Bala na Cesta

Arquivo : Ray Allen

Jogando bem novamente, Miami mostra que está mais pronto do que nunca pra defender o título
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Fábio Balassiano

Tá fácil torcer para o Miami Heat nesta temporada. É o atual campeão da NBA, tem o melhor jogador de basquete da atualidade e, sem forçar muito, possui a segunda melhor campanha da liga (40-14). Ao que parece, porém, a turma da Flórida decidiu a ligar a máquina de vez. Venceu as últimas 11 por diferença média de 12,8 pontos, somou 106,3 pontos por noite e teve incríveis 52% de aproveitamento nos tiros de quadra nesta série de vitórias.

(Este post é dedicado ao leitor Augusto Valfogo, que pediu um texto sobre o Miami Heat. Se o time da Flórida perder hoje, a culpa, portanto, é dele – e não minha)

A receita é a de sempre, mas não custa lembrar: bola em LeBron James, e estamos conversados. O sistema ofensivo do Miami, sabemos, não é um primor, e conta cada vez mais com a visão de jogo genial de LBF. Em fevereiro, o melhor jogador da atualidade (alguém ainda duvida disso? Não, né…) teve simplesmente 28,8 pontos, 7,4 rebotes, 7,2 assistências e anormais 64,4% nos tiros de quadra nos quase 38 minutos em que esteve em quadra.

Mas não é só isso, evidentemente. Dwyane Wade voltou a chutar muitíssimo bem (51,2% em fevereiro e 22,7 pontos em 35 minutos), o time erra cada vez menos (13,3, quarto melhor índice) a média de posses de bola por partida está quase igual a da temporada passada (100 em 2012-2013 contra 103 em 2011-2012), Ray Allen está cada vez mais confortável para os corner-shots (ele tem incríveis 56,7% naqueles arremessos nas extremidades da quadra) e a defesa que levou o Miami ao título contra o Oklahoma parece realmente pronta para os playoffs.

Foram apenas 93,5 pontos nos últimos 11 jogos, a ótima média de apenas 23 pontos sofridos no quarto período durante toda a temporada e mais de 15,4 desperdícios forçados no campeonato (com mais de cinco nos 12 minutos derradeiros), prova que a marcação consegue apertar o rival no momento mais delicado do jogo.

Por mais que o Oklahoma City Thunder esteja tentando se reforçar para um possível confronto em uma eventual final de NBA (com Derek Fisher e Ronnie Brewer), está cada vez mais impossível pensar que alguma franquia consiga bater os caras no mata-mata que começa em menos de dois meses. O time é forte, está jogando muitíssimo bem, conta com LeBron James em estado de graça e a defesa, antiga arma da equipe, voltou a ser a defesa do Miami Heat.

Concorda comigo? Alguém tem chance de bater o Miami em uma série de sete jogos de playoff na NBA? Comente!


Rodada de sábado na NBA teve arremessos milagrosos de Ray Allen e Jennings – veja
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Fábio Balassiano

Quem conseguiu ficar em casa na noite de sábado teve ótimas partidas da NBA para assistir. E com ótimos finais. A melhor de todas, em minha opinião, foi Denver x Miami. Outro bom duelo foi entre Bucks e Cleveland (com Anderson Varejão tendo outra noite monstruosa de 20 pontos e 17 rebotes). Separei as bolas decisivas de ontem. Vamos lá:

Em casa, o Miami Heat perdia por 116-115 depois de arremesso de Andre Iguodala. No ataque seguinte, LeBron James partiu em direção a cesta quando viu a marcação dobrar. Não teve dúvidas e encontrou Ray Allen na lateral para o arremesso milagroso (arremesso de três que ainda teve falta de Corey Brewer). Vitória do Miami por 119-116.

Em Milwaukee, os Bucks faziam um jogo muito equilibrado contra o Cleveland, de Varejão, a empatavam em 102 a 0,7s do final. No lateral, Mike Dunleavy cobrou e Brandon Jennings só teve tempo de arremessar de longe. Deu certo, apesar da reclamação de Byron Scott, técnico do Cavs, de que o cronômetro tenha entrado em ação tarde demais (tô com ele nessa).


Na abertura da temporada, Ray Allen reencontra o Boston Celtics – promessa de jogaço!
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Fábio Balassiano

Confesso que vai ser um pouco estranho olhar para Ray Allen na noite de hoje, a de estreia do campeonato 2012-2013. O mundo da NBA é profissional, mas vê-lo com a camisa do Miami Heat contra o Boston Celtics (22h de Brasília, com promessa de transmissão do Space e certeza de exibição do League Pass – atenção: os primeiros 15 dias são GRÁTIS no LP!) na abertura da temporada vai provocar no mínimo uma sensação diferente.

Não será, portanto, apenas um jogo, mas sim o melhor jogo da rodada de abertura e com uma série de significados especiais. Será que Rajon Rondo, armador dos Celtics e maior desafeto de Allen na última temporada em Boston, irá abraçar o agora camisa 34 do Miami (na entrevista coletiva de ontem, Rondo se referiu a ele como “o número 20″ – sem falar seu nome)? E Kevin Garnett, que disse ter apagado o telefone de Ray de sua agenda, como reagirá? E o público da Flórida, quase sempre frio, aplaudirá pouco ou muito o maior reforço de Pat Riley para o campeonato?

FIQUE LIGADO! TWITCAM DO BALA NA CESTA HOJE 19h30! NÃO PERCA!

São dúvidas que cercam o melhor embate desta terça-feira de NBA (nos outros duelos, Cavs x Wizards às 21h e Lakers x Mavs, que começa 00h30 de quarta-feira ). Se isso tudo não fosse o bastante, e talvez pouca gente lembre disso, o Miami esteve perto da eliminação na final do Leste da temporada passada justamente diante do Boston Celtics. Naquele jogo 6, em Boston, uma das mais magníficas atuações de LeBron James livrou os Heat da derrota e a conquista da conferência veio no sétimo e decisivo duelo.

Do seu lado, o sempre calmo Ray Allen diz: “Eles são meus amigos, sempre serão. Não tenho nenhum sentimento ruim em relação a eles, de verdade. Vivemos cinco ótimos anos juntos, e quando olhar Paul Pierce amanhã, não sentirei raiva alguma”, afirmou ao site da ESPN.

Dá pra acreditar em Ray? O que acontecerá em quadra logo mais quando o Miami Heat, na minha opinião o maior favorito ao título, entrar em quadra? Será que o Boston Celtics estraga a festa do anel de LeBron James e companhia? Comentários na caixinha!


Contagem regressiva para a NBA: torcedor do Boston manda vídeo em homenagem a Ray Allen
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Fábio Balassiano

Esquentando os tamborins para a temporada 2012-2013, a contagem regressiva do blog hoje aponta para Ray Allen, ala que acaba de sair do Boston Celtics para o Miami Heat. Mesmo assim a torcida verde não deixa de reverenciá-lo, como conta o leitor Gustavo Sarará, que enviou o vídeo.

“Um dos vídeos que gostei muito de ver foi a homenagem ao grande Ray Allen. O Celtics tem muita gratidão ao atleta. E nos dias de hoje com mercado frenético, um gesto de gratidão é raro em qualquer esporte”, conta Gustavo.

Clica aí e veja a homenagem ao grande Ray Allen.

Ah, tem sugestão de vídeo? Manda para fabio.balassiano@gmail.com que eu publico.

 


Veterano Ray Allen assina com o Miami Heat, ainda mais favorito ao bicampeonato em 2013
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Fábio Balassiano

A notícia vinha correndo nas últimas semanas, mas ontem tornou-se oficial. O Miami Heat assinou por três anos com Ray Allen (três anos, US$ 9,7 milhões), ala que passou as últimas cinco temporadas com o Boston e que fez uma proposta maior que a da turma da Flórida. Alguns pontos:

1) Pesou, segundo a imprensa norte-americana, a relação ruim com o armador Rajon Rondo, a vontade de Allen de conquistar mais títulos (no Miami ele tem mais chance, evidentemente) e a forma como ele foi tratado por Danny Ainge nos últimos meses (o manda-chuva dos Celtics tentou despachá-lo algumas vezes no último campeonato, e Ray não curtiu muito isso, não).

2) Escreverei sobre o assunto mais pra frente, mas há uma clara mudança de atitude na cabeça dos grandes jogadores da NBA. Ray Allen tem fama, título e recordes no currículo. Foi para o grande rival do Boston Celtics no último ano (o Miami, e jogar com LeBron James, não muito querido pelos verdes desde que jogava em Cleveland). Impensável nos anos 90? Real, cada vez mais possível, no século XXI. Acostumemos-nos, pois vai acontecer cada vez mais…

3) Muita gente anda se perguntando por que diabos David Stern não vetou a ida de Allen para o Miami, como ele fez ano passado com Chris Paul (a ida aos Lakers). São casos diferentes. Chris Paul viria em uma troca. e uma troca com um time que era administrado pela NBA. querendo ou não, a liga podia fazer aquilo – embora até hoje eu não concorde, evidentemente. Ray Allen era é um agente-livre, e ele poderia fazer o que bem quisesse sem que ninguém pudesse vetar. Não há muito o que se possa fazer quando um jogador deseja jogar em um clube.

4) Se o Miami já era o favorito para a temporada 2012-2013, o que dizer agora? Ray Allen será RESERVA de Dwyane Wade e LeBron James. Não sei se já houve uma peça reserva assim deste quilate na NBA (Ray é o recordista de bolas de três pontos na história da liga…). O Heat ainda tem duas cotas de veteranos para preencher, e comenta-se que o time quer Marcus Camby para o pivô e Rashard Lewis para a ala. Rivais, tremei…

5) Este é mais um ponto para Pat Riley, o presidente do Miami Heat. Sabendo que Allen estava triste com o tratamento dispensado a ele em Boston, Riley organizou uma verdadeira recepção de gala a Ray na Flórida. Chamou Alonzo Mourning para jantar com o camisa 20 na quinta-feira, colocou um vídeo de boas-vindas de LeBron James e Dwyane Wade na sexta-feira e convocou Erik Spoelstra para mostrar a ele, Ray Allen, quais os planos para o veterano nos próximos anos. Se não fosse o bastante, sabia que o ala queria o último contrato de sua vida, e ofereceu três campeonatos. Sabe bastante desse tal de basquete o Riley, não?

E você, o que achou da ida de Ray Allen para o Miami Heat? Comente na caixinha!


Sobre a última dança e o futuro do Big 4 do Boston Celtics na NBA
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Fábio Balassiano

Pode ter acabado ontem uma grande era da história gloriosa do Boston Celtics. Uma história que teve um título, uma final de NBA e uma decisão de conferência. Foram cinco anos de Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Grnett juntos, e se os anéis (no plural) não vieram, não reconhecer a grandeza do quarteto é uma loucura. Os caras sempre lutaram, lutaram muito, e mesmo para quem não torce pelos verdes (eu) se emocionou com a atuação deles nestes playoffs contra Atlanta, Sixers e Miami.

Mas o Boston vai ter que se mexer. Kevin Garnett e Ray Allen são agentes-livres, Brandon Bass e Jeff Green (que operou o coração no começo da temporada, lembram?) também, e do núcleo bom, que realmente vale a pena, apenas Rajon Rondo, Avery Bradley (forcei?) e Paul Pierce têm contratos garantidos.

Há muita gente boa que aposta na permanência de Garnett e Allen por um salário menor (lembremos que atualmente o Boston tem a maior folha salarial da liga, com US$ 88 milhões), mas de verdade eu acho muito difícil. Admirado por Jay-Z, KG deve receber proposta do Nets, que se muda para o Brooklyn na próxima temporada. Aos 37 anos e claramente em declínio, Ray precisa decidir se aceita uma função menor (e um salário menos polpudo, evidentemente), menos glamourosa em um time grande ou se quer manter seus 33, 37 minutos em uma franquia média.

Ainda está muito cedo para dizer o que acontecerá. Os torcedores dos Celtics estão tristes, chorosos, e não é para menos. Fecha-se, provavelmente, a cortina de uma grande geração, de um grande time, e mais do que nunca Danny Ainge (ai que medo) terá que trabalhar para dar a Doc Rivers (foto ao lado) um time para honrar as tradições do Boston Celtics.

O time tem três escolhas no próximo Draft (duas na primeira rodada), vai abrir espaço em sua folha salarial para investir e possui um armador sensacional (Rajon Rondo deverá melhorar o seu arremesso de longa distância se quiser ser um armador acima do excepcional que já é) e um Paul Pierce que precisará de ajuda para fechar os jogos (ficou muito claro isso nos jogos 6 e 7 contra o Miami Heat, não?). Já é alguma coisa.

Lamente, Ainge, por 24, 48 horas, e comece a pensar no futuro da franquia a partir de segunda ou terça-feira. O Boston é imenso demais e não precisa passar por outro grande jejum para voltar a ser grande.


Por fim de ciclo glorioso, Boston pode garantir vaga na final com vitória hoje contra Miami
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Fábio Balassiano

Então é isso. Você tem um “time de velhinhos”, o melhor jogador da temporada está fazendo o diabo, o mando de quadra está mantido após dois jogos e o mundo ameaça desabar em Doc Rivers. O elenco é envelhecido, Ray Allen não mata mais uma bola, Kevin Garnett não aguenta andar, Rajon Rondo pode fazer 60 pontos que não vai adiantar. Era o que se ouvia do Boston Celtics há menos de uma semana.

Três vitórias seguidas depois e tudo mudou. Os verdes jogam hoje em casa (21h30, ESPN) com a chance de, após bater o Miami na Flórida na última terça-feira (94-90 com direito a uma cesta milagrosa de Paul Pierce no final) não apenas para avançar às finais da NBA pela terceira vez em cinco temporadas, mas para, provavelmente, colocar um ponto final em um dos ciclos mais bacanas, mais vitoriosos da história da franquia (que, como vocês sabem, tem história pacas). Kevin Garnett e Ray Allen, é bom lembrar, serão agentes-livres e poderão não continuar em Boston.

Com o Big 4 montado em 2008 (Rondo, Pierce, Allen e Garnett), os Celtics foram campeões no primeiro ano, perderam na segunda rodada para o Orlando no ano seguinte sem Kevin Garnett, caíram diante dos Lakers no sétimo jogo em Los Angeles em 2010 e na temporada passada, com o elenco todo no bagaço da laranja, não aguentou a melhor forma física e técnica do Miami Heat, perdendo em cinco partidas. Mas em todas as séries, vencidas ou perdidas, havia uma marca: o coração.

É difícil ver o Boston Celtics e não se emocionar, não ficar arrepiado com a garra de Kevin Garnett, com o espírito decisivo de Paul Pierce, com a genialidade de Rondo ou com a frieza de Allen. O Miami tem duas grandes estrelas, pode vencer a partida de hoje, Chris Bosh deve jogar mais do que os 14 minutos de terça-feira, mas os verdes têm tudo para chegar a uma improvável final de NBA dois anos depois.

Ninguém apostava nos caras, o Boston quase perdeu do Atlanta, quase perdeu do Philadelphia e quase perdeu feio para o Miami (ei, estava 0-2). Sem aceitar as derrotas, os Celtics querem fechar o ciclo glorioso com uma vaga na decisão da NBA.

Será que a vitória vem hoje? Comentários na caixinha!