Bala na Cesta

Boston troca Rajon Rondo, que deixa o Dallas ainda mais forte na NBA
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Fábio Balassiano

rondo1A especulação virou realidade na noite desta quinta-feira. Boston e Dallas se envolveram em uma troca que enviou o armador verde Rajon Rondo para os Mavs, que cederam Brandan Wright, Joe Crowder, Jameer Nelson e duas escolhas de Draft (uma de primeiro e outra de segundo round). As duas partes confirmam o negócio, que deve ser oficialmente anunciado nesta sexta-feira nos Estados Unidos.

Pelo lado do Boston, um grande lamento. Rajon Rondo era o jogador mais antigo da franquia e havia sido o único não trocado pelo GM Danny Ainge quando ele decidiu renovar a franquia mandando Kevin Garnett e Paul Pierce pro Brooklyn Nets na temporada passada.

rondo2Era considerada peça fundamental na remontagem do elenco, mas pelo visto nem o armador teve paciência para ficar levando derrota atrás de derrota na cabeça até que novo esquadrão fosse montado e nem a diretoria confiou que poderia segurá-lo ao final desta temporada. Rondo é agente-livre e estará disponível no mercado ao final do campeonato. Na dúvida, Ainge preferiu perdê-lo por pouco mas ganhando algo (dois contratos expirantes, um baixo de um bom armador, Nelson, e duas escolhas de Draft). Não dá para criticar a sua decisão de agora, mas sim o fato de a saga dos Celtics para terem um novo time competitivo dar claramente alguns passos para trás com a saída do camisa 9. Sem ele a equipe perde não só a sua maior referência, seu jogador mais experiente, mas principalmente um atleta de altíssimo nível, já consolidado na NBA e com salário não tão alto. Achar essas três qualidades de novo pode demorar alguns anos.

rajonPara o Dallas, é uma aposta, sem dúvida alguma (e já antecipo que eu também faria). O time vinha bem, com um armador titular (Jameer Nelson) que estava passando muito bem a bola (4,1 assistências em 25 minutos de jogo) e também tinha boa habilidade para arremessar (37% de fora), mas cuja habilidade defensiva poderia pesar em eventuais jogos de playoff contra Spurs (Tony Parker), Warriors (Stephen Curry), Grizzlies (Mike Conley) e Clippers (Chris Paul). Além disso sai de cena Brandan Wright, que vinha jogando muito bem saindo do banco, onde se tornou um porto-seguro para fazer a rotação com Dirk Nowitzki e Tyson Chandler no pivô.

Ao mesmo tempo, é bom dizer que Rajon Rondo já não é mais (ou não tem sido) aquele defensor de perímetro que conhecemos no começo de sua carreira. De acordo com dados do SportsVU, do site da NBA, os rivais que jogam contra ele têm acertado mais de 50% de seus arremessos nas três últimas temporadas. Se isso não bastasse, ele tem 29 anos, vem de uma cirurgia no joelho e NUNCA foi um bom arremessador de perímetro (25,2% na carreira nos chutes de fora). Além disso, sua combinação com Monta Ellis como armadores do Mavs pode ser explosiva dos dois lados – positiva ou negativamente. Ambos têm gênios difíceis e precisam muito da bola nas mãos. Nelson foi contratado sabendo de sua função técnica, tática e de liderança. Não era o seu time, mas sim um time já pronto em que ele teve que se encaixar. Rondo sempre foi o grande facilitador das ações ofensivas em Boston desde seu ano de calouro. Agora não será assim. O time é do alemão Dirk Nowitzki, o dono (Mark Cuban) é um cara não muito ortodoxo em seus julgamentos e comportaentos e o o camisa 9, genioso toda vida, chega já com o barco em boa navegação. Não são informações que a gente joga fora, sem dúvida alguma.

Cleveland Cavaliers v Boston CelticsDisposto a dar a Dirk Nowitzki uma última chance de ganhar um título o Dallas foi para o tudo ou nada (apostou mesmo – e apostou alto). Cedeu escolhas de Draft, jovens jogadores, seu armador titular e foi para a briga do título nesta temporada mesmo contratando um armador reconhecidamente talentoso mas que precisa voltar a jogar aquele basquete de alguns anos atrás (principalmente na defesa).

É justo, algo que eu (insisto) também faria caso a oportunidade passasse por mim em Dallas e que mostra quão forte ficará este Mavs de agora até o final da temporada – com Rondo, Ellis, Parson, Dirk e Chandler de titulares e Harris, Felton, Villanueva, Barea, Aminu e Jefferson no banco de reservas.

Se já era um dos favoritos ao título do Oeste agora, com Rajon Rondo, os Mavs se colocam em uma posição ainda mais forte, ainda mais como protagonista na melhor conferência da NBA.

Concorda comigo? O Dallas fez certo? E a situação do Boston, como fica? Comente aí!


Em 3 prorrogações, Memphis vence Spurs em jogo insano – veja vídeo
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Fábio Balassiano

marc1Tinha tudo para ser um dos melhores jogos da temporada regular da NBA ontem à noite em San Antonio mesmo. Mas duvido que alguém imaginasse que fosse tão bom assim. Grizzlies e Spurs fizeram um jogaço de basquete que terminou apenas na terceira prorrogação com vitória da turma de Memphis por 117-116. Já seria o bastante, mas COMO se chegou a este placar foi realmente insano.

No final do tempo normal Danny Green deu a vantagem ao Spurs com um tiro de três a um minuto do final. Mike Conley empatou o jogo em 89 com um arremesso de três. Na bola seguinte, Green matou outra da zona morta. Desesperado e com dois segundos por jogar Marc Gasol (candidato a MVP sim ou com certeza?) jogou a bola para cima e, em um arremesso de três sensacional, levou a peleja para a prorrogação. Lá, o mesmo Gasol empatou a peleja em 102 com uma bandeja salvadora a 9 segundos do final para levar ao segundo tempo extra.

manu1Na segunda prorrogação Courtney Lee acertou de três faltando dois segundos e colocou o Memphis com dois de frente (111-109). No ataque seguinte Tim Duncan colocou novo empate no placar com um arremesso incrível no estouro do cronômetro. No terceiro tempo extra Manu Ginóbili teve a chance de dar a vitória ao Spurs, mas errou seu arremesso. No final, 117-116 para o Memphis em um jogo que teve 3 horas e um minuto de duração. Insano, não?

Veja o vídeo abaixo com os melhores momentos apenas dos minutos finais do tempo normal e das prorrogações. É muito basquete ou não é?


A surra do Bauru no Pinheiros – quase a maior diferença da história do NBB
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Fábio Balassiano

dupla1Em 17 de dezembro de 2011 lembro que fui a Gávea para ver Flamengo x Espírito Santo pelo NBB. Era um sábado, chovia pra caramba no Rio de Janeiro (depois da partida torcedores e atletas ficaram na quadra por quase uma hora esperando o temporal passar). Naquele dia eu vi a maior “goleada'' da história do NBB. O rubro-negro aplicou impiedosos 103-41 (60-13 no primeiro tempo) e cravou a maior diferença da história da competição nacional até o momento (62 de margem).

Era um time fortíssimo, com Caio Torres e o argentino Federico Kammerichs (relembre entrevista que fiz com ele aqui) no garrafão, contra outro bem abaixo da crítica. Em determinado momento a esposa de um atleta do Fla nos disse: “Parece um jogo de um grupo de profissionais contra de um punhado de amadores que se juntou na esquina há poucos minutos''. Foi um exagero, óbvio, mas ela tinha boa dose de razão.

Ric1Lembrei disso ontem quando vi grande parte do jogo entre Bauru e Pinheiros no Sportv2 ontem à noite. Quando cheguei em casa, perto do intervalo, a vantagem dos bauruenses, que jogavam em casa, já estava na casa dos 40 pontos (indo para os vestiários o placar marcava 58-19 para o time de Guerrinha contra o de Marcel – foi o primeiro encontro dos dois campeões Pan-Americanos de 1987 no NBB). No final, inapeláveis 116-55 para Bauru, que teve 61 pontos de diferença e a segunda maior marca da história da competição (como se vê, ficou a um mísero ponto de superar os 62 do Flamengo contra o Espírito Santo em 2011).

gui1Não há, obviamente, qualquer análise tática que possa ser feita em relação ao jogo de ontem. Bauru marcou muito no começo, o Pinheiros não defendeu bulhufas e o rival teve espaço para fazer o que mais gosta (e o que faz melhor) – chutar de fora. Os Bauruenses, quase sempre livres, livres, tiveram 14/28 em bolas longas para aniquilar o time de Marcel de Souza sem a menor cerimônia. Nos dois últimos períodos as equipes cumpriram meras formalidades e trataram de comer o relógio para acabar aquilo o quanto antes.

jason1Foi feio, bem feio o que se viu ontem na TV. Bauru é um time fortíssimo, candidato a ganhar absolutamente tudo nesta temporada (um dos melhores elencos do país, bem treinado, sem problemas estruturais e com um patrocinador gigante) e o Pinheiros apresentou todos os seus defeitos nesta quarta-feira.

O time da capital não é tão ruim quanto pareceu (venceu o até então invicto Limeira há duas semanas), mas o que se viu ontem foi um circo dos horrores, uma vergonha mesmo (podem dourar a pílula como quiserem, mas a palavra é esta mesmo – vergonha). E quando se perde assim a culpa é de todo mundo (comissão técnica e jogadores – e alguns atletas estavam preocupadíssimos na segunda etapa em conseguir míseros pontos para suas estatísticas pessoais e não em estancar o sangue). Não há desculpa, não há razão para tamanho vexame – principalmente pois, tal qual Bauru, no clube não há problemas de salário, a estrutura é excepcional e o elenco é bem razoável.

marcel2O espetáculo que se viu ontem mancha a história do clube que tão bem tem investido na modalidade nos últimos anos (com um dos melhores programas de base do país – bicampeão paulista juvenil e semifinalista da recente LDB) e coloca a TODOS em péssimos lençóis para o restante da temporada. Agora é ver se as arestas serão aparadas ou se novos dilúvios de cestas nas cestas pinheiresnes serão vistos. Na sexta-feira o rival é Franca (19h30 no Pedrocão, com Sportv), time que tem 7-4 e uma das melhores equipes do NBB. Será que até lá alguma coisa muda?


Liga Nacional lança segunda divisão sem evolução
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Fábio Balassiano

lnbNo dia 16 de janeiro deste ano escrevi o seguinte a respeito da segunda divisão do NBB (a Liga Ouro): “A segunda divisão era um sonho antigo de quase todo mundo. Jogar uma pá de cal simplesmente porque à primeira vista o produto não é o ideal não me parece o mais inteligente. Na modalidade, sabemos disso, nem tudo acontece com a rapidez que gostaríamos, com a rapidez que desejamos''.

Abordei o tema porque a primeira edição do torneio surgia apenas com quatro times e muita gente reclamava. Fui contra (a grita). Achei que, por ser uma iniciativa inovadora, e difícil, valia a pena colocar de pé um campeonato mesmo com tão poucos clubes assim. Rio Claro jogou, foi campeão e está no NBB desta temporada.

rioclaroEu e todos que acompanham o basquete nacional também esperávamos uma evolução, algo diferente, fatos novos para a edição desta temporada. Saiu o release da divulgação da segunda edição da Liga Ouro e o que se viu foi mais do mesmo – apenas quatro times (CEUB, do DF, Campo Mourão, do PR, Sport-PE e Caxias, do RS), duração curtíssima (nem três meses completos) e pouquíssimos jogos. As partidas serão jogadas entre 27 de fevereiro e, no máximo, começo de maio. Nem 75 dias, portanto.

Ou seja: em relação ao campeonato passado não houve absolutamente nada de animador, de diferente, de ganho. Sei bem que esta é uma situação conjuntural e que a turma da Liga Nacional acaba “pagando'' por um legado não muito agradável recebido da Confederação Brasileira em relação ao estado deplorável em que o basquete se encontrava. Mas isso decididamente não é desculpa. Depois do pontapé inicial o que se esperava era um mínimo de evolução.

sportDo jeito que o campeonato está formatado uma série de questões podem ser levantadas. Será que não valeria a pena encher a competição com times Sub-22 de clubes do NBB (Flamengo, Pinheiros, Paulistano, Brasília etc.)? Isso acontece na Espanha e é ótimo para dar espaço aos jovens (texto sobre isso aqui recentemente). Como fazer para que os clubes que têm as tais revelações sem muito espaço emprestem seus atletas para a segunda divisão sabendo que este torneio terá menos de três meses de duração? Será que realmente não havia mais time disposto a jogar a competição, principalmente com a chegada da NBA por estas bandas (a notícia já estava circulando e a Liga Nacional sabia disso no mínimo há três meses)? Por que os clubes que estão na Liga de Desenvolvimento e não no NBB (Náutico, Anápolis, Taubaté, Blumenau etc.) não jogam a segunda divisão?

nbb7Estou muito à vontade para criticar a Liga Nacional neste ponto pois nos últimos dias só tenho feito elogios (aqui e aqui), e neste espaço é assim que funciona (elogia-se quando é para elogiar e critica-se quando é para criticar). Acho que este fato cabe uma reflexão grande. A Segunda Divisão é a porta de entrada de quem quer fazer basquete profissional no Brasil. É a partir dela que os clubes que pensam em chegar no NBB devem começar.

O problema é que, hoje, a tal porta de entrada não é muito atrativa. Como uma equipe vai conseguir patrocinador para um certame com quatro clubes, três meses, baixíssima exposição e chance pequena de chegar à elite (apenas o campeão sobe de divisão)? Na real eu não vejo como – e se fosse investidor não colocaria dinheiro em uma agremiação neste torneio, não.

cassio1O foco, o objetivo, a motivação do campeonato de acesso deveria, em minha modesta opinião, ser menos de exclusividade e mais de estar acessível. A LNB deveria “abrir'' mais o torneio, incentivar a entrada de equipes novas, mostrar que, sim, vale MUITO a pena investir na modalidade. Não me parece tão difícil assim criar um conceito

No final das contas, porém, a segunda divisão acaba por funcionar muito menos como um convite a equipes que querem participar do NBB e mais como um obstáculo para quem ainda quer fazer basquete profissional no país.

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Em texto, Kobe exalta Jordan: ‘Honrando o cara que me fez desafiar tudo’
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Fábio Balassiano

Por Kobe Bryant, no The Players' Tribune

kobe1“Zero. Esse é o número de pontos que marquei em todo o verão quando joguei a Liga de Sonny Hill na Filadélfia quando tinha 12 anos. Eu não fiz ponto. Nem um lance-livre, nem uma bandeja acidental, nem um arremesso de sorte entrou.

Meu pai Joe “Jellybean'' Bryant (à esquerda) e meu tio John “Chubby'' Cox eram lendas da Liga. Meu pai como um ala de mais de 2,05m e meu tio como um armador de mais de 2m. E eu estava colocando a minha família na rota da vergonha!

kobe2Considerei simplesmente desistir de basquete e focar apenas em futebol. E é aqui que meu respeito e admiração por Michael Jordan foi forjada. Soube que ele tinha sido cortado do time de escola quando era calouro. Soube que ele aprendeu como era a sensação de ficar constrangido, de se sentir perto de ser uma falha. Mas ele usou essas emoções para abastecê-lo, torná-lo mais forte. Ele não desistiu.

Então decidi assumir o meu desafio da mesma forma que ele fez. Canalizaria meu fracasso como combustível para manter o meu fogo competitivo queimando. Tornei-me obcecado em provar a minha família – e, mais importante, a mim – que poderia fazer aquilo (jogar basquete).

kobe3Tornou-se, então, uma obsessão. Eu aprendi tudo sobre o jogo. A história, os jogadores, os fundamentos. Eu não só estava determinado em nunca mais ter um verão com um zero de novo. Fui levado a ter a mesma sensação de fracasso que a concorrência nutria por mim. Meu instinto assassino para pontuar nasceu assim.

kobe4Vinte e quatro anos mais tarde, eu passei a minha inspiração, meu ídolo.

Que jornada incrível tem sido. Chegar a esta marca é uma grande honra. Estou bem ciente do toque de recolher Tempo. Ele enviou-me para o meu quarto para escovar os dentes, mas eu não seria eu se eu não caminhasse até o banheiro lentamente. Eu não seria eu se eu não agisse como alguém que perdeu o creme dental. Eu não seria eu se eu não escovasse todos os dentes duas vezes, escovasse a língua três vezes, usasse o fio dental até que minhas gengivas sangrasse e enxaguasse com bochechos até o interior de minhas queimaduras na boca ficarem dormente.

MJ1Não seria o garoto que se recuperou após aquele zero. E eu não estaria honrando o homem que me inspirou a desafiar tudo.

Obrigado a todos por seu amor e apoio. É algo que eu realmente aprecio, muito embora o vilão que esteja dentro de mim se recuse a reconhecer isso o tempo todo.

Com muito Amor,

Mamba”

Meu comentário: Dá para comentar algo depois de ler uma carta linda como esta? Que texto incrível…


O preocupante começo de Brasília no NBB – o que acontece na capital?
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Fábio Balassiano

lucas1Antes do começo do NBB a expectativa em relação ao time de Brasília era grande. Nezinho e Alex, pedras fundamentais da equipe tricampeã, haviam saído para Limeira e Bauru, respectivamente, mas não dava para dizer que o time da capital estava fraco.

Os campeões Guilherme Giovannoni e Arthur ficaram (foto à esquerda), o jovem Ronald também, os armadores Fúlvio e Fred chegaram para comandar as ações ofensivas, o norte-americano Darington Hobson também e Lucas Cipolini (foto à direita), um dos atletas mais cobiçados do mercado nacional, foi contratado a peso de ouro. A expectativa era, justamente, sair como seria a química de um grupo novo, de uma turma nova.

duplaPassados nove jogos, o que se vê, porém, não é nada bom. Nada bom e muito surpreendente para uma franquia que tem três títulos, muita tradição no NBB e um investimento altíssimo (inversamente proporcional à campanha, portanto). São apenas duas vitórias, sete derrotas (três consecutivas em casa – a última diante do caçula Rio Claro), nenhum jogo anotando 90 ou mais pontos, Hobson dispensado e um punhado de dúvidas em relação aos próximos passos da turma da capital federal.

vidalE aí é óbvio que recaem em cima de José Carlos Vidal (foto à direita), o novo-velho técnico da equipe, a maior parte das pressões. Alçado de volta a função de treinador depois da (para mim ainda inexplicável) saída do argentino Sergio Hernandez, Vidal ainda não conseguiu dar razoável padrão técnico, tático e de fundamentos a um grupo que (insisto) não deveria estar nesta posição na tabela. Seus tempos técnicos, aliás, explicam muito do que se vê na quadra – quase sempre confusos, sem nenhuma instrução tática e recheados de maneirismos que não ajudam aos atletas.

Nos três jogos que vi (Bauru, Uberlândia e São José), fica claro ver onde está falhando o time brasiliense – é na defesa. A marcação do time é falha, os adversários encontram MUITOS espaços para infiltrações e nas rotações os jogadores de Vidal estão sempre um passo atrasado. Em português claro: está fácil atacar contra Brasília, bem fácil. Os números, no aspecto defensivo, falam por si. São 85,7 pontos cedidos por jogo, pior índice entre os 16 participantes do NBB. Difícil crer que um time com tantas peças, tantas opções, leva tantos pontos e acaba sendo uma presa fácil para seus rivais.

gg12É um cenário não muito agradável, mas para Brasília, nem tudo está perdido, obviamente. Há muito campeonato, o time é talentoso e a tabela acaba por ajudá-los a tentar fechar 2014 e a começar 2015 com algumas vitórias. Nesta terça e quinta-feira o time enfrenta o Flamengo e Macaé fora de casa, mas depois disso há simplesmente seis jogos seguidos na capital federal.

O começo de Brasília é muito ruim, o botão de alerta está ligado, mas há de “onde'' tirar para sair dessa situação. O elenco é talentoso e basta que o grupo talentoso jogue e defenda como um time para que as vitórias aconteçam.


Michael Jordan felicita Kobe pelo feito deste domingo – leia nota!
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Fábio Balassiano

Los Angeles Lakers guard Kobe Bryant(L) and ChicagMichael Jordan foi ultrapassado por Kobe Bryant na lista dos maiores cestinhas da NBA mas não perdeu a classe. Melhor jogador de todos os tempos (é o que vale, no final das contas, não é mesmo?), ele enviou uma nota para a Associated Press em que felicita o ala do Los Angeles Lakers pelo feito conseguido na noite deste domingo em Minnesota (Kobe precisava de 9 para superar MJ e terminou com 26):

“Felicito Kobe Bryant por ter conseguido chegar a essa expressiva marca. Ele é obviamente um grande jogador, com um grande comprometimento com o jogo, com sua evolução física e técnica e também um apaixonado pelo basquete. Sempre adorei vê-lo jogar em todos estes anos e agora espero pelos próximos feitos que ele irá atingir''.

kobeMuita classe de MJ, hein! Como sempre foi dito, ele e Kobe Bryant SEMPRE se deram muito bem. Kobe tem Jordan como ídolo maior e fez questão de beber na melhor fonte possível. Como disse aqui ontem, ultrapassar o melhor de todos no esporte ao menos em um quesito não é algo fácil a se fazer. E o camisa 24 do Lakers conseguiu.


O momento em que Kobe Bryant passa Michael Jordan – veja!
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Fábio Balassiano

O relógio marcava 5:24 por jogar no segundo período quando Kobe Bryant foi para a linha de lance-livre. Ele tinha sete pontos. Precisava acertar seus dois arremessos da marca fatal para ultrapassar Michael Jordan e se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA. E o camisa 24 conseguiu.

Veja o lance, o emocionante momento e a homenagem feita pelo Minnesota Timbervoles (muita classe, bem legal!) em seu ginásio para ele, um dos maiores gênios da história do basquete. O dono da franquia Timberwolves, Glenn Taylor, fez questão de entrar na quadra para entregar a bola a Kobe em uma atitude bem bacana.

 
momentoInteressante de se notar que, agora, os três maiores cestinhas da história da NBA (Kareem Abdul-Jabbar, Karl Malone e Kobe) jogaram na franquia Lakers, e quatro dos cinco primeiros também (só Michael Jordan aparece como intruso entre o trio e Wilt Chamberlain, o quinto).

No intervalo o Lakers vai vencendo o Minnesota por 49-44 em uma pelada horrível. O feito de Kobe (14 pontos até então), porém, é muito maior que isso e merece ser comemorado. Ele ultrapassou uma lenda, o melhor jogador de todos os tempos e isso não é pouca coisa. Grande craque, grande personagem do esporte. Parabéns a ele pelo feito!


É hoje – Kobe vai passar Jordan para se tornar o 3º maior cestinha da NBA
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Fábio Balassiano

doisHoje é um dia especial para quem gosta de basquete. A não ser que aconteça uma catástrofe de proporções imensas neste domingo, 14 de dezembro de 2014, Kobe Bryant vai ultrapassar Michael Jordan para se tornar o terceiro maior pontuador da história da NBA.

Seu Los Angeles Lakers pega o frágil Wolves em Minnesota e o camisa 24 precisa de módicos 9 pontos para deixar os inesquecíveis 32.292 (com Chicago Bulls e Washington Wizards) de MJ no retrovisor, ficando atrás apenas de Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387). Com média de mais de 25 nesta temporada, a marca deve ser batida antes mesmo do intervalo da partida que começa às 22h deste domingo (League Pass exibe).

kobe2Poderia despejar uma série de vídeos, números ou fatos que comparam Michael Jordan a Kobe Bryant, mas considero isso uma grande bobagem e uma imensa loucura. Jordan é único, o melhor jogador de todos os tempos deste esporte. Kobe, outro gênio, um dos melhores a ter pisado em uma quadra de basquete (Top-10 sem dúvida alguma). Compará-los é uma temeridade pelo simples fato que você perde tempo de fazer o mais importante em relação ao que ainda está em atividade (Kobe no caso) – admirá-lo.

kobe1Com o Lakers em frangalhos, vivendo de um brilhareco aqui, outro ali, como foi na vitória desta sexta-feira diante do San Antonio Spurs, vale a pena ficar olhando os feitos e os últimos movimentos do camisa 24 com a camisa angelina para aplaudir enquanto é tempo. Kobe Bryant está perto de se aposentar (seu contrato vai até 2016 e ele disse que é o seu último) com um currículo que inclui cinco títulos, sete finais, um punhado de jogadas espetaculares, outro tanto de cestas vencedoras e, agora, o terceiro lugar na lista dos maiores cestinhas da melhor liga de basquete do planeta. É coisa pra caramba.

kobe4Passar MJ não coloca Kobe em qualquer quesito melhor que o eterno campeão pelo Chicago Bulls (os números são frios por isso, sabemos bem), mas, pensando menos racionalmente e mais emotivamente (às vezes é bom), deve ser muito legal você ter se moldado como pessoa e como atleta tendo um cara como mentor e verificar que em alguma coisa você o estará ultrapassando (e Shaquille O'Neal disse a mesma coisa na NBA TV, veja aqui). Não é todo mundo que consegue ser maior que Jordan em alguma coisa no basquete, sabemos bem. Mr. Bryant conseguiu/conseguirá.

kobe5Deve ser este, hoje, o sentimento que passa na cabeça do rapaz que cresceu tendo o camisa 23 como um dos ídolos. Kobe Bryant é um mito do esporte que a gente ama, e este 14 de dezembro de 2014 é uma data pra lá de especial por conta disso tudo.

Termino justamente com uma frase de Jordan dita lá em 2003, quando ele passou Wilt Chamberlain para se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA: “Uma marca é uma marca. Acaba que resume todo o esforço que tive em minha carreira. Os números te definem para 10, 20 anos depois que você para de jogar. Títulos e vitórias importam no presente''. Lá pelas 23h deste domingo Kobe estará ultrapassando Michael e certamente será um momento muito especial para ele, para os Lakers e para quem ama este esporte.

Vale a pena acompanhar mais um feito deste mito do basquete. Daqui a 10, 20 anos vamos lembrar disso.


Lakers vencem Spurs com cesta milagrosa de… Nick Young – assista!
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Fábio Balassiano

nickTinha tudo para dar errado ao Los Angeles Lakers na rodada de sexta-feira. Jogo fora de casa contra o San Antonio Spurs, atual campeão da NBA, um dia depois de Kobe Bryant ter, em uma clara e NORMAL provocação que ganhou repercussão exagerada, chamado o restante do elenco de soft (mole) e com o rival praticamente completo.

A derrota parecia certa, então valeu a pena ficar acordado para ver Kobe Bryant bater o recorde de pontos de Michael Jordan. Ele precisava de 31 para superar MJ. Fez 22, ficou a nove e deve conseguir o feito no domingo mesmo contra o Wolves. E com 22 dele o Lakers não vence o Spurs nem brincando, certo? Bem, errado.

kobeVenceu, e venceu na prorrogação por 112-110 graças a uma cesta MILAGROSA de Nick Young (foto à esquerda). Marcado por Manu Ginóbili, ele não teve medo de arriscar. Do meio da rua arrumou o corpo como deu, levantou vôo e jogou a bola para cima. Era a última chance. Deu certo. A bola caiu, os Lakers venceram um jogo surpreendente e com direito a um herói diferente do camisa 24 (algo raro nos últimos 10 anos, diga-se). Quase escrevi aqui que a bola de Young lembrou aquela de Derek Fisher dez anos atrás (marcado pelo mesmo Manu), mas acho que seria exagero.

No final, ao ser questionado sobre suas provocações aos companheiros, Kobe (foto à direita) não titubeou: “Olha, vocês (da imprensa) podem criticar minhas formas de liderança, mas eu sou assim desde o colegial. Pode ser pouco confortável ouvir o que eles (meus companheiros) ouvira, mas é assim que funciona mesmo. Estamos todos na quadra não para fazer amigos, mas sim para ganhar jogos e conquistar títulos. E isso eu sei muito bem como faz. Tenho cinco (troféus da NBA)''.

Veja a cesta incrível de Nick Young no vídeo abaixo (aqui o que ele disse após o arremesso)!