Bala na Cesta

O prêmio de Vitor Benite e a reformulação do Flamengo
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Fábio Balassiano

benite1Terminou a passagem de Vitor Benite no Flamengo. Como coloquei ontem em primeira mão no Facebook, o ala-armador, entrevistado aqui semana passada e destaque maior da seleção brasileira que ganhou o Pan-Americano em Toronto (18,5 pontos), recebeu propostas do exterior e acertou a saída do rubro-negro.

Ainda não se sabe ao certo o destino de Benite, mas cogita-se que o espanhol Murcia (clube de Augusto Lima e ex-agremiação de Raulzinho) seja o favorito a contratar o brasileiro, com o francês Limoges (ex-time de JP Batista) correndo por fora na negociação. Nos próximos dias o atleta deve divulgar tudo, mas por enquanto vale analisar a situação de duas formas.

benite2Em primeiro lugar, pelo jogador. Vitor Benite surgiu muito bem no Pinheiros, teve duas ótimas temporadas em Franca, foi a Limeira e depois disso veio para o Flamengo. Teve um primeiro ano muito bom, mas em sua segunda temporada sofreu uma grave lesão no joelho (aqui). Ficava a dúvida sobre como seriam seus próximos passos. Que vieram. E foram ótimos.

O ala-armador, hoje com 25 anos, recuperou-se, foi peça fundamental do time no título mundial (marcando o norte-americano Jeremy Pargo na final contra o Maccabi Tel-Aviv) e terminou a temporada passada como um dos melhores jogadores da equipe campeã do NBB. Veio o Pan, o rendimento melhorou ainda mais e ficou claro que Benite chamaria a atenção do basquete europeu. Ser contratado por uma boa equipe (como é o caso do Murcia, seu provável destino) é um prêmio pela sua recuperação, pelo seu (alto) nível de exigência e também pela evolução acelerada dele nos últimos anos. O basquete do velho mundo é melhor que o brasileiro, e não há mal em um jogador muito bom (e jovem) querer testar novos cenários. É assim no futebol também e enquanto o panorama de forças não mudar o Brasil perderá sempre seus melhores valores. Faz parte do negócio.

neto2Do outro lado da equação está o Flamengo. Tricampeão do NBB, o time de José Neto perdeu dois titulares (Nicolas Laprovittola e agora Vitor Benite) e dois reservas (Cristiano Felício, que irá para o Chicago Bulls, da NBA, e Walter Herrmann, contratado pelo San Lorenzo argentino) para a próxima temporada. Contratou, e bem, Rafael Luz para o lugar de Laprovittola e JP Batista para a rotação do garrafão, mas obviamente precisará trazer um jogador à altura de Benite para a ala caso queira se manter entre os favoritos do NBB. O mercado brasileiro está praticamente “fechado'', com poucas opções, e o natural é que a diretoria rubro-negra busque algum atleta internacional.

neto1Disputando as principais competições nos anos da Era Neto (finais de NBB, Liga das Américas, Mundial etc.), as peças principais ficaram visadas e chamaram a atenção da Europa e também da NBA, abrindo buracos no elenco para a próxima temporada.

Para o rubro-negro é hora de se reinventar. Se reinventar com Rafael Luz, Marquinhos, Gegê, Marcelinho, JP Batista, Olivinha e Jerome Meyinsse. A base está lá, formada e fortíssima. Agora é hora de, para manter o alto nível, reforços pontuais chegarem. Não é o cenário ideal, mas o Flamengo acaba “pagando'' pelo bom trabalho que tem feito nos últimos anos.


O reformulado Sacramento Kings – será que agora a franquia sai do buraco?
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Fábio Balassiano

coach1A temporada passada começou animada para o Sacramento Kings. Com DeMarcus Cousins dominando o garrafão, a franquia abriu o campeonato com 6-4, colocou o técnico Michael Malone como uma boa novidade nas pranchetas e dava a entender que brigaria por vaga no playoff. Cheguei a escrever sobre a evolução da equipe em 18 de novembro, mas depois disso a maionese desandou legal.

vivekE desandou porque o novo dono do Sacramento (Vivek Ranadivé – na foto) fez birra com Malone, disse que seu estilo de jogo não lhe agradava (Vivek queria mais velocidade e transição) e em menos de um mês o demitiu. Não havia razão técnica e nem de resultado para tal, mas sim algo que o patrão não estava gostando. O que aconteceu então? O Kings voltou a ser o Kings, perdendo loucamente, caindo sem controle e fechando a temporada com decepcionantes 29-53 apesar da chegada de George Karl, novo treinador.

nancyPara a temporada 2015/2016, mais uma tentativa de voltar a ser forte. Vlade Divac, novo manda-chuva das operações de basquete da equipe e um dos maiores ídolos da agremiação (foi um ótimo pivô naquele time que tinha Mike Bibby, Doug Christie, Peja Stojakovic, Chris Webber e ele), abriu os cofres e também as chaves de novas ideias. Trouxe Anthony Carter (ex-armador do Denver) para assistente-técnico e Nancy Lieberman (foto) para a mesma função (Hall da Fama como atleta e treinadora, ela será a segunda mulher a exercer o cargo na NBA – a primeira foi Becky Hammon, do Spurs), e afirmou que a cultura da franquia precisaria mudar para que as vitórias voltassem a acontecer.

divacPara isso Divac (na foto com Vivek) foi ao mercado com carta-branca pra investir. Pegou um avião atrás do outro, conversou com meio mundo e se deu bem. Trocou Nik Stauskas (ala escolhido no Draft passado a pedido de… Vivek Ranadivé), mas trouxe Rajon Rondo, Caron Butler, Marco Belinelli, Kosta Koufos e o irmão de Stephen Curry (Seth). Com as manutenções de DeMarcus Cousins, Rudy Gay, Omri Casspi, Darren Collison, Ben McLemore e o recém-chegado calouro Willie Cauley-Stein o elenco fica forte e tudo leva a crer que será, sim, capaz de brigar por uma vaga no playoff do Oeste.

divac1O problema, ainda, é a “fama'' recente do Sacramento. O elenco é bom, o técnico é experiente, a torcida começa toda animada, mas do nada alguma coisa inacreditável acontece e os resultados bons se transformam em um mico retumbante. Desta vez, ao menos, Divac parece pronto para atuar como dirigente e bombeiro, evitando que a crise se prolongue. Com este grupo de jogadores que mescla juventude e boa dose de experiência dá, muito bem, para os Kings voltarem a uma pós-temporada que não frequentam desde 2005/2006.

Aparentemente basta que os jogadores não se lesionem e que o dono fique afastado das decisões de basquete.


Com clínica de técnicos da NBA, LDB vê Minas, Pinheiros e Limeira invictos
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Fábio Balassiano

lucas1Terminou a primeira fase da Liga de Desenvolvimento de Basquete. Disputada em Uberlândia pelas 24 equipes (23 times e mais a seleção brasileira Sub-17 que se prepara para o Sul-Americano e teve 2-5), a competição viu Minas, Pinheiros e Limeira terminarem invictos (7-0).

Nesta etapa inicial, contudo, os destaques não ficaram apenas pelas atuações de bons atletas como Lucas Dias (foto), ala do Pinheiros, Danilo Fuzaro, ala-armador do Minas convocado por Rubén Magnano para a seleção principal e bem cotado no último Draft, Arthur Pecos (confiável armador do Paulistano), Maique (ala-pivô de Macaé e uma máquina de duplos-duplos) e Georginho (armador pinheirense cotado para ser escolhido no último Draft da NBA e monitorado pelas franquias da liga norte-americano para as próximas seleções).

ldb1Além da molecada, houve uma interessante clínica de dois técnicos da NBA para os jogadores e também para os treinadores presentes. Fruto da parceria da Liga Nacional de Basquete (LNB) com a liga norte-americana, a LDB viu Bryan Gates, assistente técnico do New Orleans Pelicans (NBA), e Kevin Burleson, técnico de desenvolvimento do Houston Rockets (NBA), compartilhando conhecimento para atletas e também técnicos.

bassul“A cada edição da LDB procuramos introduzir coisas novas para melhorar o desenvolvimento dos atletas. Nessa conseguimos trazer os profissionais da NBA. Ao mesmo tempo os técnicos também vão recebendo informações de duas formas: a primeira por estar atuando nas atividades, e a segunda é que no último dia o Bryan (Gates) deu uma clínica exclusiva para eles (treinadores)'', disse Paulo Bassul, Gerente Técnico da LNB.

No vídeo abaixo (ou aqui) você pode ver um pouco de como foi a clínica dos técnicos da NBA em Uberlândia (e a iniciativa, mais uma boa da Liga Nacional, merece aplausos) A próxima etapa da Liga de Desenvolvimento será a partir de 25 de agosto em três sedes diferentes e contará com quatro jogos para cada equipe.

Técnicos da NBA dão clínica a jovens talentos do Brasil


Convocação pro Pré-Olímpico ‘indica’ que vaga no Rio-2016 está garantida
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Fábio Balassiano

ruben1A Confederação Brasileira anunciou a convocação da seleção masculina para o Pré-Olímpico do México (31/8 a 12/9). Rubén Magnano chamou 15 atletas e sua lista dá a entender que a vaga olímpica está garantida.

E explico: dos 15 nomes não há nenhum jogador da NBA (Leandrinho, Splitter, Nenê etc.), Marcelinho Huertas e os também experientes Alex, Giovannoni e Marcelinho Machado (homens de confiança do treinador). Aí vem o básico: caso Magnano tivesse uma mínima dúvida se a FIBA garantiria o Brasil na Olimpíada de 2016 no começo de agosto em sua reunião não creio que o treinador NÃO ousaria deixar suas principais estrelas de fora do Pré-Olímpico.

bras3É óbvio que não dá pra garantir, até porque essa relação entre CBB e Federação Internacional azedou muito depois que a Confederação Brasileira deu o famoso e pouco bacana calote na FIBA na questão do convite pra Copa do Mundo masculina de 2014, mas acho pouquíssimo provável que Magnano e a entidade máxima do esporte no país não tenham recebido uma sinalização positiva em relação a aceitação da proposta feita pelos dirigentes brasileiros em Toronto. O técnico, tão precavido, certamente não correria um risco desnecessário caso não tivesse uma confirmação cristalina (e isso é uma opinião minha, não uma informação, que fique claro).

luz1Com isso, a convocação (ótima por sinal) manteve a jovem (e forte) base do Pan-Americano de Toronto (time conquistou o ouro), trouxe os não menos jovens Deryk Ramos (armador de Limeira), Danilo Fuzaro (ala do Minas) e Ronald (pivô do Brasília), e colocou o ala Marquinhos, do Flamengo, para dar um pouco mais de força e sustentação na ala a um time que ganhará bastante rodagem jogando contra equipes fortíssimas no Pré-Olímpico (exatamente o que essa molecada precisa mesmo). Aliás, o interessante é que tudo leva a crer que Rafael Luz, Benite e Marquinhos, prováveis titulares das posições 1 a 3, são jogadores do Flamengo (Rafa Luz – foto – foi anunciado ontem e chega para o lugar do argentino Nicolas Laprovittola, que vai para o lituano Rytas mesmo).

olivAbaixo a lista completa:

Armadores: Rafael Luz, Deryk Ramos, Ricardo Fischer e Larry Taylor

Alas: Vitor Benite, Marquinhos, Leo Meindl, Danilo Fuzaro e Marcus Toledo

Pivôs: JP Batista, Olivinha, Ronald, Rafael Mineiro, Rafael Hettsheimeir e Augusto Lima

Gostou da lista? Melhor que a convocação em si é, aparentemente, constatar que enfim a vaga olímpica para o basquete brasileiro saiu mesmo, né? Comente aí!


Herói do ouro, Benite fala da conquista do Pan e planeja próximos passos
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Fábio Balassiano

benite1Ninguém tem dúvida que Vitor Benite foi um dos melhores jogadores da seleção brasileira que conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto no sábado passado. Aos 25 anos, o ala-armador do Flamengo terminou a competição com 18,5 pontos e foi uma das peças fundamentais do time de Rubén Magnano. De volta ao Brasil e aguardando a convocação para o Pré-Olímpico do México, ele conversou com o blog sobre o torneio no Canadá, o magnífico jogo contra os Estados Unidos, os próximos passos de sua carreira, sua incrível evolução na temporada do Flamengo e planos futuros. Confira!

bra5BALA NA CESTA: Você foi sem dúvida alguma um dos destaques do Brasil no Pan-Americano. Pouca gente lembra, mas dois anos atrás você fez parte do grupo que não foi bem naquela Copa América da Venezuela. O que mudou em você de uma maneira particular e neste grupo do Pan de maneira mais ampla ?
VITOR BENITE: Primeiramente em mim mudou muita coisa. Eu passei por muito aprendizado desde aquela época. Tive uma cirurgia no joelho, tive que enfrentar muitos desafios novos em relação a superação, a ficar muito tempo sem jogar, a desconfiança, a ter uma dúvida grande. Tudo o que um atleta passa. E além disso tudo teve a Copa América, como você citou. Mas depois de passar por esses obstáculos eu me fortaleci. Hoje sou mais confiante, mais focado, sei lidar melhor com as coisas ruins, resultados. E no grupo eu acho que essa seleção que se juntou tinha muita vontade de dar um recado, de mostrar um basquete coletivo, solidário, bem jogado defensivamente e ofensivamente altruísta e sempre se importando com quem estava mais livre pra chutar. Jogamos soltos e muito focados. Estávamos muito confiantes e todos com vontade de se estabelecer dentro da seleção brasileira. De 2013 pra cá acho que foi isso que mudou e estas qualidades do grupo que te apontei foram fundamentais para que pudéssemos ganhar o Pan.

benite2BNC: O jogo contra os EUA foi o melhor jogo da sua vida? O que você sentiu jogando aquela partida? Foram 8 bolas de 3, 34 pontos, parecia em outra dimensão aquela noite.
BENITE: O jogo contra o EUA foi o melhor da minha vida, sim. Pelas circunstâncias todas. Fazer 34 pontos contra uma equipe com uma camisa tão forte, com jogadores que já tinham passado por Euroliga, com uma história, e eu ter conseguido fazer aquela partida foi realmente muito bacana. Mas insisto no ponto: o mais gostoso daquele dia foi ver como o time estava vendo o meu bom momento e todos me procurando, me abastecendo para pontuar. Não havia egoísmo. Me senti numa das melhores noites da minha carreira. Além da bola estar caindo legal havia uma sintonia impressionante com todos. Isso foi o mais legal e que ficará marcado para sempre na minha cabeça.

benite1BNC: Com as suas atuações no Pan seu nome ficou muito em voga no mercado internacional (foi elogiado inclusive por Marc Stein, um dos jornalistas mais conceituados do mundo e que cobre a NBA há tempos). Você recebeu propostas? Jogar na Europa mexe muito com você ou hoje encara como algo natural?
BENITE: Foi muito bacana essa repercussão, muita coisa sobre mim apareceu e as pessoas puderam ver exatamente como eu jogo. O Pan tem uma visibilidade bacana e muito foi falado por mim. Houve, sim, alguns times falando, mas encaro uma eventual ida para a Europa como algo natural e que se acontecer vou pensar em caso de receber uma proposta. Sou muito feliz no Flamengo e valorizado no Brasil. Tenho vontade, sim, de um dia ir para a Europa. Quando chegar uma proposta concreta vou sentar, analisar e ver se é uma situação bacana. Precisa ser de forma natural.

bras5BNC: E a importância do Magnano pra este jovem grupo que foi ao Pan ? Escrevi que foi o melhor time desde que ele chegou a seleção e de longe pareceu haver uma empatia incrível entre todos vocês.
BENITE: O Magnano tem uma importância muito grande por ser um cara que trouxe uma filosofia diferente. Tanto de jogo quanto de convivência entre todos nós. E é um treinador que nos cobrou para melhorar, para buscar o jogo que conseguimos no Pan. Ele sempre pediu jogo coletivo, confiante, com muita raça. Ele passou a mensagem e creio que o grupo todo comprou a ideia para transformar naquilo que vocês viram. Todos queriam muito o título, provar a capacidade da equipe. O Magnano foi o grande comandante para fazer tudo dar certo.

bras1BNC: Depois do Pan você recebeu alguma mensagem que te emocionou? A gente sabe que a Paula tinha seu pai como ídolo e tem muito carinho por você.
BENITE: Recebi através do meu pai uma mensagem da Paula e isso me deixou muito feliz, sim. Ela foi falando com meu pai durante os jogos e isso foi muito bacana. A mais emocionante mesmo foi a da minha família, que viu os jogos juntos e depois da final me mandou uma mensagem. Sentir a felicidade deles por um objetivo alcançado foi algo que mexeu muito comigo. A gente conquistou tudo junto e logo depois do jogo ter recebido aquela mensagem foi a mais emocionante possível.

benite2BNC: Você falou de um tema e queria retomar. Queria que você falasse dessa superação da cirurgia e de como foi atravessar a dúvida que passa por todos que sofrem este tipo de lesão. Você fez algum trabalho com psicólogo, essas coisas? Ou foi tudo força de vontade sua para melhorar?
BENITEAs dúvidas acontecem porque quando você volta pra quadra tem aquela desconfiança natural. Seu corpo precisa se adaptar a alguns movimentos, você precisa perder o medo de fazer alguns movimentos, principalmente aqueles que se parecem com o que lhe causou a lesão. Na verdade você passa por um processo que vai reaprendendo algumas coisas. O principal trabalho que eu fiz não foi com psicólogo, não. Foi vir mesmo para ficar perto de casa, da família. Moro longe de casa faz tempo e estar ao lado das pessoas que amo foi muito importante. Vim me tratar em casa, com meus amigos, com meus pais por perto. Os dois primeiros meses pós-cirurgia eu comi tudo o que eu queria, fiquei bastante com meus amigos e tentei aproveitar ao máximo as pessoas para tentar ficar mais feliz, alegre, mesmo em um momento complicado. Queria passar por aquela fase bem de cabeça. Além disso tive uma força de vontade grande. Todo atleta é movido a isso. Eu sabia que voltaria mais forte. Precisava ter paciência e passar degrau por degrau. Não tentar queimar etapas, essas coisas. Sabia que ia demorar e precisava ter tranquilidade para subir aos poucos até uma fase boa.

benite1BNC: Quão importante pra você ter brilhado na seleção foi ter fechado bem a temporada com o Flamengo? No começo do NBB você era uma opção vindo do banco, tornou-se titular no começo de 2015 e fechou a temporada como campeão e peça fundamental do NBB.
BENITE: Foi fundamental, fundamental mesmo. Foi uma temporada no Flamengo com várias fases como você disse. O começo da temporada eu ainda tinha problemas no joelho. Ele inchava, tinha dores e em muitos jogos eu não entrava devido a isso. Quando naturalmente isso tudo foi passando eu fui melhorando meu físico, minha confiança e meu jogo foi crescendo. A equipe, da comissão técnica, atletas e médicos, passou a me dar muita confiança e as coisas foram fluindo. Quando você faz uma temporada assim no seu clube, sendo campeão do NBB no final dela, você chega na seleção confiante. Em bom ritmo de competição e também preparado psicologicamente. Era, então, uma questão de manter o foco para o momento esperado na seleção. O Flamengo foi essencial para eu chegar bem à seleção.

benite2BNC: Quando você chegou ao Flamengo acho que fui um dos primeiros que o entrevistou. E levei uma paulada por e-mail (no bom sentido) do seu irmão depois escrevi que sentia que você, pela qualidade que tinha, poderia estar optando por ir a um time grande para ser uma segunda opção ao invés de uma equipe em que poderia ser o líder técnico. Olhando hoje, três anos anos depois da sua escolha pelo clube da Gávea, como você enxerga os passos da sua carreira e o seu momento atual ? Você já se considera hoje uma “estrela'', no sentido de saber a responsabilidade de protagonista que sua qualidade lhe coloca? Seu irmão ainda liga pra blog?
BENITE: (Risos) Desde que eu fui para a Gávea eu não fui pensando em ser uma segunda opção. Eu fui pensando em jogar em uma equipe competitiva e que disputaria títulos. Foi assim que eu pensei quando vim ao Flamengo. Precisava da pressão, da cobrança de estar em um time grande e do dia a dia treinando contra grandes jogadores. Este embate diário te faz crescer também. O Flamengo me proporciona isso. Ganhamos muitos torneios, assumi um papel de protagonismo em algumas vezes em um grupo muito qualificado e acredito que isso tudo fez com que eu crescesse ao longo destes três anos em todos os aspectos do jogo. Desde a parte técnica, passando pelo físico e também no psicológico. Mentalmente eu precisava estar preparado para jogar bem no meio de tantos jogadores de qualidade. Creio que fui muito feliz com estas escolhas. E, não, não me considero uma estrela. Sou um jogador de grupo com uma responsabilidade dentro do Flamengo. E gosto disso. Espero manter isso e crescer o quanto for possível. E meu irmão e minha família leem tudo o que sai sobre mim. Vão me defender sempre com unhas e dentes pois eles conhecem e fazem parte da minha carreira. Eles vão ficar em cima sempre, não tem jeito (risos).

benite1BNC: Conhecendo a sua exigência e seu alto nível de cobrança, em quais partes do seu jogo você pode evoluir mais?
BENITEPor você saber que eu me cobro muito eu não posso dar uma resposta muito clichê, né? Então vamos lá. Pensando agora eu gostaria de continuar melhorando minhas infiltrações, o passe para achar os companheiros livres, a defesa, o físico. Tem muita coisa ainda. Eu vou chegar a falar aquele famoso “eu preciso melhorar em tudo'', mas é por aí mesmo.

beniteBNC: Esta pergunta é meio lugar-comum, mas difícil de fugir. Jogar a Olimpíada de 2016 sempre esteve em seu radar, obviamente. Com o Pan que você fez e com a provável convocação para o Pré-Olímpico do México atuar no Rio-2016 ficou mais próximo?
BENITE: Eu acho que deixa mais próximo, mas eu tento não ficar muito atrelado a isso. O que já passou já foi. Preciso focar no presente e nos próximos passos. As Olimpíadas do Rio de Janeiro serão uma consequência do que já fiz e do que ainda farei até lá. Fico muito feliz de estar sendo reconhecido, de estar me sentindo bem em quadra e é isso que vou tentar manter para chegar aos meus objetivos.


Podcast BNC: O Basquete do Brasil no Pan-Americano
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Fábio Balassiano

No Podcast desta semana, Pedro Rodrigues e eu falamos das duas seleções brasileiras no Pan-Americano de Toronto. O ouro da masculina e o mico da feminina. As análises estão no programa desta semana. Só clicar pra ouvir!

Se preferir, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!


Com verba do Ministério, falta de competência da CBB é premiada outra vez
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Fábio Balassiano

Me3Divulguei aqui ontem que o Ministério do Esporte disponibilizou a animada quantia de R$ 7 milhões para a CBB por meio de convênio até o final da Olimpíada de 2016. Pesquisei e vi, lá, uma série de valores altos de hospedagem, transporte aéreo, lavanderia, entre outras coisas. Isso assusta muito. Mas sabe o que assusta mais ainda? Ver que a Confederação Brasileira consegue receber um montante altíssimo como este mesmo com tudo o que (não) tem feito nos últimos anos no país.

cbb3Quem acompanha este blog com afinco sabe que ano após ano divulgo aqui o Balanço Financeiro da entidade máxima do basquete brasileiro. E ano após ano a dívida só faz crescer, numa clara e indelével prova de quão ruim é a gestão do presidente Carlos Nunes à frente da CBB desde 2009 (ano em que foi eleito para seu primeiro mandato – em 2013 foi reeleito para o segundo). Não custa lembrar: a Confederação fechou 2014 com mais de R$ 13 milhões de negativo na conta e uma série de problemas gravíssimos inclusive com órgãos do governo (mais de R$ 2,5 milhões entre INSS e Imposto de Renda). Deve a meio mundo, inclusive a Federação Internacional de Basquete por um convite para o Mundial masculino de 2012 que pode custar a vaga olímpica ao país em 2016.

cbb1E como o Ministério do Esporte responde a uma gestão tão ruim? Responde premiando-a com um convênio de R$ 7 milhões. É quase como se Carlos Nunes falasse assim à sociedade: “Faço as maiores loucuras do mundo na gestão técnica, administrativa e financeira, tem um pessoal que me critica, mas no final eu sempre consigo mais grana do Governo Federal''. É um exagero, obviamente, mas Nunes pode se orgulhar bastante de ter recebido mais de R$ 24 milhões em convênios do Ministério do Esporte desde 2009 para (agora) 11 projetos aprovados (amplie a foto ao lado).

nunes1Para uma entidade que cuida tão mal de grana é no mínimo um contrassenso ser agraciada com valores tão altos assim nos últimos anos, não? Infelizmente o Ministério não pensa assim e continua a pingar grana e mais grana nos endividados cofres da Confederação Brasileira chancelando, aplaudindo, garantindo e incentivando uma das piores gestões que o esporte brasileiro vê nos últimos anos. Tento, mas não consigo entender qual é o motivo para isso. É como se um pai desse um carro do ano para seu filho que acaba de ser reprovado na escola no final do ano. Não é a melhor maneira de educar, certo?

Pois é exatamente isso que o Ministério faz com uma de suas filiadas. A CBB de Nunes faz tudo errado. Falta transparência, falta gestão, falta credibilidade, falta planejamento, falta ação, falta de tudo um muito. E mesmo assim recebe muita grana pública. Como explicar isso? Sinceramente é algo que não consigo pois é muito incompreensível. Não é questão de querer ver o esporte que a gente tanto ama na lama. Mas sim de ver o dinheiro público aplicado da melhor maneira possível e em entidades que realmente merecem.

nunes3Há alguns anos Nelson Rodrigues escreveu que toda nudez seria castigada. No basquete brasileiro, parafraseando o mestre, a má gestão acaba sendo premiada. Premiada com um derramamento de dinheiro público assustador. Premiada com um dinheiro público assustador em uma entidade cuja gestão é terrível. Premiada com dinheiro público em um momento de crise econômica grave no país. Premiada com dinheiro público em um momento em que todo país fala em ajuste fiscal, em segurar gastos, em frear investimentos. A lógica do investimento do Ministério do Esporte na CBB, porém, é não ter a mínima lógica.

tristeza3Os R$ 7 milhões que pingarão na conta da CBB até o final das Olimpíadas de 2016 (infelizmente) são a cara do Brasil. A cara de um Brasil que não queremos. A cara de um Brasil que está literalmente quebrado. A cara de um Brasil que premia gestões ruins com mais e mais dinheiro público.


Ministério assina convênio com a CBB – valores chamam a atenção
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Fábio Balassiano

Me3O Ministério do Esporte anunciou convênio com a Confederação Brasileira de Basketball na tarde de ontem. De acordo com nota oficial do ME (mais aqui) a pasta do Ministro George Hilton liberará R$ 7 milhões para a entidade máxima da modalidade (cerca de R$ 2,5mi já para 2015).

Aqui, aliás, já cabe um aviso antes da minha análise completa desta situação (virá em texto posterior, prometo a vocês): o convênio refere-se apenas a preparação da seleção brasileira masculina visando às Olimpíadas de 2016. A grana (federal e “carimbada'', como se diz no meio) não pode, portanto, ser utilizada para qualquer outra coisa que não o que está descrito no convênio cuja proposta 36051/2014 pode ser analisada no site oficial do SICONV (clique em 'Acesso Livre', 'Consultar Propostas' e colocar o número descrito acima). Para a dívida com a FIBA, referente a Copa do Mundo de 2014, portanto, não é possível com a verba deste convênio.

me2Sobre o convênio, foi abrindo as contas (amplie a imagem ao lado caso queira) que me assustei um pouco. Não sou especialista em Convênios do Ministério do Esporte (ou de qualquer Ministério), mas há algumas coisinhas descritas no acordo que fará com que a Confederação Brasileira receba R$ 7 milhões que chamam a atenção. Vamos lá:

financas23a) As linhas 18 e 19 falam em “Contratação de Coordenação administrativa financeira'' e “Contratação de Assessoria Juridica“. Para a parte financeira, em um período de 15 meses serão R$ 300 mil (R$ 20 mil/mês). Para a Jurídica, R$ 150 mil (R$ 10 mil/mês) pelo mesmo tempo. A que se refere isso exatamente? A CBB não possui departamentos próprios nas duas áreas? Pelo visto o Ministério concordou em ceder grana pública para serviços administrativos e jurídicos na Confederação.

b) Os custos de toda comissão técnica tampouco ficam longe de chamar a atenção. Não pelo valor total de R$ 1.111.500,00, mas sim pelo período compreendido. Entre 7/8 e 31/12/2015 (linha 2) a comissão receberá R$ 427.500,00 divididos entre “Administrador, Assistente Técnico 02, Preparador Físico, Assistente de Preparador físico, Fisioterapeuta 02, Médico, Fisiologista, Nutricionista e Massagista“. Na linha 10, os mesmos funcionários da CBB receberão R$ 684.000,00, só que pelo período de 7/8 a 20/9/2016 (fim dos Jogos do Rio-2016). Não entendo como há esta intersecção de datas e custos. E mais: todos estes profissionais estarão recebendo salários mesmo com a temporada de clubes acontecendo? Ou o montante estará escalonado apenas para o período de seleções?

financas31c) Nunca lavei roupa em hotel, mas se há uma despesa que chama a atenção neste convênio é a de lavanderia. O item aparece 10 vezes no convênio entre as linhas 1 e 19, com valor total de R$ 646.600,00 até o final das Olimpíadas de 2016. Será que nas cidades que a seleção vai passar (São Paulo, Brasília, Buenos Aires, San Juan, de Porto Rico, Cidade do México e depois Rio de Janeiro) não há locais menos custosos para se lavar roupa? Apenas na Cidade do México, onde se jogará o Pré-Olímpico, o custo total de lavanderia será de R$ 149.760,00. Muita coisa, não?

financas28d) Transporte aéreo é outro item que aparece em 10 ocasiões das linhas 1 a 19. O valor total das viagens chega a R$ 1.536.553,47. O montante não salta tanto aos olhos quanto alguns detalhes. Vamos lá: a programação da seleção brasileira até a Copa América do México contempla um período de treino em São Paulo (7 a 13/8) com uma viagem a Brasília para um torneio internacional em Brasília no meio disso (7 a 9/8), um Super 4 na Argentina (14 a 16/8), a Copa Tuto Marchand em Porto Rico (20 a 22/8) e a própria Copa América no México de 25/08 a 6/9. Não fica claro, pelo site do Ministério/Convênios, qual será o itinerário da equipe nacional, mas aparentemente a seleção não volta de San Juan (Porto Rico) para São Paulo, viajando depois para a Copa América no México. O normal é sair de Porto Rico direto para o México (ficam pertinho…). Os valores, porém, estão assim descritos: R$ 398 mil de viagem para a Copa América e outros R$ 299 mil para viajar para Porto Rico. São quase R$ 700 mil só nestas duas linhas. Muitão, hein…

financas14d.1) Uma perguntinha importante: em competições oficiais a organização (FIBA Américas, por exemplo) não paga hospedagem e transporte aéreo? Até onde eu sabia era assim que funcionava. Alguma coisa mudou?

d.2) Por que quando a seleção brasileira viaja para torneios em Buenos Aires (R$ 78.400) e Porto Rico (R$ 72.680) o custo de hospedagem é baixo, mas quando joga em Brasília este valor de hospedagem aumenta sobremaneira (para mais de R$ 352 mil)? Qual o motivo desta diferença? O Torneio em Brasília contempla o pagamento das hospedagens das seleções que participarão do evento? E quanto o Brasil viaja o pagamento fica… com o Brasil também? Não entendi bem…

financas7e) Há um item na linha 17 que é estranho também: há um custo de mais de R$ 155 mil para hospedagem nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Peraí: atletas e comissão técnica não ficam na Vila Olímpica? Como explicar um custo deste tamanho?

f) Itens como diárias de atletas e seguro dos jogadores não estão contemplados no Convênio. Não sei exatamente o motivo.

São dúvidas que me ocorreram quando li, do começo ao fim, o convênio liberado pela pasta do Ministro George Hilton para uma Confederação Brasileira endividada, sem nenhum plano de gestão e com problemas inclusive de tributos.


Nas palavras de Magnano, a dura realidade do basquete brasileiro
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Fábio Balassiano

magnano1“A medalha é real. Mas a estrutura do basquete brasileiro precisa melhorar muito mais para fazermos relação com os resultados''. Esta frase poderia ser dita por um analista que acompanha a modalidade a fundo. Poderia ser dita até por algum dirigente da oposição (se é que há oposição de algo neste país). Mas foi dita por Rubén Magnano, técnico da seleção masculina. E minutos depois do ouro pan-americano ter sido conquistado com brilhantismo no sábado por seu time. Não creio que precise nem me alongar muito para explicar o que as suas palavras querem dizer, certo? Ele foi bem claro e direto ao ponto.

ruben1O principal mesmo é tentar entender como as palavras (duras e sinceras) de Rubén Magnano podem se transformar em ação – e não em lamentação como se faz por aqui a cada segundo. Magnano que faz um trabalho bem bom na quadra mas que sofre bastante por não conseguir colocar tudo o que sabe justamente porque falta organização e gestão por parte de sua contratante (vide o caso da FIBA com a vaga ao Rio-2016). Seu diagnóstico do cenário em que o esporte se encontra é perfeito, bate bem com o que este espaço fala há anos e merece ser levado em consideração de maneira profunda e séria por quem dirige o basquete brasileiro.

bra7Falta alguém da Confederação puxar a cadeira para iniciar uma salutar discussão em torno da modalidade. Ora bolas, mesmo com uma assustadora dívida (mais de R$ 13 milhões ao final de 2014) ainda seguem surgindo jovens com potencial nas divisões de base. A pergunta, aliás, é bem óbvia e precisa ser feita: em um país de 200 milhões de habitantes como fazer para que o surgimento de novos Caboclos, Raulzinhos, Bebês, Benites e Meindls seja regra, e não exceção?

bra8A Liga Nacional, através do NBB e principalmente da Liga de Desenvolvimento (LDB), consegue estancar um pouco o problema com um trabalho acima da média, mas o basquete brasileiro só dará um salto de qualidade real quando houver união não de forças, mas de trabalhos (cada um em sua área) entre a fraquíssima CBB, clubes, LNB e Federações.

olivTodos precisam estar literalmente na mesma página, navegando de maneira tranquila e sabendo o que deve ser feito para que o resultado final seja bom para todos. Por enquanto sabemos bem em que lado está o problema. Mesmo com todas as mazelas o potencial (atlético e técnico) sobra por aqui e acho que isso está claro para todo mundo (e 'mundo' não é força de expressão, mas sim o que todos os países falam do Brasil e dos jogadores brasileiros).

bra2Só que ainda falta bastante coisa para, como bem disse Magnano, relacionar organização a resultados. Falta, sobretudo, ter a certeza que mais e mais atletas surgirão no basquete, não nos preocupando loucamente com renovação durante um ciclo olímpico. Nos questionamos dia após dia se não vale a pena lançar um jovem de 19, 20 anos no lugar de um veterano de 33 ou 34 anos simplesmente porque não se tem a certeza de quando a fonte milagrosa de revelação de talento irá secar. Como secou no basquete feminino (e estamos vendo o que acontece quando a fonte seca…).

Enquanto a mistura de organização, planejamento e fomento a clubes não acontecer vamos continuar a depender de uma ou outra ação das agremiações formadoras e dos bons trabalhos nas seleções. Como é o de Rubén Magnano na seleção adulta.


Os meus 12 para o Pré-Olímpico masculino – quais seriam os seus?
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Fábio Balassiano

magnano1O Pan-Americano já é passado para a seleção masculina (e um passado feliz). Agora é hora de pensar no Pré-Olímpico que acontecerá no México entre 31 de agosto e 12 de setembro. Não custa lembrar: até o momento ainda não se sabe se a FIBA dará a vaga direta ao Brasil para as Olimpíadas de 2016. Sendo assim, o torneio na Cidade do México vale muito.

Aí há um quebra-cabeça que o técnico Rubén Magnano tem em mãos. O que fazer com a lista que deve ser divulgada muito em breve? Seu grupo no Pan-Americano se encaixou maravilhosamente bem. Levá-lo, integralmente, ao Pré-Olímpico, porém, é um risco desnecessário (e não é por aí mesmo). O nível do torneio no México será outro, mais alto e como não há vaga garantida o melhor mesmo a se fazer é convocar os melhores.

magnano2Comecei a escrever meus nomes e coloco abaixo os 12 jogadores que EU convocaria para o Pré-Olímpico. O critério foi: todos que estão em condição física poderiam ser incluídos na minha convocação (Anderson Varejão, por exemplo, está machucado e não o coloquei). Não excluí, por exemplo, atletas que podem não ser liberados por suas franquias da NBA (principalmente os mais jovens). Como é um fator extra-quadra, deixei isso de lado. O balizamento foi totalmente técnico portanto e a lista está abaixo.

huertas10ARMADORES: Huertas e Raulzinho
ALAS: Leandrinho, Alex, Benite, Bruno Caboclo e Marquinhos
PIVÔS: Nenê, Tiago Splitter, Augusto Lima, Rafael Hettsheimeir e Lucas Bebê

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