Paul Millsap e, em teoria, você chega para ser reserva dele e do Al Horford no garrafão. Ser reserva é algo que lhe incomoda neste ponto da sua carreira?
SPLITTER: Vou ter tempo de conversar com o Mike (técnico) sobre tudo isso e ver os objetivos que ele tem para mim, mas de cara digo que ser reserva não é problema. Quero jogar, quero brigar pela posição, quero ajudar a equipe a alcançar bons resultados. O Kyle Korver mesmo, ala da equipe, já me mandou mensagem desejando as boas-vindas. Até neste ponto, das bolas de três, o Atlanta parece com o Spurs. É um time que sempre busca a bola de três, e o Korver em especial. É algo que eles fazem bem rodando a bola e encontrando o jogador livre para arremessar. Acho que encaixa bem no meu estilo também.

splitter2BNC: Cheguei a escrever que no Atlanta você pode ter mais liberdade ofensiva em relação ao que estava tendo no Spurs. É algo que você já chegou a pensar?
SPLITTER: Sim, é algo que já pensei, mas ainda é cedo para definir qualquer tipo de meta ou sistema de jogo. Vamos ver como tudo vai se encaixar no treinamento, na pré-temporada. Sei que há uma ansiedade, uma perspectiva para o que irá acontecer comigo, mas já aprendi que este tipo de coisa ocorre normalmente. Você vê a necessidade do time e durante a temporada ajusta para que a equipe tenha mais possibilidade de ganhar jogos. É assim que deve funcionar no Atlanta. Antes quero me treinar bastante na Espanha, onde irei fazer minha preparação individual, para chegar bem na pré-temporada da equipe.

tiago2BNC: Pra fechar: conte um pouco como foi esta excursão que você fez pelo Sul do país. Você viajou em uma Kombi, passou por algumas cidades fazendo clínicas e estando com a molecada. Foi um momento especial para você, né?
SPLITTER: Ano passado fiz o meu camp em Blumenau e recebi muitos e-mails pra fazer a mesma coisa em outras cidades. Então resolvi fazer, e fazer forma seguida. Ou seja: um dia em cada cidade (Curitiba, Blumenau, Florianópolis, Porto Alegre e Joinville). Resolvi fazer algo diferente, viajando exatamente da mesma maneira que eu jogava – de Kombi. A ideia foi acompanhada pela TV Globo e será divulgada antes das Olimpíadas de 2016. O mais interessante foi ver nos olhos das crianças os mesmos sonhos que eu tinha na idade deles. Isso é o mais bacana de tudo. Hoje posso estar neste posição de ídolo e creio que posso deixar algumas mensagens bonitas para a molecada. Gostaria que, antes, quando eu era jovem, tivessem feito a mesma coisa comigo. Mostro vários exemplos, como as derrotas que tive e a forma como você pode usar isso como superação para atingir as vitórias na carreira.


O que esperar de Tiago Splitter no Atlanta Hawks?
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Fábio Balassiano

demarre1O mercado de agentes-livres da NBA começou bem agitado (mais aqui). Das principais novidades de ontem renovaram com seus times Kevin Love (Cavs), Anthony Davis (Pelicans), Kawhi Leonard (Spurs), Jimmy Butler (Bulls), Goran Dragic (Heat), Khris Middleton (Bucks), Brook Lopez (Nets), Danny Green (Spurs) e Brandon Knight (Suns).

ENTREVISTA: TIAGO SPLITTER FALA SOBRE A TROCA QUE O LEVOU PARA O ATLANTA HAWKS

O ala DeMarre Carroll (foto) foi o que fugiu à regra, mudando de ares e saindo de Atlanta para assinar por 4 anos e US$ 60 milhões com o Toronto Raptors. Com a chegada de DeMarre a situação de Bruno Caboclo só não fica pior porque a franquia conseguiu, enfim, colocar em prática seu plano de ter uma equipe na D-League e o brasileiro terá tempo de quadra por lá).

tsplitterOutro brasileiro também viu o mercado mudar a sua vida. Sem poder de escolha Tiago Splitter foi trocado pelo San Antonio Spurs para o Atlanta Hawks (mais aqui). Prontos para oferecer o contrato máximo pelo ala-pivô LaMarcus Aldridge (falei dele aqui), os texanos tiveram que abrir espaço na folha salarial. O camisa 22 foi o escolhido sem muita cerimônia (US$ 8,5 milhões na próxima temporada).

No profissional mercado da NBA as coisas funcionam assim mesmo, e por mais que o técnico Gregg Popovich tenha elogiado a evolução de Tiago (sendo uma força defensiva imensa pra equipe) a oportunidade de contratar um craque (Aldridge), ficando com um time forte por muito tempo (Danny Green e Kawhi Leonard renovaram), fez com que os Spurs abrissem mão de seu pivô titular nos últimos anos. Algo bem natural até.

splitter2A mudança, analisando o cenário agora (com calma e pensando que a troca já rolou e não tem volta), não foi ruim para o brasileiro, não. Poderia, isso sim, ter sido muito ruim caso o Spurs tivesse despachado seu pivô para um time de nível muito baixo ou em reconstrução. Não foi isso que ocorreu.

O Atlanta, não custa lembrar, foi o melhor time do Leste na temporada regular, chegou à final de conferência, tem um técnico que foi assistente do Spurs por muito tempo (Mike Budenholzer, eleito o melhor da temporada passada) e joga em um estilo bem parecido com o do San Antonio (falei disso aqui anteriormente). Não será, portanto, algo completamente fora dos padrões para Tiago, que terá espaço na rotação de sua nova equipe.

tiago1Dentro de quadra, porém, não será mole, não. Valorizado, o ótimo ala-pivô Paul Millsap renovou ontem o seu contrato e permanece na franquia pelos próximos três anos (US$ 57 milhões). Com isso, provavelmente Splitter sairá do banco para fazer as suas funções revezando com Millsap e Horford. Uma possibilidade ainda remota é, com a ausência de DeMarre Carroll, Budenholzer colocar Millsap na posição 3, Horford de ala-pivô e Tiago de “cincão”. Não creio que o técnico comece assim a temporada, mas pode ser uma ótima alternativa durante os jogos, sim.

A mudança é ruim, claro (ninguém quer sair do Spurs), mas está longe de ser uma tragédia. Splitter continuará tendo tempo de quadra, e poderá mostrar algo além do repertório defensivo que vimos em San Antonio. Com um elenco “aberto” a novos golpes no ataque, talvez consigamos ver o brasileiro com um pouco mais de liberdade para atacar a cesta, mostrando, assim, o jogador completo que nos acostumamos a acompanhar desde os seus tempos de Baskonia, na Espanha. Que ele tenha cabeça fria para assimilar o golpe e sucesso em sua nova jornada.


Um pouco sobre os 7 brasileiros na temporada 2014/2015 da NBA
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Fábio Balassiano

rio1Coloquei mais cedo meus palpites para a temporada 2014/2015 da NBA que começa hoje, mas sei bem que é preciso falar dos brasileiros também. Vamos lá, um a um, falando do que eu espero deles a partir desta terça-feira no melhor basquete do planeta.

1) ANDERSON VAREJÃO -> Será o jogador com mais tempo de casa em um Cleveland absurdamente modificado em relação ao último ano. Você sabe bem o que aconteceu em Ohio, não preciso ficar repetindo, certo? Com LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving por lá é muito provável que o brasileiro vá fundo na pós-temporada, mas a grande interrogação para ele não é se o Cleveland será ou não campeão da NBA. Desde 2010 que Anderson não joga mais do que 70 jogos na temporada regular. Com problemas físicos ou de saúde, o brasileiro quase sempre deixa um gosto de “quero mais”, pois suas últimas atuações com o Cavs foram boas demais. Se ficar em quadra tem tudo para ser um dos destaques do elenco de apoio de David Blatt, que ainda não decidiu se Varejão será ou não titular (disputa posição com o canadense Tristan Thompson).

bruno2) BRUNO CABOCLO -> A melhor coisa que Caboclo e quem acompanha o garoto de 19 anos podem fazer é NÃO esperar absolutamente nada de seu ano de estreia no melhor basquete do mundo pelo Toronto Raptors. É óbvio que há uma expectativa imensa de todos em saber o que esse rapaz que foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2014 sem ninguém imaginar pode fazer, mas o planejamento do Toronto para ele não é para agora – e isso SEMPRE ficou muito claro. Para Bruno, o principal é aproveitar o tempo de quadra que lhe for oferecido em todas as oportunidades. Suas funções serão reduzidas, principalmente porque o Toronto deixou de ser um franco-atirador para se tornar uma das forças do Leste. No banco de DeMar DeRozan e Terrence Ross, o brasileiro deve ter no máximo 15, 20 minutos por jogo (quando for escalar). Fora de quadra, será exigido para que melhore seu inglês, seu físico e seu arsenal ofensivo. Tentar evitar que seu jogo de ataque fique apenas focado nas bolas de três é uma boa.

3) LEANDRINHO -> O ala-armador terminou a temporada passada lesionado no Phoenix Suns e muita gente acreditava que ele não teria mais espaço na NBA. Mas aí ele tirou a sorte grande. Foi contratado pelo Golden State Warriors, e servirá de apoio a dupla Stephen Curry e Klay Thompson, uma das mais explosivas da NBA atual. Do lado de fora da quadra, Leandrinho será comandado pelo novato Steve Kerr, que chega com muita confiança para levar o Golden State longe. O estilo de jogo da equipe (rápido, fluído e muito baseado em bolas de fora) pode ajudar Leandrinho a ter bom tempo de quadra e números inflados. A perspectiva para ele é bem boa, viu. Seu contrato de um ano ao mesmo tempo que representa um risco pode ser uma grande oportunidade também, já que atuando no ritmo acelerado dos Warriors sempre há muitas oportunidades de aparecer no setor ofensivo.

nene14) NENÊ – Quem acompanha os jogos do Washington Wizards consegue ter uma boa noção de quão reverenciado é Nenê por torcedores e companheiros de time. O cara é uma lenda por lá, e suas atuações nos últimos playoffs contra o Chicago Bulls aumentaram ainda mais o seu conceito na franquia da capital dos Estados Unidos. Para este ano, suas funções defensivas continuam intactas, e importantes, mas é possível que o lado ofensivo fique um pouco de lado com a chegada de Paul Pierce, que formará com Bradley Beal e John Wall o trio exterior que “ama” ter a bola nas mãos. Para Nenê, no entanto, isso importa pouco. Levar os Wizards aos playoffs é uma meta pra lá de desafiadora, e ele é fundamental para que isso se concretize.

5) VITOR FAVERANI -> Está aí alguém que não tem muitos motivos para ficar tranquilo neste começo de temporada. Faverani começou bem seu campeonato de estreia ano passado com o Boston Celtics, mas aos poucos perdeu espaço e teve que operar o joelho nas férias. No começo da pré-temporada, outra vez o brasileiro foi parar na mesa de cirurgia. Ninguém sabe ao certo o que será de Faverani nos verdes nesta temporada – se terá tempo de quadra, se será dispensado, se será mandado para a D-League. É uma incógnita, e está longe de ser uma situação fácil de administrar…

splitter16) TIAGO SPLITTER -> Tiago começa a temporada como campeão da NBA, mas não terá vida fácil no Spurs, não. Apesar de seu talento ser reconhecido por Gregg Popovich, o francês Boris Diaw foi muito bem nas finais passadas (tanto no Oeste quanto contra o Miami) e fez um excepcional Mundial da Espanha. Não acredito que seu tempo de quadra sofra grandes alterações devido a isso, mas há boas chances de o francês levar vantagem na preferência de Pop para fechar as partidas, por exemplo. Para o brasileiro, aproveitar os últimos momentos na companhia de Manu Ginóbili e Tim Duncan me parece o mais recomendável. É muito provável que com a aposentadoria de Duncan ao final dessa temporada (o mais provável) no próximo ano o garrafão titular texano seja Splitter+Diaw.

bebe7) LUCAS BEBÊ -> Lucas Bebê começa a sua temporada de estreia no Toronto Raptors com a mesma cabeça de Bruno Caboclo – com o aprendizado na ordem do dia. Ao contrário de Caboclo, ele pode ter mais espaço na rotação, já que está mais pronto que o camisa 5 (atua há mais tempo no basquete adulto) e não há grandes opções para a reserva do excelente pivô Jonas Valanciunas, titular e dono da posição. Aproveitar as chances para fincar o pé na rotação de Dwane Casey mostrará a franquia que ela se deu bem na troca que fez com o Atlanta. Para Bebê, é fundamental manter a cabeça no lugar, a confiança lá no alto e a agressividade defensiva ligada o tempo inteiro. Ele tem tudo para se tornar um dos bons pivôs defensivos da NBA atuando por uma equipe que marca muitíssimo bem.

E você, o que está esperando dos brasileiros a partir de hoje na NBA? Comente!