Bala na Cesta

Arquivo : Splitter

No sufoco, Miami vence Spurs na prorrogação, evita título do rival e força jogo 7 da final da NBA
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Fábio Balassiano

O Miami Heat trouxe Ray Allen (foto à esquerda) para esta temporada pensando nas finais e em um tiro de três salvador das mãos do veterano ala-armador que viu seu recorde de bolas de três pontos ser batido por Danny Green nesta incrível série final entre Miami e San Antonio Spurs. E não é que o veterano Ray resolveu na noite desta terça-feira?

Faltando cinco segundos no quarto período, com o Miami perdendo por três pontos, LeBron James (foto à direita) tentou de longe, errou, Chris Bosh pegou o rebote ofensivo, a bola sobrou para Ray Allen na lateral e o camisa 34 não teve dúvida (veja vídeo abaixo). Mandou pra cima, a bola caiu, o jogo foi pra prorrogação e lá o Miami ganhou por 103-100 (a galera de South Beach tem 7-0 nos playoffs em partidas depois de derrotas) após Manu Ginóbili e Danny Green reclamarem de faltas nos momentos decisivos (até agora não entendo como Popovich não pediu tempo na jogada do argentino e o porquê de, no arremesso final, Tony Parker estar fora de quadra e Tiago Splitter estar dentro).

O Heat, portanto, sobreviveu, empatou a final da NBA em 3-3, forçou o jogo 7 de quinta-feira (22h também) e provou que também tem sangue frio para decisões nos últimos segundos (que sangue-frio, pessoal, pensem sobre isso). O troféu já estava entrando em quadra para a festa texana, mas teve que dar uma voltinha para o vestiário. A festa do título vai ter que esperar um pouco, e agora a missão do Spurs é do tamanho de uma coisinha só: vencer um jogo 7 fora de casa em uma final da liga, algo que, desde que o formato 2-3-2 das finais passou a vigorar desde 1985, nunca aconteceu em quatro ocasiões (uma, inclusive, com o Spurs vencendo o Pistons em 2005 no Texas). As outras três vezes foram em 1988 com o Lakers (derrotou o Detroit), com o Houston em 1994 (passou pelo Knicks) e de novo com o Lakers em 2010 (contra o Boston).

Ah, e querem saber de uma coisa? Triplos-Duplos em jogos de eliminação (perda de título) em finais de NBA temos as seguintes feras: Magic Johnson, James Worthy, Wes Unseld, Jerry West, Bill Russell e agora LeBron James (32 pontos, 11 assistências e 10 rebotes), que literalmente salvou o Miami de perder o título em casa com uma atuação soberba no quarto período, quando seu time perdia de 12 pontos e ele colocou a bola embaixo do braço, tirou a bandana da cabeça e mandou bola pra cesta como se não houvesse amanhã (foram 16 dos 30 pontos do Miami no quarto período). Tá ruim?

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Titular, Ginóbili decide, Spurs vencem, abrem 3-2 e ficam a uma vitória do título da NBA
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Fábio Balassiano

Gregg Popovich costuma dizer uma frase simbólica mas muito verdadeira sobre seu time: “No Manu, No Ring”. Em uma tradução livre, seria “Sem Manu, Sem Anel (de campeão). Pop fala, obviamente, da centelha de genialidade, do improviso, que só o argentino pode trazer neste elenco do San Antonio Spurs. E o hermano, como vocês sabem, não vinha jogando absolutamente nada nestas finais (7,5 pontos e 35% nos chutes). Aí o que o treinador mais rabugento da NBA fez?

Aproveitando-se da formação baixa trazida pelo Miami Heat no jogo 4, Pop tirou Tiago Splitter, mas não veio com Gary Neal, como na partida anterior. Formou o quinteto titular com Manu Ginóbili (foto à esquerda), em uma clara demonstração de confiança e de querer recuperar a auto-estima de sua estrela. E o argentino respondeu à altura em quadra.

Fez sete pontos só no primeiro período, incendiou time e torcida, manteve o ritmo até o final, terminou com 24 pontos (sua melhor pontuação da TEMPORADA) e dez assistências (seu recorde em playoff), viu Danny Green (foto à direita), com suas seis cestas de três pontos, entrar no livro dos recordes da NBA com o maior número de bolas de fora em uma série final da liga (25 até então),  e liderou sua equipe a uma confortável vitória por 114-104 (por incrível que pareça, mais uma vez tivemos uma peleja não tão disputada assim nesta final – com exceção do jogo 1, nenhum duelo foi equilibrado até o fim). Com o resultado, os Spurs, que tiveram todos os titulares com 16 ou mais pontos, abrem 3-2 na finalíssima e estão a apenas uma vitória do quinto título da franquia. Aqui cabe um detalhe: na pós-temporadas, os texanos ainda não perderam duas seguidas, e se mantiverem isso serão campeões.

Pelo lado do Miami, o time defendeu muito mal (não sei se estavam preparados para uma versão tão Manu do Manu assim), e no ataque foi completamente dependente do seu trio – Bosh+Wade+LeBron marcaram 66 dos 104 (63%) do time nesta noite. E o que é incrível: mais uma vez Mike Miller, que vinha tão bem do banco e foi o responsável pela mudança das formações táticas dos dois times (que passaram a adotar o small-ball sem o menor pudor), não fez nenhum ponto (nos 17 minutos em que esteve em quadra, errou seu único arremesso e saiu zerado – prova que no basquete o treinador tem influência com uma mexida independente de o atleta que entra, ou sai, ter ótimo desempenho).

Os dois próximos jogos (terça-feira e quinta-feira às 22h), porém, serão na Flórida, e mesmo não tendo jogado nada neste domingo o Miami ainda tem o mando de quadra e ótimas chances de conquistar o bicampeonato (de todo modo, é bom lembrar que o Miami Heat estará na mesmíssima situação de dois anos atrás, quando foi para South Beach com 2-3 do Texas, perdeu o jogo 6 em casa e viu o Dallas Mavericks conquistar o título na American Airlines Arena). A grande notícia para o San Antonio, porém, é que o time não ganhou “só” o jogo desta noite – o time recuperou o cara mais criativo da equipe. E isso pode render frutos nos dois jogos que restam na decisão da NBA.

Viu o jogo? Curtiu? Que atuação do Ginóbili, hein! Comente!


Com atuação de gala de Dwyane Wade, Miami vence Spurs no Texas e empata decisão da NBA
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Fábio Balassiano

Na terça-feira, depois do jogo 3 vencido facilmente pelo San Antonio Spurs por 36 pontos, muita gente criticava insistentemente LeBron James. Eu, neste canto, disse e repeti que para o Heat vencer no Texas nesta quinta-feira seria necessária ajuda de Dwyane Wade e Chris Bosh. E assim foi feito.

Intenso, Wade teve uma atuação de gala (jogando como o bom e velho Dwyane Wade, ele liderou o time com 32 pontos, 6 rebotes, 4 assistências e 6 roubos – nenhum erro, hein!), Bosh foi muitíssimo bem (20+13 rebotes) e LeBron James não ficou tão sobrecarregado assim, saindo-se com 33 pontos, 11 rebotes e 4 assistências. Com isso, a vitória no melhor jogo da decisão da NBA veio (109-93), o empate na série final está cravado em 2-2 e o jogo 5 de domingo será ainda mais sensacional.

Vamos a alguns pontos interessantes:

1) Tão criticado (injustamente ao meu ver) por essas bandas, Erik Spoelstra deu um verdadeiro banho tático para esta noite. Tirou Udonis Haslem do time titular, colocou Mike Miller e conseguiu o que queria – abrir o garrafão do San Antonio. Gregg Popovich sacou Tiago Splitter com 50 segundos, o jogo foi quase todo realizado com o famoso “quatro abertos” e assim o Miami deitou e rolou com seu jogo rápido e fluído. Outra coisa: Dwyane Wade comandou TODAS as ações ofensivas, como havia pedido aqui diga-se de passagem, deixando LeBron como finalizador e pronto para receber a bola no low-post (perto da cesta). Lá, James recebia e apenas girava em cima de seu marcador, sem tempo de a ajuda chegar (no caso a ajuda de apenas um homem alto, já que o outro, Splitter ou Duncan, estava no banco). O resultado não foi que o Miami, com quatro abertos e chutadores excelentes, passou a chutar de fora (foram apenas 12 tentativas), mas sim que o espaço para infiltrações e arremessos mais de perto enfim apareceu. Foram 50 pontos dentro do garrafão e 14 em contra-ataques. Se queriam ajuste de Spo, pois muito bem, o ajuste veio – e Pop não encontrou resposta durante o jogo. Parabéns ao treinador do Miami!

2) Dos quatro jogos da série, e por mais excepcionais que tenham sido todos os quatro (e foram mesmo), decidido até o final apenas o primeiro, aquele da cesta espírita de Tony Parker. O Big 3, dessa vez, foi surreal de bom, aliás. Wade+Bosh+LeBron tiveram 85 dos 109 pontos do Miami (78%).

3) O que acontece com Manu Ginóbili? Quase sempre genial, o argentino anda tenebroso na final da NBA (errou quatro de seus cinco arremessos nesta quinta-feira e tem, ao todo, 10/29 nos arremessos nesta série). A idade parece pesar para o hermano.

4) Como desperdiçou bolas o San Antonio esta noite (foram 19). Errando assim, não vai ganhar do Miami, time cuja defesa sempre foi muito, muito boa e cujo jogo de transição funciona muito bem quando a marcação consegue forçar estes erros (hoje foram 23 pontos através de desperdícios do Spurs).

5) O jogo 5 será no domingo, mas a série já terá no mínimo um jogo em Miami. A dúvida é: em que condição – se com o Heat ou com o Spurs na frente.

6) LeBron arremessou 25 bolas no jogo 4. No anterior, 21. Vamos parar com essa bobagem de dizer que o cara “apareceu” pra jogar. A diferença entre quinta-feira e terça é muito simples: havia um time a ajudá-lo e seus arremessos caíram. Simples assim. Falar em atitude não cola, sinceramente.

7) Um dado interessante sobre erros: quem errou menos ganhou a partida. Hoje, Miami teve 9. Spurs, mais que o dobro (19). Dar posse de bola de graça decididamente não é uma boa coisa.

Viu o jogo? Curtiu? Que atuação soberba de Dwyane Wade, não?


Spurs domina do começo ao fim, surra Miami por 36 pontos e abre 2-1 na final da NBA
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Fábio Balassiano

Domínio completo no Texas na noite desta terça-feira. E para a alegria dos torcedores que lotaram a AT&T Center a festa foi do San Antonio Spurs, que surrou o Miami Heat por 113-77 (36 pontos de diferença, gente!) com o recorde de bolas de três pontos em partidas finais da NBA (ao todo foram 16, em 32 tentativas – um aproveitamento sensacional de 50% de fora) e abriu 2-1 na série. Alguns pontos interessantes:

1) Danny Green (foto à direita) teve mais uma atuação histórica. Em seu quarto ano na NBA, o rapaz simplesmente anotou sete bolas de três em nove tentativas, terminou com 27 e ainda apanhou quatro rebotes. Na decisão da NBA, ele tem 18,5 pontos, o líder em pontos. Em três jogos, ele tem 16 bolas de três convertidas em 23 tentativas (69,6%). Tá bom ou quer mais?

2) Quem também foi muitíssimo bem, inclusive quando Tony Parker, machucado, esteve fora de quadra, foi Gary Neal (foto à esquerda). Vindo do banco de reservas, o baixinho cravou seis bolas de três pontos em 25 minutos, terminou com 24 pontos e foi fundamental para a vitória.

3) Quem também merece destaque é Kawhi Leonard. O cara terminou com 14 pontos e 12 rebotes (seu terceiro jogo com 10 ou mais rebotes na série) e anulou LeBron James, que foi muito mal nesta noite com 7/21. Amanhã faço um post completo sobre LBJ, ok.

4) Nenhum jogador do Spurs esteve em quadra por mais de 32 minutos. Se estava preocupado com o físico de seus atletas, Popovich deve ter sorrido agora.

5) Dwyane Wade e Chris Bosh, que tanto sorriem e fazem caras e bocas, não poderiam ajudar um pouco mais a LeBron James quando o companheiro está (algo raro) mal? A dupla que forma o Big 3 com LBJ somou 28 pontos. James, péssimo, teve 15 pontos, 11 rebotes e cinco assistências. Até o MVP precisa de ajuda…

6) O segundo tempo terminou em 63-33.

7) Os titulares do Miami somaram 43 pontos. Green + Neal = 51. O trio do Spurs (Duncan, Manu e Parker) teve apenas 25.

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Miami Heat e San Antonio Spurs jogam para abrir vantagem na decisão da NBA esta noite no Texas
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Fábio Balassiano

A partir das 22h desta terça-feira, com transmissão da ESPN (TV e Rádio), acontece o terceiro jogo da final da NBA entre San Antonio Spurs e Miami Heat no Texas. Mais do que a vitória em uma série empatada em 1-1, vale um tira-teima do que foi visto no jogo 2 no domingo, na Flórida.

A série caminhava bem, equilibrada, após seis períodos (os quatro primeiros, no jogo 1, e os dois primeiros do jogo 2), quando o Miami ligou o turbo e jogou um basquete de outro planeta. Rápido, certeiro nos arremessos, físico, intenso. Quando isso acontece, pode colocar qualquer time do outro lado da quadra que não adianta nem rezar – é derrota certa.

A dúvida é saber se o Heat mantém a força para logo mais, a mesma força, ou se o San Antonio Spurs, que vinha jogando muito bem e colocava uma pressão danada no Miami para voltar ao Texas com 2-0, fará algum ajuste para tentar conter LeBron James (é possível?) ou concentrará suas forças nas peças de apoio que foram muito bem no domingo (a bola de três caiu, Mario Chalmers, Mike Miller e Ray Allen apareceram e Dwyane Wade e Chris Bosh parecem bem confortáveis na decisão neste momento).

Sobre o Spurs, estou curioso demais para saber o que fará Manu Ginóbili (foto à esquerda) a partir de agora. O desempenho do argentino é tenebroso até então (6/17 nos arremessos e 4 erros na final), mas sabemos quão talentoso ele é – e o que ele pode fazer quando está contra a parede. Só não sei, sinceramente, se o físico de Manu aguenta o tranco contra uma marcação tão forte como é a do Miami. Para o San Antonio ser campeão, porém, será necessário que ele apareça para jogar seu melhor basquete.

Dois fatos interessantes sobre finais da NBA:

1) Dois times de pior campanha venceram os três jogos da final da NBA em casa (Detroit, em 2004, e o Miami, ano passado);
2) Três times de melhor campanha venceram os três jogos da final da NBA fora de casa (Pistons em 90, Bulls em 91 e Lakers em 2001).

Tudo leva a crer, portanto, que a série final da NBA retorne a Flórida para os jogos 6 e/ou 7. A grande questão é saber como o confronto entre Spurs e Heat volta para South Beach. Abrir 2-1, seja de que lado for, é fundamental para saber quem tomará não só as rédeas do placar, mas as rédeas psicológicas nessa decisão.

Quem vence logo mais? Comente!


Miami tem sequência incrível no segundo tempo, vence jogo 2 e empata decisão da NBA
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Fábio Balassiano

O jogo estava equilibrado (em alguns momentos os Spurs pareciam ter o controle tático e emocional do duelo deste domingo, inclusive), disputadíssimo desde o começo até que o Miami Heat apertou o botão do turbo no meio do terceiro período e jogou com uma intensidade incrível, assustadora – daquelas que, quando o Miami consegue jogar, é quase impossível detê-los.

LeBron James, até então errático nos arremessos (2/12), começou a acertar tudo (5/5 direto e um toco espetacular em Tiago Splitter – veja no vídeo abaixo do post), o Heat foi no embalo de sua estrela, fez uma sequência de 30-5 e viu o San Antonio Spurs apenas pelo retrovisor. Vitória final por 103-84, 1-1 na série e os três próximos jogos da decisão da NBA no Texas (o terceiro será na terça-feira, às 21h).

No jogo deste domingo, atuações bem incríveis de Danny Green (17 pontos e 5-5 de três pontos) pelo Spurs e uma bem sólida de todo o elenco do Miami: Mike Miller acertou suas três tentativas de três pontos, Dwyane Wade teve dez pontos e seis assistências, Mario Chalmers saiu-se com 19 e LeBron, mal até o terceiro período, terminou simplesmente com 17 pontos, 8 rebotes, 7 assistências, 3 tocos e 3 roubos.

Para a vitória do Miami, alguns fatores foram fundamentais:
1) O time acertou a mão de fora. Após 8/25 no jogo 1, 10/19 nesta noite
2) O Miami conseguiu forçar muitos erros do Spurs (4 no jogo 1; 16 no jogo 2)
3) Tony Parker jogou como um ser-humano. Errou nove de seus 14 arremessos e teve cinco erros (no jogo 1, nenhum desperdício de bola). Quem poderia ajudá-lo, Manu Ginóbili, não tem ido bem nas finais até agora (6/17 nos arremessos e 4 erros).

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A um passo da primeira final em 6 anos, Spurs podem varrer Grizzlies esta noite em Memphis
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Fábio Balassiano

A partir das 22h desta segunda-feira o San Antonio Spurs pode sentir o cheiro do champanhe que não sente há seis anos: o champanhe que se abre quando é campeão do Oeste.

Aquele meio tímido, meio devagar, porque ainda se tem um trabalho a ser feito na decisão da NBA, mas é um champanhe que uma das melhores franquias das duas últimas décadas não sente desde 2007, quando foi às finais da liga e venceu o Cleveland Cavs, de LeBron James (corrigido aqui), para conquistar o quarto e até então último título de sua história.

Para isso os texanos “só” precisam vencer o Memphis Grizzlies nesta noite fora de casa para consumar algo que é praticamente inevitável – a classificação às finais. A gente sabe que nenhuma equipe na história da NBA virou um 0-3, e parece difícil crer que o Memphis, por mais tenacidade e raça que tenha (e tem mesmo) consiga isso diante de um adversário tão bem treinado (parabéns, Popovich, mais uma vez!), tão bem liderado em quadra (Tony Parker é um cracaço – na fot0) e com um garrafão cada vez mais azeitado (Tiago Splitter tem sido constantemente elogiado por Tim Duncan, e isso é mérito do brasileiro, que acreditou no projeto da franquia pra ele e jamais desistiu).

Ao San Antonio Spurs é só manter o ritmo, ganhar hoje ou na quarta-feira e descansar até a final da NBA que começa em 6 de junho. Prorrogar a série pode ser perigoso não só para entrar na história pela porta dos fundos (perder depois de ter um 3-0) mas principalmente pensando no cansaço de suas estrelas veteranas visando a grande final da liga.

Será que é hoje que os Spurs voltam às finais da NBA como campeões do Oeste? Comente!


‘Metódicos’, San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies abrem final do Oeste hoje no Texas
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Fábio Balassiano

Não era a final do Oeste esperada no começo da temporada por nove entre dez analistas da NBA no planeta. Oklahoma, Lakers e Clippers estavam no Hall dos favoritos a disputar, junto com o San Antonio Spurs, a decisão da conferência mais equilibrada (e forte) da melhor liga de basquete do planeta. Os Spurs chegaram lá, mas os outros ficaram pelo caminho para que o Memphis Grizzlies fosse até lá pela primeira vez na história da franquia. E a série final começa hoje, no Texas, a partir das 16h30 envolvendo dois dos times mais “metódicos” do campeonato (a ESPN tem os direitos e exibirá todos os jogos da série).

O San Antonio Spurs chega a sua segunda final de Oeste seguida repetindo o mantra dos últimos dez anos: cercar suas três estrelas (Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker) com os jogadores que mais se adaptam a eles e ao esquema de Gregg Popovich com funções muito bem definidas pelo treinador para cada um deles. Notem que não usei o termo ‘os melhores jogadores’, mas sim aqueles que mais ‘se adaptam’. O Gian, aqui do lado no ótimo Blog Vinte Um, escreveu bastante sobre isso, e acho que o mais interessante é notar que atletas pouco “visados” em Draft ou janelas de transferência se dão muito bem no Spurs e quando saem são um fiasco (tanto é assim que não é raro vermos jogadores escolhidos na posição 50, 55 ou pinçados em times da Europa vingando com gosto por lá).

O motivo é bem óbvio: todos ali são parte de uma engrenagem muito bem azeitada por Pop e RC Buford (Gerente-Geral que por ser na dele, caladão, nerdão, pouco aparece e recebe menos crédito do que merece/deveria – na foto à esquerda). Os jogadores sabem, e isso talvez seja o motivo pelo qual dá muito certo, que valores individuais contam muito menos ali do que em outras franquias (a pressão, portanto, não está em cima deles). Bruce Bowen é o melhor exemplo disso no passado, e Danny Green e Kawhi Leonard, no presente. O San Antonio Spurs, que não está nem entre os dez times com as mais altas folhas salariais da NBA, tem um método de gestão que pouco mudou nos últimos 15 anos (quase sempre com contratos curtos para as não-estrelas), e quer voltar às finais pela primeira vez desde 2007 apresentando um basquete bem mais arejado do que aquele das finais contra o Detroit Pistons. Popovich evoluiu, Manu trouxe o sopro de genialidade a níveis difíceis de se ver por aí e Parker está cada vez melhor. Isso, claro, sem falar em Tim Duncan, um dos melhores alas-pivôs de todos os tempos.

Do outro lado estará o Memphis Grizzlies, que na minha opinião tem a melhor defesa desta temporada na NBA ao lado de Indiana Pacers e Chicago Bulls e que até agora não perdeu em casa nos playoffs (além disso, venceu oito das últimas nove partidas). O time, este sim um mão fechada de dar gosto (tem a sexta melhor folha salarial da liga), tem um método de trabalho bem simples: morder na marcação e soltar a bola para Zach Randolph no ataque. O mais interessante é que o time, para evitar pagar aquela taxa de luxo à liga por altos salários, teve a coragem de limar um de seus melhores jogadores (Rudy Gay) para aliviar o orçamento no meio do campeonato e não deixou a peteca cair (mérito ainda maior para Lionel Hollins, o técnico (foto à direita). A inteligência da nova diretoria agora comandada por John Hollinger (ele era analista da ESPN!) foi trocar um excelente jogador (Gay) por um ótimo (Tayshuan Prince) e alguns médios (Ed Davis, Austin Daye e Keyon Dooling) para aliar a técnica de Conley e Z-Bo ao jogo atlético e defensivo ao cubo de Tony Allen e Marc Gasol.

Aqui, aliás, cabe uma observação interessante sobre o Memphis: todo mundo riu (e riu merecidamente) quando os Grizzlies trocaram Pau Gasol para os Lakers por Kwame Brown, lembram? O que quase todo mundo esquece é que naquele pacote estava o então menino Marc, irmão de Pau e escolhido no Draft de 2007 pelos angelinos. Foi com ele, Marc Gasol, e Conley, também escolhido seis anos atrás, que começou a ser formado este timaço de basquete que hoje é o Memphis. E o mais engraçado é que não dá nem pra olhar pro Draft e dizer um ‘ah, mas eles escolheram jovens muito bons e reconstruíram’. Fui dar uma olhada nas últimas escolhas dos caras e chega a ser ridículo que um time que escolheu tão mal tenha se dado tão bem nos últimos três anos na NBA sem grandes contratações assim. A franquia chegou a trocar Kevin Love para ficar com OJ Mayo em 2008, desperdiçou uma segunda posição com Hasheem Thabeet no ano seguinte (James Harden, Ricky Rubio, Stephen Curry e Tyreke Evans vieram depois…) e em 2010 usou sua primeira rodada com Xavier Henry. E mesmo assim o Memphis chegou lá, virou time grande, virou uma das mais temidas forças da NBA. Baseou seu jogo em uma insana e sufocante defesa e nos talentos Zach Randolph e Mike Conley e agora colhe os frutos.

Sinceramente não tenho a menor ideia do que acontecerá nesta decisão do Oeste. Os dois times têm excelentes técnicos (Gregg Popovich e Lionel Hollins), ótimos marcadores no perímetro (Danny Green e Kawhi Leonard de um lado; Tony Allen e Tayshuan Prince do outro), excelentes armadores (Tony Parker e Mike Conley), excepcionais alas-pivôs (Tim Duncan e Zach Randolph) e ótimos pivôs (Marc Gasol). A única certeza é: será uma baita série pra quem curte um basquete pensado, analisado, recheado de ajustes e contra-ajustes dos técnicos.

Quem será que representará o Oeste na final da NBA? Algum palpite? Então é só comentar!


Rodada tem brilho de recordes de Varejão e Splitter, e vitórias de Bobcats, Knicks e Spurs
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Fábio Balassiano

Rodada pra lá de interessante a de ontem na NBA, hein. Vamos a alguns fatos bacanas:

- No melhor jogo da rodada, o San Antonio Spurs foi até Los Angeles, controlou o ritmo da peleja e venceu os Lakers por 84-82 graças a um chute certeiro de Danny Green (foto) nos segundos finais (vídeo do lance vai no final do post). Destaque, também, para Tiago Splitter, que saiu de titular e teve seu recorde de minutos na temporada (29 – sua terceira maior em três anos de NBA também). Saiu-se com nove pontos, nove rebotes (o último deles foi após o chute errado de três de Pau Gasol a quatro segundos do estouro do cronômetro – sim, Gasol arremessou de três…) e foi muito bem na defesa. Que assim continue!

- Quem também barbarizou foi Anderson Varejão. Apesar da quarta derrota seguida do Cleveland (114-101 para o Brooklyn Nets), o pivô bateu seu recorde de pontos na história da liga com 35 e ainda apanhou assustadores 18 rebotes. O capixaba tem a média de 13,9 rebotes por partida na NBA, o segundo melhor índice do campeonato (na sua frente apenas Zach Randolph, do Memphis, com 14,5), de 15,9 pontos por noite (disparada a melhor em suas nove temporadas na liga) e 28,1 de eficiência, ficando atrás apenas de ninguém menos que LeBron James em todo o campeonato. É um começo incrível de Varejão ou não, pessoal?

- E o New York Knicks, hein. Venceu a quinta seguida ao bater o Orlando Magic fora de casa por 99-89 (22-13 no último período) e atingiu a melhor marca da franquia em começos de temporada desde a temporada 1993-1994. Carmelo Anthony, JR Smith e Raymond Felton somaram 67 pontos em mais uma noite de excelente defesa. Os nova-iorquinos, únicos invictos no certame até aqui, ainda não levaram mais do que 95 pontos no certame, e forçaram 20 desperdícios de bola dos rivais na noite de ontem. Cinco dos seis próximos jogos serão fora de casa a partir de quinta-feira, quando Melo e seus companheiros vão até San Antonio (parada duríssima, hein!)

- Michael Kidd-Gilchrist é o nome do calouro do Charlotte Bobcats que pode mudar os rumos da franquia. O rapaz jogou muitíssimo bem ontem, teve 15 pontos e oito rebotes (tudo no primeiro tempo) e ajudou os Bobcats e baterem o Washington por fáceis 92-76 e igualar a campanha na temporada (3-3). Olho no rapaz, que tem sido elogiado pelo seu técnico, Mike Dunlap, e pelo dono da franquia, um tal de Michael Jordan.

Viu algum jogo na noite de ontem? Algum destaque? Comente!


Em ritmo de treino, seleção masculina marca bem e vence a China com muita facilidade
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Fábio Balassiano

Foi como deveria ser: uma partida fácil, sem sustos, em ritmo de treino. O Brasil marcou muito bem no começo, abriu 25-9 amparado pela ótima defesa, sustentou a pressão nos chineses e bateu os asiáticos por tranquilos 98-59. Com este resultado e com a vitória da Rússia contra a Espanha mais cedo por 77-74, brasileiros e espanhóis decidem a segunda colocação na segunda-feira, com os russos já garantidos na primeira posição da chave.

Sobre a partida, nem há muito o que comentar. Contra adversários mais fracos, é exatamente isso que deve ser feito. Massacrar com a defesa, roubar bolas (hoje foram cinco), fazer cestas fáceis, forçar arremessos do rival (os chineses acertaram apenas 35% de seus chutes de dois pontos) e abrir vantagem de cara (além disso, as bolas de três caíram – 12-25 de fora). E assim foi feito. Foi bom, também, para descansar Nenê, Tiago, Leandrinho, Anderson, Huertas e Alex para os duelos que realmente valem (o das quartas-de-final e, quem sabe, os próximos) e dar ritmo para Raulzinho e Caio Torres, os dois atletas da seleção que menos tempo de quadra têm.

Na segunda-feira, o Brasil enfrenta a Espanha às 16h. Se vencer, termina na segunda posição e enfrenta a Argentina nas quartas-de-final (com a possibilidade de medir forças com os EUA na semifinal). Caso perca, duela contra a França nas quartas e escapa dos norte-americanos (em uma eventual semi, jogaria contra Rússia ou Lituânia). Não acho que a seleção tenha que escolher caminho algum, mas pensar em jogar contra os EUA ou não nas semifinais é antecipado demais.

Viu o jogo? Gostou, né? E o que está projetando pra segunda-feira? Comente na caixinha!