Bala na Cesta

Jogos Escolares expõem ainda mais as falhas de gestão da CBB
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Fábio Balassiano

volei1Terminou neste fim de semana, em Londrina, no Paraná, a etapa para meninos e meninas de 12 a 14 anos dos Jogos Escolares da Juventude. Seria leviano de minha parte fazer qualquer análise sobre a competição organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas uma notícia que está no site da competição me chamou a atenção. O link está aqui, e o título já diz muita coisa: “CBV divulga seleção brasileira escolar para treinamento no CT de Saquarema”.

Lendo a matéria, fica ainda mais claro. Vinícius Gomes, o Alegrete, técnico da seleção brasileira infantil, e João Luís Klein, o Juca, assistente técnico da seleção brasileira feminina juvenil, foram enviados pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para acompanhar a competição. Eles acompanharam as partidas na semana passada e pinçaram 40 atletas (20 meninos e 20 meninas), que passarão uma semana treinando no Centro de Treinamento da modalidade em Saquarema (RJ).

bruno1Se olharmos a lista, é possível ver jovens de RJ, SP e MG, mas também de locais que normalmente não possuem times disputando a Superliga (Sergipe, Rio Grande do Norte, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul etc.), o que prova que há MUITO talento espalhado pelo país mesmo em localidades que não têm times jogando a principal competição da modalidade no país e cujo investimento esportivo, sabemos, não é muito alto. O garimpo, por parte da CBV, parece ser bem feito – e desde muito cedo. Imagine a felicidade de um menino de 12, 13 anos que terá a oportunidade de treinar por uma semana no CT de Saquarema onde Jaqueline e Bruninho (foto à esquerda) pisam anualmente antes de vestir a camisa da seleção em competições internacionais (competições que quase sempre terminam com alguma medalha para o país).

josu1lAí eu fiquei pensando: e o basquete, o que fez nesta competição em termos práticos, objetivos? A resposta é: quase nada. Josuel (foto à direita), ex-jogador da seleção brasileira, esteve por lá, é verdade, mas não como olheiro/observador da Confederação Brasileira. O ex-pivô foi como Embaixador dos Jogos, convidado pela organização do evento, o que é bem diferente. Apenas Victor Mansure, responsável pela Escola Nacional de Treinadores (ENTB), apareceu em Londrina com o intuito de observar jovens atletas, recrutar promessas do basquete ou incentivar os recém-iniciados na modalidade, mas sem nenhuma perspectiva, sem nenhum plano CONCRETO no horizonte para estes meninos e meninas (nenhum técnico efetivo da base foi lá, portanto). Mansure viu, mas não há nada planejado para os jovens observados. Ia falar, além do já exposto, que o vôlei possui um Centro de Treinamento, que o basquete está longe de ter a sua pedra fundamental (ou pedra essencial…) neste sentido, mas é melhor ficar quieto.

A CBV está longe de ser um primor de gestão (e as denúncias recentes feitas pelo Lúcio de Castro, da ESPN, mostram isso), mas este tipo de “garimpo” não é novidade e deve se repetir na etapa de João Pessoa dos Jogos Escolares da Juventude para jovens de 15 a 17 anos em novembro. Com isso, e cada vez mais, o vôlei se posiciona à frente do basquete. E acho que ninguém discute isso, certo?

sp1As comparações entre dois esportes olímpicos são quase sempre reprováveis, mas neste caso cabem e fazem todo sentido. São duas modalidades que “disputam” o interesse de meninos e meninas altos/altas desde muito cedo e que precisam cada vez mais de material humano para renovar seus quadros. Quanto mais gente estiver praticando, mais as chances de surgirem novos integrantes das seleções e times brasileiros. E é na capacidade de “atração” destes jovens que as diferenças, em termos de gestão, se acentuam absurdamente (notem que nem falei da parte financeira, pois aí a situação ficaria ainda pior para o basquete).

londrina1De um lado temos um esporte que ganha medalha em todos os Jogos Olímpicos desde 1992 e que leva dois de seus principais técnicos da base para acompanhar, e garimpar para uma semana de treinamento, jovens de 12 a 14 anos de todo o Brasil. De outro, a Confederação Brasileira de Basketball não fazendo força alguma para mandar algum olheiro/observador focado em descobrir jovens promessas que certamente apareceram por lá.

Pergunta boba para fechar o texto: qual esporte você acha que um menino de 10, 11 anos escolherá para praticar pensando em seu futuro profissional? Basquete ou vôlei? Pois é…

Tags : CBB


Podcast BNC: o desempenho da seleção e o que está por vir
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Fábio Balassiano

No Podcast dessa semana, Pedro Rodrigues eu e o convidado Daniel Neves, jornalista aqui do UOL, falamos sobre o desempenho da seleção brasileira masculina no Mundial da Espanha e fazemos um prognóstico para os próximos passos do time de Rubén Magnano. Foi bom? Ficou um gostinho de 'quero mais'? Dá para uma geração ficar marcada sem resultado internacional?

O episódio já está disponível, também, no iTunes. Comentários, críticas e sugestões são sempre bem-vindos! Aproveitem.

Tags : Podcast


Pós-Mundial, como a seleção fará para enfim ficar entre as 4 melhores?
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Fábio Balassiano

irvingO Mundial masculino terminou ontem em Madri com o resultado final esperado. Os Estados Unidos não tomaram conhecimento, fizeram 129-92 na Sérvia e conquistaram o bicampeonato (seguido) não deixando muita dúvida sobre o merecimento da conquista. Kyrie Irving, cestinha da decisão com 26 pontos, foi eleito o MVP e chegará com a confiança do tamanho do planeta para a próxima temporada da NBA com o seu Cleveland Cavs em um time que terá LeBron James, Anderson Varejão e Kevin Love.

A diferença média de pontos dos norte-americanos para os adversários foi de 32 pontos, e a margem explica bem a diferença técnica que houve nesta competição. Único time que poderia fazer jogo duro, a Espanha morreu antes de tentar a glória de bater de frente contra o time de Coach K.

Para quem é brasileiro, no entanto, não há muitos motivos para festa, não. É bem verdade que o time de Rubén Magnano mais uma vez mostrou bom basquete, bom nível técnico e tático e conseguiu competir de igual para igual contra bambas do mundo (França, a Sérvia da primeira fase e Argentina) antes de tomar de forma não muito agradável para a Sérvia, mas essa geração precisa de resultados mais do que nunca.

Para mim, mais do que o desempenho do time de Rubén Magnano na Espanha, o que fica é: por que esta geração não consegue dar o passo adiante? Por que essa geração não consegue se posicionar entre os quatro primeiros? Por que essa geração não consegue passar de “uma geração talentosa'' para uma “geração histórica''?

Foi pensando nisso tudo que fiz um apanhado geral de 2000 até agora entre Mundial e Olimpíadas com os quatro melhores de cada competição. Vejam só:
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O que me chama a atenção é a quantidade de seleções que conseguiram figurar entre os quatro primeiros nestes 14 anos. É muito time, é muita seleção que conseguiu marcar a sua “época'' com um resultado que eterniza uma equipe, uma geração, um trabalho. Olhem lá e vocês verão (tirando os Estados Unidos) Espanha, Grécia, Argentina, Rússia, Alemanha, Itália, Austrália, Nova Zelândia, França, Turquia, Sérvia e Lituânia. São 12 seleções que conseguiram levar o basquete de seu país a um resultado incrível.

ruben2É MUITO óbvio que o nível internacional, hoje em dia, é muito equilibrado e, abaixo de Espanha e Estados Unidos (que de fato estão um pouco acima mesmo), há sete, oito seleções que possuem qualidade técnica parecida. Vencer, portanto, não é nada fácil. Além disso, é inegável o ganho técnico e tático da seleção brasileira com Rubén Magnano. Mas isso não é suficiente. Ninguém fica eternamente marcado em esporte se não conseguir aliar boas performances técnicas a resultados de quadra contundentes.

A questão que deve ser estudada por Magnano e os demais dirigentes da Confederação Brasileira, portanto, é: o que está faltando para essa geração dar o passo final que a leva para a disputa por medalhas e a coloca entre as quatro melhores do mundo? Depois desse Mundial, só restará o último ato dessa geração em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

bra11É bom desvendar os mistérios que podem levar o Brasil a ficar entre quatro primeiros. Já são 12 seleções que conseguiram o feito de figurar entre os melhores de 2000 pra cá. Ainda está faltando o Brasil.

O que vocês acham que é preciso para chegar lá? Comentem aí!


Sem medalha, com pompa – a megalomania de Carlos Nunes
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Fábio Balassiano

nunes1“Somos candidatos (a ser sede do Mundial de 2019), mas precisamos saber as condições, como temos que fazer o evento, os valores e tudo mais'', Carlos Nunes, presidente da CBB, ao Globo.com (aqui).

Desculpe, Carlos Nunes. Mas o Brasil não é candidato a NADA, absolutamente nada dessa maneira. Você só tem um DESEJO, uma VONTADE. Se você sabe pouco sobre como faz para ser sede do Mundial, como disse na resposta, o Brasil não é candidato a NADA. Não confunda as coisas.

O que me choca mais, além da resposta absurdamente fora de propósito de Carlos Nunes, é que tento compreender o porquê de tamanha megalomania, o motivo de querer fingir algo que realmente este país, em termos de basquete ao menos, está longe de ser. O Brasil acaba de ser eliminado do Mundial pela Sérvia, a Confederação tem uma dívida astronômica e que certamente não sabe como pagar (se é que vai pagar) e o presidente me aparece, três dias depois da surra que levou dos sérvios, falando do seu desejo de ser sede da Copa do Mundo de 2019? É sério isso? Está tudo normal mesmo?

nunes1Juro que gostaria de entender que tipo de megalomania é essa de Carlos Nunes. Não é melhor tratar da popularização do esporte, das categorias de base, do ciclo olímpico que já está aí batendo na janela? Não é melhor, depois de cinco anos de gestão, enfim apresentar um plano de trabalho para recolocar o basquete nos trilhos? Pô, que coisa absurda.

Em tempo: vontade/desejo eu também tenho. De muitas coisas. De ver 41 jogos do Lakers no Staples Center da próxima temporada, por exemplo. Daí a concretizar isso…

Por favor, Mr. Nunes, vamos começar a trabalhar naquilo que realmente interessa?


Menos seleção, e mais ação no basquete brasileiro, por favor
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Fábio Balassiano

ruben1Pode parecer tosco o que vou falar, mas vamos começar chutando a porta logo de cara. Para quem acompanha o basquete brasileiro o ano todo, e não durante 15 dias a cada dois anos, seleção brasileira importa pouco, ou menos, em relação ao que o que acontece na modalidade por aqui. Não é diminuir o tamanho da derrota diante da Sérvia há dois dias, mas sinceramente acredito que há coisas muito mais graves para se discutir no cenário nacional do que os fatores que levaram o time de Rubén Magnano à eliminação nas quartas-de-final do Mundial.

Quer um exemplo? Muita gente tem falado sobre os próximos passos da seleção, que jogadores devem ser convocados pensando na Olimpíada do Rio de Janeiro e situações neste sentido. Aí parei, ontem, para fazer uma pequena lista e vi que não há 20 nomes “selecionáveis'' para formar uma seleção. Pior, e isso já escrevi aqui quando da convocação de Magnano recentemente: há um hiato absurdo entre os veteranos Nenê, Splitter, Varejão, Huertas e Leandrinho e a nova fornada de ótimos jogadores. Bruno Caboclo, talvez o maior expoente desta geração, não tem 20 anos.

caboclo3A Sérvia que venceu o Brasil tem média de idade de 26 anos. Os europeus estão em ascensão técnica e física, portanto. O Brasil que perdeu da Sérvia, de 31. Os brasileiros estão, portanto, em declínio técnico e físico. A Sérvia trocou de time duas vezes nos últimos 6 anos. O Brasil mantém a base. E mais por falta de mão de obra qualificada do que por acreditar na continuidade de um trabaho.

É absolutamente inadmissível que em um país desse tamanho não seja possível fazer uma simples lista de selecionáveis com 30, 35 jogadores minimamente aptos a vestir a camisa da seleção brasileira. Se da quantidade se extrai a qualidade e hoje não há quantidade para extrair a qualidade é porque alguma coisa não tem sido feita para vermos o número de atletas de basquete deste país aumentar da mesma maneira que em outros esportes.

A verdade é que o basquete brasileiro está parado, travado, completamente anestesiado em termos de gestão há alguns anos. E no topo da pirâmide. Quem deveria dar o exemplo, estimular as federações e subsidiar os clubes com conhecimento e competições nada faz. Na vitória ou na derrota. Na alegria ou na tristeza. Com uma boa campanha em Mundial ou após uma eliminação vexatória na Copa América de 2013. Nada, zero, necas, traço. Escrevi sobre isso há um ano e não houve mudança alguma.

nunes3Vamos continuar, portanto, vivendo de atletas que surgem por conta do acaso. E caso estes atletas surjam na mesma época, por uma coincidência quase que transcendental, aí sim o Brasil poderá novamente ter um bom time. Como é o caso da geração atual recheada de jogadores talentosos que por uma obra do acaso têm praticamente a mesma idade. Depender do trabalho forte e contínuo na base, de planejamento integrado, de desenvolvimento, me parece utópico neste momento pois as cabeças pensantes são as mesmas.

Cobrar de Magnano, Splitter, Huertas e dos outros envolvidos na eliminação na Espanha é justo e faz parte do jogo. Esquecer que eles fazem parte de uma estrutura corroída, retrógrada, com uma falta de competência incrível e que só anda pra trás há quase duas décadas é um equívoco que este blogueiro não pode cometer e que quem gosta da modalidade não pode passar batido.

nunes2Apontar o dedo para a Confederação Brasileira de Basketball, a querida e famosa CBB, é algo que este espaço faz com uma frequência imensa e quase que solitariamente, o que é uma pena pois se mais gente cobrasse a chance de alguma evolução seria maior.

Alguns podem acreditar que é maravilhoso escrever mais sobre política no esporte do que sobre tática ou técnica ou que criticar Carlos Nunes, o presidente, e seus diretores seja excelente. Não, não é. É chatíssimo, na verdade. O problema é que, no Brasil, os resultados de quadra, ou campo, estão quase sempre ligados ao tipo de gestão que há por trás dos atletas e das comissões técnicas. Extrair esse fator das análises sobre o panorama em que se encontra o basquete é leviano, pueril e até ingênuo. Na entidade máxima do basquete nacional faz-se o mesmo há 30 anos. E no prédio da Avenida Rio Branco esperam resultados diferentes. Permitam-me dizer uma coisinha singela: não vai rolar. Agindo igual não vai sair nada distinto daquilo que é visto há décadas.

grego1Quem conhece e acompanha este espaço sabe que quase semanalmente eu faço um texto falando sobre a falta de capacidade administrativa deste núcleo que comanda a Confederação Brasileira desde o século passado. A dívida é crescente, os métodos são os mesmos, o nível intelectual para criação de novas ideias por parte dos dirigentes deixa a desejar, a popularização do esporte definha e os resultados, sem surpresa alguma, não têm aparecido. Nem camisa da seleção é vendida nas vésperas do Mundial para vocês terem noção. É uma bola de neve de problemas do tamanho do Brasil que dá até medo de pensar o que será o futuro quando as verbas federais diminuírem depois dos Jogos de 2016 em uma CBB que é quase sempre sustentada por grana do governo.

No momento da derrota, vale chorar as pitangas de mais uma eliminação da seleção neste século. O fundamental, porém, é não fechar os olhos e só acordar em 2016, com as Olimpíadas. Vale olhar, cobrar, analisar e ver o que está sendo feito, ou não, principalmente pela Confederação e também pelas Federações, LNB, LBF e clubes para uma análise mais profunda sobre a degradante situação em que se encontra a modalidade há tempos.

bra1Só olhando mais para ação do que para seleção o basquete vai sair da lama em que se encontra há anos. Seleção é consequência, é o resultado final de um trabalho sólido e organizado desde a base, e não um produto descolado da realidade do esporte.

Ufa, consegui escrever um texto inteiro sem utilizar parêntese a pedido dos leitores. Obrigado, turma! Valeu mesmo (!).


As razões táticas da derrota brasileira no Mundial
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Fábio Balassiano

bra1Mais cedo eu falei aqui que os motivos da derrota brasileira para a Sérvia não foram psicológicos, mas sim táticos (e técnicos, pode-se dizer também). Mas que motivos foram esses? Vamos lá:

1) No primeiro jogo entre os dois países, ainda na fase de classificação, Marquinhos fez 21 pontos (dez no último período), mas o que maltratou mesmo a defesa da Sérvia foi o jogo de pivôs do Brasil. Splitter + Nenê + Varejão tiveram 21 dos 81 pontos da seleção (e com altíssimo percentual de conversão no arremesso). Mais do que isso: mais fortes fisicamente, os brasileiros alucinaram os sérvios com um jogo pesado que provocou muitas faltas. Bircevic teve cinco em nove minutos. Raduljica, 4 em 25. Além disso, Splitter deu 6 assistências. Alguma coisa precisaria ser feita pelo técnico Sasha Djordjevic se ele quisesse vencer a partida das quartas-de-final. E ele fez.

bra102) Em primeiro lugar, Djordjevic (exímio ex-jogador – craque, craque mesmo!) não partiu para o choque contra a dupla de pivôs brasileira. Foi inteligente. Sacou um pivô do quinteto titular para jogar com Raduljica e quatro alas/armadores em volta dele. Para não deixar o jogador do Bucks solto no garrafão contra Varejão e Splitter, foi simples em sua tática: convergiu os outros quatro outros atletas (todos altos e fortíssimos) para perto de Raduljica toda vez que os armadores brasileiros pensavam em acionar os gigantes. Com isso, “exigiu'' que os jogadores de perímetro do Brasil jogassem (algo que eu já havia previsto que aconteceria ontem mesmo).

3) Outra medida do técnico sérvio: impedir que a transição ofensiva brasileira fosse efetiva. Caso não conseguisse armar a defesa antes de o Brasil iniciar suas ações no ataque, a ordem era parar o time de Magnano com falta. Foi o que aconteceu. Os pivôs não ficaram carregados em falta, seus “baixinhos'' é que tiveram problemas com isso, mas os alas e armadores brasileiros não tiveram espaço para ir bem (apenas 35 pontos contra 65 dos mesmos destas posições do rival) e os contra-ataques praticamente inexistiram (apenas 10 pontos). No ataque armado, péssimo aproveitamento (nos arremessos de quadra, 30%). Mérito, total, da estratégia defensiva de Djordjevic, que tratou de fazer do segundo jogo contra o Brasil um embate completamente diferente daquele da semana passada. Se a seleção brasileira quisesse vencer, portanto, ela teria que igualar a intensidade defensiva sérvia para ter alguma chance. No ataque, liberdade não haveria. Nenhuma.

bra64) O lado teórico do ex-armador não teria tido tanto sucesso, obviamente, se a mão de Milos Teodosic não estivesse tão calibrada assim. O camisa 4 da Sérvia esteve em uma tarde inspirada (23 pontos e 4 assistências), mas foi pouco incomodado pela defesa brasileira (que nunca esteve tão mal neste Mundial como nesta quarta-feira). Teodosic, craque de bola, conseguiu arremessar com liberdade (3/5 de fora) e, também graças a outro ajuste de Djordjevic, sempre via o garrafão livre para infiltrações fáceis (os pivôs sérvios sempre fizeram “questão'' de tirar os brasileiros de perto da cesta.

Ou seja: pensando em não repetir o que viu no primeiro duelo contra o Brasil na primeira fase, o técnico da Sérvia fez quatro ajustes fundamentais: mudou a escalação, impediu que seu principal pivô (Raduljica) fosse alvo fácil dos gigantes brasileiros, tentou (com sucesso) abrir o garrafão brasileiro tirando seus homens de perto da cesta e tratou de travar os contra-ataques do time de Magnano. Na defesa, seu time ganhou em intensidade e velocidade para reduzir a força do Brasil (cujo ataque nem é dos melhores assim, sabemos). No ataque, em fluidez para furar a grande arma do rival (a forte defesa).

ruben1Se os brasileiros não estivessem preparados, a chance de derrapar em uma partida eliminatória (caminho sem volta, portanto) seria imensa tantas foram as peças do tabuleiro de xadrez que Djordjevic mexeu de uma semana para a outra (isso não é fácil e denota uma imensa coragem e um estoque absurdo de informação sobre o rival).

E qual foi o ajuste que o Brasil fez para enfrentar a Sérvia em um jogo eliminatório de quartas-de-final? Nenhum, não houve ajuste algum (e isso é o mais chocante). O Brasil enfrentou sérvios no mata-mata da mesma maneira (tática) que havia enfrentado França, Argentina e a própria Sérvia (na primeira fase): alimentando os pivôs, que, por sua vez, iniciavam quase todas as ações ofensivas (as dobras e quebras nas defesas rivais vinham daí). Fica a pergunta: será que para enfrentar adversários tão diferentes não vale a pena variar um pouco o sistema de jogo? É preciso treinar (antes da competição) estratégias diferentes para, quando rivais muito distintos surgirem, armas diversas sejam sacadas. Aparentemente o Brasil foi para uma batalha (o Mundial) achando que poderia enfrentar difíceis adversários apenas com uma arma. É pouco.

serviaQuando o ótimo Djordjevic impediu que as bolas chegassem aos pivôs o Brasil simplesmente entrou em parafuso. O ataque, que desde sempre foi muito limitado, literalmente travou, parou de funcionar, parecia não saber o que fazer. Isso já seria grave, se não fosse um pequeno fato. Mesmo jogando muito mal no primeiro tempo o Brasil foi para o intervalo perdendo por apenas cinco pontos. Ou seja: no vestiário poderiam ter sido feitos ajustes, modificações, tentativas para impedir que todas as tentativas do técnico sérvio que estavam dando certo continuassem a ter sucesso.

Na volta do intervalo, porém, nada de diferente foi feito. Raduljica era pouco incomodado na defesa porque a bola mal chegava em condições para Splitter/Anderson/Nenê. Teodosic tinha muita liberdade. Os contra-ataques eram abatidos com faltas. E as infiltrações sérvias saíam com uma facilidade incrível. Isso tudo, claro, antes das faltas técnicas que acabaram por sacramentar uma derrota que, se não viria por 28 pontos, é praticamente certo que viria pela forma como o Brasil estava atuando e pela pouca perspectiva de mudança que se via por ali. A melhor explicação para o revés veio mesmo de Alex, ótimo ala do time de Magnano: “Perdemos porque não defendemos. A marcação não encaixou e o ataque começou a acelerar as ações para compensar o que a defesa não estava conseguindo impedir – pontos'', disse em excelente análise.

bra71Como disse em outro texto durante o Mundial (mais aqui), não se ganha mais em basquete FIBA devido ao ataque (a não ser que você tenha um atleta excepcional neste sentido em seu elenco – o que não é o caso do Brasil, diga-se). Equipes com sistemas ofensivos erráticos conseguem boa simplesmente porque têm estupendas defesas. Isso ficou evidente em 2006, com o sucesso da Grécia, deu uma esfriada em 2010 e agora voltou com toda força (vide a exibição defensiva de gala da França ontem, anulando completamente as armas do ataque espanhol). O Brasil mesmo ganhou de franceses, sérvios e argentinos sem levar mais do que 71 pontos.

Os fatores críticos do sucesso para se chegar longe no basquete mundial estão todos aí, na mesa, prontos para serem pescados por quem quiser (Magnano, técnicos do NBB, da LBF etc.). Viras as costas para isso é negligenciar as exigências do basquete que é jogado pelos melhores times do mundo. Não defender fortemente pelos 40 minutos é um pecado mortal. Não realizar ajustes de uma partida para outra, também. Ficam as lições para os Jogos Olímpicos de 2016.


Foi tático, e não emocional, o motivo da derrota do Brasil ontem
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Fábio Balassiano

hettsNão sei exatamente quando isso começou, mas aqui no Brasil convencionou-se atribuir toda e qualquer derrota esportiva ao aspecto psicológico dos atletas. Como em tudo na vida, há casos e casos. Generalizar, portanto, é um erro absurdo. A derrota do Meligeni para o Medvedev em Roland Garros, nas semifinais de 1999, foi por causa de uma pane mental do Fininho (ele mesmo já admitiu isso). A surra alemã na Copa do Mundo passada de futebol, não. Ela ocorreu devido a um problema técnico/tático do time do Felipão.

Jogar, sempre, para o lado mental da coisa não é o melhor remédio (primeiro porque não é verdadeiro e segundo porque normalmente jogadores e técnicos fazem isso para esconder os problemas reais, normalmente mais graves) e tampouco faz com que sejam encontradas soluções para problemas táticos e técnicos que (tirando os lunáticos) todos sabem que houve. Vimos um pouco dessa inversão de foco ontem depois da derrota do Brasil para a Sérvia nas quartas-de-final da Copa do Mundo.

AS RAZÕES TÁTICAS PARA A DERROTA DO BRASIL NO MUNDIAL

bra11Houve, claramente, um problema psicológico no terceiro período (com as faltas técnicas em sequência que fizeram com que o placar ficasse dilatado), mas (e isso quero deixar bem claro) o motivo da derrota brasileira é de ordem tática – e não mental.

O Brasil fizera um primeiro tempo ruim (anulado completamente pela Sérvia, que estudou o Brasil de forma BRILHANTE). No segundo, nenhum ajuste que Rubén Magnano (e sua comissão técnica) tentou fazer deu certo. O técnico, ressalte-se desde já, foi muito bem em toda a preparação e na Copa do Mundo, mas ontem falhou (como os jogadores também). Voltarei ao tema logo mais, prometo.

duplaSem conseguir jogar como gostaria, impondo o ritmo e despejando todo o potencial que poderia, o elenco brasileiro explodiu. Frustração elevada a vigésima potência. Analisado assim, friamente, fica mais fácil falar, claro, mas quem viu o jogo sabe o que estou dizendo. Naquela altura os sérvios já tinham sete, nove pontos de vantagem e o Brasil via o jogo (e a vaga na semifinal) escorrer pelo ralo. Por isso considero (a tal explosão de raiva dos atletas) um problema muito mais tático, que desencadeou um problema emocional, do que qualquer outra coisa. E é fundamental que Magnano, a turma da CBB e quem mais for sentar para analisar a competição tenham isso em mente.

A melhor definição para o que aconteceu ontem em Madri, na minha opinião, veio do leitor do Facebook do Bala na Cesta Vinicius Morrone. Ele disse o seguinte: “A derrota foi por questões táticas. A derrota como foi, por 28 pontos, foi por questões psicológicas''. Perfeito, é bem isso mesmo, e no próximo texto eu falarei sobre as falhas táticas que o Brasil cometeu na tarde desta quarta-feira na capital espanhola.

rubenNo final do jogo de ontem o repórter do Sportv Guido Nunes (muito bom, por sinal) perguntou ao técnico Rubén Magnano sobre os próximos passos à frente da seleção brasileira. Muita gente no Twitter e no Facebook do Bala na Cesta, também. Do meu canto, e talvez por eu gostar mais de análise do que da execução em si, acho que é preciso dar um passo atrás, respirar bastante e esperar um pouco. Antes de pensar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 é preciso pensar no que deu certo e no que deu errado no Mundial da Espanha.

bra8Aí, com isso, é hora de colocar em prática o plano visando as Olimpíadas (o último torneio dessa geração). O Brasil fez um ÓTIMO Mundial, mas novamente falhou para subir o degrau que o colocaria na elite do basquete do planeta. Ficou em sexto. Não é ruim, longe disso. Para ser excelente e conseguir uma medalha talvez falte uma reflexão mais profunda sobre o que tem se passado antes e durante as competições antes de pensar no “depois'' com tanta pressa assim.

O time pecou, portanto, quando não podia pecar. E há motivos para isso, há razões que precisam ser conversadas (internamente, claro). Para a evolução (no esporte, na vida), convém não mudar o foco das coisas que realmente devem ser discutidas.

bra5Apelar para um “ah, foi o apagão'' ou o “o revés veio devido a falha no psicológico da equipe'' é jogar cortina de fumaça onde não se deve. Perder tempo invertendo as questões que devem ser perguntadas é caminhar pra trás, é não querer fazer com que evolução que foi vista na Espanha tenha continuidade. Ainda há uma chance de fazer dessa talentosa geração com valores individuais incríveis uma equipe vitoriosa. É bom não desperdiçar tempo com o que não se deve.


Brasil marca mal, perde feio da Sérvia e está fora do Mundial
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Fábio Balassiano

milodA seleção brasileira ainda não tinha jogado muito mal no Mundial da Espanha. Jogou hoje. E jogou nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2014, em uma partida de eliminação. Aí o esporte pune, o esporte é cruel, o esporte não dá espaço para isso.

A Sérvia anulou TODAS as armas do time de Rubén Magnano, viu Milos Teodosic (foto à direita) ter uma noite genial em Madri (23 pontos e quatro assistências), venceu o Brasil por inapeláveis, incontestáveis e irrepreensíveis 84-56 (47-24 na segunda etapa, vejam vocês), se classificou para as semifinais da Copa do Mundo e eliminou a equipe brasileira do torneio.

O primeiro tempo começou, e as cartas do jogo foram logo sendo dadas pelos sérvios, que comandaram as ações desde o início (importante dizer isso também). Depois de um Mundial sensacional em termos defensivos em toda a competição, a marcação do Brasil foi PÉSSIMA nesta quarta-feira e deixou muitos espaços justamente para quem não poderia ter nenhuma liberdade – Milos Teodosic, que terminou a primeira etapa com 16 pontos. Além da pontuação do craque sérvio (camisa 4), houve muitos espaços no garrafão, pouca fluidez no ataque e pouquíssimos pontos em transição (apenas 7 – contra a Argentina foram 14).

neneO segundo tempo veio, e o que se viu foi um verdadeiro atropelo dos sérvios (tal qual havia acontecido naqueles 32-12 nos 10 minutos iniciais da volta do intervalo da fase de classificação). Os europeus fizeram 29-12 e se aproveitaram de um visível e terrível descontrole dos brasileiros, que levaram faltas técnicas seguidas no meio do terceiro período (estava 43-34, e o placar saltou rápido para 53-36 em menos de dois minutos). Ali o jogo começou a escorrer pelas mãos do time de Rubén Magnano. Quando restavam 10 minutos por jogar, a diferença era de incríveis 22 pontos (66-44).

No último período, o Brasil ainda tentou, mas a vantagem era absurdamente antes e não houve muito o que se pôde fazer. A verdade é uma só: a Sérvia fez uma partida brilhante, estudou até a alma brasileira (notem que quase não foram vistos contra-ataques) e contou com exibições sensacionais de seus principais jogadores. O resultado de hoje expressa exatamente o que foi o jogo, não há muito mais o que possa ser dito.

bjeEu disse mais cedo que o jogo era dos alas e armadores, lembram? Pois é. De um lado, Teodosic, Bjelica, Bogdanovic e Markovic somaram 65 dos 84 pontos sérvios. Pelo Brasil, Huertas, Raulzinho, Marquinhos, Alex, Larry e Marcelinho tiveram 35. Estava muito óbvio que Sasha Đorđević, o ótimo técnico dos europeus, não ia dar muita chance para os pivôs brasileiros.

alexO Brasil terminará de novo entre os oito primeiros (atualizado às 18h45: terminou em sexto, já que a Espanha foi derrotada pela França), mas não conseguiu chegar ao seu grande objetivo, que era conseguir uma medalha neste que deve ser o último Mundial dessa geração.

Viu o jogo? O que achou? Muito triste com a eliminação? Comente!


Pra ficar entre os 4 pela primeira vez em 28 anos, Brasil enfrenta a Sérvia
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Fábio Balassiano

markTalvez seja o jogo mais importante do basquete brasileiro nos últimos 30 anos. A partir das 13h desta quarta-feira (Sportv e ESPN exibem) o Brasil enfrenta a Sérvia pelas quartas-de-final do Mundial da Espanha.

Não vale, “apenas'', uma vaga na semifinal da competição. Vale, para o tão maltratado esporte da bola laranja deste país, a chance de ficar entre os quatro melhores do planeta basquete desde 1986, quando, também na Espanha, Oscar e Marcel guiaram a equipe comandada por Ary Vidal à quarta posição do campeonato.

Para isso, o time de Rubén Magnano precisará vencer um rival bem conhecido. Brasileiros e sérvios mediram forças na primeira fase do Mundial em uma partida bem insana, vocês lembram? Foi um primeiro tempo sublime do Brasil, um terceiro período tenebroso e um quarto período salvador de Marquinhos (mais aqui). E eu espero, sinceramente, que a partida desta tarde seja bem diferente.

lb2Primeiro porque vale vaga em uma semifinal de Mundial e qualquer lapso pode ser fatal. Segundo porque ninguém é maluco de acreditar que os sérvios entrarão tão “moles'' como entraram na partida passada. E em terceiro (e principal) lugar: ninguém tem saúde para aguentar 10 minutos de apagão em uma partida eliminatória.

No duelo de hoje, e ao contrário do que foi na partida contra a Argentina, vale muito mesmo a presença dos alas e armadores brasileiros. No pivô, a briga será quentíssima entre Nenê, Splitter e Varejão com Raduljica, Kalinic e Stimac (todos muito fortes e pesados), mas é nas alas e na armação em minha opinião que a peleja se decide.

Do lado brasileiro, Raulzinho cresceu muito, Huertas é craque e pode decidir, Leandrinho e Marquinhos estão bem, mas é bom não piscar muito. Do outro lado estão Milos Teodosic (genioso e genial), Bogdan Bogdanovic (ala que foi escolhido pelo Phoenix Suns, da NBA, e é muito alto e técnico) e Nemanja Bjelica. O trio tem muita habilidade, arremessa bem e possui bom potencial físico para brigar de igual para igual contra os alas e armadores de Magnano.

huertasE eu acho que, por não haver tanta disparidade assim como havia no duelo entre brasileiros e argentinos no pivô como havia no domingo, é na parte cerebral da coisa (alas e armadores) é que passa a vitória de amanhã. A Sérvia sabe do potencial do Brasil perto da cesta e fará de tudo para não só diminuir a pontuação por lá, mas principalmente para cansar e carregar os gigantes brasileiros em faltas. Por isso o equilíbrio com boas atuações dos jogadores de exterior da área pintada vai precisar acontecer para pender a balança para o lado brasileiro (o que, aliás, acredito que irá acontecer).

Estou confiante e mantenho meu palpite de ter o Brasil na semifinal do Mundial pela primeira vez desde 1986.  E você, o que acha que irá acontecer logo mais? O Brasil volta a uma semifinal de Mundial? Ou o sonho de medalha para nos sérvios? Comente!


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Comentários 14

Fábio Balassiano

turquia1Começam hoje as quartas-de-final do Mundial da Espanha. Como o jogo do Brasil merece um texto especial, vale um apenas para os três outros duelos. Vamos lá:

LITUÂNIA x TURQUIA (3ª feira, 12h) – Está aí o jogo, dentre estes três, mais interessantes desta fase da competição. A Lituânia é favorita, Jonas Valanciunas tem jogado muito bem, mas a Turquia, outra convidada para o Mundial que tem ido longe, virou um jogo incrível contra a Austrália (19-14 no último período) e certamente entra sem nenhuma responsabilidade para a partida de logo mais.

Além disso, os turcos têm Omer Asik para tentar segurar Valanciunas e contam com a boa fase do bom ala Emir Preldzic (foto à direita), cestinha do time com 12,5 pontos. Não será nada fácil para os lituanos, podem ter certeza. Palpite: Lituânia.

dragic1EUA x ESLOVÊNIA (3ª feira, 16h) – A Eslovênia merecia ir mais longe pelo Mundial que fez, mas obviamente os irmãos Dragic (Zoran e Goran – ambos na foto à esquerda) não devem conseguir para o time de Coach K, o que está longe de ser um problema, evidentemente. É uma pena os eslovenos pararem tão cedo, pois seria um fato novo para um Mundial sem tantas novidades assim.

Os Estados Unidos, por sua vez, se enrolaram um pouco quando o México, nas oitavas-de-final, marcou por zona. É bom não bobear, porque os europeus têm mais qualidade que os mexicanos e tentarão o mesmo. Acho que não será tão fácil assim, a Eslovênia vai tentar fazer o jogo perfeito, mas no final os norte-americanos devem levar para, aí sim, enfrentarem uma Lituânia que sempre lhe trouxe problemas e cujo garrafão é bem forte. Palpite: EUA.

trio1ESPANHA x FRANÇA (4ª feira, 17h) – Eis uma peleja que tinha tudo para ser O grande jogo dessa fase do Mundial. Mas infelizmente a França não estará completa. Em 2012, com os dois times completos na Olimpíada, houve confusão, pois os azuis não ficaram muito satisfeitos com a derrota espanhola para o Brasil. Nicolas Batum agrediu Rudy Fernandez e tudo. No ano passado, no Eurobasket, vitória francesa com folga, mas os espanhóis estavam incompletos. Este ano, Tony Parker não está, Joakim Noah tampouco e os ibéricos, além de não terem desfalque algum, contam com o apoio da torcida em Madri. É realmente uma pena, pois esta partida tinha tudo para ser disputada até os últimos momentos. A França vai tentar frear os espanhóis até a alma com Huertel, Diaw e Batum, mas não creio que seja suficiente. Palpite: Espanha.

Concorda comigo? Qual o seu palpite para três das quartas-de-final do Mundial da Espanha?