Bala na Cesta

A difícil missão do Phoenix – dar o próximo passo e avançar aos playoffs
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Fábio Balassiano

dragic2Se houve um time que gostei de ter visto na temporada foi o Phoenix Suns. Jogando como franco-atirador, o time de Jeff Hornacek abusou de variações táticas e formações pouco ortodoxas (como a que colocava cinco chutadores em quadra de uma vez).

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A vaga nos playoffs, que premiaria o ótimo trabalho de Hornacek é a brilhante temporada de Goran Dragic (craque de bola!), no entanto, não veio e ficou um gosto de “quero mais'' para atletas, dirigentes e torcedores do Arizona. Não que eles esperassem isso no começo do campeonato passado, mas com os resultados o nível de expectativa aumentou.

O LAKERS NA CORDA BAMBA

thomasE é justamente essa expectativa crescente que faz da temporada 2014/2015 muito interessante (e ao mesmo tempo perigosa, pois o lado franco-atirador já é conhecido). O elenco é basicamente o mesmo, tendo ganho as boas opções de Isaiah Thomas (foto à esquerda), Tyler Ennis (bom calouro canadense que veio da Universidade de Syracuse) e Zoran Dragic (sim, irmão de Goran) para fazer a rotação na armação e de Alex Len, recuperação da lesão que o afastou das quadras na temporada passada, no garrafão.

PARA OS KNICKS, A ORDEM É TER PACIÊNCIA

Com os reforços, a maturidade maior do elenco e as evoluções de Dragic, Bledsoe e dos irmãos Morris o que se espera agora do Phoenix é que a vaga que ficou no “quase'' na temporada chegue no campeonato que está por começar. É difícil? Sim, bastante, no Oeste há pelo menos 11 candidatos a entrar no mata-mata, mas vale a pena ficar de olho nos caras.

CHEGOU A HORA DO CHICAGO BULLS VOLTAR À FINAL?

trioPara o Phoenix, além do aspecto técnico é bom ficar de olho no que poderá acontecer com o elenco também. Como fechou os cofres depois que Steve Nash saiu, a franquia está bem abaixo do teto salarial. Mas pode perder seus principais jogadores caso não abra a mão. Goran Dragic, por exemplo, ganha US$ 7,5 milhões nesta temporada e pode apertar o botão para ser agente-livre ao final do campeonato (como fez LeBron James, por exemplo). Os irmãos Morris, que ganham US$ 3 milhões, serão agentes-livres irrestritos, mesmo caso de Gerald Green. Se quiser pensar no longo prazo, é bom renovar principalmente com Dragic e os Morris rapidamente.

duplaA missão do Phoenix é dar o passo seguinte, o passo que leva a franquia de novo aos playoffs. Se a vaga não vier nesta temporada, porém, não há muito a lamentar. O elenco é jovem pacas e certamente você terá visto partidas muito animadas e bem jogadas, marcas registradas desde que Jeff Hornacek assumiu o jovem elenco na temporada passada.

E você, o que acha: o Phoenix consegue vaga na pós-temporada? Comente!


A decisiva temporada do Chicago Bulls na NBA
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Fábio Balassiano

gasolArrisco-me a dizer que a temporada 2014/2015 é uma das mais importantes da história da franquia Bulls (ia escrever A mais importante pós-Jordan, mas fiquei com medo). Por tudo o que cerca Chicago, é um campeonato desafiador e que ao mesmo tempo pode deixar cicatrizes profundas.

Primeiro porque os Bulls se reforçaram muito bem. Foram no Draft e trouxeram o bom ala Doug McDermott. No mercado conseguiram Pau Gasol (foto à direita) e, ok, Aaron Brooks. Da Espanha veio Nikola Mirotic, escolhido recentemente no Draft e que agora debuta na NBA vindo de excelentes temporadas no Real Madrid. Se isso não fosse o bastante, os Bulls ainda mantiveram boa parte do elenco da temporada passada, a temporada em que a alma de Joakim Noah era vista em todas as partidas (mais aqui), e ainda vêem boa evolução ofensiva em Jimmy Butler (defensivamente ele é um monstro). Butler, aliás, que sofreu uma pequena lesão no dedo ontem.

Derrick RoseCom os fatores apresentados acima já daria para colocar o Chicago como postulante a algo bacana no Leste. Mas título (de conferência ou da Liga), apenas se Derrick Rose estiver saudável. Isso é muito claro para todo mundo. Recuperado de duas lesões seguidas no joelho, o armador fez um Mundial da Espanha não mais que razoável, mas parece estar ligando a sua máquina aos poucos na pré-temporada. E Rose bem é um ótimo sinal para os Bulls, que passam de um “bom elenco'' para um “real candidato ao título''.

Nesta semana LeBron James, calejado toda vida, jogou a responsabilidade para os Bulls ao dizer que o Chicago é o grande favorito do Leste. Não sei se é bem assim, mas de fato dos concorrentes ao título da Conferência a franquia é a que está, agora, aparentemente mais preparada. Vamos ver em quadra e se os joelhos de Derrick Rose conseguem suportar a temporada completa.

noah1Começar bem a temporada é importante para o Chicago, para Rose e para o excepcional Tom Thibodeau. Thibs sabe que uma boa largada inibe críticas, impede dúvidas (principalmente em relação ao camisa 1) e traz confiança a um elenco que sabe que é bom, mas cujos resultados recentes não são excelentes (o máximo que a franquia conseguiu no pós-Jordan foi mesmo uma final de Conferência em 2011).

É impossível fazer um prognóstico para o Chicago por causa da condição física de Rose, que obviamente traz uma série de dúvidas, mas se conseguirem ter o elenco completo os Bulls têm ótimas chances de bater de frente com Miami e Cleveland, os dois principais candidatos da Conferência.

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Em reformulação, Knicks deve usar temporada para adaptação
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Fábio Balassiano

pj1Uma das franquias mais tradicionais da NBA, o New York Knicks teve duas grandes vitórias antes de a temporada 2014/2015 começar. Teve força para contratar Phil Jackson como seu novo manda-chuva fora das quadras e lábia (principalmente de Big Phil) para manter Carmelo Anthony, estrela maior da companhia nos últimos anos. Mas, por incrível que pareça, os triunfos devem mesmo parar por aí nos próximos tempos.

Phil Jackson cansa de dizer que seu projeto com os Knicks é de longo prazo (e é mesmo), e que no primeiro momento é importante que a exigente torcida nova-iorquina tenha paciência. O elenco não será esse por um longo tempo, o técnico, o novato Derek Fisher, também precisará de tempo para entender como as coisas funcionam de terno e gravata e o sistema ofensivo (o de triângulos) que será utilizado requer muito tempo de aprendizado.

melo2A grande notícia em relação a este último ponto especificamente é que Melo parece disposto a aprender (ao menos por enquanto). Ele teria conversado com Kobe Bryant e Michael Jordan sobre os triângulos, e tem dado entrevistas falando em “dividir a bola'', em “passar primeiro para depois encontrar os buracos defensivos'' e outras frases que até a temporada passada fugiam de seu comportamento.

De coisa boa mesmo, só isso (além, ok, da chegada de Jose Calderon com contrato baixo pelos próximos três anos). No mais, é hora de ligar o sinal amarelo e pensar em 2015/2016 desde já. O maior salário da franquia é de Amare Stoudemire, com surreais US$ 23,4 milhões. Mas o ala-pivô está em seu último ano de contrato, bem como o errático italiano Andrea Bargnani, Jason Smith e Travis Outlaw. Olhando adiante, os Knicks têm apenas US$ 39mi comprometidos em sua folha salarial na próxima temporada, sendo que alguns destes milhões são opção do time. Se conseguir despachar rápido o maluquete JR Smith, melhor ainda, mas o plano precisa ser desde já fazer deste campeonato um verdadeiro laboratório para os próximos anos.

fishSistema novo, técnico novo, presidente novo e elenco em reconstrução. Exigir qualquer coisa em termos de resultados deste Knicks é uma loucura. Beliscar os playoffs é possível neste cambaleante Leste, mas não creio que este tenha que ser o foco. Lustrar os triângulos, colocar Carmelo Anthony como o verdadeiro líder que nunca foi e preparar jovens como Thanasis Antetokounmpo, Cleanthony Early, Shane Larkin e Tim Hardaway Jr para um futuro que sem dúvida é desafiador devem ser as prioridades da franquia.

O difícil é convencer o torcedor do Knicks de que perder bastante faz parte do processo, mas é exatamente isso que deve mesmo ocorrer com o time nos próximos meses.


Mesmo com Kobe Bryant, será mais uma temporada de sofrimento no Lakers
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Fábio Balassiano

Qscottuando terminou a temporada passada, o Los Angeles Lakers acenou com um princípio de mudança quando viu Mike D'Antoni, o técnico, sair. Uma posição “alta'' no Draft poderia trazer um mínimo de ânimo para a franquia da Califórnia, mas passaram alguns meses e a verdade é uma só: será outro campeonato de sofrimento para os Lakers.

É bem verdade que o técnico Byron Scott, campeão pela franquia como jogador, veio e pode trazer um mínimo de organização tática a franquia. Kobe Bryant está recuperado e jogou muito bem a pré-temporada. Jeremy Lin veio e, apesar de seu expirante e imenso contrato de US$ 14 milhões, pode ser útil. Muito criticado em Chicago, Carlos Boozer tem tudo para provar que ainda é muito bom (como sempre foi). Também é correto afirmar que Julius Randle, recrutado no último Draft, tem talento e pode ser útil no futuro.

boozerMais do que isso, porém, é devaneio, é loucura. O elenco, que era um dos mais fracos de 2013/2014, segue paupérrimo. Para piorar as coisas, Pau Gasol, dono da ala-pivô havia alguns anos, também saiu.

Para compor o grupo estão lá Xavier Henry, Wayne Ellington, Wesley Johnson, Ryan Kelly, Robert Sacre, Jordan Hill e Ed Davis. Mesmo sem espremer, espremer muito não sai muita coisa, não dá um caldo bacana. Ao contrário da maioria das franquias, que conseguem pinçar jogadores na Europa ou mesmo fora de Draft, a diretoria do Lakers comandada por Mitch Kupchack, gerente-geral que ainda vive no passado, não tem conseguido fazer bons elencos.

Os Lakers começam uma temporada com um elenco até que razoavelmente jovem, mas que paradoxalmente está longe de ser atraente (como são, por exemplo, o do Orlando Magic, e o do New Orleans Pelicans). Tem Kobe Bryant, um craque sem dúvida, mas um craque com 36 anos. Ao contrário de Dirk Notwitzki em Dallas, time que falei aqui na segunda-feira, Kobe não tem grandes companheiros e pensar em ir longe no playoff (ou até mesmo em chegar aos playoffs) é uma imensa loucura para os angelinos, tão desbalanceado e mal formatado que é este elenco.

kobeSei que a torcida do Lakers no Brasil é imensa e adoraria terminar esse texto de outra maneira, mas não é possível. Se vocês repararem nem citei o veterano Steve Nash, que hoje, sinceramente falando, não conta muito – o que é uma pena.

A temporada passada foi trágica (27 vitórias). A de 2014/2015 na NBA não promete ser tão melhor assim. Saiu Mike D'Antoni, é verdade, mas o treinador não era o único problema. O elenco, que era fraco, continua ruim demais. E aí não há Kobe Bryant que resolva. Se tivesse a opção de “pular'' esse campeonato, o torcedor angelino poderia muito bem apertar este botão.

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Reforçado, Dallas tem tudo para ser maior concorrente do Spurs no Oeste
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Fábio Balassiano

(A partir de hoje começarei a falar dos times para a próxima temporada da NBA. Não de todos, porque seria impossível, mas dos principais. Um ou dois textos por dia por aqui, fiquem de olho).

trioA temporada 2013/2014 terminou, e o Dallas, eliminado pelo San Antonio Spurs no agonizante jogo 7, tinha mais dúvidas do que certezas em relação ao futuro. Afinal, o que seria daquele time envelhecido, com Dirk Nowitzki, sua principal estrela, como agente-livre, um garrafão sem força defensiva alguma e poucas armas para o jogo externo? Era um quebra-cabeça que a franquia texana teria que montar rápido se quisesse dar aos anos finais da brilhante carreira do alemão Nowitzki um pouco mais de emoção (e não de comoção, como é no caso de Kobe Bryant no Lakers).

Para não dar sopa ao azar o Dallas foi ao mercado sem medo. Perdeu Shawn Marion e Vince Carter, é verdade (ambos que se encaixaram bem no esquema do excelente técnico Rick Carlisle), mas renovou rápido com Nowitzki (e com valor baixo que lhe permitiu ter fôlego nas demais negociações) e trocou o espanhol Jose Calderón por Tyson Chandler para ter mais firmeza defensiva em seu garrafão (uma das grandes deficiências do time no campeonato passado). Campeão com a franquia anos atrás, Tyson tornou-se uma verdadeira obsessão para a diretoria depois da temporada abaixo da crítica do pivô Samuel Dalembert. Encontrar um “cincão'' que protegesse o aro com segurança passou a ser a prioridade da franquia, que achou em um rosto conhecido (e bem inteligente) a sua tábua de salvação.

mavsDe quebra os Mavs receberam Raymond Felton, de quem não sou fã, mas se for bem (e pouco) utilizado pode ajudar na rotação. Além de Chandler vieram Jameer Nelson (armador do Orlando Magic), Richard Jefferson (veterano e útil ala) e Al-Farouq Aminu, nigeriano que fez uma temporada passada bem razoável pelo New Orleans e que traz força física a ala do time. O elenco, que já era bom, ficou fortíssimo.

Mas o melhor reforço acabou vindo mesmo de uma forma inesperada. Agente-livre restrito, Chandler Parsons estava dando sopa no mercado. O Houston Rockets ficou de olho (gordo) em Carmelo Anthony, moscou e viu seu rival do Texas fazer uma proposta milionária por Parsons.

Na tentativa de conseguir Chris Bosh, acabou sem nada – Parsons foi mesmo para Dallas e o ala renovou com o Miami Heat. Aos 25 anos, número de sua camisa também no Mavs, o ala chega para assumir a posição 3 do com um contrato de US$ 45 milhões por três anos e muita responsabilidade.

dirkTudo bem que o valor pode ter sido muito alto por um “especialista'' (Parsons baseia muito seu jogo nas bolas longas), mas essa era justamente uma das fragilidades do Dallas na temporada passada. Dirk Nowitzki não arremessa de longe há séculos. Monta Ellis, que foi muito bem em 2013/2014, é um cara que ataca a cesta e busca as infiltrações quase sempre. A necessidade da equipe acabou fazendo Mark Cuban aumentar as cifras para ter o camisa 25, e isso é bem natural. Jogando ao lado de Nowitzki e Ellias, as chances de Parsons, que arremessou quase cinco bolas longas com o Houston em 2014/2014 (e com aproveitamento de quase 40%), aparecer livre, livre para chutar de fora são imensas, já que o camisa 41 e o camisa 11 geram desequilíbrios imensos nas defesas adversárias. Para ele, especificamente, o desafio é mostrar que pode fazer outras coisas que não “só'' esperar as oportunidades que surgirão para investidas longas mas também que seu jogo ganhou (como vinha ganhando aliás) novos e perigosos golpes.

Por isso a conclusão é uma só: se rodar a bola como manda o figurino e se entrosar rápido, o Dallas tem tudo para ser o principal concorrente do San Antonio Spurs no Oeste. O Oklahoma City Thunder começará o campeonato desfalcado de Kevin Durant e nem se reforçou tanto assim. O Los Angeles Clippers vem forte, mas ainda (note o termo 'ainda') não me parece confiável. Os Mavs, por sua vez, têm um cracaço de bola em Dirk Nowitzki (foto à direita), um elenco de apoio recheado de boas opções (nove, dez jogadores podem fazer a rotação de Carlisle) e muita experiência para disputar os playoffs.

Concorda comigo? Nowitzki e o Dallas têm tudo para incomodar o Spurs no Oeste? Comente!


Com câncer cerebral, americana realizará sonho de jogar por Universidade
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Fábio Balassiano

laurenfinalRecém-formada no segundo grau, a jovem Lauren Hill, de Ohio, Estados Unidos, quis se dar um presente especial quando completou 18 anos no primeiro dia de outubro de 2013. Pegou o telefone e ligou para o técnico da Universidade Mount Saint Joseph (MSJ) avisando-o que iria jogar basquete pelo time da faculdade. Era um momento de alegria para ela e sua família.

Mas havia algo que Lauren não esperava. O dia 20 de novembro de 2013 tinha tudo para ser comum para ela, mas não foi bem assim. Sentindo-se cansada, ela foi fazer uma série de exames. O resultado não deixou dúvidas: Lauren Hill estava com câncer cerebral em estado terminal.

Os médicos deram uma previsão que Lauren viveria no máximo mais dois anos, mas ela não quis saber. Passou por períodos pesados de quimioterapia, recuperou-se, passou a ter uma vida normal (na medida do possível) dentro da faculdade e tratou de visitar todos os locais que tinha vontade (Grand Canyon, Cataratas do Niagara, Havaí etc.).

.Um desejo, porém, teve que ser endereçado ao Centro Esportivo de sua faculdade nos últimos meses. Quase um ano depois de ter entrado na universidade, a meninas agora com 19 anos pediu: “Quero jogar ao menos um jogo universitário. Ao menos uma vez quero vestir a camisa 22″. Foi isso que Lauren disse.

Os dirigentes da Mount Saint Joseph University analisaram o pedido, aprovaram a atitude e enviaram um ofício a NCAA, que por sua vez fez o seguinte: antecipou de 15 para 2 de novembro de 2014 o jogo inicial da temporada da MSJ contra Hiram College no ginásio da Universidade de Xavier para que Lauren Hill possa sentir o gostinho de atuar em ao menos uma partida da NCAA.

lauren22“Nunca desisti, nunca pensei em me dar por vencida, inclusive depois deste diagnóstico terminal. Não tenho medo de morrer, o que me preocupo mesmo é com as pessoas que deixarei para trás. Disse para minhas companheiras de equipe que não desistam nunca, porque eu sempre estarei vigiando-as. Se não estiver aqui, espero que elas sigam jogando melhor do que nunca e não sintam pena de mim'', afirmou ao site de sua faculdade.

O dia 2 de novembro de 2014 será histórico para Lauren Hill e sem dúvida para a NCAA, que conseguiu, com uma atitude simples, fazer a alegria de uma menina que está com câncer cerebral em estado terminal.

Tags : Lauren Hill


Flamengo termina ‘giro’ na NBA perdendo do Memphis – vale o aprendizado
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Fábio Balassiano

gegeTerminou há instantes o giro do Flamengo pela NBA. Terminou com derrota de 112-72 (estava 36 a 36 quando restavam 8 minutos para acabar o segundo período, quando, aí sim, a maionese desandou) para o Memphis Grizzlies (que teve 50 vitórias na temporada 2013/2014 do melhor basquete do mundo antes de ser eliminado pelo timaço do Oklahoma, do MVP Kevin Durant, por 4-3), mas sinceramente o resultado importa muito pouco (ou nada).

Perder faz parte do esporte, e a NBA é o AUGE do auge na escala mundial de basquete. O Brasil, por sua vez, está longe de chegar ao topo. Isso é bem óbvio e qualquer um enxerga (ou deveria enxergar). Por isso penso que só de ter um clube brasileiro indo jogar três vezes contra três boas franquias do melhor campeonato do planeta já é excepcional!

jeromeNão sei se é preciso, mas sendo ainda claro: o Flamengo poderia ir lá nos Estados Unidos e perder seus três jogos de 80 pontos para cima (algo que não ocorreu) que já seria uma vitória. Por um simples motivo: o objetivo desses jogos, como venho dizendo aqui há séculos, deve ser sempre APRENDER, EVOLUIR, TREINAR contra os melhores. E isso aconteceu, isso está muito claro que rolou.

Em menos de duas semanas o Flamengo enfrentou o Maccabi Tel-Aviv, campeão europeu (e venceu um jogo, tornando-se campeão Mundial/Intercontinental), o Phoenix Suns (dono de uma equipe com armadores excepcionais e transição fortíssima), o Orlando Magic (elenco jovem e com potencial físico assustador) e o Memphis Grizzlies, cuja defesa é uma das melhores da NBA há anos. Não sei se poderia haver uma pré-temporada melhor que isso. Se todo ano um clube brasileiro tivesse essa oportunidade de jogar contra clubes europeus ou franquias da melhor liga do planeta o resultado seria bem simples: o basquete daqui melhoraria MUITO.

zboO Flamengo sai dos Estados Unidos com três derrotas e pode ser que seus atletas voltem tristes (ninguém gosta de levar 40 pontos na cabeça). É natural e seres humanos competitivos (atletas) realmente não podem se acostumar com nada diferente de vitória.

Para mim, que preciso analisar as situações com um pouco menos de emoção (é o que tento), o rubro-negro volta dos EUA como VENCEDOR, tendo aprendido contra os melhores times do mundo e retornando ao país (a realidade do clube da Gávea é a brasileira, não custa lembrar) muito mais preparado para enfrentar os desafios de uma temporada que prevê a defesa dos títulos da Liga das Américas e do NBB.

É assim que torcida (que abraçou a equipe há tempos) deveria pensar também. Os atletas e a comissão técnica lutaram, tentaram e retornam muito mais maduros do que quando embarcaram no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Foi uma experiência inesquecível, certamente muito proveitosa e é assim que estes três jogos na NBA devem ser encarados. Concorda comigo? Comente!


Rio Claro fecha time feminino – alguém vai salvar o basquete das meninas?
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Fábio Balassiano

rioclaroA notícia chegou no email: “A secretaria Municipal de Esportes, através do secretario Reginaldo Breda, comunica que Marcio Pimenta não é mais o técnico do Rio Claro Basquete Feminino desde a data de 14.10.2014 (…). E que as atividades depois do termino do paulista se encerram nessa modalidade“.

Foi assim. Sem explicar, sem dizer muito, sem sequer contemplar as razões que levam Rio Claro a fechar seu time feminino que jogaria a próxima Liga de Basquete Feminino (LBF) é que veio a mensagem (o masculino, que disputará/disputaria o NBB, continua?). Triste. Bastante.

Não sei se é necessário dizer que a modalidade das meninas está caindo pelas tabelas há 15, 20 anos, que os campeonatos nacionais definham há uma década, que o nível do basquete interno, da base ao adulto, é tenebroso e que há cada vez menos times femininos no país, mas se é preciso… está dito.

nunes2Aí, aproveitando o fechamento de Rio Claro, uma perguntinha singela se faz pertinente: alguém vai salvar o basquete feminino deste país? O ideal é que a LBF, agora sabe-se lá com quantos clubes em sua próxima edição (Brasília vai jogar afinal?), tentasse profissionalizar de vez a sua gestão, veiculando um produto cada vez melhor ao mercado e fazendo com que casos como este de Rio Claro diminuíssem cada vez mais. Mas sabemos, e isso é uma realidade triste, que a Liga ainda está engatinhando, ainda está tirando o seu pé do chão para alçar vôos maiores, vôos mais altos.

A Confederação Brasileira é que deveria se preocupar. A entidade máxima do basquete brasileiro é que deveria agir. É ela que, no final das contas, perde quando um clube fecha as suas portas. É ela que, quando uma seleção brasileira precisa ser formada, tem cada vez menos material para análise, material para… selecionar as melhores. É ela que vê meninas (e também meninos) desistindo de seguir na modalidade cada vez mais cedo, descrentes que o esporte que escolheram lhes dará uma condição minimamente decente de sobreviver como atleta profissional.

nunes2Se fosse razoavelmente interessada em fazer o esporte feminino crescer, a CBB deveria não tomar conta da LBF (isso é bobeira), mas sim apresentar um planejamento concreto e de longo prazo para que o basquete feminino não ACABE neste país que conquistou um título mundial faz 20 anos.

E, perdão, mas a palavra é bem essa mesmo – 'acabar'. Se não tratar o doente terminal com remédio pesado e tratamento de choque o basquete feminino brasileiro vai ACABAR em pouquíssimo tempo. É uma pena que Carlos Nunes, o presidente da CBB nas duas últimas fotos deste texto, não tenha percebido ou feito nada para mudar esse panorama. Se percebeu, é negligente e conivente. Se não percebeu, acompanha pouco a modalidade. É só escolher.

O basquete feminino está na CTI e precisa de ajuda. Quem irá salvá-lo?


Flamengo não jogou bem contra o Orlando – o que você achou da partida?
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Fábio Balassiano

nikolaDe cara você toma aquele susto absurdo quando a transmissão norte-americana abre e você só ouve a torcida do Flamengo gritando, cantando o hino. É uma dessas situações malucas que você, do seu canto, jamais imaginou viver no esporte. Mas aconteceu na noite desta quarta-feira em Orlando, na Flórida, quando o rubro-negro enfrentou o Magic em partida válida pela pré-temporada da NBA.

Houve show na arquibancada do ginásio de lá, na arquibancada do Maracanã aqui (o jogo foi exibido nos telões do estádio antes do jogo de futebol contra o América-RN), mas em quadra o que se viu não foi muito bom, não.

Não pelo resultado (lembrem-se: mantendo a coerência sigo dizendo que é o que menos importa), que acabou terminando com 106-88 a favor do Magic (20 pontos de Nikola Vucevic, pivô bem promissor – ele na foto à esquerda), mas sim pelo desempenho do Flamengo em quadra. Se na semana passada contra o Phoenix o time apresentou bom nível, na noite desta quarta-feira eu senti o time um pouco abaixo do que poderia apresentar.

flaDe novo: não estava esperando uma vitória ou algo assim na noite desta quarta-feira (a diferença física é evidente e acabou sendo sentida no final). Não é isso. Mas vi uma equipe dispersa no começo (34-23 no primeiro período), com muitos jogadores tentando forçar jogadas desnecessárias. No ataque o que se viu foi uma precipitação absurda, com 9/31 de três pontos e 21 erros (números assustadores). Em alguns momentos o rubro-negro não trocava sequer dois passes (algo comum em suas apresentações desde que o técnico Neto assumiu há três temporadas) até mandar um arremesso na cesta adversária. No final, no saldo da partida de ontem e independente do placar final, o saldo foi negativo.

Bom mesmo, por parte do Flamengo, foi Marcelinho Machado. O veterano terminou com 20 pontos (6/12 de fora, o que nos leva a concluir que o restante do elenco atirou para 3/19 de longe…) e três assistências em uma atuação segura e muito boa mesmo sendo marcado pelos veteranos Willie Green, Luke Ridnour e Ben Gordon. Cristiano Felício, com seu físico assustador (a imprensa norte-americana não parava de comentar sobre isso), também foi muitíssimo bem com 8 pontos, 2 rebotes e disputa feroz contra Aaron Gordon no garrafão.

paytonAmanhã, contra o Memphis Grizzlies (21h), o Flamengo faz seu último amistoso na NBA. Certamente contra o melhor dos três times. Não se deve pensar em vitória, mas sim em deixar uma boa impressão como foi contra o Phoenix. Ontem o time jogou muito abaixo do que pode render (e atletas e comissão técnica sabem disso).

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Flamengo faz 2º amistoso na NBA contra o Orlando – há chance de vitória?
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Fábio Balassiano

fla1Depois de uma semana, chegou a vez de o Flamengo jogar o seu segundo amistoso na NBA. Após perder do Phoenix Suns no Arizona nesta quarta-feira às 20h (de Brasília) o rubro-negro mede forças com o Orlando Magic, na Flórida, em partida que certamente terá muitos brasileiros na plateia (a peleja será exibida pelo Sportv e ESPN).

Sigo insistindo na tese que os resultados destes jogos na NBA importam muito pouco. O foco, mesmo, precisa estar no desenvolvimento, no aprendizado, em conhecer uma outra cultura de basquete, um outro mundo esportivo. É algo tão diferente que o placar deve/deveria ficar em segundo plano ao meu ver.

herDe todo modo, os 12 jogadores e a comissão técnica do Flamengo que estão lá são competitivos por natureza e não podem (e nem vão) se contentar apenas em jogar contra os times da NBA e em tirar fotos com o Bernardinho (mais aqui) ou na Disney. Pois muito bem. Se a turma rubro-negra quer ganhar um jogo na NBA para marcar de vez o seu nome na história (depois dos títulos do NBB, Liga das Américas e do Mundial), a chance maior é justamente nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2014.

Dos três adversários que o Flamengo irá enfrentar, o Magic é disparadamente o mais fraco. O Phoenix beliscou vaga no playoff passado e tem um dos elencos mais jovens e com potencial da NBA. O Memphis, rival de sexta-feira, é uma carne de pescoço na liga há tempos. Tem uma das melhores defesas do planeta e está tentando evoluir no ataque. O Orlando, por sua vez, teve 43 vitórias (somadas) nas duas últimas temporadas e está bem longe de ter um elenco confiável. Não que o clube carioca seja favorito (não é), mas a maior chance de vencer na NBA é hoje mesmo contra a equipe do técnico Jacque Vaughn.

nicoPara quem torce pelo Flamengo e vai ao jogo de futebol no Maracanã, uma novidade bacana apresentada pela diretoria do clube. Nos telões do estádio será exibido o jogo de basquete do rubro-negro. Ou seja: quem quiser ver os dois (basquete + futebol) é só chegar cedo ao Maraca. Gol, ou cesta, de placa dos dirigentes do Fla nisso também. É básico, o mínimo, mas quase ninguém faz isso por aqui. Se foi feito, merece aplauso portanto.

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