Bala na Cesta

Podcast BNC: Raptors e Anthony Davis na NBA, Limeira e Franca no NBB
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Fábio Balassiano

Podcast de número 31 no ar! No programa desta semana Pedro Rodrigues e eu falamos do Toronto Raptors e seu começo estonteante na NBA, do genial Anthony Davis, da briga entre Detroit e Indiana de 10 anos atrás e um pouco mais da NBA. No NBB, o início sensacional de Limeira e a fase ainda sem solução de Franca.

Se preferir, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem muito e bom programa!


O deprimente cancelamento do jogo entre Flamengo e Pinheiros pelo NBB
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Fábio Balassiano

vergonha1Saí correndo do trabalho rumo ao Tijuca Tênis Clube na tarde de ontem para ver um promissor Flamengo x Pinheiros. Marcado para às 20h, o jogo a princípio “só'' não teria a presença do público, mas poderia contar com a imprensa. Mas aí estava chegando lá quando tocou meu telefone: “Filho, deu na rádio que a partida foi cancelada. Falaram rápido, não entendi muito bem, mas acho que é isso mesmo''. Era meu pai, me avisando sem entender muito bem o que acontecia.

Meio incrédulo parei o carro e fui ver o que estava realmente acontecendo no Tijuca. Vi alguns jogadores do Flamengo saindo rumo a seus carros e constatei o óbvio: não haveria mesmo a partida. O Ministério Público, que já havia mandado fechar o ginásio ao público na semana retrasada para Flamengo e Franca (relembre aqui), não permitiu que nova partida fosse realizada no local (nem mesmo sem torcedores) e com isso o duelo entre Fla e Pinheiros teve que ser cancelado (aqui a nota oficial da Liga Nacional de Basquete).

200470473-001Foi isso. Um espetáculo deprimente de organização por parte de todos os envolvidos (Flamengo principalmente, Tijuca e Liga Nacional em menor escala) fez com que o jogo não fosse realizado. Pontos importantes:

1) Flamengo e Franca jogaram no Tijuca com portões fechados no dia 12 de novembro. Até o jogo de ontem (25/11) houve mais de 10 dias para se pensar em algo diferente. O que o Flamengo fez? Nada. Manteve a partida marcada para o mesmo local esperando uma solução JURÍDICA para o caso. Qual o motivo disso?

tristeza22) Por que o Flamengo, sabendo que poderia não contar com o Tijuca, não foi jogar no Maracanãzinho? É caro? Ou caro sairá, por exemplo, um WO que pode acontecer caso o Pinheiros vá às últimas conseqüências? E a imagem do clube, como fica? E a imagem do produto NBB, como fica? O Flamengo só pensou no custo dele, abrindo mão de pensar em algo maior, que é o produto basquete brasileiro, é isso?

2.1) Alegam que o Maracanãzinho é caro. E jogar fora do Rio de Janeiro (em Vitória, Manaus, Cuiabá, qualquer local com muita presença de torcida rubro-negra), algo que seria viável dez dias atrás. Por que isso não foi pensado? O clube sairia ganhando grana, não? Outra coisa: será que o Flamengo (estou falando do Flamengo!) não consegue colocar 5 mil pessoas no ginásio no reencontro de seu time campeão mundial com sua fanática torcida? Será que investir em promoção do evento, com boas peças de comunicação, não faria do tal “caro'' um baita investimento em um time que tem ganho tudo nos últimos anos?

tristeza2.2) Perder dinheiro não pode, mas passar uma vergonha dessas pode? É isso? Já que estamos falando em valor, quanto diminui o valor da imagem do Flamengo e do NBB depois de um fato bizarro como este?

2.3) Por que o Flamengo não foi jogar em Macaé, fazendo rodada dupla com o time local? O Macaé, que enfrentou e venceu o Palmeiras nesta terça-feira, jogará contra o Pinheiros na quinta-feira. Os quatro times poderiam muito bem se enfrentar em jogos seguidos no mesmo ginásio, não? Por que isso não foi pensado? Flamengo x Pinheiros e Macaé x Palmeiras na terça-feira e Macaé x Pinheiros e Flamengo x Palmeiras na quinta-feira. Difícil?

3) O que a Liga Nacional fará dessa vez? O que ela fará para evitar que casos como este aconteçam novamente nos próximos dias, meses, temporadas?

tristeza33.1) O que o Estatuto do Torcedor fala em relação a isso? O Ministério do Esporte tomará alguma atitude em relação a este caso? Ou nada também?

3.2) A imprensa continuará calada diante de mais um absurdo no basquete nacional? Ou chegou a hora de cair nestes assuntos que estão pipocando por aí?

4) Quando os clubes solicitam o ginásio para jogar (Flamengo pede ao Tijuca para atuar no NBB, por exemplo), eles não pedem TODOS os alvarás necessários? Engraçado, quando eu organizo eventos em minha empresa é a primeira coisa que eu solicito. Só em posse de TODOS os documentos é que a negociação é fechada e, aí sim, o evento pode ser realizado. Será tão difícil manter uma mínima organização neste sentido?

5) Em tempo: a LNB não fiscaliza em absolutamente nada esses alvarás e os documentos necessários para as liberações dos ginásios? Por que a LNB não cobrou dos clubes ANTES do campeonato começar TODOS os laudos necessários para que os respectivos locais de jogos fossem efetivamente liberados? Prevenção é sempre menos custosa (e dolorosa) que a reação.

fla6) Mais uma vez a comunicação do Flamengo falhou. O clube ficou protelando, mas confirmou que a presença do público não seria liberada às 18h03 (duas horas antes do horário marcado para o confronto portanto) no Twitter (veja aqui). Isso é o tratamento que o torcedor rubro-negro merece? Não me parece o mais adequado…

7) Só uma lembrança importante aqui. O rubro-negro ainda NÃO conseguiu rever a sua torcida depois do título mundial e dos três amistosos na NBA. Vocês têm noção de quão frustrante deve ser isso para atletas e torcedores?

fla18) Ah, psiu, detalhe final: Flamengo tem jogo marcado para quinta-feira no MESMO ginásio do Tijuca contra o Palmeiras. Alguém vai se arriscar a ir ao local para arriscar ver uma partida que por sorte divina poderá ocorrer? A resposta do blogueiro é: nem brincando.

Mais um mico retumbante neste terrível começo de temporada de NBB. Um mico que se repete, um mico que já tinha avisado que surgiria de novo. E, pasmem, surgiu sem que NENHUMA medida tivesse sido adotada. O que fez o Flamengo? Nada! O que fez a Liga Nacional? Nada. E assim vivemos no basquete brasileiro. Concorda comigo? Comente!


Bauru e Mogi vencem e fazem a final da Liga Sul-Americana
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Fábio Balassiano

shamellNoite feliz a de terça-feira para o basquete masculino brasileiro (ao menos dentro de quadra, claro). Em Bauru, os donos da casa e Mogi venceram respectivamente a Malvin (Uruguai) e Boca Juniors (Argentina) e avançaram à decisão da Liga Sul-Americana. Na quinta-feira as duas equipes medem forças às 21h30 no ginásio Panela de Pressão pelo caneco da competição. O campeão ainda ganha vaga na próxima edição da Liga das Américas.

No jogo de abertura Mogi teve muitos problemas no começo da partida, se enrolou na defesa e no jogo travado do Boca, fez apenas 31 pontos no primeiro tempo (contra 33 do rival), mas foi bem no terceiro período (26-17) e só não venceu no tempo normal porque vacilou no final e permitiu a reação dos argentinos. No final, contou com o sangue frio de Shamell (foto à direita) para vencer na prorrogação por 87-85 e garantir a vaga na final inédita. Tyrone, com 16 pontos e 15 rebotes, também esteve muito bem. Foi bonita a comemoração do time ao final da partida. Todos estavam emocionados e bem felizes. Dos atletas ao rígido Paco Garcia, entrevistado aqui ontem. A história de reconstrução de Mogi é belíssima e merece ser louvada.

jeffNa outra semifinal Bauru não deu a menor chance ao uruguaio Malvin. Fez ótimos 59-30 no primeiro tempo e liquidou a fatura ali mesmo, dando ritmo a todos do elenco (inclusive o pivô Murilo, que retornou de lesão) e segurando suas principais peças antes de fechar a peleja em 103-57. Jefferson (foto à esquerda) somou 18 pontos, Alex Garcia outros 19 e Gui Deodato, vindo do banco, teve outros 15 para o time de Guerrinha, outro que esteve no blog sendo entrevistado nesta terça-feira.

Viu os jogos? Muito feliz pela passagem das duas equipes à decisão? Comente!


Primeiro gay assumido da NBA, Jason Collins anuncia aposentadoria
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Fábio Balassiano

Jason Collins estreou na NBA em 2001, mas ganhou notoriedade mesmo quando anunciou recentemente que era gay, tornando-se o primeiro atleta a (corajosamente) assumir a sua posição sexual publicamente. Nesta semana o pivô de 35 anos anunciou aposentadoria. Confira no vídeo abaixo!


Entrevista: exigente, Paco Garcia luta por título da Sul-Americana com Mogi
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Fábio Balassiano

paco2Paco Garcia está no Brasil há três temporadas. Contratado por Mogi para dar cara ao projeto de uma cidade fanática por basquete que voltava ao NBB em 2012, o espanhol então com 45 anos chegou ao país credenciado por ter sido assistente-técnico de Ary Vidal no Murcia. Desde então teve tempo para mostrar quão bom é com as pranchetas, comandando uma verdadeira revolução mogiana e também escrevendo em seu ótimo blog.

Na temporada passada levou o time, que se classificada em décimo-segundo na fase de classificação, às semifinais do NBB mesmo com um elenco pra lá de modesto. A força da torcida impulsionou investimentos. Chegaram Shamell, Tyrone, Elinho, Paulão e Gerson, e o desejado salto de qualidade também. Até agora são 3 vitórias em 5 jogos no NBB 2014/2015 e a passagem para a semifinal da Liga Sul-Americana. O adversário de hoje é o Boca Juniors (19h, com Sportv). Nada que assuste tanto a este espanhol que já provou não ter medo de grandes desafios. Confira entrevista exclusiva com ele.

paco3BALA NA CESTA: Como chega Mogi para esta semifinal de Liga Sul-Americana diante do tradicional Boca Juniors?
PACO GARCIA: Estarmos aqui é um motivo de muito orgulho. Dois anos atrás fizemos esta mesma viagem, só que em um ônibus sem ar condicionado, com janelas abertas e compartilhado com outros atletas. Estávamos indo para os Jogos Abertos. Agora, duas temporadas depois, viemos em um ônibus somente para nossa equipe e para disputar um Final Four de uma competição internacional. É um motivo de orgulho máximo ter conseguido chegar até esse patamar. Agora chegamos aqui com a máxima ambição, apesar de toda a dificuldade. Boca é um time com muita tradição, com muita experiência e com muitos bons jogadores. Contra isso tudo temos que enfrentá-los com nossa vontade de chegar à final, com nosso sonho de irmos adiante na competição. Sei que o time ainda tem problemas físicos, como o do armador Gustavo, mas o time está preparado para disputar um jogo importante. Estamos preparados para ganhar.

paco1BNC: Mogi estava disputando a sede das finais da Liga Sul-Americana, que acabou ficando mesmo com Bauru. Quão frustrante é não jogar essa decisão em casa, e, por consequência, atuar na casa de um dos favoritos a ganhar a competição?
PACO: Claro que gostaríamos de disputar as finais da Liga Sul-Americana em casa, em frente a nossa torcida. Mas a decisão da ABASU (organizadora da competição) de colocar Bauru como sede da final não cabe qualquer contestação. Temos que nos preocupar com as coisas que podemos controlar. Esta questão não podemos fazer nada. O que podemos fazer, agora, é nos preparar bem e disputar os jogos da melhor maneira possível. É o que temos.

mogi1BNC: A sua história com Mogi é uma das mais bonitas dos últimos anos no basquete brasileiro. No ano passado vocês avançaram às semifinais do NBB mesmo tendo passado na décima-segunda posição da fase de classificação. Os últimos meses em Mogi têm sido os mais intensos e surpreendentes de sua carreira como técnico?
PACO: Ah, falar dos últimos meses não é muito justo. Falar somente de um ano não é muito justo. Minha trajetória com Mogi não é somente de um ano, mas sim desde que cheguei aqui há três temporadas com um time modesto. Conseguimos, com muita luta, evitar o rebaixamento no primeiro NBB que disputamos de uma forma brilhante. Fomos melhorando a cada equipe a cada fim de temporada e aí pouco a pouco você vai conquistando metas, objetivos. Os atletas pouco a pouco vão entendendo a filosofia de um técnico estrangeiro. Eu não sou uma pessoa muito agradável no meu trabalho. Eu sou uma pessoa muito exigente. Não creio que no local de trabalho você está ali para fazer amizades. Você está ali para fazer coisas certas da melhor maneira possível. Este é o meu trabalho sim ou sim. Depois, quando temos que tomar uma cerveja ou sair para conversar, eu sou o primeiro. Mas no trabalho o nível de exigência é sempre máximo. Acho que todos os atletas entendem isso, essa busca pela excelência a cada dia, a busca da melhora contínua. Por isso conseguimos fazer um esplêndido final de NBB passado, indo até uma semifinal. Agora estamos na mesma linha, só que com muitos problemas físicos. Com Gustavo machucado e Elinho com outros problemas físicos estamos jogando quase sem armador de ofício. Mas o time sempre foi adaptando-se aos problemas para seguir crescendo e é nisso que eu confio.

tresBNC: Como é para o técnico de um time médio como era o da temporada passada passar a treinar uma equipe com jogadores como Shamell, Paulão, Tyrone e Elinho? A migração de um time mediano para um favorito, mais forte, muda muita coisa no dia a dia? Ou é a mesma coisa?
PACO: Bom. Para treinar, você pode treinar qualquer um. Qualquer um pode ir a uma quadra, fazer uns exercícios, dar uns coletivos independente do nível dos jogadores. Não muda muito. Mas no alto nível mais importante que os conceitos de basquete é saber misturar o que você tem dentro do vestiário. Tanto em questão dos egos, o que se pode ou não fazer, quanto em aceitar a filosofia do técnico e o treinador aceitar a filosofia, de vida e de basquete, de cada atleta. Isso é o mais difícil para qualquer treinador que encontra uma equipe de alto nível para dirigir. Um técnico sempre está aprendendo, e isso não é diferente para mim. Aprendo muito com os jogadores que treino. Para mim, portanto, é muito importante que cada um deles aceite o papel dentro da equipe. Nenhum dos atletas chegou aqui sem saber o que esperar tanto de mim quanto da diretoria. Sabiam como era o técnico, o nível de exigência que eu peço e precisam aceitar o que o técnico, no caso eu, está propondo para a equipe e eu devo procurar entender a mistura que existe para que a equipe funcione da melhor maneira possível. Agora estamos conseguindo chegar a essa boa mistura.

paco4BNC: Nunca vi um treino seu, mas me impressionam muito quando vejo as partidas pela televisão sua didática nos tempos técnicos e o nível de organização de sua equipe na quadra. Considera que essa parte de apego aos fundamentos e a organização foi o ponto mais trabalhado por você desde que chegou ao basquete brasileiro em 2012?
PACO: Quando se é organizado fora quadra é mais fácil que as coisas aconteçam de forma organizada dentro da quadra. Eu gosto muito de planejar meus treinos, pensar neles antes de executá-lo na quadra. Isso para mim é muito importante. Gostamos de correr com a bola, mas se não pudermos correr como devemos agir? É esse tipo de pensamento que deve estar na cabeça de um técnico e é assim que costumo pensar antes de dirigir qualquer atividade com meu time. Além disso sempre penso que quando todos marcam é muito mais fácil de a equipe ir bem e exijo isso deles. Nós buscamos a perfeição mesmo sabendo que a perfeição é impossível. Só que queremos chegar o mais perto dela possível. Esse é o objetivo. Às vezes conseguimos, às vezes não. A única coisa que eu peço a eles é que saiamos de quadra com a sensação de ter dado tudo o que tínhamos que dar na quadra, podendo olhar um ao outro com essa sensação.

mogi3BNC: Mogi é uma cidade fanática por basquete e que tem levado bom público ao ginásio em quase todas as partidas. Como é estar a dois jogos de dar o título mais importante da história do basquete da cidade? Como controlar a ansiedade do time que certamente há?
PACO: Me sinto muito animado, muito animado mesmo. Tenho quase 48 anos e ao longo da minha carreira tive a sorte de disputar competições importantes e ganhar algumas delas. Não sou uma pessoa que gosta de olhar para trás, mas sim para frente, mas agora quando você me pergunta isso eu olho um pouco para o passado e consigo ver o percurso que tive aqui. Cheguei ao Brasil há três anos sem conhecer nada e hoje estamos perto de um título Sul-Americano. Cheguei sem falar nada de português, hoje arranho um portunhol. Não conhecia muito dos jogadores brasileiros e de suas idiossincrasias. Conseguimos ir mudando muitas coisas no clube para chegar no patamar que todos queriam em termos de resultados e só posso agradecer aos dirigentes porque tenho certeza que se não fossem eles a minha história provavelmente já teria acabado. Agora, olhando o cenário, consigo ver que Mogi tem um dos mais organizados projetos de basquete do país. Se essa organização ajuda a ganhar os jogos? Sim, ajuda, mas não é tudo, claro. Por isso o jogo de hoje é de muito sonho, de uma animação incrível. Competição importante, adversário importante, momento importante. Tenho esse sonho de dar essa conquista a cidade que me acolheu tão bem, me acolheu como se fora um deles. Para mim Mogi é a minha cidade de Brasil, sem dúvida alguma. Como controlar a ansiedade do time? Com normalidade, sem fazer nada diferente do que fazemos em outras ocasiões. A experiência me fala que jogar nesse tipo de competição quanto mais natural você faz as coisas melhores são os resultados finais. Se fazemos uma reunião por dia, não dá para fazer três. Se fazemos um tipo de treinamento não dá para fazermos diferente só porque tem mais jornalistas ou pessoas acompanhando. Temos que ser aquilo que sempre fomos. É assim que lidaremos com estes jogos finais da Sul-Americana.

pacofinal1BNC: Como quase três temporadas no país, já dá para traçar uma radiografia do NBB, da modalidade por aqui? Em que estágio um espanhol como você coloca o Brasil em relação ao basquete?
PACO: Brasil tem excelentes técnicos e excelentes jogadores. Isso é um fato. Dois anos atrás, quando cheguei, disse que em pouco tempo o Brasil poderia ter uma das cinco melhores ligas do mundo. Agora, passadas quase três temporadas, você olha. Os números estão aí. Por exemplo, mais de 50 jogadores saíram de outros países para vir jogar o NBB, e isso aumenta o nível técnico sem dúvida alguma. Alguns pivôs de prestígio saíram da Europa para voltar a jogar aqui. Estou falando de Caio Torres, de Paulão Prestes, de Rafael Hettsheimeir. Isso muda a qualidade mas também a forma como o jogo é disputado aqui no Brasil. É algo natural. Com estes jogadores interiores, de força perto da cesta, é normal que os sistemas migrem de fora para dentro quase que instantaneamente. Não fica aquele chuta, chuta que muita gente fala. Para mim a Liga é um campeonato fantástico. Não há equipes fracos, qualquer time pode ganhar do outro e podemos assistir, em termos de qualidade e de equilíbrio, a um dos melhores campeonatos que já houve por aqui sem dúvida alguma. O NBB é um campeonato muito apaixonante.


Entrevista: Guerrinha pronto para conquistar Sul-Americana com Bauru
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Fábio Balassiano

guerra4A fase final da Liga Sul-Americana começa nesta terça-feira em Bauru e traz um dos protagonistas do lado de fora da quadra. Francano de formação (como atleta e como pessoa), Jorge Guerra, o Guerrinha, pode conduzir os bauruenses a maior conquista de sua história a partir de hoje. Algo que não é novidade para o técnico de 55 anos e que conquistou o bicampeonato paulista (2013 e 2014) recentemente.

Responsável pela (até então) maior glória do basquete local com o Nacional de 2002, Guerrinha sabe que vencer o Malvin e o ganhador de Boca Juniors ou Mogi não será fácil, mas com um dos melhores elencos do país ele se mostra preparado para este e demais desafios de uma temporada que tem tudo para ser histórica para Bauru. Confira a entrevista exclusiva com ele. Falamos sobre filosofia de jogo, excesso de bolas de três pontos, seu trabalho desde o começo do NBB com a equipe e muito mais.

guerraBALA NA CESTA: Como chega Bauru para essa fase final da Liga Sul-Americana? Como foi a preparação de seu time para este jogo contra o Malvin e para uma eventual final?
GUERRINHA: A equipe chega bem individualmente na parte técnica e física apesar da sequência de jogos. Disputamos três competições (Paulista, NBB e Liga Sul-Americana) quase que simultaneamente (usando três bolas diferentes). Não é o ideal ainda como equipe-coletivo. Temos que trabalhar muito o lado coletivo e conceitos do jogo. Não tivemos pré-temporada juntos e nem espaço para treinamentos. Alex, Larry e Rafael Hettsheimeir estavam no Mundial e o Murilo e o Day tiveram contusões. O Murilo ainda não jogou essa temporada. O Ricardo e o Jefferson, por necessidades da equipe, tiveram que jogar muito tempo no início da temporada em função do Paulista. Estamos construindo a equipe sem treinos, como gostaríamos, e com os jogos, sendo a maioria decisivos. Mas os jogadores são muito profissionais, talentosos e comprometidos com os objetivos da equipe e compensam com muita dedicação todas as dificuldades.

guerra3BNC: O investimento do time nesta temporada aponta que vencer competições grandes, como a Sul-Americana, fazia parte do planejamento, mas a gente sabe que na quadra nem sempre as coisas acontecem rápido. Esperava que os resultados fossem aparecer assim, de cara?
GUERRINHA: Temos uma ótima estrutura fora da quadra e as oportunidades para podermos desenvolver e conseguir os resultados buscado por todos nós, patrocinadores, torcida e pela equipe. Depende somente de nós. Sabemos que do outro lado a cada temporada as equipes melhoram e se reforçam e essa competitividade aumenta a dificuldade da conquista, mas estamos também melhorando e queremos muito marcar uma época como equipe de alta performance. Queremos mostrar que uma equipe tem que investir não só em jogadores bons, mas no todo, e hoje o Paschoalotto Bauru Basketball está trabalhando muito em tudo. Temos contratos de dois, três e até 4 anos, investimentos na formação de jogadores para futuramente repor os atuais, na comissão técnica e todo staff administrativo.

guerranacionalBNC: Você fez parte, como técnico, da conquista mais grandiosa da história do basquete de Bauru que foi o Nacional (ainda da CBB) no começo deste século (em 2002). Como se sente a exatos dois jogos de voltar a escrever uma página importante do basquete local como protagonista da maior conquista do time da cidade?
GUERRINHA: Sou muito grato à todos que participaram diretamente do nascimento e desenvolvimento da nova fase do Basketball de Bauru. Fui o gestor do início da equipe. Era roupeiro, assessor de imprensa, diretor e até o técnico, mas desde o início nunca ficamos comparando orçamentos e nem elencos das equipes que estavam na nossa frente para nos justificar. Trabalhamos muito para chegar onde estamos hoje e estabelecemos um crescimento como empresa e num ciclo de cinco anos estamos tendo o retorno. Hoje posso falar tranquilamente e respeitando as demais equipes, mas Bauru se desenvolveu profissionalmente dentro e fora da quadra. Por isso temos uma diferencial hoje no esporte brasileiro, temos credibilidade. Isso ninguém dá, isso é algo que se desenvolve com muito trabalho e capacidade. Nosso maior patrocinador, a Paschoalotto Serviços Financeiros, entrou e está no projeto pelo marketing gerado e pelos valores pessoais das pessoas envolvidas na equipe.

guerra2BNC: Nesta temporada você recebeu Alex, Day, Hettsheimeir e Jefferson, que se juntaram a Fischer, Gui Deodato, Murilo e Larry Taylor. Como foi o processo de entrosamento da equipe de um modo mais amplo, e como foi para colocar o Larry, um dos ídolos da torcida, no banco de reservas?
GUERRINHA: É algo muito simples. Foi possível pelo profissionalismo e caráter desses jogadores. Eles se respeitam entre si e respeitam a comissão técnica e administrativa. Sabem muito bem a importância de mais jogadores de nível para atingirmos nossos objetivos e assim ter uma equipe vencedora. São pessoas que têm o DNA de vencedores e sabem o que precisam para desenvolver um trabalho duro e recompensador. Aprendi na minha vida dentro do basquete que os principais jogadores de uma equipe são aqueles que terminam o jogo e não os que começam. Hoje temos nove jogadores que podem iniciar e terminar o jogo dependendo do dia deles, as necessidades táticas do jogo e características para cada situação. O Larry é um exemplo como jogador e principalmente como ser humano. Muito fácil trabalhar com uma pessoa assim que tem respeito e pensa na equipe. Quando contratamos o Alex e Day, liguei para ele (estava de férias nos EUA) para falar sobre a equipe que estávamos montando para essa temporada. Ele me disse: “Agora temos uma equipe que irá marcar época em nossas vidas e para toda a cidade”. Ele não pensa no “eu” e sim na equipe toda.

brasilBNC: Uma das grandes críticas que as pessoas fazem a seu time é que Bauru chuta muito de três pontos. No NBB, em três jogos, sua equipe arremessa igualmente de dois e de três pontos nas partidas (30 vezes). Arremessos de três fazem parte do basquete, mas há um excesso? Este tipo de crítica lhe incomoda?
GUERRINHA: Sou formado como jogador na escola francana da década de 70 e 80. Você sabe o que significa isso em questão de jogo? Quando fomos campeões Pan-Americanos em Indianápolis em 1987 me deu uma crise existencial logo após a euforia da conquista (risos). Tudo que havia aprendido de valores de equipe como defesa, trabalhar o coletivo, a posse de bola nos 30 segundo (na época eram 30), tudo foi por água abaixo naquele momento. A filosofia da Seleção do Pan era deixar o outro time fazer de 2 pontos que responderíamos com 3 pontos. E convertíamos. Aprendi que toda religião te leva a Deus. Não existe o certo ou errado e sim o que você tem em mãos para trabalhar. O Ary, com muita sabedoria, não podia desprezar um potencial que tinham Oscar e Marcel. Sendo assim, aquela geração foi vencedora do jeito dela. Sei da importância do jogo coletivo e interno. Isso está na minha formação como jogador e filosofia de jogo, mas temos jogadores hoje na equipe diferenciados tecnicamente e com potencial de fazer 40 pontos num quarto, como no jogo de Brasília na fase anterior da Liga Sul-Americana (sendo 10 bolas de 3 pontos). Não podemos tirar essa arma da nossa equipe, mas temos que achar um equilíbrio e saber fazer a leitura e ter estrutura tática e conceitos para variar o jogo quando for necessário. Treinamos, falamos, editamos as situações táticas, tiramos o jogador no jogo, mas o tempero (a arma) está na mão do jogador e no momento do jogo. Essa leitura só melhoramos com treinamentos e jogos. Quanto a se incomodar com a crítica, respeito as opiniões, mas aprendi desde os 15 anos, quando iniciei no adulto de Franca, que fazemos sempre nosso máximo e as vezes isso não corresponde às expectativas dos outros. Isso é normal, o importante é nós termos nossa consciência tranquila do que realizamos.

finalBNC: Você é o único técnico que está no mesmo time desde que o NBB começou há sete temporadas. Quando você olha pra trás e vê no que o projeto de Bauru se transformou o que você sente? E olhando para frente, o que dá para projetar?
GUERRINHA: Tenho muito orgulho das conquistas nesses anos, principalmente fora da quadra. Credibilidade, patrocinador forte, equipe competitiva, um público fiel e contagiante. Um verdadeiro filme me passa na cabeça do início. Exatamente fevereiro de 2007, a nossa primeira partida. Olhávamos para frente e tínhamos tantos sonhos a serem realizados. Sou uma pessoa muito intensa em tudo que faço, sou dedicado, comprometido e muito competitivo. Hoje estou na minha décima sétima temporada como técnico, 12 delas em Bauru, sendo 7 na nova fase de Bauru. São mais de 800 jogos como técnico pela cidade de Bauru. No NBB até o jogo de Sorocaba (20/11) foram 217 jogos e 126 vitórias, trabalhando com uma equipe em formação. Vamos continuar com a mesma humildade, trabalho, dedicação e ter o mesmo desejo de realizar o melhor nos treinos antes do jogo contra o Malvin e quem sabe na nossa primeira conquista internacional na quinta. Fazemos o nosso melhor e Deus sabe o que merecemos!


Fase final da Sul-Americana começa amanhã – Bauru e Mogi lutam pelo título
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Fábio Balassiano

tresA partir desta terça-feira Bauru e Mogi representarão o basquete brasileiro nas finais da Liga Sul-Americana de 2014. Em casa, os bauruenses medem forças com o Malvin (Uruguai) na semifinal às 21h15. Pouco antes, às 19h, os mogianos enfrentam o tradicional Boca Juniors (Argentina). Os vencedores disputam o título na quinta-feira (27/11). O campeão da competição garante vaga na próxima edição da Liga das Américas.

Contra o Boca Juniors, comandado pelo técnico Ronaldo Cordoba fora de quadra e liderado pelo veterano Matias Sandes (13,7 pontos de média) dentro dela, Mogi terá que contar mais do que nunca com Shamell (foto à esquerda) para pontuar e com a organização do técnico Paco Garcia para não deixar que só o norte-americano pontue. Os mogianos têm mais time e ótimas chances de avançar à decisão.

hettsNo jogo de fundo, Bauru traz a força de sua torcida e um dos melhores elencos do país para enfrentar o Malvin, que conta com a experiência do interminável Nicolas Mazzarino para tentar calar o Panela de Pressão. Com 39 anos, o armador é líder da equipe em pontos com 12,5 de média na competição e comanda a equipe de Pablo Lopez em quadra. Pelos bauruenses, fica a expectativa se Murilo poderá enfim estrear nessa temporada (aparentemente, não). Mesmo sem ele lá estarão Ricardo Fischer, Alex, Day, Hettsheimeir (foto à direita), Larry Taylor, Gui Deodato e Jefferson para comandar as ações do time de Guerrinha.

Nesta terça-feira você lerá aqui entrevistas exclusivas e bem bacanas com os dois técnicos. Guerrinha, por Bauru, e Paco Garcia, por Mogi, estarão no blog amanhã para falar sobre suas equipes. Enquanto isso, você opinar: quem ganha a Liga Sul-Americana? Bauru faz a festa em casa? Mogi continua sua história surpreendente e papa esse título? Ou um dos times estrangeiros abocanha o troféu? Comente!


Após estreia, hora de manter a calma com Bruno Caboclo e Lucas Bebê
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Fábio Balassiano

bruno3A esta altura dos acontecimentos você, leitor atento e voraz que é, já sabe que Bruno Caboclo (19 anos) e Lucas Bebê (22) estrearam na sexta-feira pelo Toronto Raptors, na NBA, na larga vitória contra o Bucks (se não sabe clique aqui).

Foi um momento feliz para quem gosta de basquete no Brasil, um frenesi gostoso para quem estava acompanhando na madrugada de sexta-feira pelo League Pass da NBA. Eu me emocionei, você deve ter se emocionado. Mas como em tudo que acontece nestes tempos de redes sociais há o exagero.

bruno5No sábado nem Caboclo e nem Bebê entraram em quadra para enfrentar o Cavs, em Cleveland. E, claro, houve gritaria por parte da torcida brasileira em Twitter e Facebook. “Como assim Bruno não entrou para medir forças com o LeBron James?'', alguns arriscaram. Eu não me surpreendi. Já havia constatado uma ansiedade que ronda os basqueteiros há quase um ano no texto que escrevi aqui. Mas assusta, claro.

Não sei se precisa, mas vamos lá. O projeto da franquia canadense tanto com Lucas quanto com Caboclo (mais com este do que com aquele) NÃO é para agora, não é para dar resultado para a temporada 2014/2015. Lucas jogou duas temporadas na Liga ACB espanhola pelo Estudiantes, da Espanha (sendo que na segunda se machucou e ficou tempos sem jogar). Bruno Caboclo se destacou mais na Liga de Desenvolvimento (LDB, onde foi visto pelo Raptors pela primeira vez, aliás) do que pelo time principal do Pinheiros. Ambos não têm 23 anos (Caboclo, nem 20).

bruno1E o que isso quer dizer? Que nem o torcedor mais fanático do Toronto imagina que eles estejam prontos para ser efetivos em um time que disputa a liderança da conferência Leste da melhor liga de basquete do mundo. Caboclo, que jogou muito bem em seu primeiro jogo e teve o nome gritado pela torcida do ACC Center, só entrou na rotação porque o ala James Johnson se machucou, não custa lembrar.

Quem sou eu para pedir calma a alguém (logo eu, devem pensar meus amigos mais próximos), mas neste momento o mais recomendável mesmo é ter paciência com Caboclo e Bebê. Os dois podem, até, não jogar mais até o final da temporada. E isso não será uma catástrofe. Pelo contrário. É o planejado mesmo.

bebe2Masai Ujiri, gerente-geral do Raptors, sempre deixou claro que o campeonato de 2014/2015 está aí para servir de base e de aprendizado para os dois brasileiros. É assim que tanto eles quanto quem gosta e os acompanha daqui devem acompanhar este certame. Torcendo nos momentos em que eles estiverem em quadra e esperando que o desenvolvimento ocorra nos treinamentos a que eles estão sendo submetidos pela comissão técnica do Toronto.

O “devagar com o andor'' que eu usei no dia 28 de janeiro deste ano está mais em voga do que nunca.


A melhor atuação da carreira de Anthony Davis – veja vídeo
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Fábio Balassiano

davis1Na noite de ontem o New Orleans foi a Utah para fechar a sua série de quatro jogos fora de casa. Era um jogo difícil e importante para os Pelicans, que precisavam da vitória para manter a campanha no positivo e o sonho de chegar ao playoff em voga.

Aí Anthony Davis apareceu. O monocelha acertou 16/23, terminou com 43 pontos, ainda somou 14 rebotes, 2 tocos e 1 roubo para garantir a vitória ao seu time contra o Jazz por 106-94. Os 43 pontos foram a maior marca de sua curtíssima carreira na NBA (está em seu terceiro ano).

Olho em Anthony Davis. Considerá-lo candidato a MVP talvez seja cedo, pois não sabemos até que ponto o Pelicans vai conseguir chegar, mas descartar alguém que tem as incríveis médias de 26,3 pontos, 11,4 rebotes, 3,5 tocos e 57,8% nos arremessos não é recomendável. O camisa 23 tem jogado MUITA bola. Abaixo o vídeo com os pontos da fera contra o Jazz neste sábado.


Após perder do Toronto, LeBron dispara: ‘Atualmente somos um time frágil’
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Fábio Balassiano

lebron“Atualmente nós somos um time muito frágil. Fomos frágeis nesta noite desde o começo. Qualquer adversidade nos abala, nos coloca fora do controle. Nada parecido com estar ganhando um jogo de final de NBA por 17 pontos e perdê-lo (como aconteceu com o Miami). Só que sou otimista. Vamos melhorar. Estou mais otimista do que eu achei que estaria, na verdade. Vamos ver o que fizemos de errado e nos preparar para o Orlando na segunda-feira''.

A frase é de LeBron James, e foi dada ontem à noite depois que o seu Cleveland perdeu em casa para o Toronto Raptors por 110-93. Os Cavs abriram 34-21 no primeiro período, mas não conseguiram segurar Louis Williams (foto à direita), que saiu do banco para anotar incríveis 36 pontos e liderar a franquia a surreais 66-37 na sequência de dois quartos (o segundo e o terceiro). Os canadenses agora têm 10-2, o melhor começo de sua história e a liderança do Leste. Cerca de 200 torcedores do Toronto foram ao ginásio e o sistema de som teve que aumentar o volume para calá-los, inclusive (veja mais aqui).

luisA turma de Ohio chegou a abrir 18 no primeiro período, e no começo do último período chegou a estar perdendo de 19 para o Toronto, que ontem não colocou Bruno Caboclo e Lucas Bebê. Foi a quarta derrota consecutiva do Cleveland, que agora tem 5-7 e ainda não se encontrou no ataque e nem na defesa. Sem dúvida não é o começo que David Blatt, o técnico, esperava.

raptorsA grande vantagem do Cleveland é que o time tem, agora, quatro jogos seguidos em casa (Orlando, Washington, Indiana e Milwaukee). O clima, porém, está longe de ser leve em Ohio neste momento. As críticas de LeBron são muito claras, e me parece que ele tem razão (no tom, não em expor algo que deveria ser tratado internamente).

Fato é que o Toronto mostra-se cada vez mais candidato ao título do Leste. E o Cleveland ainda vai precisar de tempo para engrenar. Quanto tempo? Ninguém sabe, mas na minha opinião até o começo de 2015 a filosofia de Blatt ainda não estará totalmente implantada, não.