Até quando?
Desde o primeiro minuto desta sexta-feira os jogadores da NBA estão impedidos por seus clubes de entrarem em contato com as comissões técnicas e nas dependências de suas respectivas franquias. Também perdem alguns benefícios (como o seguro-saúde, por exemplo). A discussão entre os donos das equipes, David Stern (foto), que é o comissário geral da liga, e os atletas não chegou a conclusão alguma e temos aí o locaute e a grande possibilidade de a temporada 2011-2012 atrasar para começar (se é que vai começar).
A alegação dos “patrões” é bem simples (e até pertinente): 22 das 30 franquias da NBA perderam dinheiro nesta temporada (ou seja: não foram rentáveis). O fato, que vem se repetindo desde o começo da crise econômica nos EUA de 2008, teve seu ápice neste ano, com uma perda coletiva que beirou os US$ 300 milhões somados. Muita coisa, não? Apesar disso, ontem foi divulgada uma reportagem mostrando uma, digamos, suposta maquiagem nos orçamentos das equipes (leia aqui)
Não estou aqui tomando partido de ninguém, mas me parece muito claro que um país que ainda se reconstrói após uma tragédia financeira, como foi por lá, tem as suas receitas reduzidas em todas as camadas da sociedade (e a gente sabe que os EUA ainda se recuperam do baque). É assim no entretenimento norte-americano, e é com isso que as franquias têm tentado sensibilizar os atletas (ora bolas, elas, as franquias, estão dando prejuízo – uma delas, a de New Orleans, passou, de maneira inédita, a ser administrada pela própria NBA, que temia o pior, ou seja, a sua falência caso a administração continuasse do jeito que estava). Os patrões acenaram com uma folha salarial 30% menor, mas os atletas nem quiseram ouvir.
No momento, a dúvida que fica é: quando dirigentes e jogadores chegarão a um denominador comum? É sempre bom lembrar: em 1998, a pendenga se arrastou, se arrastou, e a temporada regular daquele ano teve apenas 50 jogos. O que será que acontecerá com o campeonato de 2011-2012?

Muito me assusta boa parte das opiniões serem a favor de redução salarial. Para qualquer trabalhador do mundo não receber aumento já implica em perda de poder aquisitivo. Estão passando a mão na cabeça de dirigente incompetente, que dá salários astronômicos pra quem não merece, não sabem contratar técnicos, promover o evento, entreter no ginásio, etc.
Esse negócio de culpar crise econômica é balela. A cidade de Detroit está em grave decadência há décadas, e o Pistons(time que eu torço) foi rentável até bem pouco tempo atrás, quando o Joe Dumars começou a fazer cagadas nas contratações.
Fábio, onde encontro mais informações sobre a situação atual do Hornets?
aqui, talvez, wesley. http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CBsQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.nba.com%2F2010%2Fnews%2F12%2F06%2Fhornets%2Findex.html&rct=j&q=new%20orleans%20administrated%20nba&ei=o3MOTs_HAYmCtgeqp63VDQ&usg=AFQjCNFnreOmU53YHdGNX28Yy9GA10Q5FA&cad=rja
abs fábio
Bala, este tema é bem controverso, inclusive na própria contabilidade. Entretanto, as normas contábeis de entidades esportivas americanas são benchmarking para as normas internacionais e foram utilizadas pelo Brasil como base também.
O jornalista americano se baseia em duas supostas maquiagens, a depreciação dos atletas e a amortização do valor pago pela franquia.
1. Considerar que um atleta médio em final de carreira valha mais ou igual a um atleta médio no auge da carreira é ser infantil demais. O jornalista pega as exceções, mas, qualquer norma, e aqui a norma contábil também segue este preceito, é feito para a média e não para as exceções. A grosso modo, consideramos um atleta mais ou menos como uma mina ou como um campo de petróleo. No começo, muito gasto e pouco lucro (formação do jogador), no auge, pouco gasto e muito lucro e no declínio, pouco gasto, mas também pouco lucro pela exaustão da mina ou do campo de petróleo. Sem querer entrar se gente deve ser tratado como petróleo etc, mas, ao analisar financeiramente a questão, é basicamente a mesma coisa.
2. Amortização do valor pago pela franquia. É o que chamamos de goodwill adquirido. Na verdade, o jornalista diz que não se paga por isto. Ledo engano, o pagamento já foi feito na compra da franquia e, ao amortizarmos em 15 anos (regra americana), deduz-se que, em média, uma franquia dará um retorno aos acionistas (payback) em 15 anos, algo completamente normal, sendo que é até alto, pois, normalmente, uma amortização de intangível é feita em 10 anos.
Como eu te disse no post anterior. A crise por lá é séria e os jogadores estão realmente ganhando muito, coisas estratosféricas e fora da realidade, até a deles. Há uma crescente bolha no esporte mundial e, pouco a pouco, elas vão estourar por aí.
Como sempre uma aula, professor! obrigado mesmo! abs, fábio
Os exemplos citados costumam ser as exceções, mas as estrelas vão continuar ganhando o máximo, os outros jogadores que vão ganhar menos, dae não é a grana para o cara viver bem, é a grana para ele viver muito bem e ajudar seus familiares e se o cara é bom, não vejo nada mais justo.
Se um time tem prejuizo em uma liga como a NBA, nos moldes atuais, é que tem algo errado. Olha a extensão de contrato que o Leandrinho recebeu, pelo que jogou nas 2 últimas temporadas não merecia a metade, mas isso é culpa do dirigente que ofereceu o contrato.
Os ginásios da NBA costumam ficar lotados, transmissão dos jogos para tudo quanto é país, vendas de todos os tipos de materiais.. não entendo como ter prejuizo.
O que tem que parar é de oferecer contratos monstruosos para jogadores medianos.
As franquias da NBA não tem prejuízo nunca!!!
Isso é balela, tudo balanço maquiado.
Os jogadores sabendo disso não aceitaram a redução salárial. Estão mais do que certos. Essa é uma queda de braço que os Atletas vencem sempre. Não tem jeito. Por mais que demore os donos das fraqnquias perdem muito mais do que os jogadores se houver algum problema na temporada.
Não dura mais do que 1 mês esse lock out. Pode escrever!!
Nada melhor do que empresas privadas estarem discutindo com seus atletas.
Se a empresa da lucro bom para todos, se não der e não tiver acordo fecha/quebra/vende, o governo o dinheiro publico não tem nada a ver com isso, problemas deles.
Enquanto aqui aprovam isenção para construção de estadio de mais de 400 milhões, a fifa e o coi são isentos de tudo, gastos bilionarios com estadios,.
Mais as escolas estão muito bem dinheiro investido saindo pela janela, a saude idem, a segurança coitados de nós, os salarios dos policiais/bombeiros cada vez mais baixo, alias não podem nem andar fardados na rua.
Não vejo movimento na rua contra isso, o PT se diz dos trabalhadores só na momento da eleição, depois cria uns bolsa familias e enrola 4 anos.
Viva os batistinis/Irã/Cuba/hugo chaves
Parabéns a nossa nação.
Fabio coloca esse vídeo aí por favor ou manda esse link pra quem quer que seja o responsável por dar as direções do NBB e CBB e FPB ou qualquer que seja a sigla, liga ou federação que deseja crescer e ajudar que o nosso querido e amado esporte cresca no Brasil.
Sigam um bom exemplo pessoal, a seleção argentina não tem nada há ver com a liga argentina. Esse não é o exemplo que o Brasil deva seguir.
http://www.youtube.com/watch?v=1QjmUy9Bmd8&feature=grec_index
Grande abraço mais uma vez!
Resumindo minha opinião, acho que as exigências dos jogadores são excessivas. Sim, devemos valorizar todo o esforço e a vida de dedicação ao esporte que essas caras escolhem (sim, escolhem – niguém os força a escolher essa vida), mas acredito que qualquer mortal possa viver muito bem para o resto da vida com UM ANO de salário do contrato do Kobe ou do Lebron. Cara, são mais de US$ 20 Milhões!
Acho que as cifras estão ficando cada vez mais estratosféricas e neguinho perde a noção de realidade. Qual é a meta de carreira do cara, garantir uma vida confortável para a família ou comprar carros de ouro com diamantes, mansões de milhares de metros quadrados, jatos particulares, sei lá mais o que? Os valores estão deturpados, e há um bom tempo isso acontece no esporte.
É claro que é hipócrita da minha parte dizer que eu não gostaria de ter o salário do Kobe, porque qualquer cidadão gostaria. Mas entre ganhar US$ 100 milhões em 5 anos ou US$70 milhões em 5 anos, eu realmente não vejo diferença no padrão de vida. Mas pode ser porque eu não tenho esse dinheiro que eu não vejo a diferença. Sei lá, acho que tem que ter limite, e atualmente não há limite nenhum;
Mas tem uma coisa também: As franquias fecham no vermelho, mas ganham muita grana. Vou dar um exemplo da MLB, o NY Yankees foi comprado em 1960(algo assim) por 10 milhões de dólares, sabe quanto ele custa hoje? Mais de 1 BI de dólares. Ou seja, eles podem até perder dinheiro, mas a franquia, querendo ou não, valoriza mais do que eles perdem. É como dar 1 real e valorizar a sua franquia 2 reais.
É uma situação complicada. É claro que o discurso é bonito, mas é difícil na hora de mexer no seu bolso. E é bom lembrar que a própria NBA (através dos clubes) que proporcionaram essa situação, uma vez que transformaram os jogadores em verdadeiros milhonários.
Em 1995 o lockout durou apenas 74 dias e não influenciou na pre temporada nem na temporada regular. Espero que a desse ano siga os moldes.
Eu entendo o lado dos donos, e os apoio. O problema é que os jogadores estão mal acostumados e já estabeleceram um estilo de vida com o montante de grana que recebem, mas se está prejudicando a liga, e isso impede que eles joguem, vale a pena dar o braço a torcer, e quem sabe a situação melhora mais pra frente.
O LeBron James não vai precisar se mudar para a periferia de Miami caso o seu salário diminua.