Bala na Cesta

Ex-jogador da equipe, Edu Mineiro é o novo diretor técnico do Franca Basquete

Depois da saída de Hélio Rubens, Franca está se movimentando. A eleição da diretoria executiva do clube acontece nesta quarta-feira com uma única chapa, que deverá ser aclamada vencedora pelo Conselho Deliberativo. Marco Antônio Elias Calixto será o presidente (ele é irmão do desembargador Rubens Calixto, um dos principais formadores da Liga Nacional de Basquete, e pessoa séria- o que é ótimo!), assumindo o cargo no primeiro dia de junho.A Vivo, principal patrocinadora do time, confirmou a manutenção da verba, aliás.

E o primeiro nome confirmado para a próxima temporada é o de Edu Mineiro (foto). Ex-jogador da equipe, o ala pivô que conquistou títulos e foi um dos jogadores mais queridos em quadra por sua disposição será o novo diretor técnico do clube.

Edu tem 42 anos, é identificado com a cidade e conhece muito bem como funcionam as coisas na capital do basquete. Ele terá a função de não só escolher o novo treinador da equipe (atualmente sua principal missão) e o elenco para os próximos campeonatos, mas também organizar as divisões do clube, que também sofrerão grandes transformações.

Sorte para o novo presidente, para Edu e para Franca, a capital do basquete.

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Érika se apresenta, e seleção completa terá mais de 70 dias de preparação para as Olimpíadas

Chegou quem faltava. Melhor pivô do mundo na atualidade, a brasileira Érika (foto), que trocou o Perfumerías/Avenida pelo Ros Casares na Espanha (sua ex-equipe, diga-se) na semana passada, se apresentou no domingo em Jundiaí para treinar com a seleção feminina. Ontem, as jogadoras de Americana e Ourinhos (Bárbara, Karla, Clarissa, Tássia, Joice, Chuca e Sílvia Gustavo) chegaram, e com isso o time de Luiz Cláudio Tarallo terá mais de dois meses com TODAS as jogadoras antes da estreia nas Olimpíadas de Londres (28 de julho).

De cara, eu espero que os treinos de Tarallo sejam muito focados na defesa, grande deficiência da seleção feminina nos últimos anos em competições de alto nível, e que as jogadas com Érika (insisto: a melhor pivô do mundo) estejam na ordem do dia (na verdade, o garrafão precisa ser municiado exaustivamente, pois conta, além de Érika, com Damiris, Franciele e Clarissa). Se não for pedir muito, é importante que o time não abuse das bolas de três pontos (29,5% no Mundial de 2010) e que os erros sejam diminuídos (16,7 no Mundial e 16,8 nas Olimpíadas de 2008).

Mas não é só isso. Hortência e a diretoria da Confederação precisam garantir (e isso a Rainha já disse que acontecerá) que amistosos de alto nível sejam marcados (três contra a Austrália estão confirmados, o que é excelente). Chegar em Londres sem ter sido testada, como foi em Pequim, quando a preparação foi uma lástima, é meio caminho errado para uma eliminação precoce ou uma campanha decepcionante. Até agora, porém, o que foi anunciado foram dois jogos contra Cuba – e é bom lembrar que Cuba não é mais a mesma equipe do começo da década de 90 -, e isso não é uma boa notícia.

O Brasil (ainda) não tem time para chegar ao jogo do ouro contra os Estados Unidos, mas como o basquete feminino é muito equilibrado e sem tantos times de alto nível, uma preparação longa pode fazer a diferença lá na frente (como foi no Mundial Sub-19). Repito: vencer na estreia e passar em terceiro lugar no grupo podem garantir um confronto bom nas quartas-de-final e uma chance maior de vaga nas semifinais (briga por medalha, portanto).

É hora de arregaçar as mangas e trabalhar muito, não?

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Com ótima atuação coletiva, Flamengo vence São José na abertura das semifinais do NBB

Estive ontem no ginásio do Tijuca e vi mais uma ótima atuação do Flamengo (a segunda seguida – aqui vale o elogio ao sempre criticado Gonzalo Garcia). Venceu São José por fáceis 84-68, abriu 1-0 na série e agora viaja para o interior de São Paulo não com uma confortável vantagem, mas com duas certezas: a) jogando desta maneira, equilibrada e consciente, o time fica muito difícil de ser batido; b) os joseenses jogarão na sexta-feira com uma pressão incrível, pois novo revés colocaria a série em 0-2 (para aumentar o drama, a única derrota em casa em 16 embates jogos no NBB4 foi justamente contra o Fla em 10 de dezembro).

Sobre o jogo desta terça-feira, ele foi uma continuação da quinta partida do Fla contra Uberlândia (ou seja: ótima defesa, poucos chutes de fora – 17, contra 32 de dentro – e muitos pontos em contra-ataque). O time da Gávea defendeu muito bem desde que a bola subiu, mas a chave do jogo foi o jogo no garrafão (de novo!). Caio Torres (ele melhorou demais nas últimas duas semanas), Kammerichs e até Hayes tiveram muitos touches (21 arremessos dos 49 tentados pelo Fla, ou 42,8% – na temporada regular o índice não chegou a 30%), carregaram Murilo com faltas logo no princípio e acabaram abrindo espaço para arremessos sem tanta marcação de Jackson, Marcelinho e Hélio.

Com isso, e desesperados porque a vantagem só subia (chegou a mais de 20 pontos), os joseenses começaram a chutar loucamente de fora, e foram castigados por isso. O resultado foi pífio (9/33), os rebotes rubro-negros só aumentavam (foram 27 defensivos) e no final das contas a equipe de Régis Marrelli acabou tendo três chutes a mais de de longe do que de dois pontos – bizarro, não?

Com força no garrafão, defesa consistente e com sete atletas com nove pontos ou mais, o Flamengo nem precisou de um Marcelinho (foto) genial para bater um difícil rival. O veterano ala teve 14 pontos, mas chutou 4/12 (desta vez com poucos arremessos forçados, é bom que se diga) e viu David Jackson mais uma vez ser o cestinha com 17 pontos (o norte-americano tem um chute muito rápido e fácil). E isso, vamos combinar, é um baita mérito de Gonzalo e de todo o time do Flamengo. Não precisar de sua maior estrela em noite inspirada mostra quão boa foi a atuação coletiva da equipe.

O jogo 2 é daqui a dois dias, e nova vitória deixaria o Flamengo pertinho de mais uma final (a terceira em quatro edições do NBB). O que será que acontece: São José empata, ou os rubro-negros seguem bem e ganham mais uma (seria a terceira consecutiva no mata-mata)? Comente na caixinha!

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Depois da surra no jogo 1, Los Angeles Lakers tenta reação contra Oklahoma nesta noite

O placar não deixa dúvidas, né. O Oklahoma abriu a semifinal do Oeste com uma surra de dar gosto no Los Angeles Lakers com os 119-90 de segunda-feira. Foram 27 pontos de Russell Westbrook (10/15), 25 de Kevin Durant (8/16) e uma diferença que chegou a 35 pontos. Como mudar o panorama para o jogo 2 desta noite (22h30)?

Não se analisa basquete apenas pelos números, mas alguns chamam bastante atenção. A defesa do Los Angeles Lakers sob o comando de Mike Brown não é excelente, mas é boa. No jogo 1, levou 98 pontos em 36 minutos e viu os rivais chutarem acima dos 53%, um absurdo. Se isso não fosse muito, forçou os Thunder a apenas quatro desperdícios de bola (uma das menores marcas da história da NBA em playoff). Na transição, uma das grandes deficiências angelinas, foram 13 pontos e 71,4% de aproveitamento de acerto assim (também um índice altíssimo). Outro grande problema foi a marcação nos bloqueios para Russell Westbrook iniciar as ações. Serge Ibaka ou Kendrick Perkins paravam depois do meio da quadra, Westbrook driblava e depois simplesmente arremessava livre. Sem choro, nada. Corta, respira, arremessa, cesta. Mole.

Há, sim, formas de os Lakers tentarem minimizar algumas das qualidades do Oklahoma. Kobe Bryant já disse que irá marcar Westbrook desde o começo do jogo. É uma saída, sem dúvida. A outra seria arriscar em uma formação sem armadores, com Devin Ebanks ou Matt Barnes formando o trio de alas com Kobe ou Ron Artest. Outra possibilidade é dobrar na marcação a Westbrook logo depois do meio da quadra, impedindo que o armador do Thunder tire Gasol/Bynum de dentro do garrafão desde o começo. A outra é forçar uma rotação em que algum ala venha cobrir o armador batido pós-bloqueio, evitando, assim, um combate direto de um pivô a Westbrook. Isso tudo, claro, na teoria, porque sabemos que na prática a teoria é bem diferente.

No ataque, os Lakers poderiam explorar mais as jogadas de corte. Foram apenas nove vezes na segunda-feira, mas com 1,44 pontos em cada uma dessas posses, com quase 80% de aproveitamento. Além desta tática, jogadas de post-up contra Westbrook podem funcionar bem (no jogo 1, 22 jogadas assim, com 50% de aproveitamento e 1 ponto por posse de bola).

Quando fiz a análise da série aqui na segunda-feira, muita gente disse que estava sendo duro com os Lakers, já que citava poucas qualidades do time que tem Kobe Bryant. É uma verdade. As outras vocês leram naquele e neste post. Os pontos fracos dos angelinos são exatamente os grandes pontos fortes do Oklahoma, e quando há uma situação assim é muito difícil revertê-la “só” com o talento de Kobe.

O elenco do Lakers tem muitos furos (falta um chutador confiável de fora, mobilidade para o garrafão marcar os picks, defesa de transição correta e um armador com melhor defesa), e essa, de verdade, não é uma culpa de Mike Brown (como bem lembrou o Bolapresa, os times de Phil Jackson já marcavam picks de forma errática, mas compensavam com a presença de Lamar Odom, jogador alto, ágil e com braços longos).

JA Adande, da ESPN, disse: “Neste momento não é que não vejo os Lakers vencendo a série contra o Oklahoma. Neste momento, não vejo é uma maneira de os Lakers vencerem duas do Oklahoma”. Eu estou com ele.

E vocês?

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Embalados, Spurs abrem semi do Oeste contra os Clippers nesta noite no Texas

Vocês não acharam que eu tinha esquecido, acharam? Assim como os vizinhos Lakers tiveram pouco tempo de descanso, a turma dos Clippers tampouco pôde relaxar depois de eliminar o Memphis no jogo 7 fora de casa (acertei o palpite, hein!). E o adversário do time de Vinny del Negro não é qualquer um. Em casa, o San Antonio, que varreu o Utah Jazz na primeira rodada, vem embalado e babando para enfrentar os Clips a partir do jogo 1 desta noite (22h30 de Brasília).

Uma das chaves do duelo será o embate entre Tony Parker e Chris Paul, dois armadores do primeiro escalão da liga e cujas fases técnicas são esplendorosas. Outro interessante é este Tim Duncan contra Blake Griffin, embora a fase física de Griffin inspire muito mais preocupações do que a do veterano ala do Spurs (que loucura!). Mas a balança começa a pender pro Spurs quando vemos o conjunto dos Spurs, o comando técnico (Pop, que conhece bem Vinny dos tempos de jogador deste em San Antonio, é muito melhor que seu antigo comandado) e o banco de reservas (Manu, Splitter, Jackson, Neal são mais efetivos que Young, Evans, K-Mart etc.). Isso, claro, sem falar no mando de quadra, né.

De todo modo, um aspecto pode fazer ajudar os Clippers. Chris Paul marca e joga muito bem nos picks, principal jogada de começo de ataque do San Antonio. Se o craque da camisa 3 conseguir neutralizar as ações dos rivais neste tipo de jogada, os angelinos passam a ter mais chances. Se, além disso, Caron Butler, que quase assinou com os Spurs no começo da temporada, acertar seus arremessos do perímetro e o garrafão conseguir minar as fortalezas texanas com um jogo bem físico, aí sim a franquia de Los Angeles começa a ver a final de conferência com mais força.

Mas no final das contas eu acho que os Spurs fazem 4-2 nos Clippers e avançam para a final de conferência Oeste. E você, concorda comigo? Comentários e palpites na caixinha!

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Pivô Rafael Hettsheimeir está praticamente fora dos Jogos Olímpicos – que pena

Rafael Hettsheimeir era nome certo na lista dos 12 que iriam aos Jogos Olímpicos de Londres pela seleção brasileira. Mas uma lesão no joelho esquerdo deve afastar o pivô do Zaragoza da competição mais importante do ano. É, sem dúvida, uma pena. A notícia foi confirmada por Marcelo Maffia, agente do jogador no Twitter:

“Praticamente certo que Hettsheimeir realmente fique fora das Olimpíadas de Londres. Cirurgia no joelho e dois meses fora, não daria tempo. Uma pena”, afirmou Maffia.

Rafael tem sofrido com dores desde o começo do ano, e desde o dia 28 de abril não atuava por 30 ou mais minutos na Liga ACB Espanhola. Sua média de minutos, que era superior a 31 minutos, caiu para menos de 27.

O pivô, que acaba de ser pai, deve obviamente estar muito triste, e não é pra menos. Ele foi um dos destaques do Pré-Olímpico (9,3 pontos, 4,1 rebotes e uma atuação histórica contra Luis Scola na competição – 19 pontos, oito rebotes e uma surra homérica em Luis Scola), e seria uma ótima opção de garrafão para a rotação com Splitter, Nenê e Anderson Varejão. É forte, defende bem, tem explosão no ataque e é querido por todos no grupo. Lamentável mesmo!

Triste para Rafael e uma grande perda para a seleção de Magnano.

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Giro rápido: Super Copa Brasil, WNBA, Sul-Americano Sub15

- Começou hoje a Super Copa Brasil, que está sendo disputada em Mogi das Cruzes (SP). São quatro clubes em cada chave, os dois primeiros avançam às semifinais e os dois finalistas garantem vaga no NBB5 caso cumpram todos os requisitos da Liga Nacional de Basquete. Mais informações sobre a competição aqui. Aqui, boa matéria sobre o resgate do basquete do Palmeiras, que participa da competição, divulgada no Lance! de hoje.

- Ontem começou o Sul-Americano Sub15 no Uruguai. O Brasil sofreu um bocado, mas venceu a Colômbia por 89-85 na prorrogação. Esta é a primeira etapa de formação de atletas de seleção, e é bom ficar de olho no time comandado por Ricardo Oliveira. O torneio garante três vagas na Copa América de 2013. Gabriel, Rafael, Walisson, Henrique e Pedro Paulo foram bem. Hoje é a vez do Peru.

- Não parece, mas a temporada da WNBA começa esta semana. Sem brasileiras, porque Érika, Damiris e Iziane estão com a seleção brasileira, sem muitas europeias, que estão com seus respectivos times nacionais, e sem Lauren Jackson, que está com a Austrália, mas começa. Bom ficar de olho no Minnesota, atual campeão, no sempre forte Phoenix Mercury, no Indiana Fever e no Los Angeles Sparks, que parece enfim ter encontrado uma jogadora para dividir o garrafão com Candace Parker, a número 1 do Draft Nneka Ogwumike. A abertura é na sexta-feira, dia 18, com o duelo entre Seattle Storm e o próprio Sparks.

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Tentando repetir atuação, Flamengo recebe São José na abertura das semifinais do NBB

Começam hoje as semifinais do NBB4. Time de melhor campanha na competição, São José, invicto há 15 partidas (aqui), vem ao Rio de Janeiro (21h, no Tijuca, com promessa de transmissão do Sportv) para medir forças com o Flamengo, que sofreu um bocado, mas bateu Uberlândia por 3-2 e se classificou pela quarta vez seguida para ficar entre os quatro melhores do país (sem dúvida alguma um feito interessante). A série é em melhor de cinco partidas, e o formato é esse: um jogo no RJ, dois em São José, um no RJ (se necessário) e o final em São José (se necessário).

Aqui vai um dado interessante: na fase de classificação, vitória rubro-negra em São José, e vitória dos joseenses no Rio de Janeiro. No interior de São Paulo, David Jackson acertou seis tiros de três pontos, terminou com 27 pontos e o Fla fez 101-98 (Marcelinho teve 13 assistências). No RJ, São José quebrou uma sequência de dez derrotas consecutivas contra o rival (em uma delas, Marcelinho anotou 63 pontos, lembram?), anotou 85-79 e conseguiu, na época, a quinta vitória consecutiva. Murilo teve 19 pontos e oito rebotes no triunfo.

Ao Flamengo, repetir a atuação brilhante em termos defensivos que teve no jogo 5 contra Uberlândia é meio caminho andado para tentar bater um difícil e embalado rival. Sem abusar dos três pontos, usando os pivôs (Kammerichs e Caio Torres nunca tiveram tantos touches na vida…) e saindo rápido em contra-ataque depois de sucessivas marcações excelentes o time da Gávea tem boas chances.

Do outro lado, Murilo, melhor jogador da competição, está jogando no sacrifício (como informa Fábio Aleixo no Lance!) e será muito vigiado tanto por Caio quanto por Kammerichs. Não será fácil para o camisa 21, e por isso acho que a chave de São José serão Fúlvio e seus homens de apoio. Dedé e o ex-Fla Jefferson William somam quase 30 pontos por partida, e serão chamados para jogar quando Murilo estiver bem marcado ou quando houver dobra na marcação a ele. O armador Fúlvio, por sua vez, não terá tanta dificuldade contra Hélio ou Fred, não tão bons no combate direto, mas pode sofrer um pouco com David Jackson (mais alto, forte e com bom deslocamento lateral). Manter a “voltagem” alta, ou seja, tentar pontos em contra-ataque é importante para os joseenses.

De verdade, acho que o Fla ganha hoje, mas São José avança para a final com 3-2. E você, tem palpite? Comente na caixinha!

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Pós-balanço, Confederação ignora pedido de entrevista – veja as dúvidas que permanecem

Na semana passada eu divulguei aqui o balanço financeiro da Confederação Brasileira (procure pelo marcador ‘balanço financeiro’). Foi uma aberração, como vocês puderam ver na minha análise e na do professor Jorge Eduardo Scarpin. Pois bem. Vejam a cronologia dos emails enviados por este blogueiro a entidade máxima:

9 de maio (destinatários: presidente Carlos Nunes e assessoria de imprensa)
Carlos Nunes e assessoria, tomei conhecimento da divulgação do balanço financeiro da entidade, e preciso de uma entrevista para esclarecer alguns pontos. Amanhã ou quinta-feira enviarei as perguntas a vocês.
São dúvidas importantes, pertinentes e que visam a esclarecer a forma como a verba, em sua maioria pública, tem sido utilizada.

Será feita por email, ok? Abs e obrigado, Fábio Balassiano.

10 de maio (destinatários: presidente Carlos Nunes e assessoria de imprensa)
Caro presidente Carlos Nunes e assessoria, conforme pedido abaixo e reforçado por telefone com a funcionária xxx, envio em anexo e no corpo do email as perguntas referentes ao balanço financeiro da entidade. Aguardo retorno e respostas para publicação em meu blog.

Reitero: aguardo até o final do dia de amanhã ao menos uma posição sobre a data de eventuais respostas por parte da Confederação. Obrigado, Fábio Balassiano

14 de maio (destinatários: presidente Carlos Nunes e assessoria de imprensa)
Conforme dito ao telefone para a profissional xxx, aguardo as respostas até o final do dia de hoje, 14 de maio de 2012. Caso não as receba, conforme dito ao telefone e também neste email, entenderei que a entidade não quis responder as perguntas. Estou desde o dia 9 de maio procurando uma resposta de vocês, e não houve nenhuma resposta.
Obrigado, Fábio Balassiano.

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Bom, hoje é dia 15 de maio, e a Confederação Brasileira, como vocês podem ver, ignorou este blogueiro como se fosse uma entidade privada (e ela não é). Abaixo as perguntas que enviei. Que pena não ter as respostas. A sociedade e quem gosta de basquete mereciam saber o destino das verbas.

a) Por que a CBB possui tanto dinheiro em caixa, com o nível de dívidas nas alturas, e ainda considerando que um empréstimo da CBB tem uma taxa de juros de 3% ao mês, superando e muito qualquer tipo de aplicação financeira?

b) Quais competições nacionais foram organizadas pela confederação e quanto foi gasto em cada uma delas, visto o aumento considerável nesta conta? E por que a CBB, ao contrário do que fez em 2010, não evidenciou isto em 2011?

c) A CBB informa que possui três imóveis, localizados nos seguintes endereços: Avenida Rio Branco, 245 – 16º andar (sede da CBB) e Avenida Rio Branco, 156, salas 2132 e 2133. Pelas demonstrações, não consta receitas de aluguel, logo, o que se sabe, é que as salas não estão locadas. Estas duas salas são usadas pela CBB? Que imóveis são esses? Qual a sua função?

d) Em janeiro de 2012 (portanto, evento posterior à demonstração financeira em questão), a Eletrobrás deduziu o montante de R$ 825.707 da parcela contratual de 2012, sob alegação que a CBB utilizou este dinheiro para pagamento de tributos e contribuições não passíveis de cobertura contratual. Basicamente, utilizou o dinheiro para outros fins que não os do projeto. Como está esta pendência hoje? Qual o motivo desta utilização?

e) A justiça determinou o bloqueio de R$ 551.959 em função de ações movidas pela Sportlink Marketing Esportivo Ltda. Houve alguma tentativa de acordo preliminar?

f) Existem diversas ações cíveis não reconhecidas como dívidas, porém, segundo os assessores jurídicos da própria CBB, são passíveis de perdas. A maior delas é com a empresa Champion Products Europe Ltda referente a um contrato preliminar de patrocínio, firmado em 31/12/2008. Este processo hoje está em R$ 4.175.535 e, se a CBB perder a causa, este valor vai impactar de maneira extremamente relevante nas suas dívidas, já muito altas. A que se refere exatamente este contrato? Qual a situação jurídica dele atualmente? E por que isto não foi evidenciado no balanço de 2010, visto que o contrato era do ano de 2008?

g) Qual foi o motivo da compra de um veículo por parte da entidade?

h) Qual o motivo de se contrair tanto empréstimo assim? A dívida da CBB preocupa a diretoria da entidade?

i) Qual o motivo para o crescimento dos gastos com pessoal e administrativo ter aumentado tanto de um ano para o outro? O valor da receita não é levado em consideração quando aumentam-se, também, as despesas?

j) O que seria o Centro de Basquete Integrado, e por que se gasta cerca de R$ 300 mil nele? Não há nenhuma referência a ele no site da entidade nos últimos dois anos…

k) Quais os congressos que a entidade realizou, e que custaram mais de R$ 400 mil em 2011? Poderiam descrevê-los, por favor?

l) Qual é este convênio que rende aos cofres da entidade mais de R$ 1,4 milhões?

m) As arbitragens têm sido muito criticadas em NBB e LBF, mas o investimento da CBB nos árbitros foi 50% menor em relação a 2010. Qual o motivo desta redução?

n) Como foi gasto o montante de R$ 2,3 milhões contraídos pela entidade via Lei de Incentivo? Por que consta, por exemplo, repasse de mais de R$ 500 mil para o Nacional Feminino de Basquete? A organização da competição não é inteiramente da Liga de Basquete Feminino?

o) A CBB pagou, em juros bancários pós-empréstimos contraídos por ela, cerca de R$ 1,2 milhões em 2011, quase 50% a mais que em 2010. Somando todos os empréstimos contraídos pela CBB, ela deve pagar aos bancos R$ 4,3 milhões. A que se deve isso tudo?

p) Para que competições foram pagos os R$ 800.000,00 em cotas de televisão? Com quais valores?

q) Já perguntei isso ano passado, e não obtive resposta. Mas vale insistir: quanto custa, e como é administrado o contrato da empresa Brunoro Sports Business com a CBB? Por que a BSB sequer aparece no Balanço da entidade?

r) Quais são as “outras” receitas da entidade, que totalizam quase R$ 600 mil em 2011?

s) Por fim, uma pergunta simples: por que a entidade não publica o balanço financeiro em seu site?

Que pena, não? São ou não perguntas pertinentes?

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É oficial: lendário Hélio Rubens anuncia oficialmente sua saída de Franca

Quem acompanha este espaço sabe que a saída de Hélio Rubens de Franca já era certa (veja aqui a informaçã de 15/3). A diretoria tentou negar, os torcedores reclamaram aqui no blog, mas hoje, segunda-feira, 14 de maio, veio o anúncio oficial da saída do lendário treinador (leia o texto completo aqui).

“Ao finalizar o meu contrato com o Franca Basquetebol Clube, em 30 de junho próximo, estarei me desligando da função de treinador da equipe, deixando a diretoria à vontade para a contratação do meu substituto. Depois de 24 anos como jogador e outros 24 como técnico, sinto-me honrado e orgulhoso por ter participado de todos os títulos conquistados pelo basquete desta cidade, notabilizada como a capital brasileira desta modalidade esportiva, justamente por ostentar o maior número de títulos conquistados na história do país. (…) Por fim, esteja eu onde estiver, desejo do fundo do meu coração que seja mantida esta fantástica e inigualável tradição, assim como preservada a belíssima história do nosso basquete”, diz Hélio em um trecho do comunicado oficial.

O treinador é uma lenda da cidade, uma lenda do basquete brasileiro, merece todas as honras e créditos (mesmo, o cara é demais!), mas chegou a hora de Franca caminhar e procurar alguém não para ser o técnico do seu time adulto, mas sim de alguém que consiga ser o gestor de um grande processo de mudança do clube da cidade mais fanática por basquete no país.

Franca precisa de alguém com sangue novo, alguém com ideias novas, alguém com tudo novo. Tudo novo para de novo voltar a ser o centro das grandes conquistas no país. Isso, claro, passa, também, por uma mudança de mentalidade da diretoria da equipe, que precisa fazer um planejamento razoavelmente satisfatório para o próximo profissional que assumir.

Quem será que assume em Franca?

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