Bala na Cesta

Liga confirma NBB com 16 times – Caxias do Sul e Salvador são novidades
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Fábio Balassiano

nbb2A Liga Nacional divulgou ontem que 16 clubes participarão do NBB (o oitavo da história). Estão confirmadas 15 equipes da temporada passada (Palmeiras saiu) e duas novidades: Uberlândia sai do Triângulo Mineiro e se muda para Salvador (Bahia), e a estreia de Caxias do Sul (RS), atual campeão da Liga Ouro.

Com isso o NBB terá equipes de seis Estados diferentes (SP, RJ, BA, RS, CE e MG) mais o Distrito Federal. Outros fatos interessantes: pela primeira presença haverá duas equipes da Região Nordeste (Basquete Cearense e Salvador) e teremos a volta da Região Sul (ausente desde 2012/2013 quando Joinville saiu).

caxias1Em primeiro lugar, vale dar os parabéns ao Caxias do Sul (foto). Fez o trabalho direitinho e merece ser elogiado. Jogou a Liga Ouro (segunda divisão), ganhou do Sport-PE na final, foi campeão, se classificou na quadra, montou um projeto estruturado para o NBB e jogará na elite pela primeira vez.

A outra mudança atende por Salvador. O time de Wellington Salgado sai de Uberlândia para a capital da Bahia, mas pelo que apurei ainda não sabe com que camisa jogará. Há a possibilidade de colocar a do Bahia ou do Vitória, dois tradicionais clubes de futebol da cidade, ou atuar mesmo com a alcunha da Rede de Ensino que tem Wellington como seu proprietário (a Universo). A definição virá nos próximos dias.

nbb1No momento vale comemorar a chegada de dois novos e importantes polos de basquete no país (um no Sul e outro no Nordeste), a manutenção do campeonato com 16 clubes e a difusão do NBB em localidades diferentes das que estamos acostumados. Isso é, sem dúvida alguma, relevante.

O que não inviabiliza a minha preocupação apresentada ontem em texto publicado no blog. Estou curioso para ver que times entrarão em quadra no próximo NBB e como as equipes irão se estruturar para “vender'' melhor seus produtos. Por enquanto ninguém me tira da cabeça que Limeira, Bauru, Flamengo e Mogi continuarão navegando tranquilos no G4.

Faltam dois meses para o começo da próxima temporada, tempo mais do que suficiente para que os clubes pensem fora de caixa e enfim tratem os torcedores como clientes, fidelizando-os de vez e tratando-os como consumidores (algo básico em qualquer país que trata esporte como negócio – como deve ser).

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A dois meses do início, a indefinição do NBB
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Fábio Balassiano

nbb1No Podcast BNC que divulguei aqui ontem, Luis Araujo, do Blog Triple-Double, Pedro Rodrigues e eu falamos um pouco sobre a situação do próximo NBB, mas creio que caiba um texto mais profundo a respeito do que está por vir na temporada 2015/2016 do maior campeonato de basquete do país.

E este texto vem com um sinal de alerta importante porque mais uma vez temos indefinição em relação ao número de clubes que participará da oitava edição do NBB. Quantos jogarão? Quais elencos veremos? E a divisão de forças, como ficará? Com tantas dúvidas, fica difícil prever qualquer coisa e isso não é muito salutar para a modalidade.

sportAté onde se sabe, Uberlândia não jogará (ainda há a possibilidade de conseguir levar a franquia para outra cidade longe do Triângulo Mineiro). Com isso, o Sport-PE, vice-campeão da Liga Ouro, foi convidado em cima da hora, mas faltou tempo para conseguir R$ 1 milhão para montar o time. Campo Mourão, terceiro da Liga Ouro, foi chamado às pressas mas tampouco conseguiu a quantia.

financas7Aqui, aliás, cabe uma observação. Quem é brasileiro e vive neste país (não naquele que os políticos vira e mexe tentam vender em entrevistas e/ou programas partidários alucinados) sabe que há uma crise financeira imensa. Falta grana, muita grana, e em todos os setores. Quem trabalha em empresa (meu caso) sabe que o momento é de apertar TODAS as torneiras. Investir em patrocínio é, hoje, extremamente difícil. Para conseguir o (quase) impossível que é fazer com que uma corporação gaste qualquer verba é preciso que tudo esteja muito bem justificado (leia-se retorno sobre o investimento, o famoso ROI). Aprovar um projeto de forma rápida (como foi com Sport-PE e Campo Mourão) é complicado e irreal. E não por conta dos clubes, mas sim por causa dos tempos, movimentos e cenários tanto do mundo empresarial como do Brasil.

nbb3Um bom reflexo do que falo é como estão formatados os times para a próxima edição do NBB. Bauru, Flamengo, Mogi e Limeira, os quatro primeiros da fase de classificação do NBB7 (mais de 70% de aproveitamento), mantiveram seus investimentos, se reforçaram (Leo Meindl, Rafa Luz, Larry Taylor e Douglas Nunes, respectivamente) e continuam fortíssimos. Não só com times estelares, mas com elencos muito profundos e com boas peças de reposição. Seguirão, portanto, brigando lá no alto da tabela. O problema está justamente nos demais, que, talvez com exceção ao Paulistano, que trouxe Caio Torres e Jason Smith, e Basquete Cearense, não conseguiram evoluir muito a ponto de assustar a turma do G4 do NBB7.

dema1Minas e Pinheiros, dois dos melhores clubes formadores do país, vão basicamente com a molecada para o próximo NBB. Mesmo cenário se vê em um Franca que tenta se reerguer após quase fechar as portas em 2014/2015. São José, que não terá mais o técnico Zanon, mantém o pé no freio, com o mesmo acontecendo em Macaé, Rio Claro e Liga Sorocabana. Nenhum destes times conseguiu superar os 57% de aproveitamento no NBB passado. Parece difícil que qualquer um deles consiga tirar os quatro citados acima (Limeira, Bauru, Flamengo e Mogi) das posições alcançadas na mais recente temporada justamente porque não criou-se nenhuma linha extraordinária de receita.

financas21E os clubes não conseguiram aumentar suas receitas porque ficam, sempre, apegados às verbas de patrocínio – de prefeitura ou empresas privadas. Como se fosse assim a única forma de conseguir grana no esporte. E a bilheteria? E os produtos licenciados? E o desenvolvimento de atletas, que pode render muita grana no futuro (e com o dólar assim, pensem só…)? E ganhar grana dentro do ginásio com comida/bebida? São, digamos, itens esquecidos em quase todos os times do NBB – desde os do primeiro escalão, que conseguem se virar bem com patrocinadores fortes, até os que têm dificuldade em obter investidores e ficam ano após ano vendendo o almoço para comprar o jantar (algo bem comum por aqui).

nbbDigo isso tudo não como um cenário de terra arrasada ou de temor pela continuidade do NBB. Não é isso, até porque a Liga Nacional é organizada e bem séria. Digo isso tudo porque estamos a dois meses do começo da competição (devido ao Estatuto do Torcedor é obrigatória a divulgação da tabela e de clubes participantes da competição com no máximo 60 dias de antecedência, algo que deve ocorrer até 30/08) e não se vê nenhuma grande novidade assim. Dá, sim, para ligar o sinal de alerta e pensar no que fazer para ter formatações de campeonato mais animadoras do que a que estamos vendo.

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Podcadt BNC: análises das seleções brasileiras e do próximo NBB
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Fábio Balassiano

No Podcast desta semana, Pedro Rodrigues e eu recebemos o jornalista Luis Araujo, responsável pelo ótimo blog Triple-Double. No programa falamos muito sobre as seleções brasileiras masculina e feminina e também bastante sobre NBB, motivo de um debate bem saudável sobre gestão e o futuro da Liga Nacional de Basquete.

Se preferir, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!


Nas 3 partidas da Tuto Marchand, os pontos a melhorar na seleção masculina
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Fábio Balassiano

bra2Terminaram os três primeiros jogos da seleção masculina na Copa Tuto Marchand, torneio preparatório que está sendo disputado em Porto Rico. Além dos resultados (derrotas para Porto Rico no domingo e Canadá na segunda-feira, e vitória contra a Argentina ontem por 80-71), ficaram claros os pontos de melhoria que a equipe de Rubén Magnano terá que trabalhar para ir longe na Copa América que começa no dia 31 de agosto.

magnano1Se na defesa está tudo correndo muito bem, com rotações executadas com correção e intensidade (é difícil ver problemas no lado oposto – antigo problema da seleção brasileira e até hoje vigente em jogos dos times nacionais no NBB), no setor ofensivo as coisas não têm andado lá muito bem, não.

Já tinha notado isso nos amistosos contra Argentina e Uruguai no Torneio de Brasília, e aparentemente os problemas no ataque não foram corrigidos. O Brasil fez apenas 66 pontos contra Porto Rico, 64 diante do Canadá e 80 contra a Argentina. A quantidade não é propriamente o problema, mas sim como os arremessos têm saído das mãos dos atletas brasileiros. Se no Pan-Americano víamos quase todos os chutes sendo desferidos de forma livre, em San Juan (Porto Rico) o tal “passe extra'', grande qualidade do time de Magnano em 2015 até o momento, quase não foi notado.

bra4Com isso a maior parte das jogadas foi decidida ou no um-contra-um (a pior conversão em todos os níveis de basquete) ou em picks simples na cabeça do garrafão. O número de pontos no garrafão tem caído (36 na estreia, 26 na segunda rodada e 42 ontem contra uma equipe hermana que sofre com jogadores de ótimo potencial físico há tempos…) mesmo com as ótimas e consistentes atuações de Augusto Lima, autor de 14+8 e 17+6 nos dois primeiros jogos (nesta terça-feira, apenas 15 minutos e 6 pontos). A equipe de Magnano poderia tentar municiar ainda mais o seu ala-pivô, um dos melhores nesta temporada de 2015 da seleção.

bra1Como isso não tem sido feito a exaustão o jogo, obviamente, acaba focado demais nos chutes longos, em bolas de difícil capacidade de conversão (arremessar “de pertinho'' é muito mais fácil, né?). Não surpreende, portanto, que contra Porto Rico o Brasil tenha chutado 38% (com direito a 3/25 de fora), 39% contra o Canadá (4/17 de longe) e 46% diante dos hermanos (5/15 para três pontos). O desempenho de Vitor Benite, genial no Pan e que certamente entrou em todos os radares das comissões técnicas adversárias, é esclarecedor também. Bem vigiado, o camisa 8 tem sido obrigado a decidir os ataques sempre muito pressionado. Foram 11 bolas seguidas de três sem acerto nos dois primeiros jogos, um total de 1/14 de fora e 10/35 nos chutes.

bra7É óbvio, e isso precisa ser ressaltado, que o nível técnico desta Copa Tuto Marchand é outro em relação ao Pan-Americano (os argentinos estavam em fase inicial de preparação; os canadenses agora estão reforçados com “os NBA'' deles; e Porto Rico, surrado na estreia do Pan pela seleção brasileira, não ia se dar ao luxo de levar outra pancada em casa). Na Copa América, com a necessidade da conquista da vaga olímpica por todas as seleções (com exceção do Brasil), a adrenalina será ainda maior – e a intensidade física, técnica e mental também.

bra8Insisto que esta é uma seleção ainda em formação. Obstáculos irão aparecer e é até possível que em um primeiro momento este grupo não consiga superá-los. Faz parte do aprendizado que qualquer time que quer ser muito bom passa e a grande vantagem é que a vaga olímpica já está garantida, diminuindo a pressão por resultado imediato e fazendo com que este grupo atue de forma mais livre.

magnano1A seleção brasileira se despede da Copa Tuto Marchand nesta quinta-feira às 18h45 contra a República Dominicana. Sem chance de título, o time de Rubén Magnano precisa continuar a fazer o que tem feito nesta temporada toda de 2015 – testar formações, variações e conceitos de jogo.

Vencer é bom, mas se preparar para o que está por vir é mais do que fundamental. Há, como disse acima, pontos importantes para serem lapidados.


Segunda etapa da LDB começa hoje em três cidades
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Fábio Balassiano

ldb1Tem início hoje a segunda etapa da Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB. Com três sedes simultâneas (São Paulo, Bauru e Minas), as 24 equipes que disputam a temporada 2015 da maior competição de base do país estarão divididas nestas localidades e farão, cada uma, mais quatro jogos entre esta terça e sexta-feira.

Como falei aqui da vez passada, ainda são três as equipes invictas – Pinheiros, Minas (estas duas agremiações atuarão em casa aliás) e Limeira (7-0). Logo depois, com 6-1, figuram Basquete Curitiba e Brasília. Fechando o grupo dos 8 que avançariam à fase final estão, com 5-2, Franca e Pequeninos Rhema (o time da Paraíba uma das surpresas do torneio até o momento), e Rio Claro (4-3).

germanoLembrando que entre os 24 participantes da LDB está a seleção brasileira Sub-17 que se prepara para o Sul-Americano de Resistência, Argentina (13 a 19 de setembro). Em Bauru, o grupo de André Germano (também assistente-técnico de Guerrinha na equipe adulta bauruense) enfrentará Franca, Limeira, Bauru e Rio Claro, adversários bem fortes sem dúvida alguma. O torneio em solo argentino classifica os três primeiros para o Pré-Mundial de 2016, que por sua vez qualifica quatro seleções para o Campeonato Mundial Sub-19 de 2017.

minas1Vale, mais uma vez, ficar de olho na molecada Sub-22 que participa do torneio (o maior de base do país e o “xodó'' do blog, vocês sabem bem). Seria muito interessante se a Confederação Brasileira monitorasse de perto os jovens que estão surgindo nesta edição da LDB (algo que duvido que fará, mas não custa relembrar que esta deveria ser obrigação da entidade máxima…) e, também, que boa parte destes garotos fosse aproveitada na próxima temporada do NBB ou da Liga Ouro.

limeira1Uma boa alternativa para isso, aliás, poderia ser a criação, como existe na Espanha, de equipes B nas divisões de acesso. Times como Minas B, Paulistano B, Limeira B, Flamengo B, Pinheiros B, entre outros, poderiam aumentar a quantidade de participantes da Liga Ouro, fazendo com que o certame fosse mais longo, e faria com que boa parte dessa molecada jogasse mais vezes em um nível mais alto que apenas os torneios regionais de base (que em sua maioria são bem fracos).


Os 50 anos do mito Reggie Miller
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Fábio Balassiano

reggie1Recentemente o companheiro Vagner Vargas escreveu um belo texto em que afirmava (com dados e uma boa dose de razão) que Steph Curry é o melhor arremessador de longa distância da história da NBA.

Os números estão aí, o título recente também, mas hoje cumpre aniversário outro mito dos tiros de três. Reggie Miller, ídolo maior do Indiana Pacers, completa 50 anos de idade.

reggie2O agora cinquentão está no grupo das lendas que terminaram a carreira sem conquistar um título (acontece…). Mesmo assim, Reggie terminou a sua vida na NBA há 10 anos com a moral lá em cima. Nem sempre foi assim. No começo havia uma desconfiança do tamanho do mundo na liga em 1987-1988.

Irmão da não menos mítica Cheryl Miller (campeã olímpica em 1984 e Hall da Fama tanto da FIBA quanto nos EUA), ele terminou muito bem a sua carreira na UCLA, mas seu físico (magriça, magriça) gerava dúvida se ele conseguiria se adaptar a uma liga que (naquela época) via touros e mais touros dominando a posição de ala-armador. O ano de calouro, com as médias de 10 pontos, 22 minutos e apenas uma titularidade não foi lá muito animador.

reggie3Mas as dúvidas que logo se dissiparam quando Reggie, bem mais forte, rápido e letal nas bolas longas (saltou de 35 para 41% no aproveitamento de fora), voltou voando para o seu segundo ano. Seus 16 pontos de média só não foram mais notados porque o Indiana, ainda em fase de construção de franquia, enlouqueceu e trocou (vejam só) três vezes de técnico naquele campeonato de 1988-1989.

A partir de 1989-1990, com o camisa 31 anotando 24,4 pontos de média, os Pacers sabiam que tinham uma estrela fora do comum em suas fileiras. E trataram e rodeá-lo com talento. Vieram Rik Smits (bom pivô holandês), os técnicos Larry Bird e Larry Brown (certamente o cara que mais tentou fazer Miller marcar com a mesma fúria que atacava a cesta), o armador Mark Jackson, o ala Chris Mullin, o ala-pivô Jermaine O'Neal, entre outros.

reggie5Com Reggie Miller o Indiana foi a final em 1999/2000, perdendo para o Lakers em seis jogos, e tornou-se uma franquia grande, fortíssima, respeitada (jogou o mata-mata entre 1990 e 2006, com exceção do ano de 1997, o último de Larry Brown).

Tudo isso por conta das bombas do camisa 31 que completa 50 anos hoje. Um dos jogadores mais decisivos, frios e explosivos da história do basquete, alguém que conseguiu, em 1993, ter a surreal média de 31 pontos por jogo nos playoffs, quase dez a mais que os 21,2 obtidos por ele na temporada regular. Um cracaço de bola.

Abaixo alguns vídeos de sua brilhante carreira.

OS CLÁSSICOS 8 PONTOS EM 9 SEGUNDOS NO GARDEN CONTRA O KNICKS

O DOCUMENTÁRIO DE SPIKKE LEE, “VÍTIMA'' DE REGGIE MILLER NAQUELA TARDE DE 1995

A DESPEDIDA EM 2005 (JUSTAMENTE CONTRA UM DE SEUS ANTIGOS TÉCNICOS, LARRY BROWN – BROWN EM DETROIT)

MELHORES MOMENTOS DE SUA CARREIRA

O MÁGICO EMPURRÃO EM MICHAEL JORDAN PARA ARREMESSAR, E GANHAR, O JOGO 4 DAS FINAIS DO LESTE EM 1998

PARA EVITAR A ELIMINAÇÃO CONTRA O NETS, EM 2002, BOLA DE TRÊS DO MEIO DA RUA E UMA ENTERRADA CONTRA O CRONOÔMETRO


Michael Jordan ganha ação de US$ 8,9mi por uso indevido de imagem
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Fábio Balassiano

jordan23Um empresário de Chicago teve uma ideia “genial'': usar a imagem de Michael Jordan para tentar aumentar as vendas de seu restaurante de carne (Dominick's). Fez o anúncio ao lado colocando uma oferta (de comida) abaixo do eterno número 23 e de uma bola de basquete. Tudo certinho, né?

Não exatamente. O empresário “só'' esqueceu de pedir autorização de imagem para Michael Jordan. MJ, revoltado, entrou com processo na Justiça de Chicago e ontem mesmo saiu a sentença. Resultado? Pena de US$ 8,9 milhões para o restaurante por usar a imagem de Jordan sem autorização do próprio.

jordan2No final da audiência, Michael Jordan conversou com a imprensa e não deixou de usar o humor para falar de sua vitória: “Estou acostumado a jogar em outras quadras'', em uma referência a palavra court, que em inglês significa quadra e também o local onde acontecem as audiências: “Isso mostra que eu continuarei a proteger a minha imagem ao máximo. É o meu nome que está em jogo, e é algo que lutei muito para alcançar. Não vou deixar ninguém roubar isso'', finalizou.

Jordan disse, obviamente, que não entrou com processo por uma questão financeira, mas sim por essa questão mesmo de proteger a imagem.


A arte da CBB em sempre navegar em mares revoltos
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Fábio Balassiano

bra7Em 2013, após a vexatória campanha na Copa América que acabou eliminando (na quadra) a seleção masculina da Copa do Mundo em 2014 (a vaga seria “conquistada'' através do convite pago – tema que se alongou até este ano com o calote oficial da CBB, né?), Rubén Magnano desferiu declarações contra os atletas que não foram jogar na Venezuela. Se você clicar aqui verá frases de Tiago Splitter (o sempre calmo, ponderado e correto Tiago Splitter) e Anderson Varejão (machucado à época) se defendendo loucamente.

nunes3Foi um período triste e que demonstrava uma falta de governança, gestão e poder de comunicação terrível da Confederação presidida por Carlos Nunes. Nada que surpreendesse, mas chamava a atenção porque expunha atletas, comissão técnica e dirigentes ao público de forma pouco recomendável e que mostrava quão frágil era o diálogo entre todas as partes.

O tempo passou e eu (ingenuamente talvez) pensei que todos haviam aprendido. O ano de 2014 veio, a Copa do Mundo foi jogada na Espanha, em 2015 a situação vexatória do convite da Copa foi sacramentada com a ajuda dos patrocinadores e do COB e parecia que teríamos, enfim, uma temporada calma na seleção brasileira. Vaga olímpica garantida, principais atletas descansando para o Rio-2016, jovens com espaço para se desenvolver em Pan-Americano e Pré-Olímpico, verba do Ministério pingando a gosto e tudo mais. Cenário perfeito, não?

hettsNão exatamente. E não exatamente porque o basquete brasileiro conseguiu voltar às manchetes com mais uma questão de dispensa de atleta (atletas, no caso, já que fala-se de Larry Taylor e Rafael Hettsheimeir – este na foto). Duas matérias (uma da ESPN e outra aqui do UOL) mostram bem isso tudo. Magnano (de novo?) questiona as dispensas de Larry e Rafael publicamente. Os atletas se defendem. Seus clubes precisam emitir notas oficiais. E eu, deste canto e pasmo vendo o circo pegando fogo outra vez, me pergunto: será que estes caras não podem conversar internamente e alinhar suas ações e discursos para evitar este bizarro “vale a pena ver de novo''?

neneQue “paixão'' é essa do basquete brasileiro em permanecer eternamente em crise? Em crise de governança, de diálogo, da instituição. Qual a necessidade de sempre “Discutir a Relação'' no divã das redes sociais da internet? Qual a necessidade de expor, assim, os atletas que pedem dispensa? Será que ninguém lembra o que aconteceu com Nenê na HSBC Arena em 2013? Vai demorar muito para a turma da Confederação Brasileira perceber que seus principais ativos são os atletas? Será que vale continuar a tratá-los desta maneira, jogando-os ao fogo e à sorte da opinião (quase sempre passional) pública? Não é possível que ninguém da CBB pense nisso tudo. Na boa, não é possível.

mar1Insisto: este era um ano para, com a vaga olímpica garantida, ser muito tranquilo. Magnano, ótimo treinador (na quadra), parecia mais leve, a conquista do Pan colocou uma nova geração no radar de todos (Benite, Augusto, Luz, Meindl etc.) e o Ministério aliviou as tenebrosas contas da Confederação com outro aporte financeiro.

O que, porém, estamos assistindo? Mais um festival declarações, contra-declarações, notas oficiais e aquela sensação de Déjà vu. Até quando, basquete brasileiro? Que tal crescer e tratar TUDO de forma profissional? Se não mudar, navegar em mares menos revoltos nesta relação entre entidade, comissão técnica e atletas será impossível.


Magnano faz último corte para fechar seleção masculina da Copa América
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Fábio Balassiano

magnano1A seleção brasileira masculina faz hoje em São Paulo (no Esporte Clube Sírio) o último treino antes de viajar para a Copa América do México (antes do torneio em solo mexicano há a tradicional Copa Tuto Marchand, em Porto Rico, entre 23 e 27 de agosto contra os donos da casa, Canadá, Argentina e República Dominicana). Além do treinamento, Rubén Magnano precisa definir o último corte que fará no grupo que conta atualmente com os 13 seguintes jogadores.

ARMADORES: Rafael Luz, Ricardo Fischer e Deryk Ramos
ALAS: Vitor Benite, Danilo Fuzaro, Marquinhos, Marcus Toledo e Leo Meindl
PIVÔS: Augusto Lima, Olivinha, Giovannoni, Rafael Mineiro e JP Batista

magnano1Aparentemente não haverá corte na armação, com Magnano levando os três jovens (Luz, Fischer e Deryk), levando a crer que o último a se despedir do grupo sairá mesmo da ala ou do pivô – e eu não tenho ideia do que ele fará em relação a isso, sinceramente.

Nomes como Marquinhos (homem de confiança do técnico e um dos mais experientes do grupo), Augusto Lima e Vitor Benite (estes dois os destaques desde o Pan-Americano) estão praticamente garantindo, e só nos resta aguardar para ver como Magnano fecha o grupo que, com a vaga olímpica garantida irá para a Copa América treinar contra rivais bem difíceis e alucinados por garantir a vaga olímpica sem a necessidade do Pré-Olímpico Mundial.

Quem vocês acham que será cortado? Palpitem aí!


Com velhos fantasmas, o novo Basquete Cearense para o NBB
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Fábio Balassiano

cearense1

A temporada 2014/2015 foi uma das mais difíceis da carreira do técnico Alberto Bial. Já sem o apoio da Sky, que havia patrocinado a equipe nos dois campeonatos anteriores, o seu Basquete Cearense conseguiu apenas 8 vitórias em 30 jogos e quase foi rebaixado.

bial2A maré, no entanto, virou e o simpático e animado treinador tem o que comemorar. Chegou o tão sonhado patrocinador (Solar, segunda maior fabricante do Sistema Coca-Cola no Brasil e uma das 15 maiores do mundo) e aí tudo aparentemente mudou. Logomarca nova, identidade visual diferente e atletas de bom nível para fazer boa figura na temporada 2015/2016 do NBB. Aparentemente tudo o que Bial e Espiga, seu auxiliar-técnico de ótimo nível (foi campeão da LDB passada, não custa lembrar), precisam, certo?

bial1Quase isso. Do elenco da temporada passada foi mantido principalmente o bom armador Davi Rossetto (foto abaixo) e chegaram os reforços que prometem dar qualidade ao elenco. Felipe Ribeiro, ídolo local, volta para a equipe. O ala Marcus Toledo, campeão do Pan-Americano, veio, assim como Duda Machado e Audrei. No pivô, Tiagão está mantido e agora terá a companhia de Léo (ex-Franca). Não é, obviamente, um grupo para bater de frente com Bauru e Flamengo na briga pelo título, mas que de cara tira o Basquete Cearense da zona perigosa do rebaixamento. Mas há um fantasma que ainda precisa ser resolvido para que o próximo campeonato comece de forma tranquila para os atletas (e também ex-atletas).

davi1O fantasma da dívida dos salários da temporada passada. De acordo com jogadores ouvidos pelo blog, o atraso chegou a cinco salários, algo inadmissível e que deveria ser cobrado de forma veemente pela Liga Nacional. Sei que o Basquete Cearense trabalha para resolver a situação rapidamente, mas não é algo bacana e que não cabe mais em um NBB que tem parceria com a NBA e que pretende crescer fortemente nos próximos anos. Insisto neste ponto: a LNB precisa ser rigorosa nisso, olhando com firmeza os orçamentos antes de cada temporada e punindo, de alguma maneira, as agremiações que não cumprirem com as suas obrigações.

AAPBAqui, aliás, cabe uma observação. Nem falo mais da Associação de Atletas, porque já se viu que de lá não sairá nada, absolutamente nada mesmo enquanto as mentes que a comandam forem as mesmas – tão relaxadas e passivas assim. Se fosse realmente séria, pararia as atividades do basquete do país até que TODOS os salários da temporada passada fossem acertados. Não é só o Basquete Cearense que terminou sem pagar aos atletas, sabemos. O que, aliás, espera a Associação para tomar uma atitude firme em relação a este e demais graves problemas?

marcus1A notícia do novo patrocinador é excelente e torço muito para o Basquete Cearense ter sucesso. É uma praça importante, que conta com dois treinadores em busca de mais reconhecimento (Bial e Espiga), com um novo elenco (há Marcus, inclusive, jogador de seleção brasileira – foto ao lado) e que agora terá um time à altura para brigar por algo maior que lutar contra o rebaixamento. Isso é ótimo.

Espero, apenas, que os problemas do passado sejam resolvidos e que a situação adminstrativa não seja tema deste blog daqui pra frente. Que falemos apenas do ataque, da, das cestas do time, e não dos problemas financeiros com atletas.