Bala na Cesta

Paixão, talento e longevidade: Manu Ginóbili é o melhor jogador Sul-Americano de todos os tempos

Fábio Balassiano

11/05/2017 06h02

O San Antonio Spurs enfrenta hoje o Houston Rockets (21h, ESPN) no jogo 6 da série semifinal da conferência Oeste, mas eu sigo pensando no que aconteceu na terça-feira.

É isso mesmo que você viu. O argentino Emanuel David Ginóbili Maccari, 39 anos, 4 títulos da NBA, um troféu da Euroliga, uma medalha de ouro olímpica (2004), outra de bronze (2008) mais de US$ 110 milhões em salário apenas em sua carreira na liga norte-americana, levitando no ar para dar o toco salvador em James Harden que garantiu a vitória do Spurs contra o forte rival na última terça-feira em San Antonio.

Aí fiquei pensando: o que move esse cara? Que paixão é essa? Que tesão maluco é esse que faz um cara quase quarentão, com a vida ganha, com o lugar já reservado no Hall da Fama, correr atrás de algo que, de fato, ele já possui aos montes em sua casa (títulos e mais títulos da NBA)? Seria perfeitamente aceitável que, após duas décadas de serviços prestados, inúmeros momentos geniais, uma canhotinha mortífera pra bandejas e arremessos, ele estivesse em sua casa em Bahia Blanca curtindo sua esposa, sua família e os três filhos. Mas, não. Lá está Manu sacrificando seu corpo, se matando a cada dia e protagonizando lances bárbaros como o de terça-feira.

Seja lá o que move esse cara, a gente só pode admirar o amor, a força, o “drive” quase obsessivo de alguém que entra ano, sai ano, e grande parte da galera que curte NBA acha que será o último ano, a última dança, o último tango. Manu Ginóbili, apelidado de Manu Geniobili por quem gosta de esporte, dignifica o jogo, personifica a paixão que todos nós temos por ele e mostra que esse negocinho que a gente ama se pratica sobretudo com a cabeça. Pode ser que pra muita gente, brasileira como eu, seja difícil engolir que um argentino seja capaz de fazer isso tudo, mas de verdade, verdade mesmo, jogadores como Ginóbili estão em outra esfera, em outra dimensão de respeito e admiração.

Já são quase 15 anos do ídolo-mito-craque-incontestável na NBA disputando contra caras mais fortes, mais altos, mais velozes, mais tudo que ele. E o camisa 20 do Spurs quase sempre levando ou vantagem ou sabendo como diminuir as suas desvantagens. São quatro títulos como protagonista (ou um deles) de uma das melhores franquias de todos os tempos, 2 All-Stars e 13 temporadas consecutivas anotando 10+ pontos de média. Dá muito orgulho poder acompanhar cada passo de sua trajetória. Seja lá quando ela (a trajetória) vai acabar. E a gente espera que ela (a trajetória) não acabe nunca.

Se ainda existia alguma dúvida de que Manu Ginóbili é o melhor jogador sul-americano de basquete de todos os tempos, a verdade nua e crua é que depois do que estamos vendo nestes playoffs da NBA não há a menor chance de alguém dizer o contrário.

Já houve inúmeros craques talentosos, geniais e mitológicos no continente. Nenhum deles como Manu Ginóbili.

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