Bala na Cesta

Arquivo : Warriors

Fora do Warriors, fica a pergunta: pivô brasileiro Anderson Varejão ainda tem espaço na NBA?
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Fábio Balassiano

andy1A notícia do ótimo Woj, do The Vertical, pegou a todos de surpresa na tarde de ontem: o Golden State Warriors optou por dispensar o brasileiro Anderson Varejão para abrir espaço em sua folha salarial para contratar o armador Briante Weber, assinou um contrato de 10 dias, prática comum na NBA.

Seguindo as regras da NBA, o brasileiro entra no que é conhecido como “Waivers” a partir deste sábado. Caso algum clube “pesque” ele de lá nos próximos três dias, Varejão terá que seguir para seu novo destino sem poder de escolha. Se este período passar ele poderá receber propostas e assinar com as outras 29 franquias da NBA, inclusive com o Cleveland, que o trocou na temporada 2015/2016. Se o Cavs desejar contratá-lo, precisa apenas esperar até 20 de fevereiro, prazo dado pela liga para que um atleta retorne ao time pelo qual ele fora trocado anteriormente. Mas de acordo com o jornalista Sam Amico, não é o desejo do time de Ohio, não.

andy2A grande pergunta que se faz é: Anderson Varejão, que tem as médias de 1,3 pontos e 1,9 rebotes em 6,6 minutos dos 14 jogos que atuou na temporada 2016/2017 (apenas uma vez ficou mais de 10 minutos em quadra…), ainda tem bola para ficar em uma NBA cada vez mais física, rápida e recheada de pivôs que sabem arremessar de longe?

O brasileiro tem 34 anos e sempre baseou muito de seu jogo em sua luta (física) perto da tabela. Com o potencial físico decaindo (naturalmente) devido a idade, sua grande qualidade não é mais um diferencial competitivo. A princípio, portanto, a resposta é “não” (e ela é até a mais provável mesmo), mas creio que alguns times poderiam se interessar em um atleta experiente, com três finais de NBA no currículo e ótimo de grupo (Clippers, Thunder, agora que está sem o turco Enes Kanter, Celtics e Pacers são alguns dos nomes que me surgem rapidamente na cabeça). Não que ele seja um jogador que mude os rumos de um time no playoff, mas Anderson está longe de ser um atleta tão ruim como vejo muita gente escrevendo. Se o seu melhor momento já passou, o que é óbvio, não creio que ele seja assim tão descartável, não.

Na real, na real mesmo, o momento é de tristeza para Anderson Varejão, deixado de lado por uma franquia pela segunda vez em pouquíssimo tempo. Agora é esperar para saber se alguma proposta virá ou se o seu caminho será longe do basquete norte-americano. Não dá pra cravar ainda que este é o final de sua história de quase 13 anos no melhor basquete do mundo.


Curry explode com bola do meio da quadra, nove de 3 e 43 pontos em 29 minutos – assista!
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Fábio Balassiano

curry1Antes do jogo de sábado contra o Los Angeles Clippers o técnico do Golden State Warriors, Steve Kerr, e Kevin Durant, maior reforço do time para a temporada, chamaram Steph Curry para conversar. Pediram para que o camisa 30 relaxasse mais e que voltasse a jogar o basquete que fez dele o MVP da temporada nos últimos dois anos.

Aparentemente Curry ouviu a mensagem. Azar do Los Angeles Clippers, que jogou sem o craque Chris Paul na armação e sofreu na mão do magriça. Na noite de ontem Steph fez uma cesta no meio da quadra no estouro do cronômetro ao final do primeiro tempo, matou 9 bolas de três pontos (em 15 tentativas), distribuiu 6 assistências, apanhou 9 rebotes e terminou o jogo com 43 pontos em 29 minutos (jogou apenas os três períodos iniciais) na fácil vitória do Warriors por 144-98.

Abaixo os melhores momentos da exibição de gala de Steph Curry ontem:

ARREMESSO DO MEIO DA QUADRA:

PASSE PELO MEIO DAS PERNAS DO ADVERSÁRIO:

AS 9 BOLAS DE 3 PONTOS:

OS 43 PONTOS:

 


Máquinas de pontuar, Rockets e Warriors se enfrentam hoje na NBA
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Fábio Balassiano

curry1A ESPN exibe hoje um jogaço a partir das 23h. Houston Rockets e Golden State Warriors, terceiro e primeiro da conferência Oeste, medem forças no Texas. Não é o confronto “apenas” de dois dos melhores times da temporada 2016/2017 da NBA, mas também (ou sobretudo) o embate entre os dois melhores ataques e os arsenais mais “pesados” de três pontos de toda a liga. O Golden State Warriors tem a surreal média de 117,7 pontos por jogo e lidera a NBA no quesito. Quem vem logo atrás? O Houston Rockets, que marca 114,6 pontos por jogo. Apenas estes dois times e também o Toronto (111,5) passam dos 110 pontos por noite no campeonato.

gordon1Para vocês terem uma ideia, no dia 23 de novembro o Warriors anotou 149 contra o Lakers. No dia 5/12, 142 contra o Pacers. E neste mês em 5 das 7 partidas o time anotou mais de 110 pontos (escrevo antes do jogo contra o Thunder). O Houston não fica atrás quando o assunto são partidas ferozes. Neste começo de ano já foram 129 contra o Toronto e 137 contra o Nets.

Individualmente vale falar sobre os caras que lideram a NBA em bolas de três convertidas. Entre os 7 primeiros, seis estarão em quadra logo mais. Steph Curry (Warriors) e Eric Gordon (Rockets – na foto) são os dois primeiros, com um e outro liderando o quesito a cada semana. No momento Curry tem 156. Gordon, 153. Atrás deles vêm James Harden (Rockets), o terceiro, Kyle Lowry (do Toronto Raptors e em quarto), Klay Thompson (Warriors), Trevor Ariza (Rockets) e Ryan Anderson (Rockets). Principal reforço do time para a temporada e dono de aproveitamento de quase 40% nos tiros longos, Kevin Durant está apenas em vigésimo-terceiro entre os que mais vezes acertaram bolas de três na temporada.

durant1Se no ataque eles dão show, dá pra dizer que na marcação o Golden State tem conseguido acertar também (principalmente nas últimas semanas). O Warriors é a segunda defesa em arremessos convertidos pelos adversários (43%) e a primeira quando o assunto é evitar as bolas longas (32,1%). O time de Steve Kerr fica na frente até do poderoso Memphis Grizzlies, conhecido por sua defesa eficaz tanto internamente, perto da cesta, quanto no perímetro. O Houston não defende bem e permite 45% de conversão dos rivais e 107,6 pontos por partida.

Vale a pena ficar ligado a partir das 23h logo mais. Não dá pra dizer quem ganha, mas acho que dá pra arriscar que os 2 times passarão dos 115 pontos.


NBA reconhece erro em último lance de Cavs e Warriors – Durant sofreu falta
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Fábio Balassiano

james1Para quem não conhece, todos os dias depois das rodadas a NBA coloca em seu site de arbitragem (aqui) análises e comentários oficiais sobre os dois últimos minutos de TODOS os jogos. Isso também foi feito no domingo com as partidas de Natal.

E a NBA reconheceu o erro em dois lances cruciais da partida entre Cleveland Cavs e Golden State Warriors (transcrição completa aqui). O primeiro deles a 01:43 do final, quando LeBron James enterrou e ficou pendurado no aro provocando a Draymond Green. Segundo a liga, James deveria ter tomado uma falta técnica (o mesmo que acontecera minutos antes com seu companheiro Richard Jefferson pelo mesmo motivo). Nada foi apitado.

durantO lance mais polêmico, porém, aconteceu no final. O Golden State tinha um ponto de desvantagem e a bola para vencer. Passe para Kevin Durant, que era marcado pelo veterano Richard Jefferson. Houve um contato, e Durant foi ao chão. A arbitragem nada marcou (seriam dois lances-livres para um cara que tem 87% de aproveitamento da linha fatal…) e o Cleveland venceu. Na revisão do lance, a NBA informa que houve, sim, falta de Jefferson no ala do Warriors “porque o contato dos pés (de Richard Jefferson) afetou sua velocidade, equilíbrio e ritmo na ação ofensiva”.

warriors1No final do jogo, o camisa 35 da franquia californiana, bem irritado (e pelo visto com toda razão), disse na coletiva de imprensa: “Eu caí, e eu não caí sozinho”. Do outro lado, Richard Jefferson, veterano e tentando tirar o seu corpo fora da polêmica, disse que todo lance é polêmico e todo atleta acha que sempre sofre a falta, mas que nada de grave teria acontecido.

O melhor jogo da temporada da NBA terminou, mas pelo visto não acabou ainda. Quem sabe em junho a gente não veja o tira-teima final destes dois timaços.


A magia do basquete no partidaço vencido pelo Cavs contra o Warriors
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Fábio Balassiano

cavs10Aí você se prepara para a rodada natalina, dispensa a família, se tranca no quarto e já se empolga com o Knicks e Celtics do Garden. Vitória do Boston (119-114), bom e jogo e tals. Se arruma na cadeira, pega uma água, se acomoda e começa a ver uma AULA de basquete. Golden State Warriors e Cleveland Cavs fazem em Ohio tudo aquilo que a gente espera encontrar em uma partida do esporte que a gente tanto curte: ataques ferozes, defesas tentando encontrar soluções, técnicos buscando vantagens com substituições, estrelas aparecendo, coadjuvantes buscando espaço e drama, muito drama.

warriors1Se o nível, de intensidade, técnico, tático, mental, físico, do primeiro tempo fosse mantido para o segundo já seria sensacional, mas os caras queriam mais. O Golden State foi pro intervalo vencendo por 55-52, chegou a abrir dígitos duplos no terceiro período, colocou 14 de vantagem nos 12 minutos derradeiros, mas o Cavs não desistiu.

Na verdade, aqui vale um registro desde já. O Cleveland em nenhum momento deixou de seguir o seu plano de jogo: fechar loucamente os espaços para tiros de três pontos no perímetro (Warriors tiveram “apenas” 9/30 de fora), nem que para isso significasse um garrafão mais aberto e disponível para infiltrações (50 pontos da franquia da Califórnia vieram assim). O problema é que para passar adiante não bastavam 16 pontos de LeBron James no terceiro período (ele teve 31 no total), 20 no total de Kevin Love e nem 7 roubos ou 10 assistências de Kyrie Irving. As peças de apoio precisavam aparecer. E naquela altura o banco não ajudava. Richard Jefferson e Iman Shumpert tinham, somados, 0/14 nos chutes. Só que, pessoal, isso se chama basquete e basta uma fagulha para a fogueira acender.

cavs1Jefferson, no alto de seus 36 anos, tomou a fonte da juventude e até enterrou. Shump matou bola de três. Channing Frye converteu duas. O banco acabou com 25 pontos, quase o dobro dos 13 do Warriors, e acabou sendo o responsável por colocar o Cleveland no jogo.

Nos minutos finais, mais drama. Steph Curry, mal no jogo (4/11 e 15 pontos “apenas”), recebeu em contra-ataque e matou de três. O Warriors lideraria por 1 ponto. O Cavs tinha a bola com 10 segundos de jogo. E aí Kyrie Irving, então com 23 pontos, 10 assistências, 7 roubos e 6 rebotes, mandou um Feliz Natal para o Golden State.

cavs3É isso. Vitória do Cavs por 109-108 em um dos melhores jogos deste esporte chamado basquete dos últimos tempos. Vale dizer que no último lance Kevin Durant, autor de 36 pontos e 15 rebotes (cracaço de bola!), tropeçou em Richard Jefferson (acharam falta ou normal?), não rolou arremesso e o Cleveland venceu com bastante justiça. Soube manter a cabeça fria mesmo perdendo durante toda a partida, colocou a bola nas mãos de Irving e LeBron nos momentos cruciais e ainda viu os coadjuvantes aparecerem para ajudar as principais estrelas. Manual de resiliência e de como grandes times encontram sempre formas de vencer partidas em que parecem estar sendo dominados pelos adversários. Insisto: uma aula de basquete por parte da franquia de Ohio.

cavs2Ressalto que foi certamente a melhor partida da temporada. Intensa, física, com rivalidade pulsando, técnica e tática ao extremo. Arrisco-me a dizer que não haverá 5 deste nível de intensidade e qualidade até o final de 2017.

Quem trocou a rabanada pelo jogo de ontem ouviu lamúrias da família, mas certamente não se arrependeu. Vimos, neste domingo, um show de basquete. Um show do que é o esporte em seu mais alto nível. Um show de Kyrie Irving. Quero apenas dizer que em junho podemos ter mais cinco, seis, sete jogos deste nível entre estes dois timaços de basquete. Que venham!


Rodada de Natal da NBA tem reedição de final e Westbrook podendo bater outro recorde
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Fábio Balassiano

knicks1Já é tradição. Realizada desde 1947, quando o New York Knicks venceu o Providence Steamrollers no Madison Square Garden por 89–75, a rodada de Natal da NBA terá cinco jogos hoje. E com a melhor notícia pra quem gosta de basquete: todos exibidos pelos canais ESPN a partir das 15h (de Brasília).

Entre os destaques, além das camisas que são confeccionadas (e bastante vendidas) especialmente para a data de hoje (a da foto ao lado é a do Knicks, lindíssima), estão a reedição das duas últimas finais entre Cavs e Warriors, Russell Westbrook podendo bater outra marca relacionada a triplos-duplos, Dwyane Wade jogando partida natalina com camisa que não a do Miami Heat e muito mais. Vamos ao resumo das partidas deste domingo!

thomas1New York Knicks x Boston Celtics (15h – ESPN) – São dois times que melhoraram muito nas últimas semanas e que têm campanhas idênticas (Celtics com 17-13; Knicks com 16-13). Na quadra veremos duelos vários confrontos individuais interessantes em posições-chave. Na armação, Derrick Rose x Isaiah Thomas. Na ala, Carmelo Anthony x Jae Crowder (ótimo marcador). No pivô, Joakim Noah x Al Horford. Vai ser bem interessante ver o comportamento do letão Kritstaps Porzingis, cada vez mais habituado aos holofotes, como a torcida do Knicks, que viu seu time vencer 11 das 15 vezes atuando no Garden, reagirá diante de um ótimo rival e como os Celtics farão os ajustes necessários para defender um time que tem 105 pontos por jogo de média e ótimas armas no jogo exterior para pontuar.

lebron2Cleveland Cavs x Golden State Warriors (17h30 – ESPN) – O jogo mais aguardado não só da rodada natalina, mas provavelmente um dos cinco mais esperados de toda temporada regular. É a reedição das duas mais recentes finais, o décimo-oitavo encontro dos dois times nos últimos 24 meses, os dois líderes de suas conferências (no Leste, o Cavs tem 22-6; No Oeste, Warriors possui 27-4) e mais uma chance de vermos dois dos melhores times do planeta dividindo a mesma quadra de basquete. Pelo lado do Cavs, desfalque de JR Smith, que, lesionado, ficará de fora muito provavelmente do restante da temporada regular.

durant1Pelo Warriors, deve ser muito bacana poder dizer que você vai para uma revanche contra o adversário que o venceu na última final com um nome diferente no quinteto inicial quando esta peça chama-se Kevin Durant. Cada vez mais adaptado ao esquema do Golden State, Durant lidera a equipe que possui três atletas com 20+ pontos (ele tem 25,9; Steph Curry, 24,4; e Klay Thompson, 21,4) e que tem tentado defender melhor nas últimas semanas. Não tem sido fácil, porque o estilo acelerado do ataque faz com que a defesa fique sempre exposta a contra-ataques ferozes dos adversários, mas até o camisa 35, não um especialista em marcação, se esforça para conter arremessos dos rivais. Vai ser muito interessante ver como Durant, como protagonista de um timaço que tem Curry, Klay e também Draymond Green, se sairá logo mais contra LeBron James.

kawhi1San Antonio Spurs x Chicago Bulls (20h – ESPN) – É o confronto do time mais regular das últimas duas décadas contra o mais inconstantes deste campeonato. O San Antonio é a melhor franquia da NBA desde o final do século passado, se mantém forte há 20 anos e joga o basquete que o mundo inteiro aplaude desde sempre. O Chicago, por sua vez, é um dos cinco times a já ter batido o San Antonio nesta temporada. O Chicago, porém, é de uma instabilidade atroz e hoje está fora da zona de playoff do Leste (tem 14-15 e sete derrotas nos últimos dez jogos). O alto (triunfas contra o Spurs) e o baixo (derrotas em sequência) se misturam na temporada do Bulls e é justamente por isso que é impossível prever o que irá acontecer logo mais.

wade1Se o time do (não menos instável) técnico Fred Hoiberg jogar com todo o potencial que o elenco que possui Jimmy Butler, Dwyane Wade, que jogará a partida de Natal com a camisa do Bulls pela primeira vez, e Rajon Rondo possui, teremos uma ótima partida no Texas. Do contrário, o San Antonio, tema de texto aqui esta semana, e seu jogo de passes maravilhoso terão imensas chances de sair com vitória no duelo natalino. Vale dizer que o Spurs venceu o Portland na última sexta-feira jogando muitíssimo bem (110-90) mesmo tendo poupado Pau Gasol, Manu Ginóbili e Tony Parker, três de seus veteranos mais importantes.

westbrook1Oklahoma City Thunder x Minnesota Timberwolves (23h – ESPN+) – Apenas cinco jogadores conseguiram anotar triplos-duplos na história da rodada de Natal: Oscar Robertson, LeBron James, Russell Westbrook, Billy Cunningham e John Havlicek. Apenas Robertson (1960, 1961, 1963 e 1967) conseguiu o feito em mais de uma oportunidade. É bem verdade que LeBron também estará em quadra neste 25 de dezembro, mas se tem alguém que poderá dizer que terá mais de um triplo-duplo na rodada de Natal da NBA este é Russell Westbrook. Vivendo temporada magnífica, com 31,8 pontos, 10,8 assistências e 10,5 rebotes, o armador do Thunder, que não terá de novo Victor Oladipo (lesionado), já atingiu dígitos duplos em três fundamentos em 14 ocasiões nesta temporada da NBA (inclusive o animalesco contra o Boston na sexta-feira fora de casa com 45-11-11). Com sua força física descomunal, é bem provável que ele atinja o feito logo mais contra um Minnesota que defende terrivelmente mal (cede 106 pontos por noite aos rivais) e que tem na armação um cara (Ricky Rubio) que tem um potencial físico e uma defesa bem abaixo daquilo que se espera para deter Westbrook. Vale a pena, pelo lado do Wolves, ficar de olho na molecada formada por Andrew Wiggins, Zach LaVine e Karl-Anthony Towns. Eles jogarão o primeiro jogo natalino de suas carreiras. Os três já são muito, muito bons e quando encontrarem o meio termo entre serem ousados e responsáveis serão excepcionais.

russel1Los Angeles Lakers x Los Angeles Clippers (01h30 – ESPN+) – O Clippers perdeu (de novo!) Blake Griffin por lesão (de três a seis semanas), mas é absurdamente favorito contra um Lakers que começou bem a temporada, mas que com suas lesões e inconstância acabou se perdendo (são quatro derrotas seguidas, 9 nos últimos 10 jogos e a amarga campanha de 11-22). Para quem sonhava em brigar pelo playoff, o Lakers está talvez vivendo a (sua) realidade e terá do outro lado da quadra um rival que não vence desde a abertura de 2013/2014 (faz tempo, hein!). O Clippers (22-9), por sua vez, tem tentado se adaptar ao jogo sem Griffin, que vinha fazendo excelente campeonato, mas vê o Houston Rockets coladinho na luta pela terceira posição do Oeste. Quem conseguir ficar acordado até tarde deve ficar atento ao duelo entre Chris Paul, um dos melhores armadores da liga (CP3 não está 100% mas deve atuar), e D’Angelo Russell, um dos mais jovens e talentosos titulares da posição 1 da NBA.

Meus palpites pra hoje? Knicks, Warriors, Spurs, Thunder e Clippers. E o de vocês? Comentem!


‘Pegando fogo’, Klay Thompson faz 60 pontos em 29 minutos contra o Pacers – veja!
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Fábio Balassiano

klay1A maior marca da temporada 2016/2017 da NBA era de Russell Westbrook com 51 pontos. Era. Na noite de ontem em Oakland Klay Thompson, ala do Golden State Warriors, passou por cima disso. E rápido.

Na vitória do seu time por 142-106 contra o Indiana Pacers o camisa 11 teve 60 pontos (superou o recorde pessoal dele de 57 naquele jogo de 2015 em que ele anotou 37 pontos em um PERÍODO) em surreais 29 minutos (mais de dois pontos por minuto portanto!), sendo 40 na primeira etapa e 20 nos 10 minutos em que atuou no segundo tempo. Ao todo foram 21/33 nos tiros de quadra, sendo 8/14 nas bolas de três pontos, e 10/11 nos lances-livres. O feito de Klay lembrou muito o de Kobe Bryant em 20 de dezembro de 2005, quando o astro do Lakers despejou 62 contra o Dallas Mavs em Los Angeles tendo jogado módicos 32 minutos.

Veja abaixo o vídeo da performance de Klay Thompson na noite desta segunda-feira. De quebra relembre o feito de Kobe Bryant de 2005 também.

60 pontos em 29 minutos

40 pontos no primeiro tempo

O “presente” de Steph Curry no final do jogo…

Kobe Bryant e os 62 pontos em 3 períodos contra o Dallas


Aviso aos navegantes: o Warriors já lidera a NBA e vê time voar muito alto
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Fábio Balassiano

durant1No dia 25 de outubro o mundo parou para ver Kevin Durant estrear com a camisa do Golden State Warriors. Seria o começo de uma era de vitórias, shows, sucesso, mídia e tudo mais. O San Antonio Spurs não quis saber de nada disso e deixou um recado importante: vitória por 129-100 e um banho de água fria na franquia.

A imprensa oportunista dos EUA caiu em cima, chegou a, vejam só vocês, cogitar que a vinda de Durantula para o mundo do Warriors tinha sido um engano (com um mísero jogo, hein…) e o primeiro ponto e interrogação poderia ser colocado na cabeça de Steve Kerr, o técnico.

warriors1Um mês se passou, e o Warriors mudou. Pra melhor. Muito melhor. Já são 15 vitórias (11 seguidas), apenas mais uma derrota (a surpreendente para o Lakers em 4/11 por 20 de diferença), a melhor campanha da NBA, a liderança do Oeste e um aviso singelo: o time está jogando um basquete de altíssimo nível! Em alto nível, sem grandes diferenças de pontos, arremessos e percentuais envolvendo as suas principais estrelas (tabela ao lado) e produzindo jogadas deste nível.

durant2São 118,4 pontos/jogo, de longe a melhor média da NBA e acima dos 114,9 de 15/16, e 43% dos arremessos rivais convertidos, o quinto melhor índice e 1% melhor que no campeonato passado. Ou seja: se o ataque é furioso, a defesa está cada vez mais encaixada (e com Durantula se esforçando muito neste sentido, algo que sempre esteve longe de ser sua virtude).

Individualmente na pontuação quem brilha é o trio de ouro formado por Kevin Durant (27,2), Steph Curry (26,7) e Klay Thompson (20,7), o único do mesmo time a estar entre os 25 primeiros em pontuação junto com o do Cavs (Kevin Love, LeBron James e Kyrie Irving). No jogo coletivo, vale ressaltar o seguinte: são 31,5 assistências por jogo, 7 a mais que o Houston, e 58% dos arremessos convertidos através de passes dos companheiros.

warriors3Ganhar ou não o título depende de muitos fatores, inclusive sobre quão descansado chegará o Cleveland, que ganhará o Leste com pouquíssimo esforço pelo visto, mas que a turma de Oakland está jogando o fino da bola, isso está. Ano passado o Warriors iniciou o certame com 24 vitórias. Neste ano já são 15-2 e a possibilidade REAL de chegar pelo terceiro ano consecutivo a mais de 65 vitórias. Isso tudo sem “estourar” as principais estrelas (Green, que se machucou na sexta-feira sem gravidade, Curry, Durant e Klay Thompson jogam menos de 35 minutos por noite).

curry10Hoje o duelo será contra o Atlanta Hawks na Oracle Arena. Depois disso, outros três jogos em casa (Rockets, Suns e Pacers) para sedimentar o incrível começo de temporada.

Pra gente, do Brasil, a única tristeza mesmo é o fuso horário que faz as partidas começarem depois de 1h da manhã. Mas se ninguém tinha dúvida que o Golden State seria bom, acho que nem “quão” bom este time poderá vir a ser precisamos ficar nos perguntando.


Steph Curry acerta 13 bolas de 3 e bate recorde da NBA – veja o vídeo!
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Fábio Balassiano

Steph11Pelo que fez na temporada passada, acertando 402 bolas de três pontos em 2015/2016, parecia questão de tempo que Steph Curry conseguisse bater o recorde de acertos do perímetro em um único jogo. Isso aconteceu ontem à noite.

Após ver a sua série de 157 jogos seguidos com ao menos uma bola de três pontos se interromper na última sexta-feira, quando errou tudo de fora em derrota contra o Lakers, Steph teve a combinação perfeita na segunda-feira em Oakland: o apoio da torcida, a motivação para começar uma nova sequência e, claro, um adversário como o New Orleans Pelicans, fraquinho, fraquinho. Deu no que deu.

Steph1Steph acertou 13 bolas de três pontos em 17 tentativas, terminou com 46 pontos, guiou o Golden State a vitória por 116-106 e tornou-se o recordista em arremessos longos convertidos em apenas uma noite. A marca anterior era dividida entre ele (27/02/2016), Kobe Bryant (2003) e Donyell Marshall (2005), que haviam acertado 12 vezes. O camisa 30 limitou-se a dizer que “foi uma noite especial depois da tristeza do jogo anterior, quando nada caiu”. Do outro lado, Anthony Davis, craque do Pelicans, estava resignado: “Não há nada a fazer quando Steph Curry tem noites de Steph Curry. Ele é imarcável”.

Veja abaixo as 13 bolas de três pontos que colocaram Steph Curry de novo no livro dos recordes. Estava com a mão boa o magriça na noite de ontem, hein…


Temporada começa hoje e NBA pode ter final repetida 3 vezes seguidas pela 1ª vez
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Fábio Balassiano

Cavs1Acabou a espera. A temporada 2016/2017 da NBA começa nesta terça-feira com o Cleveland Cavs, o atual campeão, recebendo o renovado New York Knicks (21h30, com Sportv) em um campeonato que tem tudo pra ser um dos mais empolgantes dos últimos tempos.

Minha análise sobre os 30 times da liga

Empolgante e ao mesmo tempo histórico. A NBA pode ver pela primeira vez em sua história de mais de 50 anos uma final se repetir pela terceira vez seguida. Caso vençam respectivamente a conferência Leste e Oeste, Cleveland Cavs e Golden State Warriors, que mediram forças nas decisões de 2014 e 2015 (uma vitória para cada lado), se encontrarão novamente, abrindo um capítulo inédito na liga. O máximo que o principal campeonato de basquete do planeta viu até agora foram 14 finais com os mesmos times em dois anos consecutivos. Três, até agora, nunca.

Meus palpites no Podcast BNC

curry2Os meus palpites completos vocês verão ainda hoje neste blog e o a análise sobre os brasileiros virá amanhã, mas é muito difícil não apostar que isso vá mesmo acontecer em junho de 2017. O Golden State Warriors perdeu a final passada, mas conseguiu um reforço de ótimo nível chamado Kevin Durant. Se perdeu Harrison Barnes, Leandrinho, Mo Speights e Andrew Bogut, conseguiu se reforçar também com David West e Zaza Pachulia para o garrafão. Se Spurs e Clippers continuam fortes, se o Grizzlies renovou com Mike Conley e Marc Gasol, se o Houston vai acelerar bastante com Mike D’Antoni, é impossível não apostar no Warriors como campeão do Oeste. A não ser que aconteçam problemas de relacionamento no vestiário entre as suas estrelas o GSW tem tudo pra fazer a sua terceira final consecutiva.

Evento BNC acontece hoje no Rio de Janeiro

lebron11No Leste o raciocínio é idêntico. O Toronto segue forte, o Indiana se reforçou, o Knicks está querendo dar uma nova vida a Carmelo Anthony e o Chicago terá Dwyane Wade, cracaço de bola, mas ninguém tem LeBron James, Kyrie Irving, Kevin Love, Tristan Thompson e o doido-porém-talentoso JR Smith juntos no mesmo elenco.

É o Cleveland, que jogará pela primeira vez na história da franquia uma temporada como atual campeão com a confiança nas alturas e com a motivação de LeBron James lá no alto para provar que pode bater o quarteto de estrelas do Warriors (Steph Curry, Klay Thompson, Durant e Draymond Green).

Será que a NBA se repetirá pela terceira vez? O que acham? Comentem!