Bala na Cesta

Flamengo conta com apoio da torcida pra virar semifinal contra São José neste domingo

Foram dois jogos bem diferentes até aqui na série semifinal mais equilibrada desta edição do NBB (a outra, como sabemos, terminou ontem com varrida de Uberlândia em Bauru). Cada um com um enredo diferente. No primeiro, São José teve um quarto período perfeito e levou a melhor contra o Flamengo no Vale do Paraíba. No segundo, realizado na sexta-feira na HSBC Arena, Rio de Janeiro, o troco rubro-negro com ótima exibição coletiva e ataque fluindo nos 40 minutos.

Por isso a terceira partida, que será disputada na mesma HSBC Arena a partir das 20h (o Sportv promete transmitir), é fundamental para as pretensões das duas equipes na série. O Flamengo conta com o apoio de sua torcida, que, se não encheu o ginásio, foi em bom número na sexta-feira para dar força ao clube que quer voltar a decisão do NBB depois de três anos (cerca de 4.500 rubro-negros enfrentaram frio, chuva e trânsito para vibrar com a equipe em uma atmosfera bem incrível). São José, por sua vez, sabe que levando 100 pontos do rival tem chances reduzidas de vencer uma partida de playoff.

Só lembrando: o jogo 4 será disputado em São José na próxima quinta-feira. Caso os joseenses vençam, portanto, fazem a próxima partida em casa para avançar à final pela segunda vez seguida. Caso o Flamengo jogue como na sexta-feira e repita o triunfo, o time de Régis Marrelli ficará em situação semelhante à da série contra Brasília, quando abriu o confronto com uma vitória em casa, duas derrotas fora e foi ao quinto e decisivo duelo na capital federal para o ganha-ou-férias. Não sei se poderia ser mais importante o jogo de logo mais, não.

Quem será que vence logo mais? Comente!

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‘Metódicos’, San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies abrem final do Oeste hoje no Texas

Não era a final do Oeste esperada no começo da temporada por nove entre dez analistas da NBA no planeta. Oklahoma, Lakers e Clippers estavam no Hall dos favoritos a disputar, junto com o San Antonio Spurs, a decisão da conferência mais equilibrada (e forte) da melhor liga de basquete do planeta. Os Spurs chegaram lá, mas os outros ficaram pelo caminho para que o Memphis Grizzlies fosse até lá pela primeira vez na história da franquia. E a série final começa hoje, no Texas, a partir das 16h30 envolvendo dois dos times mais “metódicos” do campeonato (a ESPN tem os direitos e exibirá todos os jogos da série).

O San Antonio Spurs chega a sua segunda final de Oeste seguida repetindo o mantra dos últimos dez anos: cercar suas três estrelas (Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker) com os jogadores que mais se adaptam a eles e ao esquema de Gregg Popovich com funções muito bem definidas pelo treinador para cada um deles. Notem que não usei o termo ‘os melhores jogadores’, mas sim aqueles que mais ‘se adaptam’. O Gian, aqui do lado no ótimo Blog Vinte Um, escreveu bastante sobre isso, e acho que o mais interessante é notar que atletas pouco “visados” em Draft ou janelas de transferência se dão muito bem no Spurs e quando saem são um fiasco (tanto é assim que não é raro vermos jogadores escolhidos na posição 50, 55 ou pinçados em times da Europa vingando com gosto por lá).

O motivo é bem óbvio: todos ali são parte de uma engrenagem muito bem azeitada por Pop e RC Buford (Gerente-Geral que por ser na dele, caladão, nerdão, pouco aparece e recebe menos crédito do que merece/deveria – na foto à esquerda). Os jogadores sabem, e isso talvez seja o motivo pelo qual dá muito certo, que valores individuais contam muito menos ali do que em outras franquias (a pressão, portanto, não está em cima deles). Bruce Bowen é o melhor exemplo disso no passado, e Danny Green e Kawhi Leonard, no presente. O San Antonio Spurs, que não está nem entre os dez times com as mais altas folhas salariais da NBA, tem um método de gestão que pouco mudou nos últimos 15 anos (quase sempre com contratos curtos para as não-estrelas), e quer voltar às finais pela primeira vez desde 2007 apresentando um basquete bem mais arejado do que aquele das finais contra o Detroit Pistons. Popovich evoluiu, Manu trouxe o sopro de genialidade a níveis difíceis de se ver por aí e Parker está cada vez melhor. Isso, claro, sem falar em Tim Duncan, um dos melhores alas-pivôs de todos os tempos.

Do outro lado estará o Memphis Grizzlies, que na minha opinião tem a melhor defesa desta temporada na NBA ao lado de Indiana Pacers e Chicago Bulls e que até agora não perdeu em casa nos playoffs (além disso, venceu oito das últimas nove partidas). O time, este sim um mão fechada de dar gosto (tem a sexta melhor folha salarial da liga), tem um método de trabalho bem simples: morder na marcação e soltar a bola para Zach Randolph no ataque. O mais interessante é que o time, para evitar pagar aquela taxa de luxo à liga por altos salários, teve a coragem de limar um de seus melhores jogadores (Rudy Gay) para aliviar o orçamento no meio do campeonato e não deixou a peteca cair (mérito ainda maior para Lionel Hollins, o técnico (foto à direita). A inteligência da nova diretoria agora comandada por John Hollinger (ele era analista da ESPN!) foi trocar um excelente jogador (Gay) por um ótimo (Tayshuan Prince) e alguns médios (Ed Davis, Austin Daye e Keyon Dooling) para aliar a técnica de Conley e Z-Bo ao jogo atlético e defensivo ao cubo de Tony Allen e Marc Gasol.

Aqui, aliás, cabe uma observação interessante sobre o Memphis: todo mundo riu (e riu merecidamente) quando os Grizzlies trocaram Pau Gasol para os Lakers por Kwame Brown, lembram? O que quase todo mundo esquece é que naquele pacote estava o então menino Marc, irmão de Pau e escolhido no Draft de 2007 pelos angelinos. Foi com ele, Marc Gasol, e Conley, também escolhido seis anos atrás, que começou a ser formado este timaço de basquete que hoje é o Memphis. E o mais engraçado é que não dá nem pra olhar pro Draft e dizer um ‘ah, mas eles escolheram jovens muito bons e reconstruíram’. Fui dar uma olhada nas últimas escolhas dos caras e chega a ser ridículo que um time que escolheu tão mal tenha se dado tão bem nos últimos três anos na NBA sem grandes contratações assim. A franquia chegou a trocar Kevin Love para ficar com OJ Mayo em 2008, desperdiçou uma segunda posição com Hasheem Thabeet no ano seguinte (James Harden, Ricky Rubio, Stephen Curry e Tyreke Evans vieram depois…) e em 2010 usou sua primeira rodada com Xavier Henry. E mesmo assim o Memphis chegou lá, virou time grande, virou uma das mais temidas forças da NBA. Baseou seu jogo em uma insana e sufocante defesa e nos talentos Zach Randolph e Mike Conley e agora colhe os frutos.

Sinceramente não tenho a menor ideia do que acontecerá nesta decisão do Oeste. Os dois times têm excelentes técnicos (Gregg Popovich e Lionel Hollins), ótimos marcadores no perímetro (Danny Green e Kawhi Leonard de um lado; Tony Allen e Tayshuan Prince do outro), excelentes armadores (Tony Parker e Mike Conley), excepcionais alas-pivôs (Tim Duncan e Zach Randolph) e ótimos pivôs (Marc Gasol). A única certeza é: será uma baita série pra quem curte um basquete pensado, analisado, recheado de ajustes e contra-ajustes dos técnicos.

Quem será que representará o Oeste na final da NBA? Algum palpite? Então é só comentar!

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No sufoco, Uberlândia vence a terceira partida, varre Bauru e fará final inédita no NBB

Por Ivair Ribeiro, direto de Uberlândia (MG)

Se o público que lotou a bela arena do Sabiazinho (mais de 6000 pessoas!) esperava um jogo fácil como foi a segunda partida entre o Uberlândia e Bauru, no jogo 3 os todas as expectativas foram superadas minuto a minuto durante o jogo 3. O time de Uberlândia venceu pelo placar apertado de 80-77, definindo apenas nos minutos finais da partida a sua classificação para a final do NBB pela primeira vez na história da franquia. O time agora espera o vencedor de Flamengo e São José (série empatada em 1-1) para saber o adversário e o local da decisão (contra o rubro-negro será no Riode Janeiro; contra os joseenses, no Sabiazinho)

“O grande objetivo era a disputa pelo título. Estamos dento do nosso objetivo então”, sintetizou o técnico Helio Rubens.

O terceiro confronto começou de forma bem similar ao que ocorreu nas duas primeiras partidas. Bauru forçava o jogo de garrafão com o pivô Jeff Agba (19 pontos e 10 rebotes) enquanto o Unitri investia como sempre no jogo de perímetro. As estratégias funcionaram bem e o placar permanecia próximo. Bauru chegou a ficar na frente, mas com uma bola de 3 de Robby Collum no estouro do cronômetro, o time da casa venceu o primeiro quarto por 26-25. Sem mudar o ritmo, o segundo quarto começou acirrado, com várias mudanças na liderança e uma ligeira vantagem dos visitantes. Ao encaixar o ataque, Bauru começou a abrir vantagem, fechando o primeiro tempo em 48-41.

Logo no início do terceiro quarto, a diferença no placar chegou a 10 pontos. Uberlândia então reagiu com uma boa defesa e contra ataques rápidos e cortou a diferença pra 3 (48 x 51). Enquanto Valtinho brilhava pelo lado dos mineiros (o incansável armador atingiu um belo duplo-duplo com 15 pontos e 14 assistências), Gui Deodato (cestinha da partida com 24 pontos) mantinha os visitantes vencendo. No final do quarto, o jogo coletivo dos mineiros deu resultado e o time terminou vencendo por 66-64.

Os últimos 10 minutos de jogo foram alucinantes. Leonardo (dois tocos seguidos em Pilar) e Gui (com uma “bandeja espírita” seguida de falta) colocam fogo na partida, que ficou ainda mais interessante. Os times trocaram 3 vezes de liderança, mas faltando menos de um minuto de jogo uma jogada estranha criada pelos mineiros deixou Lucas Cipolini livre e de 3 o ala-pivô colocou o time da casa à frente do placar (78-77). Guerrinha ainda tentou ajeitar o último ataque após um pedido de tempo, mas o Unitri defendeu bem e conseguiu segurar os visitantes, vencendo a partida por 80-77 após mais uma bela jogada de Valtinho e Leo para selar a vitória na partida, a varrida na série e a passagem pra final inédita do NBB.

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Podendo fechar duelo em casa nesta noite, Pacers recebe Knicks em teste de maturidade

A partir das 21h deste sábado o Indiana Pacers, que tem 3-2 na série, terá um teste de maturidade e tanto na Bankers Life Fieldhouse. Jogando contra o experiente New York Knicks, os comandados de Frank Vogel podem passar às finais da Conferência Leste da NBA pela primeira vez desde 2004 para enfrentar o Miami na decisão que começa na quarta-feira.

A questão central para os Pacers é saber se poderá contar com o armador titular George Hill (foto), que sofreu uma concussão em um choque com Tyson Chandler no jogo 4 e não esteve presente na partida passada. Na série, Hill tem as médias de 17,3 pontos, 4,5 assistências,4,6 rebotes e ótima marcação tanto em Raymond Felton quanto em Pablo Prigioni. Ele fará um teste de vestiário com os médicos da NBA que avaliam este tipo de lesão para saber se entra ou não em quadra. Sem ele, a bola ficou demais na mão do ótimo Paul George e tornou o ataque do Indiana, que já não é essa maravilha, em algo previsível demais.

Pelo lado do Knicks, resta saber se JR Smith de fato entrará na série ou continuará jogando muitíssimo mal. Na temporada regular, o tresloucado ala teve 42,2% de aproveitamento nos tiros de quadra e 35,6% de 3 pontos. Na série contra o Indiana, 29,3% nos chutes gerais e 23,3% nas bolas de fora. Ele está com problemas físicos, eu sei, e por isso a atuação do ala Chris Copeland (12 pontos, 4 bolas de longe) foi tão importante assim para os nova-iorquinos. Outro dado interessante: o tempo de quadra de Jason Kidd, que atuou apenas 5 minutos no quinto duelo da série, está cada vez menor. Pablo Prigioni (eu jamais pensei que escreveria isso) virou titular absoluto ao lado de Felton na armação e o veterano armador tem jogado menos de 20 minutos por partida. Para piorar, Kidd errou seus 17 últimos arremessos (ele não pontua desde 23 de abril, quando acertou um arremesso no jogo 2 contra o Boston Celtics).

O que será que acontece logo mais? Carmelo Anthony e os Knicks empatam a série ou o Indiana Pacers volta às finais do Leste depois de 9 anos? Comente!

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Flamengo se impõe, joga bem, domina São José e empata série semifinal do NBB em 1-1

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após perder o primeiro jogo da série semifinal em São Paulo, o Flamengo entrou em quadra pressionado na noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Uma nova derrota para São José, desta vez em casa, deixaria o líder da fase de classificação do NBB numa situação desesperadora. Mas os comandados de José Neto superaram a instabilidade apresentada na primeira partida com uma atuação quase perfeita, venceram por 100-84 e igualaram o confronto.

Os dois times voltam à HSBC Arena neste domingo, às 20h. Na próxima quinta, dia 23, às 19h, a série volta para São José. Caso haja necessidade, o jogo cinco será realizado no sábado, dia 25, às 21h45, novamente na Arena.

Atuando pela primeira vez na HSBC Arena nesta temporada, o Flamengo contou com ótimo apoio vindo das arquibancadas. O ginásio não estava lotado, mas cerca de 4500 rubro-negros deram um show e empurraram a equipe para a vitória. Por conta do péssimo trânsito da cidade do Rio de Janeiro, muita gente só conseguiu entrar com a peleja rolando. Há de se destacar também a presença de torcedores do São José. Bacana para o basquete brasileiro ter um time que carrega uma torcida apaixonada como essa para onde for.

Dentro da quadra, o primeiro quarto foi o único que apresentou certo equilíbrio. As defesas não funcionavam e os ataques fluíam com facilidade. Inspirado, Caio Torres (cestinha do duelo com 23 pontos – foto à esquerda) anotou nove pontos nos dez minutos iniciais e ajudou o Flamengo a terminar o período na frente: 27 a 23.

Na segunda parcial os mandantes imprimiram uma defesa mais pegada, forçando o time de São José aos erros. A entrada de Duda foi fundamental para o Flamengo abrir vantagem no marcador. O contestado ala anotou 11 de seus 13 pontos na partida no segundo período e com o armador Kojo em grande noite, os cariocas chegaram a colocar 19 de frente (48 a 29). Apostando nas bolas de três, especialmente pelas mãos do armador Fúlvio (20 pontos), os paulistas cortaram a diferença, mas o excesso de reclamações contra a arbitragem custou caro à equipe, que recebeu duas faltas técnicas e permitiu ao Flamengo ir para o intervalo com 12 de vantagem: 54 a 42.

O time de Régis Marrelli chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto. Fúlvio estava com a mão calibrada nos tiros de fora (4/6 na partida) e a diferença caiu para nove pontos (69 a 60). Mas no momento em que a Águia do Vale ameaçou encostar no placar, apareceu Benite (foto à direita). O ala-armador rubro-negro, completamente apagado na primeira etapa, comeu a bola no segundo tempo, mostrando toda sua categoria. Os cariocas seguraram bem o ímpeto de São José e fecharam o período vencendo por 76 a 62.

No último quarto o Flamengo manteve a intensidade e abriu logo 12 a 2 (88 a 64), praticamente definindo a partida. Benite, que tinha anotado apenas três pontos no primeiro tempo, terminou o jogo com 21, atrás apenas de Caio, com 23. Kojo teve 14 pontos e seis assistências, além de muita velocidade, característica marcante do americano. Marquinhos esteve discreto nesta sexta, mas contribuiu com 13 pontos, assim como Duda. São José teve em Fúlvio seu grande nome. O experiente armador foi o cestinha da equipe com 20 pontos. Murilo também tentou manter o time no jogo, anotando 17 e pegando oito rebotes. O espanhol Álvaro Calvo também fez 17 pontos, mas a maioria no último período, quando a partida já estava decidida. Destaque da equipe na competição e no primeiro jogo da série, o ala-pivô Jefferson foi bem neutralizado pela sua ex-equipe, deixando a quadra com apenas nove pontos.

Satisfeito com a bela atuação dos comandados, o técnico José Neto valorizou a regularidade demonstrada pelo Flamengo. “A gente sabia que o mais importante era manter a regularidade, sem ter tantos altos e baixos como tivemos no primeiro jogo. Cometemos poucos erros hoje. Um ponto forte do nosso time é que temos vários jogadores com capacidade de decisão em diferentes momentos e hoje cada um apareceu um pouco. Agora o foco já está no próximo jogo. Cada partida de playoff apresenta circunstâncias diferentes”, afirmou o assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira.

Enquanto isso, o técnico Régis Marrelli lamentou o mau desempenho defensivo da sua equipe. “O time não focou a defesa. Fazer 84 pontos aqui é uma boa marca, o que não dá é para tomar 100. O Flamengo teve seus méritos, especialmente o Caio que desequilibrou hoje, mas a gente sabe que para ganhar deles aqui no Rio tem que fazer um jogo quase perfeito e isso inclui consistência no ataque e na defesa”, ressaltou o atual campeão paulista.

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Com presença de Anderson Varejão, evento da NBA em São Paulo agita Parque Villa-Lobos

Neste sábado e domingo das 9h às 18h a NBA invade o Parque Villa-Lobo em São Paulo. O evento, que já aconteceu em 2012, terá a presença do pivô brasileiro Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, das belas dançarinas do Chicago Bulls (‘Luvabulls’) e dos mascotes do Washington Wizards (G-Wiz and G-Man), times, aliás, que se enfrentarão no Rio de Janeiro em 12 de outubro na HSBC Arena.

- É bom ver que a NBA está cada vez mais próxima do Brasil, próxima dos fãs, está olhando para o nosso país. Fico feliz de ver que estaremos cada vez mais próximos e esses eventos vão ajudar a divulgar mais o esporte, incentivar as pessoas a praticarem e acompanharem o basquete. Estar aqui, sentir o carinho do público, ver que o sonho de muitos meninos de estar mais perto da NBA, participando de eventos e, agora, com a possibilidade de assistir a um jogo oficial, é maravilhoso. Espero que todos se divirtam muito, tanto quanto eu já estou me divertindo antes mesmo do NBA 3X começar, vai ser um fim-de-semana de alegria e basquete – afirmou o capixaba Varejão, que se recupera de uma lesão no quadríceps da perna direita, sofrida em janeiro, e que já está curado de uma embolia pulmonar que o forçou a abandonar a temporada 2012 / 2013.

É uma oportunidade para os fãs do melhor basquete do mundo poderem ter o que a liga chama de ‘experiência NBA’, acompanhando os torneios de 3×3, participando de desafios de enterradas, de três pontos e de habilidades, interagindo numa área de mais de 3 mil m². O evento conta com Sprite, Netshoes, Gatorade e Adidas como parceiros.

Para quem gosta de basquete e está em São Paulo é uma oportunidade e tanto. Para quem só gosta de evento, de festa, também. Já estive em eventos da NBA aqui no Rio de Janeiro e a organização é sempre o ponto alto. É um ótimo aperitivo para o jogo que acontecerá aqui no RJ em 12 de outubro e a chance de se aproximar de Anderson Varejão, que se recupera bem da embolia pulmonar que teve.

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Tijuca vence e estará no NBB6 junto com Macaé – e agora, haverá convite ao Fluminense?

Terminou agora há pouco o torneio de acesso ao NBB6. O Tijuca venceu o Fluminense por 81-76 (14 pontos de Arnaldinho e Cesar) e se classificou com dois triunfos para a principal competição nacional junto com o Macaé, que terminou o triangular com uma vitória e uma derrota. O tricolor das Laranjeiras perdeu as duas partidas e está, na teoria, fora do próximo nacional organizado pela Liga Nacional.

E se digo “na teoria” no parágrafo acima é porque, durante a transmissão do Globo.com da partida desta sexta-feira, o comentarista (cujo nome não sei) disse que há, sim, a possibilidade de o Fluminense ser CONVIDADO pela LNB para participar do NBB6. E é sempre bom lembrar: Globo e Liga são parceiros comerciais no produto chamado NBB. Logo, o locutor, que creio ser um jornalista, deve saber do que está falando.

Bom, aí eu sinceramente não sei mais o que falar a respeito. Já escrevi aqui sobre esse lance de convite quando da entrada do Basquete Cearense e achei (erradamente, pelo visto) que as coisas iriam evoluir na Liga Nacional com a possível criação da Segunda Divisão e do Torneio de Acesso. Mas pelo que o comentarista disse na transmissão não é nada disso.

Acho, e seguirei defendendo até o fim, uma vergonha, um absurdo QUALQUER tipo de convite. Pode ser pro Fluminense, pro Corinthians, pro time da esquina, pro Barcelona, pro Chicago Bulls. É errado pelo conceito, é errado porque é no “achismo”, no empirismo da coisa. Não discuto o fim, mas o meio, a ideia. Abrem-se precedentes perigosos, terríveis e (essa é a palavra) subjetivos para a inclusão ou não de uma equipe na principal competição do país. Além do mais, ora bolas, se tem a possibilidade de um convite para que diabos existe a Super Copa Brasil e o Torneio de Acesso ao NBB que terminou há uma hora no Tijuca? Não faz sentido algum.

Há argumentos bem razoáveis sobre a inclusão de um time como o Fluminense no NBB (tem camisa, vem com um projeto forte, razoavelmente organizado, é de uma cidade importante e tem torcida), mas todos (insisto na palavra) subjetivos, empíricos, filosóficos demais. O basquete precisa de gestão, de profissionalismo, de planejamentos e execuções concretas. Juro que me sentiria muito decepcionado caso a LNB COGITE a possibilidade de mais uma vez vir o famigerado convite.

A Liga Nacional não se pronunciou, e nem sei se o fará, a respeito do tema, mas de verdade acho uma vergonha, um disparate que se pense em convite para qualquer time, clube, agremiação do Brasil. Quer jogar o NBB? Dispute a Super Copa Brasil, o Torneio de Acesso, a Segunda Divisão que será criada, o diabo. Mas dispute na quadra, e não nas trincheiras de uma sala fechada, em um jogo político que nunca dá certo pro esporte.

O Fluminense perdeu na quadra, perdeu para dois bons times (Macaé e Tijuca) fazendo um bom trabalho com a empresa que financia o projeto que tem a camisa do clube como seu maior ativo. Se o Flu quer mesmo disputar o NBB, que a Liga Nacional o encha de carinhos, de mimos, de elogios pela iniciativa, mas que exija que sua passagem para a elite do esporte seja feita da maneira digna, correta, decente – jogando e ganhando na quadra.

Concorda comigo? Comente!

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Macaé vence Fluminense, e decisão dos dois classificados ao NBB6 sairá apenas hoje

Ficou para o último dia a decisão das duas vagas via Torneio de Acesso ao NBB6. E ficou para o último dia por causa da grande vitória do Macaé contra o Fluminense por 82-81 na noite de ontem no ginásio do Tijuca graças a uma cesta no segundo final do argentino Pablo Espinoza, ex-Obras Sanitárias (ele é muito bom jogador).

Com isso, Tijuca e Fluminense se enfrentam hoje às 18h no ginásio do Tijuca (que horário bizarro para um jogo em uma sexta-feira, hein!) com todos os três times com chance de classificação ao NBB6. Os tijucanos têm uma vitória, os macaenses uma vitória e uma derrota e os tricolores, uma derrota.

O cenário, portanto, é o seguinte:
1) Se o Tijuca ganhar do Flu, passam pro NBB6 Tijuca e Macaé
2) Se o Fluminense vence o Tijuca por até cinco pontos de diferença, Flu e Tijuca classificados.
3) Se o Fluminense ganhar por seis ou mais pontos, Flu e Macaé classificados.

Ou seja: só a vitória interessa tanto para Fluminense quanto para Tijuca. Não dá pros tijucanos jogarem com a calculadora na mão, pois é muito arriscado. E para os tricolores voltarem a elite do basquete masculino qualquer vitória já basta. Responda aí: quais clubes se classificarão ao NBB nesta sexta-feira? Comente!

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Em casa, Flamengo busca recuperação contra São José para manter sonho do título de pé

Teste de fogo para o Flamengo a partir das 21h de hoje (Sportv exibe) na HSBC Arena. Perdendo por 1-0, o time de José Neto não pode nem pensar em perder de São José se quiser manter intacto o segundo título do NBB. Para isso, precisará mudar demais o panorama que foi visto no jogo 1 da série no Vale do Paraíba.

Pontos interessantes:
1) Flamengo venceu os últimos cinco jogos de playoff no Rio de Janeiro (um contra Uberlândia e dois contra o próprio São José na temporada passada; mais dois contra o Paulistano nesta edição do NBB5).

2) Na série da temporada passada entre os dois times, Flamengo e São José não conseguiram vencer na casa do inimigo. A diferença é que ano passado o mando de quadra era dos joseenses.

3) A HSBC Arena está longe de ser o palco preferido da torcida rubro-negra, e estou curioso pra saber qual será o público de logo mais. A carga de ingressos será de 9 mil pessoas, se se não estiver cheio o time de São Paulo jogará sem pressão alguma.

4) Jefferson Willian, de São José, anotou 15 ou mais pontos nas últimas quatro partidas de playoff. Ele tem jogado demais, e a defesa em cima dele será fundamental para o Flamengo logo mais.

5)  Benite e Olivinha tiveram, juntos, 14 pontos no jogo 1 da série em São José. Na temporada, a média deles é de 27,1.

Será que a reação rubro-negra vem? Ou São José vai jogar com a faca nos dentes pra abrir 2-0 e se aproximar da segunda final seguida? Comente!

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Uberlândia joga muito, surra Bauru, abre 2-0 e está a uma vitória da inédita final do NBB

Foi mais uma grande exibição do time de Hélio Rubens, este mito do basquete e cujo trabalho merece ser reverenciado mais uma vez. Jogando diante de um Sabiazinho lotado, o Uberlândia seguiu sem dar chances a Bauru, venceu todos os quatro períodos de jogo, ganhou a partida por fáceis 93-65, abriu 2-0 e agora está a apenas uma vitória de chegar a inédita decisão do NBB. O jogo 3 será no sábado às 21h45 novamente no Triângulo Mineiro (que horário bizarro, hein!).

Quem brilhou muito, mais uma vez, é este rapaz aí da foto do post. Ele se chama Lucas Cipolini, é um dos jogadores mais subestimados do basquete brasileiro, e registrou 21 pontos e 8 rebotes depois de ter feito 20+8 no jogo 1 no interior de São Paulo.

Eu, sinceramente, não consigo entender o que está acontecendo com o time de Bauru. É verdade que Coleman é um desfalque grande, que o garrafão está vazio, mas a falta de atitude/confiança da equipe é gritante. Para se ter uma ideia, o time tem chutado 27% dos três pontos (14/51) e não tem conseguido igualar nem a energia dos comandados de Hélio Rubens, que mais uma vez dá uma aula de basquete nos técnicos da nova geração, diga-se de passagem.

Viu o jogo? Gostou? Uberlândia já está na final? Comente!

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