Bala na Cesta

O grande mérito de Gregg Popovich, técnico do ano na NBA
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Fábio Balassiano

pop3Poderia ter sido Jeff Hornacek, que quase levou o Phoenix aos playoffs. Poderia ser Tom Thibodeau, que pego o esfacelado Chicago e o colocou como quarto do Leste. Poderia, até, ser Steve Clifford, que dobrou o número de vitórias do Charlotte para levá-lo a pós-temporada pela primeira vez. Mas o prêmio de melhor técnico da temporada ficou com Gregg Popovich, do San Antonio Spurs. E ninguém pode dizer que é injusto.

Foi o terceiro troféu de técnico do ano de Pop (2012 e 2013 os outros), tendo ele se igualado a Don Nelson e Pat Riley como os únicos a terem atingido o feito por três vezes na NBA. Aos 65 anos, todo mundo sabe exatamente qual o principal mérito do ranzinza-porém-genial treinador do Spurs: fazer o seu time jogar basquete com inteligência. E quando o basquete se pratica com a cabeça ele é muito melhor, ele é muito mais bonito de se ver. Independente de você torcer pro Sprus, eu duvido muito que se você gosta de basquete não admire o que os caras fazem. Duvido muito, na verdade.

pop1É óbvio que ter Tony Parker, Tim Duncan e Manu Ginóbili como pilares da franquia ajuda muito. Não são estrelas vaidosas, dois deles foram formados no basquete internacional (FIBA) e têm noção de como o jogo mudou de duas décadas pra cá, e a franquia dá total liberdade a Popovich para “desenvolver” o jogador da maneira que achar melhor por dois, três, quatro anos (quanto ele julgar necessário). Os salários altos e duradouros são do trio acima. Quer aprender com o Tio Pop? Vai ter que ganhar menos e “perder” (ou ganhar) um bom tempo. Mas vai aprender muito, jogar os jogos mais importantes da temporada (playoffs) e depois tem chance de ganhar bons e polpudos contratos,

Foi assim que ele “moldou” Tiago Splitter quatro anos atrás (Splitter que já era um sucesso na Europa, mas que para o jogo NBA precisaria de adaptações). Foi assim que ele transformou Kawhi Leonard no Bruce Bowen 2.0. Foi assim que ele “achou” Danny Green, Marco Belinelli, Patrick Mills, Gary Neal, George Hill e tantos outros desvalorizados no mercado para colocá-los como peças interessantes em um esquema que mudou bastante desde que Popovich assumiu o comando texano há quase duas décadas. Pouca gente lembra, mas os Spurs já foram “travados”, “mecânicos”, quase um samba de uma nota só nos picks para Tim Duncan. Hoje os texanos usam e abusam das bolas de três (com os especialistas espalhados “esperando” no corner) e da velocidade nas infiltrações de Tony Parker para pontuar. O jogo mudou, e Pop soube ver isso para deixar seu esquema (principalmente o ofensivo) mais arejado, mais, digamos, “em dia” com o basquete que deve ser praticado hoje em dia.

pop2O grande mérito de Popovich, que certamente será aplaudido no ginásio antes do jogo 2 contra o Dallas (21h de Brasília), é justamente esse: ensinar seus atletas a jogar basquete, ensinar seus atletas a jogar com inteligência para entrar em um esquema baseado em um trio genial. Pop é “mala”, alguns dizem. Prefiro chamá-lo de gênio. É o melhor técnico da NBA há alguns anos (junto com Phil Jackson, é bom lembrar). Dá-lo o prêmio de melhor treinador da temporada é justo, merecido e reconhece seu belo trabalho neste campeonato em que os Spurs tiveram a melhor campanha da NBA, mas é “apenas” um enfeite para sua prateleira de troféus.

Seu grande mérito, e isso nem sempre entra na galeria de troféus, é o de ser um grandíssimo professor de basquete, daqueles que ensina seus jogadores não só a arremessar, fintar, defender, mas a “ler” e interpretar o que está acontecendo na quadra de basquete.


O tamanho do buraco em que o Chicago se meteu
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Fábio Balassiano

wizards1A foto ao lado diz tudo, né. John Wall vibrando com Bradley Beal, Kirk Hinrich cabisbaixo e Tom Thibodeau (ao fundo, de terno) caminhando de cabeça mais baixa ainda em direção ao banco de reservas. Sim, é isso mesmo que você está pensando.

O Washington Wizards esteve em Chicago ontem e bateu DE NOVO os Bulls por 101-99 na prorrogação com outra brilhante atuação de Nenê (17 pontos, sendo seis dos 10 do seu time no tempo-extra, 7 rebotes e 3 assistências), abrindo 2-0 na série mesmo tendo jogado as duas partidas longe do lar. O time chegou a estar vencendo por 17, viu a diferença reduzir, levou um baile nos rebotes ofensivos (os Bulls pegaram 17…), mas manteve a cabeça no lugar e conseguiu sair com a vitória.

Outro grande mérito do brasileiro, e isso as estatísticas talvez não digam mas talvez ajude a desvendar o que está acontecendo em quadra: como é muito rápido e tem braços longos, Nenê consegue impedir o jogo de passes de Joakim Noah, pivô e principal arma do Chicago para começar as ações ofensivas. Em 2014, desde que o Chicago mandou Luol Deng pra longe, Noah distribuiu mais de seis passes/jogo, tornando-se tão importante quanto os armadores no início das tramas ofensivas.

Contra o Wizards, Noah tem 7 ao todo (3,5 nos dois primeiros jogos da série). Nenê cola no francês, impede não só seu jogo de passes, mas tem conseguido se “enfiar” dentro dos corta-luzes do Bulls, travando os picks que por vezes começam as jogadas da turma de Illinois e evitando bandejas. Ontem mesmo ele foi “pegar” o armador do pick algumas vezes, impedindo investidas para a cesta ou desequilíbrios defensivos maiores.

chiAgora os Wizards voltam para a capital com 2-0 na bagagem, terão dois jogos na capital dos Estados Unidos e podem, sim, varrer os Bulls nesta primeira rodada do playoff (algo que pouquíssima gente esperava). O buraco do Chicago está na foto ao lado. Apenas três times conseguiram, em uma série de melhor de 7, vencer o duelo depois de perderem os dois primeiros jogos em casa. Se serve de incentivo ao Chicago, o Lakers chegou à final. O Rockets foi campeão. E o Dallas morreu logo na semifinal de conferência.

Será que os Bulls arrumam forças para virar esta série?


A jogada de 4 pontos mais sensacional da temporada? Por Kevin Durant!
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Fábio Balassiano

O blog volta oficialmente amanhã, moçada, mas decidi tirar a ferrugem do Bala na Cesta com aquela que provavelmente é a jogada de quatro pontos (bola de três pontos + lance-livre) mais sensacional da temporada. O Oklahoma City Thunder perdia, ontem, em casa do Memphis por 98-93 quando Russell Westbrook recuperou uma bola na lateral passando-a para Kevin Durant. Olhe aí o que o camisa 35 conseguiu fazer…

Isso mesmo. Bola de três + falta (e lance-livre convertido depois). No final das contas, porém, não adiantou muito. Kendrick Perkins, com um rebote e uma bandeja salvadores (veja aqui), conseguiu levar a partida para a prorrogação, mas lá os Grizzlies venceram por 12-6, a partida por 111-105 e empataram o confronto em 1-1, invertendo o mando de quadra e ganhando muita confiança para tentar abrir 3-1 na volta para Memphis. Kevin Durant terminou com 36 pontos, mas Zach Randolph (25), o gordinho mais talentoso da NBA, brilhou muito pelos visitantes.

No outro jogo da noite, só o Clippers apareceu para jogar. Derrotou o Warriors por 138-98 e empatou a série em 1-1. Hoje teremos três duelos. O Indiana, o Toronto e o Chicago, três que perderam o jogo 1 em casa, tentam empatar o confronto diante de Hawks, Nets e Wizards. Será que eles conseguem? Comentem!


O grande mérito de Americana, campeão da LBF
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Fábio Balassiano

Vi o jogo entre Sport-PE e Americana entre uma falha de streaming e outra, mas no geral eu achei a partida boa (embora com oscilações terríveis em alguns momentos). No final, vitória de Americana por 66-62 no Recife, 2-0 na série, título da Liga de Basquete Feminino assegurado e campanha invicta na pós-temporada.

Mais do que o jogo, gostaria de mencionar aqui o mérito não só do time e da comissão técnica (vou chegar nele já, já) de Americana.

Quem acompanha basquete feminino sabe que a cidade do interior de São Paulo virou a caputal do feminino há anos. Americana tem um projeto sólido, bem construído, sério, organizado e que conta com ótimo apoio de prefeitura e um patrocinador forte (Unimed). Forma jogadoras, dá boas condições de trabalho aos times da base ao adulto e consegue envolver a comunidade de forma bem satisfatória.

Para essa temporada, o time começou meio “enrolado”. O técnico Zanon saiu depois de alguns problemas internos (não caiam na esparrela de que foi pra ser exclusivo da seleção, até porque ele está treinando São José no NBB e nem viu in loco a final deste sábado devido a isso…) e o elenco precisou ser remodelado.

Muita gente torceu o nariz, mas eu acompanhei de perto o raciocínio de Ricardo Molina, presidente de Americana e fui testemunha de todas as suas “justificativas” para as aquisições (só discordei de uma e ele sabe disso). Ele vai ficar bravo comigo, porque gosta de ficar na dele, calado, mas é importante citá-lo neste momento. Quando perdeu do Sport na decisão passada, Molina sabia que precisava mudar. Optou (mais uma vez) por ir com tudo (pesado no mercado): contratou as “cascudas” Paola Ferrari, Ariadna, Joice e Êga e teve sagacidade para formar o garrafão com a recém-chegada Damiris ao lado de Clarissa. Foi formado um time rápido e ao mesmo tempo experiente e atlético para deter Erika, Nádia, Adrianinha etc. .

Mas faltava alguém para “sustentar” um grupo tão tarimbado (nada contra Virgil, agora assistente, mas talvez lhe faltasse rodagem, algo natural pra caramba). E aí veio Antonio Carlos Vendramini. Campeão do primeiro nacional da CBB lá em 1998 pelo Fluminense (saudades, Vedrana), o técnico estava afastado do cenário há anos. Molina o resgatou, e deu resultado. A boa defesa de Zanon foi mantida, mas o ataque melhorou muito, ficou mais arejado. Vendra teve lapsos durante o campeonato, deu uma rateada, sabe que seu time pode jogar MUITO melhor, mas ele deu uma grande contribuída para o título de Americana vir.

É um título não só das jogadoras, isso que quero e faço questão de frisar. Americana tem um projeto espetacular, que deveria servir de modelo para muita cidade/clube. O título de uma LBF que melhorou muito em relação a temporada passada é um prêmio a diretoria, atletas, torcedores e comunidade. Em um esporte tão frágil, como é o brasileiro, uma conquista deste tamanho chancela o trabalho e mantém a perspectiva para dias ainda melhores em Americana.


Playoffs da NBA: Análises e palpites do Oeste
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Fábio Balassiano

Você já leu as análises do Leste abaixo, né. Vamos ao filé agora, vamos ao Oeste, vamos a quatro séries bem bacanas!

San Antonio Spurs x Dallas Mavericks – Melhor time da NBA (com campanha bem acima dos demais), o Spurs acabou pegando um rival texano direto na primeira rodada. O San Antonio vai sofrer um bocado para deter Monta Ellis e Dirk Nowitzki, mas a defesa do Dallas é uma peneira, marca muito mal no perímetro e não terá (principalmente) como parar Tony Parker. É uma pena que o Dallas, que lutou tanto para chegar aos playoffs, tenha caído direto contra o Spurs, viu…
MEU PALPITE: Spurs 4-1.

Oklahoma City Thunder x Memphis Grizzlies – Será uma briga de pesos pesados no garrafão (Serge Ibaka + Kendrick Perkins de um lado, Zach Randolph + Marc Gasol), bem interessante de ver como serão feitos os ajustes de cada técnico, mas a diferença ficará mesmo fora dele, com Russell Westbrook e Kevin Durant (MVP, certo?) levando vantagem em cima de Mike Conley e (dos restos mortais de) Tayshuan Prince. O banco do Thunder (Reggie Jackson, Jeremy Lamb, Nick Collison e o amado Derek Fisher) também deve ganhar o duelo contra o do Grizzlies.
MEU PALPITE: Thunder 4-2.

Los Angeles Clippers x Golden State Warriors – Eu não consegui entender bem que tanta crise aconteceu no Warriors neste final de temporada (caiu o assistente devido a um problema ético, Mark Jackson não sabe se fica, Stephen Curry reclamou da falta de energia do time…), mas é fato que a turma de Oakland não parece aquele time perigoso que podia vencer de todo mundo matando 390 bolas de três por partida. Não será fácil para os Clippers, mas acho que Chris Paul + Blake Griffin conseguirão avançar desta vez. Os Clippers conseguiram a melhor campanha da história da franquia e têm tudo para sonhar alto, sim.
MEU PALPITE: Clippers 4-1.

Houston Rockets x Portland Trail Blazers – Duelo complicado de palpitar alguma coisa. Mas o Portland caiu tanto, teve tanta lesão neste final de campeonato que eu não sei se eles terão tamanha energia para ir adiante nesta pós-temporada. O Rockets tem Dwight Howard para castigar Robin Lopez no garrafão, James Harden e Chandler Parsons para matar as bolas de fora e boas doses de Patrick Beverly para diminuir a sanha de Damian Lillard na armação. Gosto muito do time do Portland, acho Nicolas Batum, LaMarcus Aldridge e Lillard, mas o Houston tem o mando de quadra e parece em um momento melhor.
MEU PALPITE: Rockets 4-3.

Concorda? Quem passa em cada um dos duelos? Comente!


Playoffs da NBA: análises e palpites do Leste
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Fábio Balassiano

Começam hoje os playoffs da NBA. Vamos às análises e palpites das séries de primeira rodada do Leste. Em breve entrarão as do Oeste.

Indiana Pacers x Atlanta Hawks – Teria tudo para ser uma série fácil, tranquila, aquelas de primeiro contra oitavo que a gente conhece bem. Mas o Indiana caiu muito no final da temporada (embora mesmo assim tenha conseguido a primeira colocação do Leste), os aproveitamentos de Paul George e Lance Stephenson ficaram muito ruins, Andrew Bynum e seu joelho não fizeram as pazes (o pivô segue lesionado) e do outro lado há um adversário que trouxe muita dificuldade para os Pacers na fase de classificação. O problema é que os Hawks estarão sem seu melhor jogador (Al Horford, machucado), sem o mando de quadra e a torcida de lá raramente lota o ginásio para tentar fazer alguma diferença. Não será fácil para a turma de Indianápolis, portanto.
MEU PALPITE: Pacers 4-2.

Miami Heat x Charlotte Bobcats – Está aí uma série que eu não vejo muita graça. Apesar de Al Jefferson, que deve causar estragos na defesa do Miami (a não ser que Greg Oden encarne Hakeem Olajuwon) e da boa defesa dos Bobcats, eu não vejo como os Bobcats, que levaram 716 pontos de LeBron James na temporada regular (todos lembram, certo?), consigam complicar a vida do Miami. Acho que não é preciso alongar muito por aqui, né. Os Heat, que levaram a temporada numa tranquila, terão um começo de playoff bom para se preparar para “capítulos” mais animados que virão adiante.
MEU PALPITE: Heat 4-1.

Toronto Raptors x Brooklyn Nets – Série mais difícil de opinar no Leste, sem dúvida alguma. O Toronto passou a jogar como um time desde que Rudy Gay saiu, cresceu na competição, obteve a melhor campanha da história da franquia e adquiriram uma identidade bacana. Têm em DeMar DeRozan uma boa e jovem estrela, mas do outro lado haverá um experiente e “faminto” Nets. O Brooklyn começou mal a temporada, veio crescendo e neste final da fase regular deu uma patinada (meio que parecendo escolher os Raptors ao invés do Chicago…), mas a turma de Jason Kidd conhece bem como funcionam os playoffs. Nome por nome, os Nets (Joe Johnson, Deron Williams, Paul Pierce e Kevin Garnett) levam vantagem, isso ninguém discute. Na quadra, com mando de quadra dos canadenses, boa defesa do Toronto (mais uma vez o técnico Dwane Casey faz um grande trabalho neste sentido), acho que é totalmente imprevisível.
MEU PALPITE: Raptors 4-3 (sem a menor convicção)

Chicago Bulls x Washington Wizards – Se eu não me engano, a última vez que os dois times que tiveram a honra de ter Michael Jordan vestindo suas camisas se enfrentaram nos playoffs a turma da capital levou a melhor (com Gilbert Arenas jogando a bola pra torcida ao final do jogo 6). Mas agora a história é outra. Embora talentoso (Beal, Wall, Nenê mesmo), o Wizards vai sofrer um bocado com a defesa do Chicago (liderada pelo excepcional Joakim Noah). Vai ser uma série feia, porque o Chicago gosta de deixar o jogo feio (na verdade, precisa, né, porque a centelha do talento – de Luol Deng e Derrick Rose – não está mais lá), e no final acho que os Bulls vão pra semifinal de conferência contra todos os prognósticos depois que a troca de Deng foi feita.
MEU PALPITE: Bulls 4-2.

Concorda comigo? Qual o seu palpite? Comente!


Contra a parede, Sport-PE recebe Americana no jogo 2 da final da LBF
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Fábio Balassiano

Neste sábado, a partir das 13h, o ginásio da Ilha do Retiro vai tremer. Em casa, o Sport-PE estará contra a parede e precisará vencer Americana no jogo 2 da final se não quiser ver, diante de sua fanática torcida, que a LBF termine com o troféu nas mãos da turma do interior paulista.

Para isso, precisará jogar muito melhor do que na peleja que abriu a série no sábado passado. Adrianinha, Hayes, Érika e Nádia ( esta principalmente) podem jogar melhor – e certamente sabem disso. O basquete é um jogo coletivo, sabemos disso, mas o crescimento coletivo também vem através de atuações individuais consistentes. É nisso que o Sport aposta para levar a final da LBF pro terceiro jogo.

Do outro lado estará Americana, que não começou a série como favorita e que agora, mais do que nunca, joga sem pressão alguma. É um cenário que o técnico Antonio Carlos Vendramini precisará explorar para sair com a vitória. Se em termos técnicos seu time não é melhor que o Sport, e não é mesmo, o lado psicológico da série está a seu lado. É contar com o nervosismo do rival diante de uma situação limite até então não vivenciada pelo núcleo pernambucano pode ser um dos atalhos para Americana conquistar a LBF depois do vice da temporada passada.

O Sportv transmite a partida a parir das 13h. O que será que vai acontecer? Comente!


Em sua 1ª final, Damiris quer título antes de ir pra WNBA
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Fábio Balassiano

Principal contratação de Americana para a temporada, a jovem Damiris foi peça fundamental na conquista da primeira vitória de sua equipe na final da Liga de Basquete Feminino de sábado passado. Aos 21 anos, a ala-pivô, craque de bola, conversou rapidamente com o blog sobre a decisão contra o Sport-PE neste sábado em Recife (se vencer Americana conquista o bicampeonato da LBF), sobre a sua ida para a WNBA (ela vai para o fortíssimo Minnesota Lynx) e do duelo contra sua amiga e ídolo Érika na final nacional. Confira o papo.

BALA NA CESTA: Ano passado você não estava no time, mas Americana teve um jogo 1 muito parecido com o desta final. A diferença é que o terceiro período bom foi do time de vocês. Qual foi a chave para vencer o Sport, relegando o time de Pernambuco a apenas 55 pontos?
DAMIRIS: Nosso time entrou muito focado em defender bem o time delas. Com isso o nosso ataque foi fluindo. Tenha certeza que nossa defesa foi o que fez a diferencia no jogo passado!

BNC: Você está de saída para a WNBA. Sair com o título te daria aias mais confiança para jogar a liga americana, não?
DAMIRIS: Sim, estou de saída mas estou muito focada nessa final. Um título neste momento só irá me motivar mais.

BNC: Este é sua primeira final nacional na carreira. Apesar dos prêmios individuais que você tem, e das conquistas na base, jogar uma final adulta é diferente? Te traz nervosismo?
DAMIRIS: Uma final sempre traz nervosismo e essa me traz um pouquinho a mais, por ser minha primeira decisão nacional. Mas ao mesmo tempo estou muito feliz e motivada. Sei que posso contar com o apoio de minhas companheiras de quadra e isso faz com que o nervosismo passe um pouco (risos).

BNC: Como tem sido enfrentar a Erika nesta final? Sei do carinho que vocês têm uma pela outra, mas na quadra o bicho pegou na partida passada, né…
Damiris: (risos) Tenho um carinho muito grande pela minha tia Érika, mas dentro de quadra sempre quero ganhar independente de quem esteja do outro lado! Mas a tia Érika sempre será meu ídolo.


Experiente, Adrianinha quer guiar Sport-PE na final da LBF
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Fábio Balassiano

A experiente Adrianinha, de 35 anos, sabe o que o Sport-PE precisa para não deixar a Liga de Basquete Feminino terminar neste sábado em Recife: cabeça no lugar e esquecer o Jogo 1 de sábado passado em Americana, quando seu time anotou apenas 55 pontos e perdeu o primeiro jogo da decisão. Conversei rapidamente com a armadora, cérebro do time e uma das melhores jogadoras do país.

BALA NA CESTA: Desde que o time do Sport foi formado, é a primeira vez em quatro séries de playoff que o elenco está atrás (0-1). Jogar “contra a parede”, principalmente em uma final, mexe com a cabeça e com a preparação de vocês? Como está o ânimo do time?
ADRIANINHA: Apesar de ser uma situação que nunca vivemos, acho que temos capacidade para buscarmos a vitória e forçar o terceiro jogo. Temos uma comissão técnica e um grupo capazes de se unir e reverter a situação.

BNC: Com a cabeça fria e certamente já tendo revisto a partida, onde foi que o Sport pecou no jogo 1 para não sair com a vitória em Americana? Fazer 45 pontos não é muito pouco para um time com este potencial?
ADRIANINHA: Acho que fizemos um jogo muito abaixo do deveríamos, considerando que foi o primeiro da final. A falta de agressividade na defesa e as bolas perdidas no ataque foram os pontos que mais prejudicaram a nossa equipe. Certamente será diferente no segundo jogo. E mudando isso, consequentemente, o ataque produzirá mais.

BNC: Como uma das mais experientes dessa final, o que você tem tentado passar para suas companheiras em termos táticos e psicológicos?
ADRIANINHA: Eu tenho dado meu máximo nos treinamentos e, mesmo sendo a mais experiente, estou ainda buscando ajudar mais a equipe, pois fiquei um tempo afastada devido a uma lesão e perdi um pouco o ritmo de jogo. Mas o mais importante que o time está pronto e tenho certeza que todas estão prontas para dar o máximo!

BNC: Passa pela cabeça de vocês que o título de Americana pode ser conquistado em plena Ilha do Retiro?
ADRIANINHA: Não, o pensamento nosso é de que é uma série de três jogos e que temos que ganhar dois para sermos bicampeãs!


O fim da segunda Era Dumars em Detroit
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Fábio Balassiano

Chega ao fim hoje uma das mais belas histórias da NBA. Joe Dumars, um dos poucos a serem campeões como jogador e gerente-geral com uma mesma franquia da NBA, sai de cena como o manda-chuva do Deteoit Pistons ao final da temporada. Oficialmente ele ainda ajudará na transição para a contratação de um novo GM, mas não terá posição de decisão nos Pistons.

Para quem não lembra, Dumars foi bicampeão da NBA na década de 80 com aquele fantástico time dos Pistons chamado de “Bad Boys” (Dumars, Thomas, Aguirre, Rodman, Lambeer, uma turma realmente da pesada). Era o cérebro e o ponto de razão de um esquadrão de malucos-beleza e o equilíbrio que o treinador Chuck Daly precisava em quadra.

Depois disso Dumara foi alçado a posição de gerente-geral da franquia. Escorregou feio ao escolher Darko Milicic no Draft de 2003 na segunda posição (deixando passar Dwyane Wade, Chris Bosh, Carmelo Anthony etc.), mas foi capaz de montar um timaço que chegou a final do Leste por anos seguidos (seis? Sete? De cabeça não lembro) e conseguiu ir duas vezes seguidas à final da NBA (título contra o Lakers em 2004 e vice diante do Spurs no ano seguinte – ai, Robert Horry…). Foi Dumars o responsável por montar um quinteto fantástico com Billups, Hamilton, Prince, Rasheed e Ben Wallace. E há muito mérito nisso, evidentemente.

Dumars acertou mais do que errou, isso não há dúvida, e deu alegrias para os fanáticos torcedores do Detroit. Mas, diga-se, ele errou muito nos últimos tempos (principalmente na montagem recente, pagando os tubos por Josh Smith e trazendo Brandon Jennings no lugar de Knight, que tem futuro…) e por isso sai de forma não tão prestigiosa e “por vontade própria” assim.

Faz parte do esporte e da vida. Seu saldo é positivo, e a memória do torcedor do Detroit para com ele será sempre positiva. Ídolo e campeão como jogador, “engenheiro” dos Pistons do começo de século (ganhador em 2004), o ex-companheiro de Isiah Thomas sai de cena com uma das mais belas histórias da liga.