Bala na Cesta

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Warriors iguala outro recorde do Bulls de Michael Jordan – entenda o tamanho do feito
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Fábio Balassiano

Em uma partida incrível ontem à noite no Texas o Golden State Warriors teve 29 pontos e 11 assistências de Steph Curry, venceu o San Antonio Spurs por 110-98 depois de perder o primeiro período por 33-17, chegou a 61 vitórias em 75 jogos, manteve a melhor campanha da NBA e abriu vantagem contra o próprio Spurs, que agora tem 57-17, na liderança da conferência Oeste. Como detalhe, vale dizer que esta foi apenas a segunda vitória em partidas de temporada regular do Warriors em San Antonio nos últimos 36 confrontos. E este não foi o único feito atingido por Steph Curry, Klay Thompson e companhia nesta semana.

Se na temporada passada o Golden State Warriors bateu o recorde de vitórias da NBA, alcançando 73 vitórias e superando por uma o feito do Chicago Bulls de 1996, nesta semana a franquia de Oakland igualou um feito que apenas outros quatro times na história de mais de 60 anos da liga haviam obtido: conseguir 60 ou mais vitórias em pelo menos três temporadas consecutivas da NBA (veja quadro ao lado).

A última equipe a chegar a tal marca foi justamente o Bulls de Michael Jordan no segundo tricampeonato (entre 1996 e 1998). As outras foram o Boston Celtics (em duas oportunidades), o Milwaukee Bucks e o Los Angeles Lakers (conseguiu a proeza de chegar a quatro campeonatos seguidos com 60+ triunfos).


A vida além de Durant – como explicar a queda vertiginosa do Golden State na NBA?
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Fábio Balassiano

No dia 28 de fevereiro Kevin Durant foi para o vestiário com dores no joelho. O resultado todo mundo já sabe: o astro do Golden State Warriors ficará um mês fora das quadras. Sem ele, autor de 25 pontos por jogo, o time de Oakland teria que voltar a jogar basicamente com o mesmo núcleo que foi campeão da NBA em 2015 e vice em 2016.

Sem problemas, então, para os comandados de Steve Kerr, certo? Nada disso. Desde que o camisa 35 saiu o Warriors, que hoje enfrenta o Sixers em casa, tem 4 derrotas em seis jogos (três seguidas), apenas a décima-oitava melhor campanha do mês de março e o San Antonio Spurs empatado com ele na liderança do Oeste (ambos têm 14 derrotas). Fica a pergunta: é possível explicar queda tão vertiginosa assim? Vamos tentar.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

O primeiro e principal motivo atende pelo óbvio: Steph Curry e Klay Thompson estão arremessando incrivelmente mal desde que Kevin Durant se machucou. Com Durant em quadra, Curry e Thompson tinham, respectivamente, aproveitamentos 39% e 40% nas bolas de três pontos. Em março, 28,6% para cada um deles. Sobre Steph, duas vezes seguidas o MVP da temporada regular, um dado ainda mais estarrecedor: ele ERROU 58 de suas 76 últimas tentativas de três pontos (23% de acerto apenas). Para piorar as coisas, o volume de arremessos tentados aumentou sem o camisa 35 em quadra. Steph, que chutava 18 vezes por jogo, passou para 23. Klay saltou de 17 para 20. Com percentual de conversão tão baixo, já que estão muito mais vigiados, vocês conseguem imaginar o estrago que isso causa para a equipe, que não só não pontua mas também permite rebotes longos para seus adversários e a chance de pontuar em contra-ataque.

 

Outro ponto fundamental é que o atual elenco de apoio do Warriors é MUITO pior que o da temporada passada. Não dá pra dizer que foi um erro, mas sim uma escolha feita pela franquia quando trouxe Kevin Durant e, para acomodar o salário de mais de US$ 26 milhões em 2016/2017 do craque, teve que abrir mão de peças importantes. Os danos colaterais eram esperados mesmo. A oportunidade de adicionar um quarto All-Star fez com que o elenco ficasse menos profundo, com menos opções. Quando Durant sai machucado este problema aparece. Em 2015/2016 Harrison Barnes, Marreese Speights, Festus Ezeli, Leandrinho, Brandon Rush, Shaun Livingston, Ian Clark e Andrew Bogut traziam 56 pontos por noite para a equipe. Destes, apenas Livingston e Clark ficaram, e agora a rotação conta com nomes como Zaza Pachulia, JaVale McGee, Patrick McCaw, Kevon Looney, David West e Matt Barnes, que adicionam apenas 34 pontos por noite. O número é 40% menor que o de 2015/2016.

Há um terceiro fator que atende pela defesa no garrafão. Os números defensivos do Golden State são muito parecidos com os da temporada passada (104,1 pontos e 43,5% nos arremessos em 2015/2016 contra 105,3 e 43,8% em 2016/2017), mas há uma diferença enorme quando você tem Andrew Bogut e Festus Ezeli protegendo o seu aro em relação a JaVale McGee e Zaza Pachulia. Principalmente em relação a inteligência para coberturas e proteção de aro que o australiano Bogut trazia para o time (e isso nem sempre aparece em estatística). Some-se a isso a fase apenas verborrágica de Draymond Green, que tem se metido em polêmica quase a todo minuto, e o resultado não é muito bom. Green, All-Star e líder emocional da equipe, reduziu todas as suas médias de 2016 para 2017 e tem chutado terríveis 31% nas bolas de três pontos, seu pior índice desde o ano de calouro.

O último problema pode ser o vestiário. Na madrugada de sexta-feira, após o time perder de forma apática para o Minnesota Timberwolves fora de casa, Andre Iguodala foi avisado apenas pela imprensa que os principais jogadores do time, inclusive ele, seriam poupados pelo técnico Steve Kerr da aguardada partida contra o San Antonio Spurs no sábado. A reação do MVP das finais de 2015 foi uma mistura de surpresa e ironia: “Sério? Sério isso? OK, eu faço tudo o que meu mestre (o técnico Kerr) mandar”. O treinador ainda tentou colocar panos quentes, dizendo após a derrota no Texas que Iguodala é assim mesmo, brincalhão, mas não ficou muito legal, não. O desequilíbrio emocional pode ser visto também em Curry. Irritadiço, ele tem comportamento bem diferente dos últimos três anos, quando só sorria na quadra. Hoje em dia em qualquer lance lá está ele reclamando, balançando a cabeça ou reprovando algo. Para quem viveu acertando mais de 45% de seus arremessos longos deve ser difícil conviver com percentual tão menor assim de conversão.

É óbvio que o Golden State Warriors segue como um dos favoritos a ganhar o Oeste e chegar na final da NBA. Ganhar o título da liga continua sendo uma possibilidade pra lá de grande. A franquia tem um timaço de bola e provavelmente terá Kevin Durant ainda nas últimas semanas da temporada regular, mas o momento é de sinal amarelo em Oakland.

Desde que Steve Kerr chegou o time nunca havia perdido três vezes consecutivas em temporada regular. Agora é a hora de Steph Curry, Andre Iguodala, Klay Thompson e Draymond Green mostrarem que há, sim, performance de alto nível no Golden State Warriors sem Durant. Como sempre foi até seis meses.


Fãs frustrados e audiência baixa – como o Spurs x Warriors virou ‘mico’ pra NBA
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Fábio Balassiano

“Eu sinceramente fico triste pelos torcedores que compraram ingresso para o jogo de hoje”. A frase é de ninguém menos que Steve Kerr, técnico do Golden State, e define bem o sentimento dos fãs que foram ao AT&T Center em San Antonio. E o treinador tem inteira razão.

Um dos maiores clássicos da NBA na atualidade, San Antonio Spurs x Golden State Warriors possuem as melhores campanhas da temporada, foram campeões respectivamente em 2014 e 2015 e provavelmente farão a final que a conferência Oeste nos playoffs em menos de três meses. Era pra ser uma partida excepcional vista por 20 mil pessoas na Arena e milhões em seus lares (transmissão em TV aberta), mas se transformou em um mico colossal para a NBA. Jogada apenas por reservas, o Spurs venceu por 107-85, mas os torcedores que saíram de suas casas voltaram pra lá de irritadas do ginásio.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

O lado do San Antonio Spurs é mais justificável, mas nem tanto assim. O time perdeu LaMarcus Aldridge devido a uma arritmia cardíaca e Kawhi Leonard por causa de uma concussão (na cabeça). O time confirmou as duas ausências no sábado pela manhã. O caso de Aldridge é totalmente justificável, mas Gregg Popovich, o treinador, já havia anunciado que tanto Kawhi quanto Tony Parker, o armador francês craque de bola, seriam poupados devido ao desgaste de jogos da semana. Parker, Leonard e Aldridge são três dos quatro principais cestinhas da equipe e somam simplesmente 55 dos 106 pontos que a franquia soma por noite.

O caso do Golden State Warriors é mais grave. Kevin Durant está lesionado no joelho e só retornará às quadras em um mês. Os outros que não jogaram ontem, Steph Curry, Klay Thompson, Draymond Green e Andre Iguodala, foram poupados por Steve Kerr. O técnico comunicou a decisão de que iria poupar seus principais atletas na sexta-feira após a partida contra o Minnesota fora de casa. Alegou que as estrelas estavam cansadas e que precisariam de um tempo para se recuperar. Iguodala, MVP das finais de 2015, ficou sabendo que não jogaria pelos repórteres e não gostou muito: “Sério? Sério isso? OK, eu faço tudo o que meu mestre (o técnico Kerr) mandar”, afirmou balançando a cabeça.

Mais do que a frustração de Iguodala, a NBA terá que entender os reflexos disso na cabeça e no bolso dos consumidores que não pagam pouco para frequentar os ginásios. Quem paga (e caro) para ver Warriors x Spurs espera ver Curry, Durant, Thompson, Green, Iguodala, Parker, Leonard e Aldridge, e não Barnes, Looney, Bryn Forbes e Joel Anthony. Quem está em casa, sobretudo no horário nobre de um sábado à noite (o jogo foi exibido ao vivo pela ABC norte-americana para todo país), também. A audiência bem menor que a esperada pela emissora.

Para vocês terem ideia do caos, apenas um exemplo que foi mostrado pela ABC americana retrata bem a frustração geral. Um casal de torcedores do Warriors viajou sete horas do México ao Texas. Pagaram pra ver suas estrelas. Pegaram um voo, depois outro voo, alugaram um carro e chegaram animados ao ginásio. Quando olharam para quadra, viram todas as estrelas do Golden State de agasalho – e não de uniforme. O casal não viu o que queria e foi embora no começo do último período.

O clássico virou abóbora no Texas ontem à noite.


Jogador fica duas horas no Warriors, ganha R$ 1 milhão e é dispensado em seguida – entenda
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Fábio Balassiano

Durou duas horas a história de Jose Calderon como jogador do Golden State Warriors. Em um caso sem precedentes na história da NBA, o armador espanhol chegou a Oakland ontem à tarde, assinou contrato, viu a sua camisa no vestiário (foto ao lado), recebeu o salário de US$ 415 mil (pouco mais de R$ 1 milhão) e… logo em seguida foi demitido pelos atuais vice-campeões da liga. A atitude do Warriors é estranha, até certo ponto esquisita, mas compreensível.

A franquia havia acertado verbalmente na última segunda-feira a contratação de Calderón, dispensado do Los Angeles Lakers na semana passada, para ser o o reserva imediato de Steph Curry. O problema é que na terça-feira Kevin Durant se machucou e a equipe precisou buscar um ala para substituir a Durant por no mínimo um mês (tempo previsto para que o camisa 35 se recupere da hiperextensão no joelho).

De forma emergencial Matt Barnes foi imediatamente contratado e Jose Calderon acabou sobrando. Bem correto, o Golden State Warriors cumpriu com o que havia combinado. Assinou o contrato com o espanhol, pagou o que estava apalavrado, pediu desculpa pela situação insólita, o demitiu e seguiu a sua vida.


Dos males o menor: Kevin Durant tem lesão no joelho constatada, mas fica só 1 mês parado
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Fábio Balassiano

Dos males o menor. Kevin Durant, craque do Golden State Warriors, ficará apenas um mês fora da NBA. Após sair de quadra ontem em Washington, sua cidade-natal, com uma hiperextensão no joelho o ala foi examinado e os resultados foram divulgados há pouco pela franquia californiana (mais aqui em inglês e aqui no UOL): a ressonância apontou uma entorse de grau dois do ligamento medial colateral do joelho esquerdo, além de um hematoma no na tíbia, com o prazo estimado para recuperação de um mês. Após este período ele será reavaliado para, aí sim, voltar a jogar.

Com isso, em um cenário otimista Durantula pode jogar inclusive no começo dos playoffs, o que atenua bastante o medo que se tinha quando o astro foi ao vestiário ontem à noite. A suspeita era de lesão no ligamento cruzado anterior, que o tiraria das quadras até o final do ano. Para sorte do Golden State, contar com ele no playoff continua sendo bastante possível.

Ciente do risco de não ter Durant a franquia, precavida e com bastante receio, não quis esperar o resultado dos exames e anunciou no começo de quarta-feira a chegada de Matt Barnes, ala que joga na mesma posição do camisa 35.

Durant foi o maior reforço da equipe para a temporada, está jogando muita bola (cestinha do Golden State com 25,3 pontos) e é a principal arma do time para retomar o troféu de campeão da NBA após perdê-lo na final da temporada de 2016 para o Cleveland Cavs, do craque LeBron James.


Favoritos ao título da NBA, reforçados e preocupados, Cavs e Warriors planejam playoff
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Fábio Balassiano

Os dois maiores favoritos ao título da temporada 2016/2017 da NBA só pensam no playoff. E estão em ritmos bem parecidos: olhando o mercado para novas contratações e bastante preocupados. O Cleveland Cavs com JR Smith, machucado desde o começo do campeonato, e Kevin Love, que operou o joelho recentemente. Ambos só retornam no mata-mata (exatamente em que fase ninguém sabe). O Golden State Warriors, com Kevin Durant, que ontem à noite contra o Washington Wizards teve uma hiperextensão do joelho e será avaliado ainda hoje na capital norte-americana para saber o dano real de sua lesão.

O Golden State é o mais preocupado, na verdade. Está fazendo orações desde o momento em que aconteceu isso aqui em Washington na noite de ontem, ó:

É isso mesmo. Marcin Gortat, bruto pivô do Wizards, empurrou Zaza Pachulia e o jogador do Warriors acabou se chocando contra o joelho de Kevin Durant. O camisa 35 foi ao vestiário, onde foi detectada a hiperextensão do joelho e não mais voltou. A preocupação é imensa. Pode não ser nada grave, mas também pode ter acontecido ali um rompimento de ligamento, que faria Durantula perder o restante da temporada. De acordo com o sempre bem informado Woj, do The Vertical, o time já trabalha com a possibilidade do ala só retornar para os playoffs do Oeste. O resultado oficial será divulgado hoje.

Temendo o pior o Golden State se reforça. O time anunciou ontem a contratação do ala Matt Barnes, ala que joga na mesma posição de Kevin Durant. Barnes jogou na franquia em 2007, colocou emotiva mensagem em seu Instagram e chega para assumir um pouco da responsabilidade que a ausência de Durant vai causar. Um fato interessante, e ao mesmo tempo triste, é que o Warriors já tinha planejado contratar o espanhol Jose Calderón, demitido do Lakers no começo da semana. Com a mudança repentina causada pela lesão do seu camisa 35, a franquia decidiu mudar de direção. Vai honrar a sua palavra ao assinar com Calderon para pagar tudo o que havia combinado, mas irá demiti-lo no momento seguinte para fechar com Barnes. Acabou que, no final das contas, o espanhol ficou sem time a um mês do começo do playoff e terá que procurar uma nova equipe a partir desta quarta-feira.

Do outro lado está o Cleveland Cavs. Um pouco mais tranquilo, mas não tanto. Dois titulares do time campeão da temporada passada, JR Smith e Kevin Love, estão fora e só retornam nos playoffs. A grande vantagem é que a franquia de Ohio foi brilhante no mercado para contratar os jogadores que tiveram seus contratos rescindidos recentemente. Primeiro chegou Deron Williams para ser reserva de Kyrie Irving na armação. Ontem foi anunciada a contratação de Andrew Bogut, pivô que será o suplente de Tristan Thompson.

O interessante de Bogut é que ele faz o caminho invertido do brasileiro Anderson Varejão, que ano passado foi trocado pelo Cavs para o Portland. Depois Varejão assinou com o Warriors, que venceu o Cleveland na final de 2015. Bogut, por sua vez, foi trocado pelo Golden State para o Dallas, que o despachou para o Sixers, que o demitiu. Bogut, livre no mercado, optou por jogar contra o time que o venceu na final da temporada passada. Com isso o elenco do Cavs fica absurdamente forte, com 11 jogadores excelentes fazendo a rotação que contará com Kyrie Irving, JR Smith, LeBron James, Kevin Love e Tristan Thompson no time titular e Deron Williams, Iman Shumpert, Kyle Korver, Richard Jefferson, Channyng Frye, Derrick Williams e Andrew Bogut no banco de reservas. Sinceramente não me lembro de um elenco tão numeroso assim nos últimos tempos. Acho que agora LeBron James, que vinha reclamando da falta de opções em Cleveland, não tem muitos motivos para lamuriar, né?

Assim caminham Cavs e Warriors rumo a terceira final consecutiva deles na NBA. O Cleveland ajustando suas peças e esperando o retorno (já confirmado) de Kevin Love e JR Smith para os playoffs. O Golden State, por sua vez, rezando para que a lesão de Kevin Durant não seja tão grave assim e se precavendo com a chegada de Matt Barnes.


Fora do Warriors, fica a pergunta: pivô brasileiro Anderson Varejão ainda tem espaço na NBA?
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Fábio Balassiano

andy1A notícia do ótimo Woj, do The Vertical, pegou a todos de surpresa na tarde de ontem: o Golden State Warriors optou por dispensar o brasileiro Anderson Varejão para abrir espaço em sua folha salarial para contratar o armador Briante Weber, assinou um contrato de 10 dias, prática comum na NBA.

Seguindo as regras da NBA, o brasileiro entra no que é conhecido como “Waivers” a partir deste sábado. Caso algum clube “pesque” ele de lá nos próximos três dias, Varejão terá que seguir para seu novo destino sem poder de escolha. Se este período passar ele poderá receber propostas e assinar com as outras 29 franquias da NBA, inclusive com o Cleveland, que o trocou na temporada 2015/2016. Se o Cavs desejar contratá-lo, precisa apenas esperar até 20 de fevereiro, prazo dado pela liga para que um atleta retorne ao time pelo qual ele fora trocado anteriormente. Mas de acordo com o jornalista Sam Amico, não é o desejo do time de Ohio, não.

andy2A grande pergunta que se faz é: Anderson Varejão, que tem as médias de 1,3 pontos e 1,9 rebotes em 6,6 minutos dos 14 jogos que atuou na temporada 2016/2017 (apenas uma vez ficou mais de 10 minutos em quadra…), ainda tem bola para ficar em uma NBA cada vez mais física, rápida e recheada de pivôs que sabem arremessar de longe?

O brasileiro tem 34 anos e sempre baseou muito de seu jogo em sua luta (física) perto da tabela. Com o potencial físico decaindo (naturalmente) devido a idade, sua grande qualidade não é mais um diferencial competitivo. A princípio, portanto, a resposta é “não” (e ela é até a mais provável mesmo), mas creio que alguns times poderiam se interessar em um atleta experiente, com três finais de NBA no currículo e ótimo de grupo (Clippers, Thunder, agora que está sem o turco Enes Kanter, Celtics e Pacers são alguns dos nomes que me surgem rapidamente na cabeça). Não que ele seja um jogador que mude os rumos de um time no playoff, mas Anderson está longe de ser um atleta tão ruim como vejo muita gente escrevendo. Se o seu melhor momento já passou, o que é óbvio, não creio que ele seja assim tão descartável, não.

Na real, na real mesmo, o momento é de tristeza para Anderson Varejão, deixado de lado por uma franquia pela segunda vez em pouquíssimo tempo. Agora é esperar para saber se alguma proposta virá ou se o seu caminho será longe do basquete norte-americano. Não dá pra cravar ainda que este é o final de sua história de quase 13 anos no melhor basquete do mundo.


Curry explode com bola do meio da quadra, nove de 3 e 43 pontos em 29 minutos – assista!
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Fábio Balassiano

curry1Antes do jogo de sábado contra o Los Angeles Clippers o técnico do Golden State Warriors, Steve Kerr, e Kevin Durant, maior reforço do time para a temporada, chamaram Steph Curry para conversar. Pediram para que o camisa 30 relaxasse mais e que voltasse a jogar o basquete que fez dele o MVP da temporada nos últimos dois anos.

Aparentemente Curry ouviu a mensagem. Azar do Los Angeles Clippers, que jogou sem o craque Chris Paul na armação e sofreu na mão do magriça. Na noite de ontem Steph fez uma cesta no meio da quadra no estouro do cronômetro ao final do primeiro tempo, matou 9 bolas de três pontos (em 15 tentativas), distribuiu 6 assistências, apanhou 9 rebotes e terminou o jogo com 43 pontos em 29 minutos (jogou apenas os três períodos iniciais) na fácil vitória do Warriors por 144-98.

Abaixo os melhores momentos da exibição de gala de Steph Curry ontem:

ARREMESSO DO MEIO DA QUADRA:

PASSE PELO MEIO DAS PERNAS DO ADVERSÁRIO:

AS 9 BOLAS DE 3 PONTOS:

OS 43 PONTOS:

 


Máquinas de pontuar, Rockets e Warriors se enfrentam hoje na NBA
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Fábio Balassiano

curry1A ESPN exibe hoje um jogaço a partir das 23h. Houston Rockets e Golden State Warriors, terceiro e primeiro da conferência Oeste, medem forças no Texas. Não é o confronto “apenas” de dois dos melhores times da temporada 2016/2017 da NBA, mas também (ou sobretudo) o embate entre os dois melhores ataques e os arsenais mais “pesados” de três pontos de toda a liga. O Golden State Warriors tem a surreal média de 117,7 pontos por jogo e lidera a NBA no quesito. Quem vem logo atrás? O Houston Rockets, que marca 114,6 pontos por jogo. Apenas estes dois times e também o Toronto (111,5) passam dos 110 pontos por noite no campeonato.

gordon1Para vocês terem uma ideia, no dia 23 de novembro o Warriors anotou 149 contra o Lakers. No dia 5/12, 142 contra o Pacers. E neste mês em 5 das 7 partidas o time anotou mais de 110 pontos (escrevo antes do jogo contra o Thunder). O Houston não fica atrás quando o assunto são partidas ferozes. Neste começo de ano já foram 129 contra o Toronto e 137 contra o Nets.

Individualmente vale falar sobre os caras que lideram a NBA em bolas de três convertidas. Entre os 7 primeiros, seis estarão em quadra logo mais. Steph Curry (Warriors) e Eric Gordon (Rockets – na foto) são os dois primeiros, com um e outro liderando o quesito a cada semana. No momento Curry tem 156. Gordon, 153. Atrás deles vêm James Harden (Rockets), o terceiro, Kyle Lowry (do Toronto Raptors e em quarto), Klay Thompson (Warriors), Trevor Ariza (Rockets) e Ryan Anderson (Rockets). Principal reforço do time para a temporada e dono de aproveitamento de quase 40% nos tiros longos, Kevin Durant está apenas em vigésimo-terceiro entre os que mais vezes acertaram bolas de três na temporada.

durant1Se no ataque eles dão show, dá pra dizer que na marcação o Golden State tem conseguido acertar também (principalmente nas últimas semanas). O Warriors é a segunda defesa em arremessos convertidos pelos adversários (43%) e a primeira quando o assunto é evitar as bolas longas (32,1%). O time de Steve Kerr fica na frente até do poderoso Memphis Grizzlies, conhecido por sua defesa eficaz tanto internamente, perto da cesta, quanto no perímetro. O Houston não defende bem e permite 45% de conversão dos rivais e 107,6 pontos por partida.

Vale a pena ficar ligado a partir das 23h logo mais. Não dá pra dizer quem ganha, mas acho que dá pra arriscar que os 2 times passarão dos 115 pontos.


NBA reconhece erro em último lance de Cavs e Warriors – Durant sofreu falta
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Fábio Balassiano

james1Para quem não conhece, todos os dias depois das rodadas a NBA coloca em seu site de arbitragem (aqui) análises e comentários oficiais sobre os dois últimos minutos de TODOS os jogos. Isso também foi feito no domingo com as partidas de Natal.

E a NBA reconheceu o erro em dois lances cruciais da partida entre Cleveland Cavs e Golden State Warriors (transcrição completa aqui). O primeiro deles a 01:43 do final, quando LeBron James enterrou e ficou pendurado no aro provocando a Draymond Green. Segundo a liga, James deveria ter tomado uma falta técnica (o mesmo que acontecera minutos antes com seu companheiro Richard Jefferson pelo mesmo motivo). Nada foi apitado.

durantO lance mais polêmico, porém, aconteceu no final. O Golden State tinha um ponto de desvantagem e a bola para vencer. Passe para Kevin Durant, que era marcado pelo veterano Richard Jefferson. Houve um contato, e Durant foi ao chão. A arbitragem nada marcou (seriam dois lances-livres para um cara que tem 87% de aproveitamento da linha fatal…) e o Cleveland venceu. Na revisão do lance, a NBA informa que houve, sim, falta de Jefferson no ala do Warriors “porque o contato dos pés (de Richard Jefferson) afetou sua velocidade, equilíbrio e ritmo na ação ofensiva”.

warriors1No final do jogo, o camisa 35 da franquia californiana, bem irritado (e pelo visto com toda razão), disse na coletiva de imprensa: “Eu caí, e eu não caí sozinho”. Do outro lado, Richard Jefferson, veterano e tentando tirar o seu corpo fora da polêmica, disse que todo lance é polêmico e todo atleta acha que sempre sofre a falta, mas que nada de grave teria acontecido.

O melhor jogo da temporada da NBA terminou, mas pelo visto não acabou ainda. Quem sabe em junho a gente não veja o tira-teima final destes dois timaços.