Bala na Cesta

Expansão ou rigor, eis o dilema da LNB

A Liga Nacional de Basquete anunciou ontem que 18 equipes fizeram a pré-inscrição visando a temporada 2011-2012 da competição (a quarta organizada pela Liga, diga-se de passagem). Além dos 15 que participaram do NBB3, Londrina, Tijuca e Liga Sorocabana (este dois últimos classificados via Super Copa Brasil) demonstraram interesse em jogar o campeonato que se inicia em 18 de novembro (a final em jogo único – decisão polêmica pacas – será em 10 de junho de 2012).

Agora a missão da LNB é analisar as condições técnicas, estruturais e financeiras (principalmente esta última) para saber, de fato, quantos clubes jogarão a próxima temporada. Casos como o de Assis, que deve se mudar para Marília (que estranho isso, não?), Araraquara (que viveu problemas financeiros mas conseguiu manter as portas abertas para este ano), Vila Velha e Vitória (ainda sem definição de patrocinadores) preocupam demais. O Flamengo, por maior que seja (e é mesmo), perdeu o patrocínio da Sky e até agora não repôs. Isso sem falar de Londrina, que participou da segunda edição e teve sérios problemas para honrar seus compromissos com atletas e comissão técnica, e de Joinville, que acertou com patrocinador apenas na semana passada, mas ainda não definiu o elenco.

A questão, como se vê, está em como a Liga deve equacionar este dilema entre o rigor na análise aos clubes e o claro e justo objetivo de expandir o produto para mais praças. Não é, sem dúvida, uma decisão fácil, e talvez o equilíbrio seja a melhor solução por aqui. Ter mais um time na Região Sul é importante, manter os dois capixabas também e perder Araraquara ou Assis seria ruim pacas, mas a direção da LNB deve ter bom senso para, em que pese a boa vontade dos clubes em querer participar da competição, que um produto que tem crescido aos poucos dê alguns passos para trás em termos de credibilidade.

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Comentários

21 comentários para “Expansão ou rigor, eis o dilema da LNB”

  • Jota_Londrina disse:

    BOMBA EM LONDRINA

    Empresário de empresa de grande porte da cidade, do ramo de embalagens plásticas, que é fã de basquete estuda a possibilidade de trazer simplesmente KOBE BRYANT no periodo de lock-out da NBA. Ele acredita que o impasse (NBA) deva se resolver até o final do ano, sendo assim o valor gasto com Kobe não seria tão grande perto do retorno que proporcionaria. É esperar pra ver!!!

    Let´s go Londrina… é Kobe + 4

  • Luiz Fernando disse:

    Quando falamos em expansão do campeonato, não podemos esquecer que somos um país continental e que por isso os custos de transporte talvez assuste a quem possa querer ingressar na liga….ou melhor não basta querer tem que poder (R$). Outro ponto que temos que avaliar é a necessidade de desenvolver o basquete em outras regiões do Brasil e não somente eixo RJ-SP, DF, etc. Pois a mais ou menos a uns 20 anos é isso que vemos no basquetebol. Creio que esse rigor (R$) que a liga impõe aos clubes é importante, mas isso não basta. Pois como foi o caso de algumas equipes que disputaram e quase tiveram que vender as calças (desculpe o termo, mas foi o que me veio na hora) para se manter durante a temporada e depois pedem licensa e até correndo o risco de não participar mais. Será que rigor está coerente.
    Abs
    Luiz Fernando.

  • cajuru disse:

    Se a ideia inicial na LNB foi viabilizar um campeonato rentavel e auto sustentavel, e’ claro q tem q manter o rigor nas condicoes que alguns clubes apresentam..Sempre improvisando, cumprindo o “caderno de encargos” ( num sei como chama, chupei da fifa, rsss), da maneira mais correta possivel…Num da p ter jogos em arenas como a do vitoria e taopouco em arenas como a da asceb (explodindo de gente numa semi e soh uma saida) , ou no ginasio do tijuca a 40 graus na sombra?…Logo, o q seria expandir??
    Qto a globo…Sim, se for na tv aberta ,valorizara o esporte…Num eh o mais justo,mas concordam q o basquete nacional ja esta bem mais conhecido do q antes da liga?
    abrs

  • Luiz Fernando disse:

    Acho dificil a equipe de Assis (ou Marília, ou sejá lá pra onde for o time) jogar o NBB 4, tendo em vista que a equipe abriu mão de sua vaga no Paulistão (que começa no próximo dia 3 de agosto) para a agremiação de São Caetano !!!
    Quanto aos comentários acima sobre patrocinadores, acho muito pertinente o que tem sido dito nessa discussão, os patrocinadores deveriam ter incentivos para assumir o risco de botar dinheiro nas nossas equipes de basquete, mas o que ocorre na realidade são apenas incertezas !!!

  • João Ricardo disse:

    O que se comenta que os times de vitória estão fora, assis tambem, ou seja, o nacional deve ser com no maximo 15 clubes, deve aceitar os 3 novos e não deve avaliar com tanto rigor como dizem as propostas para não fazer um campeonato com 12 clubes. Torcemos que seja mais um campeonato vitorioso e pelas contratações que temos presenciado deve aumentar o nivel tecnico da competição.

  • Vitor Kawanishi disse:

    Como londrinense, torço muito para que tenhamos novamente basquete aqui.
    Temos muita tradição aqui, uma das maiores médias de público enquanto disputamos o nacional.
    Infelizmente, as últimas administrações foram bastante ruins. Inclusive, as dívidas ainda não foram quitadas com jogadores e comissão técnica, dentre outros.
    Desse modo, infelizmente, enquanto não houver uma devida restruturação aqui, espero que não entremos na NBB, pra não passar vergonha de não conseguir montar um elenco competitivo e, principalmente, nao conseguir honrar com os compromissos financeiros, deixando salários atrasados, etc.

    Não concorda, Fábio?

    Ah! Muito show o seu blog! Tenho acompanhado diariamente! Finalmente temos um canal com bom nível crítico e bem informado!

    Um abraço

    • Fábio Balassiano disse:

      valeu, vitor.
      complicado, cara. a situação do basquete de londrina é muito difícil.
      acho que se houver garantia financeira, ok. se não, eu nao deixaria
      mas como eu não mando nada mesmo… ahahaha

      abs, fábio

      • João Ricardo disse:

        Vamos ver os critérios que a LNB vai por exemplo definir que um Londrina e as equipes do ES devem participar do NBB4, eu não acredito que as equipes de Viória joguem este ano, como acho que Londrina pelo que foi dito aqui passe no crivo da LNB na minha opinião somente devem entrar o Tijuca e a Liga Sorocabana, vamos aguardar logico se não for usado dois pesos e duas medidas, para não fazere um campeonato com menos de 14 clubes, não seria bom para imagem da LNB e da Globo, que não alia a sua marca a marketing negativo.

  • Júlio, pelo amor de Deus, não dá idéia!! É capaz de gostarem e inventar que em caso de empate ao invés de prorrogação vai ser com disputa de lances livres!!!

    Sobre o dilema: EXPANSÃO ou RIGOR que você colocou no título, não concordo que sejam caminhos substitutivos. O rigor nos critérios financeiros e de infra-estrutura são fundamentais para a liga continuar a crescer.

    Expansão sim: mas sem inchaço da Primeira Divisão! Ano passado a Copa Brasil Sudeste, que reuniu 3 cariocas, 2 paulistas e 2 mineiros (7 times portanto) se tivesse a adição de uns times do Sul já estaríamos em condição de falar em 2 divisões de 13 ou 14 times cada! Podendo ter duração similar à do NBB.

    Fora que dá para montar um torneio mais longo tbem reunindo Norte-Nordeste-Centro Oeste em que os primeiros cruzassem com o torneio do eixo Sul-Sudeste num grupo final similar ao da Super Copa deste ano.

    Mas mais importante que isto, para mim, seria focar esforços em fortalecer um campeonato Sub-21 mais longo. O deste ano vai ser muito curto. As partidas poderiam ser as preliminares de todos os jogos do NBB. E para dar uma acirrada na disputada, talvez devesse ser permitido que 2 ou 3 jogadores do elenco principal se juntassem ao Sub-21 e dar uma cara do antido Torneio de Aspirantes que existia antigamente no futebol.

  • Expansão ou rigor? Os dois! tem que expandir mas com rigorisodade, não pode deixar uma equipe despreparada participar. O tijuca e´um time de tradição, pelo menos nas categorias de base.

  • Conrado disse:

    O problema maior nem é o jogo final em partida única.
    Problema mesmo será ter que aguentar o João Sem Noção (tambem conhecido como João Sorrisão) entrando em quadra, nos intervalos, sob comentários vazios da Glenda e do Tande, que nada entendem de basquete mas querem passar a imagem de que são intimos de qualquer principal jogador de qualquer esporte que transmitam.
    Faz logo um joquempô e ponto final.

  • Bruno disse:

    Eu também não sou muito fã de final em jogo único para decidir campeonato longo. mas, se pararmos para pensar, não é tão absurdo assim.
    a euroliga há muito tempo é assim. e não é só a final. a semi final também. mas em compensação, fazem um mega evento que é o final four.
    a questão a ser posta é a seguinte: o retorno vale a pena? se for para esconder a final no meio do esporte espetacular, sem grande divulgação, não vale a pena de jeito nenhum. mas se for para dar uma cobertura digna de uma final de campeonato nacional de basquete, acho que a final em jogo único pode ser positiva.

    • Fábio Balassiano disse:

      bruno, só não confunda torneios nacionais com continentais, ok? entende o que quero dizer? abs

      • Bruno disse:

        Bala, entendi sim. e também sei que euro liga e campeonatos nacionais não se confundem. o que eu quis expor é que, dependendo da forma como for “vendido” ao público que gosta do esporte basquete (mas que não corre atrás para ver), vale a pena a final ser em jogo único. particularmente não gosto, preferiria até playoff melhor de 7 na final. mas não podemos deixar de ver o lado comercial, já que é esse q paga as contas

  • JULIO OLIVEIRA disse:

    Final em jogo único!!!
    Deveriam fazer uma disputa de lance livre no lugar da decisão.
    É uma brincadeira.
    Vendem o campeonato pra Globo fazer o que ela quer.
    Vergonha.
    Voce joga 34 partidas (se for com 18 equipes), mais playoffs de 5 jogos em quartas, semifinal e faz um jogo unico num domingo cedo, as 10h da manhã (junto com alguma outra atraçao junta na grade da gloriosa Globo)
    Nojento!

  • Márcio disse:

    Final em jogo único que lixo.. tudo isso pra globo transmitir apenas um jogo, acho que não vale a pena estragar um campeonato inteiro pelos caprichos de uma emissora aberta… esse povinho brasileiro só gosta de futebol mesmo…

  • Daniel disse:

    Bala, como e que as grandes empresas vao querer patrocinar uma liga em que suas marcas poucos são expostas, pouca transmissão na tv e quando tem transmissão fazem de tudo para tentar esconde-las. Vc falou que Araraquara, Assis, Vitoria e Vila velha estão com dificuldades financeiras e de arrumar patrocinio. Fiz um levantamento da 1ª fase do ultimo NBB e dos 210 jogos da fase classificatoria foram transmitidos 41 jogos, isso da um pouco menos de 20%. Agora ve se tem alguma Coincidência, as equipes que menos tiveram transmissões de TV foram: Vila velha(2 jogos), Vitoria(3 jogos), Assis(3 jogos), Limeira (3 jogos), Araraquara(4 jogos) e Minas (4 jogos). Desses times, so limeira não teve problema com patrocinador. Como e que uma grande empresa vai querer patrocinar por exemplo vila velha durante 8 meses, correndo o risco de sua marca ficar exposta nacionalmente durante no máximo 4 horas ( supondo que uma transmissao da NBB dure 2 horas, que nao chega a isso).

    • Julio disse:

      Daniel…seu comentário foi muito pertinente. Muitos dos jogos transmitidos foram em horários muito ruins também.
      Sabendo que a exposição é muito baixa, e ainda que o nome que é mencionando pela TV é o da cidade ou clube e não do patrocinador, acho muito difícil conseguir grandes patrocinadores para o basquetebol.
      Uma pena, pois o basquetebol é um esporte muito popular no Brasil

    • João Ricardo disse:

      Daniel, excelente colocações certamente quem quer investir em esporte quer no minimo mais de 50% de exposição da sua marca com 20% realmente se fosse empresário não investiria e ia procurar um esporte que desse mais retorno de midia para a minha marca

    • Ricardo disse:

      Concordo e considere que quem manda mesmo é a TV e cada vez mais será assim, vide a final em jogo único. Além disso conhecemos essa TV (do futebol claro) e sabemos que pouco se importam em fomentar alguma diversidade e um bom campeonato (vale a audiencia do dia e em SP e no RJ e ponto final).

      Logo já se vê que nao cabe uma liga de 18 times; ponham 14 ou teremos uma serie de sacos de pancada por aí.

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